200 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 66,8 mil vagas no país; veja lista

Cargos são em todos os níveis de escolaridade. Salários chegam a R$ 32.004,65 no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Pelo menos 200 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (13) e reúnem 66.818 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Somente no IBGE, são 48.535 vagas para recenseadores em todo o país. Os salários chegam a R$ 32.004,65 no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os concursos abertos em órgãos federais, estão:

Apex Brasil, com 8 vagas

Exército, com dois concursos: um para 19 vagas e outro com 92 vagas

Ibama, com 1.143 vagas

IBGE, com 48.535 vagas

Marinha, com 263 vagas

Há ainda concursos em tribunais, Ministério Público, Defensorias Públicas, Polícia Civil e Militar, Procuradorias e Conselhos Regionais em vários estados.

Nesta segunda, pelo menos 13 órgãos abrem o prazo de inscrições para 340 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 19.722,56. Veja abaixo as informações de cada concurso:

Câmara Municipal de Itaúna (MG)
Inscrições: até 13/07/2022
7 vagas
Salários de até R$ 5.997,24
Cargos de nível médio e superior
Veja o edital

Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf – RJ)
Inscrições: até 13/07/2022
3 vagas
Salários de até R$ 1.578,36
Cargos de nível médio
Veja o edital

Prefeitura de Arapuã (PR)
Inscrições: até 12/07/2022
10 vagas
Salários de até R$ 14.746,67
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Veja o edital

Prefeitura de Canabrava do Norte (MT)
Inscrições: até 05/07/2022
98 vagas
Salários de até R$ 4.999,32
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Veja o edital

Prefeitura de Córrego do Ouro (GO)
Inscrições: até 21/07/2022
72 vagas
Salários de até R$ 11.016,00
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Veja o edital

Prefeitura de Dom Feliciano (RS)
Inscrições: até 15/06/2022
6 vagas
Salários de até R$ 1.527,93
Cargos de nível fundamental
Veja o edital

Prefeitura de Nova Glória (GO)
Inscrições: até 14/06/2022
10 vagas
Salários de até R$ 2.384,61
Cargos de nível superior
Veja o edital

Prefeitura de Renascença (PR)
Inscrições: até 13/07/2022
30 vagas
Salários de até R$ 19.722,56
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Veja o edital

Prefeitura de Santo Anastácio (SP)
Inscrições: até 28/06/2022
21 vagas
Salários de até R$ 4.222,00
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Veja o edital

Prefeitura de Senador Guiomard (AC)
Inscrições: até 14/06/2022
38 vagas
Salários de até R$ 1.600,00
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Veja o edital

Procuradoria-Geral do Estado do Pará
Inscrições: até 01/07/2022
10 vagas
Salários de até R$ 10.533,99
Cargos de nível superior
Veja o edital

Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas
Inscrições: até 06/07/2022
8 vagas
Salários de até R$ 12.455,30
Cargos de nível médio e superior
Veja o edital

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Inscrições: até 12/07/2022
27 vagas
Salários de até R$ 10.074,18
Cargos de nível superior
Veja o edital

Fonte: G1

PF confirma que material encontrado pertence à dupla desaparecida na Amazônia

Entretanto, polícia ainda não tem informações sobre o paradeiro do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira.

A Polícia Federal (PF) confirmou que o material encontrado neste domingo (12) na Amazônia pertence ao indigenista Bruno Araújo Pereira e ao jornalista inglês Dom Phillips, que sumiram no último dia 5 quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até o município de Atalaia do Norte, no Amazonas.

De acordo com nota enviada pela corporação, foram encontrados um cartão de saúde, uma calça, um chinelo e um par de botas pertencentes a Araújo; e um par de botas e uma mochila com roupas de Dom Phillips.

Segundo o comitê de crise instaurado pela Polícia Federal, as buscas neste domingo se concentraram na região do rio Itaquaí, “especialmente na área onde foi encontrada uma outra embarcação aparentemente de propriedade de Amarildo da Costa Oliveira, que se encontra com prisão temporária decretada por conta dos fatos”.

