Mais de 17 mil garotas de até 14 anos foram mães em 2021, mostram dados do SUS

Número preliminar, de 2021, é menor que nos anos anteriores, mas ainda é significativo. De acordo com a legislação vigente, sexo com menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável. Vítimas têm direito a aborto legal, caso engravidem.

O caso da garota de 11 anos que engravidou após ser vítima de um estupro em Santa Catarina não é exceção no Brasil. Dados preliminares do Ministério da Saúde coletados pelo g1 apontam que, no ano passado, 17.316 garotas de até 14 anos foram mães no país. O número tem diminuído nos últimos anos.

De acordo com a legislação vigente, sexo com menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável. Caso a violência leve à gestação, a criança tem direito ao aborto legal. Como o número inclui garotas que engravidaram após completar 14 anos, não é possível dizer que todas são vítimas de estupro.

A especialista em direito das crianças e adolescentes e coordenadora na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Perla Ribeiro, afirma que as notificações de gravidez são a parte mais visível do problema de estupro de vulnerável no Brasil, que ainda sofre com subnotificação.

Especialista em violência sexual e aborto previsto em lei, a psicóloga Daniela Pedroso afirma que manutenção da gravidez em crianças vítimas de violência sexual traz uma série de problemas psicológicos para a criança, além de malefícios físicos, sociais e financeiros.

Ela diz que essa situação pode ser ainda pior, caso seja negado a essa vítima o direito de interromper a gravidez legalmente, como ocorreu com a menina de Santa Catarina, mantida pela Justiça em um abrigo no estado para evitar que faça um aborto autorizado.

Vítima de estupro, a menina de SC descobriu estar com 22 semanas de gravidez ao ser encaminhada a um hospital de Florianópolis, onde teve o procedimento para interromper a gestação negado pela juíza Joana Ribeiro Zimmer.

Depois que o caso foi parar na Justiça, a decisão e trechos de uma audiência sobre o caso foram revelados em uma reportagem dos sites Portal Catarinas e The Intercept. O material foi publicado na segunda-feira (20). No vídeo, Zimmer tenta convencer a menina a manter a gravidez e chegou a questionar a criança se ela “suportaria ficar mais um pouquinho”.

Na manhã de terça-feira (21), a Justiça determinou que a menina voltasse a morar com a mãe. A advogada de defesa da família não deu detalhes sobre qual será decisão em relação ao aborto. Já a juíza do caso foi transferida para outra comarca, após receber uma promoção. Segundo ela, o convite foi feito antes da repercussão do caso.

Pedroso, que atende meninas e mulheres vítimas de violência sexual há 25 anos, conta que muitas vezes essas garotas não têm ideia do que está ocorrendo com elas ou com os seus corpos.

“O caso dessa menina impacta porque me faz lembrar de todas as situações parecidas de meninas de 10, 11 anos que já atendi. Me evoca a lembrança dessas meninas que eram crianças, que não tinham às vezes entendimento sobre o próprio corpo, que não sabiam o que estava acontecendo”, afirma.

Norte e Nordeste têm mais casos proporcionalmente

A maior parte dos casos de meninas de até 14 anos que tiveram filhos foi registrada no Nordeste (6.855). O Norte aparece em seguida, com quase 4 mil registros, seguido pelo Sudeste (3,8 mil), Centro-Oeste (1,4 mil) e Sul (1,3 mil).

Quando olhamos os números totais de nascimentos nas regiões, por outro lado, o Nordeste (833 mil) tem menos registros de nascidos vivos que o Sudeste (1,2 milhões). Já o Norte (322 mil) notificou menos nascimentos que o Sul (396 mil).

Ou seja, proporcionalmente, Norte e Nordeste, regiões com maiores índices de pobreza, têm mais casos de meninas grávidas que as demais regiões.

g1 questionou o Ministério da Saúde sobre os dados completos de 2021, mas não recebeu a informação até a publicação deste texto.

Coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública Estadual do Rio de Janeiro, Flávia Nascimento lembra que a previsão legal para a interrupção de gravidez em meninas menores de 14 anos está na legislação brasileira desde 1940.

A defensora acredita que a lei, por não definir um período específico em que pode ocorrer o procedimento, permite a interrupção em qualquer momento da gravidez, mas ressalta que este não é um consenso no mundo jurídico.

Nascimento afirma ainda que tem notado uma maior dúvida entre médicos em relação a esse tema, principalmente após posicionamentos recentes do Ministério da Saúde. No começo deste mês, a pasta publicou documento em que diz que “não existe aborto ‘legal’” e defende que os casos em que há “excludente de ilicitude” sejam comprovados após “investigação policial”.

“A gente tem percebido um aumento desses casos, dessa dúvida dos profissionais de saúde, principalmente desde que o Ministério da Saúde começou a querer impor uma limitação a um direito que é amplo, que não é limitado. O MS, que deveria orientar, traz uma orientação contrária a lei e acaba provocando muita dúvida nos profissionais de saúde”, comenta.

Número está em queda

Os dados históricos de nascidos vivos apontam uma diminuição da gravidez na infância no país desde 2014, quando 28.245 meninas tiveram filhos. Dois anos depois, em 2016, foram 24.139 garotas. Em 2019, antes da pandemia, foram registrados 19,3 mil nascimentos de mães de até 14 anos.

