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A PATERNIDADE DE DEUS

“Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai; nós barro e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos” (Is 64:8).
Tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome (Is 63:16)”.

Na Bíblia, Deus se revela como Criador, Ele assume essa função e age como tal. E o homem é apresentado como criatura, feita à imagem e semelhança de Deus. O pecado é o agente destruidor dessa imagem, e Jesus Cristo é o Recriador, que faz do homem convertido uma nova criatura. Mas, Deus também se revela como Juiz e exerce essa função, mostrando que o homem é jurisdicionado às Suas Leis, e que o pecado é a transgressão da Lei, e que Jesus Cristo é o Réu, Advogado, Supremo Juiz, Sumo-Sacerdote, Rei, Senhor e Pastor.

Várias passagens das Escrituras falam de Deus como o Pai de Israel, Pai de Cristo, Pai dos anjos, e do homem. E como Criador deles (Jó 1:6; 2:1; 38:7). Deus criou a nação de Israel (Dt 32:6 e Ml 32:10) cuidou dela estabelecendo um relacionamento especial, e esse cuidado de Deus por Israel mostra que esse povo primogênito de Deus possui posição privilegiada (Êx 4:22; Jr 31:9), e tem grandes promessas (Jr 2:19). Por tal privilégio, Israel deveria honrar e servir a Deus (Êx 4:23 e Ml 1:6), porque, Deus sustenta Israel e a faz crescer cotidianamente (Jr 3:19; Sl 103:13; Pv 3:12; Dt 14:1; 2 Sm 7:14; Os 11:1; 2 Sm 7:14; Sl 2:7, 89:26; Dt. 1:31; 8:5). Porém, Deus requeria como resposta um amor filial, expressado por obediência (Ml 1:6) e visto que esse amor era com frequência recusado pelo seu povo escolhido, então surgiu o conceito da paternidade de Deus mais abrangente: Pai da nação como um todo (Sl 103:13; Ml 3:17), e foi confirmado pelos ensinos de Jesus.

O número de ocorrências da palavra “Pai” aplicada a Deus nos evangelhos é mais que o dobro dos demais livros do Novo Testamento. Só no Evangelho de João há 107 ocorrências. Jesus tinha consciência de estar num relacionamento íntimo sem paralelo com o Pai. Ele declarava ser o Filho preexistente eterno, co-igual ao Pai, que se encarnou para cumprir o propósito de salvação, tendo sido nomeado como único Mediador entre Deus e os homens (Mt 11:27; Jo 8:58; 10:30, 38; 14:9; 16:28; 5:22). Jesus ensinava, também, que o pecado havia produzido uma mudança nos homens, tornando necessário o novo nascimento e a reconciliação com Deus (Jo 3:3; 8:42; 14:6). Em harmonia com esse ensino a pessoa pode se tornar filha de Deus, mediante a fé em Cristo e receber o Espírito de adoção (Jo 1:12; Gl 3:16; 4:5: Rm 8:15). Tal filiação dá direito à herança (Mt 5:16; Rm 8:29; 1 Jo 3:2, Rm 8:17). Assim, o Pai é revelado como soberano, santo, justo e misericordioso. Daí podermos nos dirigir ao Pai em oração em Nome de Jesus (Mt 6:32; Jo 17:11; 25; 14:13-14). Esse tema é um dos mais lindos, profundo, e emocionante que temos na Bíblia: a Paternidade de YAHVEH-DEUS, o único (Dt 6:4) porque Ele é Pai, o Altíssimo (Sl 97:9); (Is 40:12-31); Criador (Gn 1:1); o homem é filho, e o pecado é a desobediência dos filhos ao Pai e o Senhor Jesus Cristo é o Unigênito do Pai que restaura os direitos políticos e econômicos dos filhos na família de Deus. As relações familiares de Deus estão descritas na Bíblia e classificadas em dois níveis: celestial e terreno; Deus é Pai de Jesus Cristo, Pai dos anjos, no âmbito celestial. E Deus é Pai da humanidade, compreendendo os judeus e os gentios cristãos, em nível terreno. A paternidade de Deus sobre Jesus é um mistério. A Cristologia trata da pessoa de Jesus, e está fundamentada num binômio paradoxal: “geração eterna”. Isto quer dizer que a divindade e a eternidade de Cristo se concentram numa afirmação inexplicável, pois a geração é a reprodução de uma vida, que tem um começo, enquanto que a eternidade não tem começo nem fim (Jo 17:24; At 17:19; Cl 1:15-17: Hb 5:5-6). No Antigo Testamento, Jesus foi identificado como Messias e como Filho de Deus:

1) Seu nascimento virginal já indicava Sua santidade e Sua existência transcendental (Mt 1:18-25; Lc 1:26-38.

