Sisu 2022: inscrições vão até 23h59 desta sexta

Candidatos precisam ficar atentos ao número de vagas e às regras do processo seletivo de cada universidade. Resultado será divulgado em 22 de fevereiro.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2022 se encerram às 23h59 desta sexta-feira (18), na página oficial do programa. O resultado da chamada única será divulgado em 22 de fevereiro. 

O processo leva em conta as notas dos candidatos no Enem 2021 para selecionar alunos que irão estudar em instituições públicas. Além de ter feito o Enem, o candidato precisa ter tirado nota superior a zero na redação para participar do Sisu.

O candidato não pode ter participado da edição como “treineiro”, como é o caso de alunos que não concluíram o ensino médio. No dia 9, o Ministério da Educação (MEC) divulgou as notas da edição de 2021 do exame.

Cronograma do Sisu

Inscrições: 15 a 18 de fevereiro
Resultado da chamada única: 22 de fevereiro
Matrícula ou registro acadêmico: 23 de fevereiro a 8 de março
Manifestação de interesse em participar da lista de espera: 22 de fevereiro a 8 de março
Resultados da lista de espera: a partir de 10 de março

Fonte: G1

Ser bondoso faz bem (também) para a saúde

Estudos apontam que espalhar bondade pode melhorar a saúde e a felicidade

O dia 17 de fevereiro é marcado nos Estados Unidos como o Dia dos Atos Aleatórios de Bondade (Random Acts of Kindness Day). Em 2022, a data cai durante uma pandemia pelo segundo ano consecutivo, mas a essência por trás dela sugere que você considere ser gentil todos os dias.

Eles querem que você seja um “RAKtivista” ou um “ativista de atos aleatórios de bondade”.

Aqui está o porquê: espalhar bondade não apenas ajuda os outros a se sentirem melhor consigo mesmos – também pode melhorar a saúde e a felicidade de quem realiza a ação, de acordo com a pesquisa. É uma vitória de todos; entenda os motivos:

Um ‘barato do ajudante’

Colocar o bem-estar dos outros antes do nosso sem esperar nada em troca – ou o que é chamado de altruísmo – estimula os centros de recompensa do cérebro, mostram estudos. Esses compostos químicos do bem-estar inundam nosso organismo, produzindo uma espécie de “barato do ajudante”. O voluntariado, por exemplo, demonstrou minimizar o estresse e melhorar a depressão.

Isso não é tudo: a mesma atividade também pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo e até nos ajudar a viver mais.

Uma razão para isso, dizem os especialistas, é porque a gentileza contribui para nosso senso de comunidade e pertencimento. E isso, segundo estudos, é um dos principais que levam a uma vida mais longa e saudável.

Pressão arterial mais baixa

Realizar doações a outras pessoas, ou “gastos pró-sociais”, demonstrou reduzir a pressão arterial e melhorar a saúde do coração. Um estudo pediu a um grupo de hipertensos que gastasse US$ 40 consigo mesmos, enquanto outro grupo de pessoas com pressão alta foi orientado a gastar o dinheiro com os outros.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que gastaram dinheiro com outros apresentaram pressão arterial mais baixa no final do estudo de seis semanas. Na verdade, os benefícios foram tão grandes quanto os de uma dieta saudável e exercícios.

Redução da dor

A doação parece diminuir nossa dor. Um estudo recente apontou que as pessoas que disseram que doariam dinheiro para ajudar órfãos eram menos sensíveis a um choque elétrico do que aquelas que se recusavam a doar. Além disso, quanto mais úteis as pessoas pensavam que sua doação seria, menos dor elas sentiam.

Como isso pôde acontecer? O estudo mostrou que as regiões do cérebro que reagem à estimulação dolorosa parecem ser instantaneamente desativadas pela experiência de doar.

Felicidade

No Reino Unido, pesquisadores descobriram que ser gentil pode aumentar a felicidade em apenas três dias. O estudo dividiu as pessoas em três grupos: o primeiro grupo tinha que fazer um ato de bondade todos os dias; o segundo grupo experimentou uma nova atividade, e o terceiro grupo não fez nada. Os grupos que foram gentis e fizeram coisas novas viram um aumento significativo na felicidade.

Você sentirá uma alegria ainda maior se for criativo em seus atos de bondade. Os pesquisadores da felicidade Sonja Lyubomirsky e Kennon Sheldon descobriram que as pessoas que fizeram uma variedade de atos de bondade ao longo da semana mostraram maiores aumentos na felicidade do que aquelas que realizaram a mesma atividade repetidamente.

E aqui está a boa notícia: parece que atos de bondade podem ser anônimos ou não, espontâneos ou planejados, e podem ser tão simples quanto fazer um elogio ou abrir a porta para alguém.