“No esforço de busca foram percorridos cerca de 25 quilômetros com procuras minuciosas pela selva, em trilhas existentes na região, áreas de igapós e furos do rio Itaquaí”, acrescentou a PF.

Apesar de a polícia ter confirmado que os materiais são de Pereira e Phillips, ainda não há informações sobre o paradeiro da dupla. “Nada é mais importante do que a busca pelos senhores Bruno Pereira e Dom Phillips. Os órgãos federais e estaduais reforçam o compromisso com a elucidação dos fatos e mantém a esperança de encontrá-los”, finaliza a polícia.

Avanço nas investigações

Mais cedo, também neste domingo, a Univaja (União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja) informou na tarde deste domingo (12) que foi encontrada uma embarcação na região de buscas pelo jornalista e pelo indigenista.

Na sexta-feira (10), equipes que integram a Operação Javari localizaram “material orgânico aparentemente humano” no rio Itaquaí, próximo ao porto de Atalaia do Norte.

O conteúdo foi encaminhado para análise pericial pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal. Também serão analisadas amostras de sangue encontradas na embarcação de Amarildo apreendida na quinta-feira (9).

Conhecido como Pelado, Amarildo foi preso em flagrante na última terça-feira (7) por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Pereira e Phillips.

Fonte: CNN BRASIIL

Unicamp usa leite materno e cura paciente com Covid

Uma paciente com doença genética rara foi curada da covid com leite materno, num método nada convencional utilizado por pesquisadores da Unicamp, Universidade Estadual de Campinas.

Durante uma semana, a mulher foi orientada a ingerir a cada três horas 30 mililitros de leite materno doado por outra mãe saudável, que já tinha sido vacinada contra o SARS-CoV-2.

Após esse período, o resultado do teste de RT-PCR – que há mais de 120 dias vinha indicando a presença do RNA viral na paciente – finalmente deu negativo. A pesquisa brasileira foi publicada no Pub Med.

Risco de Morte

Uma das cientistas responsáveis por orientar a utilização de leite humano explica a gravidade do quadro de pessoas com esse tipo de comorbidade.

“Tenho acompanhado essa paciente desde criança e quando ela me contou que estava com covid-19 eu fiquei muito apreensiva. O erro inato da imunidade que ela apresenta deixa seu sistema de defesa todo desregulado”.

“Sua resposta inflamatória é deficitária, há poucas células se mobilizando para o local da inflamação e baixa produção de anticorpos. As características de virulência dos agentes infeciosos podem levar a dois desfechos nesses casos: infecção crônica ou morte,” contou a Dra Maria Marluce Vilela, responsável por idealizar o tratamento inédito.

A força do leite materno

Nos primeiros 15 dias de infecção a paciente apresentou febre, perda de apetite e de peso, tosse e indisposição, mas o pulmão e demais sistemas mantiveram-se inalterados.

Passados dois meses, a equipe da Dra Maria Marluce testou a transfusão de anticorpos produzidos por pessoas que haviam se curado da covid-19. Os sintomas melhoraram, mas o exame PCR continuou dando positivo.

“Nessa mesma época, saíram os resultados de um estudo mostrando que mulheres lactantes imunizadas com a vacina da Pfizer produziam leite com uma quantidade razoável de IgA. Decidimos então fazer a experiência assistencial de reposição de IgA via leite materno,” contou a pediatra – IgA é o principal anticorpo neutralizante de vírus e outros patógenos.

O teste para covid-19 negativou após uma semana com a terapia de leite materno.

Outros dois exames de acompanhamento, feitos com intervalos de dez dias cada, também não detectaram a presença do SARS-CoV-2.

“E ainda seguimos fazendo testes de RT-PCR para SARS-CoV-2. Nossa preocupação é que, com as novas variantes, ela adquira uma infecção assintomática,” finalizou.

Com informações do Diário da Saúde

Espalhe notícia boa!

