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CASAIS COM PAZ E VIDA

‘O contato com os animais pode diminuir o risco de asma e estimular a atividade física’, diz especialista.

Assim como para adultos, o convívio de crianças com animais consegue proporcionar uma série de benefícios para a saúde. Muitos tutores costumam dizer que quando estão tristes ou doentes têm a impressão de que seus pets sentem suas dores e tentam trazer conforto. Especialistas concordam com a afirmação e explicam que o contato com os bichos garante aconchego e felicidade.

“É sabido, a partir de alguns estudos, que quando a criança cresce com os animais faz o corpo liberar ocitocina, uma substância responsável pela sensação de bem-estar”, afirma Cristina Borsari, coordenadora de psicologia do Sabará Hospital Infantil.

A médica-veterinária Danielle Silveira, do Hospital Veterinário Veros, completa a fala da colega: “O contato com um pet pode diminuir o risco de asma e ansiedade, aperfeiçoar habilidades motoras e estimular a atividade física”.

Caroline Peev, coordenadora do pronto-socorro do Sabará Hospital Infantil, diz que as crianças que crescem com animais podem copiar alguns movimentos deles, o que pode ser positivo. “Existem relatos de bebês que aprenderam a engatinhar com cães”, exemplifica.

Ela, porém, alerta para as doenças alérgicas, que, quando graves, podem piorar se a criança tiver muito contato com bichos. “Cada caso é individualizado e deve ser acompanhado por um médico alergista”, explica.

“Cãoterapia”

Danielle comenta o fato de alguns cachorros serem terapêuticos para os pequenos. “Muitos já fazem trabalho com crianças com autismo; o contato estimula a produção de hormônios, como endorfina e adrenalina, que ajudam na melhora de diversos quadros”, relata.

A psicóloga Cristina explica que acariciar e conversar com os pets faz a criança se sentir acolhida e minimiza o estresse e a ansiedade. “Diminui a produção de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse, que muitas vezes fica elevado pela própria rotina intensa da criança. Sempre que elas se sentem tristes, com raiva ou com medo, podem recorrer a seu animal”, diz.

“Um estudo feito na Austrália e publicado na revista Pediatric Research mostrou que crianças que tinham contato direto com cães apresentaram 30% menos risco de problemas de relacionamento com seus colegas em comparação às que não conviviam com animais”, relata.

Ensina às crianças o cuidado

Cristina explica ainda que o contato dos pequenos com os animais cria uma noção de organização e autonomia, importantes para o desenvolvimento. “Colocar a comida do pet, limpar o espaço dele ou mesmo levá-lo para passear cria na criança senso de responsabilidade e cooperação com os afazeres domésticos.”

“Além dos cuidados básicos, é preciso ensinar a criança a respeitar o limite e tempo do pet, como momentos de alimentação e sono”, acrescenta Danielle.

A veterinária diz que os cachorros também precisam de uma educação básica. “Comandos como ‘sentar’, ‘ficar’ e ‘vem’ evitam acidentes por excesso de energia ou ansiedade do animal.”

Fonte: R7

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