Preço médio da gasolina comum cai pela quarta semana consecutiva no Brasil

Estado do Rio de Janeiro registra maior valor do combustível no país

O preço médio da gasolina comum teve a quarta queda semanal consecutiva para os consumidores brasileiros, segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (10). Foram consultados 4,6 mil postos de combustíveis pelo país.

Nesta semana, entre 5 e 11 de dezembro, o preço do litro da gasolina comum passou de R$ 6,742 para 6,708. Trata-se de uma queda de 0,50%. A redução no valor do combustível acontece desde o 14 de novembro, quando o litro do insumo era vendido, em média, por R$ 6,752 ao consumidor final.

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro apresenta o maior preço da gasolina comum. Nos postos fluminenses, o valor médio do litro do produto foi comercializado a R$ 7,223, podendo chegar em até R$ 7,909 em alguns municípios do estado. O preço médio mais em conta para o consumidor fica no Amapá, onde o litro custou R$ 5,941.

O preço do gás de cozinha, GLP de 13kg, registrou um preço médio de R$ 102,60, apresentando uma leve alta na comparação com a semana passada (R$ 102,40). O valor máximo do botijão foi de R$ 140, segundo os dados da ANP.

Já o valor do óleo diesel ficou praticamente estável nesta semana. O insumo teve um recuo de R$ 5,355 para R$ 5,354 no período. O insumo é usado principalmente por caminhoneiros e, por isso, o preço do combustível impacta indiretamente o valor de outros produtos por conta do frete.

Nesta sexta-feira (10), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a inflação ficou em 0,95% em novembro. Foi a maior variação para um mês de novembro desde 2015. O resultado do indicador no mês passado foi puxado pela gasolina, pressionado pelo valor do óleo diesel.

Fonte: CNN

Brasileiro participa de projeto da Nasa que descobriu 301 exoplanetas

Um brasileiro está brilhando na Nasa! O cientista e professor universitário Pedro Gerum, fez parte do grupo de 13 cientistas escolhidos pela agência espacial que descobriu 301 novos exoplanetas, o que pode ajudar a identificar outras formas de vida.

O programa começou em 2018, mas apresentou resultados somente nas últimas semanas.

O grupo de cientistas utiliza uma ferramenta de inteligência artificial chamado de “Exominer” e resolve um dilema que astrônomos enfrentaram por anos.

Projeto

O Exominer faz uma “mineração de dados” que diferencia novos planetas de outros dados que podem sinalizar errado a existência de um planeta.

Pedro explica que este é um trabalho extremamente minucioso. Imagens de satélite são usadas para acompanhar cada detalhe.

“Esse projeto na Nasa tem o objetivo de buscar planetas fora do sistema solar, planetas que não fazem parte desses oito que a gente ouve todo tempo. São planetas que estão orbitando estrelas que não são o sol”, explica.

Novas missões espaciais

A participação de Pedro já foi encerrada, mas ele continuará trabalhando nos Estados Unidos como professor.

Segundo ele, voltar a morar em Jundiaí ainda não está nos planos. “Quero expandir ainda mais os conhecimentos”.

Inclusive, o cientista não descarta de participar novamente de outros projetos da Nasa, já que a nova ferramenta não ficou exclusiva ao trabalho feito pela equipe.

Ela poderá ser aplicada a novas missões espaciais no futuro e ajudar a descobrir ainda mais novos planetas.

“Foi muito incrível poder fazer parte desse time de três cientistas fantásticos, aprendi muito com eles. Eu acho que foi uma experiência única e muito válida, fiquei muito feliz”, concluiu.

Fonte: sonoticiaboa

BC inicia reunião nesta terça que deve elevar juros a 9,25% ao ano

Copom, do Banco Central, começará discussão sobre novo patamar da Selic hoje. Resultado será divulgado na quarta-feira

 

Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) inicia nesta terça (7) a última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic.

A previsão do mercado é que nesta quarta-feira (8), quando termina o encontro, o Copom divulgue uma elevação de 1,5 ponto percentual e a Selic feche 2021 a 9,25% ao ano.

