Saque extraordinário do FGTS ainda tem R$ 8 bi; prazo termina em um mês

O valor ficará disponível até 15 de dezembro. Se o resgate não for realizado, recursos voltarão para a conta vinculada do fundo.

Cerca 12 milhões de trabalhadores não utilizaram ainda o saque extraordinário do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que ainda tem R$ 8 bilhões para serem resgatados. O valor ainda pode ser sacado até 15 de dezembro. Depois dessa data, o dinheiro retorna para as contas do fundo.

O calendário de pagamento, que vigorou de 8 de fevereiro a 15 de junho, permitiu a retirada de até R$ 1.000 por trabalhador. Segundo a Caixa, o crédito por trabalhador foi realizado por meio do aplicativo Caixa Tem para 45,2 milhões de trabalhadores, no total de R$ 30,9 bilhões.

Quem ainda não recebeu o crédito do saque extraordinário do FGTS de forma automática poderá solicitá-lo, por meio do aplicativo FGTS, também até o dia 15 de dezembro de 2022.

Todos os trabalhadores com saldo disponível no FGTS têm direito ao saque de até R$ 1.000. O crédito é feito de forma automática na conta do aplicativo Caixa Tem, em nome do trabalhador.

Como movimentar o saldo

Após o crédito do valor, por meio do Caixa Tem, é possível quitar boletos e contas, utilizar o cartão de débito virtual em lojas, sites ou aplicativos, além de fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos e pagar com o QR code nas maquininhas.

O valor também pode ser transferido para outras contas bancárias da Caixa ou de outro banco. É possível ainda realizar transações por meio do Pix, além de efetuar saque nos terminais da Caixa e nas casas lotéricas.

Caso o crédito do saque extraordinário não seja feito de forma automática, o trabalhador deverá acessar o aplicativo FGTS, no menu “Saque Extraordinário”, confirmar/complementar os dados cadastrais e clicar em “Solicitar Saque” para liberação do valor.

Os trabalhadores que não utilizaram o saque emergencial do FGTS em 2020 podem ter que atualizar o cadastro e solicitar o saque no app FGTS, sem precisar ir a uma agência. Nesse caso, o crédito será realizado no Caixa Tem em data que será avisada pela Caixa.

Quem tem direito?

Neste ano, cada trabalhador poderá retirar até R$ 1.000, independentemente do número de contas que tenha no fundo. O valor ficará disponível até 15 de dezembro. Se o resgate não for realizado, os recursos voltarão para a conta vinculada do FGTS.

Caso o trabalhador tenha mais de uma conta no FGTS, o saque será feito na seguinte ordem: primeiro, as contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela que tiver o menor saldo; em seguida, as demais contas vinculadas, com início pela que tiver o menor saldo.

Quem antecipou o saque-aniversário do FGTS e ficou com o valor bloqueado na conta não poderá retirá-lo nesta etapa. Isso ocorre porque a nova rodada de saques só poderá ser feita para contas com recursos liberados.

Fonte: R7

Países do G20 criam fundo de R$ 7,4 bilhões para futuras pandemias

Decisão tomada com o apoio de 24 nações tem o objetivo de evitar novas crises sanitárias e preparar o mundo para elas.

As grandes economias do G20 anunciaram neste domingo (13), antes de sua cúpula na Indonésia, a criação de um fundo de R$ 7,4 bilhões (US$ 1,4 bilhão) para se prepararem para futuras pandemias, um valor considerado insuficiente pelo país anfitrião da reunião.

Durante coletiva de imprensa, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, explicou que o fundo, do qual participam 24 países, tem como objetivo “evitar uma pandemia e se preparar para ela”. “Mas isso não é suficiente”, declarou  Widodo, ao estimar que sejam necessários R$ 165 bilhões (US$ 31 bilhões).

“Devemos garantir que a comunidade possa resistir a uma pandemia. Uma pandemia não pode ceifar vidas e romper as articulações da economia mundial”, acrescentou.

fundo foi lançado pelos ministros da saúde e da área de finanças dos países do G20, na presença do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e do presidente do Banco Mundial, David Malpass.

É considerado um dos raros progressos esperados no contexto da cúpula do G20, que começa na terça-feira (15), na ilha paradisíaca de Bali, e está marcada por profundas divisões em relação à guerra na Ucrânia.

Fonte: R7

Enem traz questões sobre resultado das eleições e Estado de Direito, pandemia e mulheres na história

Professores dão as primeiras impressões sobre as perguntas do primeiro dia de prova; participantes têm até as 19h para concluir exame.

