O que explica o aumento de casos de Covid-19 no Brasil

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) apontam que o país mantém uma média móvel de 22 mil casos diários da doença.

Novas ondas de Covid-19 são motivadas por causas multifatoriais, incluindo características da circulação do vírus e do comportamento populacional. Nas últimas semanas, o Brasil registrou um aumento significativo no número de casos da doença causada pelo coronavírus. Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados no sábado (26) mostram que o país mantém uma média móvel de 22 mil casos diários. O índice, que avalia a média de casos dos últimos sete dias e permite o dimensionamento do cenário epidemiológico, é um dos maiores registrados desde agosto.

Estados de todas as regiões brasileiras registraram aumento de casos no início de novembro, frente ao mês anterior, de acordo com levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Especialistas consultados pela CNN ajudam a contextualizar o aumento das infecções no país e fazem estimativas sobre o contexto da doença com a aproximação das férias e festas de fim de ano.

Impacto da variante Ômicron

Há exatamente um ano, em novembro de 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a cepa Ômicron do coronavírus como uma “variante de preocupação”.

Evidências emergentes foram rapidamente compartilhadas por cientistas de Botswana, Hong Kong e África do Sul e discutidas em uma reunião especial do Grupo Consultivo Técnico para Evolução de Vírus (TAG-VE) da OMS.

Os especialistas presentes na reunião se preocuparam com o grande número de mutações presentes na variante, que diferia muito das outras cepas detectadas até então. Os primeiros dados mostraram a rápida disseminação da Ômicron em algumas províncias da África do Sul e um risco aumentado de reinfecção em comparação com as variantes que circulavam anteriormente.

Naquele momento, a OMS destacava que o mundo estava lidando com algo novo, diferente e para o qual deveria se preparar rapidamente.

Rapidamente, cientistas identificaram que a linhagem era significativamente mais transmissível do que a Delta, a variante de preocupação que predominava no mundo até então. Em 4 semanas, conforme a onda da Ômicron viajava pelo mundo, ela substituiu a Delta como a variante dominante.

Países que até aquele momento tiveram sucesso em manter o controle da Covid-19 por meio de medidas sociais e de saúde pública se depararam com dificuldades. Para os indivíduos, o impacto foi maior entre os que não foram vacinados, com aumento de hospitalizações e de mortes em vários lugares do mundo.

Até março de 2022, a OMS e seus parceiros estimavam que quase 90% da população global tinha anticorpos contra o coronavírus, seja por vacinação ou infecção natural.

No geral, porém, a nova variante causou doenças menos graves do que a Delta em média, o que intrigou cientistas. Segundo a OMS, uma série de fatores provavelmente desempenhou um papel importante, como o fato de que o vírus se replicou com mais eficiência nas vias aéreas superiores e a imunidade da população aumentou constantemente em todo o mundo devido à vacinação e a infecções.

Aspectos do vírus

A tendência de crescimento da Covid-19 no país ganhou força entre o final de outubro e o início de novembro, como lembra o pesquisador José Eduardo Levi, da Universidade de São Paulo (USP).

“Até hoje, todas as ondas de Covid-19 no país estiveram associadas a uma nova variante. Esse ano agora tem como peculiaridade que essas variantes são todas derivadas da Ômicron”, afirma. “A Ômicron original causou o pico de casos em janeiro, depois tivemos a BA.2, que é uma segunda Ômicron, que foi o pico em abril e maio. Depois, tivemos uma outra onda com pico em junho, causada pela BA.5, derivada de Ômicron”, descreve Levi.

Segundo o pesquisador, que também atua nas áreas de pesquisa e desenvolvimento da Rede Dasa, a nova onda da doença está relacionada a subvariantes derivadas da BA.5, incluindo a BQ.1 e outras duas: BA.5.3.1 e BA.5.2.1.

“A BQ.1 está tendendo a predominar a partir de novembro, devemos chegar ao fim do mês com 100% de BQ.1, apontam os dados de genômica e de exames de diagnóstico molecular da Dasa”, diz.

A BQ.1 carrega mutações em pontos importantes do vírus, como a proteína Spike, que podem contribuir para o aumento da transmissibilidade e na capacidade de infecção pelo coronavírus. A OMS estima que essas mutações adicionais tenham conferido uma vantagem de escape imunológico sobre outras sublinhagens circulantes da Ômicron, o que indica a necessidade de avaliação sobre um risco maior de reinfecção pela BQ.1.

“A Ômicron e suas subvariantes demonstraram sua capacidade muito efetiva de mudar geneticamente, de se replicar e ter erros nessa replicação e, com isso, formar vírus geneticamente diferentes que os fazem escapar da nosso sistema imune, ou seja, tanto pela infecção natural quanto pela vacinação. Nossos anticorpos deixam de reconhecer de uma forma plena essas subvariantes e, com isso, você consegue ter a infecção de uma forma leve, com uma capacidade muito grande de transmissibilidade, o que faz com que o vírus circule tanto”, afirma a médica infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo.

Fator comportamental

Além das características intrínsecas do vírus, como uma maior capacidade de transmissibilidade das subvariantes em circulaçãofatores comportamentais da população também podem contribuir para o aumento no número de casos.

“O aumento da circulação do SARS-CoV-2 no Brasil é multifatorial. Primeiro, nós flexibilizamos as medidas de controle. Segundo, nós tivemos eventos como, por exemplo, as eleições, que facilitaram o encontro entre pessoas. Terceiro, temos uma população com doses de reforço muito baixas”, avalia Rosana.

Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) apontam que mais de 77 milhões de brasileiros não receberam a primeira dose de reforço das vacinas contra a Covid-19. Já 24 milhões de pessoas poderiam ter recebido a segunda dose de reforço contra a doença, mas ainda não se vacinaram.

O esquema de vacinação primário contra a Covid-19 contempla duas doses para a maior parte das vacinas disponíveis, incluindo as da Pfizer, AstraZeneca e Coronavac, aplicadas no Brasil.

O pesquisador da USP também afirma que o contexto das eleições no Brasil pode ter proporcionado o ambiente ideal para a transmissão do vírus.

“Toda onda é facilitada pelo componente comportamental. Aqui no Brasil, estimamos que tenham sido as aglomerações principalmente eleitorais, grandes comícios, que facilitam muito a disseminação de variantes que por si só já são mais transmissíveis, por que foram selecionadas em um ambiente de pessoas vacinadas e com exposição prévia inclusive à Ômicron”, diz Levi.

Sintomas comuns das novas variantes

O médico infectologista Álvaro Furtado, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), relata que tem sido observado um aumento no número de pacientes com suspeita de Covid-19. No entanto, Furtado ressalta que o número de internações não tem acompanhado o mesmo ritmo de crescimento das infecções, até o momento.

“Estamos observando um número maior de casos, mas a maioria sem gravidade. Os sintomas mais comuns são muito simples, como coriza e dor de garganta. Os pacientes não tem apresentado falta de ar ou critérios que indiquem a necessidade de internação hospitalar, com exceção de pessoas com alterações no sistema imunológico”, afirma.

A infectologista do Emílio Ribas também relata que os sintomas associados aos casos recentes tem sido semelhantes aos já identificados ao longo da pandemia.

“Em termos de sintomatologia das subvariantes da Ômicron – a BQ.1 e a BA.5 que são as mais comuns atualmente, eu diria que os sintomas são semelhantes ao que a gente sempre viu, mas a fadiga, o cansaço, chama muito atenção. O paciente pode ter coriza nasal, dor de garganta, dor de cabeça, febrícula, calafrio, mas o que realmente está chamando atenção dessa vez é esse cansaço”, diz.

Festas de fim de ano

O surgimento de novas variantes do coronavírus e o consequente aumento no número de casos apontam que, em momentos de alta circulação viral, pode ser necessário reforçar medidas de prevenção aprendidas ao longo da pandemia.

Os especialistas destacam que as medidas chamadas não farmacológicas reduzem os riscos da transmissão da Covid-19 e de outras doenças como a gripe e resfriados. Além do uso de máscara, medidas de higiene como a lavagem das mãos, o uso de álcool gel e distanciamento de pessoas sintomáticas contribuem para reduzir os riscos da infecção.

“Nos momentos de onda, é melhor voltar com essas medidas de prevenção“, diz Levi. “Com a aproximação das festas de fim de ano, é fundamental sempre pensar, em primeiro lugar, nos idosos, pessoas com mais de 70 e 80 anos, principalmente. Para que elas usem máscara e fiquem a certa distância. Além disso, que esses eventos, na medida do possível, aconteçam em ambiente arejado, a céu aberto, aquilo que falamos ao longo de toda a pandemia”, conclui.

Fonte: CNN BRASIL

SpaceX lança sementes de tomate e outros suprimentos à Estação Espacial

Fruto deve ser cultivado como parte de experimento de fornecer produção contínua de alimentos frescos no espaço.

SpaceX está transportando um novo carregamento de suprimentos para a Estação Espacial Internacional neste fim de semana, depois que o mau tempo no local de lançamento forçou a empresa a desistir de sua primeira tentativa na terça-feira.

A missão decolou do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida, por volta das 16h20 [horário de Brasília] de sábado (26).

A abundância de suprimentos a bordo inclui um par de novos painéis solares para a estação espacial, sementes de tomate anãs e uma série de experimentos científicos.

Também haverá guloseimas para os astronautas na estação espacial, como sorvete e comida de Ação de Graças, como feijão verde picante, sobremesas de maçã com cranberry, torta de abóbora e milho doce.

Os painéis solares serão instalados fora do laboratório flutuante durante as caminhadas espaciais programadas para 29 de novembro e 3 de dezembro. Eles darão um impulso de energia à estação espacial.

A SpaceX lançou mais de duas dúzias de missões de reabastecimento para a estação espacial na última década como parte de um acordo multibilionário com a Nasa.

Este lançamento ocorre em meio ao ano mais movimentado da empresa até o momento, com mais de 50 operações até agora, incluindo duas missões de astronautas.

A carga a bordo inclui vários itens relacionados à saúde, como o kit Moon Microscope. O microscópio de mão portátil permitirá que os astronautas coletem e enviem imagens de amostras de sangue para os cirurgiões de voo no solo para diagnóstico e tratamento.

Tomates no espaço

Os nutrientes são um componente chave para manter uma boa saúde no espaço. Mas produtos frescos são escassos na estação espacial em comparação com as refeições pré-embaladas que os astronautas comem durante suas estadias de seis meses na órbita baixa da Terra.