O mercado já vinha sinalizando a expectativa dessa alta desde a última reunião do Copom, realizada em outubro, quando os membros indicaram a elevação na nota apresentada após o encontro.

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6), também sinalizou alta de 1,5 ponto percentual nesta última reunião e que a Selic feche o ano a 9,25%.

Segundo o Focus, que compila previsões de cerca de 100 respondentes na sondagem do Banco Central, a Selic finalizaria 2022 a 11,25%.

Selic estava em queda até março de 2021

Até março deste ano, a taxa básica de juros vinha registrando uma série de quedas desde julho de 2015 e sequência de reduções consecutivas desde julho de 2019, chegando ao menor patamar da história.

A alta da inflação e as incertezas da economia por causa das crises financeira e sanitária geradas pela pandemia de coronavírus vêm pesando na decisão do Copom de elevar sucessivamente a Selic, de acordo com o mercado.

Como funcionam os juros básicos?

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado.

A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos.

Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próximo da meta estabelecida pelo governo.

Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Fonte: R7

Senado vota projeto que reformula política de preço da Petrobras

A matéria será apreciada nesta terça (7), na CAE. A ideia é criar um imposto de exportação para amortizar aumentos no combustível

 

Em busca de uma solução para os aumentos sucessivos no preço dos combustíveis, o Senado avança, nesta terça-feira (7), na discussão de um projeto que propõe a mudança na política do PPI (preço de paridade de importação) da Petrobras. A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) vota o substitutivo ao PL (Projeto de Lei) 1472/21 e a expectativa é pela aprovação da proposta.

O relator do PL na CAE, senador Jean-Paul Prates (PT-RN) manteve a ideia inicial de substituir a PPI por um cálculo que leve em conta não apenas os preços internacionais, mas os custos internos de produção e de importação.

A proposta prevê a criação de um imposto de exportação do petróleo bruto. A sugestão é de uma alíquota máxima de 12,5%, caso o barril de petróleo exceda US$ 100. Entre US$ 80 e US$ 100 o percentual seria de 7,5% e, se estiver inferior a esses valores, não haveria incidência de imposto. A cobrança seria uma forma de arrecadar recursos para compensar o proposto sistema de ‘bandas’ de preços.

“Quando os preços estiverem baixos, os recursos correspondentes à diferença entre o preço de mercado e o limite inferior da banda são acumulados. Na situação contrária, quando os preços ficarem acima do limite superior da banda, os recursos são utilizados de forma a manter os preços dentro da banda”, explicou Prates.

O PL inicial propunha um fundo de estabilização dos preços. No substitutivo, entretanto, o relator excluiu essa possibilidade por interpretar que a sugestão foge do escopo do Legislativo, sendo inconstitucional. Caberá ao Executivo, caso aprovado o texto, regulamentar a utilização do mecanismo como forma de amortizar as variações de preço dos combustíveis e evitar aumentos abruptos.

Há pressão forte pela aprovação da proposta. Na semana passada, houve pedido de vista coletivo para a apreciação do substitutivo por parte dos parlamentares, mas o texto não encontra grandes divergências para passar. “Acredito que tem voto para aprovar. Da maneira com que está, não vejo vício de legalidade”, avalia o presidente da CAE, senador Otto Alencar (PSD-BA).

Não há, no entanto, um alinhamento fino da proposta com o Executivo, o que pode interromper o andamento mais para frente. Para o presidente da comissão, o governo poderia, ainda, editar uma medida provisória para dar resposta ao problema. “O que não pode mais é ficar combustível sendo o maior vilão da inflação, hoje, em todos os sentidos”, declarou Alencar, adiantando que votará a favor do substitutivo.

Mesmo com as alterações, há acordo com o autor do PL original, senador Rogério Carvalho (PT-SE). “O fundamental do projeto é que a criação de alíquotas para a exportação do petróleo, conforme a variação do valor do barril, está mantida. Assim, conseguiremos reativar nosso parque de refino e garantir preços mais condizentes com a realidade do povo brasileiro, que recebe em real e não em dólar”, afirmou Carvalho.