Professores participam do primeiro dia de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo (13) e dão as primeiras impressões sobre o exame. Os candidatos têm até às 19h para concluir a prova. A partir das 18h30, os participantes podem deixar o local de exame com o caderno de questões.

Mais de 3,3 milhões de estudantes participam desta edição do Enem. Eles têm 5h30 para responder a 90 questões de linguagens e ciências humanas (história, geografia, sociologia e filosofia) e entregar uma dissertação a partir do tema Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais.

Os professores ouvidos pelo R7 afirmam que a prova do Enem seguiu o padrão dos últimos anos. “A prova do Enem 2022 talvez tenha sido a prova mais atual desde o início de sua aplicação: temas quentes, diversos e que reforçaram a autonomia  da banca na elaboração da prova” avalia Pedro Vasconcelos, professor de redação do curso pré-vestibular Anglo Leonardo da Vinci, de São Paulo. “Os temas escolhidos reforçam valores relevantes para uma sociedade democrática e igualitária: a validação do processo eleitoral, a preservação das comunidades tradicionais, igualdade de gênero e desigualdade social.”

Para Volmar B. de Souza, professores de língua portuguesa, literatura e redação, diretor da Rede Marília Mattoso, de Niterói, no Rio de Janeiro, este primeiro dia “quebrou expectativas de quem aguardava por uma prova teoricamente mais conteudista e com menor engajamento político-social.”

“A prova deste ano não teve nada muito diferente do que já estamos acostumados, mas me chamou atenção o número de questões de história, foram 11 perguntas num universo de 45, mas houve um aumento de questões de sociologia”, destaca Rodrigo Magalhães, professor de geografia da Plataforma AZ de Aprendizagem.

Para Guilherme Freitas, professor de história das Escolas SEB, destaca que na prova de humanas a questão que envolve o que é estado de direito merece destaque. “Essa é a grande questão da prova de humanas, que questiona o que seria considerado uma violação do Estado de Direito. A resposta certa, neste caso, é o ato de não reconhecer o resultado das eleições de representantes políticos. A princípio essa seria uma das questões mais importantes devido ao atual momento político.”

“Neste ano caiu mais história do Brasil que história geral. Um ponto importante foi uma prova muito social, que abordou a questão feminina e dos negros”, diz Freitas. “Sobre Brasil Império, uma questão abordava a diferença de educação entre homens e mulheres no país. No primeiro texto, falava que as mulheres não conseguiriam aprender matemática, e no segundo texto, um político defendeu a equidade na educação. E a segunda questão mostra que como as mulheres, ao lerem, começam a questionar a lógica patriarcal e começam a consumir mais livros.”

Linguagens

Rafael Cunha, professor de redação da Descomplica, avalia que a prova de linguagens foi uma prova “dentro do que tivemos nos últimos anos. Isso significa que tiveram questões relacionadas a funções da linguagem: figuras de linguagem; diversos textos de caráter literário, com alguns autores como Machado de Assis e Clarice Lispector aparecendo; questões que envolviam conhecimentos artísticos, não muito profundos, mas com alusão a referências artísticas como, por exemplo, o movimento minimalista; muitas questões também envolvendo textos verbais e textos não verbais; e questões que envolviam ativação de gênero masculino e gênero feminino.”

Cunha também chama atenção para as perguntas ligadas a temas esportivos, como, por exemplo, um texto fazendo alusão a “fadinha do skate”, a Rayssa Leal, a brasileira mais jovem a conseguir uma medalha de prata nas Olimpíadas. “A ideia é desconstruir a visão de que o skate não é para mulheres, ou de que é um esporte masculino.”

Ainda, sobre o tema da redação, Eduardo Morais, professor de história do curso pré-vestibular Anglo Leonardo da Vinci, de São Paulo, avalia que o tema é “extremamente pertinente  no contexto atual, sobretudo pensando que a Constituição de 1988, conhecida como a “Constituição Cidadã”, garante uma série de prerrogativas para a valorização e reconhecimento das comunidades tradicionais,  como indígenas e quilombolas”, destaca. “Vale destacar,  por exemplo, o fato da constituição garantir às comunidades quilombolas o direito à propriedade e demarcação de suas terras. Até hoje, porém,  poucas dessas terras foram demarcadas. Além de vários conflitos agrários e invasões de terras indígenas mostrarem que a valorização e o reconhecimento das populações tradicionais também esbarram em interesses de determinados grupos econômicos.”

