Pr. Danyel Pagliarin

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Pr. Luciano Alves

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Pr. Delson Campos

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Pr. Márcio Silva

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Pr. Wesley Santos

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Pr. Gilvan Gomes

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Pr. Carlos Pinheiro

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Pr. Raphael Batista

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Pr. Dionatan Freitas

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Pr. Neilton Rocha

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Pr. Crescio Rezende

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Pr. Fábio Henrique

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Pr. Joaquim Neto

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Pr. Leonardo Pinheiro

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Pr. Sandro Pinheiro

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Pr. Emerson Stevanelli

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Pr. Reinaldo Rosário

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“PARAKLETOS”

A palavra grega “Parakletos” (“Para” traduzido por “ao lado” e “kletos” por “chamado”) significa que o Espírito de Deus foi chamado para estar ao lado dos cristãos e orientá-los em toda a trajetória de vida. Jesus disse: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Ajudador” = Parakletos (João 14:16).

“Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro ‘Consolador’, para que fique convosco para sempre; o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (Jo 14:15-17, grifo nosso).

“Mas, quando vier o ‘Consolador’, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio” (Jo 15:26-27).

E tem sido interpretada como:

1. Consolador → O Espírito Santo veio para consolar;

2. ParakletosO Espírito Santo veio não só para consolar, mas também: ajudar, guiar, ensinar, fortalecer, inspirar, lembrar todas as palavras do Senhor Jesus, rogar pelos servos e conceder dons diversificados para a realização da Obra conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.

Podemos ver que a palavra grega “Parakletos” (que se pronuncia Parákletos) é muito mais abrangente e pode ser visualizada como num verdadeiro leque de funções elencadas nesse texto, mas que não esgotam as atividades do Parakletos, que o Novo Testamento dá ao chamá-LO, como segue: Espírito de Deus (Rm 8:14); Espírito de Cristo (Rm 8:9); Espírito do Pai (Mt 10:20); Espírito Santo (At 2:4); Espírito de Liberdade (2 Co 3:17); Espírito de santificação (Rm 1:4); Espírito de Vida (Rm 8:10); Espírito de Consolo (At 9:31); Espírito da Glória de Deus (I Pd 4:14); Espírito do Senhor (Lc 4:18); Espírito de nosso Deus (I Co 6:11); Espírito do Senhor Deus (Is 61:1); Espírito do Deus vivente (II Co 3:3); Espírito Eterno (Hb 9:14); Espírito de Jesus Cristo (Fp 1:19); Espírito que inspirou as Escrituras Sagradas (II Pd 1:21); Espírito que fala (Atos 8:29 e 13:2); Espírito que regenera (Jo 3:5); Espírito que convence (Jo 16:8-11); Espírito que intercede (Rm 8:26); Espírito que chama para o ministério (At 13:2 e 20:28); Espírito que sela o cristão para a vida eterna (Ef 1:13-14); Espírito que ensina e faz lembrar todas as palavras ensinadas pelo Mestre Jesus Cristo (Jo 6:45), e Espírito de distribuição dos dons (I Co 12:4-11); Espírito da verdade (Jo 14:16-17; 15:26 e 16:13). Assim, a Bíblia nos mostra algumas das várias atividades atribuídas ao Parakletos. Os atributos divinos são iguais no Pai, no Filho e no Parakletos (Sl 139:1-4); prova disso são as características do Fruto do Espírito (Gl 5:22).

O viver com sabedoria depende da vida plena na Terceira Pessoa da Trindade. O Parakletos, que sela os cristãos no Corpo de Cristo e que, permanece neles (I Co 3:16): edificando-os (Ef 2:22), iluminando-os na prática da adoração a Deus (Fp 3:3), dirigindo a missão de cada um, escolhendo novos servos, santificando-os, abrindo-lhes o entendimento (Ef 1:17-18), e revelando os mistérios de Deus (I Co 2:7-10), e ainda, atuando no resguardo do Evangelho contra erros (II Tm 1:13-14).