O senador avalia que o imposto desestimula a exportação, por um lado, e impulsiona o refino no país, atividade que não está na máxima capacidade. “Quando se deixa refinarias produzirem só 70% da capacidade, exporta-se empregos que estariam nessas refinarias, mas estão nas indústrias fora do país. Isso em um cenário nacional de desemprego imenso.”

A proposta atual, para Carvalho, além de servir como alternativa para estimular a produção 100% nacional, acaba com a “política inflacionária” adotada atualmente. “A Petrobras está exorbitando nos ganhos e de seus acionistas privados. E quem paga a conta é o povo mais pobre do Brasil, em função da inflação. Porque o custo do botijão de gás, da gasolina e do diesel impacta em tudo. Quando impacta na inflação, consome a renda dos mais pobres.”

Fonte: R7

SP: público maior de 18 anos recebe 3ª dose da vacina nesta terça (7)

Grupo deve ter completado o esquema vacinal há quatro meses. Vacinados com a Janssen também recebem reforço contra a Covid

 

A cidade de São Paulo segue aplicando a terceira dose da vacina contra a Covid-19 no público com mais de 18 anos, nesta terça-feira (7). Para receber o reforço, é necessário ter completado o esquema vacinal, com a primeira e a segunda dose, há pelo menos quatro meses.

Até a semana passada, o intervalo entre a segunda e a terceira dose era de cinco meses, mas o governo estadual decidiu antecipar a aplicação da dose de reforço seguindo a recomendação do Comitê Científico do Coronavírus, em razão do atual cenário epidemiológico da doença no mundo e da proximidade das festividades de fim de ano.

A antecipação vale para quem tomou duas doses da CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer e vai beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas que se vacinaram nos meses de julho e agosto.

Além disso, as pessoas que tomaram a vacina de dose única, da Janssen, recebem uma dose adicional da Pfizer. O reforço é dado com intervalo mínimo de dois meses. A Prefeitura de São Paulo decidiu aplicar mais uma dose da vacina naqueles que tomaram o imunizante da Janssen após a descoberta da nova cepa do coronavírus, que já circula na capital.

Vale lembrar também que a capital paulista continua com a imunização de primeira e segunda doses para os maiores de 18 anos e os adolescentes de 12 a 17 anos.

Postos de vacinação

A primeira dose, a segunda e a adicional são oferecidas das 8h às 17h nos megapostos, drive-thrus e farmácias parceiras e das 7h às 19h em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e AMAs/UBSs Integradas.

Filômetro e pré-cadastro

O site De Olho na Fila ajuda a evitar aglomerações ao exibir a movimentação de pessoas nas unidades. A ferramenta também informa quais vacinas estão disponíveis para a aplicação da segunda dose.

Além disso, fazer o preenchimento do pré-cadastro no site Vacina Já agiliza o tempo de atendimento no posto de vacinação.

Fonte: R7

Cate oferece mais de 700 vagas de emprego na cidade de SP

Inscrições são feitas pelo portal do centro de apoio até as 18h de quarta-feira (8). Equipe técnica fará pré-seleção online

O Cate (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo) está oferecendo mais de 700 vagas de emprego nas áreas de serviços, comércios e construção civil na cidade de São Paulo. Os interessados têm até as 18h de quarta-feira (8) para se inscrever no portal do Cate.

 

A equipe técnica do Cate fará a pré-seleção online dos interessados que atenderem ao perfil das vagas e serão agendados para demais etapas presenciais do processo seletivo.

“Realizamos na última sexta-feira (3), o Contrata SP – Fim de Ano com mais de mil vagas e 14 empresas presentes no Cate Central. Mais de 800 pessoas foram encaminhadas para outras etapas de processo seletivo e ainda temos mais vagas nesta semana, um reforço importante na intermediação de mão de obra da capital, que está em plena retomada econômica”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso.

“Os trabalhadores têm, assim, um ótimo momento para buscar essas oportunidades de emprego, sejam temporárias ou permanentes, pois ainda há chances de conquistar a recolocação profissional neste mês”, conclui.