Apesar da queda, as duas regiões com maiores taxas proporcionais de meninas gravidas — Norte e Nordeste — registraram aumento nos casos em 2021, segundo os dados preliminares do MS. O Norte passou de 3.740 em 2020 para 3.975 em 2021, enquanto o Nordeste foi de 6.822 a 6.855.

Apesar da redução, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) ressaltou, em artigo publicado no fim de 2021, que a taxa de fecundidade de adolescentes brasileiras é maior que a média global: são 53 adolescentes grávidas a cada mil, enquanto no mundo são 41. No texto, o órgão da ONU fez um alerta para a importância da informação e da educação integral em sexualidade como ferramentas de prevenção à gravidez precoce, e para a necessidade de discutir as violências e abusos que vitimizam adolescentes e meninas.

Aborto legal

O g1 publicou uma série de reportagens que explicam o que é o aborto legal, após o Ministério da Saúde publicar uma cartilha na qual afirmava que “não existe aborto legal” e defender que os casos permitidos no Brasil sejam submetidos a “investigação policial”.

Nas matérias, há detalhes sobre o procedimento de interrupção de gestação autorizado pela legislação brasileira. Ele deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é permitido nos casos em que a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto.

Fonte: G1

7 lições financeiras que você deve aprender antes dos 30 anos

Diz-se que 30 são os novos 20 e, do ponto de vista financeiro, parece ser verdade.

Antigamente, era comum que os estudantes ganhassem o seu caminho até a faculdade, se formassem sem dívidas aos 22 anos e imediatamente começassem a economizar para um adiantamento em uma casa. No entanto, o custo da mensalidade aumentou aproximadamente oito vezes mais rápido do que a renda nas três décadas anteriores, tornando praticamente inviável fazê-lo.

Os graduados de hoje estão sobrecarregados com milhares de dólares em empréstimos estudantis ou outros empréstimos. Não se pode nem pensar em comprar uma casa após a formatura. No entanto, existem algumas habilidades que você deve aprender se estiver determinado a estabelecer uma boa base financeira para o seu futuro, pois pode ser intimidante se aproximar dos 30 e sentir que ainda está lutando.

Você se sente frustrado ao iniciar sua jornada financeira? Você gostaria de acelerar sua jornada para a independência financeira? Você descobrirá as mudanças mentais e o comportamento necessários para alcançar a independência financeira.

Sua vida pode mudar se você começar a implementar essas 7 dicas hoje para pular os erros e provar o sucesso.

  1. Diversifique seu investimento:

A diversificação de investimentos tem um enorme impacto em sua jornada financeira. Você deve alocar seus fundos de investimento para vários objetivos financeiros. Cada objetivo terá sua própria linha do tempo. Por exemplo, no final dos 20 anos, se você quiser comprar seu próprio apartamento, deverá depositar os fundos em uma conta poupança a cada mês ou a cada semana de acordo. A diversificação do seu investimento o ajudará a esclarecer seus objetivos financeiros.

Crie uma lista de objetivos financeiros que você deseja alcançar. Talvez você queira economizar para um carro ou uma casa, um casamento ou uma aposentadoria. Alinhe seus objetivos financeiros com um cronograma. Por exemplo: você quer comprar um veículo em dois anos, comprar uma casa em 5 anos, economizar para o seu casamento em 7 anos e pensar em se aposentar em 30 anos.

Agora que você conhece seus objetivos e prazos, pode diversificar seus investimentos. Coloque suas economias mensais em um instrumento financeiro que corresponda ao cronograma de cada meta. Por exemplo, suponha que você queira comprar uma casa em três a cinco anos. Atualmente, você tem alguns fundos e continua economizando a cada mês. Invista esses fundos em um ativo que renderá um retorno dentro de três a cinco anos.

Ou, suponha que você deseja se preparar para a aposentadoria. Se você tiver mais de dez anos, poderá investir em um instrumento financeiro que proporcione um retorno por um período maior de tempo. Em ambos os casos, você deve separar seu capital de investimento em objetivos financeiros distintos. Alinhe os instrumentos de investimento com o cronograma para cada objetivo financeiro.

  1. Iniciar pequenos passos:

Mesmo que você tenha apenas uma pequena quantia para investir, você deve começar. A prática de reservar dinheiro para investimento é mais significativa do que o valor investido.

Além disso, você pode precisar desse tempo para compreender melhor a si mesmo. Desta vez irá ajudá-lo a desenvolver um plano verdadeiramente eficaz. Táticas diferentes funcionam para pessoas diferentes e não existe uma solução “tamanho único”.

Você deve escolher quais táticas funcionam para você! Para algumas pessoas, trata-se de: monitorar despesas, desenvolver um orçamento, automatizar economias, desenvolver planilhas e estabelecer previsões de fluxo de caixa. Diferentes táticas funcionam para vários indivíduos. Permita-se tempo neste momento de sua vida para compreender a si mesmo. Determine a estratégia mais eficaz testando uma variedade de abordagens. O que funciona para os outros não significa que funciona para você e vice-versa. Lembre-se sempre de começar pequeno, independentemente da quantidade.

  1. Conheça seu ciclo de fluxo de caixa:

Você deve monitorar sua entrada e saída de dinheiro. Se você tem menos de 30 anos, provavelmente a maior parte de sua renda vem do seu salário. No entanto, não se esqueça de incluir outras fontes de renda (se tiver).

