Pandemia: mais de 2 mil normas ligadas a decreto de emergência podem cair

Ministério da Saúde avalia revogar a portaria até junho e estuda saídas jurídicas para manter parte dos atos vinculados.

Um mapeamento feito pelo Centro de Pesquisas em Direito Sanitário da USP (Universidade de São Paulo) mostra que 2.366 normas da União e dos estados estavam vinculadas, em 2021, diretamente à portaria que decretou o estado de emergência por causa da pandemia de Covid-19. A medida foi instituída em 2020, e o Ministério da Saúde avalia revogá-la até o fim até junho.

Na prática, essa revogação pode acarretar a mudança do uso de vacinas e a liberação de recursos alocados para o enfrentamento da pandemia, por exemplo. Para isso, a equipe jurídica do Ministério da Saúde avalia a melhor saída para essas normas que estão atreladas ao decreto.

ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca que os principais pontos discutidos para decretar o fim do decreto são o cenário epidemiológico, o avanço de medicamentos contra a doença e o sistema hospitalar, com atenção à disponibilidade de leitos de UTI.

O mapeamento das normas atreladas à portaria foi feito sob a coordenação do professor do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP Fernando Aith. As professoras Deisy Ventura e Rossana Reis também participaram do levantamento.

“A partir do momento em que a portaria que trata do estado de emergência for alterada ou revogada, todas essas normas, que são vinculadas diretamente, deixarão de ter vigência na União e nos estados”, afirma Aith.

De acordo com o professor da USP, as normas vinculadas à portaria tratam de diversos temas, sendo as principais regras relacionadas à liberação de recursos para o enfrentamento da pandemia, compra de vacinas, insumos, equipamentos e diretrizes que foram simplificadas ou aceleradas em decorrência da calamidade.

No entanto, Aith defende cautela e argumenta que, por ora, não é o momento de alterar ou revogar a portaria de emergência pública. “Eu acho que essa flexibilização está sendo feita de forma antecipada e, até mesmo, perigosa, porque nós ainda estamos em pandemia, status classificado pela OMS, com dados diários de novos casos e mortes que não são pequenos. A pandemia ainda está acontecendo, embora tenha vacinação acelerada no país”, afirma.

“Outro aspecto é o repasse de verbas relacionadas à Covid-19. Com a revogação da portaria, há uma consequência política, uma vez que voltarão as regras administrativas ordinárias, que não possibilitam uma agilidade que a pandemia exige”, completa.

A Saúde iniciou as discussões sobre o fim do estado de emergência após pressão pública do presidente Jair Bolsonaro (PL), que fala em rebaixar o status de pandemia a endemia — o rebaixamento, por sua vez, só é feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Em virtude da melhora do cenário epidemiológico e de acordo com o §2° do art. 1° da lei 13.979/2020, o Ministério da Saúde estuda rebaixar para endemia a atual situação da Covid-19 no Brasil”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais em 3 de março.

Desde março de 2020, a OMS classifica a situação que o mundo vive como pandemia, quando uma doença afeta vários países e continentes e atinge um grande número de pessoas. Já a endemia é o status de doenças recorrentes, que se manifestam com frequência em determinada região, mas para as quais a população e os serviços de saúde já estão preparados.

Recentemente, Queiroga reuniu-se com os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, Arthur Lira (PP-AL), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Luiz Fux, respectivamente, para tratar sobre o tema. Nas reuniões, Queiroga informou que o governo estuda uma transição da situação da pandemia e destacou que nada será alterado de forma abrupta. O ministro mostrou, ainda, relatos da situação epidemiológica do país.

Fonte: R7

Entenda os quatro motivos por trás da queda do dólar em 2022

Dólar teve a maior desvalorização para o primeiro trimestre em 13 anos, recuando 14,55%.

O especialista CNN em economia Sergio Vale aponta quatro principais fatores para a queda expressiva do dólar em relação ao real em 2022, que rendeu o maior recuo no primeiro trimestre em 13 anos, de 14,55%. Segundo ele, a variação atual “não é algo comum de se ver”.

O primeiro fator, diz, é o diferencial de juros do Brasil em relação a outros países, em especial os Estados Unidos, com a taxa básica de juros, a taxa Selic, já acima dos dois dígitos e podendo chegar a 13% nas próximas reuniões do Banco Central. “Esse diferencial de juros ajuda a entrar capital de curto prazo e a apreciar o câmbio”.

“Há pouco mais de um ano, a Selic estava em 2%, e pode chegar a 13% agora. É uma aceleração muito forte, para uma taxa de juros lá fora que está subindo com pouca intensidade. Isso ajuda muito na entrada de capitais”.

