Casa organizada influencia no bem-estar

Um ambiente organizado proporciona uma melhor saúde mental e bem-estar físico. Isso porque o local molda nossa personalidade e, consequentemente, nos sentimos acolhidos e confortáveis.

Já ouviu falar em pessoas que não conseguem ser focadas e produzir algo em um ambiente bagunçado ou desconfortável? Ou, até mesmo, isso aconteceu com você? De fato, esses aspectos dos ambientes se espelham na saúde física e mental. Especialistas de psicologia denominam esse caso como relação pessoa-ambiente.

“São todas as maneiras através das quais os ambientes influenciam nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos e, na outra direção, todos os modos como esses sentimentos, pensamentos e comportamentos afetam os ambientes ao nosso redor”, diz Maíra Longhinotti Felippe, arquiteta, mestre em psicologia e professora da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em entrevista para o site UOL.

De acordo com a mestre em psicologia, isso é uma ligação que contém inúmeros modos de relação, que mudam conforme o indivíduo, grupo social e o contexto cultural, econômico e político.

A sensação de bem-estar que sentimos se origina entre a troca daquilo que se espera do ambiente e daquilo que o ambiente realmente é, ou seja, quanto mais atingimos nossas expectativas e quanto maior a identificação com o cenário, melhor será a sensação. “Todos nós temos nosso próprio ‘padrão interno’ de referência acerca de como os ambientes são ou deveriam ser. Isso é o que chamamos de identidade de lugar. É como um aspecto da nossa própria identidade pessoal: existem características que nos definem enquanto pessoa, da mesma forma que existem características que definem o que esperamos ou queremos de um ambiente”, afirma Maíra.

Vera Garcia, médica psiquiatra diz que existem pessoas que não se incomodam com as suas bagunças e conseguem conciliar e viver bem. Entretanto, também há outras pessoas que ficam desconfortáveis com a bagunça e demonstram uma organização exagerada, a nível de ficar doentes psicologicamente quando algo sai do controle.

De acordo com Garcia, precisa haver um equilíbrio entre esses dois opostos, “Há indivíduos que por perceberem uma incapacidade de se organizarem, ficam imobilizados, causando prejuízos para a vida profissional, social e familiar. No outro extremo, encontram-se aquelas pessoas que demonstram preocupação exagerada com arrumação e/ou limpeza, sentindo profundo mal-estar se algo estiver fora do lugar. Frequentemente, são pessoas com traços obsessivos ou que sofrem de TOC, transtorno obsessivo-compulsivo”, afirma ela.

A peça-chave para isso tudo é identificar qual é sentimento com o nosso lar. Caso a resposta seja ruim, é o momento de tomar atitudes e adotar novas mudanças para conquistar uma maior qualidade de vida, o que, consequentemente, influenciará em outras áreas, como profissional e pessoal.

Foto destaque: Mulher organizando armário. Reprodução/Rodnae Productions/Pexels

Fonte: Lorena R7

Mundo bate recorde de casos de Covid-19 em uma semana, segundo OMS

Entretanto, número de mortes no período registrou queda de 10%.

Com o avanço da variante Ômicron, altamente transmissível, o mundo registrou recorde de casos de Covid-19 em uma semana, informou a Organização Mundial de Saúde. Entre 27 de dezembro de 2021 e 2 de janeiro de 2022, foram contabilizadas 9.520.488 novas infecções, aumento de 71% em relação ao período de sete dias anterior.

Entretanto, mesmo com o recorde, o número de mortes caiu 10%, o que reforça a proteção oferecida pelas vacinas contra a doença. Desde o início da pandemia, o mundo registra mais de 5,4 milhões de óbitos pela Covid-19, segundo a OMS.

De acordo com a Organização, a região das Américas foi a mais afetada pelos novos casos de Covid-19 no período, com aumento de 100%, mas com queda de 18% nas mortes. Com alta de apenas 7% no número de novas infecções, a África foi a única região onde o registro de óbitos apresentou crescimento (22%).

Com a atualização, as Américas e a Europa passam a ser as únicas regiões com mais de 100 milhões de infecções pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, com 104.698.449 e 103.190.471 respectivamente.

Nesta semana, a OMS declarou que o aumento de casos está relacionado à disseminação da Ômicron, mas que estudos têm demonstrado que a variante causa sintomas mais leves da Covid-19.

E o número de novos casos no planeta segue em alta também nesta semana. Nesta quarta-feira (5), 2,59 milhões novas infecções foram contabilizadas em todo o mundo, novo recorde, segundo a organização Our World in Data. O número superou os 2,4 milhões de casos registrados no dia anterior.

Com informações de Giulia Alecrim

Fonte: CNN Brasil

Despesas com IPVA e IPTU no início do ano exigem planejamento

Pagamento de IPVA, IPTU e materiais escolares se une às contas básicas e pode virar dor de cabeça para os brasileiros.

Após as festas de fim de ano, vêm as tradicionais cobranças de impostos e os gastos com educação, despesas que pesam no bolso e podem se tornar uma dor de cabeça para os brasileiros que não se prepararam para os desembolsos adicionais.

Nesse período, surgem os pagamentos de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e materiais escolares, que se unem às contas de luz, água e telefone.

“O não pagamento de tributos estaduais e municipais incorre na execução quase imediata da dívida. No caso do município de São Paulo, por exemplo, em cerca de dois ou três meses o contribuinte já tem seu débito executado”, afirma Renato Prone, conselheiro do CRCSP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo).

