Sensor militar dos EUA confirma que meteoro interestelar atingiu a Terra

Pesquisadores da Universidade de Harvard (Estados Unidos) descobriram o primeiro meteoro conhecido vindo de outro sistema solar a atingir a Terra. A colisão aconteceu em 2014 na costa de Papua Nova Guiné. A origem interestelar do corpo celeste foi confirmada recentemente por meio de um documento do Comando Espacial dos Estados Unidos.

Apesar da confirmação recente, a hipótese foi divulgada pelos astrofísicos Amir Siraj e Abraham Loeb em um estudo de 2019. O meteoro chamado de ‘Oumuamua havia chamado a atenção da dupla em 2017 por seu formato alongado, que lembra um charuto. Eles o encontraram enquanto vasculhavam o banco de dados do Center for Near Earth Object Studies da NASA, e foram os primeiros a propor que a rocha espacial tinha viajado de fora do nosso Sistema Solar.

O meteoro atingiu a atmosfera a uma velocidade superior a 210.000 km/h, o que não seria possível para nenhum objeto que estivesse viajando dentro do nosso Sistema Solar. Essa interpretação foi inicialmente rejeitada pela revista científica Astrophysical Journal Letters quanto os autores tentaram submeter o artigo, porque os dados sobre a velocidade foram considerados insuficientes. O periódico é um dos mais relevantes na área.

Foram dados armazenados pelo governo dos EUA, posteriormente divulgados aos astrônomos, que confirmaram que a estimativa de velocidade era “suficientemente precisa para indicar uma trajetória interestelar”. Esses dados são provenientes de sensores de alta tecnologia usados pelas forças militares dos Estados Unidos para rastrear potenciais atividades nucleares.

Agora, os astrônomos pretendem publicar o estudo original e planejam procurar possíveis fragmentos do meteoro que possam ter caído no fundo do oceano Pacífico, onde o corpo celeste explodiu — tarefa que pode ser quase impossível.

Fonte: TecMundo

Entenda por que é cada vez mais comum esquecermos de “pequenas coisas”

Neurologistas avaliam como as redes sociais afetam a memória: “Logo passaremos a ter menos capacidade de atenção do que um peixe.”

O rosto de uma pessoa que é familiar, mas o nome dela não vem à mente, a chave do carro que foi parar sabe-se lá onde na hora de sair de casa. Tudo isto são exemplos de casos esporádicos e momentâneos de falta de memória, mas a verdade é que eles tendem a ser cada vez mais recorrentes e a aparecer cada vez mais cedo na vida das pessoas.

À CNN, os especialistas em neurologia e psiquiatria dizem que muitos fatores podem estar contribuindo para este cenário. O estresse e a tecnologia são os que mais se destacam, com especial atenção para o segundo fator, que surge cada vez mais cedo na vida das pessoas e acaba por ter um impacto direto na capacidade de concentração e memória. Também é necessário considerar nessa equação o avanço da idade.

“O próprio envelhecimento normal leva à perda de faculdades de forma gradual e progressiva, sendo que a atenção, a concentração, o rendimento de trabalho e algumas formas de memória são das primeiras dimensões a ser afetadas em idades tão precoces como a partir dos 30 a 35 anos”, começa disse Alexandre Amaral e Silva, neurologista no Hospital CUF Tejo e no Hospital CUF Santarém.

“Não é uma questão de preguiça ou de perder o senso”, diz Amir-Homayoun Javadi, professor de Psicologia e Neurociências Cognitivas na Universidade Kent, Reino Unido.

O especialista aponta que a pandemia também teve um papel importante no fator determinante para a memória. “Como passamos por uma fase pandêmica nos últimos dois anos, isso faz com que se torne mais difícil para os nossos cérebros criar e relembrar memórias”.

O mito da multitarefa

Em 2018, a Universidade de Stanford publicou uma entrevista com Anthony Wagner, professor de Psicologia e diretor do Stanford Memory Laboratory, em que o especialista alertava para as consequências da multitarefa  — a execução de várias tarefas ao mesmo tempo, como “assistir” a uma série enquanto vê as últimas atualizações em uma rede social, estudar enquanto se mantém uma conversa por escrito com outra pessoa, trabalhar em mais do que um projeto simultâneo.

Para muitas pessoas, a capacidade de fazer mais do que uma tarefa ao mesmo tempo é algo positivo, quase que um superpoder dos tempos modernos — e muitas vezes até presente como requisito em anúncios de emprego — mas a verdade é que o nosso cérebro não gosta tanto assim desta sobrecarga de trabalho.

Ele até pode realizar tarefas ao mesmo tempo, mas a atenção dada a cada uma delas é deficitária e a memória fica prejudicada.

Segundo Wagner, que, ao longo de uma década, estudou a memória em ambiente de múltiplas tarefas realizadas em paralelo, tendo publicado os resultados dessa investigação na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a multitarefa afeta diretamente a memória de trabalho e a atenção e compromete tarefas simples de memória, como lembrar onde deixou a chave de casa no dia anterior.

