Mundo enfrenta crise de depressão sem precedentes, alertam pesquisadores

Pandemia de Covid-19 criou novos desafios no enfrentamento do transtorno mental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 5% dos adultos em todo o mundo sofrem de depressão. No entanto, especialistas alertam que a crise de saúde global permanece negligenciada.

A compreensão equivocada do problema de saúde mental e a falta de recursos psicossociais e financeiros impactam na prevenção, diagnóstico e tratamento do distúrbio, com reflexos diretos na economia dos países.

Especialistas da Comissão da Associação Psiquiátrica Mundial da revista científica Lancet fazem um alerta de que o mundo não está conseguindo lidar com a persistente e cada vez mais séria crise global de depressão. Em um artigo publicado nesta terça-feira (15), os estudiosos convocaram uma resposta de toda a sociedade para reduzir o impacto global do transtorno.

O grupo de trabalho conta com a participação de 25 especialistas, de 11 países, incluindo o Brasil, abrangendo disciplinas da neurociência à saúde global. O artigo foi elaborado a partir da consultoria de profissionais com ampla experiência em depressão.

“Tratamentos psicossociais e médicos eficazes são de difícil acesso, enquanto altos níveis de estigma ainda impedem muitas pessoas, incluindo a alta proporção de adolescentes e jovens em risco ou vivenciando depressão, de buscar a ajuda necessária para ter uma vida saudável e produtiva”, afirmou Christian Kieling, copresidente da comissão e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em um comunicado.

Os pesquisadores destacam que apesar do conhecimento adquirido nas estratégias de prevenção e tratamento da depressão, ainda existem lacunas no que diz respeito à destinação de recursos e à realização do diagnóstico de maneira oportuna.

Em países de alta renda, cerca de metade das pessoas que sofrem de depressão não são diagnosticadas ou tratadas. O índice aumenta para 80 a 90% em países de baixa e média renda, segundo o levantamento.

Além disso, a pandemia de Covid-19 criou novos desafios no enfrentamento do distúrbio. Fatores como o isolamento social, luto, incerteza, dificuldades e acesso limitado aos cuidados de saúde afetaram de forma significativa a saúde mental de milhões de pessoas em todo o mundo.

“A depressão é uma crise de saúde global que exige respostas em vários níveis. Esta Comissão oferece uma importante oportunidade de ação conjunta para transformar globalmente as abordagens de cuidados de saúde mental e prevenção”, afirma a presidente da Comissão, Helen Herrman, professora do Orygen, Centro Nacional de Excelência em Saúde Mental Juvenil, e da Universidade de Melbourne, na Austrália, em um comunicado.

Segundo Helen, além de possibilitar que milhões de pessoas se tornem mais saudáveis, o investimento na redução do impacto da depressão poderá ajudar a fortalecer as economias dos países e no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030.

Um dos autores do artigo, o pesquisador Charles Reynolds, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, afirma que a maior parte dos indivíduos com depressão tende a se recuperar com o apoio e tratamento adequados.

“Com ciência sólida, vontade política e responsabilidade compartilhada, a depressão pode ser prevenida e tratada e suas consequências potencialmente incapacitantes evitadas. Devemos capacitar as pessoas com experiência em depressão junto com famílias, profissionais, formuladores de políticas e sociedade civil para enfrentar o tsunami de necessidades não atendidas”, diz Reynolds.

Segundo o especialista, o compartilhamento de experiências contribui para reduzir o estigma sobre o distúrbio mental ao ampliar as possibilidades de ajuda e fomentar a ampliação de recursos terapêuticos para abordagens baseadas em evidências.

Desinformação prejudica enfrentamento do transtorno

Embora seja uma condição comum em todo o mundo, a depressão ainda é cercada de mitos que tornam mais difícil o enfrentamento da doença. A lista inclui equívocos comuns de que a depressão é simplesmente tristeza, um sinal de fraqueza ou restrita a certos grupos culturais.

No artigo da Lancet, os especialistas enfatizam que a depressão é uma condição de saúde distinta caracterizada por fatores como a persistência, o efeito substancial na rotina diária e com consequências para a saúde a longo prazo. Além disso, ela pode afetar qualquer pessoa, independentemente do sexo, origem, classe social ou idade. A prevalência dos sintomas e sinais depressivos podem variar entre culturas e populações.

De acordo com o documento, o risco de depressão aumenta em contextos de adversidade, incluindo situações de pobreza, violência, deslocamento, gênero, raça e discriminação. Assim como a depressão está associada a uma ampla variedade de doenças físicas crônicas, a saúde física também pode influenciar em aspectos da saúde mental.

Custo econômico e social da depressão

A saúde e qualidade de vida obtidas a partir do diagnóstico e tratamento oportunos da depressão também podem trazer impactos positivos para a economia. De acordo com o estudo, o transtorno apresenta um custo social e econômico pouco reconhecido sobre indivíduos, famílias, comunidades e países.

Mesmo antes da pandemia, a perda de produtividade econômica ligada à depressão custava à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.

“Indiscutivelmente, não há outra condição de saúde que seja tão comum, tão onerosa, tão universal ou tão tratável quanto a depressão, mas que recebe pouca atenção política e recursos”, diz Christian Kieling, da UFRGS.

Reforço na prevenção

A comissão de especialistas em saúde mental aponta gargalos no enfrentamento da depressão, mas também propõe caminhos para contornar o problema global.

Os estudiosos sugerem que, para reduzir a prevalência, devem ser adotadas estratégias em todos os âmbitos da sociedade que reduzam a exposição a experiências adversas, incluindo negligência e trauma, especialmente na infância.