São mais de 100 vagas como auxiliar de logística. O profissional será responsável pela carga e descarga de caminhões, separação de encomendas e organização nas rampas, armazenagens e recondicionamento dos objetos, inventário de estoque, entre outros. Para participar do processo seletivo é necessário ter o ensino médio completo e experiência de no mínimo três meses. O salário é de até R$ 1.600 e as vagas disponíveis estão nas regiões sul, leste, norte e oeste.

Também há oportunidades para auxiliar de limpeza, são 52 vagas disponíveis para realizar recolhimento do lixo, limpeza local, varrições, entre outras atividades. São vagas permanentes e é necessário ter o ensino fundamental completo, também há exigência de experiência de no mínimo seis meses. O salário para esta vaga é de R$ 1.200 por mês.

Quem busca oportunidades como atendente de lanchonete há 20 vagas disponíveis, os contratados serão responsáveis pelo atendimento dos clientes, anotar e registrar os pedidos, receber pagamentos, e preparar lanches. São vagas permanentes com o salário de R$ 1.050 por mês. Para participar do processo seletivo é necessário que o candidato tenha fácil acesso a região de Jaguaré.

Os trabalhadores encontram ainda no Cate 160 vagas temporárias em cargos como repositor, vendedor, auxiliar de pedreiro, operador de empilhadeira, com salários de até R$ 2.000.

Fonte: R7

Impacto do auxílio emergencial no comércio chega a R$ 7 bi neste ano

auxílio emergencial injetou R$ 7 bilhões diretamente no comércio em compras por pagamento digital neste ano. O valor foi movimentado em estabelecimentos físicos ou virtuais com o QR code e cartão de débito virtual do aplicativo Caixa Tem, até a última segunda-feira (8), de acordo com a Caixa Econômica Federal. Agora a expectativa é com o novo programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, que começa a ser pago na próxima quarta-feira (17).

No caso do auxílio, só em um único dia, por exemplo, em 14 de junho, foram gastos diretamente em lojas R$16,2 milhões em pagamentos virtuais. Os beneficiários utilizaram o aplicativo Caixa Tem como cartão de débito normal, com o QR code passando nas maquinhas de pagamento ou como cartão virtual em compras via intenet, além de pagar boletos de contas de luz, água e telefone.

“O auxílio emergencial teve um investimento de mais de R$ 50 bilhões neste ano. Se esse valor fosse retirado integralmente do varejo, a expectativa de crescimento das vendas neste período cairia dos atuais 8% a 10%, para algo como 6% a 8%”, afirma Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Para ele, o impacto foi fundamental para impulsionar as vendas e, se não houvesse o auxílio, o crescimento projetado para o ano seria menor. O benefício representa de 20% a 30% de todo crescimento do varejo, estimado em torno de R$ 200 bilhões neste ano, de acordo com a instituição.

Auxílio Brasil

O recurso, que beneficiou na última etapa 34,4 milhões de pessoas com valor médio das sete parcelas de R$ 250, se encerra neste mês, com a última liberação de saque no dia 19. A partir do dia 17, começa o pagamento do Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família, para 14,6 milhões.

No primeiro mês, os atuais benefícios terão rejuste de 17,8%. O valor médio passará para R$ 217,18 mensais. Em dezembro, a expectativa do governo federal é que o valor das parcelas seja acrescido de um benefício temporário para garantir o pagamento de ao menos R$ 400 até o fim de 2022.

Apesar do valor e do número menor de pessoas que receberão o novo benefício, a expectativa é que seja mantido o estímulo no comércio. “Mas o auxílio emergencial é substancialmente maior do que o Bolsa Família, que equivale pouco menos de 2% do total das vendas do varejo”, explica o assessor econômico da FecomercioSP.

O economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, avalia que a repercussão no comércio é maior no setor de alimentos, mas a diferença do impacto vai depender do valor e do número de pessoas beneficiadas, além da inflação do período.