Geografia

Para os professores, as provas de ciências humanas trouxeram temas muito contemporâneos para as questões, muito atual. “A questão energética, abordando a energia solar, a agricultura familiar, campo como espaço subordinado à cidade, globalização, nova ordem mundial ao olhar para o crescimento da China, Amazônia e garimpo, Crimeia, e a fome, assunto que imaginávamos que caísse neste ano”, afirma Altieris Lima, professor de Geografia da Escola SEB.

“A relação da tecnologia com a sociedade, mostrando o desemprego estrutural, e outra sobre um aplicativo que incentiva as pessoas a andarem mais”, conta Rodrigo Magalhães, professor de geografia da Plataforma AZ de Aprendizagem. “O que eu destacaria que fazem relação a temas mais recentes, como a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, apesar de a temática ser Ucrânia, mais histórica, e uma charge que mostrava a dificuldade de acesso à tecnologia durante a pandemia. A mãe perguntava ao filho se estava estudando e ele responde ter dificuldade em acessar o wi-fi.”

Fonte: R7

Terapia inovadora reverte paralisia em 9 pacientes na Suíça

Esperança para pessoas com paralisia. Pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Lausanne, estão usando uma terapia inovadora que conseguiu reverter o problema em nove pacientes de diferentes idades. Ou seja, eles conseguiram andar novamente.

São pessoas com paralisia grave ou completa, causada por danos na medula espinhal. O estudo foi publicado na revista científica Nature e a conquista está sendo muito comemorada por profissionais de saúde em todo o mundo. Eles dizem que o passo foi mais que importante para o futuro de milhões de pessoas que perderam os movimentos.

A terapia funciona através de estimulação elétrica em um grupo específico de neurônios. Segundo os cientistas, a identificação dessas estruturas é um grande passo no tratamento de reabilitação dos movimentos.

Todos foram capazes de andar novamente

Todos os nove pacientes que participaram do estudo passaram por um acompanhamento de vários meses, para que os cientistas entendessem a estimulação elétrica epidural (EES) agiria sobre a paralisia.

Foram seis pessoas com lesão grave — quando algumas conexões neuronais ainda estão preservadas, apesar da ausência de movimento — e em três com paralisia total.

Durante cinco meses, os pacientes fizeram o tratamento, baseado em um novo eletrodo desenvolvido pela equipe. Enquanto recebiam a estimulação, todos foram capazes de andar com auxílio de um suporte robótico.

Fibras nervosas se reorganizando

Para os cientistas, a maior conquista do estudo foi que mesmo depois do processo de neurorreabilitação e já com a estimulação desligada, todos os pacientes, em maior ou menor grau, continuavam fazendo progresso na função motora.

Esse progresso motor indicou que as fibras nervosas que os músculos utilizam para a marcha haviam se reorganizado.

Foi a partir deste ponto que os pesquisadores, procuraram saber como isso aconteceu, o que é um fator crucial para o desenvolvimento de tratamentos mais eficientes para pessoas com lesão na medula espinhal.

A pesquisa

A pesquisa foi baseada em um grupo de neurônios, que são um subconjunto de células conhecidas com V2a, presentes no tronco cerebral e na medula espinhal.

Já se sabia que estas células estão envolvidas em vários aspectos da locomoção e da movimentação de membros em pessoas sem lesões na região. Porém, o papel-chave do grupo na recuperação da marcha era desconhecido até agora.

Os caminhos para a descoberta inovadora

A partir dos primeiros resultados, a equipe passou para testes mais profundos e utilizou camundongos com as mesmas lesões na coluna que os pacientes.

Eles estimularam eletricamente, a medula espinhal dos animais para analisar os resultados. Com uma técnica chamada optogenética, os cientistas puderam ativar e desligar células específicas durante o processo.

Com isso, a equipe descobriu um subgrupo de neurônios que, em ratos saudáveis, não são necessários para a locomoção mas que, nos lesionados, foram cruciais para a recuperação da função motora.

“Estabelecemos a primeira ‘cartografia molecular’ 3D da medula espinhal”, definiu, em um comunicado, o neurocientista Grégoire Courtine.

De acordo com ele, esta foi a primeira vez em que pesquisadores conseguiram visualizar a atividade da medula espinhal durante a locomoção.

“Nosso modelo nos permite observar o processo de recuperação com um grau de detalhamento aprimorado, no nível do neurônio.”

Assim, a equipe percebeu que, depois de ativadas eletricamente, as células SCVsx2::Hoxa10 se reorganizaram, permitindo a mobilidade apesar da lesão medular.

Desenvolvimento de terapias

O acompanhamento dos pacientes aconteceu no laboratório Neurorestore do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça. O grupo foi coordenado por Grégoire Courtine e Jocelyne Block.

