Prejuízo do Brasil com chuvas em um mês é suficiente para construir 17 piscinões, aponta estudo

Catástrofes causaram rombo diário de R$ 30 milhões em dezembro; prejuízo total foi de mais de R$ 931,4 milhões.

Desastres naturais não escolhem dia nem hora para ocorrer, mas, segundo especialistas entrevistados pelo R7, são previsíveis e, consequentemente, podem ser evitados. Só entre 1° e 31 de dezembro de 2022, o Brasil teve um prejuízo de R$ 931,4 milhões, o que corresponde a R$ 30 milhões por dia somente com as destruições causadas pela chuva. Esse valor, se convertido para investimentos contra esse tipo de calamidade, seria o suficiente para construir cerca de 17 piscinões, mostra estudo da CNM (Confederação Nacional dos Municípios).

Segundo o levantamento, nesse recorte, o governo federal pagou R$ 74,5 milhões para ações de proteção e defesa civil nos municípios afetados. Com isso, o valor corresponde a apenas 8,1% do que as cidades realmente precisam para fazer os trabalhos e as reparações causados por essas destruições.

A cada ano, o Brasil e o mundo têm sofrido com tragédias causadas pelo excesso de chuvas, tempestades, ciclones e tornados, que deixam rastros de destruição e morte por onde passam. Só em dezembro, no país, esses fenômenos provocaram a morte de 33 pessoas, além das 15.652 desabrigadas e 72.353 desalojadas.

O cenário, de acordo com a coordenadora de incidência política na Habitat Brasil, Raquel Ludemir, revela que essas catástrofes não são “simplesmente” ambientais, mas socioambientais, porque “acontecem todos os anos e, muitas das vezes, em lugares que já foram afetados antes, e os efeitos disso têm um perfil econômico muito expressivo: a população mais empobrecida do país”, ressalta.

A coordenadora, que é doutora e mestra em desenvolvimento urbano, exemplifica as consequências sofridas por pessoas que perderam tudo devido aos estragos causados pela chuva em Pernambuco. “Cada família recebe R$ 1.500 de auxílio emergencial, mas é necessário ressaltar que elas perderam tudo. Então, esse valor dá para comprar um fogão e uma cama de segunda mão, mas roupas, móveis, comida e geladeira não. Fora o aluguel que precisam pagar por conta das casas interditadas”, diz.

Além dos danos urbanos e coletivos, a maioria também perde bens que não são materiais, como parentes que acabam tendo a vida levada nesses desatres, “o que pode afetar profundamente o psicológico das pessoas que ficaram”. “Como é que você calcula os danos não materiais de uma morte?”, questiona Raquel.

Essas circunstâncias, ainda segundo a especialista, “não são novidade nem coincidência”. Para ela, o local de moradia da maioria das vítimas hoje ainda é definido pelas questões de raça, classe e gênero.

Qual é a solução para minimizar os prejuízos e as consequências dessas catástrofes?

Para minimizar os danos causados por desastres naturais, é necessário, seguno a CNM, que os órgãos públicos criem ações de gestão de risco, prevenção, preparação, reabilitação e reconstrução de áreas destruídas. Mas por onde começar?

Como medida urgente, Raquel aponta as questões de moradia. “Ninguém mora em regiões de risco porque quer. Essas pessoas não têm alternativa.” Apesar disso, reconhece que as políticas de moradias adequadas para todos têm um processo lento; então, o ideal seria que essas regiões pudessem receber prioritariamente os investimentos.

A coordenadora do Habit ainda afirma que, apesar de ser uma alternativa, os investimentos também ocorrem em “processo lento”, e lamenta o fato de que tragédias causadas pela natureza ainda serão vistas por muitos anos.

As possíveis soluções, em curto prazo, segundo Raquel, é que a população tenha em mente a necessidade dessa reparação e passe a cobrar o governo por “medidas de emergência e realizações de comitês de gestão de risco”.

Prevenção

Para o engenheiro civil e especialista em geotecnia Luciano Machado, é possível prever, por meio de mecanismos de medição de solo e previsão do tempo, quais os locais que podem ser mais afetados pela chuva. Com os resultados disso, as autoridades podem criar operações para a realização de manutenções, obras e, em determinados casos, evacuação de áreas que estejam “no limite”.

Uma ação preventiva, citada por Machado, foi a ocorrida na marginal Tietê, quando três faixas da pista acabaram se abrindo e formaram uma cratera. “Como a movimentação do solo foi detectada, houve tempo suficiente para fazer o isolamento da área e evitar acidentes. Apesar do cenário de caos no trânsito de São Paulo, o ocorrido poderia ter sido bem pior se tivéssemos mortos e feridos”, ressalta.

Em Araraquara, no interior de São Paulo, uma cratera também se abriu em uma avenida após o temporal que caiu no município às vesperas da virada de ano. Entretanto, não houve um aviso da situação do solo, e cinco pessoas da mesma família morreram: a mãe, os filhos gêmeos e o casal de cunhados.

Para o especialista, que é sócio da MMF Projetos, as autoridades públicas deixam para agir sempre “quando a tragédia já aconteceu”. “O ideal é começar a prevenir tudo isso por meio de projetos, obras de infraestrutura e, de preferência, antecipadamente, como em épocas de estiagem”, cita.

MG lidera posição com maior número de mortos em dezembro por catástrofes ambientais; SP vem na sequência

O estado de Minas Gerais teve 14 mortes por catástrofes ambientais só entre 1° e 31 de dezembro e lidera a posição. São Paulo vem na sequência, com 6.

Em relação ao número de desabrigados, a Bahia teve 11.473 moradores que perderam os lares, e é o estado que mais sofreu com as chuvas no período, com mais de R$ 254,8 milhões em prejuízos.