Considere quanto fundo está entrando e quanto está saindo como despesas. Isso difere do rastreamento de suas despesas, pois você pode observar seu ciclo de fluxo de caixa, que é de entrada e saída de dinheiro.

  1. Fique de olho nas oportunidades:

Esteja atento às oportunidades ao seu redor, para que você possa se manter atualizado com o que está no mercado.

Por exemplo, de 16 a 29 de junho, a Binomo, uma das plataformas de negociação internacional, apresenta o iTrade, um concurso de negociação com prêmios quentes, iPhones 13.

Os participantes podem negociar na Binomo, por renda extra e ganhar smartphones novinhos em folha.

O evento acontece em duas etapas. Os vencedores da primeira etapa serão selecionados em 23 de junho e em 1º de julho da segunda. O número total de vencedores no iTrade é de 6 (seis) pessoas.

O organizador notifica os vencedores usando os detalhes de contato fornecidos na conta pessoal na plataforma Binomo.

Todos os usuários que se registraram em junho estão participando automaticamente do concurso iTrade.

Para participar do iTrade, os traders precisam mudar para uma conta Binomo real.

As condições do concurso iTrade são fazer 15 negociações por dia em uma conta real com um valor mínimo de cada negociação de 18 BRL /$5/€5

Fazer 15 negociações todos os dias durante uma semana maximizará as chances de ganhar um iPhone 13.

Mais informações podem ser encontradas na página do concurso iTrade.

  1. Alavanque o mercado financeiro e aprenda a negociar:

Se você não está ciente da dinâmica do mercado financeiro e das negociações, provavelmente não está familiarizado com os inúmeros ativos financeiros lucrativos. No entanto, você pode aprender mais sobre como negociar na Binomo, oferecendo mais de 70 ativos financeiros que variam de índices de moeda a instrumentos de patrimônio. A plataforma prova ser eficaz para iniciantes que desconhecem a negociação. Assim, a plataforma disponibiliza tutoriais e orientações sobre estratégias de negociação que devem ser adotadas.

Muitos temem investir seus recursos no mercado financeiro por falta de informação. No entanto, você não precisa se preocupar, pois no Binomo você pode iniciar sua negociação com uma conta demo. Isso ajudará você a aprender estratégias e observar as tendências do mercado. Depois de entender a tendência, você pode começar a investir em contas reais. No entanto, você deve ter cuidado com seus fundos, pois a negociação envolve alto risco.

  1. Gerar renda adicional:

Para atingir seus objetivos financeiros, você deve primeiro definir objetivos. Depois de definir os objetivos, você pode identificar fontes adicionais para obter renda adicional.

À medida que envelhece, você descobrirá que assumir um papel ativo na gestão de sua profissão afetará muito sua segurança financeira do que você acreditava anteriormente. Além de acelerar seus objetivos financeiros, um show paralelo pode alterar drasticamente sua perspectiva financeira.

  1. Crie fundos de emergência:

Ter fundos alocados para emergências evitará problemas financeiros. Um fundo de emergência composto por três a seis meses de despesas de subsistência é o ideal, mas começar com uma pequena quantia será suficiente para pequenas crises ocasionais.

Utilize seu orçamento para determinar quanto você pode economizar a cada mês e, em seguida, configure uma transferência automática para facilitar a economia.

Fonte: CNN BRASIL

Ministério da Saúde deve permitir 4ª dose de vacina contra Covid para quem tem mais de 40 anos

Assim como ocorreu às outras faixas etárias, brasileiros que se encaixam na regra só podem tomar reforço 4 meses após a terceira.

O Ministério da Saúde deve liberar a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 em pessoas com mais de 40 anos. A medida foi discutida nesta quinta-feira (16) durante uma reunião do PNI (Programa Nacional de Imunização). O anúncio oficial sobre a permissão da nova dose de reforço para esse público deve sair nos próximos dias.

No início de junho, o Ministério da Saúde já havia recomendado a quarta dose do imunizante a pessoas acima dos 50 anos. Desde então, as pessoas dessa faixa etária que já tomaram a primeira dose de reforço (terceira dose) há mais de quatro meses já são elegíveis para reforçar a proteção.

Na ocasião, o governo enfatizou que gostaria de vacinar, especialmente, trabalhadores acima dos 50 anos que estão na linha de frente dos serviços de saúde, com maior risco de contaminação. São usadas as vacinas da Pfizer, Janssen e AstraZeneca, independentemente da dose aplicada anteriormente.

O motivo para ampliar a vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é o aumento da transmissão da Covid-19, com crescimento de casos graves, hospitalizações e óbitos, observados principalmente em locais em que as coberturas vacinais não atingiram níveis ideais.

“Embora existam, até o momento, poucos dados em relação à magnitude e duração do benefício de uma segunda dose de reforço com vacinas contra a Covid-19, diferentes estratégias de vacinação devem ser utilizadas com base na situação epidemiológica e na disponibilidade de vacinas. O surgimento de novas variantes de preocupação e tendência de aumento do número de casos de Covid-19 também devem ser considerados, sobretudo para recomendações a grupos mais vulneráveis e expostos”, dizia o documento assinado pela Secretaria de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde.