A comunhão contínua com o Senhor Jesus ocorre na plenitude do Parakletos, e a sua plenitude se manifesta na comunhão contínua com o Senhor Jesus: somos instruídos por Ele enquanto obedecemos (At 8:26 ss); meditamos (At 10:19); aguardamos (Lc 2:26); ouvimos (Ap 2:7); e servimos (At 13:2); cada uma depende da outra. E uma gera a outra. Em Hb 12:14 está o ensino básico: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

E a paz de Deus, deixada por Jesus Cristo para nós (Jo 14:27), é ministrada pelo Espírito de Deus. E assim, a vida cristã abundante se torna realidade no dia a dia. E deixa de ser algo distante, pois Jesus Cristo é presente vivo de Deus nos cristãos. É pelo Parakletos que os cristãos são encorajados a “preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4:3). Portanto, todo cristão deve possuir o Parakletos, pois de outro modo, fica estranho ser considerado cristão verdadeiramente convertido e batizado nas águas (Jo 3:3, 5, 6, Mc 16:16 e I Jo 5:1); e habitado pelo Parakletos (I Co 6:19; Rm 8:9-15; I Jo 2:27 e Gl 4:6). Assim, o batismo no Espírito é o selo de Deus que assegura a completa graça divina na vida do cristão (Ef 1:13; 4:30) até a data de sua redenção final.

O Parakletos foi prometido por Jesus aos discípulos, pouco antes de Sua completa ascensão ao Céu. A Trindade: Pai, Filho e Parakletos é unificada no ministério aos cristãos (Jo 14:16, 26). É através do Parakletos que o Pai e o Filho habitam com os discípulos (Jo 14:23). Essa atuação unificada da Trindade é percebida quando o Parakletos conduz os pecadores à convicção do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11).

É notável como cada Pessoa da Trindade serve-se e submete-se mutuamente: O Filho diz o que o Pai lhe anuncia (Jo 12:49-50); o Pai testemunha do Filho e O glorifica (Jo 8:16-18, 50, 54). O Pai e o Filho honram o Parakletos, comissionando-O “para falar em Seu nome e para lembrar tudo o que foi dito” (Jo 14:16, 26), e o Parakletos honra o Pai e o Filho ensinando em todo tempo à comunidade cristã. Assim, o Pai, o Filho e o Parakletos, são o Deus Trino e Único, como afirma o Sl 90:2, existem: “Antes que nascessem os montes, ou que tivesses formado a terra e o mundo, sim de eternidade a eternidade tu és Deus”.

O ministério do Parakletos e Sua atitude são marcados pela generosidade, Sua função principal é iluminar os ensinos de Jesus (Jo 6:45), glorificando-O na vida dos cristãos e da Igreja como um todo. Muitas maravilhas Ele fez no Antigo e no Novo Testamento, e muito ainda fará distribuindo dons aos convertidos a Cristo para continuidade da Obra pelo testemunho de cada cristão.

A característica da generosidade é marcante nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, nos quais o Parakletos preparou o caminho para os nascimentos: de João Batista e de Jesus, o Filho de Deus (Mt 1:20; Lc 1:15, 35, 41). No batismo de Jesus o Parakletos/Espírito de Deus desce sobre Jesus na forma de pomba. Esse fato completa a presença da Trindade, e também, na inauguração do ministério do Filho (Mt 3:16-17; Mc 1:9-11; Lc 3:21-22; Jo 1:33). E Jesus cheio do Parakletos é conduzido ao deserto para ser tentado (Lc 4:1).

No início de Seu ministério Jesus afirma ser o Ungido do Senhor para cumprir a profecia do Antigo Testamento (Is 61:1; Lc 4:18-19).

O Parakletos aparece no Evangelho de João como Aquele pelo qual os cristãos são conduzidos à fé e recebem auxílio para compreender seu caminhar com Deus. Ele conduz a pessoa ao novo nascimento (Jo 3:6), convencendo-a do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8). “O Espírito Santo é o que vivifica” (Jo 6:63). Assim, foi o Parakletos prometido por Jesus no início de Sua ascensão, aos discípulos “para que fique com eles para sempre”. A Trindade: Pai, Filho e Parakletos é unificada no ministério aos cristãos (Jo 14:16, 26). Porém, o Parakletos só habita nas pessoas que são lavadas e remidas pelo sangue de Jesus Cristo (Ap 7:14). É também através dEle que o Pai e o Filho habitam com os discípulos (Jo 14:23).

