Pr. Carlos Pinheiro

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Pr. Luciano Alves

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Pr. Alexandre Teodoro

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Pr. Jean Vilela

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Pr. Ademir Pereira

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Pr. Weslley Santos

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Pr. Márcio Candido

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Pr. Marcelo Torres

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Pr. Márcio Silva

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Pr. Regino Barros

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Pr. Fábio Henrique

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OS SETE CLAMORES DO VALE DA DECISÃO

O cenário político de Judá passava por um período de reconstrução após o perverso reinado da rainha Atália (841-845). Essa reconstrução ocorreu principalmente sob a liderança do velho sumo sacerdote Joiada, que preservou o descendente do rei Davi: Joás que aos 6 anos de idade foi coroado rei (2 Rs 11:21). Na época, Judá tinha vários inimigos locais: Tiro; Sidom, Filístia; Edom e Egito (2 Rs 3:5, 19). No cenário religioso, o período de adoração a Baal tinha terminado com a purificação de Jeú em 841, e de Joiada em Judá em 835. Todavia, a verdadeira santidade não ficou entre os judeus, e sim, passou a prevalecer o espírito de indiferença. O próprio Templo não foi reparado adequadamente antes de 813, o vigésimo terceiro ano de Joás ainda não havia sido reparada as fendas da casa (2 Rs 12:6). Daí, o julgamento do Senhor com os gafanhotos, estiagem e ataques dos inimigos locais.

Joel precedeu cronologicamente os ministérios de Jonas e Amós junto a Israel, ao norte onde profetizaram cerca de 50 anos mais tarde. Enquanto Joel profetizou para Judá, Jonas e Amós o fizeram a Israel no Norte, e profetizaram cerca de 60 anos mais tarde. O profeta Elias profetizou em Israel no período de 850 a 798 aproximadamente. Assim, o livro de Joel tem objetivo histórico e profético. E Joel ficou conhecido como o profeta do Dia do Senhor, sendo o ponto chave de sua profecia o derramamento do Espírito de Deus que ficou conhecido como o Dia de Pentecostes (Jl 2:28-32).

O Livro do profeta Joel recebe seu nome, que tem o significado de “Jeová é Deus”. Nos livros históricos do Antigo Testamento não existe nenhuma referência sobre ele, mas seus escritos mostram que ele era filho de Petuel. O significado de seu nome é a expressão de sua mensagem e o apóstolo Pedro fala a seu respeito como o autor desse livro (At 2:16) ao se referir sobre ao Dia de Pentecostes.

A invasão de gafanhotos mostra que Deus pode se valer de seres da natureza para impulsionar seu povo à conscientização da vontade divina. Qualquer evento traumático da natureza terrestre como enchentes, incêndios, tempestades ou terremotos, funciona para o povo se tornar sensível a atender às palavras do Senhor.

A mensagem de Joel cresce da calamidade nacional: a invasão da praga de gafanhotos. Junto com essa praga há uma terrível seca (Jl 1:19-20), e a combinação dos eventos trouxe a escassez total para a terra. Joel viu na praga dos gafanhotos a mão disciplinadora de Deus por causa dos pecados do povo. No entanto, olhou para além dos gafanhotos e viu outro “exército” de nações gentias atacando a Jerusalém, em outras palavras o ataque dos gafanhotos funcionou como uma ilustração do julgamento final: “O DIA DO SENHOR” (Jl 3:2). Então a mensagem de Joel tem três partes 1- a mensagem dos gafanhotos (1:1-2:27); 2- a mensagem futura da efusão do Espírito de Deus (Jl 2:28-32); e 3- a profecia a respeito do Dia do Senhor (Jl 3:1-21).

Amós 5:18-20 diz que o Dia do Senhor será um tempo de grande escuridão para todo aquele que se rebelar contra Deus, quer judeu quer gentio. O dia será um tempo de julgamento (Is 13:6, 9; Jr 46:10), como um tempo de restauração (Is 14:1; Jl 2:28-32; Sf 1:14-16; 1Ts 5:2; 2 Pd 3:10).

A expressão “Dia do Senhor” ocorre algumas vezes no Novo Testamento; dentre elas em Ap 1:10, quando o apóstolo João declara: “Achei-me em Espírito no Dia do Senhor”.

Enquanto o “Dia de Deus” é encontrado apenas em 2 Pd 3:12: “Aguardando e apressando-vos para o Dia da vinda de Deus, em que os céus em fogo se desfarão; e os elementos, ardendo se fundirão?” (grifo nosso), mencionado em Isaías: 2:12-22: “Porque o dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido; e contra todos os cedros do Líbano, altos e sublimes; e contra todos os carvalhos de Basã; e contra todos os montes altos, e contra todos os outeiros elevados; e contra toda a torre alta, e contra todo o muro fortificado; e contra todos os navios de Társis, e contra todas as pinturas desejáveis. E a arrogância do homem será humilhada, e a sua altivez se abaterá, e só o SENHOR será exaltado naquele dia. E todos os ídolos desaparecerão totalmente. Então os homens entrarão nas cavernas das rochas, e nas covas da terra, do terror do SENHOR, e da glória da sua majestade, quando ele se levantar para assombrar a terra. Naquele dia o homem lançará às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que fizeram para diante deles se prostrarem. E entrarão nas fendas das rochas, e nas cavernas das penhas, por causa do terror do SENHOR, e da glória da sua majestade, quando ele se levantar para abalar terrivelmente a terra. Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas; pois em que se deve ele estimar?”.