O neurologista Alexandre Amaral e Silva considera que, “na maior parte das situações, a multitarefa é prejudicial, não só para a memória como para o desempenho cognitivo em geral”.

E explica o porquê: “a divisão da atenção por diversas tarefas ao mesmo tempo pode comprometer a concentração, diminuir a velocidade de processamento da informação e comprometer a qualidade do desempenho, levando a uma menor eficácia na realização das tarefas”.

No fundo, ele diz, mudar de tarefa em tarefa, tentando na verdade realizá-las ao mesmo tempo, dificulta “a apreensão e retenção dos detalhes de cada uma e levando ao registo de informações fragmentadas e menos estruturadas”.

Em 2020, a revista Nature publicou um outro estudo sobre a multitarefa, revelando que o uso em simultâneo de várias ferramentas digitais — como fazer uma pesquisa online ao mesmo tempo que se “vê” televisão — pode prejudicar a atenção, sobretudo em adultos jovens (entre os 18 e os 26 anos), tornando pior a capacidade de recordar mais tarde situações ou experiências específicas.

O resultado, alerta  Alexandre Amaral e Silva, é “uma sobrecarga de informação que induz uma simplificação da abordagem das tarefas e impede uma reflexão adequada sobre os acontecimentos que seria fundamental para uma eficaz consolidação da memória”.

“Em crianças e jovens há evidências claras de problemas com a atenção, distúrbios do sono e da ansiedade com impacto em termos de rendimento acadêmico relacionados, em particular, com a multitarefa digital”, continua o neurologista.

Estresse: o combustível para o estado de alerta

O estresse é uma resposta fisiológica com papel importante para colocar o organismo num estado de preparação para um desafio físico e cognitivo. É o combustível para o estado de alerta e atenção, mas apenas quando em cargas moderadas, o que, nos estilos de vida atuais, tende a ser cada vez menos frequente.

“A ciência começa a reportar em animais que há um efeito do estresse no envelhecimento celular, mas ainda não se consegue identificar isso em humanos e perceber qual o impacto a longo prazo”, diz Sofia Sousa, neurologista no Hospital de Braga, que adianta que a Universidade do Minho tem realizado algumas pesquisas sobre o impacto do estresse no funcionamento cognitivo, seja de profissionais, como professores universitários e enfermeiros, ou estudantes.

De acordo com um estudo publicado em 2009 na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience, “o estresse é um forte modulador da função da memória, no entanto, a memória não é um processo unitário e o estresse parece exercer efeitos diferentes dependendo do tipo de memória, como a explícita e a de trabalho”.

A memória de trabalho é um componente cognitivo que permite o armazenamento temporário de informação com capacidade limitada, podendo chamar-se memória do presente, aquela que nos ajuda a lembrar algo aqui e agora e que vai construindo ‘gavetas’ com memórias futuras.

“A ciência começa a reportar em animais que há um efeito do stress no envelhecimento celular, mas ainda não se consegue passar para humanos e perceber qual o impacto a longo prazo”, diz Sofia Sousa, neurologista no Hospital de Braga, que adianta que a Universidade do Minho tem realizado algumas investigações sobre o impacto do estresse no funcionamento cognitivo, seja de profissionais, como professores universitários e enfermeiros, ou estudantes.

De acordo com um estudo publicado em 2009 na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience, “o estresse é um forte modulador da função da memória, no entanto, a memória não é um processo unitário e o estresse parece exercer efeitos diferentes dependendo do tipo de memória, como a explícita e a de trabalho”.

A memória de trabalho é um componente cognitivo que permite o armazenamento temporário de informação com capacidade limitada, podendo chamar-se memória do presente, aquela que nos ajuda a lembrar algo aqui e agora e que vai construindo ‘gavetas’ com memórias futuras.

No caso das redes sociais, que são um dos principais entretenimentos online, João Cardoso, psiquiatra na Clínica Leite, não hesita em dizer que “estão feitas para isso”, para prender as pessoas, fazer com que queiram passar mais e mais tempo nelas.

“O Instagram e o TikTok têm um algoritmo para dar sempre a novidade e isso mexe com o nosso sistema de seeking [procura]. Tudo isto tem a ver com a dopamina, quando procuramos uma coisa boa produzimos endorfinas, endocanabinoides, mas é a dopamina que nos leva a procurar coisas”, disse.

No caso dos adultos, diz a neurologista Sofia Sousa, os dispositivos móveis e as redes sociais acabam por “cultivar bastante em termos de informação”, contudo, podem ter “o efeito de nos tornar menos ativos socialmente e a estimulação social com outras pessoas é essencial para o funcionamento cognitivo adequado”.

Nas crianças, por sua vez, a situação “é completamente diferente”, uma vez que o uso constante de gadgets “traz danos, porque [as crianças] estão numa fase de desenvolvimento neuronal, ficam mais irritadas e isso interfere na aprendizagem”, alerta a médica.