“É bastante importante para nossos objetivos de exploração na Nasa ser capaz de sustentar a tripulação não apenas com nutrição, mas também olhar para vários tipos de plantas como fontes de nutrientes que teríamos dificuldade em sustentar nas longas viagens entre destinos distantes, como Marte e assim por diante”, disse Kirt Costello, cientista-chefe do Programa da ISS da Nasa e vice-gerente do Escritório de Integração de Pesquisa.

Astronautas cultivaram e provaram diferentes tipos de alface, rabanete e pimenta na Estação Espacial Internacional. Agora, os membros da tripulação podem adicionar alguns tomates anões – especificamente, tomates Red Robin – à sua lista de ingredientes de salada cultivados no espaço.

O experimento faz parte de um esforço para fornecer produção contínua de alimentos frescos no espaço. As sementes de tomate anão serão cultivadas sob dois tratamentos de luz diferentes para medir seu impacto em quantos tomates podem ser colhidos, bem como o valor nutricional e o sabor das plantas.

Os tomates Red Robin também serão cultivados na Terra como um experimento de controle. As duas culturas serão comparadas para medir os efeitos do ambiente de gravidade zero no crescimento do tomateiro.

Os tomates espaciais serão cultivados dentro de saquinhos chamados de almofadas de plantas instalados no Sistema de Produção Vegetal, conhecido como Câmara de Crescimento Vegetal, na estação espacial.

Os astronautas frequentemente regam e nutrem as plantas à medida que crescem, bem como polinizam as flores. “Os tomates serão uma nova aventura para nós da equipe Veggie, tentando descobrir como manter essas plantas sedentas bem regadas sem regar demais”, disse Gioia Massa, cientista de produção de culturas espaciais da Nasa e investigador principal do estudo do tomate.

Os tomates estarão prontos para o primeiro teste de sabor na primavera.

A equipe espera três colheitas de tomate 90, 97 e 104 dias após o início do crescimento das plantas. Durante os testes de sabor, a equipe avaliará o sabor, aroma, suculência e textura dos tomates cultivados com os dois diferentes tratamentos de luz. Metade de cada colheita de tomate será congelada e devolvida à Terra para análise.

Cultivar plantas na estação espacial não apenas oferece a oportunidade de comida fresca e noites criativas de taco, mas também pode melhorar o humor da tripulação durante seu longo voo espacial. Os astronautas também farão pesquisas para monitorar seu humor enquanto cuidam e interagem com as plantas para ver como cuidar das mudas melhora sua experiência em meio ao isolamento e confinamento da estação espacial.

O hardware ainda está em desenvolvimento para maior produção agrícola na estação espacial e, eventualmente, em outros planetas, mas os cientistas já estão planejando quais plantas podem crescer melhor na Lua e em Marte.

No início deste ano, uma equipe cultivou com sucesso plantas em solo lunar que incluíam amostras coletadas durante as missões Apollo. “Os tomates serão uma ótima colheita para a lua”, disse Massa. “Eles são muito nutritivos, muito deliciosos e achamos que os astronautas ficarão muito animados em cultivá-los lá”.

Fonte: CNN BRASIL

‘As pessoas não valorizam o sono’, diz médica especialista no tema

Tomar remédios ou dormir menos horas do que o necessário são algumas características do momento atual da sociedade.

Ao dormir menos horas que o necessário ou recorrer a remédios para forçar o sono, milhões de brasileiros põem a própria saúde em risco.

aumento de 676% das vendas de zolpidem nos últimos dez anos, mostrado pelo R7 nesta segunda-feira (28), é um fator de alerta, considera a neurologista Giuliana Macedo Mendes, presidente da Regional Centro-Oeste da ABS (Associação Brasileira do Sono).

“O zolpidem é rápido para induzir o sono, ele é um sedativo, é um sono químico, não é um sono natural da pessoa”, adverte a médica.

O crescimento do consumo de medicamentos para dormir é apenas um ingrediente em uma sociedade que não se importa como deveria com o sono.

“As pessoas não valorizam o sono, acham que dormir é perda de tempo, têm maus hábitos, invadem o horário do sono…”, afirma a especialista.

A ABS estima que cerca de 73 milhões de brasileiros sofram com insônia, mas não se trata de um único problema com uma única solução.

“Cada um tem uma insônia particular. […] A grande maioria dos pacientes tem maus hábitos que fazem perpetuar a insônia ao longo da vida”, pontua Giuliana.

O zolpidem ou qualquer outro medicamento estão longe de ser o tratamento de primeira linha para a insônia, mas são poucas as pessoas que entendem isso.

“O caminho mais fácil é tomar o remédio, o mais difícil é mudar os hábitos. […] O ser humano quer o caminho mais fácil. O principal tratamento, padrão-ouro, que mais tem evidência científica, é terapia comportamental para insônia, não é medicamento. Se você não fizer o tratamento comportamental, que envolve mudança de hábitos de vida e várias questões, inclusive com tratamento psicológico associado ao sono, não sairá da insônia crônica”, explica a neurologista.

O uso excessivo de telas, como celular, TV e computador, e o consumo de cafeína, álcool e nicotina estão entre os vilões do sono.

O resultado vai ser maior dificuldade para adormecer, um sono de pior qualidade, despertares mais frequentes durante a noite e uma sensação de cansaço no dia seguinte.

Quando dormimos poucas horas por meses ou anos — o ideal é entre 7 e 9 horas por noite —, a tendência é que haja prejuízos à saúde.