“O auxílio desempenhou papel muito importante, especialmente no ano passado, com valor de R$ 600. E, mesmo depois, ainda ajudou a sustentar a demanda, principalmente de bens de menor valor, como alimentos. Se ele não for substituído por valor equivalente, vai fazer uma diferença negativa. Além disso, tem que ser levado em conta a inflação desse período, porque impactou o preço de alimentos”, afirma Solimeo.

Ele acredita que quando o novo programa começar a pagar os R$ 400 será fundamental para as camadas de baixa renda da população. Os valores originais do programa, com a disparada da  inflação no período, vão recompor apenas parte do poder de compra da população. “De qualquer forma, o que foi feito até agora para este mês e para o próximo vai ajudar. Vamos ver se começa em janeiro o valor maior que realmente recomponha o poder de compra da população”, conclui.

Fonte: R7

Bolsonaro sanciona duas leis para viabilizar Auxílio Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou duas leis para viabilizar a execução do Programa Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família. Uma das leis abre um crédito de R$ 9,36 bilhões ao Orçamento da Seguridade Social da União, e outro altera o Plano Plurianual (PPA) 2020-2023 incluindo o benefício.

A criação do crédito especial, em favor do Ministério da Cidadania, permite o remanejamento do saldo do Bolsa Família para o Auxílio Brasil. A medida evita a esterilização dos recursos orçamentários do programa de transferência de renda.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República, a lei está de acordo com as normas constitucionais e não afeta a “regra de ouro”. Essa regra é um mecanismo constitucional (artigo 167) que proíbe que a União faça dívidas para pagar despesas correntes, como salários dos servidores e aposentadorias.

Congresso aprova

Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (11) dois projetos de crédito extraordinário para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil. Um dos textos foi justamente o que prevê a liberação do crédito de R$ 9,36 bilhões para que o programa seja pago ainda neste ano. No outro, passaram a ser reservados R$ 76,4 bilhões até 2023 para custeio do programa, com alteração no PPA para que o novo programa passe a existir formalmente dentro da previsão contábil do governo.

Fonte: R7

Sete de cada dez trabalhadores mudaram de ramo na pandemia

pandemia do novo coronavírus, que assolou diversos setores da economia, fez com que 71,4% dos trabalhadores mudassem sua área de atuação, aponta pesquisa realizada pelo site Empregos.com.br com profissionais que estão na busca por uma colocação no mercado de trabalho.

As mudanças de ramo profissional estão diretamente relacionadas com a adoção das medidas restritivas para conter o avanço da crise sanitária a partir de março do ano passado. “A única opção foi buscar oportunidades em outras áreas que estivessem empregando ou funcionando de forma remota”, afirma Leonardo Casartelli, diretor de marketing do Empregos.com.br.

Para o futuro, o indício é que as pessoas continuem na nova área de atuação. “Por serem normalmente posições mais qualificadas, a tendência é que, quando alguém consegue entrar em uma área nova, essa pessoa tenha sempre um upgrade e uma melhoria de salário principalmente”, destaca Casartelli ao mencionar que os cargos mais afetados pela pandemia foram justamente os mais operacionais.

Recolocação

O levantamento mostra ainda que os profissionais estão otimistas com a recolocação e 86,7% avaliam que o avanço da vacinação no Brasil vai facilitar a conquista de um emprego novo. Entre os entrevistados, 49,5% buscam uma oportunidade ainda em 2021 e 17% estão desempregados há mais de um ano.

As expectativas melhores surgem no momento em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sinaliza para uma redução na taxa de desempregados. No trimestre encerrado em agosto, eram 13,7 milhões de brasileiros desocupados, o equivalente a 13,2% da população economicamente ativa.

Para Casartelli, o aquecimento do comércio, impulsionado pelas festas de fim de ano e datas comerciais, é um bom momento para os 79,9% que desejam terminar o ano com uma nova colocação profissional.

“Embora muitos brasileiros tenham enfrentado desligamentos nos últimos meses, a demanda por profissionais é positiva no último trimestre do ano. Com esse aumento, observamos que os candidatos ficam otimistas e voltam a procurar recolocação”, afirma ele.