As orientações incluem intervenções em fatores individuais, como estilo de vida (tabagismo, consumo de álcool e inatividade física, por exemplo) e outros fatores de risco, como violência por parceiros e eventos estressantes, como luto ou crise financeira.

“A prevenção é o aspecto mais negligenciado da depressão. Isso em parte porque a maioria das intervenções está fora do setor de saúde”, diz o coautor do artigo Lakshmi Vijayakumar, do Centro de Prevenção de Suicídio e Serviços Voluntários de Saúde, de Chennai, na Índia. “Diante dos efeitos duradouros da depressão em adolescentes, desde dificuldades na escola e relacionamentos futuros até o risco de abuso de substâncias, automutilação e suicídio, investir na prevenção da depressão é uma excelente relação custo-benefício”, completa.

O especialista recomenda colocar em prática intervenções baseadas em evidências que apoiem a paternidade, reduzam a violência na família e o bullying na escola, além de promover a saúde mental no trabalho e abordar os impactos da solidão em idosos.

Plano de ação global

O grupo de trabalho da Lancet apresenta outras recomendações para o combate às desigualdades e à negligência no diagnóstico, tratamento e prevenção da depressão. As medidas incluem a priorização de abordagens inovadoras em etapas para atendimento, intervenção precoce e prestação de cuidados colaborativos em ambientes com recursos limitados.

Os especialistas destacam que o sistema atual de classificação de pessoas com sintomas de depressão em apenas duas categorias – com depressão clínica ou não – é muito simplista. Eles argumentam que a depressão é uma condição complexa com uma diversidade de sinais e sintomas, níveis de gravidade e duração entre as diferentes culturas e o momento de vida das pessoas afetadas.

Como possibilidade, a comissão sugere uma abordagem personalizada e por etapas para o tratamento da depressão, a partir do reconhecimento da cronologia e da intensidade dos sintomas. Eles recomendam, ainda, intervenções adaptadas às necessidades específicas do indivíduo e à gravidade da doença, que vão desde autoajuda e mudanças no estilo de vida até terapias psicológicas e antidepressivos para os casos mais graves.

“Dois indivíduos não compartilham a história de vida e constituição exatas, o que acaba levando a uma experiência única de depressão e diferentes necessidades de ajuda, apoio e tratamento”, explica o copresidente da comissão, Vikram Patel, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos. “Semelhante ao tratamento do câncer, a abordagem em etapas analisa a depressão ao longo de um continuum – do bem-estar ao sofrimento temporário, até um transtorno depressivo real – e fornece uma estrutura para recomendar intervenções proporcionais desde o início da doença”, completa.

Ao mesmo tempo, a comissão propõe que sejam adotadas estratégias de cuidados colaborativos para ampliar as intervenções baseadas em evidências nos cuidados de rotina. Por um lado, o envolvimento de profissionais locais que não são especialistas em saúde mental, como agentes comunitários, mostra a escassez de equipes qualificadas. Por outro, esse apoio ajuda a reduzir o estigma e barreiras culturais, levando a um cuidado integral do paciente.

Os especialistas indicam, ainda, a necessidade de mais investimento na área da saúde mental para garantir que as pessoas recebam os cuidados de que precisam. A comissão ressalta a importância de ações com base em políticas públicas para reduzir os efeitos prejudiciais da pobreza, da desigualdade de gênero e de outras desigualdades sociais sobre a saúde mental.

“As políticas que reduzem as desigualdades raciais ou étnicas, as desvantagens sistemáticas vividas pelas mulheres e apoiam a distribuição justa de renda por meio da cobertura universal de saúde e ampliando as oportunidades de educação podem ser estratégias preventivas potencialmente poderosas”, diz Helen Herrman, da Universidade de Melbourne.

Fonte: CNN BRASIL

Auxílio Brasil de R$ 400 começa a ser pago nesta segunda (14) a 18 milhões de pessoas

Serão beneficiados hoje aqueles com NIS (número de identificação social) final 1. Pagamento vai até 25 de fevereiro

A Caixa começa a pagar nesta segunda-feira (14) o Auxílio Brasil de fevereiro a 18 milhões de pessoas. Serão beneficiados hoje com a parcela de R$ 400 aqueles com NIS (número de identificação social) de final 1. Foram incluídas mais 556 mil pessoas neste mês, com repasse total de R$ 7,3 bilhões.

As transferências serão realizadas até 25 de fevereiro, sempre nos dias úteis. Os pagamentos seguem o calendário habitual do programa, de acordo com o NIS.

As famílias incluídas em fevereiro receberam notificações, mas a mensagem informou um valor parcial, pois a folha estava em processamento. Os valores totais, incluindo o benefício extraordinário, que elevou o valor mínimo do Auxílio Brasil para R$ 400 até dezembro de 2022, só estarão integralmente disponíveis nos canais de consulta a partir desta segunda-feira.

Calendário do Auxílio Brasil em fevereiro

NIS 1 – Recebe no dia: 14/02
NIS 2 – Recebe no dia: 15/02
NIS 3 – Recebe no dia: 16/02
NIS 4 – Recebe no dia: 17/02
NIS 5 – Recebe no dia: 18/02
NIS 6 – Recebe no dia: 21/02
NIS 7 – Recebe no dia: 22/02
NIS 8 – Recebe no dia: 23/02
NIS 9 – Recebe no dia: 24/02
NIS 0 – Recebe no dia: 25/02

O Ministério da Cidadania destaca que, para que consigam ser habilitadas no programa, as pessoas devem atender aos critérios de elegibilidade e ter os dados atualizados no CadÚnico (Cadastro Único) nos últimos 24 meses. Além disso, as informações no cadastro não podem ser divergentes das de outras bases do governo federal.