“A privação do sono crônica que a insônia provoca, e outras doenças do sono também, ela aumenta o risco cardiovascular em até cinco vezes. Paciente que dorme menos vive menos, tem mais risco de infarto, AVC [acidente vascular cerebral], arritmia, hipertensão, diabetes, de câncer, porque diminui a imunidade [neste último caso]”, salienta Giuliana.

Médicos precisam conhecer o problema

A principal avaliação da representante da Associação Brasileira do Sono é a de que são poucos os médicos que entendem a fundo a insônia.

Ela aposta que a capacitação dos profissionais da saúde é fundamental para uma abordagem do problema que, de fato, melhore a vida das pessoas.

“Os médicos não têm formação dentro da faculdade de medicina sobre medicina do sono”, lembra a médica ao salientar que essa é uma área de estudo relativamente nova.

Com objetivo de disseminar mais informações sobre distúrbios do sono e tratamentos, começa nesta semana o 14º Congresso Brasileiro do Sono — de 30 de novembro a 3 de dezembro, em Goiânia.

Fonte: R7

Beber dois litros de água por dia é excessivo, diz estudo

Pesquisa mostra que a ingestão de água recomendada raramente corresponde às nossas necessidades reais.

Há anos se perpetua a ideia que é necessário beber dois litros de água por dia.

No entanto, um novo estudo da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, publicado na sexta-feira (25), mostra que a ingestão recomendada de água de oito copos (cerca de dois litros) por dia raramente corresponde às nossas necessidades reais e, muitas vezes, pode ser muito alta.

Segundo a pesquisa, a quantidade necessária para ser bebida varia entre 1,3 a 1,8 litros por dia, a depender da idade, clima e onde a pessoa vive.

De acordo com a publicação, pesquisas anteriores nessa área estavam baseadas em pequenos grupos de pessoas e tendiam a não considerar água ingerida através dos alimento

O novo estudo apricou uma abordagem mais objetiva a 5.604 homens e mulheres, com idades entre 8 dias e 96 anos, de 23 países diferentes.

A técnica envolve pessoas bebendo um copo de água no qual algumas das moléculas de hidrogênio foram substituídas por um isótopo estável de hidrogênio chamado deutério.

O trabalho mostrou que a rotatividade hídrica é maior em ambientes quentes e úmidos e em grandes altitudes, assim como entre atletas, gestantes e lactantes e indivíduos com alto nível de atividade física.

O maior fator, porém, foi o gasto de energia. Os valores mais elevados foram observados no sexo masculino entre os 20 e os 35 anos. A rotatividade de água desse grupo foi em média de 4,2 litros por dia. Posteriormente, diminuiu com o aumento da idade, com média de apenas 2,5 litros por dia em homens na faixa dos 90 anos.

Entre as mulheres, o volume médio de água entre 20 e 40 anos foi de 3,3 litros por dia, e também caiu para cerca de 2,5 litros aos 90 anos.

A rotatividade da água também foi maior nos países em desenvolvimento. Isso provavelmente ocorre porque, nos países desenvolvidos, o ar condicionado e o aquecimento protegem os indivíduos da exposição a condições ambientais extremas que elevam a demanda por água.

O professor John Speakman, da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Aberdeen, explica que a renovação da água não é igual à necessidade de água potável.

“Um homem na faixa dos 20 anos tenha um volume médio de água de 4,2 litros por dia, ele não precisa beber 4,2 litros de água por dia. Cerca de 15% desse valor reflete a troca de água superficial e a água produzida a partir do metabolismo. Como a maioria dos alimentos também contém água, uma quantidade substancial de água é fornecida apenas pela alimentação”.

A pesquisa resultou em uma equação geral para prever o volume de água que pode ser usado para antecipar os efeitos de mudanças futuras, por exemplo, no clima e na demografia populacional. Isso ajudará os países a antecipar suas futuras necessidades de água.

O Dr. Yosuke Yamada, chefe de seção do Instituto Nacional de Inovação Biomédica, Saúde e Nutrição no Japão, co-autor do artigo, disse: “As equações que geramos para prever a renovação da água serão de grande benefício na modelagem das necessidades globais de água”.

O ex-aluno de doutorado de Aberdeen, Xueying Zhang, co-primeiro autor do artigo, acrescentou: “Calcular quanta água os seres humanos precisam está se tornando cada vez mais importante devido ao crescimento explosivo da população e às crescentes mudanças climáticas. A renovação da água está relacionada a muitos parâmetros de saúde, incluindo atividade física e percentual de gordura corporal, tornando-se um novo biomarcador potencial para a saúde metabólica”.

(Publicado por Marina Toledo)

Fonte: CNN BRASIL

Anvisa decide por obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aviões

Em reunião extraordinária, agência considerou o atual cenário epidemiológico para a determinação; medida passa a valer a partir desta sexta-feira (25).

Em reunião extraordinária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, na noite desta terça-feira (22), pelo retorno da obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aviões. A decisão foi votada pela maioria da diretoria da agência.

A medida passa a valer em aeroportos de todo o país a partir desta sexta-feira (25).

A Anvisa considerou o atual cenário epidemiológico da Covid-19 para determinar a obrigatoriedade do uso do aparato de proteção facial.

A proximidade das festas de fim de ano e as férias escolares também foram mencionadas pelo diretor-presidente Antonio Barra Torres como determinantes para a decisão.

Em agosto deste ano, o uso de máscaras de proteção facial havia deixado de ser obrigatório em aeroportos e aeronaves no Brasil.

