Biocurativo impresso em 3D é o futuro para tratar queimaduras

O mundo ganhou muito com as impressoras 3D. A partir delas é possível obter soluções únicas e, dessa vez, um biocurativo feito de pele artificial está sendo desenvolvido para ajudar nos tratamentos de pessoas com queimaduras. Isso é incrível!

A iniciativa é da startup 3DBS. Ana Luiza Millás, fundadora e diretora de pesquisa da marca, explica que o uso de células dos pacientes em um biocurativo 3D pode acelerar o processo de recuperação e reduzir o índice de rejeição de outros fármacos, como pomadas.

“A gente pega células humanas da pele, que são fibroblastos, melanócitos e queratinócitos, carrega no cabeçote da bioimpressora e o equipamento vai reconstruir esta pele camada por camada”, explica Ana.

Custo reduzido para distribuição

Apesar de ser um experimento ainda em fase de testes aqui no Brasil, Ana Luiza reforça que eles já são fabricados na Europa e nos Estados Unidos. Entretanto, o alto valor na conversão do dólar para o real, além das barreiras alfandegárias, dificultam a importação desses produtos.

Com a produção do biocurativo em nossos laboratórios, a distribuição dele ocorrerá com um custo bem menor e com uma maior praticidade.

“Existe uma demanda muito grande pelo desenvolvimento de métodos alternativos nacionais. Porque até então nós só tínhamos pele para usar de laboratórios de fora do país. Esses modelos eram muito difíceis de chegar aqui, raríssimos e custosos. Outra coisa, eles usam células que não são nossas, que não são da diversidade brasileira”, explica.

Testes

A pesquisadora destaca que a 3DBS está trabalhando bastante no desenvolvimento da pele artificial e que futuramente ela poderá ser utilizada por hospitais especializados em pacientes com queimaduras.

No entanto, para chegar ao uso médico, a nova tecnologia precisaria passar por uma série de fases, como testes dos curativos feitos em impressora 3D em animais e também a elaboração de uma logística.

“Hoje é possível com a bioimpressão, e com a tecnologia das engenharias de tecido, produzir pequenos pedaços de pele, osso, cartilagem, modelos in vitro e miniórgãos”, concluiu.

Fonte: sonoticiaboa

Vitamina D e óleo de peixe podem ajudar a prevenir doenças autoimunes, diz estudo

Taxa de prevenção de doenças autoimunes aumenta 39% em pessoas que tomam vitamina D por pelo menos dois anos, segundo estudo publicado na revista científica BMJ

Ingerir suplementos de vitamina D e óleo de peixe pode ajudar a proteger adultos de desenvolverem distúrbios autoimunes como artrite reumatoide, psoríase, doenças da tireoide e polimialgia reumática, uma doença inflamatória que causa dor muscular e rigidez nos ombros e quadris, de acordo com um novo estudo.

Pessoas com 50 anos de idade ou mais, tomando 2.12 mg de vitamina D3 por mais de cinco anos, tiveram uma taxa relativa 22% menor de diagnósticos autoimunes confirmados, disse a autora do estudo, Karen Costenbader, professora de medicina na divisão de Reumatologia, Inflamação e Imunidade da Escola de Medicina Harvard e diretora do programa de lúpus do Hospital Brigham e das Mulheres em Boston.

Essa dosagem é duas a três vezes a dose diária recomendada de vitamina D para adultos, que é de 0.64 mg para pessoas com até 69 anos e 0.85 mg para pessoas com 70 anos ou mais, de acordo com os Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos.

Uma vez que as pessoas estivessem tomando vitamina D por pelo menos dois anos, a taxa de prevenção de doenças autoimunes subiu para 39%, de acordo com o estudo publicado na quarta-feira (26) na revista BMJ.

O estudo também encontrou uma possível ligação entre tomar 1.000 mg do ácido graxo ômega-3 (óleo de peixe) e uma redução nos distúrbios autoimunes, mas a associação não foi estatisticamente significativa até que possíveis casos de doenças autoimunes — não somente casos confirmados — fossem levados em conta na análise.

No entanto, o estudo descobriu que tomar ambos os suplementos de vitamina D e ômega-3, versus somente o efeito placebo, diminuiu a doença autoimune em cerca de 30%.

Toxicidade da vitamina D

As pessoas não devem simplesmente correr e começar a tomar pílulas de vitamina D para aumentar suas chances de evitar doenças autoimunes, alertou Costenbader, já que existem consequências significativas ao tomar muito do suplemento.

Diferentemente de vitaminas solúveis na água, as quais o corpo consegue eliminar facilmente, a vitamina D é armazenada nas células de gordura do corpo e pode se acumular em níveis tóxicos, levando a dores nos ossos e danos nos rins.

