Salários em queda limitam crescimento econômico do Brasil

Corte dos rendimentos tira dinheiro dos setores de comércio e serviços e dificulta recuperação pós-pandemia

Os brasileiros amargam um cenário adverso com inflação e desemprego em níveis elevados e queda da renda dos trabalhadores. A “tempestade perfeita” surge diante do processo de recuperação econômica após as perdas causadas pela pandemia do novo coronavírus e tende a dificultar o crescimento efetivo do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — nos próximos anos.

Em fevereiro, o salário médio de admissão dos trabalhadores com carteira assinada caiu a R$ 1.878,66, remuneração 3,15% menor do que a de janeiro e que representa uma perda real de 11,78% em 12 meses. Ao mesmo tempo, o rendimento médio real recebido pelos brasileiros figura em R$ 2.511, o valor mais baixo já registrado para um trimestre encerrado em fevereiro.

Ao avaliar o impacto econômico dos dados na produção, Fausto Augusto Junior, diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), afirma que investimento e renda do trabalho são as únicas formas de alavancar o crescimento do PIB de uma nação.

“Quando você coloca recursos na parte de baixo da pirâmide, esse dinheiro é injetado na economia. Nós observamos isso com o auxílio emergencial, que impediu um tombo maior do nosso PIB, porque os mais pobres tiveram rodagem na economia”, avalia Augusto Junior.

O presidente do Cofecon (Conselho Federal de Economia), Antonio Corrêa de Lacerda, reforça que os indicadores mais recentes mostram que há mais de 29 milhões de brasileiros economicamente ativos sem uma colocação profissional, o que trava ainda mais o avanço do PIB.

“Além de estarem fora do mercado de trabalho, esses 25% da população ativa não integram o mercado consumidor, também afetado pelo menor poder de compra da população com a alta da inflação. Assim, temos uma expressiva contração do potencial de demanda, afetando o crescimento em uma espiral viciosa”, afirma Lacerda.

Para Augusto Junior, o cenário de queda da massa salarial dos profissionais ocupados transforma a saída do colapso sanitário em uma crise econômica. “Apesar da geração de mais empregos, a quantidade de dinheiro circulando na economia é menor do que há um ano, quando estávamos no auge da pandemia”, lamenta.

Salário mínimo

O ambiente desfavorável para a economia brasileira conta ainda com a perda de poder de compra do salário mínimo, que serve como piso para diversos setores e não é reajustado com ganho real desde 2019.

Anteriormente, a lei nº 13.152, de 2015, determinava que o salário mínimo deveria ser calculado com base na expectativa para o INPC do ano e a taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, o que garantia uma alta salarial.

De acordo com Augusto Junior, do Dieese, a política extinta garantia melhores salários não só aos profissionais remunerados com o piso, mas também elevava a renda dos informais e dos trabalhadores domésticos.

Lacerda, por sua vez, destaca a geração de emprego e renda com o “motor” do crescimento econômico. “Um país com as nossas carências não pode deixar de priorizar o crescimento em bases sustentáveis. […] A ausência de políticas de melhora dos salários, em especial o mínimo e aposentadorias, agrava a questão”, analisa o presidente do Cofecon.

A percepção dos economistas é refletida também nos dados do salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). De acordo com o indicador, 55,7% das negociações encerradas fizeram os trabalhadores amargar uma perda real em fevereiro e apenas 29,2% tiveram uma nova remuneração com ganho acima da inflação.

Fonte: R7

Ofensiva russa em Donbass “já começou”, diz alto funcionário ucraniano

Explosões no leste ucraniano também ocupado por separatistas pró-Moscou foram registradas

A última ofensiva da Rússia na região leste de Donbass começou, disse um alto funcionário ucraniano nesta segunda-feira (11), alertando que a Rússia continua acumulando forças no local.

