Temperaturas devem continuar baixas neste fim de semana

Ar frio de origem polar começa a perder força, se afastando para o oceano no início da próxima semana.

Após cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Goiânia registrarem frio recorde nesta semana, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que as temperaturas continuem baixas na manhã de sexta-feira (20)  em grande parte do Brasil.

Há, inclusive, previsão de formação de geada em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.

Somente a partir de sábado (21) é que existe a tendência de aumento das temperaturas. O frio perde intensidade, mas as madrugadas ainda serão de temperaturas baixas em boa parte do País. Em São Paulo, no domingo (22) a mínima será de 10ºC e máxima, de 22ºC.

O ar frio de origem polar, então, começa a perder força, se afastando para o oceano, no início da próxima semana. De acordo com a empresa Climatempo, em São Paulo o tempo será firme e seco sem chuva pelo menos até terça-feira (24) quando a previsão para a temperatura mínima será de 12ºC. A máxima é de 25ºC.

Segundo meteorologistas, o fenômeno La Niña está favorecendo temperaturas mais baixas no Oceano Pacífico e isso deve influenciar a entrada de massas de ar frio no outono e inverno.

Com a chegada da intensa onda de frio que provocou queda brusca de temperatura em praticamente todo o Brasil, alguns cuidados são essenciais para evitar o desconforto provocado nesta época do ano.

Além de manter o corpo aquecido com roupas quentes e cuidados com a pele e os cabelos, a prática de exercícios também é indicada. Quem possui alguma doença crônica, como a artrite, é essencial seguir um tratamento indicado para que as dores não incomodem.

Fonte: CNN BRASIL

Encontro de Bolsonaro e Elon Musk será em hotel de luxo no interior de São Paulo

Bilionário deverá permanecer aproximadamente duas horas no Brasil para tratar de conectividade e proteção da Amazônia.

A reunião entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o homem mais rico do mundo, o bilionário Elon Musk, nesta sexta-feira (20), será num hotel de luxo a 100 km de São Paulo (SP). Localizado em Porto Feliz (SP), o Fasano Boa Vista cobra a partir de R$ 2.900 por dia de hospedagem e conta com heliponto, campo de golfe, spa, quadras de tênis e um centro para praticar equitação.

Musk, que é dono da Tesla e da SpaceX e cuja fortuna estimada é de US$ 219 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) de acordo com a Forbes, desembarcou no Brasil pouco depois das 9h para se encontrar com o chefe do Executivo. A estadia de Musk no país será de aproximadamente duas horas.

Bolsonaro decolou de Brasília e desembarca logo mais em solo paulista para o encontro, cuja pauta será a conectividade e a proteção da Amazônia, de acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Ontem, Bolsonaro disse que encontraria “uma pessoa muito importante”, mas não citou o nome do bilionário. “Tenho um encontro amanhã com uma pessoa muito importante, que é reconhecida no mundo todo e que vem para cá oferecer para ajudar a nossa Amazônia, o coração”, disse o presidente na live semanal.

Musk e o Twitter

Elon Musk está em um processo de compra da rede social Twitter, mas o negócio emperrou. Ao anunciar a negociação para se tornar proprietário, criticou a plataforma e defendeu a ideia de que os usuários da rede social tenham mais liberdade para expressar seus pensamentos.

“A liberdade de expressão é a base de uma democracia que funciona, e o Twitter é a praça pública digital onde os temas vitais para o futuro da humanidade são debatidos”, afirmou. “Espero que até meus piores críticos permaneçam no Twitter, porque é isso que significa liberdade de expressão”, acrescentou.

A compra do Twitter agradou ao governo federal. Constantemente, Bolsonaro critica decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que restringem o acesso de apoiadores do presidente à plataforma e reclama de uma perseguição do Judiciário contra os seus eleitores. Com Musk à frente da rede social, o Executivo espera que esse tipo de situação seja coibido.

O governo brasileiro anunciou, em novembro, que estava negociando um acordo con Musk para que a empresa dele Space X proporcione internet por satélite na floresta amazônica para ajudar a detectar o desmatamento ilegal.

Fonte: R7

Quatro a cada dez brasileiros aptos estão sem terceira dose de vacina contra a Covid

Nos primeiros 15 dias de maio, média de doses aplicadas em todo o país caiu mais de 40% em relação ao mesmo período de abril.

O mês de maio já pode ser considerado o de menor avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil em 2022, refletindo a estagnação do patamar de cobertura atingido. Nos primeiros 15 dias, a média diária de doses aplicadas foi de 250 mil, uma queda de 40,7% em relação ao mesmo período de abril.

A aplicação da terceira dose caiu 57,6% na primeira quinzena deste mês, em comparação com abril, apesar de quatro em cada dez brasileiros aptos (acima de 18 anos e que tenham tomado a segunda dose há mais de quatro meses) ainda não terem recebido o reforço.

Dos 143 milhões de pessoas que tomaram as duas doses ou a dose única e, portanto, estariam elegíveis para a terceira dose, 86,5 milhões (60,5%) tomaram o reforço.

Cerca de 56,5 milhões de indivíduos estão com apenas duas doses. Outros 18,5 milhões tomaram somente a primeira dose até agora.

A vacinação havia ganhado fôlego no primeiro trimestre, com a inclusão de crianças de 5 a 11 anos.

Nos primeiros 15 dias de fevereiro, por exemplo, 1 milhão de doses foram aplicadas, patamar que caiu para 630 mil na primeira quinzena de março e para 422 mil no mesmo período de abril.