Pelo fato de o corpo produzir vitamina D quando a pele é exposta a luz do sol, assim como ao ingerir leite e outros alimentos como cereais que geralmente são fortificados com vitamina D, muitos especialistas dizem que pessoas saudáveis e mais jovem provavelmente não precisam de suplementos de vitamina D, especialmente em quantidades acima do nível recomendado de 0.64 mg por dia.

Os níveis caem em idades mais avançadas, mas “eu diria que todos deveriam conversar com seu médico antes de tomar 2.12 mg de vitamina D junto de qualquer outra coisa que você já esteja tomando”, disse Costenbader. “E existem certos problemas de saúde como pedras nos rins e hiperparatireoidismo (aumento nos níveis de cálcio), onde você não deveria tomar vitamina D extra.”

O corpo ataca a si mesmo

O estudo de Costenbader analisou 25.871 homens e mulheres com 50 anos ou mais que participavam do VITAL, um estudo de pesquisa randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, projetado para ver se tomar suplementos dietéticos diários de vitamina D3 (2.12 mg) ou ácidos graxos ômega-3 (1.000 mg de óleo de peixe Omacor) reduziria o risco de desenvolver câncerdoenças cardíacas e derrame em pessoas sem histórico prévio dessas doenças.

estudo não mostrou benefícios da suplementação extra na prevenção de doenças cardiovasculares ou câncer.

Como pesquisas anteriores mostraram que a vitamina D e os ácidos graxos ômega-3 derivados de frutos do mar podem ter um efeito positivo na inflamação e na imunidade em distúrbios autoimunes, Costenbader decidiu usar o mesmo estudo para investigar se os suplementos podem prevenir essas doenças.

A doença autoimune ocorre quando o sistema de defesa natural do corpo de repente vê as células normais como invasoras e começa a destruir essas células por engano. Na artrite reumatoide, por exemplo, o sistema imunológico ataca o revestimento das articulações, causando inflamação, inchaço e dor. Com a psoríase, as células T hiperativas — que estão entre as melhores defensoras do corpo — causam a inflamação que cria machucados escamosos na pele.

No diabetes tipo 1, os defensores do corpo destroem as células produtoras de insulina do pâncreas. Existem até algumas evidências para mostrarem que a inflamação em todo o corpo pode ser parte da progressão do diabetes tipo 2.

Distúrbios autoimunes podem se desenvolver em qualquer fase da vida, mas aparecem mais entre os adultos mais velhos, principalmente em mulheres, disse Costenbader.

Mais pesquisas são necessárias

Até o momento, nenhum grande estudo clínico randomizado (considerado o padrão-ouro da pesquisa) havia investigado se o óleo de peixe e a vitamina D poderiam realmente prevenir o desenvolvimento de doenças autoimunes.

“Esta é a primeira evidência direta em adultos mais velhos de que tomar vitamina D ou ácidos graxos ômega-3 — ou uma combinação — por cinco anos, reduz a incidência de doenças autoimunes, com efeito sendo notado após dois anos de suplementação”, disse Costenbader.

Em cinco anos de pesquisa, o estudo não conseguiu separar quais das 80 ou mais doenças autoimunes podem se beneficiar mais de suplementos de vitamina D e óleo de peixe, disse Costenbader, mas a pesquisa está seguindo. O estudo está agora em seu sétimo ano, disse ela, e mais dados devem ser divulgados no futuro.

Fonte: CNN BRASIL

Cratera em SP é preenchida com material rochoso e argamassa

Rompimento de dutos de esgoto inundou o túnel da linha 6-Laranja do Metrô, desestabilizou o solo e interditou a marginal Tietê.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou que decidiu, em conjunto com a prefeitura e a concessionária responsável pelas obras na linha 6-Laranja do Metrô, a Acciona, preencher com material rochoso e argamassa a cratera aberta nesta terça-feira (1º) nas obras na marginal Tietê, realizadas pela concessionária.

“Após reunião dos técnicos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, da Sabesp, da Acciona e da Prefeitura de São Paulo, ficou decidido pelo preenchimento do poço de ventilação, circulação e emergência (VSE Aquinos) com material rochoso e com argamassa na cratera que se abriu na marginal”, disse a Sabesp em informe.

De acordo com a companhia, a intenção é estabilizar a cratera e os deslizamentos, visando posterior recuperação da tubulação, da erosão e marginal. Bombas irão fazer o esgotamento do coletor de esgoto.

Pela manhã, o rompimento de dutos de esgoto inundou o túnel do metrô em construção e desestabilizou o solo, causando o desmoronamento que atingiu a pista de rolamento local da marginal Tietê, no sentido da rodovia Ayrton Senna.