Vadym Denysenko, conselheiro do ministro do Interior da Ucrânia, afirmou em comentários na televisão nacional: “Do meu ponto de vista, esta grande ofensiva (no leste da Ucrânia) já começou”.

“Temos que entender que não será a repetição de 24 de fevereiro, quando os primeiros ataques aéreos e explosões começaram e dissemos: ‘A guerra começou.’ A grande ofensiva de fato já começou.”

Autoridades ucranianas e ocidentais disseram nos últimos dias que observaram o movimento de tropas russas para Donbass após grandes reveses para Moscou em um esforço para tomar Kiev.

“Os russos estão acumulando suas forças”, disse Denysenko. “Eles continuam a redistribuir suas tropas e equipamentos para as regiões de Donetsk e Luhansk”.

“Sim, ainda não há grandes batalhas que estão sendo tão discutidas nos últimos dias. Mas, em geral, podemos dizer que a ofensiva já começou.”

Denysenko observou explosões durante a noite na região de Dnipropetrovsk e disse que o bombardeio de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, também continuou.

Serhii Haidai, chefe da administração militar regional de Luhansk, na Ucrânia, disse que as autoridades ucranianas estão organizando uma “reforço da evacuação” em Donbass, acrescentando que mais trens de evacuação de Luhansk e Donetsk estão programados para 11 de abril.

Fonte: CNN BRASIL

Cientistas rejuvenescem pele de mulher em 30 anos, diz estudo

Pesquisa tem base na mesma técnica de reprogramação celular usada para criar, nos anos 90, a ovelha clonada Dolly

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram, pela primeira vez, rejuvenescer em 30 anos as células da pele de uma mulher de 53. Os pesquisadores acreditam que, com a mesma técnica, podem reproduzir os resultados com outros tecidos do corpo.

A capacidade de fazer retroceder o envelhecimento é crucial para prevenir e tratar doenças relacionadas à idade, como problemas cardíacos e neurológicos.

O estudo foi publicado sexta-feira (8) na revista científica eLife por cientistas britânicos, alemães e portugueses do Instituto Babraham, de epigenética, em Cambridge. Ele tem base na mesma técnica de reprogramação celular usada para criar nos anos 90 a ovelha clonada Dolly, no Instituto Roslin, também no Reino Unido.

Ainda em fase inicial, a pesquisa promete revolucionar a medicina regenerativa. “Conseguiremos identificar os genes específicos que rejuvenescem sem ter de reprogramar a célula”, diz Wolf Reik, principal autor do estudo.

Uma das ferramentas para reparar ou substituir as células danificadas com o avanço da idade é a capacidade de transformar células-tronco em células específicas e vice-versa.

As células-tronco surgem no início do embrião e podem se transformar em todo tipo de tecido do organismo humano. Em laboratório, porém, só alguns tipos foram reprogramados, caso das células da pele ou fibroblastos.

Em 2007, após o aprendizado com a clonagem de Dolly, o cientista Shinya Yamanaka transformou células normais em células-tronco, capazes de se tornar qualquer tipo de célula em bem menos tempo. O processo levou 50 dias e usou moléculas batizadas de fatores de Yamanaka.

Os cientistas do Instituto Babraham criaram então um novo método. Nele, os fibroblastos ficaram só 13 dias expostos aos fatores. Assim, perderam os marcadores do envelhecimento, mas mantiveram as funções das células da pele, como a produção de colágeno.

Depois foram procuradas alterações nos marcadores de envelhecimento — determinadas características químicas e genéticas. Por essas medidas, a célula observada era semelhante à de alguém de 23 anos, tanto no aspecto quanto no funcionamento.