2) O testemunho dos anjos, e dos pastores (Lc 2:8-20);

3) O testemunho de João Batista (Mt 3:13-17).

4) O testemunho do Diabo (Mt 4:1-11);

5) Sua morte por se dizer “Filho de Deus” (Jo 5:1-18). Todavia, os judeus sensíveis ao monoteísmo, perceberam que Jesus quando se dizia filho de Deus, não o fazia para se nivelar aos homens, mais para firmar-se como o próprio Deus. Na verdade, Jesus queria mostrar que tinha uma relação familiar distinta dos demais seres humanos. A Bíblia distingue a relação filial de Jesus com Maria, de quem ele era o primogênito (Lc 2:7, 23), e de Jesus com Deus Pai, como o Unigênito (Jo 1:14-18; 3:16,18; 1 Jo 4:9.

A paternidade de Deus sobre os anjos. Esse tema é apresentado nas Escrituras: Gn 6:1-4, que muitos interpretam como “filhos de Deus” porém, perde significado com a afirmação de Jesus: “os anjos não se casam nem se dão em casamento” (Lc 20:35-36). Essa dificuldade não existe em Jó 1:6 e 2:1, onde a referência é aos anjos. E são suficientes para configurar a relação entre Deus e seus anjos, em termos familiares.

A paternidade de Deus sobre a humanidade. Essa é a paternidade universal, segundo a qual Deus é Pai da humanidade, Deus é Pai de todos os seres humanos. Mas a paternidade universal de Deus é cara, porque custou a vida do Senhor Jesus Cristo, que se esvaiu em sangue na cruz do Calvário, para salvar a humanidade, isto é, todo pecador que confessa ao Senhor Jesus Cristo como seu Único, Suficiente, Exclusivo e Eterno Salvador é salvo para a glória de Deus Pai. A Bíblia diz que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26-27). A palavra “imagem” em hebraico zalen, refere-se a forma exterior (objetiva) de um ser, e a palavra “semelhança”, no hebraico demoten, tem a ver com a forma interior (subjetiva). Assim, a frase sugere uma relação metafórica onde a criatura se liga ao seu Criador de forma intensa e extensa. Numa ligação multiforme tendo em vista a “imagem e semelhança” quando corretamente interpretada. A resposta a essa questão está em Gn 5:3: “Adão... gerou um filho à sua semelhança, conforme à sua imagem”. Portanto, com traços físicos, psíquicos e espirituais, que um filho tem e se assemelha ao pai.

É inegável que Adão fora criado por Deus, mas a frase “imagem e semelhança” indica que ele fora criado para viver uma relação familiar com Deus, tão íntima como a relação que existe entre pai e filho humanos. Deus, o Criador diz que o homem foi feito à Sua imagem e semelhança, portanto ficou definida a relação entre o Criador e a criatura feita do pó da terra. A Bíblia diz textualmente que Adão foi criado, não como uma mera criatura, mas como um ser capaz de se relacionar como filho de Deus. A frase “Adão de Deus” (Lc 3:38) tem a palavra “filho” subentendida por elipse. O apóstolo Paulo, no Areópago, de Atenas, perante os sábios gregos, mostrou que a doutrina da paternidade de Deus, não era exclusivamente hebraica, mas que concordava com as mais remotas tradições filosóficas gregas (At 17:26-29). Note no v. 29, no qual o apóstolo Paulo usa o argumento da relação familiar do homem com Deus, para condenar a idolatria grega que produzia e adorava as inúmeras imagens de seres mortais (Is 40:18-25; Rm 1:23).

É importante salientar que o apóstolo Paulo demonstrou que a doutrina hebraica da paternidade de Deus não deveria ser aceita como uma novidade, posto que os filósofos mais antigos da Grécia já a conheciam. Isso prova que a doutrina da paternidade universal de Deus não é originária da Grécia, e nem conflita com a doutrina cristã da filiação do homem a Deus por meio de Jesus Cristo. Referindo-se à criação do homem, o apóstolo Paulo diz que “De um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites de sua habitação: para que buscassem a Deus, se porventura, tateando o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada ser humano, porque nele vivemos, e nos movemos, e, existimos como também alguns dos poetas disseram: “Pois dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus não deve pensar que a divindade seja semelhante ao ouro ou a prata, ou a pedra esculpida pela arte e imaginação dos homens (At 17:26-29).” O apóstolo Paulo diz que a humanidade é geração de Deus. O fato da Bíblia afirmar que Adão foi criado como filho de Deus e que Ele é o pai da humanidade mostra que a paternidade de Deus sobre a humanidade é uma realidade inquestionável.