“Preocupa, neste sentido, a estagnação no crescimento da cobertura vacinal na população adulta, além da desaceleração da curva de cobertura de terceira dose, especialmente pela adesão substancialmente menor de adultos à aplicação da dose de reforço”, alertam pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em um boletim divulgado nesta quinta-feira (19).

O médico Renato Kfouri, membro da diretoria da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 do Ministério da Saúde, concorda que há pouco espaço para aumentar o número de pessoas vacinadas.

“Estamos chegando perto desse número final, em que se consegue avançar muito pouco. Sempre há espaço para avançar mais, mas em um ritmo muito lento – aquilo que a gente vacinava em um dia agora vacina em dois meses.”

O ideal, segundo o especialista, seria uma cobertura vacinal de 90% com três doses, mas, atualmente, 88,9% dos brasileiros com 5 anos ou mais (que podem ser imunizados) tomaram a primeira dose. Desses, 82% receberam o esquema de duas doses ou dose única.

Para a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), a percepção de risco sobre a doença tem um papel na queda da busca pela imunização.

“Continuamos com transmissão ainda da doença, com mortes, e agora estamos vendo um aumento de positividade das amostras. Também tem o efeito da diminuição de as pessoas procurarem o teste. Elas têm uma síndrome gripal, a percepção do risco é menor. Há uma dificuldade de ter bons indicadores sobre a doença.”

A média móvel de novos casos de Covid-19 nos últimos sete dias está em 17,7 mil, uma alta de quase 18% em relação ao observado há duas semanas.

Ainda assim, é um patamar baixo, mas que certamente está envolto em um grande número de diagnósticos subnotificados, segundo os especialistas.

“O Brasil ainda se encontra sob o efeito combinado do predomínio da variante Ômicron e cobertura de grande parte da população por pelo menos duas doses de vacinas. O cenário atual, porém, ainda pode trazer preocupação. A ocorrência de internações tem sido consistentemente maior entre idosos, em comparação às de adultos. Por se tratar de um grupo etário vacinado no início de 2021, a imunidade induzida pode se reduzir ao longo dos próximos meses, com possível aumento de casos e óbitos entre pessoas sem doses de reforço”, consideram os pesquisadores da Fiocruz.

Kfouri acrescenta que um eventual recrudescimento dos novos casos e hospitalizações por Covid-19 faria com que ao menos uma parcela da população completasse o esquema vacinal de três doses.

“A percepção de risco é sempre o principal motivador para a vacinação. Claro que quando a gente vê novas ondas, especialmente se vêm acompanhadas de gravidade, vemos uma procura maior [pela vacina]. Você busca a proteção quando se sente ameaçado.”

De acordo com o médico, já é consenso que o esquema primário deve ser de três doses.

“Essa terceira dose não é um reforço. […] A gente entende que o que se agrega com a terceira dose em termos de proteção é muita coisa, não se trata de uma recuperação da perda que a segunda dose trouxe, é uma imunidade muito superior. Essa comunicação eu acho que é o que está faltando ser feito.”

Vacinação desigual

O boletim da Fiocruz aponta para uma desigualdade significativa da cobertura vacinal entre os estados. Enquanto São Paulo, por exemplo, tem 86,7% de toda a população com duas doses e 59,1% com a terceira dose, o Amapá tem 50,8% e 16,3%, respectivamente.

“O impacto é que o cenário fica muito diferente quando você tem locais com menor cobertura vacinal. As pessoas vão apresentar mais quadros graves. Em geral, esses locais tendem a ter uma estrutura hospitalar pior. Tem uma mortalidade que é diferente entre os estados”, observa Ethel.

Na avaliação da professora, é importante que a população entenda que mesmo casos leves de Covid-19 podem causar problemas de saúde, e a vacinação é a principal forma de evitar a doença.

“Toda essa falsa ideia de que, se você pegar, não tem problema, isso foi bastante ruim, principalmente quando conseguimos uma vacinação um pouco mais robusta. A Covid é uma doença nova, estamos aprendendo, não é uma doença leve. Estamos vendo muitas sequelas, pessoas com problemas cardiológicos, metabólicos, pessoas que não eram diabéticas e não tinham problemas cardíacos e agora têm.”

Fonte: R7

Moedas latino-americanas caem mais de 30% ante o dólar na última década

Real desvalorizou 61,95%, atrás apenas do peso argentino, que caiu 96,20% no período.

As moedas latino-americanas desvalorizaram mais de 30% frente ao dólar nos últimos 10 anos, aponta um levantamento realizado com exclusividade por Michael Viriato, fundador e sócio da Casa do Investidor, a pedido do CNN Brasil Business. No período, o real desvalorizou 61,95%, ficando atrás apenas do peso argentino, que caiu 96,20%.

Conforme explicou Claudio de Moraes, professor de finanças do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a cesta de moedas de países emergentes costuma sofrer com movimentos externos e internos.

A crise causada pela Covid-19 foi um dos fatores externos que gerou impacto, pois os investidores procuraram por moedas mais seguras e abandonaram os investimentos latino-americanos, migrando para os Estados Unidos, por exemplo.

Já internamente, Francisco Nobre, economista da XP, explica que, especificamente no longo prazo, os juros e a inflação persistentemente mais altos tendem a desvalorizar as moedas e baixar o preço do câmbio.

Nos últimos 10 anos, os juros e a inflação nos países da América Latina foram muito mais altos comparado com os Estados Unidos. “Então, naturalmente, as moedas se desvalorizaram ao longo do tempo e não vão mais voltar para os níveis de 2012”.