Há, também, a disparada nos preços das commodities com a guerra na Ucrânia e a pandemia, o que favorece grandes produtores, caso do Brasil.

Vale afirma que “voltamos ao que existia antes da pandemia, uma normalidade na relação de preços de commodities e câmbio. Quando o preço das commodities subia, o câmbio apreciava, porque havia a percepção de entrada de capital via balança comercial, fortalecia nossa economia”.

O terceiro fator, que o especialista afirma ser paradoxal, é que o Brasil passa por um momento de certa estabilidade política e fiscal. “Tem uma eleição tensa à frente, mas está distante ainda, e 2021 foi um ano muito intenso na questão politica e fiscal. Nesse começo de ano estamos com uma certa calma, ajuda a tranquilizar o mercado”.

“Nesses últimos dois anos, o que a gente viu acontecer do ponto de vista político e político-fiscal foi o contrário do que a gente queria ver. A dificuldade por conta de lidar com a pandemia, a dívida pública explodiu. Ano passado foi um stress fiscal do início ao fim, culminando com a quebra da regra do teto”, afirma.

“Quando pega essa turbulência, foi um elemento extremamente importante para ajudar a explicar essa taxa de câmbio insistentemente acima de R$ 5. Não é que ela passou, o cenário ainda é complicado, mas estamos em um limbo”, avalia.

Por fim, Vale cita a fuga de investidores da Rússia devido à guerra, em uma realocação de portfólios de investimento em que o Brasil surgiu como elemento atrativo.

Nesse sentido, para tentar entender os próximos movimentos do dólar em relação ao real, é necessário pensar nesses fatores.

Sergio Vale ressalta que, “da mesma forma que era quase impossível ver a taxa de câmbio nesse patamar no ano passado, fica difícil garantir onde vai estar o câmbio nas próximas semanas, meses”.

A princípio, ele avalia que os dois primeiros fatores devem se manter, mas os outros dois são mais difíceis. “O que deve mudar um pouco é o cenário político, que deve trazer alguma tensão nos próximos meses, e a guerra da Ucrânia provavelmente vai estar mais tranquila no segundo semestre, o pior vai ter passado em relação a março”.

“Então, considerando esses pontos, ainda no curto prazo o câmbio pode cair mais, pode chegar a R$ 4,50, até menos, mas no segundo semestre o mercado todo está preocupado, e o câmbio pode voltar para acima de R$ 5”.

Fonte: CNN BRASIL

IR 2022: Declarar sem ser obrigado pode render restituição; entenda

Quem teve imposto retido mas não atingiu a renda que obriga a declarar, acima de R$ 28.559,70, pode ter 100% de restituição

Quem não está obrigado a declarar o Imposto de Renda 2022 mas teve imposto retido na fonte pode receber de volta todo o imposto se prestar contas ao Leão.

“Quem pagou imposto sobre salário, aluguel, pró-labore ou qualquer outro tipo de renda tributável e não atingiu o limite de rendimentos de R$ 28.559,70, que obriga a declarar o IR, pode fazer a declaração que terá restituição de 100%”, informa o diretor-executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos. A tabela do Imposto de Renda não é corrigida desde 2015.

Um exemplo: vamos supor que uma pessoa receba um salário que está abaixo do limite de isenção, que é de até R$ 1.903,98 por mês. Mas, ao receber as férias, teve imposto retido porque o limite de isenção foi superado.

Outra hipótese: alguém que tenha trabalhado com retenção de IR na fonte só por alguns meses em 2021.

Em ambos os casos, poderá declarar para receber 100% dessa restituição.

Mas, se não declarar, o dinheiro vai ficar para o governo, ninguém vai bater à sua porta para devolvê-lo. Então, declare para receber a restituição mesmo que seja pouquinho, afinal, é seu.

Não paga nem multa se entregar depois do dia 29

Quem não estava obrigado a declarar também não será penalizado com multa se fizer a declaração após o prazo para a entrega, que é o dia 29 de abril. Nesse caso, tem até cinco anos para fazer essa declaração e ter a restituição, que será corrigida pela taxa Selic, que está em 11,75% ao ano.

Para quem está obrigado e não entregar a declaração no prazo, a multa vai de R$ 165,74 até 20% do imposto devido.

Comprove renda com a declaração

Quem não precisa fazer a declaração nem mesmo para ter restituição de um eventual imposto retido pode utilizá-la para outro fim: comprovar a renda.

É o caso de quem precisa de um financiamento e não tem carteira assinada, por exemplo.

“Com isso, o contribuinte comprova não só os rendimentos, mas também detalha seus bens”, diz Domingos.