“Temos alguns estudos que revelam que o tempo de concentração de uma criança diminuiu nos últimos 20 anos. Antes conseguiam ter, mais ou menos, 12 segundos de foco, e um peixe dourado tinha oito segundos, passados 20 anos, as crianças têm em média sete segundos e passamos a ter menos capacidade de atenção do que um peixe e isso é preocupante. Temos que repensar tudo o que é tela, são péssimas”, alerta.

O psiquiatra diz que “não fomos feitos absorver tanta informação” e que, “numa fase da vida na transição da adolescência, os neurônios mais usados ficam e os menos usado vão embora”.

E qual o impacto dos gadgets, do consumo desenfreado de informação online e das redes sociais na memória a longo prazo? “Ligue-me daqui 50 anos e falamos”, diz o psiquiatra, lamentando que ainda não é possível medir os impactos, mas nós estimamos que sejam maus.

Quando as pequenas falhas de memória devem ser um motivo de preocupação?

Segundo o neurologista Alexandre Amaral e Silva, nas pessoas mais jovens, apesar de estarem mais à mercê das multitarefas e dos efeitos das telas na concentração, “raramente existe um compromisso primário da memória, sendo os motivos mais comuns dessas falhas pontuais e transitórias são fatores como os distúrbios de ansiedade/depressão, sobrecarga intelectual/emocional, distúrbios nutricionais e hormonais ou perturbações do sono”.

“Pequenos lapsos pontuais, sem repercussão relevante, como a dificuldade em lembrar um nome ou saber onde está um objeto, não são motivo de alarme, que são habitualmente superados em poucos segundos”, salienta o  neurologista.

Porém, destaca que, “apesar das causas serem maioritariamente “benignas”, no sentido de não se tratarem de doenças com caráter degenerativo, elas não devem ser minimizadas e devem motivar uma correta avaliação e abordagem, particularmente se tiverem impacto relevante no desempenho diário”.

Para Alexandre Amaral e Silva, “a frequência dessas falhas, o seu impacto no desempenho escolar, profissional ou familiar, com diminuição do rendimento e da produtividade ou compromisso das relações interpessoais, são os sinais de alerta mais relevantes e que devem motivar o recurso a um apoio especializado”.

Fonte: CNN BRASIL

Saque de até R$ 1.000 do FGTS é bom negócio para endividados e investidores

Grana parada no fundo rende menos do que outras aplicações e pode ajudar trabalhador a se livrar dos juros das dívidas

liberação do valor máximo de R$ 1.000 dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é motivo para abrir um sorriso no rosto de muitos trabalhadores, já que o saque abre caminho para a quitação de dívidas em atraso e aplicações em investimentos mais atrativos.

A consulta dos valores disponibilizados pelo saque extraordinário já está acessível e o dinheiro será disponibilizado entre os dias 20 de abril e 15 de junho, de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. A previsão é que as retiradas beneficiem 42 milhões de pessoas e injetem R$ 30 bilhões na economia.

Segundo Valter Police, planejador fiduciário da Fiduc, o trabalhador deve aproveitar a oportunidade para resgatar parte do valor que pertence a ele, mas que não pode ser movimentado. “Todas as janelas existentes para resgatar e assumir o controle desse dinheiro são positivas”, avalia ele.

Reinaldo Domingos, presidente da Dsop Educação Financeira, orienta os trabalhadores a terem cuidado para não utilizar a grana com gastos desnecessários. “Muitas pessoas usam rendas extras mesmo sem necessidade e em compras que não precisam sem considerar sua situação financeira atual, entrando numa bola de neve de inadimplência”, relata.

Quitar dívidas

Uma boa aposta para quem vai sacar o dinheiro do FGTS é optar pelo pagamento de dívidas atrasadas que, geralmente, cobram juros elevados. De acordo com os dados mais recentes do BC (Banco Central), a taxa de juros do cheque especial figura em 128,4% ao ano, enquanto a cobrança do rotativo do cartão de crédito é de 346,3% ao ano.

Para Police, a opção por não priorizar o pagamento das contas em atraso só não deve ser a escolha de quem estiver em situação de insuficiência alimentar ou com risco iminente do corte de recursos básicos, como água e energia elétrica.

“Se eu tenho alguma dívida, eu devo pegar esse dinheiro para ajudar na quitação dessa dívida, afinal de contas, eu vou deixar de pagar juros e, possivelmente, até limpar meu nome. Essa deve ser a prioridade, a não ser que a pessoa esteja em uma situação na qual não consiga comprar o básico de alimentação”, orienta.

O planejador fiduciário da Fiduc afirma ainda que é importante escolher os débitos em atraso que cobram as maiores taxas de juros, justamente como o cartão de crédito e o cheque especial.

Investimentos

Atualmente, as contas do FGTS rendem cerca de 3% ao ano + TR (Taxa Referencial). O percentual é significativamente inferior em relação aos recursos aplicados na poupança (+7,4%), no Tesouro Selic (+11,75%) e em títulos do CDB (+11,38%), que valem a pena para quem ainda não tiver um destino certo para a grana.

