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APRENDENDO SOBRE A ALMA


“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2:7, grifo nosso).

 

Alma – no grego é psiquê ou corpo invisível. "Alma" também significa "respiração da vida", porque a vida física é indicada pela respiração, por isso, a expressão "último suspiro" que indica a morte. Assim, a alma foi associada à respiração para a vida, e, a saída da alma do corpo para morte. É o que vemos em Gn 35:18 e I Rs 17:21-22. Portanto, a alma é a parte do ser humano interior que o distingue dos demais seres vivos. Gn 2:7 a combinação “nefesh hayyah” é “um ser vivo animado”, por isso o homem é uma alma, em vez de ter uma alma. E ela resulta da centelha do Espírito de Deus que se integra à vida do novo ser, à sua matéria. Então, a alma adquire personalidade individual e, para tanto, veste a roupagem de energia convencional do corpo e entra em contato material com seus órgãos e tecidos. E a partir daí, administra a ordem do desenvolvimento celular, e depois de construído esse universo celular passa a administrar seu comportamento, juntamente com a mente e o espírito.

O ser humano é trino: possui corpo, alma e espírito, sendo estes dois últimos inseparáveis, e isso se observa em Hb 4:12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração” e em I Ts 5:23 “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. É ela que torna o ser humano diferente dos demais e, é onde é feita a escolha para servir a Deus ou não.

Alma se relaciona intimamente com a cabeça (cérebro), porque o cérebro é que comanda o corpo e o corpo afeta a cabeça, porque na verdade, a alma é um corpo invisível, formada por instintos, pelo emocional, por reflexos e sentimentos. Portanto, a alma é a essência da vida (Gn 35:18: “E aconteceu que, saindo-se lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim” e I Rs 1:21-22: “Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao SENHOR, e disse: Ó SENHOR meu Deus, rogo-te que a alma deste menino torne a entrar nele. E o SENHOR ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu”).

A alma é a sede da vida e pertence a Deus porque foi Ele quem deu o fôlego de vida e a tornou alma vivente (Gn 2:7). E, sendo a vida do homem pertencente a Deus só Ele a pode tirar (I Sm 2:6) e restituí-la como fez com o menino por quem Elias orou. Por ocasião da morte física, o corpo volta a terra, e a alma e o espírito são conduzidos à presença do Senhor (Ec 12:7).

Jesus sendo Deus, veio ao mundo como homem e declarou que veio para trazer vida e vida com abundância (Jo 10:10), e faz o homem passar da morte para a vida (Jo 5:24). O ser humano só pode ter vida em Deus, e só Ele pode fazer o homem ressurgir da morte para a vida (Jo 5:24), isso porque Deus tem vida em si mesmo (Jo 5:26). Jesus se identificou como a própria vida, por isso Ele garante que todo aquele que n’Ele crê, ainda que morra viverá (Jo 11:25). O apóstolo João afirma que n’Ele está a vida e a vida é a luz dos homens (Jo 1:4).

Podemos então dizer que o corpo é o tabernáculo da alma, daí a obrigação do ser humano de cuidar do seu corpo interior que é a alma, afim de que sejam cumpridos os propósitos divinos na vida de cada pessoa. E a cura começa a partir do momento que recebemos ao Senhor Jesus Cristo como nosso Único, Suficiente, Exclusivo e Eterno Salvador. Em Gn 3:19 está escrito que quando descemos ao pó a nossa parte imaterial e invisível não morre. Jesus disse: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10:28).

A partir daí, devemos abrir o coração, a cada dia, para conversar com o Senhor Jesus e deixarmos o Espírito, Parakletos, que passou a morar em nós, curar-nos das mazelas da carne, porque a alma carnal precisa ser tratada a cada dia, para que tudo em nós bendiga ao SENHOR, consoante nos diz o Salmo 103:1-2: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios”.

Vejamos então os benefícios: “Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia, que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia” (Salmo 103:3-5).