“Por isso, é importante guardar dinheiro ao longo do ano ou usar o 13º salário para ter essa reserva, já que as sanções são muito severas”, alerta Prone.

No mês de janeiro, os motoristas precisam lidar com o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). O valor cobrado é calculado com base no preço de mercado do veículo e varia de acordo com o estado, modelo de veículo e tipo de combustível utilizado para a locomoção.

No estado de São Paulo, os valores a serem pagos a partir da próxima segunda-feira (10) variam de R$ 14,92 a R$ 527 mil. De acordo com a Secretaria da Fazenda, os desembolsos serão, em média, menores do que os realizados no ano passado.

O proprietário de veículo que deixar de pagar o IPVA fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa Selic. Passados 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor do imposto.

Outro imposto tradicional deste início de ano é o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Na cidade de São Paulo, o vencimento começa em 1º de fevereiro e quem optar pelo pagamento à vista terá um desconto de 3% no tributo.

Em alguns locais, é possível obter desconto ao optar pelo pagamento do IPVA e do IPTU à vista. De acordo com orientações de economistas, a opção só é válida para aqueles que tiverem uma reserva adicional para arcar com as outras despesas.

Planejamento

Para Gustavo Godoy, economista e diretor executivo da Ahfin, é fundamental ter um planejamento consciente e sustentável para enfrentar o início de ano. O primeiro passo para isso, orienta, é colocar na ponta do lápis as despesas previsíveis e esperadas pela família nas primeiras semanas do ano.

“Na sequência, faça o mesmo com as receitas que serão utilizadas para pagá-las, como o salário dos membros da família, o 13º recebido no ano anterior ou até outros benefícios esperados. Dessa forma, é possível ter uma visão completa sobre o orçamento familiar no período”, afirma o economista.

Uma das principais recomendações de Godoy é aproveitar a renda extra do 13º salário para quitar essas contas, com o cuidado de evitar gastar todo o dinheiro de uma só vez, e dispendê-lo apenas para pagar as despesas.

“É possível utilizar os valores extras para pagar algumas despesas, negociar descontos em contas, como a cota única do IPTU disponibilizado por prefeituras ou promoções em rematrículas, e até montar a necessária reserva de emergência. Assim, pouco a pouco é possível colocar todos os gastos em dia com facilidade e sem comprometer a renda familiar. A tranquilidade de dezembro pode (e deve) se estender para o ano seguinte”, avalia o economista.

Fonte: R7

Conheça o etarismo e como ele deve ser combatido para um melhor mercado de trabalho

À CNN Rádio, a especialista Fabiana Granzotti explicou que pessoas mais velhas têm muito a contribuir para as empresas.

Em entrevista à CNN Rádio, durante o quadro CNN No Plural, a gerente de projetos da Maturi, Fabiana Granzotti explicou o que é o etarismo. “O etarismo ou ageísmo, que é derivado do termo aging, do inglês, é o preconceito por idade”, disse.

Segundo ela, muito se fala sobre o preconceito para pessoas mais velhas, mas ele interfere em todas as idades – como uma pessoa vista como jovem demais para ocupar um cargo de liderança, por exemplo.

“No entanto, ele é mais acentuado para os mais velhos, devido a estereótipos, de que eles são desatualizados, desconectados da tecnologia e não acompanharam as mudanças. Mas isso não está ligado à idade, mas às oportunidades de cada um”, completou.

Fabiana, que comanda uma empresa especializada no tema, lembrou que o Brasil já tem 37,7 milhões de idosos, que estão aptos a contribuir de diversas formas para o mercado de trabalho.

Uma delas é a mentoria. “Ela é muito positiva, uma pessoa com mais experiência passou inclusive por situações mais difíceis, pode contribuir para aqueles que estão começando agora no mercado de trabalho, que não conseguem ter visão mais sistêmica, e os jovens, por outro lado, que já nasceram conectados, conseguem dar o suporte tecnológico.”

Esta parceria é positiva, segundo ela, para a criação de novos produtos, resiliência e ambientes mais produtivos e felizes. “Hoje em dia se fala da necessidade da saúde mental e se observa bastante como a troca é positiva, cada qual tem sua vivência, esse aporte é superimportante.”

As mudanças, no entanto, não devem partir apenas do profissional. “As corporações olham de forma estereotipada, de custo maior, mas tem um outro ponto que o mercado vem oferecendo, os dois lados chegam a um comum acordo, o que as pessoas maduras esperam e como as corporações podem ser remanejadas para absorver as pessoas mais experientes, com programas de consultores, por exemplo.”

“O mercado de trabalho não é mais o que era há dois anos, a pandemia acelerou todo esse processo. A população 50+ deve se manter atualizada, buscar carreiras transversais e as corporações devem ter essa visão de novas formas de contratações, com aporte de conhecimento, sem sofrer com altos salários”, avaliou.

A especialista acredita que é necessária a “queda de paradigmas dos dois lados” para absorver a população que daqui a pouco será maioria no Brasil.

Fonte: CNN Brasil

Exagerou no final de ano? Retome dieta saudável, inclua chás no dia a dia e evite opções radicais

Quem nunca se excedeu na alimentação durante as celebrações do fim do ano? Se esse é o seu caso, muito cuidado para não sucumbir às dietas da moda que prometem resultados rápidos e impressionantes. O lembrete é da nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Natália Sarti dos Santos que sugere cautela e, principalmente, distância de recursos que vendem milagres.