Por enquanto, a técnica não pode ser testada clinicamente, pois aumenta o risco de câncer. Mas, dizem os cientistas, com o avanço da tecnologia será possível usá-la para dar mais qualidade de vida aos idosos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: CNN BRASIL

Em três meses, Brasil ainda não vacinou metade das crianças de 5 a 11 anos contra a Covid

Especialistas alertam que esta é a época do ano em que crianças estão mais suscetíveis a complicações por doenças respiratórias

Iniciada nacionalmente em janeiro, a campanha de vacinação de crianças entre 5 e 11 anos contra a Covid-19 no Brasil ainda não conseguiu cobrir nem metade do público-alvo estimado pelo Ministério da Saúde, que é de cerca de 20,5 milhões de pessoas.

Dados do Ministério da Saúde atualizados em 5 de março mostram que 9,7 milhões de crianças dessa faixa etária começaram o esquema vacinal, o que representa aproximadamente 47,5% do contingente esperado.

Para efeitos de comparação, nas duas semanas entre 17 e 8 de junho de 2021, foram aplicados mais de 22 milhões de primeiras doses em adultos, o que demonstra que a capacidade do sistema não é o problema.

Os postos de saúde estão prontos para vacinar, mas a resistência dos pais tem sido o principal desafio, afirma Flávia Bravo, diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

“O motivo para isso, na minha opinião, é uma falta de comunicação com a população da importância disso, divulgação de notícias falsas que disseminaram insegurança e falta de preocupação”, diz a médica ao manifestar preocupação com o cenário de baixa cobertura vacinal.

Ela cita como exemplo discursos de que as vacinas não têm dados suficientes que atestem a segurança em crianças, o que é mentira, já que os imunizantes passaram pelo mesmo processo de avaliação das versões para adultos e foram aprovados pelos mais respeitados órgãos reguladores do mundo.

Para Flávia, alguns pais têm “a ideia de que estão protegendo os seus filhos mantendo-os desprotegidos por, teoricamente, acreditarem que as vacinas são novas, que podem ser inseguras ou trazer prejuízo no futuro”.

A pediatra Ana Escobar, do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), lamenta que não haja mais mobilizações nas campanhas de vacinação.

“Não está tendo campanha pública para levar as crianças para vacinar, precisaria de muito mais informação. Na hora em que a cobertura vacinal cai, as doenças começam a aparecer. Só quando as doenças aparecem é que parece que as pessoas correm para o posto para tomar vacina.”

Época de vírus respiratórios aumenta risco

O momento é de alerta para autoridades sanitárias e médicos. Tradicionalmente, outono e inverno são as épocas do ano em que as crianças mais adoecem por infecções respiratórias.

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) chama a atenção em um boletim recente para o aumento de mais de 300% das internações por síndrome respiratória aguda grave justamente entre crianças de 5 a 11 anos, sendo o coronavírus um dos responsáveis por esse fenômeno.

“As crianças tendem a ter quadros mais brandos ou assintomáticos [de Covid], mas não são isentas de risco. E existe o risco de um aumento dos registros de síndrome respiratória aguda grave justamente nessa faixa etária. Elas estão adoecendo e mantendo a circulação do vírus. Com isso, a possibilidade de infectar vulneráveis e o surgimento de novas variantes”, afirma a médica da SBIm.

Além do coronavírus, circulam com mais intensidade vírus sincicial respiratório, influenza, rinovírus, entre outros patógenos que costumam levar crianças ao pronto-socorro.

Cabe ressaltar que a infecção pode se dar por mais de um vírus ao mesmo tempo.

Outro motivo de preocupação é que a Covid-19 em crianças, especialmente após o surgimento da variante Ômicron, pode se apresentar de uma forma “atípica”, segundo a representante da SBIm.

“O que nós temos observado são sintomas como diarreia e dor abdominal, que não são típicos de doenças respiratórias e podem muitas vezes ser confundidos com uma gastroenterite, com uma enterovirose, e na verdade é Covid.”

Por isso, complementa Flávia Bravo, prevenindo doenças para as quais há vacina, fica mais fácil diagnosticar e tratar as outras.