Confira se está obrigado a declarar o IR 2022

Não é só o limite de renda tributável que obriga uma pessoa a declarar. A obrigatoriedade também pode decorrer de ter recebido mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos como FGTS, indenizações e rendimento de poupança e LCI, por exemplo. Ou ainda de ter bens e direitos que ultrapassem o valor de R$ 300 mil, como um imóvel.

Está obrigado a declarar quem preencheu um ou mais dos seguintes requisitos a seguir:

Renda

  • Recebeu rendimentos tributáveis acima do limite (R$ 28.559,70);
    • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima do limite (R$ 40.000).

Rural

  • Obteve receita bruta anual decorrente de atividade rural em valor acima do limite (R$ 142.798,50);
    • Pretenda compensar prejuízos da atividade rural deste ou de anos anteriores com as receitas deste ou de anos futuros.

Bens

  • Teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2021, de bens ou direitos, inclusive terra nua, acima do limite (R$ 300.000).

Imóvel

  • Obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto;
    • Optou pela isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro, no prazo de 180 dias;

Bolsa

  • Realizou operações em Bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.

Viagem

  • Passou à condição de residente no Brasil, em qualquer mês, e nessa condição se encontrava em 31 de dezembro de 2021.

Se ainda tiver mais dúvidas sobre economia, dinheiro, direitos e tudo mais que mexe com o seu bolso, envie suas perguntas para “O que é que eu faço, Sophia?” pelo email sophiacamargo@r7.com

Fonte: R7

Pessoas com obesidade enfrentam preconceitos e grave estigma social

Pessoas com sobrepeso ou obesidade, muitas vezes, têm suas vidas marcadas por apelidos pejorativos, situações dolorosas, constrangedoras e uma constante pressão para emagrecer. Este grave estigma social fere a saúde mental, retarda a busca por tratamento e torna a relação com a doença cada vez mais difícil. A boa notícia é que, com a ajuda de médicos e profissionais da saúde, é possível tratar a obesidade e conquistar a melhora da saúde e da qualidade de vida.

A obesidade é uma doença crônica que pode desencadear uma série de outras doenças, como diabetes, hipertensão, AVC e, até mesmo, câncer.

Apesar de ser considerada uma doença, muitas pessoas não sabem disso ou simplesmente não respeitam quem tem obesidade. Por isso, é comum que a pessoa receba olhares de desaprovação, comentários maldosos, críticas destrutivas e bullying. De forma generalizada e sem embasamento algum, estas pessoas levam o estereótipo de preguiçosas, indisciplinadas e que não têm força de vontade. O preconceito pode surgir em diversos ambientes, como na escola, no trabalho, entre amigos, familiares, profissionais da saúde e sociedade em geral. A desvalorização social e a depreciação podem não apenas atrasar a busca por ajuda médica, como comprometer a saúde mental dessas pessoas.

De acordo com a Declaração Conjunta de Consenso Internacional, publicada em março de 2020 pela Nature Medicine e assinada por mais de 100 instituições em todo o mundo, o preconceito contra a obesidade leva à marginalização em grupos sociais, compromete a saúde, dificulta o acesso das pessoas ao mercado de trabalho e tratamentos adequados, afeta as relações sociais e a saúde mental.

Ainda segundo a publicação, entre 19% e 42% dos adultos com obesidade sofrem com a discriminação. Crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade são mais suscetíveis a sofrer bullying e, com isso, podem apresentar dificuldades de socialização, desenvolver ansiedade e depressão, isolamento, baixa autoestima, compulsão alimentar e estresse, quando comparados às crianças e adolescentes sem sobrepeso ou obesidade.

Dados publicados pelo Ministério da Saúde em junho de 2021 informam que mais de três milhões de crianças com menos de dez anos são impactadas pela obesidade no Brasil. Além disso, mais de seis milhões estão com sobrepeso.

É importante mudar a visão de que criança com sobrepeso é sinônimo de criança saudável. As chances desta criança se tornar um adulto com obesidade são de 80%. Oferecer o tratamento adequado é traçar um futuro mais saudável.

Também é fundamental mudar o olhar daqueles que, costumeiramente, discriminam as pessoas com obesidade, para que entendam que não se trata de falta de disciplina ou cuidados pessoais. A doença pode ser causada por diversos fatores, como genéticos, metabólicos, sociais e psicológicos, que estão fora do controle da pessoa com obesidade. Discriminar essas pessoas não contribui para que busquem ajuda médica, muito pelo contrário.

A população com sobrepeso ou obesidade merece respeito, acolhimento e tratamento adequado. De acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira, 55,7%, está com sobrepeso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a obesidade uma epidemia, um dos mais graves problemas de saúde que temos para enfrentar. Estima-se que, em 2025, 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estarão acima do peso.