As causas do rompimento dos dutos ainda estão sendo investigadas. A marginal está com apenas uma das suas três pistas abertas para o tráfego.

Fonte: R7

Congresso retoma trabalhos nesta quarta em meio a polêmica sobre alta do preço dos combustíveis

Solução para a disparada do valor dos combustíveis deve ser uma das principais discussões de deputados e senadores; calendário eleitoral pressiona avanço de reformas econômicas.

Após 40 dias de recesso, o Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta quarta-feira (2) — com uma sessão solene de abertura do ano legislativo — pressionado por uma agenda encurtada pelas eleições e em meio a embate entre poderes sobre a alta do preço dos combustíveis, que tem contribuído para o aumento da inflação.

De um lado, os governos estaduais, que decidiram manter congelado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis, responsabilizam a Petrobras e o governo federal pela disparada dos preços aos consumidores. O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, segue a estratégia de culpar os governadores.

A busca por uma solução deve ser alvo de discussões entre os congressistas. No início do ano, o governo anunciou que avaliava enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para tentar conter a alta dos combustíveis e do gás de cozinha. No entanto, nem mesmo internamente houve consenso sobre o alcance dessa PEC.

Na última segunda-feira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro Paulo Guedes (Economia), se reuniram em busca de uma solução.

De acordo com Lira, foi descartada a redução de impostos sobre o álcool e a gasolina e ainda estava incerta a solução para o gás de cozinha. Uma das possibilidades seria que o texto autorize a redução – a zero, se necessário – de tributos federais somente sobre o diesel.

Ainda durante o recesso, uma publicação de Lira antecipou os debates. O deputado afirmou que a Casa fez a sua parte ao aprovar projeto que muda o cálculo da tributação e determina que o ICMS cobrado em cada estado será calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores. “Cobranças, dirijam-se ao Senado”, escreveu Lira em uma rede social. No Senado, onde o peso dos governos estaduais é maior que na Câmara, a proposta ainda não avançou mas tem sido tema de reuniões entre Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente da Casa, e Arthur Lira.

Senadores avaliam que utilizar como referência o preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores é exagerado e sugerem uma janela de seis meses. Além disso, autorização para redução dos impostos federais sobre o diesel poderia ser incluída nessa proposta, que teria de voltar à Câmara se aprovada com mudanças pelo Senado.

Os senadores preferiram priorizar um projeto, de autoria de Rogério Carvalho (PT-SE) e relatado por Jean Paul Prates (PT-RN), que cria um programa “excepcional e eventual”, de estabilização do valor dos combustíveis.

O texto propõe a criação de uma “conta de compensação”, com seis diferentes fontes de recursos, as principais decorrentes do aumento de arrecadação com a elevação do preço internacional do petróleo e de eventual alta do dólar; do imposto de exportação do petróleo bruto; e de royalties destinados à União.

A conta seria utilizada, em caso de aumento de preço do petróleo, para segurar ou reduzir o valor dos combustíveis, amortecendo a elevação para o consumidor final.

“Eu conseguiria de R$ 2 a R$ 3 de redução nos preços dos combustíveis. Mas, no embate do governo, no Ministério da Economia, podem chegar à conclusão de que se pode chegar à metade disso. Nós estamos oferecendo uma caixa de ferramentas para que o governo possa tomar medidas para reduzir o custo dos combustíveis, não é uma imposição”, declarou Jean Paul Prates.

A equipe econômica do governo não apoia a proposta da bancada petista, aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e que aguarda análise do plenário.

criação de um fundo para estabilização de preços de combustíveis chegou a ser discutida pela equipe econômica de Bolsonaro. Parte da arrecadação com royalties de petróleo abasteceria o fundo, mas a ideia foi abandonada.

Senado: reforma tributária

No fim do ano passado, o presidente do SenadoRodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou entre as principais prioridades deste ano dar andamento à PEC da reforma tributária, que está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Relator da proposta, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) já apresentou parecer favorável ao texto, que, entre outros pontos, prevê a criação do chamado “IVA dual”, com objetivo de simplificar o sistema tributário.

Segundo a PEC, o governo federal deverá unificar dois tributos de sua competência (PIS e Cofins) na chamada Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS). E os estados e municípios teriam um imposto separado, resultado da unificação do ICMS (estadual) e ISS (municipal).

No IVA dual, a União teria competência para ter um IVA Federal de forma autônoma, com legislação e administração independentes, enquanto estados e municípios teriam gestão compartilhada para adotar o outro imposto sobre valor agregado.

Os senadores, no entanto, veem dificuldades para a aprovação do texto, especialmente em um ano eleitoral. Na mesma linha, como mostrou o g1, economistas também veem pouca chance de o governo conseguir aprovar reformas em 2022.