Até o fim de 2021, o Brasil havia registrado 324 óbitos por Covid-19 de crianças entre 5 e 11 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

SIM-P (síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica), condição que surge em algumas crianças após a Covid-19, é outro receio entre os médicos.

As mortes provocadas pela SIM-P no Brasil estão acima da média mundial. O Ministério da Saúde havia registrado ao menos 85 óbitos por essa síndrome até o fim do ano passado.

Medidas para estimular vacinação

Ana Escobar enfatiza que a baixa cobertura vacinal contra a Covid-19 em crianças é um reflexo do que está ocorrendo com outras vacinas, como a do sarampo.

“Por exemplo, agora vamos começar a vacina da gripe, tem pouquíssima propaganda sobre a importância da vacina da gripe. A cobertura vacinal infantil no Brasil está preocupantemente baixa. Falta propaganda, esclarecimento às pessoas para levar as crianças [aos postos]. As crianças estão à mercê de doenças que já não ouvimos falar há décadas.”

Um levantamento da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) mostra que apenas 37% das cidades brasileiras exigem certificado de vacinação nas escolas infantis.

O objetivo nesse caso não é impedir o acesso das crianças à escola, mas alertar Conselhos Tutelares para que entrem em contato com as famílias.

“É uma ação que tem que envolver toda a sociedade”, ressalta Flávia Bravo.

Fonte: R7

Mundo pode estar à beira de uma nova era inflacionária, diz chefe do BIS

Segundo o porta-voz, a guerra na Ucrânia e a pandemia são fatores que contribuem para a persistência dos preços altos

O gerente-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês, instituição conhecida como o ‘banco central dos bancos centrais’), Agustín Carstens, afirmou que o mundo pode estar à beira de uma “nova era inflacionária”.

As pressões que têm jogado os índices de preços para cima devem persistir por mais algum tempo em meio aos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia e afetam, segundo ele, não só as economias desenvolvidas mas também os países emergentes, onde os preços estão no maior patamar em mais de duas décadas.

“Depois de mais de uma década lutando para atingir a meta de inflação, os bancos centrais agora enfrentam o problema oposto. A mudança no ambiente inflacionário foi notável”, disse Carstens, ao ministrar a palestra “O retorno da inflação”, no Centro Internacional de Estudos Monetários e Bancários, em Genebra, na Suíça. Segundo ele, novos fatores estão surgindo e pressionam para cima a inflação. Ele citou impactos advindos da guerra, que têm se refletido nos mercados de energia, alimentos e muitas outras commodities e também dos mercados de trabalho, com as pessoas procurando compensar as reduções reais de salários corroídos pelo aumento de preços nas economias.

Não bastasse isso, fatores estruturais que mantiveram a inflação baixa nas últimas décadas podem diminuir à medida que a globalização se reduz, explicou.

A maior atenção em relação à inflação elevada, segundo ele, é para as economias desenvolvidas como, por exemplo, os Estados Unidos.

Segundo Carstens, quase 60% desses países estão com inflação anual acima dos 5%, um aumento de mais de 3 pontos porcentuais em comparação com as metas típicas para o indicador. “É a maior desde o fim da década de 1980”, disse.

As economias emergentes também têm visto o aumento dos preços, de acordo com o porta-voz do BIS. Na maioria desses países, a inflação está acima dos 7%. “Além de um curto período em torno da Grande Crise Financeira, refletindo fatores muito específicos e de curta duração, esta é a maior inflação em mais de duas décadas”, afirmou ele.

O que explica a inflação alta

Ex-presidente do Banco Central do México, Carstens disse que o aumento da inflação resulta da confluência de três fatores: um mercado surpreendentemente forte em termos de demanda agregada, com as economias se expandindo mais rapidamente da pandemia do que em outras crises; demanda forte em bens e serviços e, por último, uma oferta que não consegue acompanhar o aumento da demanda.