O diferencial dos juros aponta para uma desvalorização monetária de:

-Brasil: 62%;
-Chile: 43%;
-Colômbia: 57%;
-Peru: 30%

A conta não é possível ser feita com a Argentina porque o país trocou a taxa usada como juros básico, do LEBAC pro LELIQ, em 2018.

No curto e no médio prazos, também existem vários fatores que podem influenciar o valor da moeda. Tais como, riscos políticos e econômicos, acúmulo de dívida pública, exportações, balança comercial, crescimento econômico e performance da bolsa.

Na América Latina, o câmbio também tende a ser correlacionado com o preço das commodities, por causa de sua importância para estas economias. Esse foi um dos motivos para que o real fosse a  quarta moeda que mais se valorizou em relação ao dólar neste ano.

Argentina

Josilmar Cordenonssi, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explica que a peso argentino foi a moeda que mais se desvalorizou frente o dólar porque, até 31 de dezembro de 2021, a inflação média anual nos últimos dez anos foi de 35%, o que corresponde a uma perda de 26% do poder aquisitivo do peso de um ano para o outro.

Assim,1 peso argentino hoje compra menos de 5% de produtos e serviços que se comprava no final de 2011 e início de 2012.

O economista da XP também ressalta que o país tem um problema estrutural de instabilidade econômica e política. “Nos últimos anos, o mercado perdeu muita confiança no peso Argentino”, o que também contribuiu para a queda.

A inflação na Argentina chegou a 6,27% em março, o maior índice em duas décadas. A situação –resultado de anos de políticas populistas no país– tem levado ao empobrecimento da população.

Em 2018, a moeda argentina teve uma desvalorização de 102% frente o dólar. O professor do Mackenzie destacou que os motivos foram os planos graduais de ajustes nas contas públicas de Mauricio Macri, eleito em 2015.

“À época, havia muita esperança que a Argentina poderia romper com o populismo Kirchnerista que reinava na Argentina há mais de uma década”. Tanto que, no início do mandato, o país retomou sua posição no mercado de capitais, recebendo investimento internacional.

Porém, nos anos seguintes, Macri focou no ajuste de contas e ficou vulnerável a choques externos, como seca muito prolongada no campo, afetando o setor exportador e principalmente a uma aumento dos juros dos EUA, que ocorreu ao longo de 2018, explicou Cordenonssi.

Assim, no fim do mandato, destacou o professor, vendo que os ajustes feitos até aquele momento não seriam suficientes para contrabalançar esses choques adversos, e que perderia as eleições em 2019 para os peronistas, os investidores (especialmente os próprios argentinos) retiraram o dinheiro do país, o que puxou a cotação do peso para baixo.

Peru

O Peru, por outro lado, adotou nos últimos anos uma política de metas para a inflação que garantia uma estabilidade nos preços, além de um controle fiscal para que a política não impactasse a cotação da moeda.

O banco central do Peru tem uma meta de inflação de 2% ao ano – semelhante a países avançados, como os Estados Unidos. E, apesar da turbulência política na região, o país conseguiu manter uma taxa inflacionária média de 3,12% desde 2012.

O país também buscou reservas internacionais para que não sofresse com as oscilações no exterior. Dessa forma, o sol peruano caiu entre 2012 e 2022 cerca de 30% frente o dólar.

O economista da XP ressalta ainda que a economia do Peru é mais dolarizada em comparação com outros países. Muitas transações são efetuadas em dólar, tanto que é possível abrir uma conta em dólar no país.

Com isso, o BC do país tem uma reserva maior de dólar em proporção ao PIB (Produto Interno Bruto) local, que foi de US$ 199,3 bilhões, em 2021.

Brasil

O real vinha se desvalorizando contra o dólar nos últimos cinco anos, para um valor abaixo do que seria considerado “justo”, afirmou o economista da XP.

Ele aponta dois principais motivos para isso: o Fed (banco central dos Estados Unidos) manter os juros consideravelmente baixos por vários anos depois da crise financeira de 2008 e o crescimento econômico no Brasil ter sido fraco no período.

Porém, em 2022, a moeda se valorizou 10,1% em comparação com a divisa dos Estados Unidos, apontou um levantamento feito pela Austin Rating.

O atual cenário das commodities também fez com que o real tenha uma valorização. O Brasil é um dos principais produtores do setor agrícola e metálico, ambos que registraram aumento nos preços internacionais. Sendo assim, o fluxo de investidores também aumenta no país.

Expectativas

Os especialistas acreditam que enquanto o Fed continuar aumentando a taxa de juros e retirar os dólares da economia, revertendo o quantitative easying (compra de títulos de longo prazo), o dólar tende a se valorizar frente as moedas latino-americanas.

E mesmo que as perspectivas econômicas nos países melhorem, como na Argentina – devido o acordo com o FMI de reestruturação da dívida pública -, aponta o analista da XP,  os riscos continuam sendo precificados.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, anunciou em 4 de maio, que elevou a taxa de juros do país em 0,5 ponto percentual, a maior alta em mais de 22 anos. Com isso, ela passa a ser de 0,75% a 1% ao ano.

Em comunicado após a reunião, a autarquia informou também que começará a reduzir sua carteira de títulos a partir de 1º de junho.

Francisco Nobre destacou também que o mundo se tornou mais avesso ao risco, o que vem prejudicando as economias emergentes, devido à persistência da guerra na Ucrânia e medidas de lockdown mais restritivas na China, além das políticas do Fed.

“O real (que vinha mais forte) continua positivo no ano, mas as outras moedas já devolveram quase todo o valor conquistado”.