O próprio presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista concedida no mês passado, que as reformas não devem avançar neste ano, em razão do ano eleitoral.

Além disso, estão em tramitação outros projetos que tratam da reforma tributária e não há um alinhamento entre a Câmara e o Senado.

Ao g1, o líder do PL na Câmara, Wellington Roberto (PB), afirmou que a legenda – a mesma do presidente Jair Bolsonaro – quer dar prioridade ao texto enviado pelo Executivo em julho de 2020.

“Vamos retomar a questão da reforma tributária, que é muito importante principalmente para a área econômica. A reforma não avançou, está nessa situação entre a Câmara e o Senado, mas temos a proposta do CBS, que está pronto para ser votado. Eu vou falar para o presidente Arthur [Lira] ver a possibilidade de agora no primeiro mês de retomada dos trabalhos colocar para votar”, disse o líder do PL.

Na primeira semana de trabalho de 2022, o Senado prevê somente a análise da medida provisória que torna obrigatória a cobertura, pelos planos de saúde, de remédios de uso oral contra o câncer.

Também devem crescer, no Senado, as pressões para a instalação de uma nova comissão parlamentar de inquérito.

Integrantes da já extinta CPI da Covid tentam criar um novo colegiado após o atraso na vacinação infantil. Também há articulações para a retomada dos trabalhos da CPMI das Fake News.

Por se tratar de um ano eleitoral, há resistências à criação de uma nova CPI, que poderia ser utilizada como palanque para partidos políticos na disputa por mandatos nos executivos e legislativos federal e estaduais.

De acordo com interlocutores de Pacheco, o tema será alvo de discussões durante reunião de líderes destinada a definir as prioridades do ano.

Câmara: pauta de costumes

Neste quarto e último ano do mandato de Jair Bolsonaro, o governo tenta emplacar projetos que fizeram parte da promessa de campanha do presidente em 2018, mas que não avançaram.

Nessa lista, destacam-se propostas que compõem a chamada pauta de costumes, a maioria com tramitação ainda parada da Câmara.

Uma das propostas que está no radar dos líderes governistas é a que amplia o porte de armas para diferentes categorias de profissionais, como agentes de trânsito, polícia penal e advogados públicos, e estipula regras para registro, posse e comercialização de armas de fogo e munições.

O texto permite também que profissionais de segurança portem armas mesmo fora do horário de trabalho. Apresentado pelo governo em 2019, o projeto foi distribuído a três comissões da Câmara, mas não foi votado em nenhuma delas.

Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Sanderson (PSL-RS) afirmou que a base do governo na Câmara pretende levar o texto para votação nas comissões e no plenário ainda no primeiro semestre.

“Esse projeto está parado e estamos trabalhando para ir ao plenário neste semestre. Essa matéria é de interesse do governo e temos sido cobrados. Precisamos levar à votação”, afirmou o deputado.

A base aliada de Bolsonaro também tentará levar ao plenário neste ano de eleições o projeto que dispõe sobre ação contra terroristas. Apresentado pelo deputado Vitor Hugo (PSL-GO) em 2019, o projeto é uma reedição de uma proposta de 2016 do então deputado e atual presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a proposta, a lei pode ser aplicada contra atos que “sejam ofensivos para a vida humana ou efetivamente destrutivos em relação a alguma infraestrutura crítica, serviço público essencial ou recurso-chave”.

Para críticos, o dispositivo é amplo demais e poderia enquadrar, por exemplo, manifestações democráticas.

Outra pauta que a base do governo tenta avançar é a do “homeschooling”. A prática, proibida no Brasil, prevê que a educação básica seja oferecida em casa, com avaliação periódica pelo poder público e supervisão dos pais. A relatora é a deputada Luísa Canziani (PTB-PR).

Todas essas propostas, porém, não têm consenso na Casa.

Outro projeto que deve gerar debates na Câmara é o que propõe a legalização dos jogos de azar. Lira afirmou em dezembro passado que o texto seria apreciado neste ano pelo plenário, e deputados já aprovaram um regime de urgência ao texto. O tema, porém, encontra resistência principalmente dentro da bancada evangélica.

O projeto, em tramitação há mais de 30 anos, autoriza o funcionamento de bingos, cassinos e jogos do bicho.

Atualmente, a Lei de Contravenções Penais trata os jogos de azar como contravenções, com pena de prisão simples, de três meses a um ano e multa. No caso de jogo do bicho, a pena é prisão simples, de quatro meses a um ano e multa. A proposta retira da legislação atual essas duas modalidades de contravenção.