“A economia mundial está em uma situação diferente da vista três anos atrás por causa da pandemia, da extraordinária resposta fiscal, monetária e regulatória a ela e da guerra na Ucrânia”, resumiu o porta-voz do BIS.

Segundo ele, o risco de um ambiente inflacionário persistente traz implicações para a atuação dos bancos centrais e suas políticas monetárias e fiscais.

As autoridades poderão, contudo, ter de rever como agem em relação ao aumento de preços causado do lado da evolução da oferta.

“A boa notícia é que os bancos centrais estão atentos aos riscos (da inflação)”, afirmou, acrescentando: “Ninguém quer repetir os anos de 1970”.

Carstens disse que “parece claro” que os juros precisam subir para níveis mais apropriados para o ambiente de inflação mais alta. As taxas, conforme ele, terão de ficar acima dos “patamares neutros”, quando é possível combater os preços elevados sem diminuir a atividade.

“O ajuste às taxas de juros mais altas não será fácil”, avaliou o porta-voz do BIS, mencionando que famílias, empresas, mercados financeiros e governos se acostumaram demais a baixas taxas de juros e condições financeiras acomodatícias, refletidas também em “níveis historicamente elevados” da dívida privada e pública. “Será um desafio arquitetar uma transição para níveis mais normais e, no processo, definir expectativas realistas sobre o que a política monetária pode oferecer”.

Carstens disse que a chave para o crescimento sustentável das economias não passa por uma política fiscal ou monetária expansionista.

Para ele, deve-se fortalecer a capacidade produtiva dos países. “De fato, isso está bem atrasado. Os bancos centrais fizeram mais do que sua parte na última década. Agora, é a hora de outras políticas tomarem o bastão”, concluiu.

Fonte: CNN BRASIL

Meteoro é registrado no céu de quatro cidades do Nordeste

Fenômeno foi observado em Alagoas e Sergipe, pouco depois das 18h

Um meteoro foi registrado cruzando o céu dos estados de Alagoas e Sergipe, na noite desta terça-feira (5).

As imagens foram capturadas por volta das 18h, no horário de Brasília, por câmeras do portal Clima Ao Vivo.

O fenômeno foi registrado nas cidades de Maceió (AL), Aracaju (SE), Estância (SE) e Gracho Cardoso (SE).

Também conhecido como “estrela cadente”, o meteoro é um fenômeno luminoso produzido na passagem de algum objeto espacial –como asteroides e cometas – na atmosfera terrestre.

“Meteoro não é sólido, não é líquido e nem gasoso, é apenas luz”, explica o astrônomo Marcelo Zurita.

A intensidade da luz do meteoro depende do tamanho do objeto.

Fonte: CNN BRASIL

Dia Mundial da Atividade Física: 5 motivos para você começar a se movimentar

Exercícios físicos podem trazer melhorias para as relações sociais, autoestima, confiança e regulação emocional.

Os benefícios das atividades físicas para a saúde já são amplamente conhecidos: aumento da força muscular, melhora da qualidade do sono e do condicionamento e redução do colesterol e triglicérides, além de elevação do bem-estar e dos ganhos para a saúde mental.

Ainda assim, todos os anos, no dia 6 de abril, o Dia Mundial da Atividade Física promove a conscientização para a importância da prática moderada e regular de exercícios para a saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda de 150 a 300 minutos, no mínimo, de atividade aeróbica por semana para adultos saudáveis e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

As vantagens citadas ainda não foram suficientes para te impulsionar a se movimentar? Não se preocupe. Aqui estão alguns benefícios ocultos da atividade física:

  1. Redução dos riscos de doenças cardiovasculares

sedentarismo está associado a várias doenças que aumentam o risco de problemas cardiovasculares. A falta de atividade física favorece o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, o que dificulta a passagem de sangue, compromete o funcionamento do coração e pode levar ao infarto, além do risco de provocar acidente vascular cerebral (AVC) e trombose.

