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O MONTE SINAI

Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito,
e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los...” (At 7:34) 

“O Monte Sinai também conhecido como Monte Horeb ou Jebel Musa, que significa Monte de Moisés em árabe, situado ao Sul da península do Sinai, no Egito. Esta região é considerada sagrada por três religiões: Cristianismo, Judaísmo e islamismo. É um morro de granito com altura de 2286 metros. Ao Norte encontra-se uma capela da Santíssima Trindade construída em 1934, sobre as ruínas de uma igreja do século XVI, onde provavelmente existia a sarça ardente. Entre a base e o pico existe uma escadaria escavada na Rocha, com cerca de 4 mil degraus (o tempo de subida é três horas e meia e duas horas para descer, chamada de “Sikket Saydina Musa, que significa em árabe o caminho de Moisés”. 750 degraus abaixo, existe uma plataforma, onde Aarão e os 70 sábios teriam esperado enquanto Moisés recebia as Tábuas da Lei (Êx 34:14) e uma caverna chamada “Retiro de Elias”, onde se acredita que o profeta passou 40 dias e noites em comunhão com Deus.” (Veja site: http://www.aterrasanta.com.br/monte-sinai-um-encontro-com-o-passado-biblico/)

Sinai, geograficamente, é o nome que representa uma península, um deserto e uma montanha citada na Bíblia. A península do Sinai é uma área de grandes contrastes. Tem forma triangular e parece estar presa ao extremo sudeste do mar Mediterrâneo, com sua base servindo de ponte entre o Egito e Israel. A península é limitada a Oeste pelo Golfo de Suez e a leste pelo Golfo de Eilat. Tem cerca de 240 km de largura na parte Norte e 400 km de comprimento. Seu terreno é um deserto situado num planalto que se eleva a 762 metros de altitude. No Norte, o planalto do Sinai apresenta um declive até o mar Mediterrâneo. Na parte Sul da península, surge uma série de montanhas de granito, com altitude de 1.200 a 2.800 metros.

Êxodo 19:1 afirma que “No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai”. Essa frase parece estar se referindo ao deserto localizado no deserto de Sim, no sopé do monte (Ex 19:11). Local onde os israelitas armaram suas tendas. Depois, em Refidim e, finalmente, no Sinai. Desse local, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber de Deus as Tábuas da Lei. Uma intensa ocorrência atmosférica acompanhou o encontro de Deus com o povo (Êx 19:18-19; 20:18).

Depois de libertados do cativeiro do Egito, os israelitas precisavam aprender a andar com o seu Deus. Por essa razão a lei foi dada para ensinar o povo sobre Deus e os caminhos do Redentor, a fim de que fosse separado para a vida de santidade e obediência, e assim revelar a necessidade do povo confiar no Senhor. Nas palavras de Paulo aos Gálatas: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé” (Gl 3:24).

A Lei combina poesia, salvação, história, legislação e exortação. As três principais divisões da Lei (Dt 4:45) são os testemunhos (deveres morais), os estatutos (deveres cerimoniais) e os juízos ou ordenanças (deveres civis e sociais). A parte moral da Lei é resumida nos Dez Mandamentos (Êx 20:1-17; Dt 5:6-21).

Durante os anos que os israelitas andaram errantes pela vastidão árida do Sinai, foi realizado o censo (Nm 1:1-46); os primogênitos foram remidos (Nm 3:40-51); o ofício e os deveres dos levitas foram estabelecidos (Nm 4:1-49), e o primeiro Tabernáculo foi construído (Nm 9:15).

Princípio: Revelação exige obediência e a obediência produz bênção (Dt 6:1-15; Js 1:8; Jo 15:12-17). Um momento dramático: Deus e o Povo de Israel selariam uma Aliança para todo o sempre, então Deus manda Moisés preparar os filhos de Israel para a teofania que iria selar a Aliança aceita:

O Senhor fala a Moisés: "Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã; lavem eles as suas vestes, e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia descerá o Senhor diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai. Também marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte será morto. Mão alguma tocará naquele que o fizer, mas ele será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar a buzina longamente, subirão eles até o pé do monte." Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os seus vestidos. E disse ele ao povo: "Estai prontos para o terceiro dia; e não vos unais a mulher" (Êx 19:10-15).

"Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um som de trombeta mui forte, de maneira que todo o povo que estava no acampamento estremeceu. E Moisés levou o povo fora do acampamento ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente. E, o som da trombeta cada vez mais forte, Moisés falava, e Deus lhe respondia. E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou Moisés; e Moisés subiu. Então disse o Senhor a Moisés: "Desce, adverte ao povo, para não suceder que traspasse os limites até o Senhor, a fim de ver, e muitos deles pereçam. Ora, santifiquem-se também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, para que o Senhor não se lance sobre eles". Respondeu Moisés ao Senhor: "O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque Tu nos tens advertido, dizendo: 'Marca limites ao redor do monte, e santifica-o". Ao que lhe disse o Senhor: "Vai, desce; depois subirás tu, e Aarão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem os limites para subir ao Senhor, para que ele não se lance sobre eles". Então Moisés desceu ao povo, e disse-lhes isso" (Êx 19:16-25).

"Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia até mil gerações com os que me amam e guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou. Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o som da trombeta, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de longe" (Êx 20:1-18).

"Agora, pois, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha Aliança, sereis a minha propriedade peculiar entre todos os povos, porque minha é toda a terra; e vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel" (Êx 19:5-6).

Depois de tirar o Seu povo do cativeiro, o Senhor falou-lhes em poder e glória no Monte Sinai. A revelação da lei mosaica exigia uma resposta: obediência.

O significado pleno do “sangue do concerto” é visto quando Cristo derramou seu sangue na cruz e estabeleceu o novo concerto (Mc 14:24; Hb 9:11-18). A obediência e o sangue (Êx 24:7-8) devem andar juntos, para que haja aceitação do povo por Deus, e de igual modo a sua consagração a Deus.

O chamado de Israel para a aliança era fundamentado, não em seu mérito, mas na livre escolha de Deus: “vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim” (Êx 19:4b). A aliança, portanto, não fez de Israel o povo de Javé. Israel era o povo de Javé por descender de Abraão, Isaque e Jacó, os receptores das promessas de Deus.

A aliança é o meio de estabelecer um relacionamento (que não existe por vias naturais) sancionado por um juramento proferido numa cerimônia de ratificação. Todos os elementos que formam uma aliança estão presentes no Sinai. Em Êx 19:3-8, Israel é convidado a ter um relacionamento especial com Deus, resumido em três frases: uma propriedade peculiar dentre todos os povos; um reino de sacerdotes; uma nação santa, isto é, um povo separado para o serviço de Deus. Em Êx 20:1-17 são apresentadas as condições da aliança e em 24:3-8 a aliança é ratificada em cerimônia solene. O juramento do povo é sancionado por um sacrifício e selado pela aspersão de sangue, para lembrar que o valor da aliança é de vida ou morte. A obrigação do povo é a obediência ao que foi pactuado.

As condições foram apresentadas em Êx 19:5: “Se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos”. Os Dez Mandamentos são as formulações básicas do padrão de comportamento que a comunidade se dispôs a manter por obrigação.

Vemos em Êxodo a definição do caráter de Deus como o Deus fiel, Poderoso, Salvador e Santo, que estabelece aliança com Israel. Javé é o nome do Deus da aliança, também designado de o “Eu Sou”, que está presente com o seu povo e age em benefício deste.

Êxodo também mostra o caráter do povo de Deus. As narrativas acerca dos patriarcas demonstram que os propósitos do Senhor para Israel repousavam nas promessas feitas aos pais. Por isso, o Deus da aliança é também conhecido como “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”. Retratando Deus como aquele que é fiel às suas promessas.

O ápice teológico de Êxodo 24 reside na verdadeira natureza de Israel e seu lugar no plano de Deus. Javé havia libertado seu povo “sobre asas de águia” e dele se aproximou no monte Sinai, com o objetivo de que se tornassem “servos de Javé”, cuja tarefa era ser o canal de reconciliação entre o Deus santo e o mundo alienado. Vê-se claramente, que a teologia está arraigada no serviço ao Senhor.

Somente pela perseverança na obediência aos mandamentos do Senhor é que o povo continuaria como a possessão preciosa de Deus e igualmente, prosseguiria recebendo as suas bênçãos.

O sucesso como indivíduo e como nação dependeria do grau de sua conformidade à lei moral, civil e cerimonial de Deus.  De outro Lado, a desobediência levaria ao desastre (isto é, a peregrinação no deserto e a servidão no período dos Juízes).

Não é diferente o que ensina a Igreja atualmente:

Jesus resumiu os deveres do homem para com Deus nesta palavra: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente (Mt 22:37; cf. Lc 10:27: "e com todas as tuas forças". Esta palavra é o eco imediato ao apelo solene: "Escuta, Israel: o Senhor nosso Deus é único" (Dt 6:4). "Ele nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" (Cl 1:13-15).

Portanto, o sucesso do cristão é medido pelo grau de conformidade ao caráter do Senhor Jesus Cristo.

O Monte Sinai é o altar natural de Deus aqui na Terra. O lugar que Ele escolheu para se revelar como Deus que vê a nossa aflição, que ouve o nosso clamor, conhece nosso sofrimento e desce do Céu para nos livrar.

Então, fiquemos firmes, por que:

1. Ele verá a nossa aflição

2. Ele vai ouvir o nosso clamor

3. Ele vai conhecer nosso sofrimento

4. Ele vai descer do céu para resolver nossos problemas

Ele disse: “Vi, ouvi, conheço e desci”!

Por Valdely Cardoso Brito

Bibliografia

  1. Bíblias Shedd, Genebra, Anotada, Scolfield.
  2. Halley, H. H. Manual Bíblico. Editora Vida Nova
  3. Kaiser, Walter C. Jr. Teologia do A.T.. Editora Vida Nova
  4. Schultz, Samuel J. A história de Israel no A.T. Editora Vida Nova
  5. Smith, Ralph L. Teologia do Antigo Testamento. Editora Vida Nova.

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