O que o profeta Joel quer dizer com o Dia do Senhor? Ele usa a expressão cinco vezes: em 1:15: 2:1, 11, 31 e 3:14. Outros profetas também a usam (Is 2:12; 13:6, 9; Jr 46:10 e todo o relato de Sofonias). A expressão “Dia do Senhor” refere-se a um tempo futuro em que Deus derramará Sua ira sobre as nações gentias, por causa de seus pecados contra os judeus (Jl 3:1-8). Isso acontecerá após o arrebatamento da igreja (1 Ts 1:10; 5:9-10 e Ap 3:10). Esse período terminará com a batalha do Armagedom (Jl 3:9-17; Ap 19:11-21) e o retorno de Jesus Cristo para estabelecer Seu Reino Eterno.

Essa expressão (e outras equivalentes como “Aquele Dia”) é objeto da revelação do Antigo Testamento e do Novo Testamento. Uma ocorrência anterior (Am 5:18-20), mostra que essa frase já era usada popularmente. Corresponde ao tempo do julgamento de Israel (Am 5:18-20); do castigo das nações (Is 13:6-9; Ob 15), e da verdadeira vinda do Senhor e da salvação para aqueles que se arrependerem (Jl 2:18-32). Sua vinda será como a visita de um ladrão durante a noite, precedida por sinais (1 Ts 5:1, 2; 2 Ts 2:2). Assim, o Dia do Senhor inclui um período de tribulação e o reino do Milênio (2 Pd 3:10).

O Dia do Senhor é um período futuro em que o Messias, o Rei Divino começará a ocupar-se com as nações em julgamento a fim de preparar a terra para o Seu Reino Milenar. O Novo Testamento descreve com mais exatidão o seu limite de tempo, começando com o grande “arrebatamento”, vindo em seguida o Anticristo, que irá liderar o mundo numa rebelião contra Deus (2 Ts 2:3). Após a noite sombria do julgamento, o Dia do Senhor terá um glorioso período de bênçãos durante o reino milenar de Cristo na Terra, assim continuando até a renovação do planeta Terra (2 Pd 3:10-12). A ênfase em toda a Bíblia centraliza-se no tempo de julgamento da Tribulação, descrito em Apocalipse 4-20.

O “grande e terrível Dia do Senhor” é expressão usada somente pelo primeiro e pelo último profeta de Judá (Jl 2:31 e Ml 4:5). Antes dessa ocorrência, duas coisas devem acontecer, segundo esses dois profetas: 1) O Senhor apresentará grandes sinais nos Céus para alertar a Terra (Jl 3:14, 15; Ap 6: 12-17). 2) O profeta Elias voltará para um ministério de restauração em Israel (Ml 4:5-6; Ap 12:3 e ss.).

Diante desse cenário do Dia do Senhor no Vale da Decisão as multidões que ali estiverem não poderão titubear, nem coxear entre dois pensamentos. Mas deverão decidir com firmeza, no momento certo sobre o que fazer.

Para ajudar a decidir temos exemplos a seguir:

O profeta Elias não titubeava diante dos fatos de inequívoca provocação ao Deus Vivo e de imediato decidia e declarava o que deveria acontecer e isso se confirmava com a ação de Deus coroando sua sentença, confira nos textos: 1 Rs 17:1; 1 Rs 18:36; 2 Rs 1:12-15; 2 Rs 2:8. Outro bom exemplo é o jovem Davi, que com grande coragem desceu ao vale da decisão e acabou com a arrogância do filisteu Golias. E o maior exemplo: Nosso Senhor Jesus Cristo, que apelando ao Pai para o livrar de tão grande sofrimento, resignou-se e aceitou a cumprir o que já havia sido determinado, muito antes de nascer na Terra. E Jesus se despiu de tudo: suas vestes, parte da pele, todo seu sangue, a comunhão com o Pai, porque já estava com os pecados da humanidade, de acordo com Is 59:2 – “as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça”. E por fim, Jesus entregou Seu Espírito e morreu em nosso lugar. Assim, Ele com seu grande sacrifício pela humanidade devedora de cédula impagável cumpriu o que está escrito em Cl 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”.

A referência ao Vale de Josafá, mencionado somente no livro de Joel, é inteiramente apropriada, pois foi ele o último rei bom daquela época; que obteve grandes vitórias nas proximidades de Jerusalém por invocar o Senhor.

O profeta Joel, também conhecido como o “Profeta do Espírito Santo” faz muitas referências diretas ao Messias, em declarações do Senhor como (YHWH), ele fala como o Messias virá libertar e governar o seu povo na era messiânica: “Sabereis que estou no meio de Israel” (Jl 2:27); “derramarei o meu Espírito sobre toda a carne” (Jl 2:28); “congregarei todas as nações...entrarei em juízo contra elas” (Jl 3:2); “Levantem-se as nações, e sigam para o vale de Josafá; porque ali me assentarei para julgar” (Jl 3:12); “e eu expiarei o sangue dos que não foram expiados” (Jl 3:21). Essas referências podem ser consideradas messiânicas através das lentes dos textos posteriores como Jo 5:22: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo”.

Diz o Sl 145:19: “Ele cumprirá o desejo dos que o temem; ouvirá o seu clamor, e os salvará”. O profeta Isaías diz: “E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro, nem de clamor” (Is 65:19). Glórias a Deus!

Por Valdely Cardoso Brito

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