“Quanto mais precocemente começamos a cuidar do coração, menores os fatores de risco ao longo da vida. Hoje, temos a obesidade infantil e taxas elevadas de colesterol no sangue das crianças. A pandemia de Covid-19 aumentou o sedentarismo nessa faixa etária e pode ser gerador de um fator de risco maior para problemas cardíacos”, afirma Vanessa Guimarães, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo, e natação, podem trazer benefícios para a saúde do coração. A lista também conta com modalidades como o surfe, o skate e a dança, além de treinos envolvendo subir e descer escadas e pular corda.

De acordo com a médica, antes de começar qualquer exercício físico, é fundamental passar por uma avaliação médica.

“Temos tanto as arritmias que podem ser induzidas pelo exercício físico como condições que nunca foram avaliadas e que são descobertas quando a pessoa vai fazer uma atividade física. A avaliação física antes das atividades, do início da academia, por exemplo, é necessária, inclusive para crianças que desejam fazer esportes com tendência de alto rendimento”, diz.

  1. Ampliação da resposta imunológica das vacinas

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o exercício físico regular está associado ao aumento da resposta imunológica à vacina contra a Covid-19, que tende a diminuir ao longo do tempo.

A pesquisa contou com a participação de 748 pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Na análise, foram investigadas a associação entre a atividade física e a presença persistente de anticorpos específicos contra o coronavírus no organismo.

Os dados foram avaliados em um período de seis meses após o esquema de duas doses da vacina Coronavac em pacientes com doenças reumáticas autoimunes, incluindo artrite reumatoide, lúpus, esclerose sistêmica e miopatias inflamatórias. Os resultados foram publicados em formato preprint, ainda sem revisão por pares.

Para avaliar a capacidade da vacina de provocar resposta imune a longo prazo, os pesquisadores da USP realizaram exames sorológicos para verificar as taxas de anticorpos IgG e a presença de anticorpos neutralizantes –os dois indicativos estão associados à resposta aos imunizantes.

Dos 748 pacientes analisados (sendo 421 ativos e 327 inativos), as taxas de positividade de anticorpos IgG e neutralizantes foram significativamente maiores para os indivíduos ativos do que para os inativos.

  1. Bem-estar e relaxamento

Além dos ganhos para a saúde física, a atividade física também promove a sensação de bem-estar e relaxamento, segundo a psicóloga Luciana Ferreira Angelo.

“Um dos benefícios psiconeurológicos da atividade física é a neuroplasticidade, uma característica do sistema nervoso central que promove mudança e adaptação do sistema de acordo com experiências e necessidades. A área é estimulada quando fazemos exercícios físicos”, conta Luciana, coordenadora do curso de aperfeiçoamento e especialização em Psicologia do Esporte do Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo.

O movimento também está associado ao aumento do nível de fatores relacionados ao desenvolvimento e manutenção dos neurônios. O exercício físico auxilia na liberação da neurotrofina (BDNF), que é uma proteína importante para a manutenção e sobrevivência dos neurônios.

“A atividade também melhora o desempenho cognitivo. Pesquisas apontam o ganho de benefícios em memória, atenção e concentração. Além de relatos de melhora em desempenho acadêmico e redução de risco para demência“, acrescenta.

A especialista afirma que os benefícios incluem ainda o aumento dos níveis de neurotransmissores, como a serotonina, que auxilia na regulação do humor, apetite e sono e que também está associada à sensação de relaxamento.

As atividades físicas podem trazer ainda melhorias para as relações sociais, com o aumento da autoestima e da confiança, além de uma melhora da regulação emocional. Especialmente aquelas que podem ser praticadas em grupo.

  1. Redução dos impactos da Covid-19

Embora a relação entre os exercícios físicos e a Covid-19 ainda não tenha sido totalmente esclarecida pelas comunidades médica e científica, estudos apontam que a prática pode trazer impactos positivos para pessoas que foram infectadas pelo vírus.