Fonte: R7

Petrobras deve anunciar aumento dos combustíveis nesta sexta-feira

Conselho de administração realizou reunião extraordinária na tarde do feriado da quinta-feira (16) para tentar segurar preços.

Um aumento nos preços da gasolina e do diesel deve ser anunciado nesta sexta-feira (17) pela Petrobras. A decisão foi tomada depois de uma reunião extraordinária do conselho de administração da estatal, realizada em pleno feriado, na tarde da quinta-feira (16).

Com o encontro, Márcio Weber, presidente do conselho, pretendia fazer a petrolífera segurar por mais algum tempo o reajuste dos combustíveis, como foi solicitado pelo Presidente da República Jair Bolsonaro. Entretanto, a diretoria da Petrobrás decidiu manter o que já estava planejado, e aprovou o aumento nos preços do diesel e da gasolina, que entrará em vigor na próxima semana.

Tal atitude atende à demanda do mercado, uma vez que havia defasagem de cerca de 15% a 20% nos preços desses dois produtos nas refinarias da estatal. O diesel estava há mais de 30 dias sem reajuste, e a gasolina não tinha aumento havia mais de três meses. A pressão era para que se alinhassem os valores desses combustíveis aos preços internacionais.

A  Petrobras tem como política de preços o PPI (Preço de Paridade Internacional), que foi implementada em 2016, no governo Michel Temer. Por meio dela, o índice para cálculo dos preços dos combustíveisos considera os custos de importação, incluindo transporte e taxas portuárias, além do preço do petróleo no mercado internacional e o valor do dólar (câmbio).

Procurada, a Petrobras não confirmou o anúncio do reajuste “por questões concorrenciais”. Disse que “não pode antecipar decisões sobre manutenção ou reajuste de preços”.

Eleição

Neste momento, a inflação é vista como uma ameaça à reeleição de Jair Bolsonaro. Esse seria um dos motivos para o governo tentar segurar os preços da gasolina e do diesel.

Em sua live semanal, nesta quinta-feira (16), o presidente voltou a afirmar que vai baixar os impostos PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) que incidem sobre os combustíveis. Ele falou que a redução vai representar mais ou menos R$ 2 no preço da gasolina, e R$1 no preço do diesel.

Bolsonaro também disse esperar que a Petrobras não reajuste os preços antes de ele mandar essa medida de redução ao Congresso Nacional. “Quanto mais o povo está sofrendo, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da Petrobras”, comentou, durante a transmissão ao vivo nas redes sociais.

O presidente afirmou que já chegou ao Planalto o projeto, aprovado na Câmara, que torna essenciais itens como energia, combustíveis, transportes e telecomunicações. Agora, ele tem 15 dias para sancionar a proposta.

“A Câmara aprovou em definitivo o teto de ICMS. […] A gente espera que a Petrobras não reajuste os combustíveis. Porque eles têm total liberdade. Eu não mando nada lá. Nós trocamos o ministro de Minas e Energia, ele está tentando mudar a presidência e a diretoria da Petrobras, mas é complicado, uma burocracia enorme”, reclamou Bolsonaro.

Nos últimos dias, José Mauro Coelho, presidente da estatal, conversou com dois membros do governo: os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Eles solicitaram a manutenção dos preços, e pediram para Coelho renunciar ao cargo. A ideia é colocar em seu lugar Caio Paes de Andrade, indicado por Sachsida.

Fonte: R7

Escrever, ler ou ouvir poesia pode ser benéfico para saúde mental, diz estudo

Pesquisa demostrou que pacientes que experimentaram contato com poesias experimentaram alívio nos sintomas de estresse e depressão, além de reduzir a dor.

Um dos melhores conselhos de separação que minha amiga Genna me deu durante um término tumultuado de um relacionamento de longo prazo foi escrever poesia.

Sentindo-me desesperada em meu coração partido, eu estava disposta a tentar qualquer coisa. Como Emily Dickinson sabiamente aconselhou:

Sem saber quando o amanhecer virá

eu abro todas as portas

Escrevi mais de duas dúzias de poemas nas semanas seguintes. Artisticamente falando, eles foram uma exibição muito ruim, mas como ferramenta para processar as grandes emoções de um momento difícil, os poemas tiveram grande sucesso. Escrevê-los foi catártico e às vezes revelador.

Muitos anos depois — e com o coração totalmente curado, fico feliz em relatar — pesquisas científicas emergentes sobre o potencial de bem-estar da poesia apoiam minha experiência pessoal.

Interessados ​​na eficácia que a poesia tem no combate à solidão, particularmente durante o período inicial de isolamento da pandemia de Covid-19, David Haosen Xiang e Alisha Moon Yi escreveram um artigo de 2020 no Journal of Medical Humanities inspirados em sua experiência na liderança de workshops de poesia.

Xiang e Yi, então estudantes da Harvard Medical School e Harvard College, respectivamente, citaram uma série de estudos (alguns com amostras pequenas, reconhecidamente) mostrando vários benefícios para a saúde ao ler, escrever e ouvir poesia e não-ficção criativa.

Eles demonstraram combater os sintomas de estresse e depressão, além de reduzir a dor, tanto crônica quanto após a cirurgia, apontaram os autores. A poesia também demonstrou melhorar o humor, a memória e o desempenho no trabalho.