Agora, mais estudos serão necessários até desenvolver uma terapia completa e destiná-la aos pacientes que precisam.

“É essencial que os neurocientistas sejam capazes de entender o papel específico que cada subpopulação neuronal desempenha em uma atividade complexa como caminhar”, disse, em nota, Jocelyne Bloch, neurocirurgiã do Hospital Universitário de Lausanne e coautora do artigo.

“Nosso novo estudo, no qual nove pacientes conseguiram recuperar algum grau de função motora graças aos implantes, está nos dando informações importantes sobre o processo de reorganização dos neurônios da medula espinhal. Podemos, agora, tentar manipular esses neurônios para regenerar a medula espinhal”, concluiu Jocelyne.

Fonte: SóNotíciaBoa

BQ.1: o que se sabe sobre a variante da Ômicron e a possibilidade de nova onda da Covid-19

Cientistas buscam identificar possíveis impactos da linhagem para as vacinas em uso e para os testes de diagnóstico, além das características clínicas como transmissibilidade e gravidade da doença.

A estrutura simples faz com que os vírus contem com uma grande capacidade de modificação. Desde o início da pandemia de Covid-19, o coronavírus continua a evoluir, dando origem a muitas linhagens descendentes e até mesmo recombinantes.

Uma das mais recentes é a BQ.1, uma sublinhagem de BA.5, da Ômicron, que carrega mutações em pontos importantes do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza o monitoramento contínuo das diferentes linhagens, aponta que a cepa já foi detectada em 65 países, incluindo o Brasil, e apresenta uma prevalência de 9%.

Diante da identificação de uma nova variante do coronavírus, cientistas buscam identificar possíveis impactos da linhagem para as vacinas em uso e para os testes de diagnóstico, além das características clínicas como transmissibilidade e gravidade da doença.

Pelo menos cinco estados já registram casos da subvariante no país: São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Amazonas. Veja o que já se sabe e o que permanece incerto em relação à subvariante BQ.1.

Nova onda de Covid-19

Até o momento, a BQ.1 mostra uma vantagem de crescimento significativa sobre outras sublinhagens da Ômicron circulantes em muitos locais, incluindo Europa e Estados Unidos.

Globalmente, durante o mês de outubro, foram compartilhadas mais de 103 mil sequências do vírus SARS-CoV-2 no banco de dados internacional Gisaid. Desse total, 99,9% foram da variante Ômicron, de acordo com a OMS.

Durante a semana epidemiológica de 10 a 16 de outubro, a BA.5 da Ômicron e suas linhagens descendentes continuaram a ser dominantes no mundo, representando 74,9% das sequências submetidas à plataforma.

Uma comparação entre a primeira e segunda semana de outubro mostra um aumento na prevalência de sequência de 5,7% para 9% da BQ.1. As linhagens descendentes BA.5 com mutações adicionais na proteína Spike, utilizada pelo vírus como porta de entrada nas células humanas, aumentaram em prevalência de 19,5% para 21%.

Os indicadores da OMS vão ao encontro de aumento no número de testes positivos para a Covid-19, conforme aponta um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

“Observamos realmente um aumento no número de casos nas últimas semanas e também no atendimento ambulatorial e hospitalar. Uma alta de pacientes com Covid-19, provavelmente secundário ao aumento da circulação de novas variantes da Ômicron no país”, afirma o médico infectologista Álvaro Furtado, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

O pesquisador José Eduardo Levi, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a BQ.1 apresenta mutações adicionais em comparação com outras linhagens da Ômicron.

“São Ômicron que já têm mais três mutações sobre a BA.5. E in vitro, em laboratório, essas mutações conferem muita resistência aos anticorpos neutralizantes tanto gerados pela vacina quanto por pessoas que tiveram uma infecção por Ômicron BA.1, BA.2 ou BA.4 e BA.5, e foram vacinadas ou não”, afirmou Levi, que também atua nas áreas de pesquisa e desenvolvimento dos Laboratórios Dasa.

O pesquisador explica que mutações presentes na proteína Spike podem contribuir para o aumento da transmissibilidade e na capacidade de infecção pelo coronavírus.

“São variantes que vão aumentando a transmissibilidade, nesse caso aqui, algumas outras características de capacidade de difusão também, que aumenta a capacidade de infecção, e um escape muito significativo tanto da resposta imune vacinal quanto pré-exposição, mas também dos anticorpos monoclonais que são usados para tratamento”, pontua.