Sugestões de gentileza

Certo, considerando que você está convencido e quer se tornar uma pessoa mais gentil e prestativa, existem literalmente centenas de ideias na internet. Aqui estão algumas para você começar:

Ao dirigir, abra espaço para o carro que quer entrar na sua faixa

Faça um elogio genuíno a um familiar, amigo ou colega (via texto, e-mail ou bate-papo por vídeo, por favor)

Faça o mesmo pelo seu chefe – eles provavelmente nunca recebem elogios!

Deixe de lado o rancor e diga a essa pessoa que você a perdoa (a menos que dizer a ela piore as coisas)

Esteja presente para um amigo que está passando por um momento difícil. Não tente corrigi-lo; apenas ouça

Deixe uma nota de agradecimento ao carteiro

Dê uma boa gorjeta ao seu entregador

Mas estou tão cansado

Isso é mais do que justo. Muitas pessoas estão sobrecarregadas ou perderam seus empregos durante a pandemia e estão preocupadas com seus filhos e parentes idosos. Considere ser gentil consigo mesmo (o que quer que isso signifique) no meio desse caos. Todos nós precisamos de uma pausa.

Leia notícias sobre qualidade do sono na CNN. Quer mais ideias? A Random Acts of Kindness Foundation também tem listas em inglês de ideias de gentileza, organizadas por trabalho, comunidade, meio ambiente, animais, desconhecidos, crianças, idosos e muito mais.

“Você está tornando o mundo um lugar melhor”, dizem eles. Mas não se esqueça – qualquer gentileza que você oferecer aos outros também é um presente para si mesmo.

Fonte: CNN BRASIL

Com 39 mortos em Petrópolis (RJ), governador diz que há grande trabalho de solidariedade

São mais de 260 ocorrências de deslizamento na cidade, de acordo com bombeiros. Há moradores sendo resgatados com vida.

O número de vítimas fatais no temporal que atingiu a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, subiu para 39, segundo a Defesa Civil. Em coletiva de imprensa, o governador Cláudio Castro disse que está havendo um “grande trabalho de solidariedade” para resgatar os moradores.

Ainda segundo ele, 16 pessoas foram salvas com vida. Durante a fala, por volta das 8h15 da manhã desta quarta-feira (16), duas estavam em processo de resgate.

A Prefeitura de Niterói decretou luto de três dias. Segundo o município, até as 9h, o número de ocorrências chegou a 229, das quais 189 são de deslizamentos, fazendo com que a cidade decretasse estado de calamidade pública.

As secretarias de Desenvolvimento Social do estado e do município estão atuando para acolhimento das vítimas. Por sua vez, a Polícia Civil informou que os setores de perícia, de cartório, delegados da Região Serrana, apoio terrestre e apoio aéreo foram mobilizados para atender a cidade.

Além disso, foi montada uma estrutura para a preservação dos corpos. Os familiares estão sendo acolhidos e atendidos na Sala Lilás do posto de perícia do município.

De acordo com Cláudio Castro, mais de 400 bombeiros atuam no local, atingido por um temporal na noite de ontem.

Na localidade conhecida como Morro da Oficina, no Alto da Serra, é estimado que 80 casas tenham sido afetadas. Em outras regiões como 24 de Maio, Caxambu, Sargento Boening, Moinho Preto, Vila Felipe, Vila Militar e as ruas Uruguai, Washington Luiz e Coronel Veiga também há registros de ocorrências graves.

A Defesa Civil informou que ainda há previsão de chuva fraca a moderada a qualquer momento no município.

Fonte: R7

Herdeiros poderão consultar e resgatar dinheiro esquecido

Banco Central divulgará os procedimentos a serem seguidos por terceiros legalmente autorizados a pedir o saque do valor

As famílias e herdeiros de correntistas que morreram também poderão localizar e resgatar valores esquecidos em instituições financeiras. Segundo o Banco Central, nos próximos dias serão divulgados os procedimentos a serem seguidos por terceiros legalmente autorizados que querem pedir o saque de valores. A orientação valerá para herdeiros, procuradores, tutores, curadores, inventariantes e responsáveis por menores não emancipados.

O SVR (Sistema de Valores a Receber) começou a funcionar no fim da noite de domingo (13) no site valoresareceber.bcb.gov.br, e já havia superado 66 milhões de visitas até as 18h desta terça-feira (15).

Para fazer a consulta, basta digitar o CPF ou o CNPJ e a data de nascimento para saber se existem saldos residuais a serem sacados. A primeira etapa da consulta, em que o sistema informa se existem valores a receber, pode ser feita digitando o CPF da pessoa falecida.

Já a segunda etapa, em que a quantia disponível é revelada para pedir o resgate, não pode ser realizada ainda, porque exige login prata ou ouro no portal Gov.br, no nome do titular da conta. O Banco Central poderá adotar procedimentos simplificados para reaver o dinheiro.

Resgate dos valores

Os valores a receber serão conhecidos apenas no momento do resgate, que foi escalonado em três grupos para evitar uma corrida bancária. A estimativa do Banco Central é de que haja um total de R$ 8 bilhões a serem recuperados, dos quais R$ 3,9 bilhões devem ser liberados nesta primeira etapa, para mais de 28 milhões de cidadãos e empresas.