Com os retornos, o valor de R$ 1.000, que aumenta apenas pouco mais de R$ 30 no período de um ano ao ficar parado no fundo, pode ser ampliado para uma rentabilidade de quase R$ 120 no Tesouro Direto ou em títulos de renda fixa. Se a escolha for a caderneta de poupança, o ganho será de R$ 74 no período de 12 meses.

Ainda que a rentabilidade seja mais acentuada ao investir os recursos, Police ressalta que o ponto principal da escolha é a realocação do dinheiro em um ativo de maior liquidez. “Se você investe em algo com o mesmo retorno que o do FGTS mas que pode ser regatado a qualquer momento, já existe uma imensa vantagem”, aponta.

Domingos, por sua vez, defende o argumento de que a escolha do destino do resgate seja adequada à necessidade do trabalhador. “A modalidade escolhida precisa corresponder ao prazo em que se deseja realizar o sonho, tendo em vista a possibilidade de resgatá-lo no momento desejado sem perder rendimentos”, afirma ele.

Consulta e saque

A consulta a respeito dos valores liberados poderá ser feita pelo aplicativo do FGTS, disponível para celulares equipados com os sistemas Android e iOS, e no site da Caixa Econômica Federal.

Assim como em 2020, o valor será liberado no aplicativo Caixa Tem e poderá ser transferido para uma conta-corrente ou para a realização de compras pelo próprio app.

Os trabalhadores que anteciparam o saque aniversário e ficaram com o valor bloqueado na conta não poderão retirá-lo, porque as novas a retiradas só podem ser feitas para contas com recursos liberados.

Confira as datas de liberação do benefício

Nascidos em janeiro – 20 de abril
Nascidos em fevereiro – 30 de abril
Nascidos em março – 4 de maio
Nascidos em abril – 11 de maio
Nascidos em maio – 14 de maio
Nascidos em junho – 18 de maio
Nascidos em julho – 21 de maio
Nascidos em agosto – 25 de maio
Nascidos em setembro – 28 de maio
Nascidos em outubro – 1º de junho
Nascidos em novembro – 8 de junho
Nascidos em dezembro – 15 de junho

Fonte: R7

Queiroga anuncia fim do estado de emergência em saúde pública por Covid-19

O ministro da Saúde disse que a decisão só foi possível por causa da maior campanha de vacinação da história do Brasil 

ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional por causa da Covid-19 neste domingo (17), durante pronunciamento em rede nacional. Queiroga disse que a campanha de vacinação contra a doença foi a maior da história e que mais de 73% da população brasileira tinha completado o ciclo vacinal.  Nos próximos dias, vai ser publicada a portaria normativa com a decisão.

O estado de emergência em saúde pública no Brasil foi decretado pelo então ministro da Saúde Henrique Mandetta em fevereiro de 2020. O primeiro caso de infecção pela Covid-19 foi registrado no dia 26 daquele mês.

Normas ligadas ao decreto podem cair

Um mapeamento feito pelo Centro de Pesquisas em Direito Sanitário da USP (Universidade de São Paulo) mostra que 2.366 normas da União e dos estados estavam vinculadas, em 2021, diretamente à portaria que decretou o estado de emergência por causa da pandemia de Covid-19.

Na prática, essa revogação pode acarretar a mudança do uso de vacinas e a liberação de recursos alocados para o enfrentamento da pandemia, por exemplo. Para isso, a equipe jurídica do Ministério da Saúde avalia a melhor saída para essas normas que estão atreladas ao decreto.

Dados Covid-19

Desde o ínico da pandemia, o país registrou 5.337.459 casos de Covid-19. Segundo dados do Ministério da Saúde, em torno de 661 mil pessoas morreram por causa da doença.

409.196.268 doses das vacinas contra Covid-19 foram aplicadas na população. A campanha de imunização começou no dia 17 de janeiro de 2021, quando uma enfermeira de São Paulo foi vacinada com o imunizante do Instituto Butantan.

Vacina

Outra alteração legislativa estudada pelo governo visa permitir a aplicação de vacinas contra a Covid-19 pelo setor privado. A lei nº 14.125, de 10 de março de 2021, determina que empresas do setor privado que comprem os imunizantes devem doar as doses ao Programa Nacional de Imunizações, que faz a distribuição e aplicação de graça. A medida foi aprovada em um contexto de escassez de vacinas.

Fonte: R7

Menino de 5 anos é o brasileiro mais novo a entrar para clube mundial de pessoas com alto QI

Theo Costa Ribeiro passou por testes que revelaram que ele tem capacidade intelectual de uma pessoa de 15 anos.

Theo Costa Ribeiro tem 5 anos e apesar da idade é o brasileiro mais novo a integrar a seleta sociedade de pessoas de alto QI conhecida como Mensa Internacional. Para comprovar o alto nível intelectual do filho, os pais do menino, que moram em São Paulo, foram procurar por testes de QI fora do país.