Fonte: Só Notícia Boa

Em um ano, cesta básica sobe 17% e fica R$ 115 mais cara nos supermercados

Bolsonaro pediu aos empresários que reduzam lucro dos produtos e Guedes defendeu reajustes só em 2023.

A cesta básica subiu R$ 115,05 nos últimos 12 meses nos supermercados e chegou ao valor médio de R$ 758,72, segundo a pesquisa da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Os itens acumulam alta de 17,87% no período. Já nos primeiros meses do ano — janeiro, fevereiro, março e abril —, a elevação nos preços foi de 8,31%.

Nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro pediu aos donos de supermercados e empresários da cadeia de abastecimento que reduzam o lucro dos produtos que fazem parte da cesta básica dos brasileiros.

Bolsonaro citou óleo de soja, ovos, leite, açúcar e café como os vilões do aumento da cesta básica, durante evento da Abras, em que ele falou por videoconferência, diretamente dos Estados Unidos, onde participa da Cúpula das Américas. Já o ministro Paulo Guedes defendeu a tese de que a tabela de preços de alimentos básicos seja reajustada pelos empresários apenas em 2023.

A inflação desacelerou nos últimos dois meses, mas ainda se mantém em dois digítos (11,73%). Apesar do aumento nos preços, o consumo no primeiro quadrimestre de 2022 acumula alta de 2,50%. Em abril, o indicador registrou aumento de 4,20% em comparação a março. Já na comparação ao mesmo mês de 2021 o crescimento registrado foi de 7,37%.

Segundo a associação, os recursos injetados na economia, como o saque extraordinário do FGTS e a antecipação do 13º salário têm ajudado a manter o consumo das famílias aquecido. A criação de 770,6 mil vagas de emprego nos primeiros quatro meses do ano também colaborou.

“Os recursos injetados na economia e a manutenção do Auxílio Brasil estão sustentando o consumo nos lares diante de um cenário de elevada e persistente inflação, que impacta diretamente a cesta de alimentos”, afirma o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Aumento de preços

A associação afirma que a alta da cesta básica é decorrente dos elevados custos de produção nas cadeias produtivas do setor. A guerra na Ucrânia e os lockdowns na China contribuíram para o aumento do preço das commodities (matérias-primas com cotação internacional). O frete também ficou mais caro, por conta do diesel, que subiu 52,2% nos últimos 12 meses.

Os itens da cesta registram alta mensal em abril de 3,04%. Entre os alimentos que tiveram aumento mais expressivo nos supermercados no primeiro quadrimestre de 2022 estão o óleo de soja (20,38%), leite longa vida (22,35%), feijão (19,71%), farinha de trigo (15,45%), café torrado e moído (13,22%), margarina (6,54%), arroz (2,32%) e açúcar (1,39%).

As proteínas com maior aumento em abril foram os cortes bovinos traseiro (5,72%) e dianteiro (4,95%). O frango e o pernil, produtos substitutos da carne bovina, registraram queda de 0,27% e 5,59%, respectivamente. Mas ovo subiu 11,32% no período.

Na categoria de higiene e beleza, os produtos com maior variação nos preços foram: sabonete (+10,19%), creme dental (+4,51%), xampu (+4,43%) e papel higiênico (+4,14%). Na categoria limpeza as maiores variações foram puxadas por sabão em pó (+8,09%), detergente líquido para roupas (+4,21%), desinfetante (+3,19%), água sanitária (+2,66%).

Preço da cesta por região

O Sudeste teve a maior variação no preço médio da cesta (3,59%), que passou de R$ 722,14 em março para R$ 748,05 em abril. Em 12 meses, a região registra variação no preço de 20,10%.

Em seguida, com o segundo maior aumento está o Sul, que teve alta mensal de 3,44%. A região tem a cesta básica mais cara do país, R$ 842,49. No mês anterior, o preço dos mesmos alimentos era R$ 814,48. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado é de 21,22%.

No Nordeste, o valor da cesta passou de R$ 665,66 em março para R$ 681,36 em abril. A variação mensal foi de 2,36%. No último ano, o aumento é de 19,58%.