A consulta pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa em qualquer horário. No entanto, caso o sistema informe recursos a receber, os usuários foram divididos em três grupos, baseados na data de nascimento ou na data de fundação da empresa.

Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983, ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984, ou abriu empresa nesse ano, tem prazo de 21 a 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O Banco Central esclarece que o cidadão ou a empresa que perder os prazos não precisa se preocupar. O direito a receber os recursos é definitivo, e o dinheiro continuará guardado pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Para saber quanto receberá de volta, será necessário estar cadastrado na plataforma Gov.br do governo federal, com um nível de acesso prata ou ouro, que demandam mais autenticações, como reconhecimento facial e autorização via aplicativo do banco. A divisão de agendamentos foi feita de acordo com o ano de nascimento ou de criação da empresa.

Quem não estiver apto agora poderá tentar novamente a partir de 2 de maio, quando uma nova fase será aberta na plataforma, e incluirá mais saldos esquecidos.

Fonte: R7

Compra de alimentos da época pode render economia de 30%

Veja a tabela de hortifrútis sazonais de fevereiro para substituir alimentos que estão mais caros, o que ajuda o bolso e a saúde

Levar em consideração os alimentos da época na hora de planejar as refeições pode garantir economia de 30% na feira e no supermercado. É que os preços desses produtos costumam cair na sazonalidade, ou seja, quando são colhidos, dependendo da safra, do produto e, principalmente, do clima.

A estimativa é da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), que mantém serviço com o calendário sazonal dos alimentos. Consultar a tabela de hortifrútis da época ajuda a substituir os alimentos que estão mais caros no mercado e a economizar.

Segundo a nutricionista Sandra Chemin, coordenadora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, além do preço mais baixo, os produtos de época, por não precisarem de intervenção tecnológica, têm mais qualidade nutricional, maior concentração de nutrientes, menos agrotóxicos e são mais sustentáveis ao ambiente.

Criar o hábito de escolher um cardápio com frutas, verduras e legumes da época é o primeiro passo para conciliar uma boa nutrição, economia na feira e um melhor hábito para o planeta. “Os produtores locais, na sazonalidade, aumentam a sua produção e têm um menor distanciamento até o ponto de venda. Isso melhora também as questões de sustentabilidade do planeta, pelo aspecto do transporte e acondicionamento”, afirma Sandra.

Ela explica que há um aumento do valor nutricional dos alimentos justamente porque diminui o transporte entre o local de produção e o de venda, além do tempo que o produto fica sujeito a temperatura ambiente. “Nessa época de calor, um dos nutrientes que sofrem grande variação de acordo com a temperatura é a vitamina C. A susbstância é tão sensível que, no começo e no fim da feira, por exemplo, pode ter mudança no teor. Imagina no transporte em longa distância”, avalia a nutricionista.

Um outro ponto é o amadurecimento do alimento. Sem precisar de tecnologia para amadurecer, o hortifrúti terá uma preservação maior de alguns compostos bioativos, como os flavonoides e carotenoides. “A sazonalidade aumenta o valor nutricional pela diminuição entre o ponto de produção e de venda e porque esses alimentos amadurecem naturalmente, sem alterar os compostos, além de refletir nos preços e ajudar na economia”, conclui a nutricionista.

As vantagens dos alimentos sazonais

  • Recebem menos pesticidas porque estão dentro do seu ciclo natural de cultivo
  • São mais saborosos, pois são colhidos no momento certo, quando atingem seu ponto máximo de maturação, garantindo frescor e intensificação do sabor
  • Têm aroma mais acentuado

    • Preços mais baixos, porque a produção tende a ter custos reduzidos, aumentando a disponibilidade nas feiras e supermercados

    • Mais nutritivos porque, na época correta, é mais provável que o alimento esteja com os nutrientes preservados, já que alguns antioxidantes, como vitamina C e carotenos, diminuem quando estocados por muito tempo

  • Variedade garantida ao longo do ano, o que permite variação de preparos e cardápios, tornando as refeições mais saudáveis

Fonte: R7

Mundo enfrenta crise de depressão sem precedentes, alertam pesquisadores

Pandemia de Covid-19 criou novos desafios no enfrentamento do transtorno mental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 5% dos adultos em todo o mundo sofrem de depressão. No entanto, especialistas alertam que a crise de saúde global permanece negligenciada.

A compreensão equivocada do problema de saúde mental e a falta de recursos psicossociais e financeiros impactam na prevenção, diagnóstico e tratamento do distúrbio, com reflexos diretos na economia dos países.

Especialistas da Comissão da Associação Psiquiátrica Mundial da revista científica Lancet fazem um alerta de que o mundo não está conseguindo lidar com a persistente e cada vez mais séria crise global de depressão. Em um artigo publicado nesta terça-feira (15), os estudiosos convocaram uma resposta de toda a sociedade para reduzir o impacto global do transtorno.