Dessa forma, com os câmbios reféns dos riscos associados ao cenário internacional, a XP projetou o câmbio para o fim de 2022 da seguinte maneira:

Real: US$ 5;
Peso colombiano: US$ 3500;
Peso chileno: US$ 830;
Peso argentino: US$ 150;
Sol peruano: US$ 3.70

*Com informações de Pedro Zanatta e João Malar, do CNN Brasil Business; e Luciana Toledo, da CNN

Fonte: CNN BRASIL

Instituto Nacional de Meteorologia prevê frio intenso em todo o país; há tendência de geada no Sul

Temperatura começa a cair na Região Sul e vai se espalhar rapidamente para o Norte.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam uma queda acentuada na temperatura de todo o país, com queda acentuada na Região Sul. De acordo com o instituto, o frio começou no domingo (15), exatamente no sul do país. Em seguida, vai se espalhar rapidamente até o norte do país.

Nesta segunda-feira (16), as baixas temperaturas devem atingir todas as regiões, podendo chegar até Rondônia e Acre até o fim do dia. O clima frio poderá derrubar as temperaturas até 10°, especialmente na Região Sul e no sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste. No Acre e em Rondônia, o frio deve causar o segundo episódio de friagem do mês. O primeiro episódio ocorreu nos dias 4 e 5 de maio.

Geada

Segundo Inmet, há tendência de geada na Região Sul do país entre os dias 17 e 25. Há, inclusive, previsão de geada forte em praticamente todo o estado de Santa Catarina, com exceção da região litoral, no norte do Rio Grande do Sul e no centro do Paraná, estendendo-se até o Sul, também com exceção do litoral.

Existe ainda, segundo o Inmet, uma pequena possibilidade de ocorrência de neve nas serras gaúcha e catarinense entre a noite do dia 16 e madrugada do dia 17.

“Do ponto de vista agrometeorológico, a geada é um fenômeno causado pela ocorrência de baixas temperaturas que promovem o congelamento dos tecidos vegetais, havendo ou não a formação de gelo, e provoca a morte das plantas ou de suas partes (folhas, ramos, frutos)”, explica o instituto. A geada pode ser provocada tanto por entradas de massas de ar frio, quanto por um intenso resfriamento da superfície, durante noites de céu limpo e sem vento.

Fonte: R7

Mutirão do emprego espera mais de 10 mil em busca de vagas

Além de triagem de currículos e encaminhamento a entrevistas no mesmo dia, evento terá capacitação e distribuição de lanches.

Começa nesta segunda-feira (16), às 8h, o Mutirão Nacional de Emprego 2022, promovido pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo e pela UGT (União Geral dos Trabalhadores). Até a última sexta-feira (13), mais de 60 empresas da Grande São Paulo estavam inscritas para fazer recrutamento de pessoal no evento, que está em sua sétima edição e conta com mais de 6.000 vagas de emprego.

A expectativa dos organizadores, baseada no público nos anos anteriores, é atender mais de 10 mil pessoas que estejam em busca de trabalho.

Quem quiser concorrer a uma das vagas deverá fazer inscrição na página do mutirão no site da UGT. “O cadastro não é obrigatório, mas vai agilizar o atendimento e a triagem dos currículos”, explica Cleonice Caetano Souza, diretora do departamento de assistência social e previdência do sindicato.

Ela conta que mais de 3.000 pessoas fizeram a inscrição até o fim da semana passada. A entidade também mantém um banco de dados com informações de mais de 15 mil candidatos a um emprego. “Quem estiver inscrito terá atendimento preferencial”, orienta.

É importante que os interessados levem ao mutirão, que se realiza na sede do sindicato, seus documentos pessoais e o currículo impresso, mesmo que já tenham se cadastrado no site. “Quando chegarem ao sindicato, o currículo vai ser analisado, e depois vamos encaminhá-los a um empregador que tenha ofertado uma vaga adequada a cada perfil”, afirma Cleo.

Caso haja filas, vão ser distribuídas senhas, para que todas as pessoas sejam atendidas. “Sabemos que não será possível todas as empresas fazerem as entrevistas no dia do mutirão, por isso faremos agendamentos para outros dias da semana, no sindicato mesmo.”

O maioria das vagas é para motorista, entregador, vendedor interno e externo, atendente, aprendiz administrativo e PCD (pessoa com deficiência) para área administrativa.

Como os recrutadores estarão no evento, uma dica é ir preparado para uma entrevista, tanto no visual quanto no discurso. “Os candidatos não precisam comparecer vestindo roupa muito formal, mas não é adequado ir de bermuda, camiseta regata ou boné. É sempre bom lembrar que a primeira impressão é a que fica”, diz Cleo.

Além disso, para conversar com as empresas, é importante que cada um saiba falar sobre suas experiências anteriores, pontos fracos e fortes e expectativas para a carreira.

O mutirão conta com a parceria do Estado de São Paulo, da Prefeitura de São Paulo e das instituições do Sistema S, que estarão presentes com a oferta de serviços, orientações, ações de qualificação e de empregabilidade. Os órgãos governamentais serão representados pelo PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) e Cate (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo).

A iniciativa não tem o objetivo de apenas ajudar as pessoas desempregadas a conseguir uma nova ocupação, mas, segundo Cleo, visa à recuperação da cidadania. “É um trabalho de inclusão social, que não tem custo para as empresas nem para os candidatos a uma vaga. Acreditamos que também é papel do sindicato ajudar a devolver a esperança”, afirma a comerciária.