O diretor e relator da pauta, Daniel Pereira, votou pela recomendação do uso de máscara em aeroportos e aeronaves, mas não pela obrigatoriedade.

O diretor Alex Machado Campos concordou com o uso das máscaras, mas trouxe a proposta de votar pela obrigatoriedade nos aeroportos.

“O uso de máscaras em ambientes de maior risco, pelas suas características de confinamento, circulação e aglomeração de pessoas, representa um ato de cidadania e de proteção à coletividade e objetiva mitigar o risco de transmissão e de contágio da doença”, disse Campos.

A diretora Meiruze Freitas seguiu a decisão do diretor Campos, pela obrigatoriedade da proteção facial, bem como o diretor-presidente Antonio Barra Torres e o diretor Rômison Rodrigues Mota.

A norma da Anvisa proíbe a utilização de:

máscaras de acrílico ou de plástico;

máscaras dotadas de válvulas de expiração, incluindo as N95 e PFF2;

lenços, bandanas de pano ou qualquer outro material que não seja caracterizado como máscara de proteção de uso profissional ou de uso não profissional;

protetor facial (face shield) isoladamente;

máscaras de proteção de uso não profissional confeccionadas com apenas uma camada ou que não observem os requisitos mínimos previstos na ABNT PR 1002 – Guia de requisitos básicos para métodos de ensaio, fabricação e uso.

Segundo a Anvisa, a obrigação do uso de máscaras em aeroportos e aviões será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, bem como no caso de crianças com menos de três anos de idade.

Vacinas bivalentes

Ainda nesta terça-feira, em reunião extraordinária, a Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial de duas vacinas bivalentes da Pfizer contra a Covid-19.

São dois imunizantes atualizados que contemplam sublinhagens da variante Ômicron do coronavírus e devem ser utilizados como doses de reforço contra a doença:

Bivalente BA1 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA1.

Bivalente BA4/BA5 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA4/BA5.

Fonte: CNN BRASIL

Uma pessoa morre após duas explosões atingirem Jerusalém, diz polícia

Segundo autoridades isralense, trata-se de um suposto “ataque terrorista combinado”.

Duas explosões abalaram Jerusalém no início desta quarta-feira (23), matando uma pessoa e ferindo mais de uma dúzia de outras em um suposto “ataque terrorista combinado”, de acordo com um porta-voz da polícia israelense.

A primeira explosão ocorreu em uma estação de ônibus perto da entrada de Jerusalém, ferindo pelo menos 11 pessoas, incluindo uma pessoa que morreu posteriormente, disse o porta-voz.

Após uma segunda explosão quase meia hora depois no entroncamento Ramot da cidade três pessoas foram evacuadas com ferimentos leves, acrescentou a polícia.

As investigações iniciais indicaram que dispositivos explosivos foram colocados em ambos os locais da explosão e uma busca por suspeitos está em andamento, disse o porta-voz da polícia.

No local da primeira explosão, as imagens mostraram detritos espalhados pelo chão e um ônibus estacionado com buracos no para-brisa. Grades de metal ao redor do ponto de ônibus também foram danificadas e a área foi isolada.

Dois paramédicos da Magen David Adom, afiliada da Cruz Vermelha de Israel, disseram que quando chegaram à rodoviária encontraram duas pessoas gravemente feridas caídas no chão.

“Estávamos na estação MDA na entrada da cidade quando ouvimos uma grande explosão”, disseram eles. “Imediatamente nos dirigimos ao local em grande número, incluindo ambulâncias e MICUs (unidades móveis de terapia intensiva)”. “Dois feridos graves estavam caídos nas proximidades, um de 16 anos no ponto de ônibus e um de 45 anos na calçada.”

Fonte: CNN BRASIL

Saiba o que é necessário para se tornar um doador de sangue

Com a proximidade do Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, especialista explica que Copa e férias diminuem o volume de doações.

As doações de sangue são imprescindíveis em qualquer época do ano. Porém, em datas perto de férias e grandes eventos, como a Copa do Mundo, é exigido um esforço dobrado para aumentar o estoque dos bancos de sangue.

“Frequentemente, observa-se uma diminuição de doações de sangue nos períodos de férias, feriados prolongados e festas de fim de ano, quando muitas pessoas viajam. Também é comum a queda de doações em períodos de frio intenso, quando as pessoas evitam sair de casa”, conta o gerente-executivo do banco de sangue da BP — Beneficência Portuguesa de São Paulo, André Larrubia.

Pensando nisso e em preparação para o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, celebrado em 25 de novembro, o R7 separou algumas dicas para quem pretende ajudar a salvar vidas.

“A doação voluntária de sangue é fundamental para garantir que pacientes que necessitem de transfusão possam ser atendidos integralmente, principalmente aqueles que são submetidos a cirurgias de grande porte ou tratamento de câncer”, reforça Larrubia.

Além disso, o inciso IV do artigo 473 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) prevê que os trabalhadores que doarem sangue possam ter o dia abonado — uma vez a cada 12 meses.

Quem pode doar sangue?

De modo geral, pessoas de 16 a 69 anos que pesam mais de 50 kg estão em condições consideradas boas para a doação de sangue. Esses não são os únicos critérios adotados pelos postos de coleta, mas os outros são relacionados mais intimamente ao voluntário.

“Todos os demais critérios para doação serão abordados na entrevista, como o uso de medicações, histórico de saúde e hábitos de vida”, explica o gerente.