O alerta tem motivação: opções radicais de rotina alimentar não são resolutivas e ainda colocam em risco a saúde. “Depois de eventuais excessos no final do ano, o ideal é retomar os hábitos saudáveis e comer de forma consciente e equilibrada”, diz. “É comum as pessoas buscarem ou seguirem dietas que encontram na internet, porém, isso é extremamente perigoso”, complementa.

A nutricionista sugere que se evite restrições radicais e práticas que não são parte do dia a dia, como o jejum intermitente. “O ideal é que a alimentação, depois dos excessos, privilegie o que é benéfico ao corpo: hortaliças, frutas, alimentos integrais e muita água. Doces e comidas muito salgadas e gordurosas devem ser evitadas”, diz ela.

O equilíbrio é essencial neste momento, pois o exagero das ceias pode não somente se refletir no peso, mas também ocasionar azia, refluxo, dores de cabeça, inchaço e retenção de líquidos, aumento da sede, da pressão arterial e do cansaço. Para lidar com esses desconfortos, a nutricionista sugere alguns chás como aliados para reduzir os sintomas da má digestão. O único alerta: é preciso prepará-los e logo consumir. E, claro, deixar de lado o açúcar no momento do consumo.

Entre as opções apontadas pela nutricionista, estão o chá de boldo e os chás de erva doce, tomilho, camomila com funcho ou hortelã. Enquanto o de boldo fornece alívio para o organismo sobrecarregado pela gordura e pelo álcool, as demais opções estimulam o processo digestivo e reduzem a sensação de inchaço.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atende em mais de 50 especialidades. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 190 mil consultas ambulatoriais, 50 mil atendimentos de Pronto Socorro e cerca de 950 mil exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e estar no ranking de 2021 dos Melhores Hospitais da América Latina, segundo a Revista América Economia Intelligence, entre as Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil 2020 e em primeiro lugar na categoria Saúde – Hospitais, conquistado por quatro anos consecutivos.

Rua Borges Lagoa, 1.450 – Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.

Tel. (11) 5080-4000

Site: www.hpev.com.br
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Fonte: cartaodevisita

Tarifa social de energia deve caber a 20 milhões de famílias em 2022

Famílias inscritas no CadÚnico e no BPC serão incluídas no programa, que dá desconto de ao menos 10% na conta de luz.

Entrou em vigor nesta semana uma resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que altera as regras para a inclusão de famílias na Tarifa Social de Energia Elétrica, que concede descontos na conta de luz a brasileiros de baixa renda. De acordo com a norma, pessoas inscritas no CadÚnico (Cadastro Único) para programas sociais do governo federal e no BPC (Benefício de Prestação Continuada) serão cadastradas de forma automática no programa. Com isso, cerca de 20 milhões de famílias devem ser contempladas com o benefício na conta de energia.

Atualmente, a Tarifa Social atende 12,4 milhões de famílias. De acordo com a Aneel, esse número poderia ser maior, visto que muitas famílias cadastradas no CadÚnico ou no BPC se enquadram nas condições para reivindicar o benefício, mas nunca solicitaram a inclusão no programa por desconhecimento sobre o direito ao benefício ou dificuldade de deslocamento. Para resolver esse problema, a Aneel formulou a resolução.

A agência espera a adesão de mais 11,3 milhões de famílias. Segundo a autarquia, o cadastramento automático ocorrerá mensalmente, quando o Ministério da Cidadania disponibilizar ao setor elétrico as bases do CadÚnico e do BPC.

“Ao cruzarem esses dados com os das unidades consumidoras da classe residencial já atendidas, as distribuidoras cadastrarão automaticamente as famílias que se enquadrem para o benefício”, informou a Aneel.

A autarquia ainda explicou que a ampliação do universo de atendidos pela Tarifa Social está orçada em aproximadamente R$ 3,6 bilhões por ano e será provido pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), um fundo setorial mantido pela Aneel que custeia diversas políticas públicas do setor elétrico brasileiro.

Têm direito ao benefício as famílias que estão inscritas no CadÚnico com renda familiar mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo ou com renda mensal de até três salários mínimos, desde que haja entre os integrantes familiares portador de doença ou deficiência cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica.

Além disso, idosos acima de 65 anos ou pessoas com deficiência que recebem o BPC podem ser atendidos com a Tarifa Social.

As regras impostas pela resolução da Aneel não implicarão a exclusão de nenhuma das famílias já atendidas pela Tarifa Social. Segundo a autarquia, só deixarão de receber o benefício as famílias que não atenderem aos critérios previstos nos parágrafos anteriores ou que não comparecerem às convocações realizadas pelo Ministério da Cidadania para atualização cadastral.

Descontos de ao menos 10%

A Tarifa Social concede descontos no valor mensal da conta de luz dos beneficiários do programa. Para famílias que consomem até 30 kWh/mês, a redução é de 65%; de 31 a 100 kWh/mês, o desconto é de 40%; de 101 kWh a 220 kWh/mês, a redução é de 10%. Acima de 220 kWh/mês, não há desconto e o custo da energia é o mesmo dos consumidores que não recebem o benefício.

Famílias indígenas e quilombolas atendidas com a Tarifa Social têm descontos maiores. As famílias inscritas no CadÚnico recebem desconto de 100% até o limite de consumo de 50 kWh/mês, de 40% para consumo entre 51 e 100 kWh/mês e de 10% para consumo de 101 kWh/mês a 220 kWh/mês. Não há desconto se o consumo for superior a 220 kWh/mês.

As famílias que quiserem saber se têm direito ao benefício poderão pesquisar no endereço: www.aneel.gov.br/tarifa-social-baixa-renda.