O grupo de trabalho conta com a participação de 25 especialistas, de 11 países, incluindo o Brasil, abrangendo disciplinas da neurociência à saúde global. O artigo foi elaborado a partir da consultoria de profissionais com ampla experiência em depressão.

“Tratamentos psicossociais e médicos eficazes são de difícil acesso, enquanto altos níveis de estigma ainda impedem muitas pessoas, incluindo a alta proporção de adolescentes e jovens em risco ou vivenciando depressão, de buscar a ajuda necessária para ter uma vida saudável e produtiva”, afirmou Christian Kieling, copresidente da comissão e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em um comunicado.

Os pesquisadores destacam que apesar do conhecimento adquirido nas estratégias de prevenção e tratamento da depressão, ainda existem lacunas no que diz respeito à destinação de recursos e à realização do diagnóstico de maneira oportuna.

Em países de alta renda, cerca de metade das pessoas que sofrem de depressão não são diagnosticadas ou tratadas. O índice aumenta para 80 a 90% em países de baixa e média renda, segundo o levantamento.

Além disso, a pandemia de Covid-19 criou novos desafios no enfrentamento do distúrbio. Fatores como o isolamento social, luto, incerteza, dificuldades e acesso limitado aos cuidados de saúde afetaram de forma significativa a saúde mental de milhões de pessoas em todo o mundo.

“A depressão é uma crise de saúde global que exige respostas em vários níveis. Esta Comissão oferece uma importante oportunidade de ação conjunta para transformar globalmente as abordagens de cuidados de saúde mental e prevenção”, afirma a presidente da Comissão, Helen Herrman, professora do Orygen, Centro Nacional de Excelência em Saúde Mental Juvenil, e da Universidade de Melbourne, na Austrália, em um comunicado.

Segundo Helen, além de possibilitar que milhões de pessoas se tornem mais saudáveis, o investimento na redução do impacto da depressão poderá ajudar a fortalecer as economias dos países e no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030.

Um dos autores do artigo, o pesquisador Charles Reynolds, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, afirma que a maior parte dos indivíduos com depressão tende a se recuperar com o apoio e tratamento adequados.

“Com ciência sólida, vontade política e responsabilidade compartilhada, a depressão pode ser prevenida e tratada e suas consequências potencialmente incapacitantes evitadas. Devemos capacitar as pessoas com experiência em depressão junto com famílias, profissionais, formuladores de políticas e sociedade civil para enfrentar o tsunami de necessidades não atendidas”, diz Reynolds.

Segundo o especialista, o compartilhamento de experiências contribui para reduzir o estigma sobre o distúrbio mental ao ampliar as possibilidades de ajuda e fomentar a ampliação de recursos terapêuticos para abordagens baseadas em evidências.

Desinformação prejudica enfrentamento do transtorno

Embora seja uma condição comum em todo o mundo, a depressão ainda é cercada de mitos que tornam mais difícil o enfrentamento da doença. A lista inclui equívocos comuns de que a depressão é simplesmente tristeza, um sinal de fraqueza ou restrita a certos grupos culturais.

No artigo da Lancet, os especialistas enfatizam que a depressão é uma condição de saúde distinta caracterizada por fatores como a persistência, o efeito substancial na rotina diária e com consequências para a saúde a longo prazo. Além disso, ela pode afetar qualquer pessoa, independentemente do sexo, origem, classe social ou idade. A prevalência dos sintomas e sinais depressivos podem variar entre culturas e populações.

De acordo com o documento, o risco de depressão aumenta em contextos de adversidade, incluindo situações de pobreza, violência, deslocamento, gênero, raça e discriminação. Assim como a depressão está associada a uma ampla variedade de doenças físicas crônicas, a saúde física também pode influenciar em aspectos da saúde mental.

Custo econômico e social da depressão

A saúde e qualidade de vida obtidas a partir do diagnóstico e tratamento oportunos da depressão também podem trazer impactos positivos para a economia. De acordo com o estudo, o transtorno apresenta um custo social e econômico pouco reconhecido sobre indivíduos, famílias, comunidades e países.

Mesmo antes da pandemia, a perda de produtividade econômica ligada à depressão custava à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.

“Indiscutivelmente, não há outra condição de saúde que seja tão comum, tão onerosa, tão universal ou tão tratável quanto a depressão, mas que recebe pouca atenção política e recursos”, diz Christian Kieling, da UFRGS.

Reforço na prevenção

A comissão de especialistas em saúde mental aponta gargalos no enfrentamento da depressão, mas também propõe caminhos para contornar o problema global.

Os estudiosos sugerem que, para reduzir a prevalência, devem ser adotadas estratégias em todos os âmbitos da sociedade que reduzam a exposição a experiências adversas, incluindo negligência e trauma, especialmente na infância.