O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Bruno Gualano reuniu achados recentes sobre o assunto em um editorial publicado no periódico British Journal of Sports Medicine.

“Algo que foi especulado no início da pandemia e hoje está demonstrado de forma bastante consistente é que pessoas fisicamente ativas tendem a ter uma doença mais branda quando infectadas pelo SARS-CoV-2. O conjunto de pesquisas sobre o tema sugere que, em média, essas pessoas correm entre 30% e 40% menos risco de hospitalização”, conta Gualano.

Um artigo publicado por Gualano e colaboradores também no British Journal of Sports Medicine, em julho de 2021, mostrou que atletas profissionais geralmente desenvolvem doença leve quando infectados.

“Levantamos nesse estudo a hipótese de que a proteção pode ser ainda maior no caso de pessoas com alto nível de atividade física, como é o caso de atletas profissionais. Mas isso é algo que ainda precisa ser confirmado”, comenta.

  1. Controle da ansiedade

Um estudo conduzido por pesquisadores da Suécia e dos Estados Unidos, publicado no periódico Frontiers in Psychiatry, aponta que o exercício físico regular pode reduzir em até 60% os riscos para o desenvolvimento da ansiedade.

Embora os impactos positivos da atividade física em relação à ansiedade já sejam conhecidos, os pesquisadores destacam que fatores como a importância da intensidade do exercício, os mecanismos específicos para homens e mulheres e a duração dos efeitos permanecem desconhecidos.

Para obter algumas respostas, os cientistas realizaram um amplo estudo observacional que acompanhou mais de 395 mil pessoas por um período de 21 anos, entre 1989 e 2010. O objetivo era entender se a participação em uma corrida de esqui Cross Country de longa distância, chamada Corrida de Vasa (Vasaloppet), de até 90 quilômetros, estava associada a um menor risco de desenvolver a ansiedade.

Os dados dos esquiadores foram comparados aos registros de indivíduos suecos que não participaram da corrida. Os pesquisadores consultaram as informações a partir do Registro Nacional de Pacientes da Suécia, que inclui diagnósticos psiquiátricos e somáticos, além de dados de diagnósticos primários e secundários em pacientes atendidos em cuidados hospitalares no país desde 1987.

De modo geral, os fisicamente ativos tiveram um risco significativamente menor de desenvolver ansiedade durante o acompanhamento em comparação com os que não esquiavam. O grupo dos esportistas incluiu 197.685 pessoas, com idade média de 36 anos, sendo 38% mulheres.

“Nossos resultados apoiam as recomendações de prática de atividade física para diminuir o risco de ansiedade em homens e mulheres. O impacto do nível de desempenho físico sobre o risco de ansiedade entre as mulheres requer mais estudos”, diz o artigo.

(Com informações da Agência Fapesp)

Fonte: CNN BRASIL

Real e Ibovespa têm segunda maior valorização no mundo neste ano, diz levantamento

Mercado brasileiro é beneficiado por um forte fluxo de investimento estrangeiro desde o início do ano. Alta no preço das commodities e juros elevados no Brasil estão entre causas do bom desempenho, Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

real teve uma valorização de 17,8% em relação ao dólar no primeiro trimestre de 2022, a segunda maior dentre 120 países, enquanto o Ibovespa avançou 34,6%, com o segundo melhor desempenho dentre 79 bolsas, segundo um levantamento da consultoria Austin Rating feito a pedido do CNN Brasil Business.

A moeda norte-americana já opera na casa dos R$ 4,66 em relação ao real, segundo fechamento da sexta-feira (1º), se distanciando da casa dos R$ 5 ultrapassada em 2020.

O desempenho do real supera a média dos países emergentes, de valorização de 5,06% ante o dólar, assim como do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que teve recuo de 1,01%. A média geral dos 120 países é de desvalorização de 1,14%.