A pandemia de Covid-19 também trouxe novas abordagens e avaliações para o processo de doação. Em caso de sintomas gripais sem o diagnóstico de Covid, a pessoa deve esperar duas semanas a partir da melhora dos sintomas para doar.

Quem teve contato com indivíduos infectados pelo coronavírus deve aguardar 14 dias — a contagem começa logo após a data em que houve o encontro com o infectado — e, em caso de resultado negativo após esse período, a pessoa estará apta a doar.

Pessoas que foram diagnosticadas com Covid devem esperar 30 dias, a partir do momento da melhora dos sintomas, para se dirigir a um posto de doação.

Vacinas

No caso das vacinas, cada uma tem um período de espera específico para que a doação de sangue possa acontecer. O imunizante contra a gripe exige um período de espera de 48 horas após a dose para uma doação segura.

As vacinas contra a Covid-19 também têm atenção especial. Cada uma possui um período de espera. São eles:

  • CoronaVac(Sinovac/Butantan): 48 horas após cada dose;
    • AstraZeneca/Fiocruz: 7 dias após cada dose;
    • Pfizer: 7 dias após cada dose;
    • Janssen: 7 dias após cada dose.

Para doar sangue, orienta Larrubia, basta ter em mãos “um documento original com foto, em formato físico ou digital (a foto do documento não serve como comprovante). Candidatos menores de 18 anos precisam da declaração de um responsável, cujo modelo pode ser obtido nos websites dos bancos de sangue”.

O banco de sangue da BP funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados, das 7h às 14h, na rua Maestro Cardim, 1041. Todas as doações são bem-vindas, mas os tipos sanguíneos mais urgentes na instituição são todos de fator negativo e o O+.

Também em São Paulo, os postos de coleta da Fundação Pró-Sangue vão funcionar durante a Copa do Mundo. Os endereços estão disponíveis aqui.

* Estagiária do R7, sob supervisão de Fernando Mellis

Fonte: R7

Consumo de café por crianças pode fazer mal à saúde; entenda os riscos

Especialistas alertam que consumo de produtos que contêm cafeína, como refrigerantes, bebidas esportivas e chocolates, pode ser prejudicial para as faixas etárias mais jovens.

Nós nos tornamos uma cultura enlouquecida pelo café. No entanto, com todos os estudos publicados sobre como uma xícara pode reduzir o risco de diabetes, doenças cardíacas, derrame, demência e alguns tipos de câncer, qual é o mal? É um “pingado” de riscos para os nossos filhos.

Apesar de anos de avisos de pediatras e outros profissionais de saúde de que café e outras bebidas com cafeína, como refrigerantes e bebidas esportivas, podem ser prejudiciais aos jovens, os pais estão permitindo que seus filhos – até mesmo crianças – consumam essas bebidas.

Um estudo de 2015 com mães de Boston, nos Estados Unidos, revelou que 14% das entrevistadas permitiam que seus filhos de 2 anos bebessem até meia xícara de café por dia. O estudo também apontou que 2,5% das mães deram café para seus filhos de 1 ano.

A Academia Americana de Pediatria não recomenda café com cafeína, chá, refrigerante, bebidas esportivas ou outros produtos para crianças menores de 12 anos, enquanto adolescentes entre 12 e 18 anos devem limitar sua ingestão a menos de 100 miligramas por dia, cerca do tamanho de uma xícara de café à moda antiga. Uma versão “grande” do popular café Blonde Roast da Starbucks contém 360 miligramas, enquanto o mesmo tamanho do Pike Place Roast é de 310 miligramas.

Não é só café. Uma garrafa de bebida esportiva pode conter quase 250 miligramas de cafeína, dependendo da marca, de acordo com uma investigação da Consumer Reports. Uma xícara de chá pode ter até 47 miligramas, enquanto um refrigerante diet pode ter 46.

O chocolate também tem um pouco de cafeína, a quantidade aumenta à medida que o chocolate escurece. Um punhado de grãos de café cobertos com chocolate pode ter 336 miligramas de cafeína, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Você pode até comprar goma de mascar com cafeína, balas, ursinhos de goma e barras energéticas – e não vamos esquecer o sorvete de café.

Leia mais: Beber café pode reduzir o risco de doenças cardíacas e morte precoce, diz estudo

Crianças não são pequenos adultos

Como as crianças geralmente são menores em tamanho corporal, é preciso menos cafeína para prejudicar o funcionamento do organismo. Uma quantidade insignificante para um adulto pode ser esmagadora para uma criança pequena. Cafeína em excesso pode causar aumento da frequência cardíaca e pressão arterial, contribuir para o refluxo ácido e causar ansiedade e distúrbios do sono em crianças. Em doses muito altas, a cafeína pode ser perigosa.

“As crianças aparecem na sala de emergência com batimentos cardíacos irregulares ou o que chamamos de taquicardia ou batimentos cardíacos acelerados”, disse o pediatra Mark Corkins, presidente do comitê de nutrição da Academia Americana de Pediatria. “Algumas pessoas pensam que é legal dar refrigerantes para crianças pequenas”.

Os limites são baseados principalmente no tamanho do corpo, e esses limites aumentam quando uma criança cresce o suficiente para ser capaz de metabolizar a cafeína mais facilmente. No entanto, se uma criança é pequena para sua idade, ou tem enxaqueca, problemas cardíacos ou convulsões, ela pode ser ainda mais sensível, de acordo com a Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente.