O garoto foi submetido a um teste de 6 dias- um dos mais completos que existem- e fez 146 pontos, o que equivale a 99,8 de percentual. Isso comprova que com apenas 5 anos o garoto tem a capacidade intelectual de uma pessoa de 15 anos. Anteriormente, o brasileiro Gustavo Saldanha de apenas 8 anos tinha sido o brasileiro mais novo aprovado pela Mensa Internacional com uma pontuação de 140 pontos ou 99,6 percentual.

Embora não tenha aplicado o teste, o PhD em neurociências, Fabiano de Abreu Agrela, que assessora o menino e também outros membros da Mensa, como Saldanha, Laura Büchele e Romeu Gutvilen, disse que o garoto é excepcional.

“Theo foi submetido a 6 dias de testes completos que analisaram todas as nuances cognitivas. Posso afirmar que temos um promissor gênio brasileiro”, disse o assessor.

Para a CNN,  Agrela disse que e o caso do Theo teve uma dinâmica diferente pois os pais já o procuraram com o teste pronto, após seis meses de espera para sair a conclusão

Com os resultados e o reconhecimento internacional, os pais de Theo avaliam as possibilidades sobre o futuro do filho, que conseguiu avançar uma série e cursa o 2º ano do ensino fundamental. Uma ideia é se mudarem para os Estados Unidos onde o filho poderia pular todas as etapas do ensino regular, indo direto para a faculdade. No Brasil, segundo o neurocientista, o Ministério da Educação (MEC) não permite avançar mais de duas séries, mesmo com os testes comprovando a capacidade intelectual avançada.

O pai do menino, Ygor Tazinaffo, contou como o filho se comportou ao avançar na escola.

“Existia a possibilidade de adiantar mais que um ano, mas optamos por ir aos poucos, pois o emocional é importante também. O Theo foi muito bem e não nos surpreendeu em ter feito amizade rapidamente com os novos colegas”, comentou Tazinaffo.

Nesse momento em que eles estudam as possibilidades, o neurocientista diz que não seria problemático avançar no ensino porque o pequeno estaria com seus pares intelectuais, mas como ele é muito novo ainda, é possível esperar um pouco.

Theo já conseguiu uma bolsa de estudos para a Logos University, na Flórida, Estados Unidos. O plano da família e do neurocientista é conseguir bolsas em universidades  como Harvard e Oxford.

Fonte: CNN BRASIL

Por que fazer exercícios não é o suficiente para perder peso

Nutricionistas e pesquisadores explicam como a alimentação faz mais diferença na balança do que a malhação.

Uma das mais comuns resoluções de início de semana é perder peso, em especial depois da overdose de chocolate que a Páscoa pode proporcionar. E se você deseja ser bem-sucedido nessa missão, há algo que precisa saber: a dieta é muito mais importante do que o exercício – de longe.

“Não poderia ser mais verdade”, diz a nutricionista e colaboradora da CNN Lisa Drayer. “Basicamente, o que eu sempre digo às pessoas é que o que você tira da sua dieta é muito mais importante do que o quanto você se exercita.”

Pense assim: todas as suas “calorias recebidas” vêm dos alimentos que você come e das bebidas que você bebe, mas apenas uma parte de suas “calorias eliminadas” são perdidas através do exercício.

De acordo com Alexxai Kravitz, pesquisador do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos, “é geralmente aceito que existem três componentes principais no gasto de energia”:

Taxa metabólica basal, a quantidade de energia necessária apenas para manter seu corpo funcionando (bombeamento de sangue, respiração pulmonar, funcionamento do cérebro)

Quebra de alimentos, cientificamente referido como “termogênese induzida pela dieta”, “ação dinâmica específica” ou “efeito térmico dos alimentos”

Atividade física

Para a maioria das pessoas, a taxa metabólica basal é responsável por 60% a 80% do gasto total de energia, disse Kravitz. Ele citou um estudo que define isso como “a taxa mínima de gasto de energia compatível com a vida”. À medida que você envelhece, sua taxa diminui, mas aumentar sua massa muscular faz com que ela aumente.

Cerca de 10% de suas calorias são queimadas digerindo os alimentos que você come, o que significa que cerca de 10% a 30% são perdidos através da atividade física.

“Uma distinção importante aqui é que esse número inclui todas as atividades físicas: caminhada, digitação, agitação e exercícios formais”, disse Kravitz. “Então, se o gasto total de energia da atividade física for de 10% a 30%, o exercício é um subconjunto desse número.

“A pessoa média – excluindo os atletas profissionais – queima de 5% a 15% de suas calorias diárias através do exercício”, disse ele. “Não é irrelevante, mas não é igual à ingestão de alimentos, que responde por 100% da ingestão de energia do corpo.”

Além do mais, como qualquer pessoa que trabalhou um dia na vida pode lhe dizer, o exercício aumenta o apetite – e isso pode sabotar até mesmo as melhores intenções.