As orientações incluem intervenções em fatores individuais, como estilo de vida (tabagismo, consumo de álcool e inatividade física, por exemplo) e outros fatores de risco, como violência por parceiros e eventos estressantes, como luto ou crise financeira.

“A prevenção é o aspecto mais negligenciado da depressão. Isso em parte porque a maioria das intervenções está fora do setor de saúde”, diz o coautor do artigo Lakshmi Vijayakumar, do Centro de Prevenção de Suicídio e Serviços Voluntários de Saúde, de Chennai, na Índia. “Diante dos efeitos duradouros da depressão em adolescentes, desde dificuldades na escola e relacionamentos futuros até o risco de abuso de substâncias, automutilação e suicídio, investir na prevenção da depressão é uma excelente relação custo-benefício”, completa.

O especialista recomenda colocar em prática intervenções baseadas em evidências que apoiem a paternidade, reduzam a violência na família e o bullying na escola, além de promover a saúde mental no trabalho e abordar os impactos da solidão em idosos.

Plano de ação global

O grupo de trabalho da Lancet apresenta outras recomendações para o combate às desigualdades e à negligência no diagnóstico, tratamento e prevenção da depressão. As medidas incluem a priorização de abordagens inovadoras em etapas para atendimento, intervenção precoce e prestação de cuidados colaborativos em ambientes com recursos limitados.

Os especialistas destacam que o sistema atual de classificação de pessoas com sintomas de depressão em apenas duas categorias – com depressão clínica ou não – é muito simplista. Eles argumentam que a depressão é uma condição complexa com uma diversidade de sinais e sintomas, níveis de gravidade e duração entre as diferentes culturas e o momento de vida das pessoas afetadas.

Como possibilidade, a comissão sugere uma abordagem personalizada e por etapas para o tratamento da depressão, a partir do reconhecimento da cronologia e da intensidade dos sintomas. Eles recomendam, ainda, intervenções adaptadas às necessidades específicas do indivíduo e à gravidade da doença, que vão desde autoajuda e mudanças no estilo de vida até terapias psicológicas e antidepressivos para os casos mais graves.

“Dois indivíduos não compartilham a história de vida e constituição exatas, o que acaba levando a uma experiência única de depressão e diferentes necessidades de ajuda, apoio e tratamento”, explica o copresidente da comissão, Vikram Patel, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos. “Semelhante ao tratamento do câncer, a abordagem em etapas analisa a depressão ao longo de um continuum – do bem-estar ao sofrimento temporário, até um transtorno depressivo real – e fornece uma estrutura para recomendar intervenções proporcionais desde o início da doença”, completa.

Ao mesmo tempo, a comissão propõe que sejam adotadas estratégias de cuidados colaborativos para ampliar as intervenções baseadas em evidências nos cuidados de rotina. Por um lado, o envolvimento de profissionais locais que não são especialistas em saúde mental, como agentes comunitários, mostra a escassez de equipes qualificadas. Por outro, esse apoio ajuda a reduzir o estigma e barreiras culturais, levando a um cuidado integral do paciente.

Os especialistas indicam, ainda, a necessidade de mais investimento na área da saúde mental para garantir que as pessoas recebam os cuidados de que precisam. A comissão ressalta a importância de ações com base em políticas públicas para reduzir os efeitos prejudiciais da pobreza, da desigualdade de gênero e de outras desigualdades sociais sobre a saúde mental.

“As políticas que reduzem as desigualdades raciais ou étnicas, as desvantagens sistemáticas vividas pelas mulheres e apoiam a distribuição justa de renda por meio da cobertura universal de saúde e ampliando as oportunidades de educação podem ser estratégias preventivas potencialmente poderosas”, diz Helen Herrman, da Universidade de Melbourne.

Fonte: CNN BRASIL

Auxílio Brasil de R$ 400 começa a ser pago nesta segunda (14) a 18 milhões de pessoas

Serão beneficiados hoje aqueles com NIS (número de identificação social) final 1. Pagamento vai até 25 de fevereiro

A Caixa começa a pagar nesta segunda-feira (14) o Auxílio Brasil de fevereiro a 18 milhões de pessoas. Serão beneficiados hoje com a parcela de R$ 400 aqueles com NIS (número de identificação social) de final 1. Foram incluídas mais 556 mil pessoas neste mês, com repasse total de R$ 7,3 bilhões.

As transferências serão realizadas até 25 de fevereiro, sempre nos dias úteis. Os pagamentos seguem o calendário habitual do programa, de acordo com o NIS.

As famílias incluídas em fevereiro receberam notificações, mas a mensagem informou um valor parcial, pois a folha estava em processamento. Os valores totais, incluindo o benefício extraordinário, que elevou o valor mínimo do Auxílio Brasil para R$ 400 até dezembro de 2022, só estarão integralmente disponíveis nos canais de consulta a partir desta segunda-feira.