Como receber o Auxílio Brasil?

O benefício pode ser pago por meio de poupança social digital, no aplicativo Caixa Tem, criado inicialmente para o auxílio emergencial, conta-corrente de depósito à vista, conta especial de depósito à vista e conta contábil, que, de acordo com o Ministério da Cidadania, é uma plataforma social do Auxílio Brasil. Essa última opção só ocorre quando o beneficiário não possui nenhuma das outras opções para recebimento. O saque pode ser feito com o cartão do Bolsa Família.

Quem tem direito ao Auxílio Brasil?

De acordo com a página oficial do programa no Ministério da Cidadania, as pessoas que têm direito ao Auxílio Brasil se enquadram nos seguintes casos:

  • Situação de extrema pobreza — renda familiar mensal per capita de até R$ 105;
  • Situação de pobreza — renda familiar mensal per capita entre R$ 105 e R$ 210; e
  • Regra de emancipação — famílias que tiveram melhora na renda familiar, a qual, porém, não ultrapassa R$ 525. Nesse caso, o benefício seguirá ativo por até 24 meses. Para isso ocorrer, é necessário que haja na composição familiar crianças, jovens de até 21 anos ou gestantes.

Os beneficiários podem tirar dúvidas em três canais de atendimento. O número 121, do Ministério da Cidadania, reúne informações e é a central para denúncias. O número 111 é o canal de Atendimento ao Cidadão da Caixa e reúne informações sobre o cartão e o saque do benefício. Também é possível acompanhar as principais informações sobre o benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil.

Fonte: R7

BC libera consulta sobre dinheiro esquecido; veja o passo a passo

Site exclusivo do Serviço SRV (Sistema de Valores a Receber) permite identificar contas paradas e a devolução dos valores

Após pane em seu sistema, o BC (Banco Central) liberou no final da noite deste domingo (13) a consulta ao serviço SRV (Sistema de Valores a Receber), que permite verificar dinheiro esquecido em contas de banco e pedir a devolução por meio do novo site valoresareceber.bcb.gov.br.

A consulta aos valores parados será feita em duas fases. O BC calcula que há R$ 3,9 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras nessa primeira etapa, de 28 milhões de CPF e CNPJ. No total, são estimados R$ 8 bilhões deixados em contas de instituições financeiras.

Segundo o BC, tanto a consulta como o pedido de resgate do valor parado deverá ser realizado no novo endereço. Não será possível consultar ou solicitar valores no site principal do BC.

O novo endereço foi criado após o aumento da demanda de acesso ter provocado pane no portal do Banco Central, em 24 de janeiro deste ano, quando foi lançado o SRV, que possibilita que a população confira se tem dinheiro em contas encerradas com saldo disponível ou devido a tarifas cobradas indevidamente em operações de crédito, por exemplo.

Como fazer a consulta

— Acesse o endereço valoresareceber.bcb.gov.br.

— Use o CPF ou CNPJ para saber se tem algum valor a receber.

— Se não tiver, acabou a consulta. Mas, caso tenha, a pessoa receberá uma data em que será possível saber o valor e retirar a quantia.

— O acesso precisará ser feito com login e senha do Gov.br, domínio do governo federal. O endereço é neste site.

— Caso você ainda não tenha, dá para fazer isso por este site, por celulares android ou iOS.

— O grau necessário de autenticação, que inclui verificação facial ou confirmação de dados por open banking, por exemplo, deverá ser de nível prata ou ouro.

— Neste material do governo, há uma breve explicação sobre cada um deles. Em resumo, quanto maior o nível de segurança do login, maior a certificação. Depois de criar o login, você precisará retornar à página do BC exclusiva (valoresareceber.bcb.gov.br) para esse serviço para ter acesso à informação.

— Caso você tenha dinheiro a receber, depois de feita a solicitação, com o login Gov.br, será necessário retornar ao site valoresareceber.bcb.gov.br na data informada para ter acesso ao valor e solicitar a transferência.

— Se você perder a data de resgate, é só fazer o processo de solicitação novamente, com outras datas que serão disponibilizadas pelo sistema.

— Caso o dinheiro esteja parado, mas você demore para solicitar uma retirada, ele não vai deixar de ser seu. Quando você solicitar, será depositado. Enquanto isso não for feito, vai ficar parado na conta esquecida.

Cuidado com os golpes

Veja a seguir as orientações do Banco Central

— O único site para consulta ao SVR e para solicitação de valores é valoresareceber.bcb.gov.br.

— O Banco Central não envia links nem entra em contato com o cidadão para tratar sobre valores a receber ou para confirmar seus dados pessoais.

— Ninguém está autorizado a entrar em contato com o cidadão em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber.

— Portanto, o cidadão nunca deve clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.

— O cidadão não deve fazer nenhum tipo de pagamento para ter acesso aos valores.

— Por fim, uma informação importante: apenas após o cidadão acessar o sistema (ou se já o acessou nos dias 24 e 25/1) e somente no caso de pedir o resgate sem indicar uma chave Pix, a instituição financeira que o cidadão escolheu entrará em contato com ele para realizar a transferência. Mesmo nesse caso bastante específico, essa instituição não pode pedir que o cidadão informe seus dados pessoais nem sua senha.