A paternidade de Deus sobre os judeus. A Bíblia é a história do homem e das instituições judaicas. Nela, surge o primeiro homem, sua descendência e suas instituições. Da linhagem de Adão surgiram os adamitas, semitas, hebreus, israelitas e judeus. Por causa de Adão surge a chamada especial de Deus a Sete, a Noé, a Abraão e a Jacó (que teve seu nome trocado para Israel). E Israel tornou-se a nação de Deus e os israelitas foram agraciados com a condição de “filhos de Deus” (Jr 31:9). A parábola do filho perdido, chamada de “Filho Pródigo”, contada por Jesus (Lc 15:11-32), é uma parábola que retrata a situação de uma família judaica, no contexto da paternidade de Deus sobre os judeus. O filho mais velho representava o judeu justo, zelador da lei, ortodoxo. O filho mais novo representa o judeu injusto, transgressor da lei que se rebelou contra a vontade de Deus. O pai representa o Deus de Israel, Deus misericordioso, que perdoa e restaura o filho aos direitos da família.

A paternidade de Deus sobre os cristãos. Deus chamou Abraão para que ele começasse uma nova raça, nova nação e nova religião. E, porque Israel falhou como povo e nação escolhida de Deus, então enviou Jesus ao mundo. A missão de Jesus foi restabelecer o Reino de Deus entre os homens, tendo a fé como a condição de naturalidade e não mais a Lei. Neste sentido, Jesus estava dando seguimento a religião de Abraão (Gn 15:5-6).

Na visão cristã, os filhos de Deus não são os que estão ligados geneticamente a Abraão, mas os que passam por uma conversão (mudança de vida) a Cristo, produzida pela fé (Jo 3:1-12). Jesus ensinou que os filhos de Deus são os que nascem de novo, que são regenerados em Cristo, pelo poder do Espírito Santo de Deus. Estes adquirem o direito de serem filhos de Deus e os direitos inerentes a essa condição de filhos (Jo 1:12; Rm 8:17). O novo nascimento é experiência interior, que ocorre pela conversão do ser humano a Jesus Cristo (Jo 3:3-7).

Uma das qualidades de Deus, que a doutrina da paternidade ressalta, é o seu amor pela humanidade. Deus é amoroso (Dt 7:7-8; Nm 14:17-19; Jo 3:16: 1Jo 4:8,16). A palavra amar vem do latim amare. No hebraico é ahab. No grego é agapáo. Em todas as línguas ela significa gostar de algo ou de alguém. Vale dizer que Deus tem necessidades afetivas, isto é, Ele tem prazer em se comunicar com os outros seres, como tem prazer em se fazer útil. Por isso, o amor de Deus é afetivo (que leva a sentir), e efetivo (que leva a agir). O amor é uma abertura mental, que leva à aceitação do outro como ele é. É assim, o amor de Deus.

A Bíblia afirma que o homem fora criado como filho de Deus, mas que o pecado cortou-lhe as relações familiares e o destituiu da herança, na família de Deus. Do ponto de vista genético e familiar, o pecado foi um ato de desobediência do homem à lei de Deus (Gn 2:16-17). No sentido genético, o pecado matou o homem e destruiu a imagem de Deus que estava nele. E, no sentido familiar, o pecado o destituiu dos direitos econômicos e políticos de filho. A desobediência do homem a Deus-Pai, custou-lhe o corte de sua amizade com Ele, a perda de seus direitos na família de Deus e a sua expulsão da casa paterna.

A Bíblia descreve a condição do homem pecador como: 1. Um filho deserdado (Lc 15:11-14); 2. Um filho separado (Is 59:2); 3. Um filho perdido (Lc 19:10); 4. Um filho morto para o pai (Lc 15:24 a); 5. Um filho do Diabo (Jo 8:44; 1 Jo 3:8). Por tudo isso, veio Jesus ao mundo. Ele veio reatar as relações familiares do homem com Deus. Veio fazer as pazes, a reconciliação para que o homem volte a ter amizade com o Deus Pai; os direitos na herança como filhos de Deus e para que volte a morar na Casa do Deus Pai (Rm 5:10,11; Jo 1:12; Rm 8:17; 1Tm 3:15). Em Cristo, os filhos perdidos e mortos renascem na família de Deus (Jo 2:3), e morrem para as trevas do Diabo (Ef 5:8), e readquirem o direito de serem filhos de Deus (Jo 1:12).

A palavra chave para a comunhão do filho com o Pai é o amor demonstrado pela obediência, fidelidade e solidariedade Jo 10:30: “Eu e o Pai somos um”. Pv 23:26: “Dá-me filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos”. Mt 5:48: “sede vós perfeito, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”. Ef 3:14,15: “Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome”. 

Por Valdely Cardoso Brito

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