De acordo com cálculos da Harvard Medical School, uma pessoa de 85 quilogramas queima 200 calorias em 30 minutos de caminhada a 6 km/h (um ritmo de 10 minutos por km). Você poderia facilmente desfazer todo esse trabalho duro comendo quatro biscoitos de chocolate, 1 bola e meia de sorvete ou menos de dois copos de vinho.

Mesmo uma vigorosa aula de spinning, que pode queimar mais de 700 calorias, pode ser completamente anulada com apenas algumas bebidas misturadas ou um pedaço de bolo.

“É tão desproporcional a quantidade de tempo que você precisaria fazer exercício para queimar esses poucos pedaços de comida”, disse Drayer.

O sentimento aqui é que você “ganhou” o que come depois de malhar, quando em vez disso – se seu objetivo é perder peso – seria melhor não malhar e simplesmente comer menos.

Claro, nem todas as calorias são iguais, mas para simplificar, 3.500 calorias equivalem a 1 quilo de gordura. Portanto, para perder 1 quilo por semana, você deve cortar 500 calorias todos os dias. Se você bebe refrigerante, cortar isso de sua dieta é uma das maneiras mais fáceis de chegar lá.

“A outra coisa é que o exercício pode aumentar seu apetite, especialmente com exercícios de resistência prolongada ou com levantamento de peso”, disse Drayer. “É outra razão pela qual eu digo às pessoas que querem perder peso para realmente se concentrarem primeiro na dieta.”

É clichê – mas também verdade – que devagar e sempre vence a corrida quando se trata de perda de peso. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, “as evidências mostram que as pessoas que perdem peso gradualmente (cerca de 500 gramas a 1 kg por semana) são mais bem-sucedidas em manter o peso”.

“Tudo isso não quer dizer que o exercício não tenha seu lugar”, disse Drayer. “É certamente importante para construir força, massa muscular e flexibilidade. Pode ajudar a controlar doenças, incluindo doenças cardíacas e diabetes. Pode melhorar seu humor. Pode ajudar a combater a depressão. Mas, embora o exercício possa ajudar na perda de peso, a dieta é um fator de estilo de vida muito mais importante.”

Como diz o ditado americano: abdomens são feitos na cozinha, não na academia.

Fonte: CNN BRASIL

Zelensky diz que Rússia usa bombas de fósforo contra civis na Ucrânia

Condenadas pelos grupos de direitos humanos, as munições de fósforo branco não estão no rol de armas químicas banidas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta quarta-feira (13) em um discurso ao parlamento da Estônia que a Rússia estava usando bombas de fósforo na Ucrânia, acusando Moscou de usar táticas terroristas contra civis.

Ele não forneceu evidências e a Reuters não conseguiu verificar de forma independente a afirmação.

“Nas cidades ucranianas, que caíram sob os ataques russos, dezenas de milhares de pessoas já morreram. Nas áreas civis, a Rússia usa todo tipo de artilharia, míssil, bombas aéreas, incluindo bombas de fósforo e outras munições banidas pela lei internacional”, declarou o presidente ucraniano.

“Isso é obviamente terrorismo contra os civis, é uma tentativa de partir o espírito das pessoas, de dominar os ucranianos por décadas ou de apenas destruí-los”, afirmou.

A produção, uso e armazenagem de armas químicas é proibida desde 1997, sob a Convenção das Armas Químicas. Apesar de condenadas pelos grupos de direitos humanos, porém, as munições de fósforo branco não são banidas.

Rússia nega utilizar armas químicas na Ucrânia e afirma que destruiu todo o seu estoque em 2017.

No discurso, Zelensky acrescentou que é preciso encontrar instrumentos para pressionar a Rússia a parar de deportar ucranianos à força. Ele pediu que as sanções à Rússia continuem, dizendo serem a única maneira de forçar o país a concordar com a paz.

Os presidentes da Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia vão a Kiev se encontrar com Zelensky nesta quarta-feira, afirmou um conselheiro do presidente polonês.

Os quatro se unem a outros líderes europeus que visitam a capital ucraniana após as forças russas se deslocarem para longe do norte do país no começo do mês.

Fonte: CNN BRASIL

Afinal, a ‘quinta-feira santa’ é feriado? Entenda

A véspera da Sexta-feira Santa não é considerado feriado nacional, mas empresas e funcionários podem fazer acordo para que todos folguem e depois compensem as horas não trabalhadas em outros dias.

Esta semana será curta para muitos trabalhadores brasileiros, já que a Sexta-feira Santa (15) é considerada feriado nacional.

Mas a véspera do feriado, que é popularmente chamada de “quinta-feira santa”, por estar dentro da Semana Santa, é um dia normal de trabalho, segundo advogados trabalhistas – exceto se houver uma lei municipal determinando que o dia é de descanso.

De acordo com Cíntia Fernandes, sócia do escritório Mauro Menezes & Advogados, a quinta-feira pode ser considerada ponto facultativo por estados e municípios, mas isso não obriga os empregadores a liberarem seus empregados.

O que pode ser feito é as empresas e funcionários fazerem acordo para que todos folguem na véspera do feriado e depois compensem as horas não trabalhadas em outros dias.