Separadamente, um estudo de 2021 publicado pela Academia Americana de Pediatria descobriu que um grupo de 44 crianças hospitalizadas que foram encorajadas a ler e escrever poesia viu reduções no medo, tristeza, raiva, preocupação e fadiga. A poesia foi uma distração bem-vinda do estresse e uma oportunidade de autorreflexão, concluíram os pesquisadores.

O poeta da palavra falada Sekou Andrews demonstrou o poder que as palavras podem ter em tempos difíceis, quando você pode se sentir quebrado, na recente conferência Life Itself, um evento de saúde e bem-estar apresentado em parceria com a CNN.

Em uma apresentação de “voz poética”, ele compartilhou com o público uma história sobre as lutas e a perda da infertilidade dele e de sua esposa. Como Andrews explicou no palco:

Toda inspiração realmente é um olho mágico na possibilidade.

Há uma parede e, de repente, algo a sacode, a rompe,

E há uma rachadura que aparece

E você pode ver algo do outro lado.

E há um poder em simplesmente ser capaz de dizer:

“Eu vejo isso!”

“Seja lidando com a dor, lidando com situações estressantes ou aceitando a incerteza, a poesia pode beneficiar o bem-estar, a confiança, a estabilidade emocional e a qualidade de vida de um paciente”, escreveram Xiang e Yi.

Por que a poesia é especial

A capacidade da poesia de proporcionar conforto e melhorar o humor durante períodos de estresse, trauma e luto pode ter muito a ver com enquadramento e perspectiva.

Como um dispositivo criativo, os poemas retardam nossa reação a uma experiência e podem alterar nossa percepção dela de maneiras que nos ajudam a encontrar novos ângulos, ir mais fundo. Pode fortalecer nosso senso de identidade e nos conectar às experiências dos outros para promover a empatia.

“Eu sempre digo que você não contrata o poeta para acertar o prego na cabeça para você”, explicou Andrews em um e-mail. “Você contrata o poeta para sussurrar em seu ouvido, bater em seu ombro, fazer você se virar e ver uma versão de si mesmo que é inesperada, surpreendente e inspiradora.”

O meio também tem uma maneira única de chegar ao cerne da questão – “A poesia é a verdade em suas roupas de domingo”, escreveu o poeta francês Joseph Roux – já que metáforas e imagens são particularmente adequadas para explorar e sintetizar emoções.

“E a natureza abstrata da poesia pode tornar mais fácil olhar de perto as experiências dolorosas, que podem parecer muito ameaçadoras para serem abordadas de maneira direta e literal”, escreveu Linda Wasmer Andrews em um artigo sobre a prática da terapia poética em psicologia.

A poesia também pode provocar respostas emocionais máximas. Em um estudo de 2017, pesquisadores mediram 27 pessoas por suas respostas psicofisiológicas (como calafrios ou arrepios) ao ouvir poesia lida em voz alta. Essas respostas físicas estão conectadas à área de detecção de recompensas do cérebro, explicou o estudo.

Em seu poema “Por enquanto”, John O’Donohue descreve esse tipo de alquimia cerebral:

O que está sendo transfigurado aqui em sua mente,
E é difícil e lento tornar-se novo.
Quanto mais fiel você aguentar aqui,
Mais refinado seu coração se tornará
Para sua chegada ao novo amanhecer.

Obtendo mais poesia em sua vida

Ler, escrever e ouvir. Essas são as principais opções para infundir sua vida com mais poesia.

Para se expor a algo novo, visite noites de microfone aberto (reais ou presenciais), ou experimente o podcast diário (e curto) de poemas The Slowdown da American Public Media e do National Endowment for the Arts, ou assine um boletim informativo. Existem outros podcasts de poesia também.

E experimente uma coleção acessível. O ator John Lithgow compilou uma cartilha introdutória no livro ” The Poets’ Corner: The One-and-Only Poetry Book for the Whole Family “. Eu pessoalmente amo Shel Silverstein, Mary Oliver, Maya Angelou, Sharon Olds e John O’Donohue se você quiser se aprofundar com um poeta e se divertir e se iluminar perpetuamente.

E para escrevê-lo, você não precisa de treinamento formal para começar. Você pode gostar de experimentar diferentes estilos (como haiku) e experimentos. O site voltado para a comunidade Read Poetry tem um guia atraente para alguns exercícios criativos que você pode achar inspirador.

“Apenas escreva. Apenas fale. Não se preocupe em ser bom para você, você chegará lá. Primeiro, apenas deixe que seja bom para você”, disse Andrews.

Mas não importa como você se envolva, apenas entre lá e comece a sentir o que precisa. Ou como o poeta Billy Collins escreveu em “Introdução à Poesia”:

…andar dentro do quarto do poema

e sentir as paredes para um interruptor de luz.

Fonte: CNN BRASIL

Mais de 8.000 escolas no Brasil não têm acesso a água potável

Levantamento feito com base no Censo Escolar mostra que mais de 14 milhões de alunos sofrem com a falta de estrutura escolar.

Errata: informamos de maneira errada que que mais de 8.000 alunos não têm acesso a água potável no Brasil. O correto é que mais de 8.000 escolas não possuem este tipo de serviço. A informação foi corrigida.

Um levantamento com base no Censo Escolar 2021 realizado pela Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil) mostra que ao menos 14,7 milhões de estudantes brasileiros enfrentam problemas de infraestrutura nas escolas.

