Pr. Delson Campos

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Pr. Weslley Santos

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Pr. Alexandre Teodoro

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Pr. Dionatan Freitas

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Pr. Neilton Rocha

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Pr. Raphael Batista

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Pr. Marcelo Torres

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Pr. Carlos Pinheiro

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Pr. Ademir Pereira

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Pr. Jean Vilela

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Pr. Regino Barros

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Pr. Márcio Candido

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Pr. Danilo Queiroz

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Pr. Fábio Henrique

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Pr. Luciano Alves

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Pr. Márcio Silva

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Pr. Danyel Pagliarin

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Campanha de Oração da Unção Dobrada

“Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti.
E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (II Rs 2:9).

 

Os acontecimentos descritos em II Reis abrangem um período de quase 300 anos em apenas 25 capítulos. O livro contém uma narrativa histórica seletiva do propósito teológico, com ênfase aos eventos significativos no plano moral e religioso, tendo Deus como o SENHOR da história e Sua unção providencial na vida de Seu povo, com propósitos redentivos.

 

A ênfase é ora o reino do Norte – Israel, ora o reino do Sul – Judá. A mensagem profética mostra a punição do cativeiro em nações pagãs com frequente violação dos exilados à Aliança firmada anteriormente com Deus. A aquiescência de Israel ao culto dos bezerros tornou a nação presa fácil para o culto cananeu a Baal, sessenta anos mais tarde. O culto aos bezerros infringiu o segundo mandamento, e o culto a Baal infringiu o primeiro. Baal era o principal entre os ídolos cananeus, como deus da agricultura, chuva, fertilidade, exercia atração especial sobre Israel. O sistema religioso canaanita não tinha moral e era diametralmente oposto ao Deus santo dos hebreus. Jezabel, esposa de Acabe, oriunda da Fenícia, foi quem instigou essa religião em Israel e contratou 850 profetas de Baal e Aserá (I Rs 18:19). O culto a Baal constituiu um desafio ao Deus de Israel, que reivindicou a terra de Canaã como Sua terra especial.

 

Elias (cujo nome significa o Senhor é meu Deus) era da cidade de Tisbe, em Gileade, e Eliseu aparecem no cenário bíblico no momento mais obscuro da história de Israel. Jeroboão o primeiro rei do reino do Norte, havia misturado adoração ao SENHOR com o culto a Baal o deus cananeu da fertilidade (I Rs 12:25-33), levando assim Israel à apostasia. Profeta influente que viveu durante o reinado de Acabe e Acazias no reino do Norte de Israel. O profeta Elias enfatizou a fidelidade incondicional a Deus exigida da nação de Israel. Suas vestes eram de aparência estranha (II Rs 1:8). Sua ligeireza nos pés (I Rs 18:46), sua constituição rude e seus hábitos de viver em caverna (I Rs 17:1-19:9), e em ambientes externos. Ele surge como instrumento do Juízo de Deus contra a rebelde Israel, por causa da idolatria difundida na nação.

Os pontos de vistas de Elias estavam em conflito com os do rei Acabe que havia casado com Jesabel, filha de Erbaal, rei de Tiro. Influenciado pela esposa dedicou-se a adoração a Baal no templo edificado em Samaria. Ocasião em que o profeta Elias profetizou a seca sobre a Terra. Em seguida Elias fugiu para o lado oriental do rio Jordão e depois para Sarepta, na costa do Mediterrâneo, a fim de escapar da ira do rei Acabe. Nos dois lugares Elias foi mantido vivo por meio de milagres. Enquanto estava abrigado na casa da viúva realizou o milagre da ressurreição do seu filho (I Rs 17:1-24).

 

O confronto no Monte Carmelo (I Rs 18:21) com os adoradores de Baal foi a prova contundente para o povo de Israel que respondeu fortemente em favor de Deus (I Rs 18:39) após uma breve oração de Elias ao Deus Supremo que fez descer fogo do céu e consumiu todos os profetas de Baal (I Rs 19:40). E Deus enviou chuva sobre a terra seca (I Rs 18:41-46).

 

O significado da falta de chuva fica mais claro quando sabemos que aqueles que cultuavam Baal acreditavam que ele controlava a chuva. Daí ter o profeta Elias mexido com o baalismo também, com o propósito de mostrar a todos que o Deus de Israel fosse reconhecido como o controlador do clima.

 

Em seguida o rei Acabe com sua rainha fenícia Jezabel transforma o culto a Baal em religião oficial de Israel (I Rs 16:32-33). Séculos antes, Moisés ordenara que Israel destruísse os cananeus quando entrassem na Terra prometida (Dt 7:1-5, 17-26). A vitória do profeta Elias no Monte Carmelo culminou com o massacre de 450 profetas de Baal (I Rs 18:20-40) e assim, Israel foi chamada à verdadeira adoração ao SENHOR. Seu ministério abrangeu Canaã, desde o ribeiro de Querite, próximo à sua aldeia natal (I Rs 17:1-7), até Sarepta, onde realizou o milagre que sustentou a viúva e seu filho e, para o Sul até o Monte Horebe, na Península do Sinai. Em Samaria, Elias denunciou a injustiça do rei Acabe cometida contra Nabote, de Jezreel (I Rs 21-17-29). Próximo a Jericó, Elias separou as águas do rio Jordão para atravessá-lo e, depois foi levado ao céu numa carruagem de fogo (II Rs 2:1-12).