Já no Centro-Oeste o crescimento de preço em abril foi de 3,21% e o valor da cesta chegou a R$ 694,02; no mês anterior custava R$ 672,41. A variação anual é de 15,30% na região.

A região Norte tem o menor aumento em um ano (13,57%). Em abril, a cesta passou a custar R$ 827,68, variação de 2,57% em relação a março, quando o preço dos alimentos somava R$ 806,98.

A cesta Abrasmercado é composta de 35 produtos de grande consumo como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza.

Fonte: R7

Planos de saúde: entenda o que muda e saiba consultar os procedimentos obrigatórios

Entendimento afeta os cerca de 49 milhões de brasileiros que contam com planos de assistência médica.

A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu na quarta-feira (8) restringir os procedimentos oferecidos pelas operadoras de planos de saúde no país.

Os ministros definiram que a natureza do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é taxativo, o que desobriga empresas de cobrir pedidos médicos que estejam fora da lista.

O entendimento afeta os cerca de 49 milhões de brasileiros que contam com planos de assistência médica.

Entenda mais sobre a decisão e saiba como consultar a lista completa:

O que é o rol da ANS?

O rol da ANS consiste em uma lista de “procedimentos considerados indispensáveis ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças e eventos em saúde” que os planos de assistência médica do país são obrigados a oferecer.

A obrigatoriedade de procedimentos, porém, varia de acordo com o tipo de plano assinado: ambulatorial, hospitalar – com ou sem obstetrícia –, referência ou odontológico.

A lista vigente foi aprovada pela ANS em fevereiro de 2021 e passou a valer em abril daquele mesmo ano. Os mais de 3 mil procedimentos listados podem ser consultados no site da agência.

Qual é a diferença entre interpretação taxativa e exemplificativa?

Na interpretação exemplificativa, a lista de procedimentos cobertos pelos planos contém alguns itens, mas as operadoras também devem atender outros que tenham as mesmas finalidades, se houver justificativa clínica do médico responsável. Isso permitia que famílias recorressem à Justiça para que o direito à cobertura pelo plano fosse garantido.

Já na interpretação taxativa, os itens descritos no rol seriam os únicos que poderiam ser exigidos aos planos. Com isso, o pedido para tratamentos equivalentes poderia ser negado, sem chance de reconhecimento pela via judicial.

Por que o STJ estava discutindo a natureza do rol da ANS?

A Corte avaliava dois recursos desde setembro de 2021.

Eles buscavam uniformizar a jurisprudência interna do tribunal, para que não haja entendimentos diversos — ou seja, decisões divergentes da mesma Corte, como acontecia.

O que o STJ decidiu?

O STJ decidiu restringir os procedimentos oferecidos pelas operadoras de planos de saúde no país.

Seis dos nove ministros integrantes do colegiado votaram a favor da fixação do rol taxativo, que desobriga as empresas a cobrir pedidos médicos que não estejam previstos na lista da ANS.

A decisão foi pelo rol taxativo, mas há exceções?

Caso não haja substituto terapêutico ou esgotados os procedimentos do rol, pode haver a título excepcional a cobertura do tratamento indicado pelo médico ou odontólogo.

Mas, para isso, é necessário que: não tenha sido indeferida pela ANS a incorporação do procedimento ao rol; haja a comprovação da eficácia do tratamento à luz da medicina; haja recomendações de órgãos técnicos de renome nacional e estrangeiro, como Conitec e Natjus; seja realizado quando possível o diálogo interinstitucional dos magistrados com experts na área da saúde, sem deslocamento da competência do julgamento do feito para a Justiça Federal.

Qual a posição de grupos de pais e mães de crianças com deficiência?

Consumidores e grupos de pais e mães com deficiência defendiam a interpretação exemplificativa.

Eles apontam que o rol é insuficiente e que a ANS não atualiza a lista de forma eficaz.

Por isso, temem pela interrupção de tratamento de pacientes com câncer e crianças com autismo, por exemplo.