Bandeira verde em janeiro

Neste mês, a Aneel não vai cobrar nenhuma tarifa adicional nas contas de luz das famílias de baixa renda e vai aplicar a bandeira verde aos beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica. A medida já havia sido adotada em dezembro do ano passado.

Para os demais consumidores de energia elétrica, à exceção dos moradores de áreas não conectadas ao Sistema Interligado Nacional (como os de Roraima e de áreas remotas), que não pagam bandeira tarifária, a bandeira vigente em dezembro será a de Escassez Hídrica, no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Essa bandeira foi criada em setembro do ano passado, em razão da crise hídrica​ que compromete o abastecimento dos reservatórios das usinas hidrelétricas que produzem energia, e seguirá em vigor até abril de 2022.

Fonte: R7

Ministério da Saúde decide sobre vacinação de crianças contra Covid-19 nesta quarta-feira

Anvisa aprovou versão da Pfizer para menores de 5 a 11 anos em dezembro. Na segunda-feira (3), Queiroga antecipou que as doses pediátricas chegarão ao Brasil na segunda quinzena deste mês.

A recomendação final do Ministério da Saúde sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 deve acontecer nesta quarta-feira (5). A imunização de crianças já é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 16 de dezembro e já ocorre em diversos países, mas ainda não foi autorizada pelo Ministério da Saúde, ao qual a agência é subordinada.

Na segunda-feira (3), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, antecipou que as doses pediátricas da Pfizer chegarão ao Brasil na segunda quinzena deste mês.

Sem apresentar um cronograma de aplicação, o ministro disse também que a vacina estará disponível para os pais que queiram imunizar seus filhos.

Também na terça, entidades e profissionais ligados ao tema foram convidados pelo Ministério da Saúde para uma audiência pública. Sociedades médicas e científicas defenderam a vacinação de crianças de 5 a 11 anos na audiência pública desta terça.

Autorização da Anvisa

Em 16 de dezembro, a Anvisa aprovou o uso de uma versão pediátrica da vacina da Pfizer para aplicação nas crianças dessa faixa etária.

O governo federal, entretanto, ainda não definiu quando vai iniciar a imunização desse grupo.

Desde o sinal verde da Anvisa, o ministro Queiroga afirmou diversas vezes que a autorização da agência não é suficiente para iniciar a vacinação.

Em 20 de dezembro, ele disse que a “pressa é inimiga da perfeição” e que o ministério só teria uma posição sobre o tema em 5 de janeiro.

Queiroga também afirmou, na ocasião, que só tinha recebido “um documento de três páginas” da agência e ainda esperava documentos com dossiê completo.

A agência rebateu as declarações do ministro, disse que não recebeu pedido formal de pareceres, mas que o envio de dossiê de análise de medicamentos para o Ministério da Saúde “não é requisito legal, ou mesmo praxe”. Também divulgou publicamente o parecer técnico completo sobre o tema.

Como deve funcionar a vacinação infantil

A vacina para este público tem diferenças em relação à que foi aplicada nos adultos.

É por isso que o governo federal aguarda a chegada de uma versão específica do produto com dosagens e frascos diferentes, apesar de o princípio ativo ser o mesmo.

A mesma autorização de uso já foi concedida pela FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia).

Em outubro, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.

O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo.

Anvisa alerta que a autorização é baseada nos dados disponíveis até o momento e os resultados são avaliados a todo momento. Veja as orientações da agência:

A dose para as crianças entre 5 e 11 anos de idade é 1/3 da formulação já aprovada no Brasil.

A dosagem é de 10 microgramas.

A formulação pediátrica é diferente daquela aprovada anteriormente apresentada para o público com mais de 12 anos – portanto, não pode ser utilizada a formulação de adultos diluída.

A criança que completar 12 anos entre a primeira e a segunda dose deve manter a dose pediátrica.

Não há estudos sobre a coadministração com outras vacinas. Segundo a Anvisa, até que saiam mais estudos, é indicado um intervalo de 15 dias entre a vacina da Covid-19 e outros imunizantes do calendário infantil.

O infectologista Renato Kfouri, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações e que participou da avaliação da Pfizer junto à agência, lembrou que a Covid matou mais crianças do que coqueluche, diarreia, sarampo, gripe e meningite somadas.

Fonte: G1

Entenda a tensão entre Rússia e Ucrânia na fronteira entre os países

Tropas russas a postos, próximas à fronteira entre as duas nações, levantam temores de que Moscou possa iniciar uma invasão nas próximas semanas ou meses.

As tensões entre a Ucrânia e a Rússia estão em seu ponto mais alto dos últimos anos, com uma tropa russa a postos próxima à fronteira entre as duas nações, levantando temores de que Moscou possa iniciar uma invasão nas próximas semanas ou meses.

A Ucrânia alertou ao fato de que a Rússia estaria tentando desestabilizar o país antes de qualquer invasão militar. Autoridades ocidentais aconselharam repetidamente a Rússia nas semanas recentes contra avanços mais agressivos.

O Kremlin nega estar planejando um ataque e nega que o apoio da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) à Ucrânia – que inclui maiores suprimentos de armamento e treinamento militar – constitua uma ameaça crescente ao flanco oeste da Rússia.

Qual é a situação atual na fronteira?

Os Estados Unidos e a Otan descreveram os movimentos e concentrações de soldados dentro e ao redor da Ucrânia como “incomuns”.

Cerca de 100 mil soldados russos permanecem acumulados na fronteira ucraniana, apesar de alertas do presidente dos EUA, Joe Biden, e líderes europeus para sérias consequências no caso de Vladimir Putin avançar com uma invasão. Os serviços de inteligência norte-americanos estimaram que a Rússia poderia começar uma ofensiva militar na Ucrânia “tão logo quanto o início de 2022”.