Calendário do Auxílio Brasil em fevereiro

NIS 1 – Recebe no dia: 14/02
NIS 2 – Recebe no dia: 15/02
NIS 3 – Recebe no dia: 16/02
NIS 4 – Recebe no dia: 17/02
NIS 5 – Recebe no dia: 18/02
NIS 6 – Recebe no dia: 21/02
NIS 7 – Recebe no dia: 22/02
NIS 8 – Recebe no dia: 23/02
NIS 9 – Recebe no dia: 24/02
NIS 0 – Recebe no dia: 25/02

O Ministério da Cidadania destaca que, para que consigam ser habilitadas no programa, as pessoas devem atender aos critérios de elegibilidade e ter os dados atualizados no CadÚnico (Cadastro Único) nos últimos 24 meses. Além disso, as informações no cadastro não podem ser divergentes das de outras bases do governo federal.

Como receber o Auxílio Brasil?

O benefício pode ser pago por meio de poupança social digital, no aplicativo Caixa Tem, criado inicialmente para o auxílio emergencial, conta-corrente de depósito à vista, conta especial de depósito à vista e conta contábil, que, de acordo com o Ministério da Cidadania, é uma plataforma social do Auxílio Brasil. Essa última opção só ocorre quando o beneficiário não possui nenhuma das outras opções para recebimento. O saque pode ser feito com o cartão do Bolsa Família.

Quem tem direito ao Auxílio Brasil?

De acordo com a página oficial do programa no Ministério da Cidadania, as pessoas que têm direito ao Auxílio Brasil se enquadram nos seguintes casos:

  • Situação de extrema pobreza — renda familiar mensal per capita de até R$ 105;
  • Situação de pobreza — renda familiar mensal per capita entre R$ 105 e R$ 210; e
  • Regra de emancipação — famílias que tiveram melhora na renda familiar, a qual, porém, não ultrapassa R$ 525. Nesse caso, o benefício seguirá ativo por até 24 meses. Para isso ocorrer, é necessário que haja na composição familiar crianças, jovens de até 21 anos ou gestantes.

Os beneficiários podem tirar dúvidas em três canais de atendimento. O número 121, do Ministério da Cidadania, reúne informações e é a central para denúncias. O número 111 é o canal de Atendimento ao Cidadão da Caixa e reúne informações sobre o cartão e o saque do benefício. Também é possível acompanhar as principais informações sobre o benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil.

Fonte: R7

BC libera consulta sobre dinheiro esquecido; veja o passo a passo

Site exclusivo do Serviço SRV (Sistema de Valores a Receber) permite identificar contas paradas e a devolução dos valores

Após pane em seu sistema, o BC (Banco Central) liberou no final da noite deste domingo (13) a consulta ao serviço SRV (Sistema de Valores a Receber), que permite verificar dinheiro esquecido em contas de banco e pedir a devolução por meio do novo site valoresareceber.bcb.gov.br.

A consulta aos valores parados será feita em duas fases. O BC calcula que há R$ 3,9 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras nessa primeira etapa, de 28 milhões de CPF e CNPJ. No total, são estimados R$ 8 bilhões deixados em contas de instituições financeiras.

Segundo o BC, tanto a consulta como o pedido de resgate do valor parado deverá ser realizado no novo endereço. Não será possível consultar ou solicitar valores no site principal do BC.

O novo endereço foi criado após o aumento da demanda de acesso ter provocado pane no portal do Banco Central, em 24 de janeiro deste ano, quando foi lançado o SRV, que possibilita que a população confira se tem dinheiro em contas encerradas com saldo disponível ou devido a tarifas cobradas indevidamente em operações de crédito, por exemplo.

Como fazer a consulta

— Acesse o endereço valoresareceber.bcb.gov.br.

— Use o CPF ou CNPJ para saber se tem algum valor a receber.

— Se não tiver, acabou a consulta. Mas, caso tenha, a pessoa receberá uma data em que será possível saber o valor e retirar a quantia.

— O acesso precisará ser feito com login e senha do Gov.br, domínio do governo federal. O endereço é neste site.

— Caso você ainda não tenha, dá para fazer isso por este site, por celulares android ou iOS.

— O grau necessário de autenticação, que inclui verificação facial ou confirmação de dados por open banking, por exemplo, deverá ser de nível prata ou ouro.

— Neste material do governo, há uma breve explicação sobre cada um deles. Em resumo, quanto maior o nível de segurança do login, maior a certificação. Depois de criar o login, você precisará retornar à página do BC exclusiva (valoresareceber.bcb.gov.br) para esse serviço para ter acesso à informação.

— Caso você tenha dinheiro a receber, depois de feita a solicitação, com o login Gov.br, será necessário retornar ao site valoresareceber.bcb.gov.br na data informada para ter acesso ao valor e solicitar a transferência.

— Se você perder a data de resgate, é só fazer o processo de solicitação novamente, com outras datas que serão disponibilizadas pelo sistema.