Fonte: Banco Central

Fonte: R7

NASA registra as primeiras imagens de Vênus em luz visível

Descoberta deve ajudar a entender o que tornou o planeta tido como “gêmeo da Terra” inabitável

Fotografar algo que nunca foi fotografado antes, foi o que fez a missão Parker Solar Probe, da NASA. O modelo? O planeta Vênus, que pela primeira vez tem a sua superfície registrada do espaço, em luz visível. Imagens que servem não apenas para matar a curiosidade dos que vivem na Terra, mas, segundo os cientistas, também podem ajudar a aprender mais sobre a geologia da superfície de Vênus, quais minerais podem estar presentes lá e como se dá a evolução do planeta.

Conhecido por suas semelhanças com o planeta Terra, Vênus é hoje inabitável, dada as temperaturas extremas e a existência de adversidades como nuvens tóxicas, mas pesquisadores desconfiam que nem sempre foi assim e defendem que informações como as captadas pela missão podem ajudar na busca para entender por que Vênus se tornou inóspito e a Terra se tornou um oásis.

Envolta em nuvens espessas, a superfície de Vênus é geralmente encoberta. Mas, em dois sobrevoos recentes do planeta, a sonda Parker usou seu Wide-Field Imager, ou WISPR, para visualizar todo o lado noturno em comprimentos de onda do espectro visível, ou seja, do tipo de luz que o olho humano pode ver.

As imagens, combinadas em um vídeo, revelam um leve brilho da superfície que mostra em diferentes tonalidades, características distintas do planeta, como a localização de regiões continentais, planícies e planaltos. Como as regiões de maior altitude são mais frias do que as áreas mais baixas, elas aparecem como manchas escuras em meio às planícies mais brilhantes. Assim, é possível ver diferentes características na superfície venusiana, como a região continental Aphrodite Terra, o planalto Tellus Regio e as planícies Aino Planitia. Também foi identificado um halo luminescente de oxigênio, que pode ser visto ao redor do planeta.

Missão Parker

A missão Parker Solar Probe tem como principal objetivo investigar o vento solar, mas desde 2020, durante seu terceiro sobrevoo, os pesquisadores aproveitam a órbita seguida pela sonda para registrar algumas imagens extras de Vênus. A ideia era usar o WISPR para visualizar os topos das nuvens que cobrem o planeta e colher informações para medir sua velocidade.

Ao invés de registrar apenas as nuvens, o WISPR surpreendeu e também viu a superfície do planeta. As imagens foram tão impressionantes que os cientistas ligaram as câmeras novamente durante a quarta passagem da sonda, em fevereiro de 2021. Durante esse sobrevoo, a órbita da espaçonave se alinhou perfeitamente para que o WISPR fotografasse o lado noturno de Vênus na íntegra.

O brilho de Vênus

“A superfície de Vênus, mesmo no lado noturno, tem temperaturas em torno de 860oC. É tão quente que a superfície rochosa de Vênus se torna visivelmente brilhante, como um pedaço de ferro retirado de uma forja”, explicou Brian Wood, principal autor do novo estudo e físico do Laboratório de Pesquisa Naval, em comunicado publicado pela NASA.

Mesmo sendo brilhante, Vênus é difícil de ser registrado, já que as nuvens obstruem a maior parte da luz visível que vem de sua superfície. Além disso, embora os comprimentos de onda visíveis mais longos passem por essas nuvens, no lado do dia, a luz se perde em meio ao brilho do sol. O que aconteceu na missão foi que, na escuridão da noite, as câmeras WISPR foram capazes de captar esse brilho fraco causado pelo calor que emana da superfície.

Fonte: Revista Galileu

Uso indiscriminado de chás e ervas aumenta chances de problemas hepáticos graves

Sociedade Brasileira de Hepatologia alerta que antes de acreditar em qualquer tratamento “milagroso”, é importante consultar um especialista

O uso indiscriminado de chás e ervas aumentam as chances de problemas hepáticos graves, segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Em relação à insuficiência hepática aguda, 26% dos casos no país são provocados por DILI, conhecida como Drug Induced Liver Injury, que são decorrentes do uso excessivo de medicamentos ou suplementos. Já 34% dos pacientes desenvolvem problemas por HILI, ou Herbal Induced Liver Injury, que são decorrentes do consumo de ervas de forma exacerbada ou sem prescrição médica.

O hepatologista Raimundo Paraná, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia, tem feito pesquisas sobre hepatotoxicidade. Ele ressalta que, desde o início da humanidade, os chás e ervas sempre foram muitos usados. Ele relembra que na década de 70 já se falava sobre toxicidade por causa de chás e esse uso vem aumentando ao longo dos anos.

Segundo ele, muitos prometem efeitos como emagrecimento rápido ou a solução de alguma doença, mas, na verdade, acabam provocando doenças hepáticas graves.

“Hoje já se estuda mais o tema, mas muitas pessoas usam esses chás indiscriminadamente. Na década de 70, na Bahia, houve um surto de uma doença hepática grave chamada de doença veno-oclusiva do fígado pelo chá da erva Maria Preta. Depois tivemos em outros estados outro surto associado ao chá de Confrei. Depois tivemos na Amazônia pela Sacaca”, explicou.

O médico ressalta que a divulgação de informações inverídicas divulgadas em redes sociais tem contribuído para o aumento dos casos e o retorno do uso de algumas substâncias.