Levi estima que a flexibilização de medidas de prevenção, como o uso de máscaras e a higienização das mãos, ao lado de eventos que favorecem aglomerações, como a Copa do Mundo e as festas de fim de ano, pode potencializar a transmissão do vírus e o surgimento de uma nova onda da doença no país.

“Vejo com preocupação os dois meses finais do ano. Acho que vai subir mais ainda o número de casos, até por que tivemos as aglomerações eleitorais, não tem tido nenhum tipo de medida de precaução, de medidas preventivas, quase ninguém está usando máscara, estamos aglomerando bastante. Vai ter a Copa e depois as festas de fim de ano, então acho que é possível que a gente tenha uma nova onda em janeiro”, avalia.

Impactos sobre a imunidade e vacinas

Segundo a OMS, é provável que essas mutações adicionais tenham conferido uma vantagem de escape imunológico sobre outras sublinhagens circulantes da Ômicron, o que indica a necessidade de avaliação sobre um risco maior de reinfecção pela doença pela BQ.1.

Em outubro, o Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução do Vírus SARS-CoV-2 se reuniu e decidiu em consenso que, com base nas evidências atualmente disponíveis, a sublinhagem não se diferencia da Ômicron em termos de escape à imunidade para ser designada com uma nova classificação.

“Embora até o momento não haja evidências epidemiológicas de que essas sublinhagens tenham um risco substancialmente maior em comparação com outras sublinhagens da Ômicron, observamos que essa avaliação é baseada em dados de nações sentinelas e pode não ser totalmente generalizável para outras configurações. Esforços amplos e sistemáticos baseados em laboratório são urgentemente necessários para fazer tais determinações rapidamente e com interpretabilidade global”, disse o grupo em comunicado.

Com base no conhecimento atualmente disponível, a proteção por vacinas contra a infecção pode ser reduzida, mas não está previsto nenhum impacto importante na proteção contra doença grave. O impacto das alterações imunológicas observadas no escape da vacina ainda não foi estabelecido, segundo a OMS.

Gravidade da doença

Até o momento, não há dados epidemiológicos que sugiram um aumento na gravidade da doença devido à infecção pela BQ.1.

“Se vai causar uma doença mais grave não sabemos, mas vimos que em São Paulo está tendo um aumento de hospitalizações, de internações em UTI, nada comparado com o que já houve no passado, mas houve aumento sim, esse aumento foi significativo agora em outubro”, diz Levi.

O médico infectologista do Hospital das Clínicas Álvaro Furtado, afirma que os pacientes têm apresentado sintomas comuns à infecção.

“As queixas e sintomas são praticamente os mesmos que tivemos anteriormente: coriza, febre, dor de garganta, e sintomas mais leves, especialmente por que as pessoas já estão vacinadas, a maioria delas com esquema pelo menos com duas doses. Não conseguimos observar um aumento no número de internações ainda – claro que alguns pacientes idosos e com comorbidades têm internado mais, mas não em um volume significativo a ponto de vermos o que tivemos nas ondas anteriores, são mais casos leves e ambulatoriais”, diz Furtado.

Uma série de ações permitem reduzir os riscos da transmissão da Covid-19 e de outras doenças como a gripe e resfriados. Além do uso de máscara, medidas de higiene como a lavagem das mãos, o uso de álcool gel e distanciamento de pessoas sintomáticas contribuem para reduzir os riscos da infecção.

Fonte: CNN BRASIL

Código 0304 vai identificar chamadas de cobrança que incomodam consumidor

A Anatel aprovou uma nova medida que determina o uso do código 0304 para identificar chamada de empresas de cobrança. A aprovação foi unânime e agradou consumidores, que são importunados dia e noite com ligações invasivas. Com a mudança será mais fácil bloquear o número chamado, ou nem atender.

A necessidade de mudança vem para evitar contatos abusivos por parte das empresas com débito aberto. Até então, as atividades de cobrança não tinham um código numérico específico. Com a mudança aprovada pela agência, todas as chamadas deverão começar com o prefixo 0304 mais o restante do número do telefone.

E não é porque o consumidor é um devedor que ele pode ser importunado a qualquer hora do dia ou da noite. “A atividade de cobrança é ofensora em igual ou maior peso que a atividade de telemarketing em termos de volume de chamadas curtas no Brasil”, afirmou o conselheiro. “Não é porque está devendo que o cidadão se torna de segunda classe”, disse o conselheiro Emmanoel Campelo, autor da ideia.

O objetivo é permitir que o consumidor identifique as chamadas provenientes de atividades de cobrança.