Ainda em relação ao número de desabrigados, Santa Catarina fica em segunda posição, com 2.694 pessoas que também tiveram a casa destruída pela chuva intensa e precisaram de apoio de alguma forma. Foram R$ 182,2 milhões em prejuízos, segundo o levantamento da CNM.

“A gestão de risco somente será viável quando todos participarem, e isso demanda uma mudança cultural. Cada um de nós, em nosso dia a dia, tem a obrigação de exercer atitudes que reduzam riscos e vulnerabilidades; é indispensável que isso se torne algo natural para jovens, crianças e adultos”, afirmou o órgão na conclusão do estudo.

Fonte: R7

Inteligência artificial defenderá réu em tribunal nos EUA

Depois de criar obras de arte digitaistraduzir letras de médicos e realizar outras façanhas, a inteligência artificial (IA) vai atuar como advogada pela primeira vez. Como noticiou a New Scientist na quarta-feira (4), o algoritmo treinado especificamente para esta função estará em ação em breve, nos Estados Unidos.

O software desenvolvido pela DoNotPay vai auxiliar um réu processado por excesso de velocidade, em um julgamento previsto para acontecer em fevereiro. A empresa não forneceu maiores detalhes a respeito do caso, mas foi informado que a pessoa vai ao tribunal contestar a multa recebida.

Em vez de se dirigir diretamente ao tribunal, como faria um profissional convencional, o “advogado robô” vai conversar com o réu. Por meio de um celular, que executará o programa, a tecnologia fornecerá as respostas que o processado deve dar ao juiz quando questionado — ele usará fones de ouvido para escutar as instruções.

Segundo a desenvolvedora, o assistente jurídico de IA foi treinado utilizando bases de dados de diversos outros casos semelhantes. Dessa forma, a ferramenta está totalmente apta a preparar a defesa do cliente, inclusive sendo capaz de responder diferentes questões que possam ser levantadas pela acusação.

Pronta para vencer

Fundada em 2015, a DoNotPay é especializada no desenvolvimento de soluções de IA para o exercício da advocacia. O algoritmo, que cobra taxas mais baratas que o profissional humano, pode ser usado em processos judiciais relacionados a cobranças erradas, chamadas automáticas que incomodam e multas de trânsito, entre outros casos, de acordo com a empresa.

A responsável pelo robô advogado diz ser possível vencer a maioria dos processos usando a tecnologia, inclusive este que será o primeiro uso de IA como assistente jurídico em um tribunal. Mas caso perca a ação, a companhia anunciou que irá pagar a multa aplicada ao cliente.

Fonte: TecMundo

Hidratação adequada do corpo pode retardar o envelhecimento, diz estudo

Além de impedir que o corpo seja biologicamente mais velho do que sua idade cronológica, a pesquisa mostra que a ingestão saudável de líquidos evita doenças crônicas e morte precoce.

Você provavelmente já sabe que estar hidratado é importante para as funções corporais do dia a dia, como regular a temperatura e manter a saúde da pele. Beber água em doses saudáveis também reduz significativamente o risco de desenvolver doenças crônicas, de ter uma morte precoce ou de ser biologicamente mais velho do que sua idade cronológica, de acordo com um estudo do National Institutes of Health dos Estados Unidos publicado segunda-feira (2) na revista “eBioMedicine”.

“Os resultados sugerem que a hidratação adequada pode retardar o envelhecimento e prolongar uma vida livre de doenças”, disse Natalia Dmitrieva, autora do estudo e pesquisadora do Laboratório de Medicina Regenerativa Cardiovascular do Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue, uma divisão do NIH, em um comunicado.

Saber quais medidas preventivas podem retardar o processo de envelhecimento é “um grande desafio da medicina preventiva”, lembraram os autores no estudo. É que uma epidemia de “doenças crônicas relacionadas à idade” está emergindo à medida que a população mundial envelhece rapidamente.

Os autores explicaram que a hidratação ideal pode retardar o processo de envelhecimento tendo como base pesquisas feitas em camundongos. Nesses estudos, a restrição de água ao longo da vida aumentou o sódio sérico de camundongos em 5 milimoles por litro e reduziu a vida útil deles em seis meses, o que equivale a cerca de 15 anos de vida humana, de acordo com o novo estudo. O sódio sérico pode ser medido no sangue e aumenta quando bebemos menos líquidos.

Outra pesquisa, feita com humanos, usou dados de saúde coletados ao longo de 30 anos de 11.255 adultos negros e brancos que fizeram parte do estudo Risco de Aterosclerose em Comunidades (no original, Atherosclerosis Risk in Communities, ou ARIC) e chegou a resultados semelhantes.

O estudo encontrou adultos com níveis séricos de sódio na extremidade mais alta da faixa normal – que é de 135 a 146 miliequivalentes por litro (mEq/L) –com saúde mais abalada do que a de indivíduos na extremidade inferior da faixa.

A coleta de dados começou em 1987, quando os participantes estavam na casa dos 40 ou 50 anos. A idade média dos participantes na avaliação final durante o período do estudo foi de 76 anos.

Adultos com níveis acima de 142 mEq/L tiveram uma chance de 10% a 15% maior de serem biologicamente mais velhos do que sua idade cronológica, em comparação com os participantes da faixa de 137 a 142 mEq/L.

Os participantes com maior risco de envelhecimento rápido também apresentaram uma probabilidade 64% maior para o desenvolvimento de doenças crônicas como insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, fibrilação atrial, doença arterial periférica, doença pulmonar crônica, diabetes e demência.

Essas pessoas com níveis acima de 144 mEq/L, ou seja, a faixa mais alta, também tinham 50% mais chances de serem biologicamente mais velhas e um risco 21% maior de morte precoce.