O texto também cria regras para a exploração ou prática de jogos e apostas. Entre as regras propostas, está a exigência de uma licença de operação para as entidades realizarem jogos e apostas e o registro dos agentes dos jogos, dos estabelecimentos, das máquinas e dos apostadores.

Fonte: G1

Cientistas brasileiros descobrem proteína ligada ao envelhecimento do cérebro

Pesquisa liderada por especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pode ajudar a esclarecer o déficit cognitivo.

Um grupo de cientistas brasileiros, em parceria com pesquisadores na Holanda e nos Estados Unidos, identificou a relação de uma proteína com o envelhecimento do cérebro. Trata-se de um composto já conhecido pela comunidade científica, chamado lamina B-1, presente em todo o corpo humano.

De maneira inédita, o estudo identificou que a presença dessas proteínas na região cerebral diminui à medida que os indivíduos ficam mais velhos. Esse resultado pode representar um avanço no entendimento do déficit cognitivo.

Apesar da descoberta, cérebros de pacientes com doenças como o Alzheimer e Parkinson não foram analisados na pesquisa. Estudiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pretendem, a longo prazo, avançar na compreensão das diferenças entre o cérebro de idosos saudáveis e de uma pessoa da mesma idade com alguma dessas doenças neurodegenerativas.

O trabalho avaliou os sistemas nervosos tanto de animais como de seres humanos para realizar as associações entre a lamina B-1 e o processo de envelhecimento. A professora do Instituto de Ciências Biomédicas, Flávia Gomes, e a bolsista de pós-doutorado do Ministério da Saúde (Decit), Isadora Matias, são as responsáveis pelo projeto.

“Nós caracterizamos exatamente o tipo celular afetado pela diminuição dessa proteína: os astrócitos. Eles são células essenciais no funcionamento do sistema nervoso, por conta da formação de memória e de sinapses. Identificar um fenômeno que faz com que essa célula pare de funcionar é uma informação importante, porque isso impacta em entender como acabamos caminhando para um déficit cognitivo”, explica Flávia.

A neurocientista também destaca os possíveis desdobramentos frente às análises. “O que acontece é que, ao longo do envelhecimento, existe uma perda de memória, uma perda cognitiva. O nosso próximo passo, que é exatamente o que a gente está fazendo agora, é tentar reverter esse quadro aumentando essa proteína. Assim, veríamos, por exemplo, se esse animal passa a resgatar a memória”, explica.

De acordo com Flávia, o estudo está dividido em três etapas, que consideram o isolamento em laboratório das células do sistema nervoso do cérebro dos animais, a avaliação de camundongos envelhecidos e a análise do tecido cerebral post-mortem.

Essa última análise diz respeito a tecidos cerebrais vindos de bancos de encéfalos. “Os familiares doam o cérebro de pessoas que morreram. São idosos saudáveis e pacientes que faleceram com doenças neurodegenerativas ou doenças do envelhecimento. O banco de cérebros do Brasil, na USP, é um dos maiores do mundo. Isso é algo importante, porque nós não trabalhamos com pessoas vivas”, justifica.

As conclusões do estudo foram publicadas em um artigo na revista científica Anging Cell, referência em assuntos ligados à biologia do envelhecimento.

O artigo contou com o financiamento do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS); da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ); da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes).

Fonte: CNN BRASIL

Uso de melatonina para dormir está aumentando, mas oferece riscos

Conhecido como hormônio do sono, o composto tem sido associado a dor de cabeça, tontura, náusea, cólicas estomacais e uma série de disfunções

Mais e mais adultos estão tomando melatonina — popularmente conhecido como hormônio do sono —sem receita para dormir, e alguns deles podem estar usando em níveis perigosamente altos, descobriu um novo estudo.

Embora o uso geral entre a população adulta dos Estados Unidos ainda seja “relativamente baixo”, a pesquisa “documenta um aumento significativo de no uso de melatonina nos últimos anos”, disse a especialista em sono Rebecca Robbins, instrutora na divisão de sono da Escola de Medicina de Harvard, que não esteve envolvida no estudo.

A pesquisa, publicada nesta terça-feira (01) na revista médica JAMA, descobriu que em 2018 os americanos estavam consumindo mais que o dobro da quantidade de melatonina que utilizavam uma década antes.

Especialistas temem que o impacto negativo no sono, causado pela pandemia, possa ter aumentado ainda mais a dependência generalizada de auxílios para dormir, disse Robbins.

“Tomar soníferos tem sido associado em estudos prospectivos com o desenvolvimento de demência e mortalidade precoce”, disse ela.

A melatonina tem sido associada a dor de cabeça, tontura, náusea, cólicas estomacais, sonolência, confusão ou desorientação, irritabilidade e ansiedade leve, depressão e tremores, bem como pressão arterial anormalmente baixa. Também pode interagir com medicamentos comuns e desencadear alergias.

