Carta aberta
Ao
Papa Leão XIV
Pontifex Maximus
Igreja Católica Apostólica Romana
Tenho percebido sinais positivos em seu pontificado – especialmente em sua fala na Turquia sobre a necessidade de transparência – e aproveito para trazer à sua memória fatos históricos gravíssimos que, há séculos, clamam por reparação!
Em 1970, os alemães, por meio do chanceler Willy Brandt, vieram a público e pediram perdão ao povo judeu pelo genocídiode seis milhões de inocentes durante a Segunda Guerra – perseguidos e assassinados unicamente por serem judeus.
Mas todos os seus antecessores, até hoje, jamais tiveram a coragem de vir a público para admitir que perseguiram e assassinaram mais cristãos não-católicos do que os nazistas. Pelo contrário: fazem de tudo para ocultar debaixo do tapete da História todas as atrocidades cometidas pelos papas desde o dia 27 de fevereiro do ano 380 d.C., quando o imperador Teodósio I – sem formação bíblica ou teológica –, através do Édito de Tessalônica, fundou a Igreja Católica Apostólica Romana, impondo o bispo de Roma Dâmaso I como pontífice máximo da nova religião ‘‘oficial’’ do Império Romano.
O sangue de 100.000 cristãos anabatistas – presos, torturados e executados sem julgamento pelos papas Clemente VII, Paulo III, Paulo IV e Pio IV, bem como os 200.000 cristãos de Albi, na França (fontes citam até 1 milhão) – queimados vivos e assassinados à espada em nome do “santo papa Inocêncio III” –, e ainda os 70.000 massacrados na vergonhosa “Noite de São Bartolomeu” – ocasião em que o papa Gregório XIII rezou missa de ação de graças no Vaticano para comemorar o massacre e, satisfeito, mandou cunhar uma medalha comemorativa, sob custódia da Banca Vaticana.
E ainda há o genocídio de 8 a 15 milhões de cristãos não-católicos na Guerra provocada por perversos conselheiros jesuítas, que convenceram o rei Fernando II a massacrar os protestantes e “recatolizar” a Europa à força. Sem esquecer os crimes do frade Tomás de Torquemada, o maior algoz da chamada ‘‘Santa Inquisição Católica’’.
Esta Carta Aberta é pequena para mostrar todos os crimes cometidos por ordem dos papas e, por isso, coloco abaixo o QR Code para refrescar a memória do clero romano. Segue também o link para visualização mais rápida: https://www.pregadoresdotelhado.org/livros/os-genocidios-dos-papas.pdf
Como sucessor de todos esses papas – cujos crimes podem até estar prescritos na lei dos homens, mas não na Lei de Deus – e em nome da transparência, o seu pedido público de perdão será, sem dúvida, a principal marca – ou fracasso – de seu pontificado.
Atenciosamente,
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Pastor Juanribe Pagliarin
P.S.: Assim como os judeus não permitem ao mundo esquecer as vítimas do Holocausto, também não permitiremos que a História e a mídia continuem ignorando os genocídios papais – até que haja o tão tardio quanto necessário pedido de perdão público (Mt 3:8).