Adultos com níveis séricos de sódio entre 138 e 140 mEq/L, por outro lado, apresentaram o menor risco de desenvolver doença crônica. O estudo não tinha informações sobre a quantidade de água que era ingerida pelos participantes.

“O estudo adiciona evidências observacionais sobre os potenciais benefícios a longo prazo da boa hidratação em reduções nos resultados de saúde a longo prazo, incluindo a mortalidade”, disse Howard Sesso, professor associado de medicina na Harvard Medical School e epidemiologista associado no Brigham and Women’s Hospital em Boston. Sesso não participou do estudo.

No entanto, acrescentou ele, “teria sido bom combinar a definição de hidratação, com base apenas nos níveis séricos de sódio, com dados reais de ingestão de líquidos da coorte do estudo ARIC”.

A idade biológica foi determinada por biomarcadores que medem o desempenho de diferentes sistemas e processos de órgãos, incluindo biomarcadores cardiovasculares, renais, respiratórios, metabólicos, imunológicos e inflamatórios.

Os altos níveis séricos de sódio não foram o único fator associado a doenças crônicas, morte precoce e risco de envelhecimento mais rápido: o risco também foi maior entre as pessoas com níveis séricos de sódio muito baixos.

O achado é consistente com relatos anteriores de aumento da mortalidade e doença cardiovascular em pessoas com baixos níveis regulares de sódio, o que tem sido atribuído a doenças que causam problemas eletrolíticos, disseram os autores.

O estudo analisou os participantes durante um longo período, mas os achados não comprovam uma relação causal entre os níveis séricos de sódio e os resultados de saúde, disseram os autores. Eles acrescentaram que outros estudos são necessários, mas os achados já podem ajudar os médicos a identificar e orientar os pacientes em risco.
“Pessoas cujo sódio sérico é de 142 mEq/L ou superior teriam um benefício importante se tivessem sua ingestão de líquidos devidamente avaliada”, opinou Dmitrieva.
Sesso observou que o estudo não abordou fortemente o envelhecimento acelerado, “que é um conceito complicado que estamos apenas começando a entender”.

“Duas razões principais estão na base disso”, afirmou Sesso. Os autores do estudo “basearam-se em uma combinação de 15 medidas para o envelhecimento acelerado, mas essa é uma das muitas definições para as quais não há consenso. Segundo, os dados sobre hidratação e envelhecimento acelerado foram um retrato do momento, então não temos como entender causa e efeito”.

Beba líquidos todos os dias

Cerca de metade das população mundial não atende às recomendações para o consumo diário de água, de acordo com vários estudos citados pelos autores da nova pesquisa.

“No nível global, isso pode ter um grande impacto”, escreveu Dmitrieva.

“A diminuição do teor de água corporal é o fator mais comum que aumenta o sódio sérico, razão pela qual os resultados sugerem que manter-se bem hidratado pode retardar o processo de envelhecimento e prevenir ou retardar doenças crônicas”.

Nossos níveis séricos de sódio são influenciados pela ingestão de água, de outros líquidos e de frutas, legumes e verduras com alto teor de água.

“A descoberta mais impressionante é que esse risco (para doenças crônicas e envelhecimento) é aparente mesmo em indivíduos que têm níveis séricos de sódio que estão na extremidade superior da faixa normal”, apontou Richard Johnson, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado. Johnson não fez parte do estudo.

“É um ponto que questiona o que é normal e apoia o conceito de que, como população, provavelmente não estamos bebendo água suficiente”.

Mais de 50% do corpo humano é composto de água, que também é necessária para múltiplas funções, incluindo digestão de alimentos, criação de hormônios e neurotransmissores e entrega de oxigênio em todo o organismo, de acordo com a Cleveland Clinic.

A National Academy of Medicine dos EUA recomenda que as mulheres consumam 2,7 litros de líquidos diariamente, e que os homens bebam 3,7 litros por dia. A recomendação inclui todos os líquidos e alimentos ricos em água, como frutas, legumes e sopas.

Como a proporção média de ingestão de água de fluidos para alimentos é de cerca de 80:20, isso equivale a uma quantidade diária de 9 xícaras de líquidos para mulheres e 12,5 xícaras para homens.

Pessoas com doenças crônicas devem conversar com o médico sobre a quantidade de ingestão de líquidos adequada.

“O objetivo é garantir que os pacientes estejam tomando líquidos suficientes e ao mesmo tempo avaliar fatores, como medicamentos, que podem levar à perda de líquidos”, disse o coautor do estudo, Manfred Boehm, diretor do Laboratório de Medicina Regenerativa Cardiovascular.

“O médico também pode precisar mudar o plano de tratamento atual de um paciente, como limitar a ingestão de líquidos para insuficiência cardíaca”.

Para se manter adequadamente hidratado, inclua alguns hábitos em sua rotina. Tente deixar um copo de água à beira da cama para beber quando acordar ou beba água enquanto prepara o café da manhã.

Outro conselho é colocar uma garrafa de água em um local em que você passa várias vezes ao dia, conforme indicou o especialista em ciência comportamental B.J. Fogg, fundador e diretor do Laboratório de Design de Comportamento da Universidade de Stanford, em entrevista à CNN.

Sandee LaMotte, da CNN, contribuiu para esta reportagem.

Fonte: CNN BRASIL

Falta de correção faz quem recebe um salário mínimo e meio pagar IR

Desde 2015, o limite da faixa de isenção da tabela é de R$ 1.903. De 2018 para cá, a defasagem é de 26,5%, segundo o Sindifisco.

Com a falta de correção da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física), o trabalhador que recebe um salário mínimo e meio passa a pagar imposto em 2023.

Como o salário mínimo aumentou de R$ 1.212 para R$ 1.320, a partir de 1º de janeiro, quem ganha 1,5 salário por mês atinge o valor de R$ 1.980, deixando de ser isento.