Serviço

O que: Mutirão Nacional de Emprego 2022
Quando: dia 16/5, segunda-feira, a partir das 8h
Onde: rua Formosa, 99, Anhangabaú, São Paulo, no Sindicato dos Comerciários de São Paulo
Informações: (11) 2121-5900

Fonte: R7

Blue Origin: Saiba como vai ser viagem ao espaço com primeiro turista brasileiro

Engenheiro de produção, mineiro Victor Hespanha foi um dos sorteados.

RIO — O brasileiro Victor Correa Hespanha, de 28 anos, foi um dos seis escolhidos para participar da próxima missão espacial NS-21, da Blue Origin, empresa de turismo espacial do bilionário Jeff Bezos. E a viagem já tem data marcada para ser iniciada. A decolagem está prevista para o próximo dia 20, sexta-feira, às 8h30, no Texas, Estados Unidos (10h30 no horário de Brasília).

O voo será feito no veículo suborbital New Shepard. Trata-se de um combo foguete-cápsula reutilizável, projetado para levar pessoas e experimentos científicos para o espaço, segundo o portal especializado “Space”. Aqueles que estiverem a bordo poderão ver a Terra em contraste com a escuridão do espaço, em um período que deve durar entre 10 e 12 minutos, desde a decolagem até o pouso.

Cada um dos astronautas a bordo do NS-21 levará ao espaço um cartão postal, em nome da fundação ligada à Blue Origin, “Club for the Future”, que tem um programa voltado a fornecer a alunos passeios no espaço, em foguetes da companhia. Segundo a empresa, a missão do clube é “inspirar as gerações futuras a seguir carreiras nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática para o benefício da Terra”.

Durante o período em que estiverem em órbita, os “passageiros” poderão deixar os seus lugares e flutuar durante alguns instantes, para aproveitar a “gravidade zero”. Neste momento, eles estarão a mais de 100 mil quilômetros de altitude.

Brasileiro na tripulação

Nascido em Minas, o engenheiro foi escolhido após adquirir um NFT (token não fungível) pela Crypto Space Agency (CSA) e será apenas o segundo brasileiro a ir até a Estação Espacial Internacional (ISS) — o primeiro foi o ex-ministro Marcos Pontes, em 2006.

Responsável por pagar a passagem do brasileiro, a CSA é uma empresa que afirma ter a missão de unir a tecnologia da indústria espacial com o mercado de criptomoedas. Em 25 de abril, ela realizou uma promoção, colocando 5.555 NFTs à disposição do público e informando que um dos sorteados teria a chance de viajar ao espaço, segundo o “G1”.

No dia 30, a empresa realizou o sorteio, selecionando o brasileiro, que relatou ter comprado o item para “diversificar seus investimentos”.

— Eu comprei pensando no potencial de valorização. Nunca imaginei que o meu seria sorteado. A CSA está realizando meu sonho de infância por meio de um NFT — disse Hespanha.

Contemplados

A CSA disse ainda que vai enviar outro dono de NFT ao espaço ainda em 2022. Além do brasileiro, haverá na tripulação a youtuber mexicana Katya Echazarreta (que será a primeira mexicana a ir ao espaço), que também apresenta séries de televisão para inspirar mulheres e outras minorias interessadas em ciências.

Já o engenheiro e investidor Evan Dick fará o trajeto pela segunda vez — após participar da missão NS-19, que também levou ao espaço Laura Shepard, filha do astronauta Alan Shepard, que é homenageado no nome do foguete.

A próxima viagem da Blue Origin também terá como passageiros Hamish Harding, presidente da empresa de jatos executivos Action Aviation; Jaison Robinson, fundador da empresa imobiliária JJM Investments; e Victor Vescovo, cofundador da empresa de investimentos Insight Equity.

Fonte: O Globo

Passarela suspensa mais longa do mundo é inaugurada na República Tcheca

A Sky Bridge 721, suspensa por cabos, fica 95 metros acima do fundo do vale e se estende entre 1.110 e 1.116 metros acima do nível do mar.

Andar de uma montanha para outra, suspenso no alto do solo com apenas um vasto vale se abrindo abaixo, não é para os fracos.

Mas os caçadores de emoções – e os amantes da infraestrutura – estarão reunidos no resort Dolní Morava, no nordeste da República Tcheca, para escalar a passarela suspensa mais longa do mundo.

Em construção nos últimos dois anos, a extensão de 721 metros de comprimento (2.365 pés), apropriadamente chamada Sky Bridge 721, foi oficialmente inaugurada nesta sexta-feira, 13 de maio. A passarela promete vistas espetaculares das montanhas Jeseníky e nuvens e uma experiência geral eletrizante, embora um pouco aterrorizante.

Novo recorde mundial

A blogueira austríaca Victoria Fellner visitou a Sky Bridge 721 no início desta semana como parte de um evento de pré-inauguração, compartilhando fotos em sua conta do Instagram.

Fellner disse à CNN Travel que dar o primeiro passo na ponte lhe d “embrulhou o estômago”.

Mas esse medo inicial diminuiu enquanto ela admirava a paisagem ao redor.

“Tive medo de que a ponte tremesse muito, mas não foi tão ruim assim”, disse Fellner. “A vista é realmente impressionante e dá até para ver a floresta lá embaixo pela treliça! Felizmente não tenho medo de altura.”

A Sky Bridge 721, suspensa por cabos, fica 95 metros acima do fundo do vale e se estende entre 1.110 e 1.116 metros acima do nível do mar. A ponte pode ser acessada por teleférico e atravessar é um caminho só de ida.

Ao sair da passarela do outro lado, os visitantes podem seguir por um caminho de floresta pavimentado com placas que detalham a história tcheca. Há também um jogo de telefone de realidade virtual correspondente.