Lei municipal deve determinar feriado

O professor e doutor em Direito do Trabalho, Eduardo Pragmácio Filho, sócio do Furtado Pragmácio Advogados, destaca que a Sexta-feira Santa é um feriado declarado em lei federal, sendo, portanto, um feriado para fins trabalhistas em todo o país.

E somente uma lei municipal pode determinar que a “quinta-feira santa” é feriado. Nem mesmo uma lei estadual pode dizer que a quinta-feira é considerada como feriado, para fins trabalhistas, ressalta o advogado.

‘Emenda’ deve ser feita com acordo

Cíntia Fernandes afirma que os empregadores podem simplesmente liberar os empregados na quinta-feira sem estabelecer nenhuma condição ou determinar acordo de compensação posterior das horas não trabalhadas. Mas tudo deve ser devidamente esclarecido para que não haja dúvida quanto aos direitos e deveres dos trabalhadores.

A advogada ressalta que, se a empresa permitir a “emenda” da quinta-feira com a sexta-feira, deverá estabelecer no momento do acordo com o empregado as condições para dar esse dia como folga.

Segundo a advogada, se a empresa liberar o empregado sem estabelecer a compensação das horas não trabalhadas, esse dia não poderá ser descontado do salário.

Se houver a necessidade de compensação, essas horas não trabalhadas na quinta-feira poderão ser compensadas em outro dia. Nesse caso, a compensação não pode ser feita no domingo, e deve ser respeitado o limite máximo de duas horas extras diárias.

De acordo com Cintia, o trabalhador pode ainda pedir para o patrão dispensá-lo do trabalho na quinta e depois repor as horas não trabalhadas em outro dia. No entanto, o empregador tem a liberdade tanto para aceitar como para recusar o pedido.

E se funcionário ‘enforcar’ sem avisar?

Na hipótese de o trabalhador “enforcar” a quinta-feira para emendar com a Sexta-feira Santa, sem qualquer acordo prévio, o empregador poderá descontar o dia não trabalhado da remuneração do empregado, explica Cintia.

E, dependendo das consequências da falta, a empresa pode aplicar sanções como advertência, suspensão ou até dispensa por justa causa, respeitando os princípios da proporcionalidade e razoabilidade.

De acordo com Pragmácio Filho, se o empregado decidir folgar na quinta, mesmo que haja expediente normal na empresa, o patrão pode simplesmente abonar a sua ausência ou contá-la como falta. Outra alternativa é acertar com o empregado uma compensação no mesmo mês ou debitar a falta do banco de horas.

Banco de horas

De acordo com Eduardo Pragmácio Filho, as empresas podem ainda liberar os empregados do serviço na quinta-feira e colocar esse período não trabalhado como horas-débito em banco de horas, desde que tudo seja ajustado com o empregado ou que seja autorizado em norma coletiva.

O que significa ponto facultativo

De acordo com o advogado, em muitas localidades, os prefeitos decretam ponto facultativo, mas isso não é considerado feriado para fins trabalhistas.

E quem trabalha na sexta-feira?

De acordo com Cintia, a Sexta-feira Santa é considerada feriado nacional. Portanto, quem trabalha nesse dia tem direito ao pagamento das horas extras em dobro.

Pragmácio Filho salienta que é proibido o trabalho em dias de feriados, segundo o artigo 70 da CLT – somente atividades autorizadas por lei podem funcionar nessas datas. “O comércio, por exemplo, só pode abrir no feriado, como é a Sexta-feira Santa, se tiver uma convenção coletiva autorizando”, observa.

Home office

O advogado Ruslan Stuchi afirma que todas essas regras são válidas também para os empregados que estão trabalhando em home office.

Fonte: G1

TSE convida União Europeia para observar eleições no Brasil

Se o bloco aceitar enviar comitiva ao país, será a primeira eleição no país com a participação de representantes europeus.

Pela primeira vez, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) convidou a União Europeia para ser observadora das eleições no Brasil. A entidade ainda não respondeu, mas a tendência é que envie uma comitiva ao país para monitorar o pleito de outubro.

Nas eleições de 2018 e 2020, o Brasil recebeu observadores da OEA (Organização dos Estados Americanos). A avaliação da entidade é que a votação no Brasil ocorreu de maneira segura e íntegra, representando a vontade popular. Neste ano, a OEA também deve integrar o grupo de avaliadores.

O TSE confirmou ao R7 que, além da União Europeia, convidou entidades como Carter Center, Ifes (Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais), Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais), Parlasul (Parlamento do Mercosul) e CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). De acordo com a corte, todas as conversas estão em andamento.

A presença dos organismos internacionais é vista no TSE como uma necessidade de ressaltar a segurança do sistema eletrônico de votação e destacar que a comunidade internacional está atenta ao desenrolar das eleições no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados têm questionado a segurança das urnas e chegaram a falar em fraude nas eleições de 2018.