Desde 2015, quando o salário mínimo era de R$ 788, o limite da faixa de isenção da tabela é de R$ 1.903. Naquela época, pagava imposto quem ganhava acima de 2,4 mínimos, hoje, R$ 3.168.

Para Márcio Lério, membro do CRCSP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo), a maior parte dos trabalhadores está sendo prejudicada pela falta de correção da tabela do Imposto de Renda.

“Se tivesse ocorrido reajuste, hoje, as pessoas que ganham aproximadamente até R$ 3.940 teriam que ser isentas de imposto, isso considerando o IGP-M/FGV desse período em que não houve a correção”, afirma Lério, que também é diretor do escritório Lério & Silva Contabilidade.

Um estudo do Sindifisco Nacional divulgado no ano passado mostrou que, de 1996 até junho de 2022, a tabela do Imposto de Renda acumulou uma defasagem de 147,37%.

Caso a tabela fosse reajustada pela inflação, a faixa de isenção, que hoje é de R$ 1.903,98, subiria para R$ 4.670,23. Isso beneficiaria cerca de 12 milhões de pessoas, que deixariam de pagar o imposto, totalizando 24 milhões de isentos.

Não há reajuste da tabela progressiva desde 2015 e, de 2018 para cá, a defasagem é de 26,5%, de acordo com os dados do Sindifisco.

“Com essa defasagem, muitas pessoas passam a ter um rendimento líquido menor e os prejudicados são aqueles trabalhadores com renda mais baixa, de até cinco salários mínimos. Pessoas que têm renda maior acabam pagando menos imposto, porque muitas não têm rendimentos tributáveis, recebem rendimentos isentos, como dividendos, e acabam não pagando imposto de renda tanto quanto as pessoas que são assalariadas. Por isso, essa falta de correção causa um impacto social muito grande”, avalia o conselheiro do CRCSP.

No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já sinalizou nesta semana que a correção da faixa de isenção da tabela do IRPF só entrará em vigor no ano que vem.

Durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Mas essa correção geraria uma perda de receita para União, estados e municípios.

“Essa foi a promessa, mas é claro que envolve uma grande discussão no Congresso. Está no plano desse governo, assim como estava no governo anterior. Mas a perspectiva é que dentro desses próximos quatro anos ocorra uma correção. A questão da reforma tributária está sendo amplamente discutida no Congresso, houve algum avanço em alguns pontos. Acredito que num médio prazo deva ocorrer essa correção”, analisa Lério.

Projetos de lei

Existem projetos de lei em discussão no Congresso Nacional que propõem faixa de isenção de R$ 2.500 a R$ 3.300, valores ainda insuficientes para corrigir a defasagem desde 2015. Parte das propostas institui fórmulas para correção anual. É o caso do PL 1.198/2022, do senador Rogério Carvalho (PT-SE).

O texto prevê isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 3.300 a partir de 2023. Além disso, determina a correção anual da tabela a partir de 2024, de acordo com a inflação. O indexador usado seria o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado e divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relativo ao ano anterior.

Já o PL 2.337/2021, do Poder Executivo, que altera várias regras do IR, foi aprovado na Câmara mas ainda não foi analisado no Senado. A proposta era parte da reforma tributária. Uma das mudanças era a faixa de isenção IR, que passaria de R$ 1.903,98 para R$ 2.500 mensais. Segundo levantamento da Inafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), cerca de 13,5 milhões de contribuintes já deixariam de pagar o imposto em 2023 se essa mudança fosse aprovada, que considera a inflação de 2018 a 2021.

*Com Agência Senado

Fonte: R7

Governo tenta antecipar mais de 7 milhões de doses para continuar vacinação infantil contra a Covid

Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente afirmou que neste momento não há estoque disponível para bebês a partir de 6 meses e crianças até 11 anos.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou nesta sexta-feira (6) que a pasta negocia com a farmacêutica Pfizer a possível antecipação de pedidos de 7,7 milhões de doses de vacinas pediátricas contra a Covid-19.

“A gente herdou o contrato passado da Pfizer. Nós não temos doses agora. A previsão é de entrega no fim de janeiro. Vamos negociar para tentar antecipar”, afirmou Ethel em entrevista coletiva.

Ainda no término de 2022, o Ministério da Saúde informou detalhes da compra de mais de 60 milhões de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer, que atingiram um total de 150 milhões, dos quais 81 milhões já foram entregues no ano passado.

Para 2023, até o segundo trimestre, 69 milhões de doses remanescentes devem ser entregues. Esse número inclui vacinas bivalentes (protegem contra a cepa original e a Ômicron), para pessoas acima de 12 anos, e imunizantes monovalentes (protegem contra a cepa original), para crianças de 6 meses a 11 anos.

Não há estoque disponível neste momento para duas faixas etárias pediátricas: de 6 meses a 4 anos e de 5 a 11 anos.

Segundo Ethel, são 3,2 milhões de doses esperadas para o primeiro grupo e 4,5 milhões para o segundo.

No fim de dezembro, o Ministério da Saúde liberou a vacinação para crianças de 6 meses a 4 anos sem comorbidades.

Já no começo da nova gestão, foi autorizada também a dose de reforço para o público de 5 a 11 anos.

Entretanto, a falta de imunizantes da Pfizer, o único utilizado para essas duas finalidades, trava o avanço da vacinação.

Está também nos planos do ministério uma campanha para que maiores de 12 anos completem o esquema vacinal, incluindo a dose de reforço.

De acordo com Ethel, cerca de 80% da população tomou as duas doses, mas o reforço não chega a 50% de cobertura.

O momento exige atenção, na avaliação do ministério, pois a variante XBB.1.5, também chamada de Kraken, já circula no Brasil. Ela foi classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a mais transmissível já detectada até agora.