Com isso, a moeda ficou atrás apenas do Kwanza, moeda da Angola, que valorizou 24,4% devido a elementos semelhantes aos da alta do real, em especial um fluxo de investimento estrangeiro que busca grandes produtores de commodities, cujos preços dispararam.

Não à toa, as dez moedas de melhor desempenho são de países fortemente ligados a esses produtos, principalmente na África e América Latina.

Já as moedas de pior desempenho são as de países que passam por instabilidades políticas, sociais ou econômicas, afastando investidores. É o caso da lira turca (115º) e da rupia do Sri Lanka (120º), mas também do rublo da Rússia (114º, com recuo de 11,1%), do rublo de Belarus (119º, com recuo de 21,7%) e da hryvnia ucraniana (111º, queda de 7,5%).

Fonte: João Pedro Malardo CNN Brasil Business

Onça é resgatada após invadir casa em Santa Rita do Passa Quatro, interior de SP

Animal foi capturado pelas polícias Militar e Ambiental sem apresentar resistência e o incidente não deixou feridos

Uma família do município de Santa Rita do Passa Quatro, no interior de São Paulo, foi surpreendida com a visita inusitada de uma onça parda na manhã desta sexta-feira (1º). “Por volta de 5h15, ouvimos um barulho como se alguém tivesse pulado dentro de casa, meus cachorros começaram a latir desesperadamente. Logo ouço meu pai chamando meus cachorros e nada de eles entrarem, latiam sem parar. Meu irmão me acorda, ‘Leticia, tem uma onça dentro de casa’, relatou a moradora Leticia Porteiro, em uma publicação no Facebook.

A família buscou a Polícia Militar, que isolou o local e acionou a Polícia Ambiental para o resgate. O animal foi capturado pelo Corpo de Bombeiros de Porto Ferreira e profissionais do Departamento de Serviços Municipais da prefeitura sem apresentar resistência e o incidente não deixou feridos.

Após avaliação por médico veterinário, a onça foi solta em um local de preservação ambiental. “Tendo em vista o animal se apresentar em excelente condições físicas, foi conduzido à área rural em local com área de grande remanescente de vegetação nativa, afastada da presença de aglomerações urbanas, onde foi realizado sua soltura”, informou a nota da PM.

O animal adulto tem cerca de 70 centímetros de altura e 1,20 metros de comprimento.

Grávida com bebê morto no útero há 5 dias implora por cesárea

Daniela Fonseca de Oliveira, de 29 anos, moradora de Santos, no litoral de São Paulo, estava no oitavo mês de gestação, quando sofreu um aborto espontâneo na quarta-feira (30). Ela ainda não passou pela cirurgia de retirada do feto e aguarda há cinco dias no centro cirúrgico do hospital, reclamando de dores e medo de infecção.

A jovem está internada na Maternidade do Complexo Hospitalar dos Estivadores. Segundo ela, a equipe médica faz procedimentos para tentar induzir o parto normal desde a quarta-feira, mas Daniela implora para que seja realizada logo uma cesárea.

Segundo a gestante, ainda não houve evolução nas tentativas de indução do parto de forma natural. Ela foi informada de que a cesárea só será feita em último caso.

Amedrontada e sensibilizada com toda a situação, Daniela diz que está sofrendo duas dores ao mesmo tempo, uma por perder o filho que tanto esperava e outra por saber que o parto natural não irá evoluir. “Minha vida está em risco”, afirma.

Hospital diz que segue protocolo

O Instituto Social Hospital Alemão Osvaldo Cruz, responsável pela gestão do hospital, informou que Daniela deu entrada no dia 30, já com quadro de óbito fetal, o parto normal está sendo induzido, alega o hospital, conforme protocolo de referência indicado para esse tipo de caso.

A decisão sobre os procedimentos cirúrgicos, de acordo com o instituto, é sempre tomada conforme os anseios e necessidades da paciente, mas seguindo a análise da equipe médica para a melhor prática assistencial do caso.

Fonte: Metrópoles