A Sky Bridge de 1,2 metros de largura é aberta para crianças de todas as idades e alturas, mas não é adequada para pessoas com carrinhos de bebê ou cadeiras de rodas.

Atualmente, os viajantes devem reservar os bilhetes Sky Bridge 721 com antecedência, com preços para adultos a partir de 350 coroas tchecas (cerca de R$ 75).

Dolní Morava, situado na fronteira tcheca com a Polônia, é um destino de férias que também abriga pistas de esqui, uma montanha-russa alpina, supostamente a segunda mais longa da Europa, um restaurante no topo da montanha e uma atração chamada Sky Walk – uma estrutura curva com passarela de madeira e escorregador localizado a 1.116 metros acima do nível do mar.

A Sky Bridge da República Tcheca é 154 metros mais longa do que a atual passarela suspensa do Guinness World Record, a passarela Baglung Parbat na província de Gandaki, Nepal.

A Sky Bridge 721 fica a cerca de 2,5 horas de carro da capital tcheca, Praga.

Fonte: CNN BRASIL

‘Minha mãe salvou minha vida ao me resgatar da cracolândia’

Bianca Pagliarin Coura Belucci viu sua carreira de modelo, saúde e amor próprio se esvaírem com o uso de drogas na adolescência. Diante da morte e sem esperanças, encontrou no amor da mãe, dona Arlete, a força para lutar contra o vício. Hoje aos 41 anos, comunicóloga e mãe, ela conta sua história neste Dia das Mães (08/05/22).

“Desde muito pequena, eu vivi um conflito interno e uma vontade de fugir de mim mesma. Eu tinha problemas com a comida e autoestima muito baixa. Me lembro de ver uma foto minha com quase oito anos usando roupas da minha mãe, bem acima do meu tamanho. Eu me vestia como uma adulta, não cabia em roupas de criança por ser gordinha. Essa é minha primeira lembrança de autorrejeição.

Naquela época, anos 80, não se falava em bullying. Eu era uma menina com um enorme vazio interior. A compulsão pela comida virou uma droga para mim, nem sabia direito o que era sentir fome, porque o que eu tinha mesmo era fissura por comida. Uma relação de amor e ódio pelos alimentos e eu não conseguia parar de comer. Eu estava sempre insatisfeita e buscando uma dose mais forte de ‘anestésicos’ para ‘curar’ a minha alma’. Nunca falei disso para ninguém, nem mesmo para minha mãe, que sempre foi muito amiga. Eu parecia só ser uma criança acima do peso e nada mais.

Passei por muitos momentos tristes, de chacotas e piadinhas por ser uma menina fora dos padrões. Era mais alta do que a maioria, muito quieta e calada, sem falar que uma outra menina e eu éramos as únicas evangélicas da nossa sala de aula e eu ainda era a única filha de pastor da turma.

No final dos anos 80 passava a novela Top Model, que mostrava a vida das mocinhas que queriam ser modelos. Eu achava era o máximo. Uma cena me marcou: quando a personagem da atriz Suzy Rêgo foi criticada pelos bookers porque estava ‘acima do peso’ e precisaria emagrecer. Ela pegou tudo quanto era guloseima do armário da cozinha e jogou no lixo. Eu até cheguei a fazer o mesmo, algumas vezes, mas na minha cabeça eu nunca seria como elas.

Por volta dos 12 anos comecei a trabalhar com meu pai na sua agência de propaganda, na Avenida Paulista, em São Paulo. No primeiro mês eu me sentia tão cansada que chegava em casa e só queria dormir, sem jantar. Minhas calças ficaram muito largas e precisei comprar roupas novas – mas não porque engordei, pela primeira vez foi porque tinha emagrecido. Da calça jeans tamanho 44 apertada, pulei para o 40 largo.

Com o incentivo da minha mãe, que havia se matriculado em uma academia no nosso bairro, comecei também a fazer ginástica. Passei a ter vontade de me cuidar. Nessa mesma academia um caça talentos me viu e convidou para o casting de uma grande agência de modelos. Achei que ele estava brincando. ‘Eu nem tenho corpo de modelo’, falei. ‘E daí? Emagrece mais, ué’, ele me respondeu.

Desde o início, minha mãe sempre me apoiou e achou muito legal ter uma filha modelo. Ela foi comigo a quatro agências e em todas o diagnóstico foi o mesmo: eu precisava emagrecer 20 quilos. Muito determinada e com a perspectiva de ser aceita, emagreci 30 quilos. Estava como as modelos: altas e esquálidas.
A partir de então, passei a atuar em desfiles e comerciais de TV, sempre com minha mãe do lado. Dona Arlete é o ser humano mais generoso, amável, íntegro que já conheci na vida. Nossa conexão vai muito além e sempre foi muito forte. Mas em determinado momento achei que precisava me enturmar mais para conseguir mais trabalhos. Pedi para ela não me acompanhar mais, eu precisava ter amigos, como qualquer outra adolescente.

Nessa fase, para me enturmar, procurei agir como as outras modelos agiam. E o que muitas faziam? Fumavam muito. Diziam que ajudava a controlar o apetite. Comecei a fumar também. Aos 15, fui me afastando dos meus pais e ficando cada vez mais desconectada da minha família. Logo vieram baladas regadas a muita bebida. Agora eu tinha uma turma, que me chamava para sair e que parecia curtir minha companhia. Assim como eles, passei a fumar maconha. Alguns amigos usavam cocaína, mas preferi não experimentar.

