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Estudo de CAR-T brasileiro elimina câncer em 72% dos pacientes

Atualmente, adotar o transplante de células CAR-T representa o que há de mais avançado em tratamento oncológico.

O Hospital Israelita Albert Einstein, com apoio do PROADI–SUS e financiamento do Ministério da Saúde realizou um estudo que revelou resultados significativos da primeira terapia de CAR-T brasileira para eliminar células de câncer.

A modalidade de tratamento é avançada, porém com aplicação limitada pela falta de acesso e altos custos associados à importação dos produtos.

O projeto propõe desenvolver a terapia com células CAR-T localmente a um custo menor e consequentemente, com disponibilidade mais rápida. Isso possibilitará levar o tratamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e, a longo prazo, adotá-lo em maior escala, segundo a pesquisa, divulgada na revista Blood.

“Eu diria que é um marco histórico para a oncologia e a hematologia brasileira”, disse Nelson Hamerschlak, coordenador do departamento de Hematologia no Einstein e líder do estudo.

Produzida e aplicada no país entre 2023 e 2024, os resultados revelaram a progressão de 11 pacientes entre 9 e 69 anos com cânceres do sangue avançados, que não reagiram a outros tratamentos.

O tratamento com células CAR-T, utilizado para diversos tipos de tumores, abrange a Leucemia Linfoblástica Aguda de células B (LLA-B), o Linfoma Não Hodgkin (LNH) e a Leucemia Linfóide Crônica (LLC).

Realizado em conjunto com o Ministério da Saúde e financiado pela pasta, 81% dos pacientes responderam bem ao tratamento e 72% alcançaram a remissão completa.

“A manufatura acadêmica permite adaptar o processo à realidade do SUS, com protocolos padronizados e negociação centralizada. Em médio prazo, com a consolidação de plataformas como Einstein, Butantan, FIOCRUZ/INCA, USP-RP e Mandacaru/UFCE, é possível criar um ecossistema de produção em rede, diluindo custos fixos”, explica Hamerschlak.

Segundo o líder da pesquisa, já existem pesquisas para expansão do tratamento em cânceres hematológicos ou tumores sólidos.

“Em tumores sólidos, o desafio é maior (microambiente imunossupressor, heterogeneidade de antígeno), mas já existem linhas de pesquisa em câncer de pulmão, glicomas e tumores pediátricos”, explica.

A equipe responsável pelo estudo já trabalha na segunda fase da pesquisa, prevista para ser divulgada para 2026 ou 2027.

Fonte: CNN BRASIL

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