Foram analisadas informações de 138 mil escolas, com um total de 38 milhões de alunos. De acordo com o levantamento, pelo menos 5.200 (3,78%) escolas não possuem banheiro, 8.100 (5,84%) não têm acesso a água potável e 7.600 (5,53%) não têm esgoto. Outros 3.500 (2,59%) estabelecimentos de ensino não dispõem de abastecimento de água. Além disso, em 57 mil (41,72%) não há pátios ou quadras cobertas, um fator importante para a realização de atividades em espaços arejados.

“Com base na análise dos microdados do censo, avaliamos a situação de infraestrutura das escolas como abastecimento de água, a presença de banheiros e esgotos nas escolas e o acesso à internet”, diz Cezar Miola, presidente da Atricon. “Também avaliamos a existência de pátios ou quadras cobertas, para abrigar do sol forte ou do frio.”

A falta de água potável nas escolas também chamou a atenção do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Com base no Censo Escola, o Unicef destacou que ainda há no Brasil 3.000 escolas municipais sem água e outras 21 mil com acesso inadequado. O fundo lançou no último ano a campanha #ÁguaHigieneNasEscolas, voltada à arrecadação de recursos para ampliar o acesso a água de qualidade nas escolas.

Na outra ponta, foi constatada a dificuldade de conectividade. “A pandemia mostrou a importância de uma boa conexão. Mesmo com o retorno ao presencial, as atividades remotas devem continuar, o que exige uma qualidade mínima para que os estudantes possam desenvolver suas atividades”, destacou Miola.

O Censo Escolar revelou que 49,5 mil (35,67%) escolas não têm acesso à banda larga. Uma das metas do PNE (Plano Nacional da Educação) para 2024 é a universalização do acesso à internet de alta velocidade nas escolas da educação básica de todo o país.

Para Miola, o estudo mostra que “o país ainda enfrenta problemas considerados primários, como a falta de água potável, o que é básico e, ao mesmo tempo, o percentual de escolas com acesso a banda larga  ainda é baixo e isso ficou claro durante a pandemia”.

“Apesar da relevância de assegurar as condições mínimas de funcionamento às escolas, há gestores que não asseguram o cumprimento da prioridade definida pela Constituição à criança e ao adolescente como algo básico como banheiro”, diz Miola. “Vale destacar que as informações foram fornecidas pelos próprios gestores ao Censo e que muitas melhorias poderiam ter sido realizadas por estados e municípios no período da pandemia, em que as escolas estiveram fechadas.”

Os dados do estudo realizado pela associação traçam um perfil da situação detalhada das escolas dos 26 estados e do Distrito Federal. Todas as informações foram encaminhadas aos tribunais de contas de todo o país com o objetivo de auxiliar as ações de fiscalização dos órgãos.

Iniciativas

A partir do estudo, no último mês de maio, o Ministério Público de Alagoas assinou um convênio com diversas associações para o desenvolvimento do “Projeto Sede de Aprender: Água potável nas escolas”, para que ele possa ser aplicado em todo o país.

O projeto tem como objetivo a fiscalização da qualidade da água fornecida em escolas, para verificar se ela está adequada aos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde.

Fonte: R7

Putin tem plano de fome para vencer guerra e desestabilizar Europa, avalia Timothy Snyder

Historiador vê paralelos em Hitler e Stalin na estratégia do presidente russo para controlar agricultura na Ucrânia com bloqueio de portos no Mar Negro.

O alerta para um novo estágio de colonialismo e o mais recente capítulo da política da fome veio do historiador americano Timothy Snyder, num extenso tópico publicado no sábado (11) no Twitter: “A Rússia tem um plano de fome. Vladimir Putin está se preparando para matar de fome grande parte do mundo em desenvolvimento como o próximo estágio de sua guerra na Europa.”

Professor de Yale, especializado em Europa Central e Oriental, ele traçou três níveis na estratégia de Putin para matar asiáticos e africanos de fome e vencer a guerra na Ucrânia: destruir o Estado ucraniano, cortando suas exportações; gerar uma onda de refugiados do Norte da África e do Oriente Médio, regiões que são alimentadas pela Ucrânia, o que causaria instabilidade na UE; e desencadear uma campanha de propaganda russa para responsabilizar o país invadido pela fome mundial. “Quando os distúrbios começarem e a fome se espalhar, a propaganda russa culpará a Ucrânia e exigirá que os ganhos territoriais da Rússia na Ucrânia sejam reconhecidos e que todas as sanções sejam levantadas”, prevê o historiador. O controle da agricultura ucraniana, para provocar o que o historiador Snyder chamou de horror da fome, encontra paralelos em ações patrocinadas por Josef Stalin e Adolf Hitler. Ele observa que o ditador nazista desejava redirecionar os grãos ucranianos da União Soviética para a Alemanha, na esperança de matar de fome milhões de cidadãos soviéticos. Já a agricultura coletivizada promovida pelo ditador soviético matou cerca de quatro milhões de ucranianos, que acabaram sendo responsabilizados pela campanha de propaganda russa.

Suas projeções coincidem com o panorama de volatilidade traçado no mês passado por David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, e mais recentemente no Fórum Mundial de Davos

No seu entender, a guerra de Putin na Ucrânia desencadeou a maior crise humanitária desde a Segunda Guerra, agora agravada pelo bloqueio de portos no Mar Negro: 325 milhões de pessoas correm o risco de passar fome como resultado e se somarão aos 43 milhões de pessoas que já enfrentam o problema.

