Acusação e defesa vão ligar massacre do Carandiru a surgimento de facção

No julgamento dos PMs que atuaram no massacre do Carandiru, que começa hoje, quase 21 anos após o episódio, defesa e acusação terão um ponto em comum.

Os dois lados sustentarão que a facção criminosa PCC é subproduto da ação policial que deixou 111 mortos na invasão do pavilhão 9 da antiga Casa de Detenção.

As mortes ocorreram em outubro de 1992 e o surgimento da facção, em agosto de 1993, num presídio de Taubaté (a 140 km de São Paulo).

A forma como cada parte vai explicar a relação entre esses dois episódios, entretanto, é completamente distinta.

Para o Ministério Público, a violência da PM no episódio foi fator decisivo na organização da facção.

"Está no estatuto da facção. [O massacre] foi levado em consideração para que casos como esse não voltassem a se repetir", diz o promotor Márcio Friggi de Carvalho.

 

Fonte: Folha de São Paulo