Diz o Salmo 145:21: “A minha boca falará o louvor do SENHOR, e toda a carne louvará o seu santo nome pelos séculos dos séculos e para sempre. ”Pois, o propósito divino sempre foi preservar a vida (física e espiritual), para a manutenção do relacionamento de comunhão com Deus. O cerne desse propósito está em João 15:1-16 dos quais transcrevo os versículos 4 e 5: “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

É na alma que está abrigada a personalidade de cada ser humano. Provérbios 20:27 diz que: “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, o qual esquadrinha o mais íntimo do coração”. Por isso todo ser humano não consegue se elevar por si só, mas precisa de Deus (Rm 7:24: “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”). Deus afirma que todas as almas lhe pertencem em Ez 18:4: “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá”.

Deus é a fonte suprema da vida humana em todos os aspectos. Isto é relatado e confirmado ao longo da Bíblia (Gn 5:1-2; Dt 4:32; Is 43:1, 7; 45:12; Cl 3:10; I Tm 2:13; Rm 9:20; I Co 15:45; Tg 3:9). A alma é descrita na Palavra de Deus como centro de muitas emoções e desejos: o desejo por alimento (Dt 12:20-21), amor (Ct 1:7); Deus (Sl 63:1), alegria (Sl 86:4), conhecimento (Sl 139:14); e recordações (Lm 3:20). No Novo Testamento Jesus disse que sua alma estava “profundamente triste (Mt 26:38). Maria, mãe de Jesus, declarou que sua alma “engrandece ao Senhor” (Lc 1:46).

Por isso, devemos nos relacionar com Deus como verdadeiros servos. É nesse sentido que Jesus Cristo disse: “Quem achar a sua vida (alma) perdê-la-á e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á” (Mt 10:39). Assim, se negarmos a nós mesmos (nossa personalidade) para Cristo viver em nós é necessário estarmos em perfeita comunhão com Deus e só então pode-se dizer como Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2:20).

Ezequiel alerta: “Cada pessoa vai prestar contas a Deus do uso que faz de sua alma”. Leia Ez 18:6-20. Jesus na Cruz morreu para fazer a expiação da alma do homem, por isso Jesus/Deus têm poder sobre o corpo e a alma do ser humano. A Bíblia declara que Jesus entregou Seu espírito ao Pai (Lc 23:46; Jo 19:30) e em outro trecho está escrito que Jesus deu sua alma ao Pai como resgate de muitos (Mt 20:28; Jo 10:15). Assim, a alma humana continua a existir depois da morte no caso dos seres humanos (Mt 10:28; Tg 5:20; Ap 6:9; 20:4), condição essa que se encerra no fim desse tempo (I Co 15:35-55). Daí a obrigação do ser humano de preparar sua alma para o grande encontro agendado no céu com o Senhor Jesus para a prestação de contas, no Dia do Senhor.

A alma cujo espírito não está em Deus é carnal e cheia das mazelas da carne, e age como um cão vira lata revirando o lixo do mundo. Isso porque não consegue por si mesma encontrar o caminho da salvação. Daí surge a necessidade de se cumprir a ordem de Jesus: IDE POR TODO O MUNDO TESTEMUNHAR para o resgate das almas perdidas. E essa ordem engloba todos aqueles que já foram remidos pelo sangue de Jesus Cristo.

Qualidades de um ganhador de almas:

1) O ganhador de almas precisa ter convicção de seu chamado (Jr 1:17, Mc 16:15); 2) Precisa se reconhecer um devedor (Rm 1:14); 3) Ter o temor de Deus em seu coração (II Co 5:11); 4) Estar cheio do amor de Cristo (II Co 5:14); 5) Conhecer profundamente o sacrifício de Jesus pelos pecadores (1 Pe 1:18-20); 6) Confiar no poder salvador de Cristo (Rm 1:16;    I Tm 1:16); 7) Ser diligente, persistente e sábio (Pv 11:30; Dn 12:3); 8) Ser consagrado e ter a capacidade de renunciar a si mesmo (I Co 9:19-27); 9) E deve ser corajoso e apaixonado pela Obra do Senhor Jesus (II Co 5:14-15); 10) Deve louvar ao Senhor em todo o tempo: “Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor, pois livrou a alma do necessitado das mãos dos malfeitores” (Jr 20:13).