“No Brasil sempre existiram doenças relacionadas ao uso de ervas e medicamentos, mas elas aumentaram exponencialmente nos últimos tempos. Inicialmente devido à internet, que acabou veiculando muita propaganda enganosa sobre uso de medicamentos e chás, fitoterápicos e fórmulas como milagrosos”, explicou o médico.

Uma das substâncias que ele chama atenção para os perigos está presente no chá-verde.

“O chá-verde, por exemplo, tem uma substância chamada catequina. Se ela for concentrada, ela causa um dano. Ela causa a morte das células do fígado. Quando você toma um chá-verde com água pode não ter problemas, agora se for em cápsula pode ter muito mais conteúdo, mil vezes mais catequina, a depender de como ela foi manipulada e como ela foi colocada naquela cápsula.”

A estudante Isabella Morais, de 34 anos, decidiu fazer uso de chás para emagrecer. Ela usou receitas que viu na internet por um período de três meses e perdeu quase os 7 kg que engordou nos últimos dois anos. Ela começou a ter diversos efeitos colaterais e decidiu suspender o uso.

“Eu tomava alguns desses chás de 2 a 3 vezes na semana. Algumas vezes senti cólicas e até mesmo diarreia. Depois que fui descobrindo o quanto era prejudicial parei”, contou ela.

Os sintomas apresentados por ela, segundo o especialista, são muito comuns e podem sinalizar que já há algum problema de saúde associado ao uso.

“Alguns pacientes podem ter um pouco de náusea. Geralmente ele mesmo para de usar. Outros vão ao médico, os exames mostram as enzimas do fígado elevadas e o paciente é orientado a parar de usar. Em 10% dos casos o paciente e mais sintomático. O paciente fica com os olhos mais amarelos, urina escura. A gente chama de uma hepatite ou uma colestase. Uma porcentagem pequena de pacientes tem uma forma chamada hepatite fulminante onde existe uma destruição aguda das células do fígado. Não tem condições de regeneração em 70% desses casos. Nesse caso, o paciente ou morre ou vai para um transplante de fígado.”

A hepatologista Melina Torres observou uma tendência de pacientes que não buscaram o atendimento adequado, principalmente nos últimos dois anos, e quando voltaram já estavam com um quadro avançado. Alguns fizeram uso de chás e anabolizantes no período.

“Estive com pessoas que já tinham doenças e deixaram de acompanhar, o que gerou um aumento de diagnóstico de câncer de fígado em estágio avançado e aumento de pacientes com a doença hepática descompensada”, explicou a médica.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia, 73% das pessoas com diagnóstico de câncer de fígado no Brasil já estão em estágio avançado da doença. A falta de exames de rotina imprescindíveis para o diagnóstico colabora com essa alta taxa.

A recomendação dos especialistas é fazer os exames de imagem pelo menos a cada seis meses. Sobre o uso de chás e outras substâncias, o médico orienta que é sempre ideal procurar um especialista e fugir das promessas que estão na Internet.

“Vendem promessas de tratamento que não têm nenhum respaldo científico e que absolutamente não fazem o que prometem ou, se fazem, tem um custo muito alto para a saúde do paciente. E esse custo geralmente é omitido no momento da prescrição”, alertou Raimundo Paraná.

Fonte: CNN BRASIL

Caixa libera nesta quinta abono salarial a pessoas nascidas em fevereiro; veja quem tem direito

Benefício deverá ser pago a 22,7 milhões de trabalhadores, no valor total de R$ 21 bilhões, de acordo com o mês de aniversário.

A Caixa libera nesta quinta-feira (10) o pagamento do abono salarial do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada nascidos em fevereiro. O benefício será depositado para aqueles que têm conta no banco e, para os demais, em conta digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. O saque também pode ser feito nas agências e lotéricas.

O Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) será pago a partir do dia 15 de fevereiro pelo Banco do Brasil.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, o abono será pago a 22,7 milhões de trabalhadores, no valor total de R$ 21 bilhões. A primeira parcela, aos nascidos em janeiro, foi liberada também nesta semana, na terça-feira (8).

Para ter direito ao benefício, é preciso estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2020 e recebido, no máximo, até dois salários mínimos (R$ 2.424).

Trabalhadores do setor privado inscritos no PIS receberão o abono salarial deste ano até 31 de março, pela Caixa. Para servidores públicos, militares e empregados de estatais inscritos no Pasep, o pagamento vai de 15 de fevereiro a 24 de março, pelo Banco do Brasil.

O abono salarial ano-base 2020 será pago de acordo com o mês de aniversário dos beneficiários, em uma parcela proporcional ao período trabalhado com carteira assinada. O valor pode variar de R$ 101 a R$ 1.212 (patamar do novo salário mínimo). Poderá sacar a quantia máxima quem trabalhou os 12 meses de 2020.

Também vão receber as pessoas que não sacaram o benefício do exercício anterior, ano-base de 2019. Do total estimado de 154 mil trabalhadores que poderiam ter direito ao benefício, após apuração, foram identificados 123.765 com direito ao abono, no valor total de R$ 113,97 milhões.