“A não abertura dos portos na região de Odessa será uma declaração de guerra à segurança alimentar global. E resultará em fome, desestabilização e migração em massa em todo o mundo”, advertiu.

A pressão de Putin começa a funcionar. No início do mês, o chefe da União Africana, Macky Sall, correu para a Rússia e apelou ao presidente para facilitar a exportação de cereais e fertilizantes, já que 40% do trigo consumido pela África vêm da Rússia e da Ucrânia. “Os países africanos são vítimas inocentes da guerra na Ucrânia, e a Rússia deve ajudar a aliviar seu sofrimento”, afirmou.

Nove décadas após o Holodomor, ou genocídio pela fome, imposto por Stalin aos ucranianos, uma nova ameaça de insegurança alimentar, com potencial devastador, parte do Kremlin.

Fonte: G1

OMS recomenda vacinação contra a varíola para grupos prioritários

Vacina é recomendada para profissionais de saúde, equipes de laboratório que atuam com ortopoxvírus e especialistas que fazem diagnóstico da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, nesta terça-feira (14), a vacinação contra a varíola para grupos prioritários, incluindo profissionais de saúde em risco, equipes de laboratório que atuam com ortopoxvírus, especialistas em análises clínicas que realizam diagnóstico para a doença e outros que possam estar em risco de acordo com autoridades nacionais de saúde pública.

As primeiras recomendações da OMS sobre o tema foram publicadas em um guia provisório a partir da consultoria do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (SAGE, na sigla em inglês). No documento, a OMS enfatiza que a vacinação em massa não é necessária nem recomendada para varíola no momento.

Para pessoas que tiveram contato com casos confirmados da doença, a OMS recomenda a vacinação, como profilaxia pós-exposição (PEP), com uma vacina de segunda ou terceira geração. A vacina deve ser aplicada preferencialmente dentro de quatro dias após a primeira exposição para prevenir o início da doença.

No documento, a OMS alerta que alguns países mantiveram suprimentos estratégicos de vacinas mais antigas contra a varíola do Programa de Erradicação da Varíola, concluído em 1980. No entanto, essas vacinas de primeira geração mantidas em reservas nacionais não são recomendadas para a varíola no momento, pois não atendem à segurança e à fabricação atuais padrões.

Anos de pesquisa levaram ao desenvolvimento de vacinas novas e mais seguras (segunda e terceira geração) para a varíola, algumas das quais podem ser úteis para a varíola dos macacos e uma das quais (MVA-BN) foi aprovada para prevenção da doença em específico.

A OMS afirma que o uso criterioso de vacinas pode apoiar a resposta global ao surto de varíola dos macacos. Além disso, controlar o problema requer fortes medidas de saúde pública para impedir a propagação da doença.

No documento, a OMS destaca que os programas de vacinação devem ser apoiados por vigilância completa e rastreamento de contatos e acompanhados por uma forte campanha de informação. Além disso, as decisões sobre o uso de vacinas devem ser baseadas em uma avaliação completa dos riscos e benefícios caso a caso.

Ministério da Saúde dialoga aquisição com OMS

Ministério da Saúde afirmou, em nota, que articula com a OMS as tratativas para aquisição da vacina contra a doença. A OMS coordena junto ao fabricante, de forma global, para melhorar o acesso ao imunizante nos países com casos confirmados da doença.

“Também é essencial que as vacinas estejam disponíveis de forma equitativa sempre que necessário. Para esse fim, a OMS está trabalhando em estreita colaboração com nossos Estados Membros e parceiros para desenvolver um mecanismo de acesso justo a vacinas e tratamentos”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, à imprensa nesta terça-feira.

Até o momento, três casos de varíola dos macacos foram confirmados no Brasil, sendo dois no estado de São Paulo e um no Rio Grande do Sul. O ministério realiza, em parceria com os estados, o monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes.

Outros cinco casos seguem em investigação nos estados de São Paulo, Acre, Ceará, Maranhão e Bahia.

Sobre a varíola dos macacos

A doença é causada por um vírus que pertence ao gênero ortopoxvírus da família Poxviridae. Existem dois grupos de vírus da varíola dos macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central).

O vírus da varíola dos macacos é transmitido de uma pessoa para outra por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. O período de incubação é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias.

Várias espécies animais foram identificadas como suscetíveis ao vírus da varíola dos macacos, incluindo esquilos, ratos, arganazes, primatas não humanos e outras espécies. De acordo com a OMS, são necessários mais estudos para identificar os reservatórios exatos e como a circulação do vírus é mantida na natureza. A ingestão de carne e outros produtos de origem animal mal cozidas de animais infectados é um possível fator de risco.

As infecções humanas com o tipo de vírus da África Ocidental parecem causar doenças menos graves em comparação com o grupo viral da Bacia do Congo, com uma taxa de mortalidade de 3,6% em comparação com 10,6% para o da Bacia do Congo.

(Com informações de Carolina Figueiredo, da CNN)

Fonte: CNN BRASIL

Dia Mundial do Doador de Sangue: saiba como doar de maneira segura

Transfusão de sangue é essencial para o tratamento de pessoas que sofrem de uma série de doenças ou vítimas de acidentes.