Embora o uso de curto prazo para jet lag (distúrbio do sono), trabalhadores por turnos e pessoas com problemas para adormecer pareça seguro, a segurança a longo prazo é desconhecida, de acordo com o Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa (NCCIH) dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Dose maior, pouca regulação

Desde 2006, um pequeno, mas crescente subconjunto de adultos está tomando quantidades de melatonina que excedem em muito a dosagem de 5 miligramas por dia que normalmente é usada como tratamento de curto prazo, segundo o estudo.

No entanto, as pílulas à venda podem conter níveis de melatonina muito mais altos do que o anunciado no rótulo. Ao contrário de medicamentos e alimentos, a melatonina não é totalmente regulamentada pela agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, portanto, não há requisitos federais para que as empresas testem pílulas para ter certeza de que contêm a quantidade de melatonina anunciada.

“Pesquisas anteriores descobriram que o conteúdo de melatonina nesses suplementos não regulamentados e comercialmente disponíveis variou de -83% a +478% do conteúdo rotulado”, disse Robbins, coautora do livro “Durma para o Sucesso” (em tradução livre).

Também não há requisitos para que as empresas testem seus produtos quanto a aditivos ocultos prejudiciais em suplementos de melatonina vendidos em lojas e online. Estudos anteriores também descobriram que 26% dos suplementos de melatonina continham serotonina, “um hormônio que pode ter efeitos nocivos mesmo em níveis relativamente baixos”, de acordo com o NCCIH, departamento dos Institutos Nacionais de Saúde.

“Não podemos ter certeza da pureza da melatonina que está disponível no mercado”, disse Robbins.

Tomar muita serotonina combinando medicamentos como antidepressivos, remédios para enxaqueca e melatonina pode levar a uma reação medicamentosa grave. Sintomas leves incluem calafrios e diarréia, enquanto uma reação mais grave pode levar à rigidez muscular, febre, convulsões e até morte se não for tratada.

É um hormônio, não uma erva

Por ser comprado sem receita, os especialistas dizem que muitas pessoas veem a melatonina como um suplemento de ervas ou vitamina. Na realidade, a melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, localizada nas profundezas do cérebro, e liberada na corrente sanguínea para regular os ciclos de sono do corpo.

“Há uma visão de que, se for natural, não pode doer”, disse Robbins à CNN em uma entrevista anterior sobre o impacto da melatonina nas crianças. “A verdade é que realmente não sabemos as implicações da melatonina a longo prazo, para adultos ou crianças”.

Outra realidade: estudos descobriram que o uso de melatonina pode ser útil na indução do sono se usado corretamente – tomando pelo menos duas horas antes de dormir – mas o benefício real é pequeno.

“Quando os adultos tomaram melatonina, diminui a quantidade de tempo que levaram para adormecer em quatro a oito minutos”, disse à CNN Cora Collette Breuner, professora do departamento de pediatria do Hospital Infantil de Seattle da Universidade de Washington.

“Então, para alguém que leva horas para adormecer, provavelmente a melhor coisa a fazer é desligar as telas, fazer 20 a 40 minutos de exercício por dia ou não beber nenhum produto com cafeína”, disse Breuner.

“Estas são todas as ferramentas de higiene do sono que funcionam, mas as pessoas hesitam muito em fazê-las. Preferem apenas tomar uma pílula, certo?”

Treinando seu cérebro para dormir

Existem outras dicas de sono comprovadas que funcionam tão bem, se não melhor, do que soníferos, dizem os especialistas. O corpo começa a secretar melatonina no escuro. O que fazemos em nossa cultura moderna? Usamos luz artificial para nos manter acordados, muitas vezes muito além da hora normal de dormir do corpo.

Pesquisas descobriram que o corpo diminui ou interrompe a produção de melatonina se exposto à luz, incluindo a luz azul de nossos smartphones, laptops e similares.

“Qualquer fonte de luz de espectro de LED pode diminuir ainda mais os níveis de melatonina”, disse Vsevolod Polotsky, que dirige a pesquisa básica do sono na divisão de medicina pulmonar e de cuidados intensivos da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em uma entrevista anterior à CNN.

Portanto, fique sem esses dispositivos pelo menos uma hora antes de adormecer. Gosta de ler para dormir? Tudo bem, dizem os especialistas, basta ler um livro real com pouca luz ou usar um e-reader no modo noturno.

“A luz digital diminuirá o impulso circadiano”, disse Polotsky, enquanto uma “luz de leitura fraca não o fará”.

Outras dicas incluem manter a temperatura do seu quarto em temperaturas mais baixas de cerca de 15ºC a 20ºC. Dormimos melhor se estivermos com um pouco de frio, dizem os especialistas.