Confira abaixo as datas de pagamento
PIS

Nascidos em janeiro – 8 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 10 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de fevereiro
Nascidos em abril – 17 de fevereiro
Nascidos em maio – 22 de fevereiro
Nascidos em junho – 24 de fevereiro
Nascidos em julho – 15 de março
Nascidos em agosto – 17 de março
Nascidos em setembro – 22 de março
Nascidos em outubro – 24 de março
Nascidos em novembro – 29 de março
Nascidos em dezembro – 31 de março

Pasep

Finais de inscrição 0 e 1 – 15 de fevereiro
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de fevereiro
Final de inscrição 4 – 22 de fevereiro
Final de inscrição 5 – 24 de fevereiro
Final de inscrição 6 – 15 de março
Final de inscrição 7 – 17 de março
Final de inscrição 8 – 22 de março
Final de inscrição 9 – 24 de março

Como consultar o valor e se tem direito a ele

Os trabalhadores da iniciativa privada inscritos no PIS e nascidos nos meses de janeiro a junho e os trabalhadores dos municípios afetados pelas chuvas nos estados da Bahia e de Minas Gerais podem consultar as informações pelo aplicativo Caixa Tem e pelo atendimento Caixa ao Cidadão (0800 726 0207).

No caso dos trabalhadores vinculados ao Pasep, a consulta do saldo é feita na página Consulte Seu Pasep. Há também a opção de ligar para a central de atendimento do Banco do Brasil (4004-0001, capitais e regiões metropolitanas, ou 0800 729 0001, interior).

A consulta também pode ser feita pelo link www.gov.br/pt-br/servicos/sacar-o-abono-salarial, bem como pelo telefone 158, do Ministério do Trabalho e Previdência, e pelo atendimento presencial nas unidades regionais da pasta.

Fonte: R7

Preço do botijão de gás no Brasil tem alta de quase 50% em dois anos

preço do gás de 13 kg de GLP no Brasil saltou de R$ 69,74 em janeiro de 2020 para R$ 102,40 no primeiro mês de 2022. Trata-se de uma alta aproximada de 50% no custo do produto ao consumidor em apenas dois anos.

A reportagem utilizou como base os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço do GLP é composto por tributos estaduais, federais, custo de distribuição e a margem cobrada pela Petrobras.

Em cálculo realizado a pedido da CNN, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joelson Sampaio, aponta que o valor do botijão de gás representa atualmente 8,4% do salário mínimo brasileiro, que foi reajustado para R$ 1.212,00 em 2022 pelo governo federal.

O economista também enumerou os fatores econômicos que causaram o aumento no custo do produto ao longo dos últimos dois anos. No entanto, ele destacou a política de preço da Petrobras como o principal motivo para a disparada no preço.

Em 2020, o valor arrecadado pela estatal era de R$ 27,79 por botijão. Dois anos depois, o montante arrecadado pela companhia é de R$ 50,87 – um aumento de 83%. Procurada pela CNN, a companhia petrolífera ainda não se pronunciou.

“Os principais componentes que explicam esse aumento é o custo do petróleo no mercado internacional, dólar valorizado e frete do petróleo até as refinarias. Mas o destaque fica para o custo do insumo no mercado exterior, que faz com que a Petrobras cobre um valor muito alta pelo produto. Dessa forma, os aumentos acabam sendo repassados pela companhia com efeito em todo mercado nacional”, disse o professor da FGV.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (9), apontou uma queda de 0,73% na incidência da inflação no gás de botijão em janeiro, após 19 meses de alta.

Apesar disso, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, acredita em uma estabilidade no preço do GLP. Para ele, não deve haver uma queda nos valores para o consumidor ao longo dos próximos meses.

“A pressão sobre os preços do GLP tem sido alta nos últimos dois anos. Sempre preço em ascensão. Eu não chamo o dado do IBGE de queda, é no máximo uma estabilização. E, por fim, vamos destacar que o GLP é um produto essencial, não é algo que as pessoas podem deixar de comprar, está muito caro”, afirmou o presidente da Sindigás.

Fonte: CNN

Senadoras pedem punição maior a quem faz apologia ao nazismo

Parlamentares sugerem criminalização aos atos de defesa, culto ou enaltecimento do nazismo, com prisão de três a seis anos e multa

A bancada feminina do Senado apresentou um projeto de lei nesta quarta-feira (9) para tipificar como crime a apologia ao nazismo, a prática de saudações nazistas e a negação, a diminuição, a justificação ou a aprovação do holocausto.

A iniciativa surgiu em razão dos recentes episódios de defesa ao nazismo registrados no país. Nesta semana, o youtuber Bruno Aiub, o Monark, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM – SP) e o comentarista Adrilles Jorge passaram a ser investigados por se manifestarem de forma favorável ao regime anitissemita.

A proposição das parlamentares quer alterar a lei do racismo, que já considera crime fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. A punição prevista na legislação é prisão de dois a cinco anos e multa.

Para as senadoras, a lei precisa ser aperfeiçoada porque não criminaliza atos comuns praticados por grupos extremistas, como os de exaltação ao nazismo, de prática de saudações nazistas ou de negação do holocausto. Dessa forma, elas sugerem a criação de um tipo penal para incriminar essas condutas, cuja pena seria reclusão de três a seis anos e multa.

“Isso que estamos fazendo nada mais é do que a nossa obrigação, porque não é possível que essas pessoas que dizem o que dizem ou que acreditam no que acreditam não tenham lido os livros de história ou não visto nos filmes o que foi o holocausto”, ponderou a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Segundo ela, apologia ao nazismo não é liberdade de expressão. “Isso é crime e, como crime, deve ser punido. Os influenciadores, como os políticos, têm que saber que as palavras e as ações têm consequências. É preciso separar o joio do trigo quando falamos.”

Fonte: R7

É possível perder quase 300 calorias por dia dormindo; saiba como

Estudo feito com jovens adultos com excesso de peso mostrou que participantes diminuíram ingestão calórica após aumentarem de 6 para 8,5 horas de sono

Quer perder peso dormindo? Tente estender seu tempo de sono para que você não fique privado dele.