A transfusão de sangue é fundamental para o tratamento de pessoas que sofrem de uma série de doenças ou vítimas de acidentes, desastres naturais e conflitos armados. O Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta terça-feira (14), promove a conscientização sobre a importância da doação para a saúde pública.

Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a necessidade de sangue é universal, mas que o acesso ainda é limitado – especialmente em países de baixa e de média rendas, onde a escassez afeta particularmente mulheres e crianças, que tendem a ser as pessoas que mais precisam de sangue.

A médica hematologista do Hospital Anchieta de Brasília, Jackeline Felix, explica que doar sangue é um processo fácil, rápido e seguro. Desde o início da pandemia de Covid-19, os bancos de sangue se adaptaram para evitar aglomerações.

Os médicos atribuem a falta de doadores aos diversos aos mitos sobre a doação. O medo da dor, acreditar que não se encaixa no perfil de doador e a pandemia também contribuem para afastar as pessoas dos hemocentros.

“Motivos sazonais como as férias escolares de meio do ano e alta temporada de viagem, o aumento de doenças respiratórias com a chegada do frio e da seca, além da pandemia da Covid-19, fazem com que as pessoas fiquem mais em casa e deixem de ir aos bancos de sangue. Todos esses fatores levam à redução das doações”, explica Jackeline.

A médica explica que o processo de doação é seguro e pode ser realizado sem prejuízos à saúde do doador.

“A coleta de bolsas de sangue é feita com material descartável, estéril e com produtos registrados na Anvisa. A doação propriamente dita, a coleta, não dura mais de 15 minutos. É necessária a observação do doador por alguns minutos, antes da sua saída do banco de sangue, para verificar se não há quaisquer sintomas, como mal-estar, tontura e fraqueza”, explica.

Critérios para a doação de sangue

Estar alimentado e evitar alimentos gordurosos 3 horas antes da doação

Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas

Dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas

Ter de 16 a 69 anos e pesar acima de 50 kg

Já ter doado antes dos 60 anos, caso tenha entre 60 e 69 anos

Máximo de quatro doações anuais para homens e três para mulheres

Intervalo mínimo entre uma doação e outra de dois meses para homens e de três meses para mulheres

Panorama global

A OMS divulgou informações atualizadas sobre o cenário global da doação de sangue. Das 118,5 milhões de doações coletadas globalmente, 40% delas são coletadas em países de alta renda, que abrigam 16% da população mundial.

Em países de baixa renda, até 54% das transfusões de sangue são administradas a crianças menores de 5 anos; enquanto em países de alta renda, o grupo de pacientes mais frequentemente atendidos tem mais de 60 anos de idade, representando até 76% de todas as transfusões.

Com base em amostras de 1.000 pessoas, a taxa de doação de sangue é de 31,5 doações em países de alta renda, 16,4 doações em países de renda média alta, 6,6 doações em países de renda média-baixa e 5,0 doações em países de baixa renda.

Um aumento de 10,7 milhões de doações de sangue de doadores voluntários não remunerados foi relatado de 2008 a 2018. No total, 79 países coletam mais de 90% de seu suprimento de sangue de doadores voluntários não remunerados; no entanto, 54 países coletam mais de 50% de seu suprimento de doadores familiares ou pagos.

Fonte: CNN BRASIL

Anistia Internacional acusa Rússia de crimes de guerra em Kharkiv

Em relatório, organização documentou o uso de munições de fragmentação contra civis.

A Anistia Internacional acusou a Rússia de crimes de guerra durante seus esforços para capturar a cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia.

Em um novo relatório de 40 páginas, a organização documentou o suposto uso de munições de fragmentação e outros meios indiscriminados de ataque.

“Os repetidos bombardeios de bairros residenciais em Kharkiv são ataques indiscriminados que mataram e feriram centenas de civis e, como tal, constituem crimes de guerra”, disse o relatório.

“Isso é verdade tanto para os ataques realizados com munições de fragmentação quanto para aqueles realizados com outros tipos de foguetes e projéteis de artilharia não guiados, que são indiscriminados quando usados ​​nas proximidades de concentrações de civis”.

Os pesquisadores da Anistia dizem que “documentaram sete ataques em diferentes áreas de Kharkiv, onde encontraram munições de fragmentação 9N210 ou 9N235”.

A Convenção das Nações Unidas sobre Munições Cluster, que entrou em vigor em 2010, proíbe o uso deste tipo de provisão. A Rússia não assina o tratado (nem os Estados Unidos).

“Foguetes liberam dezenas de submunições no ar, espalhando-as indiscriminadamente por uma grande área medindo centenas de metros quadrados, o que representa uma ameaça para os civis”.

A Anistia também disse que a Rússia usou o PTM-1S, “uma mina pequena e dispersível”.

Donatella Rovera, conselheira sênior de crises da Anistia Internacional, disse que a investigação é “mais uma indicação de total desrespeito pelas vidas civis”.

“Pessoas foram mortas em suas casas e nas ruas, em playgrounds e cemitérios, enquanto faziam fila para receber ajuda humanitária ou compravam comida e remédios”, disse ela. “O uso repetido de munições de fragmentação amplamente proibidas é chocante.”

Autoridades russas insistiram repetidamente que não visam civis.

Fonte: CNN BRASIL