Todavia, ainda não há indícios de que ela provoque quadros mais graves de Covid-19 em indivíduos completamente vacinados.

Por outro lado, a preocupação ocorre justamente com aqueles que não concluíram o esquema de imunização, além de idosos e indivíduos imunossuprimidos.

Fonte: R7

Semaglutida: o que é o remédio para emagrecer, indicações e riscos

Médico endocrinologista Guilherme Renke explica por que medicamento recentemente aprovado pela Anvisa não deve ser usado sem receita médica.

A Anvisa liberou o novo medicamento “Wegovy” (semaglutida 2,4mg), que possui o mesmo princípio ativo do já conhecido Ozempic, na última segunda-feira (2/1). A diferença é que agora esse novo medicamento é específico para o tratamento da obesidade. Mas ele oferece riscos se não for bem prescrito, e por isso é bom sempre reforçar: a semaglutina 2,4 mg não deve ser usada sem receita médica.

Provavelmente você já ouviu essa frase: “Minha amiga emagreceu muito fazendo uma injeção na barriga…” A frase se refere a medicamentos da classe dos chamados análogos do GLP-1, que são utilizados para o tratamento de obesidade, sobrepeso e no diabetes 2 (as substâncias disponíveis no Brasil são a Liraglutida, a Dulaglutida e a Semaglutida). No entanto, infelizmente não é incomum pessoas que fazem automedicação com essas substâncias para “emagrecer”, sem saber suas indicações ou seus riscos. Então vamos entender.

Organismo produz principio ativo (GLP-1) naturalmente

O peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) é um hormônio gastrointestinal liberado em resposta à ingestão de refeições e melhora a secreção de insulina pelo pâncreas. A secreção de GLP-1 é desencadeada imediatamente após a chegada de nutrientes no intestino (ocorre dentro de 15 a 30 minutos em humanos após as refeições).

O GLP-1 estimula a secreção de insulina das células b do pâncreas, fazendo com que a glicose absorvida pelo epitélio intestinal seja absorvida pelos tecidos periféricos através da ação da insulina. O efeito estimulador do GLP-1 na secreção de insulina é conhecido como “efeito incretina”, que depende das concentrações plasmáticas de glicose. Além desse efeito, o GLP-1 reduz o apetite hedônico (quando se come por questões não por fome, mas como forma de recompensa ou de punição). Isso faz com que pessoa consuma e deseje menos alimentos, em especial os ricos em carboidratos.

Exercício físico aumenta secreção do GLP-1

Estudo recente investigou o efeito do treino intervalado de alta intensidade (HIIT) e do exercício contínuo de intensidade moderada na secreção do GLP-1, no apetite e na ingestão alimentar. Foram encontrados níveis mais altos de GLP-1 após 1 hora de exercício tanto no HIIT como no exercício contínuo. A fome foi mais reduzida imediatamente após o HIIT em comparação com o contínuo (p <0,01), mas não foi sustentada após a primeira hora. No entanto, ambos os protocolos de exercícios não tiveram impacto na ingesta alimentar total dos homens estudados.

Indicações para uso do semaglutida 2,4 mg

Indicado para tratar diabetes 2 quando dieta e exercícios sozinhos não são suficientes para o controle da glicemia;

Pode ser usado em combinação com hipoglicemiantes orais e/ou insulina basal quando estes, em conjunto com dieta e exercício, não alcançaram um controle glicêmico adequado;

Indicado para tratamento da obesidade, sobrepeso e nos pacientes com síndrome metabólica.

Contraindicações e riscos para a saúde

Não deve ser usado em pacientes com diabetes 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética;

Pode gerar alteração do trânsito intestinal: náuseas intensas, diarreia e vômitos;

Risco de pancreatite, especialmente em pacientes que utilizam algumas classes medicamentosas e consomem álcool;

Desidratação: há risco potencial de desidratação relacionado a efeitos colaterais gastrointestinais pela depleção de fluido;

Hipoglicemia: não há risco, exceto se paciente fizer uso em combinação com sulfonilureia ou insulina basal;

Risco de colelitíase (pedra na vesícula): no estudo SCALE, o análogo do GLP-1 em alta dose para o tratamento da obesidade aumenta risco de eventos da vesícula biliar (2,5% X 1% placebo). Outra meta-análise recente observou um risco aumentado de 28% para colelitíase com análogos do GLP-1.

De fato, o grande problema dos análogos do GLP-1 em geral não está no uso para o paciente com acompanhamento médico regular, mas sim naqueles que fazem seu uso sem prescrição médica. Os medicamentos são uma reposição hormonal e, portanto, têm riscos inerente. Mas infelizmente são vendidos livremente nas farmácias, sem receita médica. Os medicamentos possuem uma vasta lista de interações medicamentosas, em especial a Dulaglutida, que podem gerar efeitos indesejados ou, pior, potencializar ou inibir a ação do fármaco.

Tenha sempre acompanhamento médico regular e jamais coloque a sua saúde em risco fazendo uso de qualquer medicamento, fitoterápico ou suplemento sem a orientação do seu médico e nutricionista.

Referências:

Nutrients. 2018 Jul 12;10(7). Acute Effects of High-Intensity Interval and Moderate-Intensity Continuous Exercise on GLP-1, Appetite and Energy Intake in Obese Men: A Crossover Trial.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do ge / Eu Atleta.

Fonte: G1

Entenda as questões por trás da quantidade de água recomendada por dia

Beber água é importante, mas dois litros por dia não é regra, dizem especialistas.

água é uma grande parte da composição do corpo humano, de cerca de 60 a 70%.

Que beber água é imprescindível para a manutenção da saúde não há dúvidas – isso é um consenso. No entanto, a quantidade diária a ser ingerida ainda é alvo de divergências entre as comunidade médica e científica.