Trata-se de ir além da conscientização da população. É importante que o estigma da obesidade não seja mais tolerável e que a cultura do preconceito acabe, para que as pessoas entendam que o único padrão que importa é o da saúde.

Junte-se ao movimento Saúde Não Se Pesa, criado em 2016 pela empresa global Novo Nordisk, e colabore com a conscientização sobre a obesidade e o sobrepeso, para que mais pessoas alcancem o bem-estar físico, mental e social.

Fonte: CNN BRASIL

Rússia retira algumas tropas na região norte da Ucrânia, dizem governadores

Rússia disse durante as negociações por paz, nesta terça-feira, que reduziria as operações nas regiões de Kiev e Chernihiv.

A Rússia está retirando algumas de suas forças nas regiões de Kiev e Chernihiv, no norte da Ucrânia, disseram os governadores ucranianos das duas regiões nesta sexta-feira (1).

A Rússia disse durante as negociações por paz, nesta terça-feira, que reduziria as operações nas regiões de Kiev e Chernihiv. Os combates continuaram em ambas as regiões e o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que as forças russas não estão se retirando, mas se reagrupando.

“Estamos observando o movimento de colunas de veículos (russos) conjuntos de várias quantidades”, escreveu o governador da região de Kiev, Oleksandr Pavlyuk, no aplicativo de mensagens Telegram.

Pavlyuk disse que algumas das tropas estavam indo em direção à fronteira com Belarus, aliada da Rússia.

Ele disse que as forças russas deixaram a vila de Hostomel, que fica ao lado de um importante aeroporto, mas estão atacando a cidade de Bucha. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente as informações.

O governador de Chernihiv, Viacheslav Chaus, disse que algumas tropas russas recuaram, mas algumas permaneceram em sua região.

“Ataques aéreos e com mísseis são (ainda) possíveis na região, ninguém está descartando isso”, disse ele em um discurso em vídeo.

Fonte: CNN BRASIL

Preços dos remédios vão subir até 10,89%; governo autoriza reajuste a partir desta sexta

Pela legislação em vigor, o reajuste anual dos preços de medicamentos é definido considerando a inflação, além de outros indicadores do setor.

O governo autorizou o reajuste dos preços de medicamentos a partir desta sexta-feira (1º). Os remédios terão aumento de até 10,89%, segundo anunciou a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), em publicação no Diário Oficial.

“Esta resolução entra em vigor na data da sua publicação”, diz o texto publicado no Diário Oficial.

A partir desta sexta, as farmacêuticas já podem aplicar o reajuste – mas cabe às empresas definirem os novos preços, já que os percentuais são os de reajustes máximos.

percentual de alta de 10,89% já havia sido antecipado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).

A resolução aprovada pela CMED estabelece o percentual máximo de 10,89% para as 3 classes de medicamentos e de perfil de concorrência da substância: nível 1, nível 2 e nível 3.

Alta acima da inflação

O reajuste máximo autorizado agora, de 10,89%, ficou acima da inflação do ano anterior: em 2021, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 10,06%.

A diferença foi ainda maior no ano passado, quando o reajuste autorizado foi de até 10,08% para os medicamentos, ante uma inflação de 4,52% no ano anterior.

Por meio do CMED, órgão vinculado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o governo controla o reajuste de preços de medicamentos periodicamente – estabelecendo o aumento máximo que esses produtos podem atingir no mercado brasileiro.

Como é calculado o reajuste

Pela legislação em vigor, o reajuste anual dos preços de medicamentos é definido considerando a inflação, além de outros indicadores do setor.

No início do ano, o Comitê Técnico-Executivo da CMED decidiu definir em zero dois fatores que compõem a fórmula do reajuste dos preços dos medicamentos para este ano: o fator de produtividade (Fator X) e o fator de ajuste de preços relativos intrassetor (Fator Z).

O primeiro deles, Fator X, é estabelecido a partir da estimativa de ganhos futuros de produtividade das empresas que compõem a indústria farmacêutica no país. Segundo um comunicado da Anvisa, o Fator Z também tem valor igual a zero, conforme preveem as regras de uma resolução do comitê que estabelece os critérios de composição de fatores para o ajuste de preços de fármacos.

Além dos fatores X e Z, entram no cálculo o fator Y – que se refere a ajuste de preços relativos entre setores, e que foi fixado em 0,35% – e a inflação. O fator Y calcula os custos de produção não captados pelo índice oficial de inflação, como variação cambial, tarifas de eletricidade e variação de preços de insumos.

