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Longevidade: 5 suplementos que podem auxiliar a envelhecer com saúde

Com o envelhecimento, o corpo diminui sua capacidade de absorção de nutrientes, sendo necessária a suplementação.

Ao envelhecer, o organismo sofre uma série de alterações naturais que podem afetar diretamente na absorção de nutrientes essenciais para a manutenção da saúde. Além disso, com a redução do apetite – comum a partir da terceira idade – a ingestão de vitaminas, minerais e macronutrientes essenciais para o corpo pode ser insuficiente, levando à necessidade de incluir suplementos alimentares na dieta.

“Esses suplementos podem ser adicionados na dieta do idoso sempre que a ingestão de alimentos não seja adequada”, afirma Andrea Marinho Marti, nutricionista responsável pelo Serviço de Nutrição do Hospital Santa Paula.

A necessidade de suplementação durante o envelhecimento deve ser avaliada individualmente, por um profissional de saúde. É ele quem vai definir qual é o melhor suplemento para cada caso e as quantidades que devem ser consumidas diariamente para obter resultados positivos.

“De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as necessidades nutricionais de idosos devem ser avaliadas e definidas de forma individual, já que variam de uma pessoa para outra”, enfatiza.

De maneira geral, os suplementos que podem auxiliar na manutenção da saúde de idosos e garantir uma longevidade plena são:

Proteínas

As proteínas são macronutrientes que atuam diretamente na construção muscular e isso é fundamental na terceira idade. “Idosos têm uma grande propensão a diminuição da massa muscular e a perda da força, condição conhecida como sarcopenia”, explica Andrea.

Os suplementos a base de proteínas, como o Whey Protein (proteína do soro de leite) e proteínas vegetais (como ervilha e lentilha), podem ser inseridos em uma dieta para idoso, a fim de preservar a massa muscular, oferecendo mais força e prevenindo quedas, por exemplo.

Vitamina D

vitamina D é um dos nutrientes essenciais para a saúde. Ela ajuda a regular a absorção de cálcio e fósforo pelo organismo e ajuda no fortalecimento de ossos. Justamente por esse benefício, ela atua na prevenção da osteoporose.

“Os idosos também têm mais propensão a ter a saúde óssea comprometida, podendo levar à osteoporose”, salienta Andrea. A doença é mais comum após a menopausa, mas também afeta homens idosos, podendo aumentar as chances de fraturas ósseas.

Vitaminas do complexo B

“As vitaminas do complexo B, principalmente a B6 e a B12, estão entre as necessidades nutricionais dos idosos”, afirma a nutricionista. A vitamina B6 atua no metabolismo de proteínas, gorduras e açúcares no organismo e contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso central.

Já a vitamina B12 é fundamental para a saúde do sistema cardiovascular, mas também auxilia nas funções do sistema nervoso, já que está envolvida na produção das células cerebrais. Segundo um estudo publicado no Neural Regeneration Research, a deficiência de B12 pode aumentar o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Minerais (cálcio, ferro e zinco)

“Além das vitaminas, minerais como cálcio, ferro e zinco podem ser utilizados como complemento da alimentação do idoso”, diz Andrea. O cálcio, mineral mais abundante no corpo humano, é essencial para o fortalecimento de ossos e dentes e, por isso, desempenha um papel importante na prevenção da osteoporose, fraturas ósseas e perdas dentárias.

Já o ferro é importante para a síntese da hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio pelos glóbulos vermelhos. Esse mineral atua na prevenção da anemia, que também costuma afetar idosos devido à dificuldade de absorção de nutrientes.

Por fim, o zinco atua diretamente no sistema imunológico, já que auxilia na maturação dos linfócitos, células de defesa do organismo. É também na terceira idade que o organismo fica mais suscetível a infecções, podendo evoluir para quadros graves de saúde.

Ômega 3

O ômega 3 é um dos nutrientes essenciais para a terceira idade. Alguns estudos sugerem que o maior consumo desse ácido graxo está associado à redução do risco de Alzheimer. Isso porque o nutriente teria efeito neuroprotetor, além de poder atuar na melhora da função cognitiva.

Além disso, o ômega 3 tem efeito anti-inflamatório, podendo prevenir uma série de doenças, incluindo condições cardiovasculares, autoimunes e infecciosas.

A suplementação não substitui uma alimentação equilibrada

Apesar de a suplementação auxiliar em muitos aspectos da saúde de idosos, ela não deve substituir uma alimentação equilibrada e saudável. “É importante que haja o consumo de proteínas, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados, alimentos com alto teor de fibras, como legumes e frutas, e baixo consumo de gorduras e açúcares”, orienta Andrea.

A nutricionista ainda enfatiza sobre a importância da hidratação para uma boa qualidade de vida. “É importante beber água, sucos e chás, para manter a hidratação adequada”, finaliza.

Fonte: CNN BRASIL