“Por ser tão crítica para a vida, há processos fisiológicos que controlam de forma estrita o balanço de sal e água no organismo. De forma simplificada, para manter a quantidade de água do nosso corpo, é preciso repor as perdas”, afirma o professor Eduardo Barbosa Coelho, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Um estudo da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, publicado em novembro de 2022, colocou mais lenha na fogueira da discussão sobre a quantidade ideal de água por dia.

A pesquisa aponta que a ingestão recomendada de água de oito copos, cerca de dois litros, por dia raramente corresponde às necessidades reais e, muitas vezes, pode ser alta. Segundo a pesquisa, a quantidade necessária para ser bebida varia entre 1,3 a 1,8 litros por dia, a depender da idade, clima e onde a pessoa vive.

Um estudo publicado na revista Science indica que o volume para consumo diário é determinado por diversos fatores como sexo, idade, aspectos físicos, umidade do ar, temperatura e até mesmo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Nesse sentido, pode não existir uma quantidade ideal de água ー como os famosos dois litros ー, já que a influência de múltiplos pontos modifica a necessidade de cada indivíduo.

“Não há um valor ‘normal’ ou recomendável para se ingerir ao dia. Geralmente, para um adulto numa dieta normoproteica padrão, cerca de um a um e meio litros de água serão suficientes para manter o balanço hídrico. Porém, esse valor dependerá do metabolismo individual, da idade, da distribuição de gordura corporal, das condições ambientais, da atividade física e de outros fatores que afetam a perda de água. Há uma ideia generalizada de que consumir água faz bem à saúde. Como descrito acima, há mecanismos fisiológicos para a manutenção de um equilíbrio hídrico e caso haja falta de água a sede aparecerá”, afirma Coelho.

Importância da ingestão de água

Para que o organismo se mantenha funcionando, as reações bioquímicas necessitam da água e são fundamentais: desde a troca de CO2 por O2 na respiração até a digestão.

“Ela transporta nutrientes e oxigênio pela corrente sanguínea, mantém a concentração correta para a manutenção do equilíbrio eletrolítico e ácido-base, regula a temperatura corporal, mantém a estrutura celular, incluindo a membrana celular e a estrutura das proteínas e dos ácidos nucleicos (DNA) e é vital para a excreção de substâncias tóxicas pela urina e fezes”, explica.

“A água é tão crítica para a vida que, se você perder mais que 4% da água corporal total, os sintomas de desidratação irão surgir e, se houver uma perda maior que 15%, ela pode ser fatal”, prossegue o pesquisador.

Como ocorre a perda da água no organismo?

No processo de respiração celular, as células humanas convertem os nutrientes e o oxigênio que chegam pela corrente sanguínea em gás carbônico (CO2) e água. Assim, um adulto de cerca de 70 kg ‘fabrica’, aproximadamente, 700 ml de água por dia.

As perdas de água ocorrem de três maneiras: uma parte corresponde à produção de secreções, como saliva, suco gástrico e suor, por exemplo, a outra parte é eliminada na respiração e uma última parte está presente na urina e nas fezes.

Embora não haja um volume ideal de água a ser ingerido, o professor Roberto Zatz, da disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, alerta que certos grupos populacionais devem ficar mais atentos à quantidade de água.

“Alguns grupos costumam ser encorajados a manter um certo nível de consumo, em geral algo próximo aos famosos dois litros/dia, para aumentar o fluxo urinário. Os exemplos são: indivíduos com infecção urinária ou com tendência a desenvolvê-la: embora não haja evidências conclusivas, firmou-se o conceito, muito razoável, de que um fluxo urinário alto dificulta a fixação de bactérias à via urinária”, explica.

“Outro grupo que pode se beneficiar de um consumo mais alto de fluidos é constituído de pessoas com propensão a formar cálculos urinários ー as ‘pedras nos rins’. Na ausência de tais condições, não há fundamento para o conceito de que o hábito de consumir altas quantidades de água sirva para ‘limpar o organismo’ ou traga qualquer outro benefício”, acrescenta Zatz.

Sensação de sede

O mecanismo da sede é o principal alerta do corpo para a desidratação. Especialistas explicam que o hábito de beber água recorrentemente só se faz necessário, do ponto de vista biológico, quando há a indicação de que o corpo está começando a ficar desidratado, ou seja, quando a sede aparece.

“Habitualmente já ingerimos mais do que o suficiente ー quando comemos ou bebemos outros tipos de líquidos ー, e se por qualquer motivo deixarmos de fazê-lo, o mecanismo da sede nos obrigará a corrigir eventuais desequilíbrios. A sede é uma espécie de rede de proteção que garante que as perdas de água nunca superem os ganhos, evitando assim que o indivíduo se desidrate”, diz Zatz.

Os rins são capazes de modificar a concentração da urina por meio da alteração da quantidade de água livre eliminada. Coelho explica que podemos eliminar de 150 ml, em condições de extrema perda de água ou falta de ingestão, a 20 litros de urina em situações de abundância de líquidos e nutrientes.

Além desses órgãos, o hormônio antidiurético (ADH), conhecido também como vasopressina, produzido na hipófise, também atua na regulação da urina. Quando a concentração de água no organismo diminui, a concentração de eletrólitos, que são minerais se concentra no sangue.

“Células sensíveis, os osmorreceptores sinalizam para a hipófise, que produz o ADH. Esse hormônio age nos rins, aumentando a reabsorção de água e concentrando a urina”, explica o especialista.

Nesse processo, o cérebro identifica a concentração sanguínea e, assim, controla o restante dos mecanismos de eliminação hídrica do organismo. O pesquisador explica que é muito difícil o excesso de consumo de água ser perigoso, porém, existem algumas circunstâncias específicas que podem levar a isso.