 

O nome Eliseu (significa Deus salva), profeta hebreu que sucedeu o profeta Elias quando da conclusão de seu ministério profético, cuja sucessão já havia sido determinada (I Rs 19:16: “Também a Jeú, “filho de Ninsi, ungirás rei de Israel e também Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar”). Em Abel-Meolá, cidade situada no lado Oeste do rio Jordão, Elias encontrou Eliseu arando a terra, com doze pares de bois. Quando Elias passou por Eliseu, lançou sua capa sobre os ombros do rapaz. Eliseu entendeu seu chamado e “se dispôs a seguir a Elias e o servia” (I Rs 19:21).

A missão de Eliseu consistia em apresentar a Palavra de Deus, através da profecia, aconselhando reis, ungindo-os, ajudando os necessitados e realizando diversos milagres. Um dos milagres de Eliseu em benefício da comunidade foi a purificação de uma nascente de água prejudicial à saúde que estava localizada próximo de Jericó. Ele jogou sal sobre as águas tornando-as pura (II Rs 2:19-21). A Bíblia informa que as águas ficaram saudáveis até o dia de hoje (II Rs 2:22). Na despedida, o profeta Elias lançou sua capa para Eliseu, que fez uso de imediato sobre as águas do rio Jordão, o que permitiu sua passagem em terra seca (II Rs 2:14). Assim Eliseu comprovou que havia recebido a porção dobrada do Espírito de Deus sobre seu ministério como sucessor de Elias.

 

Diferentemente de Elias, que era solitário e não sociável, Eliseu preferiu trabalhar dentro do sistema social estabelecido e aceitou seu lugar de direito como chefe da ordem profética em Israel, onde seus conselhos eram procurados pelos reis. Isso não quer dizer que ele nunca tenha emitido ao governante a maldição, como ocorreu sobre Jezabel e a dinastia de Acabe (II Rs 9:1-10).

 

Ao contrário de muitos profetas bíblicos que revelaram o que aconteceria no futuro, Elias e Eliseu ministraram às necessidades imediatas de seus dias. As profecias de ambos se cumpriram durante suas vidas, ou logo após sua partida.

 

As principais profecias de Elias foram:

“A terra não teria chuva nem orvalho” (I Rs 17:1) → cumprimento em I Rs 18:1-2; Lc 4:25, Tg 5:17. Não houve chuva por 3 anos e seis meses;

(I Rs 17:14) → “a viúva de Sarepta teria farinha e azeite até que a fome cessasse” →cumprimento: I Rs 17:15-16, “a viúva teve farinha e azeite por muitos dias” (v.15);

(I Rs 18:1) → “voltaria a chover”→ cumprimento: I Rs 18:45: “e veio grande chuva”.

(I Rs 21:19) → “Acabe seria morto e os cães lamberiam o seu sangue”. I Rs 22:38 → cumprimento: Acabe foi morto na batalha e os cães lamberam seu sangue.

(II Rs 21:21-22) → A dinastia de Acabe terminaria (II Rs 10:11,17).→cumprimento: Jeú destruiu a dinastia de Acabe.

(I Rs 21:23) → Jesabel seria comida pelos cães – II Rs 9:30-37 → cumprimento: Jezabel foi jogada para a morte e comida pelos cães.

(II Rs 2:10) → Eliseu pediu porção dobrada do espírito de Elias. Cumprimento: II Rs 2:12-15: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu” (v.15).

 

As principais profecias de Eliseu foram:

(II Rs 3:17-19) → Um vale se encheria de água muito embora não chovesse. Moabe seria derrotada. Cumprimento: II Rs 3:20-25: o Vale se encheu de água que vinham pelo caminho de Edom. E Moabe foi derrotada.

(II Rs 4:16) → A mulher sunamita teria um filho em um ano. Cumprimento II Rs 4:17: a mulher sunamita teve um filho no ano seguinte. Elizeu mandou Naamã, que estava coberto de lepra a mergulhar 7 vezes no rio Jordão (II Rs 5:1-19).

(II Rs 6:9) → Os sírios atacariam Jorão rei de Israel, se ele levasse seus exércitos por um determinado caminho. Cumprimento: II Rs 6:10-12: Eliseu salvou Israel “não uma nem duas vezes”, avisando sobre emboscadas do rei da Síria.

(II Rs 7:1) → O acampamento sírio seria desbaratado e a fome terminaria no dia seguinte. Cumprimento: II Rs 6-7,16-20 - O cerco dos sírios terminou deixando para trás provisões e comida para os israelitas.

(II Rs 8:13) → Em Damasco Eliseu profetizou a morte de Bem-Hadade e Hazael seria rei da Síria. Cumprimento: Hazael se tornou rei da Síria.

(II Rs 13:14-19) → Israel atacaria (mas não destruiria) os sírios por três vezes. Cumprimento: II Rs 13:25 Jeoás derrotou os sírios por três vezes mais não os destruiu.

 

O ministério de Eliseu com unção dobrada do poder espiritual de Elias ficou demonstrado pelo maior número de milagres (catorze em vez de 7) e pela intrepidez objetiva com que desafiava muitos dos reis que serviam a Baal. Assim, tanto Elias como Eliseu foram trazidos pelo SENHOR a Canaã com a finalidade de destruir as práticas idólatras. O último ato de Eliseu foi ungir Jeú (ver I Rs 19:16) para destruir a casa de Acabe e todo o sistema de adoração a Baal em Israel (II Rs 9:6-10).

 

Importante lição aprendemos com Eliseu: desejar porção dobrada do Espírito de Deus: Parakletos em plenitude para a vida de todo servo de Cristo para que todos sejamos capacitados na comunicação da Palavra (At 2:4); na coragem para testemunhar (At 4:31); enfim, para todos serem sal da terra e luz do mundo (Mt 5:13-14), até sermos semelhantes ao nosso grande exemplo: Jesus Cristo.

 

 Por Valdely Cardoso Brito

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