No final de 2021, fotos feitas por satélites revelaram aparelhagem russa – incluindo armas autopropulsionadas, tanques de guerra e veículos de infantaria – em movimento em uma aréa de treinamento a cerca de 300 quilômetros da fronteira. Poucas outras informações foram divulgadas ao público para endossar as alegações ocidentais de um aumento da ameaça.

Muitas das bases militares da Rússia estão a Oeste do vasto país – a direção onde a maioria das ameaças chega, como sugere a história. O ministro da Defesa da Rússia disse em 1 de dezembro que havia começado seus treinos militares “tradicionais” de inverno na região Sul, parte que divide fronteira com a Ucrânia. Os exercícios envolvem mais de 10 mil soldados, disse.

Enquanto isso, as regiões Donetsk e Luhansk, áreas da divisão com a Rússia, conhecidas como Donbas, estão sob controle de separatistas apoiados pelos russos desde 2014. As forças russas também são presentes na área, referidas pela Ucrânia como “territórios temporariamente ocupados”, título negado pela Rússia.

As linhas de frente do conflito mal se moveram nos últimos cinco anos, mas há frequentes choques de pequena escala e ataques de franco-atiradores. A Rússia enfureceu-se quando forças ucranianas implantaram um drone de combate feito na Turquia pela primeira vez em outubro, para atacar uma posição mantida por separatistas pró-Rússia.

A Rússia também possui forças na casa das dezenas de milhares em sua enorme base naval na Crimeia, o território ucraniano que anexou em 2014. A península da Crimeia, que está no Sul do resto da Ucrânia, está agora conectada por uma ponte à Rússia Continental.

Qual a história do conflito entre Ucrânia e Rússia?

As tensões entre Ucrânia e Rússia, ambos ex-estados soviéticos, escalaram em 2013, após um acordo político e comercial histórico com a União Europeia. Após o então presidente pró-Rússia, Viktor Yanukovych, suspender os diálogos – supostamente sob pressão de Moscou – semanas de protestos em Kiev explodiram em violência.

Então, em março de 2014, a Rússia anexou a Crimeia, uma península autônoma no sul da Ucrânia, com lealdade forte à Rússia, com o pretexto de que estaria defendendo os interesses locais e dos cidadãos de herança russa.

Primeiramente, milhares de soldados de herança russa, apelidados de “pequenos homens verdes” e posteriormente reconhecidos por Moscou como soldados russos, invadiram a península da Crimeia. Dentro de dias, a Rússia completou sua anexação em um referendo que foi apontado pela Ucrânia e por vários outros países como ilegítimo.

Pouco tempo depois, separatistas pró-Rússia nas regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk declararam sua independência de Kiev, levando a meses de conflitos. Apesar de Kiev e Moscou terem assinado um acordo de paz em Minsk, em 2015, intermediado pela França e pela Alemanha, ocorreram repetidas violações do cessar-fogo.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), ocorreram mais de 3 mil mortes de civis relacionadas ao conflito no leste da Ucrânia desde março de 2014.

A União Europeia e os Estados Unidos impuseram uma série de medidas em resposta às ações russas na Crimeia e no leste ucraniano, incluindo sanções econômicas mirando indivíduos, entidades e setores específicos da economia russa.

O Kremilin acusa a Ucrânia de causar tensões no leste do país e violar o acordo de cessar-fogo de Minsk.

Qual a visão da Rússia?

O Kremlin negou repetidamente que a Rússia planeja invadir a Ucrânia, insistindo que a Rússia não impõe uma ameaça a ninguém e que as tropas que se movimentam dentro do território não deviam causar alarme.

Moscou enxerga o crescente apoio da Otan à Ucrânia – em termos de armamento, treinamento e pessoal – como uma ameaça à própria segurança. Também acusa a Ucrânia de aumentar seus próprios números de tropas em preparação para uma tentativa de retomar a região de Donbas, uma alegação que o país negou.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu por acordos legais específicos que impediriam uma maior expansão da Otan em direção às fronteiras russas, dizendo que o Ocidente não cumpriu suas afirmações verbais prévias.

Putin também disse que o envio de armas sofisticadas para a Ucrânia por parte da Otan, como sistemas de mísseis, é cruzar uma “linha vermelha” para a Rússia, em meio às preocupações de Moscou sobre o aumento do poder bélico ucraniano patrocinado pela Otan.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse em novembro que armas e conselheiros militares já estavam sendo fornecidos para a Ucrânia pelos Estados Unidos e outros estados-membro da Otan. “E tudo isso, claro, leva a uma agravação futura da situação na fronteira”, disse.

Se os EUA e seus aliados não mudarem de curso na Ucrânia, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, alertou que Moscou tem o “direito de escolher formas de garantir seus interesses legítimos de segurança”.

Qual a visão ucraniana?

O governo ucraniano insiste que Moscou não pode impedir Kiev de construir laços mais próximos com a Otan, caso queira.

“A Rússia não pode impedir a Ucrânia de se aproximar da Otan, e não tem direito de ter voz em discussões relevantes”, disse o ministro de Relações Exteriores em posicionamento a CNN, em resposta a pedidos russos de que a Otan pare seu avanço na direção leste.

“Quaisquer propostas russas para discutir com a Otan ou os EUA as tão ditas garantias de que a Aliança não se expandiria para o Leste são ilegítimas”, acrescentou.