Com as perspectivas melhores, o levantamento mostra ainda que 46,6% dos candidatos estão dispostos a aceitar qualquer regime de trabalho, enquanto 45% têm preferência por vagas presenciais e 6,5% buscam oportunidades no modelo híbrido.

Casartelli ressalta que os contratados para preencher uma vaga temporária devem aproveitar a oportunidade e fazer dela uma porta de entrada para o mercado formal. “A expectativa é que essas pessoas tenham mais chances de ser efetivadas após o período de fim de ano, uma vez que essas empresas já estão com o quadro reduzido”, observa o diretor.

Fonte: R7

Preço de produto de mesma marca varia até 86,6% nos supermercados

A alta nos preços dos alimentos vem afetando, e muito, o orçamento das famílias brasileiras. Economistas ouvidos pelo R7 Economize orientam o consumidor a pesquisar muito antes de comprar.

Pesquisa divulgada pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados) na sexta-feira (12) mostra que o preço de um produto – da mesma marca ou qualidade – pode variar até 86,6% de uma rede supermercadista para a outra.

A maior diferença, de 86,6%, foi constatada no quilo da bisteca suína. O menor preço encontrado foi de R$ 14,95 e o maior de R$ 27,90.

Na sequência aparecem:

• Tomate (o quilo): de R$ 6,98 a R$ 12,90, diferença de 84%;
• Cebola (o quilo): de R$ 1,79 a R$ 3,29, diferença de 83,8%;
• Peça da carne de acém (o quilo): de R$ 22,90 a R$ 38,90, diferença de 69,90%;
• Ovos brancos (dúzia): de R$ 5,98 a R$ 9,90, diferença de 65%;
• Peça da carne coxão duro (o quilo): de R$ 32,90 a R$ 44,50, diferença de 35,2%;
• Frango inteiro congelado (o quilo): de R$ 9,89 a R$ 12,99%, diferença de 31%;

“Mais do que nunca, o consumidor deve pesquisar muito e ir a mais de uma rede de supermercado antes de comprar. Até pouco tempo, ele deixou de fazer isso porque os preços estavam relativamente estáveis. Agora é hora de retomar este hábito para reduzir os custos com alimentação”, diz Marcio Milan,  vice-presidente da Abras. Quando comparado o mesmo produto de marcas distintas, a variação pode chegar a 234%.

É o caso do espaguete. Enquanto o pacote de 500g Da Mamma sai por R$ 1,76, o da Barilla, custa R$ 5,99.

• Café torrado e moído (pacote de 500g): de R$ 7,79 (Café Fazenda Mineira) a R$ 18,88 (Pilão), diferença de 142%
• Feijão (pacote de 1kg): de R$ 3,69 (Andorinha) a R$ 8,19 (Pantera), diferença de 121%;
• Arroz tipo 1 (pacote de 5kg): de R$ 14,89 (Tio Lano) a R$ 28,90 (Albaruska), diferença de 94,1%;
• Leite longa vida (caixa de 1 litro): de R$ 2,95 (Aurora) a R$ 4,99 (Paulista), diferença de 69%;
 Óleo de soja (900 ml): de R$ 7,59 (Coamo) a R$ 9,69 (Soya), diferença de 27,7%;
• Açúcar (pacote de 1 kg): de R$ 3,59 (Alto Alegre) a R$ 4,09 (Guarani), diferença 14%;

Assim como Milan, o economista André Braz, coordenador do IPC do FGV Ibre, também orienta o consumidor a pesquisar muito antes de comprar.

O economista frisa que, ao aderir a um controle melhor dos gastos, pesquisando, substituindo e comprando menos o que está mais caro, o consumidor ajuda a conter o avanço de preços.

“São comportamentos mais gerais, porém sem veto, que influenciam bastante os preços. Há muita marca boa e que oferece o mesmo produto, e com a mesma qualidade, por um preço bem menor. O que percebemos é que há resistência do brasileiro em fazer a substituição”, conta Braz.

Fonte: R7