“Já que a medicina é uma ciência (sempre) em desenvolvimento, o rol não pode ser taxativo em hipótese alguma sob o risco de matar uma pessoa”, disse Vanessa Ziotti, diretora jurídica do Instituto Lagarta Vira Pupa. A instituição, agora, pretende ir até o Supremo Tribunal Federal (STF) contestar a decisão do STJ.

Qual era o entendimento da própria ANS?

A ANS aponta que a taxatividade do rol é imposta por lei desde 2000.

Ao Estadão, a agência ainda destacou que, por se tratar de “medida extremamente sensível no mercado de planos de saúde”, vem aprimorando o rito de atualização da lista.

“Tornando-o mais acessível e célere, bem como garantindo extensa participação social e primando pela segurança dos procedimentos e eventos em saúde incorporados, com base no que há de mais moderno em ATS (avaliação de tecnologias em saúde).”

O que defendiam as operadoras?

As operadoras pediam pelo rol taxativo. Isso por duas razões principais: mais segurança jurídica e porque a lista é usada para definir o preço dos planos.

“Formular o preço de um produto sem limite de cobertura, que compreenda todo e qualquer procedimento, medicamento e tratamento existente, pode tornar inviável o acesso a um plano de saúde e colocar a continuidade da saúde suplementar no Brasil em xeque”, declarou a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), ao Estadão.

Fonte: CNN BRASIL

Ucrânia bombardeia região controlada por forças russas no sul do país

Ataque aconteceu em Kherson, região que Rússia controla quase totalmente e onde promete fazer um referendo de anexação, como ocorreu na Crimeia em 2014.

O exército ucraniano afirmou nesta sexta-feira (10) que atacou posições russas em Kherson, no sul da Ucrânia. A região está sob controle quase total de Moscou, e Kiev teme a organização de um referendo no local visando a anexação do território à Rússia.

Kherson foi uma das primeiras regiões a cair sob controle das tropas russas após o início da invasão, em 24 de fevereiro.

As autoridades russas nas áreas ocupadas de Kherson insinuaram que poderiam organizar em julho um referendo para integrar estes territórios à Rússia, como aconteceu em 2014, quando aconteceu uma consulta popular que terminou com a anexação da península da Crimeia.

Fonte: G1

Estudo sugere que pessoas “otimistas” podem viver mais

Pesquisa descobriu que pensamento positivo é bom para longevidade, mesmo em grupos raciais e diferentes etinias.

“Escolha ser otimista. Parece melhor”, disse Dalai Lama. Também pode prolongar sua vida. Níveis mais altos de otimismo estão associados a uma vida útil mais longa e a uma maior chance de viver além dos 90 anos, de acordo com um novo estudo com quase 160 mil mulheres de diferentes raças e origens.

Fatores de estilo de vida saudável, como a qualidade da dieta, atividade física, índice de massa corporal (IMC), tabagismo e consumo de álcool, foram responsáveis ​​por menos de um quarto da associação entre longevidade e otimismo, de acordo com o estudo publicado quarta-feira (8) no Jornal da Sociedade Americana de Geriatria.

“Embora o próprio otimismo possa ser modelado por fatores estruturais sociais, nossas descobertas sugerem que os benefícios do otimismo para a longevidade podem se estender a grupos raciais e étnicos”, disse o principal autor Hayami Koga, estudante de pós-doutorado na Harvard TH Chan School of Public Health em um comunicado.

“O otimismo pode ser um importante alvo de intervenção para a longevidade em diversos grupos”, acrescentou Koga.

Um corpo crescente de pesquisas

Este não é o primeiro estudo a encontrar uma forte ligação entre longevidade e olhar para o lado positivo da vida. Um estudo de 2019 descobriu que homens e mulheres com os mais altos níveis de otimismo tinham uma expectativa de vida média de 11% a 15% maior do que as pessoas que praticavam pouco pensamento positivo. Na verdade, os otimistas com pontuação mais alta eram mais propensos a viver até os 85 anos ou mais.

Os resultados foram reais, segundo o estudo, mesmo quando foram considerados o nível socioeconômico, condições de saúde, depressão, tabagismo, engajamento social, má alimentação e uso de álcool.