Ministros do TSE têm destacado que o resultado do pleito deve ser respeitado, independentemente de quem vença. O ministro Edson Fachin, atual presidente da corte, afirmou que existe uma preocupação com a segurança da votação e da campanha, assim como com a integridade dos candidatos. Em 2018, o presidente Bolsonaro foi atingido por uma facada durante ato de campanha em Minas Gerais.

Fonte: R7

Ter alergias ou asma pode aumentar o risco de doença cardíaca, diz estudo

Pesquisadores recomendam avaliação de risco cardiovascular nos exames clínicos de pessoas com asma e alergias.

Se você tem um histórico de asma ou alergias, pode estar em maior risco de desenvolver pressão alta e doença cardíaca, segundo uma nova pesquisa. Adultos com idades entre 18 e 57 anos que sofreram de um distúrbio alérgico tiveram um risco maior de hipertensão, de acordo com a pesquisa, que será apresentada em conferência do American College of Cardiology e da Korean Society of Cardiology em Gyeongju, na Coreia do Sul.

O maior risco de pressão alta foi identificado entre pessoas com asma, disseram os pesquisadores. A hipertensão e o colesterol, juntamente com a falta de exercícios, obesidade, diabetes, tabagismo e histórico familiar de problemas cardiovasculares, são os principais fatores que contribuem para doenças cardíacas, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Maior risco de asma

Estudos anteriores também apontaram uma correlação entre distúrbios alérgicos e doenças cardíacas, mas a ligação era controversa, disseram os pesquisadores. Nesta pesquisa recente, os cientistas testaram suas hipóteses usando dados de mais de 10 mil pessoas com alergias que participaram da Pesquisa Nacional de Entrevistas de Saúde de 2012, um inquérito da saúde da população liderado pelo governo dos Estados Unidos.

Dos participantes, cada pessoa tinha asma ou pelo menos um distúrbio alérgico, como alergia respiratória, alimentar ou cutânea.

Além do risco de pressão alta, a pesquisa também identificou um risco maior de doença cardíaca coronária para pessoas com idades entre 39 e 57 anos com alergias. A doença coronária ocorre quando a placa se acumula nas paredes das artérias que fornecem sangue ao coração.

Com base em suas descobertas, os pesquisadores incentivaram os médicos a adicionar uma avaliação de risco cardiovascular aos exames clínicos de pessoas com asma e alergias.

“Para pacientes com distúrbios alérgicos, a avaliação de rotina da pressão arterial e o exame de rotina para doença cardíaca coronária devem ser feitos pelos médicos para garantir que os tratamentos precoces sejam administrados para aqueles com hipertensão ou doença cardíaca coronária”, disse o principal autor do estudo, Yang Guo, pesquisador de pós-doutorado no Hospital de Shenzhen da Universidade de Pequim, na China, em um comunicado.

‘A pergunta é por quê?’

Embora pesquisas anteriores tenham mostrado uma conexão entre ter alergias e um risco aumentado de doenças cardiovasculares, “a questão é por quê?” disse o pneumologista Raj Dasgupta, professor assistente de medicina clínica na Keck School of Medicine da University of Southern California.

“Não podemos realmente mostrar causalidade, mas a ciência indica que está ligada a mediadores pró-inflamatórios, coisas que desencadeiam inflamação no corpo”, disse Dasgupta, que não participou do estudo.

As histaminas, por exemplo, aumentam o fluxo sanguíneo na área que o alérgeno ataca, o que faz com que o sistema imunológico envie anticorpos, desencadeando assim a inflamação. É por isso que muitos medicamentos para alergia são anti-histamínicos, projetados para combater essa resposta inflamatória.

Embora a inflamação seja a maneira do corpo de combater patógenos, uma resposta excessiva ou duradoura é um fator subjacente em muitas doenças crônicas, incluindo diabetes, pressão alta e doenças cardíacas.

Os anti-histamínicos constringem o fluxo sanguíneo, assim como outros medicamentos para alergia de venda livre, como aqueles que contêm a “letra D, que é pseudoefedrina”, disse Dasgupta. “Aqueles estreitam os vasos sanguíneos não apenas no nariz, mas no resto do corpo, o que pode levar à pressão alta e ao aumento da frequência cardíaca”.

Outros medicamentos também podem ter um efeito negativo no sistema cardiovascular, incluindo esteroides frequentemente prescritos para crises e emergências de asma, disse Dasgupta.

“Os esteroides aumentam a pressão arterial, aumentam o açúcar no sangue e tanto a pressão alta quanto os níveis elevados de açúcar no sangue são fatores de risco muito importantes para doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral”, disse ele. “Eles também podem causar ganho de peso, que é outro fator de risco”.

Adicione tudo isso a outros gatilhos de inflamação crônica no corpo – como açúcar, alimentos altamente processados e fritos, estresse, sono ruim, falta de exercício e poluição, para citar alguns – a resposta “pode ser multifatorial – a resposta imune, medicamentos e todas essas coisas juntas”, disse Dasgupta.

Fonte: CNN BRASIL