Em 2022, o reajuste foi calculado com base nos seguintes índices:

IPCA: 10,54%

Fator X: 0% (zero)

Fator Y: 0,35%

Fator Z: 0% (zero)

Fonte: G1

Cientistas sequenciam o genoma humano completo pela primeira vez

Nova pesquisa introduz 400 milhões de letras ao DNA previamente sequenciado – valor de um cromossomo inteiro.

Em 2003, o Projeto Genoma Humano fez história ao sequenciar 92% do genoma humano. Mas por quase duas décadas desde então, cientistas lutam para decifrar os 8% restantes.

Agora, uma equipe de quase 100 cientistas do Consórcio Tlomere-to-Telomere (T2T) revelou o genoma humano completo – a primeira vez que foi sequenciado em sua totalidade, dizem os pesquisadores.

“Ter essas informações completas nos permitirá entender melhor como nos formamos como um organismo individual e como variamos não apenas entre outros humanos, mas entre outras espécies”, Evan Eichler, pesquisador do Howard Hughes Medical Institute da Universidade de Washington e líder da pesquisa, disse nesta quinta-feira (31).

A nova pesquisa introduz 400 milhões de letras ao DNA previamente sequenciado – o valor de um cromossomo inteiro.

O genoma completo permitirá aos cientistas analisar como o DNA difere entre as pessoas e se essas variações genéticas desempenham um papel na doença.

A pesquisa, publicada na revista Science nesta quinta-feira, estava anteriormente em pré-impressão, permitindo que outras equipes usassem a sequência em seus próprios estudos.

Até agora, não estava claro o que esses genes desconhecidos codificavam.

“Acontece que esses genes são incrivelmente importantes para a adaptação”, disse Eichner.

“Eles contêm genes de resposta imune que nos ajudam a nos adaptar e sobreviver a infecções, pragas e vírus. Esse genes são muito importantes em termos de previsão de resposta a medicamentos”.

Eichner também disse que alguns dos genes recentemente descobertos são responsáveis ​​por tornar os cérebros humanos maiores do que os de outros primatas, fornecendo informações sobre o que torna os humanos únicos.

Esses 8% restantes do genoma humano deixaram os cientistas perplexos por anos por causa de suas complexidades. Por um lado, continha regiões de DNA com várias repetições, o que tornava difícil juntar o DNA na ordem correta usando métodos de sequenciamento anteriores.

Os pesquisadores se basearam em duas tecnologias de sequenciamento de DNA que surgiram na última década para concretizar este projeto: o método de sequenciamento de DNA Oxford Nanopore, que pode sequenciar até um milhão de letras de DNA de uma só vez, mas com alguns erros, e o sequenciamento de DNA PacBio HiF, método que pode ler 20 mil letras com 99,9% de precisão.

Sequenciar o DNA é como resolver um quebra-cabeça, disse Eichner. Os cientistas devem primeiro quebrar o DNA em partes menores e depois usar máquinas de sequenciamento para juntá-lo na ordem correta.

Ferramentas de sequenciamento anteriores podiam sequenciar apenas pequenas seções de DNA de uma só vez.

Com um quebra-cabeça de 10 mil peças, é difícil organizar corretamente pequenas peças de quebra-cabeça quando elas são parecidas, assim como sequenciar pequenas seções de DNA repetitivo.

Mas com um quebra-cabeça de 500 peças, é muito mais fácil organizar peças maiores – ou, neste caso, segmentos mais longos de DNA.

Um segundo desafio foi encontrar células que continham apenas um genoma.

As células humanas padrão contêm dois conjuntos de DNA, uma cópia materna e uma cópia paterna, mas essa equipe usou DNA de um grupo de células chamado mola hidatiforme completa, que contém uma duplicata do conjunto paterno de DNA.

Uma mola hidatiforme completa é uma complicação rara de uma gravidez causada pelo crescimento anormal de células que se originam da placenta. Essa abordagem simplifica o genoma para que os cientistas precisem sequenciar apenas um conjunto em vez de dois conjuntos de DNA.

Como a equipe de pesquisa usou um conjunto duplicado de DNA, os cientistas não conseguiram sequenciar o cromossomo Y originalmente. De acordo com o principal autor do estudo, Adam Phillippy, a equipe conseguiu sequenciar o cromossomo Y usando um conjunto diferente de células.

Um conjunto completo de 24 cromossomos sequenciados está disponível no navegador do genoma da Universidade de Santa Cruz.

Decodificar essa sequência sem intervalos tem um preço alto. Phillippy, que também é chefe da seção de informática genética do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, disse que, no conjunto, o projeto custou alguns milhões de dólares ou mais.

Mas isso é uma fração dos quase US$ 450 milhões (R$ 2139 milhões) que custou ao Projeto Genoma Humano para alcançar sua sequência final em 2003. E com a nova tecnologia, o sequenciamento está ficando cada vez mais barato.