Otimismo não significa ignorar os estressores da vida, dizem os especialistas. Mas quando coisas negativas acontecem, as pessoas otimistas são menos propensas a se culpar e mais propensas a ver o obstáculo como temporário ou mesmo positivo. Os otimistas também acreditam que têm controle sobre seu destino e podem criar oportunidades para que coisas boas aconteçam no futuro.

Ser otimista também melhora sua saúde, segundo estudos. Pesquisas anteriores encontraram uma ligação direta entre otimismo e hábitos de dieta e exercícios mais saudáveis, bem como melhor saúde cardíaca, sistema imunológico mais forte, melhor função pulmonar e menor risco de mortalidade, entre outros.

Você também pode ser otimista

Estudos de gêmeos descobriram que apenas cerca de 25% de nosso otimismo é programado por nossos genes. O resto depende de nós e de como reagimos aos limões da vida. Se é mais provável que você fique azedo quando estressado, não se preocupe. Acontece que você pode treinar seu cérebro para ser mais positivo.

Uma das formas mais eficazes de aumentar o otimismo é chamada de método “Melhor Eu Possível”, de acordo com uma meta-análise de estudos existentes. Nesta intervenção, você se imagina em um futuro em que alcançou todos os seus objetivos de vida e todos os seus problemas foram resolvidos.

Comece a escrever por 15 minutos sobre os detalhes que você realizou e passe cinco minutos imaginando como essa realidade se parece e se sente. Praticar isso diariamente pode melhorar significativamente seus sentimentos positivos, dizem os especialistas.

Em um estudo de 2011, os alunos praticaram o exercício “Melhor Eu Possível” por 15 minutos uma vez por semana durante oito semanas. Não só eles se sentiram mais positivos, como os sentimentos duraram cerca de seis meses.

Outra maneira de reforçar o otimismo é manter um diário dedicado apenas às experiências positivas que você experimentou naquele dia. Com o tempo, esse foco no positivo pode reformular sua perspectiva, dizem os especialistas.

Tirar alguns minutos todos os dias para escrever o que o faz grato também pode melhorar sua visão da vida. Vários estudos mostraram que praticar a gratidão melhora as habilidades de enfrentamento positivo, quebrando o típico estilo de pensamento negativo e substituindo o otimismo. Contar bênçãos até diminuiu o comportamento problemático em adolescentes.

Assim como o exercício, os exercícios de otimismo precisarão ser praticados regularmente para manter a perspectiva positiva do cérebro em boa forma, dizem os especialistas. Mas uma vida mais longa, mais feliz e mais positiva não vale o esforço?

Fonte: CNN BRASIL

Inflação alta não é exclusividade do Brasil; veja situação nas maiores economias

Fenômeno tem causas comuns, mas particularidades pioraram cenário em alguns países.

Brasil enfrenta, desde 2021, um dos piores quadros inflacionários da economia nas últimas décadas, com a inflação passando dos dois dígitos e se mantendo em níveis elevados em 2022. Mas o país não é o único que tem batalhado contra o fantasma da inflação, em um fenômeno com raízes e difusão globais.

A perspectiva, porém, é que inflação alta ao redor do mundo comece a dar trégua ainda neste ano, se estendo com grau menor para 2023, conforme os países elevam suas taxas de juros, principal instrumento para combatê-la.

O Brasil, por exemplo, atingiu em maio uma inflação de 12,13%, mas o mercado enxerga o valor como um pico, que tende a cair, já que a taxa básica de juros, a taxa Selic, passou por um forte ciclo de alta em menos de dois anos e foi de 2% a 12,75% ao ano.

Economias mais desenvolvidas, caso dos Estados UnidosReino Unido e Canadá começaram o processo de alta de juros mais tarde, mas também enfrentam níveis recordes de inflação. Outros países, como Argentina, Turquia e Rússia, têm seus quadros inflacionários piorados por questões internas.