Assim, salvar as almas perdidas deve ser o desejo de cada filho de Deus:

1) pois é a missão que foi dada por Jesus em Atos 1:8;

2) porque o cristão não deve se envergonhar do Evangelho (I Co 9:16-17);

3) pois é responsabilidade de cada cristão e o amor de Cristo nos constrange a agir em favor do próximo (II Co 5:14-15);

4) porque, sendo cristão cremos na profecia (Is 55:11);

5) Porque Deus não quer manifestação de medo ou desculpas, mas disposição para cumprir o ide de Jesus, a exemplo do que foi dito ao profeta Jeremias (Jr 1:8-9).

Já vimos que as almas vêm para Jesus, cheias das mazelas da carne, por isso, quanto mais cedo seus olhos se abrem para cuidar da alma, mais cedo vem a limpeza dessas mazelas. A cura da alma ocorre a partir do batismo, momento em que o Parakletos pode agir na vida convertida para sepultar o velho homem e fazer a limpeza da alma. Portanto, a cura da alma é o resultado de que a pessoa recebeu ao Senhor Jesus como Único, Suficiente, Exclusivo e Eterno Salvador, conforme transparece nos textos bíblicos a seguir transcritos:

“Certamente que me tenho portado e sossegado como uma criança desmamada de sua mãe; a minha alma está como uma criança desmamada” (Sl 131:2). “Alegra a alma do teu servo, pois a ti Senhor, levanto a minha alma” (Sl 86:4). “Pois grande é a tua misericórdia para comigo; e livraste a minha alma do inferno mais profundo” (Sl 86:13). “Pois Ele satisfaz a alma sedenta, e enche de bens a alma faminta” (Sl 107:9). Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o SENHOR te fez bem. Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda” (Sl 116:7-8).

Sigamos o exemplo do rei Davi: “Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava. Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso me lembro de Ti desde a terra do Jordão [...]. Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei a Ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42:4-6; 11).

A separação alma-corpo por ocasião da morte está expressa, nas palavras de Jesus: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou”. Havendo morrido como homem, e não como Deus, a alma de Jesus também se separou do seu corpo na morte. O primeiro mártir cristão, Estevão, também entregou seu espírito: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7:59).

Salomão tinha razão quando disse que “o corpo desce ao pó, mas o espírito segue seu destino (Ec 12:7), confirmando haver uma separação na hora da morte. “E disse [o ladrão] a Jesus: Senhor lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:42-43).

A declaração de Jesus ao ladrão arrependido é a mais clara aplicação da salvação pela graça, mediante a fé, conforme Efésios 2:8-9. Além disso, o texto revela a dualidade do homem, a separação e sobrevivência da alma por ocasião da morte.

Desta maneira, ocorre o escape da alma da segunda morte (Ap 20:14-15) para que os salvos estejam na eternidade, limpos das impurezas, porém, mesmo nessa esperança, é preciso abrir o coração a cada dia para conversar com Jesus e manter a alma livre das mazelas da carne a fim de que todos se regozijem na presença do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, na eternidade. Abrindo a tua alma para socorrer aos famintos de Deus e aflitos de alma, tua luz resplandecerá e a escuridão será como o Sol do meio dia. E serás como um jardim regado como um manancial cujas águas nunca faltam e ainda, te deleitarás no Senhor, e Ele te fará cavalgar sobre as alturas da terra e te sustentará, porque a boca do Senhor assim o disse.

Por Valdely Cardoso Brito

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