A plenitude do Parakletos ou Espírito de Deus é outra marca que se expressa pela gratidão da pessoa que sabe reconhecer as bênçãos espirituais derramadas sobre sua vida (Ef 1:3). Sabe também, que é alvo do amor de Deus, que pelo Seu Filho Jesus deu Sua vida por ela. A salvação chegou pela graça trazida por Jesus Cristo à vida de cada pessoa que O recebe nela (Jo 1:12-13). E por tudo deve-se agradecer.

O Parakletos é comparado com a água que refrigera (Jo 7:37-39); com o fogo que purifica (Mt 3:11 e At 2:3); com o vento que vivifica (Jo 3:8); com o óleo que cura e consola (Is 61:1; Lc 10:34); com a pomba mansa e pura (Lc 3:22); com a voz que ensina (I Rs 19:12; Is 30:21); com o selo que dá segurança (Ef 1:13); com o orvalho e a chuva que trazem os frutos (Dt 32:1-3).

A pessoa e o ministério do Parakletos são confirmados por Seu agir na obra da Igreja primitiva. O batismo com o Parakletos (At 1:5) dá poder nas missões e no evangelismo (At 1:8). A profecia de Jesus e a de Joel 2:28-32 se concretiza no Pentecostes (At 2:1-4). A obra de Jesus concluída na Cruz do Calvário foi coroada pela Sua ressurreição. Portanto, as testemunhas que viram a Jesus (At 2:32-38) continuaram causando o impacto da salvação aos que se arrependem de seus pecados. E nesse ato de arrependimento recebem a dádiva do Parakletos (At 2:38), tornando-se testemunha da graça de Deus. E isso ocorre desde o tempo da Igreja primitiva até os dias de hoje, pela Igreja atual, que tem compromisso com a continuidade da Obra de Jesus Cristo sob a ação poderosa do Parakletos.

O texto de Is 42:1-9 resume a obra redentora do Pai, do Filho e do Parakletos é a salvação aos perdidos, como Deus previamente falara pelo profeta Isaías: “Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho, o meu Eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre ele; juízo produzirá entre os gentios” (Is 42:1). Não há texto mais claro do trabalho conjunto das Pessoas da Trindade do Antigo Testamento, do que essa profecia, unindo assim a graça de Deus da velha e nova aliança numa harmonia notável.

Visto que o Parakletos é o poder expresso da Trindade, é imperativo que o cristão não O entristeça, pois não será possível apelar ao Pai nem ao Filho no dia da redenção (Ef 4:30). Jesus tornou esse ensino suficientemente claro em seus diálogos com as autoridades religiosas, que haviam atribuído Seu ministério a Satanás e não ao Parakletos/Espírito de Deus, cometendo assim, o pecado sem perdão (Mt 12:22-32) tanto neste mundo como no vindouro.

A obra pessoal do Parakletos está de acordo com a do Pai e do Filho, por isto o apóstolo Paulo reuniu a graça, o amor e a comunhão da Trindade na bênção tríplice: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (II Co 13:14).

Tem razão, pois, o Pr. Juanribe Pagliarin quando diz que a tradução correta é “Parakletos”, assim explicada: “‘Para’ quer dizer ‘ao lado’ e ‘kletos’ quer dizer ‘chamado’. Ou seja, Jesus prometeu outro igual a Ele, chamado para ficar ao nosso lado” (“Jesus a Vida Completa”, Juanribe Pagliarin, p. 273).

Então, melhor é chamar a Terceira Pessoa da Trindade de Parakletos (Jo 14:16), pois, usar somente a função de Consolador ou Ajudador limita sobremaneira a Sua atuação, que como vimos é extremamente abrangente, e não só nas atividades práticas de santificação da Igreja cristã.

Por Valdely Cardoso Brito

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