Estabeleça um ritual na hora de dormir tomando um banho quente ou chuveiro, lendo um livro ou ouvindo música suave.

Ou você pode tentar respiração profunda, ioga, meditação ou alongamentos leves. Vá para a cama e levante-se no mesmo horário todos os dias, mesmo nos fins de semana ou nos dias de folga, explicam. O corpo gosta de rotina.

Se o seu médico prescrever melatonina para ajudar com o jet lag ou outros problemas menores de sono, mantenha o uso “a curto prazo”, disse Robbins.

Se você planeja usar melatonina para um sonífero de curto prazo, tente comprar melatonina de grau farmacêutico, ela aconselhou. Para descobrir isso, procure um selo mostrando que o produto foi testado.

Fonte: CNN BRASIL

Abono salarial tem R$ 208,5 milhões que ainda não foram sacados

Os 320.423 trabalhadores que não retiraram o benefício podem solicitá-lo no próximo calendário, que começa em 8 de fevereiro.

abono salarial PIS/Pasep, exercício 2020/2021, não foi sacado por 320.423 trabalhadores, o que deixou R$ 208,5 milhões esquecidos na conta. Quem não retirou o benefício poderá solicitar o valor no próximo calendário, que começa a ser pago no dia 8 de fevereiro.

No último calendário, referente ao ano base de 2019, receberam o benefício 21,9 milhões de trabalhadores, o que equivale a 98,56% do previsto, no valor de R$ R$ 17,2 bilhões. O Ministério do Trabalho e Previdência afirma que é assegurado ao trabalhador o direito ao abono salarial pelo prazo de cinco anos.

Os valores não sacados serão disponibilizados para pagamento no calendário dos exercícios seguintes, até completar o prazo de cinco anos. O próximo pagamento será feito a 22 milhões de brasileiros a partir de 8 de fevereiro, com valor total de mais de R$ 20 bilhões.

O serviço de consulta para saber se o trabalhador tem direito ao pagamento já está disponível pelo link www.gov.br/pt-br/servicos/sacar-o-abono-salarial. Além disso, o canal 158 do Ministério do Trabalho e Previdência está à disposição para esclarecimentos, bem como o atendimento presencial das unidades regionais da pasta.

Quem tem direito

Para ter direito ao benefício, é preciso estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente (com carteira assinada) no mínimo 30 dias em 2020 e receber até dois salários mínimos (R$ 2.424). Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial, conforme a categoria da empresa.

Trabalhadores do setor privado, inscritos no PIS, receberão o abono salarial deste ano no período de 8 de fevereiro a 31 de março, pela Caixa. Para servidores públicos, militares e empregados de estatais, inscritos no Pasep, o pagamento vai de 15 de fevereiro a 24 de março, pelo Banco do Brasil.

Já aqueles que moram em municípios em situação de emergência por causa das chuvas vão receber o valor no dia 8, independentemente da data de nascimento.

Confira abaixo as datas de pagamento

PIS

Nascidos em janeiro – 8 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 10 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de fevereiro
Nascidos em abril  – 17 de fevereiro
Nascidos em maio – 22 de fevereiro
Nascidos em junho – 24 de fevereiro
Nascidos em julho – 15 de março
Nascidos em agosto – 17 de março
Nascidos em setembro – 22 de março
Nascidos em outubro – 24 de março
Nascidos em novembro – 29 de março
Nascidos em dezembro – 31 de março

Pasep

Finais de inscrição 0 e 1 – 15 de fevereiro
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de fevereiro
Final de inscrição 4 – 22 de fevereiro
Final de inscrição 5 – 24 de fevereiro
Final de inscrição 6 – 15 de março
Final de inscrição 7 – 17 de março
Final de inscrição 8 – 22 de março
Final de inscrição 9 – 24 de março

Valor

Espécie de 14º salário, o valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2020. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 101, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo total, de R$ 1.212.

A partir de fevereiro, o trabalhador do setor privado também poderá consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.

No caso dos trabalhadores vinculados ao Pasep, a consulta do saldo é na página Consulte Seu Pasep. Há também a opção de ligar para a Central de Atendimento do Banco do Brasil (4004-0001, capitais e regiões metropolitanas, ou 0800 729 0001, interior).

Fonte: R7

Receita paga restituição do IR a 240.744 contribuintes nesta segunda

O valor será depositado na conta indicada na declaração do Imposto de Renda, num total de R$ 448,5 milhões 

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (31) o pagamento do lote residual de restituição do Imposto de Renda 2021. O valor será depositado na conta indicada na declaração de 240.744 contribuintes. O lote, que contempla também restituições residuais de exercícios anteriores, é de R$ 281,9 milhões.

Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet (www.gov.br/receitafederal), selecionar Meu Imposto de Renda e, em seguida, Consultar a Restituição.

A página apresenta orientações e os canais de prestação do serviço, e permite consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Se identificar alguma pendência na declaração, o contribuinte poderá retificar a declaração, corrigindo as informações que porventura estejam equivocadas.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que possibilita consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

O pagamento da restituição é realizado diretamente na conta bancária informada na declaração de Imposto de Renda. Se, por algum motivo, o crédito não for realizado (por exemplo, a conta informada foi desativada), os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Nesse caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo portal BB no endereço www.bb.com.br/irpf, ou ligar para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de um ano, ele deverá requerê-lo pelo portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.

Do total que será liberado neste novo lote de restituições, R$ 96.664.742,30 são de contribuintes que têm prioridade legal, sendo 3.586 idosos acima de 80 anos, 28.358 entre 60 e 79 anos, 2.129 com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 9.233 cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Foram contemplados ainda 197.438 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 16 de janeiro deste ano.

Fonte: R7

País recebe mais 1,8 milhão de doses contra Covid-19 para crianças

Com o quarto lote do imunizante pediátrico da Pfizer para o público de 5 a 11 anos, número de unidades chega a 6,1 milhões

O quarto lote da vacina pediátrica da Pfizer contra a Covid-19 , com 1,8 milhão de doses, chegou ao Brasil nesta segunda-feira (31). Com essa remessa, o total de imunizantes da farmacêutica para crianças de 5 a 11 anos no país já soma 6,1 milhões para a campanha de vacinação.

A entrega da nova remessa tinha previsão inicial para 3 de fevereiro, mas foi antecipada. O voo com o novo lote de imunizantes aterrissou às 4h50, no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A distribuição das doses por estado e Distrito Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde, segue o critério populacional (de acordo com a faixa etária).

O primeiro carregamento desembarcou no dia 13, o segundo, no dia 16, e o terceiro, no dia 24. A expectativa é que sejam entregues mais 7,2 milhões de doses em fevereiro e 8,4 milhões em março, podendo chegar a 30 milhões no primeiro trimestre, segundo o Ministério da Saúde.

CoronaVac

Além da Pfizer, a CoronaVac também foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para crianças a partir de 6 anos. Com a orientação de que não seja aplicada em imunocomprometidos, a dose aprovada da vacina, produzida a partir de vírus inativado, é a mesma usada para adultos (600 SU em 0,5 ml), com um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda aplicação. A CoronaVac é produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

No caso da vacina da Pfizer para as crianças, o esquema vacinal prevê duas doses com intervalo de oito semanas. O imunizante tem dosagem e composição diferentes das que são utilizadas para os maiores de 12 anos. A vacina para crianças é aplicada em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas).

A imunização de crianças não é obrigatória no Brasil, diferentemente de todas as outras imunizações infantis previstas pelo PNI (Programa Nacional de Imunização). Para a vacinação desse público, será necessária a autorização dos pais. No caso da presença dos responsáveis no ato da vacinação, haverá dispensa do termo por escrito. A orientação da pasta é que os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização.

No total, o país já distribuiu 407,4 milhões de doses de vacinas. De acordo com o Ministério da Saúde, quase 92% da população acima de 12 anos está vacinada com a primeira dose, o que equivale a 163,5 milhões de pessoas, enquanto 85% tomaram a segunda dose ou a dose única, cerca de 150,9 milhões. Mais de 37,1 milhões já garantiram a dose de reforço, fundamental para completar a imunização contra a doença.

Fonte: R7

No piloto automático? Saiba reconhecer sinais e sintomas de exaustão emocional

Cabeça que ‘não desliga’ na hora de dormir, fadiga extrema, sensação de ‘peso’ no peito e quedas violentas de energia são sinais de alerta de que é hora de conversar com quem amamos e buscar ajuda profissional de psiquiatra ou psicólogo.

“Aquela sensação de rolo compressor no peito, quando você deu tudo de si para ‘chegar lá’, mas não consegue mais, e você sente um vazio? Sim, sei muito bem o que é… ”

Quando perguntei a Jane*, 31 anos, se ela já sofreu de exaustão emocional, sua resposta foi bastante clara. Em meio a um tumultuado relacionamento com seu parceiro de quatro anos, ela acordou um dia com a certeza de que não teria mais como continuar. “Decidimos de comum acordo nos separar. Mas, como eu carreguei o casal por todo esse tempo, me sentia exausta. Eu estava em um estado letárgico. Eu nem tinha mais forças para chorar”, explica ela.

Fonte: Revista Marieclaire