— Caso o dinheiro esteja parado, mas você demore para solicitar uma retirada, ele não vai deixar de ser seu. Quando você solicitar, será depositado. Enquanto isso não for feito, vai ficar parado na conta esquecida.

Cuidado com os golpes

Veja a seguir as orientações do Banco Central

— O único site para consulta ao SVR e para solicitação de valores é valoresareceber.bcb.gov.br.

— O Banco Central não envia links nem entra em contato com o cidadão para tratar sobre valores a receber ou para confirmar seus dados pessoais.

— Ninguém está autorizado a entrar em contato com o cidadão em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber.

— Portanto, o cidadão nunca deve clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.

— O cidadão não deve fazer nenhum tipo de pagamento para ter acesso aos valores.

— Por fim, uma informação importante: apenas após o cidadão acessar o sistema (ou se já o acessou nos dias 24 e 25/1) e somente no caso de pedir o resgate sem indicar uma chave Pix, a instituição financeira que o cidadão escolheu entrará em contato com ele para realizar a transferência. Mesmo nesse caso bastante específico, essa instituição não pode pedir que o cidadão informe seus dados pessoais nem sua senha.

Fonte: Banco Central

Fonte: R7

NASA registra as primeiras imagens de Vênus em luz visível

Descoberta deve ajudar a entender o que tornou o planeta tido como “gêmeo da Terra” inabitável

Fotografar algo que nunca foi fotografado antes, foi o que fez a missão Parker Solar Probe, da NASA. O modelo? O planeta Vênus, que pela primeira vez tem a sua superfície registrada do espaço, em luz visível. Imagens que servem não apenas para matar a curiosidade dos que vivem na Terra, mas, segundo os cientistas, também podem ajudar a aprender mais sobre a geologia da superfície de Vênus, quais minerais podem estar presentes lá e como se dá a evolução do planeta.

Conhecido por suas semelhanças com o planeta Terra, Vênus é hoje inabitável, dada as temperaturas extremas e a existência de adversidades como nuvens tóxicas, mas pesquisadores desconfiam que nem sempre foi assim e defendem que informações como as captadas pela missão podem ajudar na busca para entender por que Vênus se tornou inóspito e a Terra se tornou um oásis.

Envolta em nuvens espessas, a superfície de Vênus é geralmente encoberta. Mas, em dois sobrevoos recentes do planeta, a sonda Parker usou seu Wide-Field Imager, ou WISPR, para visualizar todo o lado noturno em comprimentos de onda do espectro visível, ou seja, do tipo de luz que o olho humano pode ver.

As imagens, combinadas em um vídeo, revelam um leve brilho da superfície que mostra em diferentes tonalidades, características distintas do planeta, como a localização de regiões continentais, planícies e planaltos. Como as regiões de maior altitude são mais frias do que as áreas mais baixas, elas aparecem como manchas escuras em meio às planícies mais brilhantes. Assim, é possível ver diferentes características na superfície venusiana, como a região continental Aphrodite Terra, o planalto Tellus Regio e as planícies Aino Planitia. Também foi identificado um halo luminescente de oxigênio, que pode ser visto ao redor do planeta.

Missão Parker

A missão Parker Solar Probe tem como principal objetivo investigar o vento solar, mas desde 2020, durante seu terceiro sobrevoo, os pesquisadores aproveitam a órbita seguida pela sonda para registrar algumas imagens extras de Vênus. A ideia era usar o WISPR para visualizar os topos das nuvens que cobrem o planeta e colher informações para medir sua velocidade.

Ao invés de registrar apenas as nuvens, o WISPR surpreendeu e também viu a superfície do planeta. As imagens foram tão impressionantes que os cientistas ligaram as câmeras novamente durante a quarta passagem da sonda, em fevereiro de 2021. Durante esse sobrevoo, a órbita da espaçonave se alinhou perfeitamente para que o WISPR fotografasse o lado noturno de Vênus na íntegra.

O brilho de Vênus

“A superfície de Vênus, mesmo no lado noturno, tem temperaturas em torno de 860oC. É tão quente que a superfície rochosa de Vênus se torna visivelmente brilhante, como um pedaço de ferro retirado de uma forja”, explicou Brian Wood, principal autor do novo estudo e físico do Laboratório de Pesquisa Naval, em comunicado publicado pela NASA.

Mesmo sendo brilhante, Vênus é difícil de ser registrado, já que as nuvens obstruem a maior parte da luz visível que vem de sua superfície. Além disso, embora os comprimentos de onda visíveis mais longos passem por essas nuvens, no lado do dia, a luz se perde em meio ao brilho do sol. O que aconteceu na missão foi que, na escuridão da noite, as câmeras WISPR foram capazes de captar esse brilho fraco causado pelo calor que emana da superfície.