Por enquanto, ainda é muito caro e demorado para todos sequenciar seu próprio genoma. Mas está em andamento uma pesquisa que usa esse genoma para identificar se certas diferenças genéticas estão ligadas a cânceres específicos.

Conhecer as variações genéticas também pode permitir que os médicos personalizem melhor os tratamentos, disse Michael Schatz, outro pesquisador da equipe e professor de ciência da computação e biologia na Universidade Johns Hopkins.

Phillippy disse que espera que, nos próximos 10 anos, o sequenciamento dos genomas dos indivíduos possa se tornar um exame médico de rotina que custa menos de US$ 1.000 (aproximadamente R$ 4755). Sua equipe continua trabalhando para esse objetivo.

Charles Rotimi, diretor científico do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, disse em um comunicado que essa conquista científica está “nos aproximando da medicina individualizada para toda a humanidade”. Rotimi não esteve envolvido na pesquisa.

Fonte: CNN BRASIL

Comer abacate toda semana reduz em 21% o risco de ataques cardíacos, diz estudo

Benefício total do consumo rotineiro de abacate observado na pesquisa acontece, também, pela troca de alimentos menos saudáveis pela ingestão da fruta.

Comer abacates reduz o risco de ataques cardíacos em homens e mulheres, inclusive quando consumidos no lugar de manteiga, queijo ou carnes processadas, segundo um novo estudo.

A doença cardiovascular é uma das principais causas de morte em todo o mundo, tirando quase 18 milhões de vidas todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Somente nos Estados Unidos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dizem que as doenças cardíacas tiram uma vida a cada 36 segundos.

Comer pelo menos duas porções de abacate por semana reduziu o risco de ter um ataque cardíaco em 21% quando comparado a evitar ou raramente comer abacates.

No entanto, não houve um benefício equivalente na redução do risco de acidente vascular cerebral, de acordo com o estudo publicado nesta quarta-feira (30) no Journal of the American Heart Association (AHA).

Uma porção de abacate, que é uma fruta, foi definida como “meio abacate ou meia xícara de abacate, que pesa aproximadamente 80 gramas”, disse a autora do estudo Lorena Pacheco, pesquisadora de pós-doutorado no departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública TH Chan de Harvard, em Boston.

“Embora nenhum alimento seja a solução para uma dieta saudável rotineiramente, este estudo é uma evidência de que os abacates têm possíveis benefícios à saúde”, disse Cheryl Anderson, presidente do Conselho de Epidemiologia e Prevenção da American Heart Association, em um comunicado. Anderson não esteve envolvido no estudo.

“Precisamos desesperadamente de estratégias para melhorar a ingestão de dietas saudáveis ​​​​recomendadas pela AHA – como a dieta mediterrânea – ricas em vegetais e frutas”, disse Anderson, que também é professor e reitor da Escola Herbert Wertheim de Saúde Pública de Ciência e Longevidade Humana na Universidade da Califórnia, em San Diego.

Estudo de longo prazo

O estudo acompanhou mais de 68 mil mulheres e 41 mil homens que foram inscritos em dois estudos governamentais de longo prazo sobre fatores de risco para doenças crônicas: o Estudo de Saúde das Enfermeiras e o Estudo de Acompanhamento dos Profissionais de Saúde.

Todos os participantes estavam livres de câncer, doença cardíaca coronária e acidente vascular cerebral no início dos estudos e preencheram questionários dietéticos a cada quatro anos durante um período de 30 anos.

Além de analisar o impacto geral de comer abacate, os pesquisadores fizeram modelagem estatística e descobriram consumir meia porção de abacate (¼ xícara) por dia em vez da mesma quantidade de ovos, iogurte, queijo, margarina, manteiga ou carnes processadas (como bacon) reduziu o risco de ataques cardíacos em 16% a 22%.

“O benefício total do consumo rotineiro de abacate observado aqui deriva da substituição da fruta na dieta e de alimentos menos saudáveis”, disse David Katz, especialista em medicina preventiva e de estilo de vida e nutrição, que não esteve envolvido no estudo.

No entanto, o estudo não encontrou diferença na redução de risco quando meia porção de abacate foi substituída por uma porção equivalente de nozes, azeite e outros óleos vegetais. Isso faz sentido, disse Katz, porque os benefícios para a saúde dependem de qual alimento é substituído.

“Se, por exemplo, a troca comum fosse entre abacate e nozes ou amêndoas, os efeitos na saúde provavelmente seriam insignificantes, já que os alimentos têm propriedades nutricionais semelhantes e efeitos esperados na saúde”, disse Katz, presidente e fundador da organização sem fins lucrativos True Health Initiative, uma coalizão global de especialistas dedicados à medicina de estilo de vida baseada em evidências.