Chamadas curtas são aquelas de zero a três segundos, feitas por robôs e normalmente utilizadas como “prova de vida” pelas empresas de telemarketing e cobrança, ou seja, para saber se a linha existe. Depois, um atendente humano liga fazendo a cobrança ou oferecendo um produto ou serviço.

Quando começa a valer

Como toda mudança requer um período de adaptação, a Anatel reconhece a necessidade de, pelo menos, 240 dias para que a nova medida entre em vigor, ou seja, quase 8 meses.

Segundo a agência, há a necessidade de realização de consulta pública e tempo para adaptação das empresas. Na prática, o código 0304 só deve entrar em funcionamento a partir de meados de 2023

“Anatel realizará consulta pública, durante 60 dias, para regulamentar o procedimento operacional e após a publicação de ato pela Agência as empresas terão 180 dias para implementar a medida”, afirmou a agência em nota.

A mudança foi baseada na implementação do código 0303 para identificação de chamadas de telemarketing.

Desde 8 de junho deste ano, todas as empresas de telemarketing que fazem ofertas de produtos e serviços via chamadas telefônicas devem utilizar o código 0303 como prefixo.

Ligações abusivas

A sugestão da Anatel para implementação de um código específico para chamada de empresas de cobrança foi ideia do conselheiro Emmanoel Campelo.

Ele explicou que a medida faz parte do conjunto de ações adotadas pela agência no combate às ligações abusivas.

Durante a reunião do conselho, o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, disse que a medida não se trata de combate à atividade de cobrança, que é uma atividade econômica legítima, mas sim ao uso indevido dos recursos de telecomunicações.

A medida será implementada por atos da Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação da Anatel.

Fonte: SóNotíciaBoa

COP 27: países africanos e pequenas ilhas cobram reparação de danos em conferência do clima no Egito

Territórios como Samoa não têm contribuição significativa para efeito estufa, mas correm risco de desaparecer por conta de catástrofes climáticas, explica ex-presidente do Greenpeace. Cobrança recai sob países desenvolvidos.

A COP 27, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, começou no último domingo (6). Realizado há 27 anos, trata-se do maior e mais importante evento anual relacionado ao clima do planeta.

A edição deste ano acontece no Egito, em Sharm El Sheikh, e reúne as principais lideranças globais para debater o futuro do planeta, ameaçado pelo aquecimento global – em 2015, todos os países que participaram do Acordo de Paris concordaram em cortar emissões de carbono conter a temperatura média da Terra.

“O momento é de implementação de tudo que foi prometido”, resume Ana Toni, ex-presidente do conselho do Greepeace Internacional e diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade em entrevista à Renata Lo Prete.

A realização da conferência no Egito encurrala países desenvolvidos a debater a reparação climática e os danos causados especialmente em territórios africanos e pequenas ilhas Oceania que devem desaparecer, explica Ana.

Intitulada agenda de perdas e danos, a demanda de países pobres e vulneráveis é para que “os países desenvolvidos, que foram os maiores causadores dos danos se comprometam em ajudá-los a lidar agora com o que vem […] Eles estão perdendo parte de seus territórios, parte de suas populações.”

Fonte: G1

6 em cada 10 indústrias possuem área dedicada à sustentabilidade, diz CNI

Pesquisa mostra ainda que 69% dos executivos ouvidos pretendem ampliar investimentos na área nos próximos dois anos.

Um pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9) aponta que 6 em cada 10 indústrias brasileiras possuem uma área dedicada à sustentabilidade. O resultado representa um salto em relação ao ano passado, quando 34% dos entrevistados afirmaram ter no seu organograma área para lidar com o assunto.

O levantamento feito com executivos do setor foi elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a pesquisa, a preocupação dos empresários com o impacto na cadeia produtiva também aumentou. 45% dos entrevistados disseram exigir certificados ambientais de seus fornecedores e parceiros na hora de fechar um contrato.

Em outubro do ano passado, o percentual foi de 26%. A maioria (52%) das indústrias, de acordo com os participantes, também já tiveram de comprovar ações ambientalmente sustentáveis na hora de serem contratadas contra 40% em 2021.

Além disso, outro termômetro para medir a relevância do tema para o setor industrial é a visão dos executivos sobre os consumidores. Em um ano, passou de 20% para 35% o número de empresários que consideram alto ou muito alto o peso dos critérios ambientais sobre a decisão de compra de seus consumidores.

Contudo, na prática, apenas uma em cada 10 empresas, segundo os entrevistados, deixaram de vender algum produto por não ter certificação ou seguir algum requisito ambiental.