A Ucrânia insiste que a Rússia está buscando desestabilizar o país, com o presidente, Volodymyr Zelensky, dizendo recentemente que um planejamento de golpe, envolvendo russos e ucranianos, foi descoberto.

O ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, avisou que um golpe poderia ser parte do plano russo anterior a uma invasão militar. “A pressão militar externa anda de mãos dadas com a desestabilização doméstica do país”, ele disse.

As tensões entre os dois países foram exacerbadas pelo agravamento de uma crise energética na Ucrânia, que Kiev acredita ter sido causada propositalmente por Moscou.

Ao mesmo tempo, o governo de Zelensky enfrenta desafios em muitas frentes. A popularidade do governo estagnou em meio a diversas polêmicas de política doméstica, incluindo uma terceira onda de infecções pela Covid-19 nas últimas semanas e uma economia desequilibrada.

Muitas pessoas também estão insatisfeitas com o fato de que o governo não entregou benefícios prometidos e não terminou o conflito no Leste do país. Protestos anti-governo ocorreram em Kiev.

O que a Otan diz?

O secretário-geral Jens Stoltenberg disse que “a Russia terá um preço alto a pagar” se ela invadir novamente a Ucrânia, um parceiro da Otan.

“Temos uma ampla gama de opções: sanções econômicas, sanções financeiras, restrições políticas”, disse Stoltenberg, em entrevista à CNN em 1º de dezembro.

Depois que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, a Otan aumentou suas defesas “com grupos de batalha prontos para o combate na parte oriental da Aliança, nos países bálticos, na Letônia…mas também na região do Mar Negro”, disse Stoltenberg.

A Ucrânia não é membro da Otan e, portanto, não tem as mesmas garantias de segurança que os membros. Mas Stoltenberg deixou aberta a possibilidade de a Ucrânia se tornar membro da Organização, dizendo que a Rússia não tem o direito de dizer à Ucrânia que não pode buscar a adesão.

O que dizem os Estados Unidos?

O presidente Joe Biden disse ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em um telefonema em janeiro de 2022, que os EUA e seus aliados “responderão de forma decisiva se a Rússia invadir ainda mais a Ucrânia”.

Os dois falaram poucos dias depois de Biden ter instado Putin a aliviar a crise na fronteira, e antes que autoridades russas e americanas se encontrem pessoalmente em Genebra no final deste mês. O secretário de Estado, Antony Blinken, também alertou a Rússia que “qualquer agressão pode desencadear consequências graves.”

Os EUA entregaram cerca de US$ 450 milhões em assistência à segurança para a Ucrânia em 2021, disse o Pentágono, incluindo um pacote de armas pequenas e munições em dezembro.

O governo Biden também ponderou o envio de conselheiros militares e novos equipamentos, incluindo armamento mais substancial, à Ucrânia para se preparar para uma possível invasão, disseram fontes familiarizadas com as deliberações à CNN em novembro.

O governo Obama foi pego de surpresa quando a Rússia invadiu a Crimeia em 2014 e apoiou uma insurgência na região de Donbas. Autoridades americanas dizem que estão determinadas a não serem estarrecidos por outra operação militar russa.

“Nossa preocupação é que a Rússia possa cometer um erro grave ao tentar refazer o que empreendeu em 2014, quando reuniu forças ao longo da fronteira, cruzou em território ucraniano soberano e o fez alegando falsamente que foi provocada”, disse Blinken em novembro.

Que outros fatores estão em jogo?

Outra grande questão gira em torno do fornecimento de energia. A Ucrânia vê o polêmico gasoduto Nord Stream 2 – conectando os suprimentos de gás da Rússia diretamente à Alemanha – como uma ameaça à sua própria segurança.

O Nord Stream 2 é um dos dois oleodutos que a Rússia instalou debaixo d’água no Mar Báltico, além de sua rede tradicional de oleodutos terrestres que atravessa a Europa Oriental, incluindo a Ucrânia.

Kiev vê os oleodutos em toda a Ucrânia como um elemento de proteção contra uma invasão da Rússia, uma vez que qualquer ação militar poderia interromper o fluxo vital de gás para a Europa.

Analistas e legisladores dos EUA levantaram preocupações de que o Nord Stream 2 aumentará a dependência europeia do gás russo e poderia permitir que Moscou visasse seletivamente países como a Ucrânia com cortes de energia, sem interrupção mais ampla do abastecimento europeu. Contornar os países do Leste Europeu também significa que essas nações seriam privadas das lucrativas taxas de trânsito que a Rússia pagaria de outra forma.

Em maio de 2021, a administração Biden renunciou às sanções contra a empresa por trás do Nord Stream 2, dando-lhe o sinal verde. Autoridades americanas dizem que a medida é do interesse da segurança nacional dos Estados Unidos, pois busca reconstruir relações desgastadas com a Alemanha.

Em novembro, os EUA impuseram novas sanções a uma entidade ligada à Rússia e a um navio ligado ao Nord Stream 2.

Alguns senadores americanos pediram a imposição de mais sanções para impedir a Rússia de usar o oleoduto como arma; A Ucrânia também pediu medidas mais duras.

Fonte: CNN Brasil

Algas podem ser solução para crise do plástico do mundo

Startup londrina, Notpla está desenvolvendo embalagens que podem ser compostadas, dissolvidas ou até ingeridas após o uso.

Depois de terminar as suas batatas fritas, coma o sachê de ketchup. Quando colocar uma massa na água para ferver, jogue também o saco dentro da panela. 