Esse é o resultado surpreendente de um estudo randomizado que pediu a jovens adultos com excesso de peso e que normalmente dormiam menos de seis horas e meia, para tentar dormir cerca de oito horas e meia por noite durante duas semanas.

No final desse curto período de tempo, muitos daqueles que prolongaram o sono para uma duração mais saudável diminuíram a ingestão calórica em uma média de 270 calorias por dia, de acordo com o estudo publicado na revista JAMA Internal Medicine, na segunda-feira.

Alguns dos participantes do estudo reduziram sua ingestão em 500 calorias por dia, segundo o estudo.

“Isso é quase como um divisor de águas para perda ou manutenção de peso”, disse a autora do estudo, Dra. Esra Tasali, professora associada de medicina que dirige o Centro de Pesquisa do Sono da Universidade de Chicago.

Os pesquisadores projetaram suas descobertas no futuro. Eles descobriram que comer 270 calorias a menos por dia se traduziria em uma perda de 26 quilos ao longo de três anos, tudo isso não fazendo nada além de dormir mais.

“Uma pequena intervenção que você pode fazer em si mesmo para aumentar ou preservar a duração do sono para que você não fique privado de sono pode ter um impacto significativo no peso saudável”, disse Tasali.

Um dos pontos fortes do estudo foi o fato de ter acontecido em um ambiente do mundo real, não em um laboratório do sono, e usar um teste de urina objetivo para medir as calorias em vez de confiar nas pessoas lembrarem o que elas comeram.

“Este é um estudo muito bem feito, respondendo a uma questão importante”, disse o Dr. Bhanuprakash Kolla, psiquiatra do sono e neurologista do Centro de Medicina do Sono e da Divisão de Medicina de Dependência da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Ele não participou do estudo.

“Eles mostraram claramente que, à medida que você aumenta a quantidade de sono, a ingestão de energia é reduzida e isso, por sua vez, leva a reduções modestas no peso”, disse Kolla. “É provável que se isso fosse estendido, poderia haver mudanças mais significativas no peso”.

O sono e a fome estão relacionados

Como dormir mais ajuda a perder peso? Uma razão é o impacto que a falta de sono tem em dois hormônios-chave que controlam a fome e a saciedade: a grelina e a leptina.

A grelina estimula a fome e demonstrou aumentar com a privação do sono. Sua parceira, a leptina, nos diz quando estamos satisfeitos.

“Foi demonstrado que a leptina diminui com a restrição do sono. Portanto, quando somos privados de sono, temos menos desse hormônio e, portanto, menos freio em nosso apetite”, disse Kolla.

E não são apenas as pessoas que estão acima do peso que ficam desejando carboidratos e ganham peso quando são privadas de sono, disse Kristen Knutson, professora associada sobre sono e medicina preventiva da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, que não esteve envolvida no estudo.

“Estudos que observaram aumento do apetite após a perda de sono foram em pessoas que não estavam acima do peso. Dormir o suficiente traz benefícios para a saúde de todos, independente do peso corporal”, disse Knutson.

Outra maneira pela qual o sono ruim afeta nossas escolhas alimentares pode ser encontrada nos centros de recompensa do cérebro, o local que nos dá sentimentos prazerosos que queremos repetir.

“Os centros de recompensa no cérebro ficam mais ativados quando você está privado de sono, o que aumenta seu desejo por carboidratos, comidas não saudáveis ou uma maior ingestão geral de alimentos”, disse Tasali.

Depois, há o problema da resistência à insulina, que aumenta com a privação do sono e leva ao ganho de peso.

“Vários estudos de laboratório mostraram que, se você fizesse um teste de tolerância ao açúcar pela manhã para um indivíduo privado de sono versus um indivíduo bem descansado, você veria um estado pré-diabético e resistente à insulina pela manhã”, disse Tasali.

Uma intervenção fácil

Quão difícil foi para as pessoas adicionar mais sono às suas vidas? Não tão difícil assim, disse Tasali. Cada pessoa passou por uma sessão de aconselhamento de uma hora sobre seu estilo de sono.

“Foi muito personalizado, focado em tentar rever o estilo de vida das pessoas, suas limitações relacionadas ao trabalho, seus familiares, seus animais de estimação, filhos e rotinas de dormir”, disse ela. “Então conversamos com eles sobre como melhorar a higiene do sono, como guardar os eletrônicos antes de dormir”.

Especialistas em sono aconselham que qualquer dispositivo emissor de luz azul – smartphones, laptops e televisores, para citar alguns – seja guardado de 45 minutos a uma hora antes de dormir. Isso é porque a luz azul interrompe a liberação de melatonina, o hormônio do sono do corpo.

Outras dicas de higiene do sono incluem dormir em um quarto fresco (15 a 20 graus Celsius); sem barulho; pular comida picante e álcool antes de dormir; e ter um ritual calmante na hora de dormir, que pode incluir tomar um banho quente, ler um livro, ouvir música suave, respirar fundo, ioga, meditação ou alongamentos leves.

Tasali disse que viu mudanças após apenas uma semana do programa de melhora do sono de duas semanas.

“Alguns deles me disseram: ‘Achei que ia ser menos produtivo. Você está me dando tanto tempo na cama, como vou fazer todo esse trabalho que deveria fazer?’ E no final das duas semanas eles me disseram que estavam mais produtivos, porque estavam mais energizados e mais alertas”.