Fonte: Revista Galileu

Uso indiscriminado de chás e ervas aumenta chances de problemas hepáticos graves

Sociedade Brasileira de Hepatologia alerta que antes de acreditar em qualquer tratamento “milagroso”, é importante consultar um especialista

O uso indiscriminado de chás e ervas aumentam as chances de problemas hepáticos graves, segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Em relação à insuficiência hepática aguda, 26% dos casos no país são provocados por DILI, conhecida como Drug Induced Liver Injury, que são decorrentes do uso excessivo de medicamentos ou suplementos. Já 34% dos pacientes desenvolvem problemas por HILI, ou Herbal Induced Liver Injury, que são decorrentes do consumo de ervas de forma exacerbada ou sem prescrição médica.

O hepatologista Raimundo Paraná, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia, tem feito pesquisas sobre hepatotoxicidade. Ele ressalta que, desde o início da humanidade, os chás e ervas sempre foram muitos usados. Ele relembra que na década de 70 já se falava sobre toxicidade por causa de chás e esse uso vem aumentando ao longo dos anos.

Segundo ele, muitos prometem efeitos como emagrecimento rápido ou a solução de alguma doença, mas, na verdade, acabam provocando doenças hepáticas graves.

“Hoje já se estuda mais o tema, mas muitas pessoas usam esses chás indiscriminadamente. Na década de 70, na Bahia, houve um surto de uma doença hepática grave chamada de doença veno-oclusiva do fígado pelo chá da erva Maria Preta. Depois tivemos em outros estados outro surto associado ao chá de Confrei. Depois tivemos na Amazônia pela Sacaca”, explicou.

O médico ressalta que a divulgação de informações inverídicas divulgadas em redes sociais tem contribuído para o aumento dos casos e o retorno do uso de algumas substâncias.

“No Brasil sempre existiram doenças relacionadas ao uso de ervas e medicamentos, mas elas aumentaram exponencialmente nos últimos tempos. Inicialmente devido à internet, que acabou veiculando muita propaganda enganosa sobre uso de medicamentos e chás, fitoterápicos e fórmulas como milagrosos”, explicou o médico.

Uma das substâncias que ele chama atenção para os perigos está presente no chá-verde.

“O chá-verde, por exemplo, tem uma substância chamada catequina. Se ela for concentrada, ela causa um dano. Ela causa a morte das células do fígado. Quando você toma um chá-verde com água pode não ter problemas, agora se for em cápsula pode ter muito mais conteúdo, mil vezes mais catequina, a depender de como ela foi manipulada e como ela foi colocada naquela cápsula.”

A estudante Isabella Morais, de 34 anos, decidiu fazer uso de chás para emagrecer. Ela usou receitas que viu na internet por um período de três meses e perdeu quase os 7 kg que engordou nos últimos dois anos. Ela começou a ter diversos efeitos colaterais e decidiu suspender o uso.

“Eu tomava alguns desses chás de 2 a 3 vezes na semana. Algumas vezes senti cólicas e até mesmo diarreia. Depois que fui descobrindo o quanto era prejudicial parei”, contou ela.

Os sintomas apresentados por ela, segundo o especialista, são muito comuns e podem sinalizar que já há algum problema de saúde associado ao uso.

“Alguns pacientes podem ter um pouco de náusea. Geralmente ele mesmo para de usar. Outros vão ao médico, os exames mostram as enzimas do fígado elevadas e o paciente é orientado a parar de usar. Em 10% dos casos o paciente e mais sintomático. O paciente fica com os olhos mais amarelos, urina escura. A gente chama de uma hepatite ou uma colestase. Uma porcentagem pequena de pacientes tem uma forma chamada hepatite fulminante onde existe uma destruição aguda das células do fígado. Não tem condições de regeneração em 70% desses casos. Nesse caso, o paciente ou morre ou vai para um transplante de fígado.”

A hepatologista Melina Torres observou uma tendência de pacientes que não buscaram o atendimento adequado, principalmente nos últimos dois anos, e quando voltaram já estavam com um quadro avançado. Alguns fizeram uso de chás e anabolizantes no período.

“Estive com pessoas que já tinham doenças e deixaram de acompanhar, o que gerou um aumento de diagnóstico de câncer de fígado em estágio avançado e aumento de pacientes com a doença hepática descompensada”, explicou a médica.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia, 73% das pessoas com diagnóstico de câncer de fígado no Brasil já estão em estágio avançado da doença. A falta de exames de rotina imprescindíveis para o diagnóstico colabora com essa alta taxa.

A recomendação dos especialistas é fazer os exames de imagem pelo menos a cada seis meses. Sobre o uso de chás e outras substâncias, o médico orienta que é sempre ideal procurar um especialista e fugir das promessas que estão na Internet.

“Vendem promessas de tratamento que não têm nenhum respaldo científico e que absolutamente não fazem o que prometem ou, se fazem, tem um custo muito alto para a saúde do paciente. E esse custo geralmente é omitido no momento da prescrição”, alertou Raimundo Paraná.

Fonte: CNN BRASIL