Mas se o abacate substituiu a manteiga e a margarina como pasta, ou foi comido em vez de carnes processadas ou queijo em um sanduíche, “as diferenças nutricionais são consideráveis” e espera-se que mudem o resultado da saúde, acrescentou.

Embora os abacates sejam “fontes particularmente ricas de gordura monoinsaturada, gordura poliinsaturada e fibra”, eles também podem ser caros e, portanto, não estão prontamente disponíveis para todos, disse Katz. Substitutos semelhantes podem incluir nozes, amêndoas, azeitonas, azeite e uma variedade de sementes, como abóbora e linho (que vem da linhaça), disse ele.

Outros alimentos a serem incluídos que têm grandes benefícios para a saúde em “preços muito mais baixos”, incluem feijão, grão de bico e lentilhas, “e talvez grãos integrais e sementes relacionadas, como quinoa”, disse Katz.

Prevenção de doenças cardíacas

Prevenir doenças cardíacas significa manter seu peso, pressão arterial e colesterol sob controle, dormir bastante e fazer exercícios regulares, controlar o estresse, limitar o álcool e evitar o uso de tabaco e comer uma dieta saudável com baixo teor de açúcar, alimentos processados ​​e gorduras saturadas, de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina.

American Heart Association diz que seu corpo precisa de gordura para aumentar a energia, proteger os órgãos, produzir hormônios e ajudar na absorção de nutrientes.

No entanto, gorduras como gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas são as escolhas saudáveis ​​para o coração. Azeite, óleo de canola, óleo de amendoim, óleo de cártamo e óleo de gergelim são fontes de gorduras monoinsaturadas, juntamente com abacates, manteiga de amendoim e muitas nozes e sementes.

A gordura saturada e as gorduras trans aumentam os níveis de LDL, conhecido como “colesterol ruim”, disse a AHA. As gorduras saturadas, como a manteiga, são tipicamente sólidas à temperatura ambiente e são encontradas em produtos lácteos integrais, ovos, óleos de coco e palma e cortes gordurosos de carne bovina, suína e de aves com pele.

As gorduras trans feitas artificialmente, também chamadas de óleos parcialmente hidrogenados, aumentam o colesterol ruim LDL e diminuem o colesterol bom HDL, o que pode aumentar o risco de doenças cardíacas, derrame e diabetes tipo 2.

Esses podem ser encontrados em “alimentos fritos, como rosquinhas e assados, incluindo bolos, crostas de torta, biscoitos, pizza congelada, biscoitos, bolachas, margarinas e outras pastas”, de acordo com a AHA.

Fonte: CNN BRASIL

Bolsonaro nomeia Victor Godoy como ministro interino da Educação

Victor Godoy ocupava o cargo de secretário-executivo e era o braço direito de Milton Ribeiro, exonerado após escândalo com pastores.

Após a saída conturbada de Milton Ribeiro do MEC (Ministério da Educação), na segunda-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro nomeou Victor Godoy Veiga para assumir o posto de forma interina. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (30). Ele será o quinto nome a ocupar o cargo no governo de Bolsonaro.

Godoy estava como secretário-executivo da pasta desde julho de 2020, posto assumido durante a gestão de Ribeiro. O ex-ministro deixou o governo após denúncias de que dois pastores estariam pedindo propina para facilitar a liberação de verbas da pasta.

Antes de ser o braço direito de Ribeiro no MEC, Godoy atuou na CGU (Controladoria-Geral da União) por 16 anos nos cargos de auditor federal de finanças e controle; chefe de divisão; coordenador-geral e diretor-substituto de auditoria; e diretor de auditoria da área social e de acordos de leniência.

Corrupção no MEC

escândalo que envolve Milton Ribeiro foi revelado em 22 de março, quando vazou um áudio do ex-ministro em que ele afirma que o governo prioriza repasse de verbas a partir de negociações com dois pastores, a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Os religiosos em questão seriam Gilmar Santos e Arilton Moura, que não têm cargo oficial no governo.

Os pastores atuavam desde o início da gestão de Milton e levaram dezenas de prefeitos para reuniões, tendo sido liberadas verbas em curto prazo após os encontros. Segundo as acusações, feitas até pelos próprios prefeitos, havia cobrança de propina para facilitar o repasse. A Polícia Federal investiga as denúncias por pedido da Procuradoria-Geral da República, por indícios de crimes de corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência e advocacia administrativa.