“A indústria brasileira assumiu a responsabilidade com a agenda ambiental e tem trabalhado para se tornar referência no uso sustentável dos recursos naturais e aproveitamento das oportunidades associadas à economia de baixo carbono. A sustentabilidade está no nosso DNA, tanto na busca por eficiência quanto na economia de recursos para ser mais competitivo e atender às exigências do mercado internacional. O mundo cobra do Brasil responsabilidade ambiental, e o setor privado tem interesse em se manter alinhado com os acordos internacionais”, destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Investimentos

Em relação aos investimentos em sustentabilidade, metade das indústrias (50%) aumentou os recursos alocados em sustentabilidade nos últimos 12 meses, segundo os executivos.

Um percentual ainda maior, equivalente a 69% dos entrevistados – ou 7 em cada 10 indústrias -, disse que os recursos financeiros para implementar ações de sustentabilidade na sua indústria vão aumentar nos próximos dois anos.

Esse percentual foi de 63% no ano passado. Também cresceu de 30% para 47%, em um ano, o número de executivos que enxergam a agenda de sustentabilidade como só oportunidades ou mais oportunidades do que riscos.

Na opinião dos empresários, o fator que mais pesa na decisão de investir em sustentabilidade é a redução de custos, citado por 41% como primeiro e segundo principal motivo. Em seguida, estão o aumento da competitividade e o atendimento às exigências regulatórias, cada um desses tópicos foi citado por 30% dos entrevistados.

Com percentual próximo também foram elencados como motivos para alocar recursos nesta área o uso sustentável dos recursos naturais (28%) e a reputação junto à sociedade e consumidores (26%).

Sobre os obstáculos para a implementação de ações, 50% dos entrevistados apontaram a falta de incentivos do governo como principal barreira. Do total, 37% citaram a falta de cultura de sustentabilidade no mercado consumidor e, para 34%, o fato de a sustentabilidade representar custos adicionais é o principal desafio para a mudança no processo produtivo.

Dificuldades

Sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor, a maioria dos executivos (55%) considera difícil ou muito difícil o acesso ao crédito para adoção de ações sustentáveis na produção.

Do total das indústrias pesquisadas, 23% buscaram por créditos privados nos últimos dois anos, sendo que 15% obtiveram o financiamento. Dentre os que recorreram a recursos públicos nos últimos dois anos, 16% tentaram crédito e 6% chegaram a receber o benefício.

Considerando o grupo de empresas que teve acesso a crédito público e/ou privado, o uso de fontes renováveis aparece como principal finalidade: 47% utilizaram o recurso para buscar fonte de energia limpa. Percentual muito acima dos demais objetivos citados, como aprimoramento de processos (16%), modernização de máquinas (14%) e ações para reduzir resíduos sólidos (6%).

Principais focos

Sobre a adoção de iniciativas sustentáveis, a pesquisa mostra que 84% das indústrias realizam pelo menos cinco medidas dentre as nove incluídas no questionário. No topo da lista, estão ações para reduzir a geração de resíduos sólidos na produção, em que 91% dos executivos disseram já adotar a prática.

Também tiveram percentuais altos, 80% ou mais, ações relacionadas a melhoria de processos, otimização do consumo de energia e do uso da água. Em último lugar está o uso de fontes renováveis de energia, em que 48% das indústrias disseram adotar.

O uso de fontes renováveis de energia foi apontado pela pesquisa como o principal foco de investimento em sustentabilidade das indústrias nos próximos dois anos: 37% dos entrevistados disseram ser essa a primeira ou a segunda prioridade na alocação de recursos.

Em seguida estão a modernização de máquinas, citada por 35% dos executivos, e ações para reduzir a geração de resíduos sólidos, com 32%. Como cada um dos entrevistados citou dois principais focos para os investimentos até 2024, os percentuais são a soma da primeira e segunda prioridade apontadas.

*Publicado por Pedro Zanatta, do CNN Brasil Business

Fonte: CNN BRASIL

Em quinto dia de protestos, capitais brasileiras registram atos contra resultado das urnas

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se opõem ao pleito que elegeu Lula e pedem intervenção militar às Forças Armadas.

Capitais brasileiras registraram atos contra o resultado da eleição presidencial, neste domingo (6), quinto dia de manifestações desde o feriado de 2 de novembro.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se põem contra o pleito que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela terceira vez e pedem intervenção militar às Forças Armadas.

Em São Paulo (SP), os manifestantes ocuparam as ruas do Ibirapuera, em frente ao Comando Militar do Sudeste.

Os protestos no Rio de Janeiro (RJ) também ocorreram diante de um quartel: os integrantes do ato foram ao Comando Militar do Leste, na praça Duque de Caxias.