“Os rins têm uma grande capacidade de eliminar excessos de água, o que permite uma ingestão máxima superior a 15 litros por dia. Isso significa que, em geral, beber mais líquidos do que o necessário não causa grandes problemas. No entanto, existem algumas situações de intoxicação hídrica, uma espécie de ‘overdose de água’. Essa condição pode resultar de um consumo superior a 15 litros por dia ou de uma ingestão tão rápida, por exemplo, cinco litros em meia hora, que não há tempo para que os rins eliminem o excesso”.

Um acúmulo excessivo de água no organismo causa diluição de solutos e, em consequência, inchaço cerebral e um quadro neurológico grave que pode ter desfecho fatal, afirma Zatz.

O pesquisador acrescenta que também existem grupos de risco, como alguns cânceres, que produzem anormalmente um hormônio que dificulta a excreção de água pelos rins, sendo a intoxicação hídrica uma das prováveis primeiras manifestações da doença.

A doença renal crônica, conhecida também como insuficiência renal crônica, é uma condição em que ocorre a perda lenta dos rins, seja por hipertensão, diabetes ou processos inflamatórios na maioria dos casos. Em fases avançadas, a capacidade de eliminar excessos de água é comprometida.

O fator idade

A questão etária é um dos fatores estudados pelo artigo. Há mudanças do corpo com relação à água, conforme a variação da idade. Os idosos, por exemplo, têm maior dificuldade em economizar água quando preciso, afirma Zatz.

“Se o idoso se mantém lúcido e ativo, não costuma haver grandes problemas. No entanto, a sensação de sede está frequentemente embotada nessas pessoas, especialmente se já têm algum acometimento neurológico sério, como acidentes vasculares anteriores ou demência. Por essa razão, é frequentemente necessário oferecer-lhes água várias vezes ao dia, procedimento observado por bons cuidadores e casas de repouso”, explica.

Quanto aos jovens, não há necessidade de qualquer recomendação especial segundo o especialista. “É evidente que indivíduos que praticam esportes necessitam de um consumo maior, que pode ser ativo ou motivado pela sede. O mesmo vale para idosos que se mantêm fisicamente ativos”. diz.

A questão da água, quando analisada do ponto de vista biológico, depende de diversos fatores individuais que juntos modificam a quantidade necessária a ser ingerida. Mas, mesmo não havendo um valor predeterminado, seu consumo é importante.

“Água é a essência da vida e, por esse motivo, nosso organismo está preparado para conservá-la. Manter a saúde é aprender a ouvir o que o seu corpo fala. Consuma a água que precisa e evite os excessos. Uma forma simples de saber se você está ingerindo pouca água é olhar a sua urina. Se ela estiver bem alaranjada e em pouca quantidade, é provável que esteja concentrada e uma pausa para hidratação seja recomendável”, finaliza Coelho.

(Com informações de Alessandra Ueno, do Jornal da USP)

Fonte: CNN BRASIL

Bolsa recua 3% com ações de Lula; Petrobras desaba mais de 6%

Índice acionário brasileiro repercute declaração contra o teto de gastos e manutenção do corte de impostos sobre os combustíveis.

A Bolsa paulista opera em forte queda na primeira sessão do ano, com agentes financeiros repercutindo declarações e decisões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomou posse na véspera. Às 15h36 desta segunda-feira (2), o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, caía 3,22%, aos 106.197,06 pontos.

A sessão também deve mostrar liquidez reduzida, dada a ausência de pregões em Wall Street nesta segunda-feira (2), com as bolsas em Nova York fechadas por feriado estendido do Ano-Novo. O mercado acionário em Londres também está fechado.

De acordo com a equipe da XP Investimentos, Lula reforçou as diretrizes econômicas anunciadas durante a campanha, como a remoção do teto constitucional de gastos, o aumento do investimento público e o papel fundamental das empresas públicas no fomento do desenvolvimento econômico.

Entre os destaques negativos do índice, aparecem as duas ações da Petrobras. Enquanto os papéis preferenciais (PETR4) da empresa caem 6%, a R$ 23,03, as ações ordinárias (PETR3) da estatal despencam 6,67%, negociadas por R$ 26,17.

O movimento reflete a determinação de Lula para que seus ministros tomem providências para revogar atos que davam andamento à privatização de uma série de estatais, entre elas a Petrobras. O presidente também confirmou rumores no mercado e anunciou a indicação do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para comandar a companhia.

Para a XP, uma das influências no movimento foi a decisão anunciada pelo novo governo de manter a desoneração dos impostos federais sobre os combustíveis, o que representa uma renúncia de receitas de R$ 53 bilhões por ano. A decisão contraria visão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que buscava o fim do benefício. Para a equipe da Guide Investimentos, as falas de Lula no domingo remeteram “aos seus governos anteriores, tanto nos acertos quanto nos erros”.

Nesta segunda-feira (2), Haddad afirmou que o arcabouço fiscal a ser apresentado neste semestre precisa ser confiável e demonstrar sustentabilidade das finanças públicas, e que não aceitará um resultado fiscal neste ano que não seja melhor do que a atual previsão de saldo negativo de R$ 220 bilhões.

Estrategistas do BTG Pactual ressaltaram que preocupações fiscais estão no topo da agenda política e que, para evitar maior deterioração do risco-país e uma combinação pior de crescimento/inflação, o novo governo pode ter que apresentar medidas compensatórias para financiar mais gastos.

Carlos Sequeira e equipe ponderaram, contudo, que as ações brasileiras estão baratas e que “pequenas melhorias nas principais variáveis econômicas podem ser suficientes para indicar algum espaço de alta”, conforme seu portfólio de ações recomendadas para o primeiro mês de 2023.