Milton Ribeiro nega a existência de um atendimento preferencial. Logo após a revelação do áudio, ele afirmou que a solicitação do presidente foi para que todos os prefeitos que procurassem o ministério fossem atendidos. “Não há nenhuma possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”, diz a nota de defesa do MEC.

Ele deve comparecer à Comissão de Educação do Senado nesta quinta-feira (31) para prestar esclarecimentos sobre o caso. A informação foi confirmada por parlamentares, que decidiram manter o convite mesmo com a troca do comando da pasta.

Fonte: R7

 

Tropas dos EUA treinam ucranianos para usar armas enviadas pelo Ocidente

Militares estacionados na Polônia para reforçar as forças da Otan têm ajudado no treinamento, disse o presidente dos EUA.

As tropas dos EUA na Polônia têm fornecido aos ucranianos algumas instruções sobre como utilizar as armas que o Ocidente tem enviado para a Ucrânia, fontes familiarizadas com o assunto informam a CNN.

O presidente Joe Biden disse na segunda-feira que as tropas norte-americanas estacionadas na Polônia têm “ajudado a treinar as tropas ucranianas” no país. As tropas foram destacadas para lá para ajudar a reforçar o flanco oriental da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), no meio da invasão russa da Ucrânia.

O treino é outra forma de os EUA terem ajudado os militares ucranianos, enquanto tentavam não envolver diretamente as forças russas, o que potencialmente desencadearia uma guerra mais vasta.

Biden tinha ouvido falar das tropas enquanto esteve na Polônia sobre a forma como estavam fornecendo o treino táctico de armamento aos ucranianos naquele país, disseram as fontes.

“Estávamos falando de ajudar a treinar as tropas ucranianas que estão na Polônia”, disse Biden na segunda-feira. Ele estava tentando esclarecer uma observação que fez na semana passada às tropas americanas, que elas iriam ver “quando lá estivessem… mulheres, jovens, de pé no meio do maldito tanque, dizendo: ‘Não vou partir. Estou mantendo a minha posição”.

Um funcionário da Casa Branca disse à CNN: “Há soldados ucranianos na Polônia interagi ndo regularmente com as tropas americanas, e era a isso que o presidente estava se referindo”.

As fontes disseram à CNN que, embora as tropas norte-americanas estejam de fato dando alguma instrução aos ucranianos em uma base militar na Polônia, isso não equivale a uma formação “formalizada”.

Pelo contrário, o treino é mais tático, explicaram as fontes. Isto inclui mostrar aos soldados ucranianos que recolhem os carregamentos de armas na Polônia como utilizar algum desse equipamento, como os mísseis Javelin anti-tanque que o Ocidente tem enviado em grande número.

A Polônia tornou-se o ponto central de trânsito das transferências de armas para a Ucrânia.

Os EUA atribuíram 1 bilhão de dólares em assistência de segurança à Ucrânia só no último mês, e pretendem fornecer às forças armadas ucranianas mais de 9 mil armas antitanque de ombro, incluindo Javelins; quase 7 mil armas de pequeno calibre, incluindo metralhadoras e lança-granadas; 20 milhões de munições; e 100 drones armados.

“Estas são transferências diretas de equipamento do nosso Departamento de Defesa para os militares ucranianos para os ajudar na luta contra esta invasão”, disse Biden no início deste mês. “Vamos continuar a fazer mais nos próximos dias e semanas.”

O Comandante Supremo Aliado da Otan, General Tod D. Wolters, disse aos legisladores norte-americanos na terça-feira que os EUA tinham prestado “aconselhamento e assistência no que respeita ao material” que entra na Ucrânia, mas que as forças norte-americanas não estão “em processo de treino das forças militares da Ucrânia na Polônia”.

“Há ligações que estão sendo dadas, e isso é diferente daquilo que penso que se refere em relação à formação”, disse Wolters ao senador republicano Tom Cotton do Arkansas quando questionado sobre a formação.

Wolters disse separadamente durante a audiência que “como bem sabem, fizemos melhorias dramáticas na nossa partilha de informação e inteligência, e como [os ucranianos] continuam prosseguindo a sua campanha, os nossos conselhos e a nossa assistência no que respeita ao material serão muito, muito importantes”, disse Wolters.

Embora os EUA e a Otan tenham até agora excluído o envio de quaisquer tropas para a Ucrânia, para além do treino militar tático, tem havido uma sólida partilha de informações entre as forças dos EUA e as forças ucranianas, a CNN já reportou anteriormente.

Na maioria dos casos, disseram duas fontes familiarizadas com o sistema de partilha, a informação que está sendo partilhada envolve informação sobre movimentos e localizações de forças russas, bem como comunicações interceptadas sobre os seus planos militares.

Fonte: CNN BRASIL