O ato em Salvador (BA) ocorre na frente do quartel da Mouraria. Já Porto Alegre (RS) teve protestos no centro da cidade, e, no Recife (PE), os apoiadores do atual presidente ficaram em frente ao Comando Militar do Nordeste.

Em Brasília, houve manifestações em apoio a Bolsonaro, com cerca de cem pessoas em motocicletas no entorno da Esplanada dos Ministérios pela manhã, e também a Lula.

Fonte: R7

Auxílio emergencial ajudou a tirar 7,4 milhões da pobreza no Brasil em 2020, diz Banco Mundial

Com redução do programa em 2021, expectativa é de aumento na taxa de pobreza extrema.

Em entrevista exclusiva à CNN, Shireen Mahdi, economista líder no Brasil do Banco Mundial, disse que o Brasil apresentou uma das taxas de pobreza extrema mais baixas da região da América Latina e Caribe durante a pandemia.

Em 2019, o país tinha 11,4 milhões de pessoas na pobreza extrema. Esse número caiu para 4,04 milhões em 2020. Com isso, quase 7,4 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza extrema — que, segundo o Banco Mundial, é quando uma pessoa tem renda menor que US$ 2,15 (cerca de R$ 10,8) por dia.

As linhas de pobreza foram atualizadas pelo banco em outubro deste ano, quando foram uniformizados os dados usados por todos os países tendo como base a paridade do poder de compra (PPP) no ano de 2017 (até então, os dados eram de 2011).

Os dados de 2020 sobre a pobreza extrema no Brasil são os menores desde pelo menos 2012, quando uma mudança na metodologia da PNAD impossibilitou a comparação com dados anteriores a esse ano.

“Nossos dados mostram uma queda brusca na taxa de pobreza entre 2019 e 2020. Esse resultado ocorreu após a intervenção do governo, com o pagamento do auxílio emergencial. Muitos países também apresentaram pacotes de intervenções, mas não conseguiram um pacote tão grande, que tivesse um impacto de redução de pobreza como o Brasil”, comenta a economista do Banco Mundial.

Apesar de o Brasil ter sido um dos países que teve o melhor desempenho de queda na pobreza entre os latinos no primeiro ano da pandemia, a expectativa para 2021 é diferente, segundo o Banco Mundial.

Do total da população brasileira (cerca de 214 milhões de pessoas), a estimativa é de que o número de pessoas vulneráveis atinja 5,8% da população total. Com isso, em 2021, 12,4 milhões de pessoas podem ter ficado na faixa da pobreza extrema. “O auxílio emergencial foi uma resposta rápida e generosa, porém com resultado de curto prazo”, comentou Shireen.

Além do pacote econômico ter sido pontual, a economista do Banco Mundial explica que um segundo fator pode ter contribuído para o aumento de pessoas abaixo da linha da pobreza em 2021: o mercado de trabalho no Brasil não estava aquecido.

“Essa recuperação do mercado que estamos vendo agora, ela voltou no final de 2021 e no começo deste ano. Durante 2020 e 2021, o mercado de trabalho sofreu uma escassez e isso impactará também na taxa de pobreza do Brasil em 2021.”

Shireen ressalta que o Banco Mundial reconhece o esforço do Brasil em um período emergencial, mas que alertou desde 2020 que é necessário o país apostar em políticas públicas de longo prazo para mudar o quadro de pobreza.

“O Brasil foi realmente um ponto fora da curva na América Latina, foi um dos pouquíssimos a conseguir reduzir a pobreza durante um período emergencial e isso se deve sim ao auxílio. Porém o plano não foi tão generoso no ano seguinte, ou seja, não foi um plano sustentável em 2021, porque poderia impactar as contas públicas. Por isso o Banco Mundial desde então alertou que o Brasil precisa adotar mecanismos e estratégias para um crescimento e inclusão social de maneira sustentável”, explica Shireen Mahdi.

Como foi o pagamento do auxílio

Criado em abril de 2020, o auxílio emergencial inicialmente teve o pagamento de cinco parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) para ajudar a população vulnerável afetada pela pandemia.

De setembro a dezembro de 2020, houve o pagamento de mais quatro parcelas com a metade do valor: R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras).

O programa foi retomado em abril de 2021 por causa da segunda onda da pandemia de Covid-19, com parcelas entre R$ 150 e R$ 375. Em princípio seriam cinco parcelas, mas a lei que autorizou o auxílio emergencial em 2021 prorrogou o pagamento por mais três parcelas de igual valor, segundo informações da Agência Brasil.

Fonte: CNN BRASIL