Certa vez, me envolvi com um modelo muito problemático e tive minha primeira grande decepção sentimental. Para aliviar e esquecer aquela ‘dor de cotovelo’, me joguei ainda mais nas drogas químicas. Com isso, a depressão vinha sem dó e eu ficava bem mal.
Meu corpo começou a mostrar sinais do que eu andava fazendo comigo mesma e, em poucos meses vivendo dessa forma, desenvolvi uma espécie de alergia na testa que provocava bolhas na pele que coçavam e ardiam muito.

Numa madrugada, comecei a cutucar e cavar a minha pele com uma faca. Fiquei toda marcada e ferida. Pedi ajuda da minha mãe, que me abraçou, chorou comigo e me acalmou. Nessa altura, ela já percebia que eu me tornara outra pessoa. Não era mais sua menininha de antes. Ela se propôs a me ajudar a vencer tudo aquilo.

Com essa marca no meio da testa, abandonei a vida de modelo. Me sentia um fracasso total, não queria ver mais ninguém. Comecei a comer loucamente, misturando tudo que encontrasse pela frente. Já não me reconhecia no espelho. Fiquei um ano e meio só no meu quarto trancada. Meus pais tentavam me ajudar, em vão.

Diversas vezes, mamãe me dizia, chorando, que se pudesse estaria passando tudo aquilo no meu lugar sem nem pensar duas vezes. Só as mães são capazes de fazer isso. Foram inúmeras as ocasiões em que minha mãe conversou comigo, buscando me motivar, me levantar, me incentivar. Tentou me levar a psicólogos e psiquiatras e nada dava jeito. Perdi as contas de quantos abraços apertados de conforto ela me deu e quantas lágrimas derramou ao meu lado. Chegou uma fase, que eu só saía de casa para comprar cigarros. Em questão de poucos meses, pulei dos 50 quilos para quase 100.

Em 1999, já com 19 anos, fui para um cursinho pré-vestibular. Mas logo no primeiro dia um ‘engraçadinho’ se referiu a mim como assombração. Fiquei com medo e vergonha. Me juntei à galera que trocava as aulas pelo bar ao lado do cursinho. Foi quando experimentei cocaína pela primeira vez. Ninguém me ofereceu, fui eu quem quis.

O submundo dos usuários da cocaína se encontra em muitos pontos com o dos usuários do crack. Quis experimentar também. Logo na primeira tragada, acho que já me viciei. E aí, começaram três anos de um sofrimento pavoroso, que me acompanhou dos 19 aos meus 21 anos de idade.

Comecei a dormir fora de casa por dias seguidos, dizendo que ia estudar. Mas eu ficava era vagando pelas ruas como um zumbi em busca de mais uma pedra. Queria viver de acordo com minhas próprias regras. Passei a praticar furtos dentro e fora da minha casa para sustentar meu vício. Eu já não me importava com mais nada. Nem tinha medo de ser pega, de ser presa ou de morrer. Eu só pensava que iria fazer o que fosse preciso fazer porque não conseguia mais parar de usar o crack.

Quando a pedra acabava, vinha o desespero e o sentimento de morte, que é insuportável. E vinha também a culpa. Eu não via mais saída. Fui parar até a cracolândia, onde passei dias naquelas pensões imundas de viciados, me drogando por dias e dias intermináveis.

Eu já estava usando, há mais de seis meses, mais de 10 pedras de crack por dia, mas é como se no tempo em que estava usando sem minha mãe, mantinha a coisa no meu mundinho fechado.

Eu desabei e foi aí que a coisa se tornou real para mim. O mais ridículo é que eu ainda quis negar. Depois assumi, mas prometi que eu ia mudar de vida. Eu gostaria de dizer que isso me fez mudar totalmente, mas não foi o que aconteceu. Eu me afundei ainda mais após decepcionar a minha mãe.

Fugi de casa e fiquei longos períodos andando com traficantes, bandidos, prostitutas. Vi gente apanhando de traficante, tendo overdose perto de mim. Era horrível. Eu não tinha mais esperanças. Quando sentia uma sensação de morte, pensava na minha mãe e no quanto eu queria um abraço dela.

Um dia, em um hotel boca de lixo, três homens vestidos de branco vieram me buscar. Tentei resistir, eu já sabia o que estava acontecendo. Acordei numa clínica de reabilitação para dependentes químicos onde fiquei por seis meses me recuperando. Minha mãe me resgatou do inferno. Só que eu ainda não tinha entendido algo muito sério e que é o único jeito de qualquer pessoa que sofreu com o vício um dia se recuperar: é preciso internalizar a verdade que não dá para usar e ponto final. Ao total, fui internada quatro vezes. Na última, a realidade bateu forte: se eu usasse de novo, sabia que iria morrer.

Um dia, em um método da clínica chamado confronto, um monitor leu uma conversa com a minha mãe. Me mostrou que ela não aceitaria mais que eu a destruísse, enquanto eu me matava lentamente. Foi o segundo pior dia da minha vida. Tive um forte impacto emocional e decidi que era hora de dar um basta. Impacto esse que se deu pelo amor imensurável que sinto pela minha amada mãe.

Minha mãe foi a pessoa que não desistiu de me encontrar, mesmo precisando ir aos lugares mais horríveis e imundos atrás de mim. Ela me salvou quando decidiu tomar as rédeas da situação. Ela salvou minha vida inúmeras vezes. Ela me salvou quando e porque decidiu se salvar também.