O primeiro pregão do ano traz nova composição do Ibovespa, válida até 28 de abril, sem Positivo e IRB Brasil, totalizando 89 ativos de 86 empresas. Os maiores pesos são Vale ON (15,512%), Itaú Unibanco PN (6,167%), Petrobras PN (5,751%) e ON (5,023%) e Eletrobras ON (4,051%).

Fonte: R7

Novas regras sobre limite de transações do Pix começam nesta segunda

Usuários poderão escolher a faixa de horário que limita o valor das operações noturnas, e não haverá mais valor-limite.

A novas regras sobre limites das transações do Pix começam a vigorar a partir desta segunda-feira (2). Com as alterações, as operações do sistema de pagamento instantâneo do BC (Banco Central) deixarão de ter um valor-limite por transação.

Será possível, por exemplo, transferir todo o limite diário disponível na conta em um único envio. Também não haverá mais limite para a transferência para contas de pessoas jurídicas, como empresas, que agora será determinado pelas regras de cada instituição financeira.

Outra mudança é o limite noturno. Os usuários vão poder escolher se querem que a faixa de horário que limita o valor das operações noturnas comece apenas depois das 22h, e não a partir das 20h, como é atualmente.

As outras novas regras são referentes às funcionalidades de saque e troco da ferramenta. No momento, é possível sacar apenas R$ 500 via Pix durante o dia e R$ 100 no período da noite. A partir de 2023, os limites passam para R$ 3.000 e R$ 1.000, respectivamente.

Já os ajustes na gestão dos limites para os clientes por meio do aplicativo ou do canal digital da instituição passam a valer somente a partir de 3 de julho de 2023.

O BC também promoveu alteração no regulamento do Pix para facilitar o recebimento de recursos por correspondentes bancários, a exemplo do que já ocorre com as lotéricas, e viabilizar o pagamento de salários, aposentadorias e pensões pelo Tesouro Nacional por meio do sistema.

O Banco Central havia anunciado as mudanças em dezembro. Com isso, a instituição pretende oferecer mais segurança e flexibilidade aos milhões de brasileiros que já aderiram à ferramenta.

No dia 20 de dezembro, o Pix bateu recorde de transações em um único dia, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 100 milhões. No total, 104,1 milhões de operações foram feitas pelos usuários do sistema, no dia do pagamento da última parcela do 13º salário.

O Pix completou dois anos em novembro passado, com presença garantida na rotina de 60% dos brasileiros (127,8 milhões). Desde seu lançamento, a ferramenta do BC já realizou mais de 26 bilhões de transações, que totalizam cerca de R$ 13 trilhões.

O Pix já é aceito por 81,4% do ecommerce brasileiro, enquanto o boleto está presente na rotina de 75,8% dos vendedores. O pagamento por cartão de crédito é possível para a totalidade dos vendedores.

Confira as mudanças

  • Não é mais obrigatório o limite por transação, mantendo-se apenas o limite por período de tempo.
  • A definição dos limites transacionais para usuários finais que sejam pessoas jurídicas fica a critério de cada instituição.
  • A customização do horário noturno diferenciado passa a ser facultativa.
  • A alteração do balizador para definição dos limites nas transações com finalidade de compra, passando o balizador a ser a TED, e não mais o cartão de débito.
  • O aumento dos limites para a retirada de dinheiro por meio das transações Pix Saque e Pix Troco, de R$ 500,00 no período diurno e de R$ 100,00 no período noturno, para R$ 3.000,00 e R$ 1.000,00, respectivamente.

Fonte: R7

Indústria do etanol e bioenergia critica Lula por isenção de impostos da gasolina: ‘Atentado econômico’

Entidades de classe afirmam que a medida ‘não está comprometida com a sustentabilidade’, prejudica a produção e fere a Constituição.

A decisão do governo Lula de publicar uma MP (medida provisória) que prorroga a isenção de impostos federais para a gasolina até fevereiro desagradou aos produtores de etanol e bionergia e provocou reação entre eles.

Entidades ligadas ao setor criticaram a falta de compromisso com o meio ambiente e ainda classificaram a medida de um “atentado econômico, ambiental, social e jurídico”.

Por meio de nota, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) e o FNS (Fórum Nacional Sucroenergético), associações que representam o setor sucroenergético, se posicionaram contra a medida.

“Ao manter a isenção de tributos federais sobre a gasolina, inaugurada pelo governo Bolsonaro, o governo Lula se torna cúmplice de um atentado econômico, ambiental, social e jurídico, especialmente depois de ter se comprometido com um novo padrão de combate às mudanças climáticas há poucas semanas na COP27”, diz o comunicado.

Segundo as entidades, a medida não está comprometida com a sustentabilidade e “favorece o combustível fóssil e aprofunda a destruição do etanol, que já tem sido desprestigiado nacionalmente apesar de seu reconhecimento global”.

Prejuízo aos mais pobres

Manter a desoneração da gasolina por mais 60 dias, de acordo com as duas entidades, ainda terá reflexo no bolso da fatia da população desfavorecida economicamente. Isso porque boa parte dos mais pobres não tem carro e depende do dinheiro que seria arrecadado com os impostos da gasolina para acessaram serviços melhores ligados à saúde e à educação.

“A isenção sobre a gasolina prejudica os mais pobres da sociedade, que não possuem carro e que dependem dos recursos federais para áreas da saúde, educação e assistência social. Tais recursos serão dados, ao fim do dia, aos mais favorecidos, em completa contradição ao divulgado pelo próprio presidente da República”, avisam as entidades.

Os representantes do setor sucroenergético ainda disseram que a medida adotada pelo governo Lula é inconstitucional: “A Emenda nº 123 garantiu a necessidade de diferencial competitivo para os biocombustíveis em relação aos seus equivalentes fósseis, salvo uma isenção, excepcionalmente prevista e com compensação pela União, até 31 de dezembro de 2022”.

Fonte: R7