As instruções parecem esquisitas, mas não para quem já conhece a Notpla, uma startup com sede em Londres (Inglaterra) que está criando um substituto à base de algas para embalagens de plástico descartáveis. Fundada em 2014, a empresa encerrou no mês passado uma rodada de financiamento de 10 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 76,9 milhões), liderada pela empresa VC Horizons Ventures, para escalar e desenvolver ainda mais a sua linha de produtos. 

Espera-se que os produtos da Notpla sejam compostáveis ou dissolvidos após o uso –e alguns são até comestíveis. As opções atuais incluem sachês de condimentos, água e até álcool; uma película para produtos da despensa ou banheiro, como café ou papel higiênico; e caixas para alimentos entregues no delivery que substituem o revestimento à base de plástico por um de algas para torná-las totalmente biodegradáveis. 

A diretora de design da Notpla, Karlijn Sibbel, diz que sua equipe olha para a natureza como inspiração “para a embalagem ideal”, tal qual a pele numa fruta. “Uma casca é sempre usada (como nutriente) pela natureza, desaparece e se torna parte do ciclo”, exemplificou. 

Trata-se de uma abordagem especialmente relevante enquanto o mundo lida com os efeitos de décadas de produção de plástico sem restrições. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 331 milhões de toneladas de resíduos plásticos são produzidos globalmente todos os anos, e dos estimados 9,15 bilhões de toneladas de plástico produzido desde o início da década de 1950, cerca de 60% foram jogados em aterros ou descartados ao ar livre. Microplásticos (partículas minúsculas que são, frequentemente, o resultado de plásticos maiores que se desmembram) poluem o oceano, o ar e nossos corpos. 

Ao longo dos últimos anos, tem havido um movimento crescente contra os plásticos de uso único. Muitos especialistas argumentam que os produtos são desnecessários e nocivos, e as empresas foram atacadas por utilizá-los excessivamente – por exemplo: em 2019, uma imagem de laranjas descascadas e empacotadas individualmente pela rede norte-americana Whole Foods viralizou na internet. Nos Estados Unidos, alguns estados e municípios tomaram medidas nesse sentido. O estado de Nova York proibiu a maior parte dos sacos de plástico para compras. Miami Beach tornou ilegal o uso de canudos de plástico. A União Europeia proibiu os plásticos de uso único em meados do ano passado, e a Índia planeja seguir o exemplo no próximo ano, conforme o governo anunciou em agosto. 

“Está cada vez mais claro o tamanho do problema do plástico”, disse Sibbel. Os fabricantes estão “usando materiais que duram milhares dos anos” para os produtos que serão usados “por alguns minutos”. 

“Essa incompatibilidade é algo que precisamos resolver”, acrescentou.

Os fundadores da Notpla, Rodrigo García González e Pierre Paslie, inicialmente procuraram algas como solução para o problema plástico do mundo porque elas são abundantes, crescem rapidamente, não competem com lavouras e sequestram o carbono do ar, conforme explicou a diretora da empresa. 

Há também muitas espécies diferentes de algas marinhas, e elas podem ser colhidas ou cultivadas. A Notpla utiliza espécies plantadas. 

“As algas não usam a terra, não precisam de pesticidas. Podem crescer nos oceanos e nos mares, para os quais trazem benefícios ao criar ecossistemas para que outros organismos prosperem”. 

Desde a sua fundação, a startup recebeu subsídios da agência governamental britânica Innovate UK e da organização sem fins lucrativos de economia circular Ellen MacArthur Foundation para o seu primeiro produto, o sachê Ooho, que embala porções individuais de líquidos. A nova rodada de financiamento busca aumentar a produção dos revestimentos Ooho e Notpla, ao mesmo tempo que desenvolve ainda mais o novo papel de algas marinhas e as películas multiuso. 

O papel é feito com fibras deixadas a partir da criação de outros produtos Notpla e pode ser aplicado em itens como embrulho para presente ou etiquetas de roupa. Já o filme ou película pode embrulhar a maioria dos produtos secos ou molhados com baixo teor de água. 

“O que é empolgante é que esta é uma película que pode substituir a maior parte das embalagens flexíveis que usamos no dia a dia”, contou Sibbel. Entre os potenciais produtos estão café moído, papel higiênico ou parafusos para montagem de mobiliário. Para os alimentos, tais como massas, eles até experimentaram a adição de sabores à embalagem, permitindo que a sua dissolução adicione um tempero ao prato. 

“É possível cozinhar com a embalagem. Como isso, podemos começar a repensar o que é possível fazer com esses materiais”, explicou. 

Alguns dos produtos da Notpla estão disponíveis online. Além disso, a empresa fechou parcerias importantes no Reino Unido e na Europa Ocidental para fornecer bebidas em festivais como o DGTL em Amsterdã, nos Países Baixos, e o Glastonbury em Somerset, Inglaterra. Em 2019, a Notpla distribuiu 36 mil Oohos cheios da bebida energética Lucozade Sport durante a Maratona de Londres, e forneceu cápsulas comestíveis Glenlivet na London Cocktail Week. 

No ano passado, a startup testou 30 mil caixas de delivery em diferentes restaurantes do Reino Unido, em colaboração com o serviço de encomenda de alimentos online Just Eat. Planos para oferecer as caixas em toda a Europa em 2022 estão em curso. 

Com a ampliação da oferta, a equipe da Notpla espera que as algas possam substituir o plástico de uso único na cadeia de suprimentos de forma mais ampla. No entanto, Sibbel sabe que a tarefa é imensa, dado o volume de plásticos usados em todo o mundo. 