Com todas essas más notícias, por que os pais estão deixando as crianças tomarem café?

Começa quando crianças pequenas começam a pedir bebidas cafeinadas como café “porque veem os pais e irmãos mais velhos bebendo – é uma coisa de ‘adulto’ para beber”, disse Corkins, chefe da divisão de gastroenterologia, hepatologia e nutrição pediátrica no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Tennessee, em Memphis, por e-mail.

E porque os pais o consideram inofensivo – e provavelmente é em pequenas quantidades – eles deixam seus filhos tomarem um gole ou dois, disse Corkins: “No entanto, uma vez que os pais começam, torna-se uma ladeira escorregadia e mais fácil deixar as crianças beberem o que querem do que brigar com elas”.

Vou querer um duplo com caramelo extra

Há outra questão: o impacto do café, chá, refrigerante e bebidas esportivas em uma dieta equilibrada.

“Meu outro problema com crianças que bebem café é que ele tem pouco valor nutricional e está substituindo algo que deveria ser nutricionalmente completo, como leite e água”, disse Corkins. “O leite é repleto de cálcio e vitamina D, e a água é um nutriente. Somos como 60% de água, basicamente um oceano”.

Depois, há os complementos. Longe vão os dias em que o café simplesmente vinha com um torrão de açúcar e creme. Cafés em quase todas as esquinas agora oferecem dezenas de maneiras de aprimorar e engordar sua bebida preferida.

“Essas bebidas são basicamente uma sobremesa. Eles têm a espuma e as doses de xaropes aromatizados, com cobertura batida e depois o granulado por cima. A apresentação é melhor do que algumas das sobremesas que já vi”, disse Corkins.

Açúcares extras e cremes pesados ​​adicionam gordura e calorias, enquanto optar por versões sem açúcar pode expor as crianças a adoçantes artificiais.

Qual é a mensagem essencial? “Evite a cafeína! Por que seus filhos precisam disso?” disse Corkins.

“A cafeína é um estimulante que aumenta o estado de alerta”, acrescentou. “Se seu filho sente que precisa de cafeína para passar o dia, seria melhor trabalhar com um pediatra para identificar a causa raiz do que está criando a fadiga em primeiro lugar”.

Fonte: CNN BRASIL

Pagamento do 13º salário pode injetar R$ 250 bilhões na economia

Estimativa considera ganho de trabalhadores com registro em carteira, beneficiários da Previdência, aposentados e pensionistas.

Cerca de R$ 249,8 bilhões devem entrar na economia brasileira até o dia 20 de dezembro, quando termina o prazo para o pagamento da segunda parcela do 13º salário a trabalhadores do mercado formal, beneficiários da Previdência Social, aposentados e pessoas que recebem pensão da União, estados e municípios. Esse montante representa quase 2,6% do PIB (Produto Interno Bruto) do país e estará nas mãos de, aproximadamente, 85,5 milhões de brasileiros, que vão receber rendimento adicional médio de R$ 2.672.

As estimativas são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que calcula o volume referente ao 13º salário que entra na economia ao longo do ano, e não necessariamente nos dois últimos meses de 2022. Entretanto, o órgão parte do princípio de que a maior parcela do valor referente ao abono natalino seja paga no fim do ano, sobretudo para os trabalhadores ativos.

Do total de brasileiros que recebem o 13º salário, 52 milhões (61%) são trabalhadores do mercado formal. Fazem parte desse grupo o 1,4 milhão de empregados domésticos contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com carteira de trabalho assinada, que equivale a 0,9% do conjunto de beneficiários. Juntos, eles vão receber por volta de R$ 167,6 bilhões, 66,9% da soma a ser paga como 13º.

Quase R$ 83 bilhões, 33,1% dos R$ 249,8 bilhões, vão ser pagos aos aposentados ou pensionistas da Previdência Social/INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Considerando apenas os 32 milhões de pessoas que são beneficiárias do INSS, 37,5% do total, o montante a ser pago é de R$ 50,8 bilhões (20,3%).

Para aproximadamente 1 milhão de pessoas (1,2% do total), que são aposentadas e beneficiárias de pensão da União (Regime Próprio), serão destinados R$ 10,6 bilhões (4,2% do todo). Os grupos constituídos de aposentados e pensionistas dos estados e municípios (Regimes Próprios) não podem ser quantificados, mas os valores do 13º salário pagos são R$ 16,2 bilhões (6,5%) para os primeiros e R$ 5,2 bilhões (2,1%) para os segundos.

Metodologia

O Dieese usou os cálculos da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos do Ministério do Trabalho e Previdência.

Também foram analisadas informações da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), da Previdência Social e da STN (Secretaria do Tesouro Nacional).

No caso da Rais, o Dieese considerou o total dos assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (estatutários ou celetistas) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2020, acrescido do saldo do Novo Caged de 2021 e 2022 (até agosto).

Da Pnad, foi usado o contingente estimado de empregados domésticos com registro em carteira. Foram considerados ainda os beneficiários (aposentados e pensionistas) que, em agosto de 2022, recebiam proventos do INSS, do Regime Próprio da União e dos estados e municípios. Para esses dois últimos, entretanto, não foi possível obter o número de beneficiários.

Para os assalariados, o rendimento foi atualizado pela variação média do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre janeiro e setembro de 2022, em relação ao do igual período de 2021.