Uma das limitações do estudo, disse Kolla, é que nenhum dos participantes sofria de insônia ou outros distúrbios importantes do sono, que afetam milhões de pessoas.

“Estes são apenas indivíduos que não têm distúrbios do sono, mas têm o que chamaríamos de sono insuficiente induzido por comportamento”, disse ele. “Embora o objetivo fosse estender para 8,5 horas, é bastante provável que a maioria das pessoas não precise de tanto sono. Portanto, trabalhos futuros devem analisar informações específicas dos participantes para ver quem provavelmente se beneficiará desse tipo de intervenção”.

Apesar dessas limitações, ele disse que está claro que as pessoas que estão tentando perder peso devem prestar atenção “à quantidade de sono que elas estão tendo – evitar a privação voluntária do sono vai ter um papel importante nisso”.

Fonte: CNN BRASIL

Volume do empréstimo consignado bate recorde e supera R$ 513 bi

Saldo total dessa modalidade de crédito cresceu 17% em 2021; quase 40% são referentes a contratos de segurados do INSS.

O volume do crédito consignado, que é descontado diretamente na folha de pagamento, bateu recorde em 2021 e atingiu R$ 513,5 bilhões contratados em dezembro. De acordo com dados do Banco Central, é o maior valor já registrado nessa modalidade de empréstimo.

O saldo total de dezembro cresceu 14% comparado ao mesmo período de 2020, quando havia R$ 439 bilhões. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado chegou a 17%, num total de R$ 5,7 trilhões, coincidindo com o período da segunda onda da pandemia de Covid-19.

A modalidade é concedida a quem tem salário, aposentadoria ou pensão creditados em conta-corrente. Por ser descontado diretamente na folha de pagamento ou da aposentadoria do cliente, é uma opção de empréstimo fácil e tem uma das menores taxas do mercado.

Desde o começo de 2022, as novas contratações, renovações e portabilidades passaram a obedecer ao limite de comprometimento de 30% dos rendimentos, e não mais 35%, como vigorou até o fim de 2021. Além disso, o teto de juros passou de 1,8% para 2,14% ao mês. Nas operações realizadas com cartão de crédito, a taxa subiu de 3% para 3,06% ao mês.

Para o economista Josilmar Cordenonssi, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o aumento do volume do consignado mostra a dificuldade que as pessoas estão tendo em manter o padrão de consumo, ou tentando aumentar a renda, na esperança de que a crise seja transitória.

O economista também avalia que a alta dos empréstimos pode ser um obstáculo para a retomada da economia no pós-pandemia. “A economia deverá crescer em um ritmo mais lento, porque a capacidade de se endividar das pessoas para aumentar o consumo vai ser menor. Em vez de consumirem, as famílias estarão pagando dívidas antigas. A demanda tende a ser menor nessa recuperação”, afirma  Cordenonssi.

Aposentados e pensionistas

Quase 40% do volume total é de empréstimos para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em dezembro, o consignado para os segurados chegou a R$ 192,4 bilhões contratados.

O INSS afirmou em nota que a modalidade de crédito é firmada em um contrato particular entre a instituição bancária e o segurado e que orienta os beneficiários a não repassarem dados como senhas e informações bancárias a estranhos, em especial, por telefone.

Segundo o instituto, em caso de fraudes, ou em que não reconheça os empréstimos, o segurado deve procurar a empresa ou banco que emitiu o crédito e registrar uma reclamação no Portal do Consumidor (consumidor.gov.br).

“O bloqueio de empréstimos consignados pode ser solicitado pelo MEU INSS, no site ou aplicativo, ou pela Central 135, disponível de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h”, informou em nota.

Mas o empréstimo consignado pode ser importante para aqueles que precisam de dinheiro numa emergência, por ter a taxa mais baixa do mercado. De acordo com Amanda Rapouzo, gerente de eCred da Serasa, a modalidade de crédito oferece benefícios e diferenciais, mas por isso mesmo requer cuidados na hora da contratação.

“Além de pesquisarem a idoneidade das empresas que oferecem esse modelo de empréstimo, o aposentado ou seus familiares devem mapear os eventuais riscos que envolvem a operação para, de fato, aproveitar as melhores oportunidades do mercado e as mais adequadas para o seu bolso”, afirma a responsável pelo crédito da Serasa. A seguir, veja as orientações e cuidados que a especialista destaca para evitar problemas com dívidas.

Confira os cuidados na hora de contratar o empréstimo

. Faça as contas
Antes de contratar o empréstimo, verifique se as parcelas cabem no seu orçamento e coloque no papel os possíveis impactos das prestações em seus débitos mensais.

  • Cuidados com os documentos
    Nunca compartilhe seus dados/cartão do banco ou qualquer documento com desconhecidos, para que possam fazer empréstimo em seu nome.
  • Atenção para a venda casada
    Para conseguir o crédito consignado, não é necessário contratar outro produto ou serviço do banco ou da financeira que está oferecendo o empréstimo. Ao se deparar com uma oferta desse tipo, desconfie.
  • Cuidado redobrado com ofertas por telefone
    Atenção às ligações para oferecer crédito consignado. Nunca informe seus dados pessoais nem bancários por telefone ou WhatsApp.
  • Pesquise tudo
    É fundamental conferir nos bancos e nas financeiras as taxas e as condições que mais combinam com a sua realidade financeira. Assim como se faz pesquisa de preços na hora de comprar um produto, a mesma postura deve ser adotada na hora de solicitar um crédito.

Fonte: R7