“Eu não acho que um material ou solução vai resolver tudo, mas as algas de fato se encaixam nos pontos certos”, comentou. 

Repensar quando e por qual razão utilizamos o plástico será crucial para que a Notpla atue em outros setores. “O plástico pode fazer muitas coisas. Mas é sempre importante se perguntar ele é de fato necessário para este ou aquele uso”. 

A executiva cita como exemplo a embalagem de tomates, que tem buracos para deixar os alimentos respirar. 

“As propriedades do plástico não são necessárias. Então, para quê usá-los?”, Sibbel perguntou, rindo. “Espero ver o setor se mexendo e abraçando a mudança de uma forma positiva”. 

Fonte: CNN Brasil

Covid: capitais voltam a vacinar após Ano-Novo. Veja programação

Em Belo Horizonte, a prefeitura aplica a dose de reforço em trabalhadores do transporte coletivo e da limpeza urbana.

A vacinação contra a Covid-19 no Brasil volta à sua programação normal nesta segunda-feira (3), após interrupções e alterações de calendário entre 31 de dezembro e 2 de janeiro, e as capitais brasileiras imunizam novos grupos e faixas etárias.

Em Belo Horizonte, por exemplo, a prefeitura aplica a dose de reforço em trabalhadores do transporte coletivo e rodoviário de passageiros, metroviários, aeroviários, ferroviários, caminhoneiros, trabalhadores da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Confira como será a vacinação contra a Covid-19 em capitais brasileiras nesta segunda (3):

São Paulo

A cidade de São Paulo volta a oferecer a vacina contra a Covid-19 em todos os seus postos nesta segunda. A prefeitura segue com a imunização de reforço para os que completaram o esquema vacinal, com a primeira e a segunda dose, há pelo menos quatro meses. Continua também na capital a aplicação de uma dose adicional em todas as pessoas que tomaram o imunizante da Janssen há dois meses.

Adolescentes de 12 a 17 anos e adultos que ainda não receberam a primeira dose podem se imunizar. A segunda é destinada aos públicos elegíveis. Veja mais informações no Vacina Sampa.

Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro continua aplicando a dose de reforço nas pessoas a partir de 55 anos, bem como em qualquer adulto que tenha recebido a segunda dose há pelo menos quatro meses e nos imunossuprimidos com 12 anos ou mais cuja vacinação tenha sido concluída há pelo menos 28 dias.

A primeira e a segunda dose também estão disponíveis para adolescentes a partir dos 12 anos.

Belo Horizonte

A Prefeitura de Belo Horizonte aplica a dose de reforço em trabalhadores do transporte coletivo e rodoviário de passageiros, metroviários, aeroviários, ferroviários, caminhoneiros, trabalhadores da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, desde que a data da segunda dose tenha completado quatro meses. Saiba mais no site da prefeitura.

Goiânia

A Prefeitura de Goiânia aplica a primeira dose em adolescentes de 12 a 17 anos, bem como na população acima de 18 anos que ainda não se vacinou. A segunda dose da AstraZeneca e da Pfizer será aplicada naqueles que receberam a primeira há oito semanas (até o dia 8 de novembro), e a da CoronaVac naqueles com data marcada para 3 de janeiro ou em atraso. Quem recebeu a primeira dose da Janssen até 3 de setembro também pode tomar o reforço do mesmo imunizante.

A terceira dose será aplicada nas pessoas a partir de 18 anos que receberam a segunda dose até 3 de setembro e nos imunossuprimidos com 18 anos ou mais que receberam a segunda há pelo menos 28 dias (até 5 de dezembro).

Já a quarta dose é destinada aos imunossuprimidos acima de 18 anos com quatro meses de intervalo da terceira dose (até 3 de setembro). Saiba mais neste link.

Porto Alegre

A prefeitura da capital gaúcha continua aplicando a primeira dose no público a partir dos 12 anos, além de oferecer a segunda dose aos públicos elegíveis. Quem recebeu a CoronaVac até 6 de dezembro já pode ir aos postos, bem como aqueles que tomaram a Pfizer ou a AstraZeneca até 8 de novembro.

A terceira dose será destinada às pessoas acima de 18 anos vacinadas com a segunda dose até 3 de setembro e aos imunossuprimidos com esquema vacinal completo até 6 de dezembro.
Quem recebeu a Janssen até 30 de outubro também já pode tomar o reforço.

João Pessoa

A cidade de João Pessoa (PB) aplica a primeira dose no público a partir de 12 anos e a segunda em quem tomou a CoronaVac há mais de 28 dias, a AstraZeneca há três meses ou mais e a Pfizer há 60 dias.

A dose de reforço será disponibilizada para o público acima de 18 anos e trabalhadores da saúde, desde que tenham cumprido quatro meses da segunda dose, e para os imunossuprimidos que concluíram o esquema vacinal há pelo menos 28 dias. Todos devem agendar a aplicação pelo aplicativo Vacina João Pessoa ou site vacina.joaopessoa.pb.gov.br. Confira os pontos de vacinação e seus horários de funcionamento neste link.

Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis aplica a dose de reforço em imunossuprimidos que receberam a segunda dose até 5 de dezembro, bem como em qualquer adulto que tenha concluído o esquema vacinal até 2 de setembro. O reforço da Janssen é oferecido a quem recebeu a primeira dose do mesmo imunizante há pelo menos dois meses.

A segunda dose continua sendo aplicada nos públicos elegíveis, bem como a primeira em todos a partir de 12 anos que ainda não se imunizaram.

Fonte: R7