No cálculo do impacto do pagamento do 13º salário, o Dieese não leva em conta trabalhadores autônomos, assalariados sem registro em carteira ou profissionais com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, uma vez que não há dados disponíveis desses proventos.

Além disso, não há distinção dos casos de categorias que recebem parte do 13º antecipadamente, conforme definido, por exemplo, em ACT (acordo coletivo de trabalho) ou CCT (convenção coletiva de trabalho). Da mesma forma, considera-se o montante do valor recebido pelos beneficiários do INSS, independentemente do que tenha sido pago em outra época do ano.

Resultados de cada região

Os moradores dos estados do Sudeste recebem a maior parte do total do 13º salário (49%), pois essa é a região com a maior capacidade econômica do país e que concentra a maioria dos empregos formais, dos aposentados e pensionistas.

No Sul, são pagos 17,2% do montante, e no Nordeste, 20,6%. Às regiões Centro-Oeste e Norte cabem, respectivamente, 9% e 4,9%. É importante ressaltar que os beneficiários do Regime Próprio da União, que recebem 4,2% do total, podem estar em qualquer região do país.

O maior valor médio para o 13º, de R$ 4.711, é pago no Distrito Federal, e os menores, de R$ 1.818 e R$ 1.867, são no Maranhão e no Piauí, respectivamente. Essas médias, entretanto, não incluem o pessoal aposentado pelo Regime Próprio dos estados e dos municípios, dados que não estavam disponíveis para o levantamento do Dieese.

Estimativa setorial

Excluindo dos cálculos os empregados domésticos, os assalariados formais dos setores público e privado correspondem a 50,8 milhões de trabalhadores, que recebem um valor estimado de R$ 164,8 bilhões como 13º salário.

A maior parcela vai para o setor de serviços (incluindo administração pública), que fica com 62,1% do total; os empregados da indústria recebem 16,4%; os comerciários têm direito a 18,8%; aos que trabalham na construção civil é pago o correspondente a 3,9%; enquanto 4,6% serão recebidos pelos trabalhadores da agropecuária.

O valor médio do 13º salário do setor formal é R$ 3.242, mas a média mais elevada é paga aos trabalhadores do setor de serviços, de R$ 3.840. A indústria aparece com o segundo maior valor, R$ 3.335, e o menor fica com os trabalhadores do setor primário da economia, R$ 2.050.

Fonte: R7

Três de cada quatro brasileiros planejam comprar presentes de fim de ano pela internet

Estudos mostram que hábitos de consumo dos brasileiros foram alterados drasticamente após os dois anos de pandemia.

As lojas online serão aliadas de três em cada quatro consumidores (76%) que planejam comprar presentes no encerramento deste ano em sites, aplicativos de lojas, marketplaces e até mesmo pelas redes sociais. Os dados divulgados por um estudo da Criteo mostram os celulares (65%) e os computadores (24%) como principais ferramentas para a aquisição dos produtos.

De acordo com o estudo, os números são levemente mais altos na região Centro-Oeste, onde 72% dos entrevistados afirmam que devem fazer compras por meio de seus smartphones, seguidos pelo Nordeste (68%) e pelo Norte (67%).

Em relação às pessoas que devem fazer compras com o uso de notebooks, o destaque é para o Sudeste, com uma porcentagem superior à média nacional (28%). Tiago Cardoso, gerente-geral da Criteo na América Latina, os números mostram que os hábitos de compra de fim de ano mudaram drasticamente, principalmente com o início da pandemia, em 2020.

“No passado, os consumidores preferiam comprar em lojas físicas, mas vemos agora que o online tem tido prioridade. Devido a isso, podemos esperar que o setor de comércio eletrônico ganhe ainda mais força nas festas de fim de ano e em 2023”, avalia ele.

Mesmo com a preferência pelas compras online, o estudo mostra que 22% dos consumidores vão manter a tradição e adquirir itens nas lojas físicas. O número de pessoas que moram no Norte do país e que pretendem comprar produtos de forma presencial é maior (31%), em comparação às regiões Sudeste (21%) e Centro-Oeste (19%).

A preferência pelas compras online é também comprovada por outro levantamento, da Connected Life. De acordo com a pesquisa, 68% dos brasileiros realizam pesquisas online antes de comprar em lojas físicas e 74% preferem a facilidade do ecommerce.

Rita Figueiredo, gerente comercial da WSI Londrina, avalia que o comércio eletrônico cresceu dez anos em dois, impulsionado pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, que ocasionou o fechamento de muitas lojas físicas. “É o negócio do momento”, afirma ela.

Economia

Segundo a pesquisa da Criteo, as estratégias para a realização das compras visam à economia de dinheiro. Para isso, 45% garantem que vão começar a planejar as suas compras neste mês de novembro e 25% dizem ter iniciado as pesquisas em outubro.

“Antes, era muito comum os brasileiros esperarem para fazer a maioria de suas compras de fim de ano na Black Friday, mas a combinação de mais promoções de varejistas ao longo do quarto trimestre e o crescimento do ecommerce no Brasil têm atraído os consumidores e feito que eles comprem mais cedo do que o habitual”, destaca Cardoso.

Conforme o levantamento, os consumidores vão optar por comprar um produto online somente se ele for mais barato do que em uma loja física (66%) e se houver promoções ou cashback disponíveis nos aplicativos (54%).

Fonte: R7