Durante esse tempo todo que estive imersa no mundo das drogas, dona Arlete definhou, ficou abatida, fraca. Seu olhar, que antes era cheio de vida, tornou-se cansado, exausto, vazio. Era muito sofrimento. Foi ela quem procurou ajuda para mim e neste processo, encontrou ajuda para ela se curar também, passou a procurar grupos de apoio a familiares de dependentes químicos.  Assim como o drogado adoece, a família também. Minha mãe adoeceu e eu precisei ver o quanto de destruição eu estava causando. E ela não merecia isso.

Tenho muita gratidão pelo ‘Narcóticos Anônimos’, pois sem frequentar as reuniões dificilmente teria esse processo, repleto de altos e baixos, quanto me libertei desse vício, aos 21 anos. Desde então, estou limpa. Nunca mais usei crack ou outra droga, não bebo álcool e não fumo. Desde o meu renascimento, são mais de sete mil dias livre do crack e de qualquer outra dependência química.

Aos poucos, fui descobrindo algo que amo fazer que é me comunicar e ajudar outras pessoas que também se encontram perdidas, sem rumo. Me dediquei totalmente e iniciei vários cursos de auto ajuda e transformação. Me formei na faculdade de comunicação social.

Em 2010 conheci o João, amor da minha vida, e nos casamos em 2015. Dei à luz nosso filho, João Mateus, em dezembro de 2016. Desde o seu nascimento, percebi que precisava resolver a minha inabilidade de lidar com minhas emoções. Precisava reaprender a me amar.

Em 2018, fiz meu primeiro curso de coaching na Febracis e fiz cursos nacionais e internacionais, onde descobri coisas lindas em mim, como o quanto eu me importo com as pessoas, como sou inteligente, bem humorada, corajosa, amorosa e amada. Aceitei de vez a minha história, passei a ter orgulho de contá-la. Aprendi a compartilhar a minha dor e a me amar de um jeito tão extraordinário e tão consciente que já pude ajudar muitas pessoas a se descobrirem tão fortes quanto para também vencerem os seus piores pesadelos.

Eu sei que todos desistiram de mim, por mais que quisessem acreditar, eu não parecia ter saída. Mas hoje, dedico a minha vida e a minha vitória a dona Arlete. Perdi quase tudo que tinha, menos o amor e a esperança da minha mãe”.

Fonte: Revista Marie Claire

 

Caixa libera até R$ 1.000 do FGTS a trabalhadores nascidos em abril

No sábado (14), será a vez dos trabalhadores que fazem aniversário em maio; calendário vai até 15 de junho.

A Caixa Econômica Federal libera nesta quarta-feira (11) o saque extraordinário de até R$ 1.000 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para profissionais nascidos em abril. No sábado (14), será a vez dos trabalhadores que fazem aniversário em maio. O calendário segue até 15 de junho (veja datas abaixo), mas o valor ficará disponível até 15 de dezembro deste ano.

O dinheiro é depositado de forma automática, em nome do trabalhador, na conta poupança social digital, que é movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Todos os trabalhadores que têm conta do FGTS com saldo disponível terão direito ao saque extraordinário, com exceção daqueles que anteciparam o saque-aniversário.

Os recursos podem ser movimentados por meio do aplicativo Caixa Tem. Na plataforma, além de transferir a grana para uma conta-corrente, é possível pagar contas essenciais, boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível efetuar saque nos terminais de autoatendimento da Caixa e nas casas lotéricas.

Confira o calendário

Nascidos em janeiro – 20 de abril
Nascidos em fevereiro – 30 de abril
Nascidos em março – 4 de maio
Nascidos em abril – 11 de maio
Nascidos em maio – 14 de maio
Nascidos em junho – 18 de maio
Nascidos em julho – 21 de maio
Nascidos em agosto – 25 de maio
Nascidos em setembro – 28 de maio
Nascidos em outubro – 1º de junho
Nascidos em novembro – 8 de junho
Nascidos em dezembro – 15 de junho

Se o valor não for creditado?

Caso o crédito do saque não seja feito de forma automática, o trabalhador deverá entrar no aplicativo FGTS, acessar o menu Saque Extraordinário, confirmar/complementar os dados cadastrais e clicar em Solicitar Saque para a liberação do valor.

Segundo a Caixa, os trabalhadores que não utilizaram o saque emergencial em 2020 podem precisar atualizar o cadastro e solicitar o saque no aplicativo FGTS, de forma digital, sem precisar ir a uma agência. Nesse caso, o crédito será realizado no Caixa Tem no próximo lote.

Quem tem direito?

Neste ano, cada trabalhador poderá retirar até R$ 1.000, independentemente do número de contas que tenha no fundo. Se o resgate não for realizado, os recursos voltarão para a conta vinculada do FGTS.

Caso o trabalhador tenha mais de uma conta no FGTS, o saque será feito na seguinte ordem: primeiro, as contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que tiver o menor saldo; em seguida, as demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo.

Quem antecipou o saque-aniversário do FGTS e ficou com o valor bloqueado na conta não poderá retirá-lo nesta etapa. Isso ocorre porque a nova rodada de saques só poderá ser feita para contas com recursos liberados.

Quem não quer receber

O trabalhador também pode optar por não receber o saque extraordinário do FGTS, para que sua conta não seja debitada. Nesse caso, ele deverá acessar o aplicativo FGTS ou se dirigir a uma das agências do banco para informar que não quer receber o crédito.

Após a realização do crédito na conta poupança social digital, o trabalhador pode, ainda assim, optar pelo desfazimento do crédito automático, também pelo app FGTS, até 10 de novembro de 2022.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 15 de dezembro de 2022, os recursos serão retornados à conta do FGTS, devidamente corrigidos e sem nenhum prejuízo ao trabalhador.

Fonte: R7