Causas comuns

O grande fator que liga as pressões inflacionárias pelo mundo é a pandemia de Covid-19. A obrigatoriedade de realização de lockdowns para evitar a disseminação da doença desorganizou as cadeias de produção, fornecimento e transporte, reduzindo a oferta de uma série de produtos.

Conforme as economias foram reabrindo, em especial com o avanço da vacinação, a demanda retomou com intensidade, mas os gargalos não foram resolvidos na mesma velocidade, e o descompasso levou a pressões inflacionárias pelo lado da oferta.

Nos setores de automóveis e de eletrônicos, por exemplo, a falta de chips obrigou a redução na entrega de carros, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Como a demanda por esses produtos cresceu, os preços dispararam.

Já no caso do transporte marítimo, os fretes foram encarecidos por uma combinação de combustíveis mais caros, falta de contêineres para atender à demanda e muitos navios parados com a tripulação infectada ou em quarentena, gerando um efeito em cadeia nos preços de diversos produtos.

Outro setor bastante impactado pela crise foi o de energia, com destaque para o petróleo. A produção da commodity foi abalada pela pandemia, e os principais fornecedores, reunidos na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) limitaram a oferta para evitar quedas nos preços pela demanda baixa. Quando a demanda retomou, a organização não elevou a oferta, gerando a alta nos preços.

Entretanto, quando o cenário parecia um pouco mais leve no início de 2022, outro elemento comum à inflação ao redor do mundo surgiu: a guerra na Ucrânia.

O conflito envolveu não apenas disrupções de cadeias que passavam pelos países, em especial as de fornecimento de gás e petróleo para a Europa, mas também uma série de sanções de países Ocidentais contra a Rússia que buscaram isolar o país da economia mundial.

Como consequência da guerra e das sanções, produtos produzidos nos dois países, como grãos, fertilizantes, petróleo e gás, atingiram níveis recordes. E como os preços internacionais valem para todos os países, houve um efeito em cadeia.

As especificidades

Mas também existem fatores específicos que agravaram, ou reduziram, o quadro inflacionário em cada nação.

Os Estados Unidos empregaram durante a pandemia uma forte política de assistência financeira à população, que alguns analistas apontam como geradora de uma inflação de demanda.

Com as pessoas tendo mais recursos, consumiam mais, e os preços subiam, em um ciclo que aqueceu a economia, impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB), reduziu o desemprego e também gerou mais inflação.

No caso do Brasil, especialistas citam fatores adicionais como a instabilidade política e o risco fiscal, que desvalorizaram o real ante o dólar com a saída de investimentos, e a pior crise hídrica nas últimas décadas, que elevou as contas de luz e afetou a produção agrícola.

Economias mais estagnadas, como a do Japão, foram menos impactadas, com inflação menor.

No caso da zona do euro, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse por meses que não seria necessário subir juros pois as causas da inflação eram de oferta, e portanto passariam, e que havia o risco das elevações desacelerarem excessivamente uma economia já com sinais de fraqueza.

A guerra na Ucrânia mudou o cenário, e agora a expectativa é que o BCE seja em breve o último grande banco central a iniciar o ciclo de alta de juros.

A própria Rússia deve atingir níveis recordes de inflação devido ao conflito. Há ainda a situação da Turquia, cuja moeda desvalorizou fortemente devido a intervenções do governo no banco central, gerando uma subida íngreme da inflação.

Dentro do G20, as 20 maiores economias do mundo, a projeção mais recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), de abril deste ano, é que a Turquia deve ultrapassar a Argentina, também com fortes problemas inflacionários atrelados ao câmbio, e ter a maior inflação do grupo.

Inflação ao redor do mundo

Em seu relatório mais recente, o FMI projetou como estará a inflação em centenas de países ao fim de 2022. No caso do G20, as diferenças nos graus e temporalidade do processo inflacionário leva a perspectivas conflitantes: alguns países devem ter índices maiores que os de 2021, caso dos Estados Unidos, e outros menores, como o Brasil.

A expectativa do FMI é que, em dezembro de 2022, a inflação no acumulado de 12 meses no Brasil seja de 6,7%, valor abaixo das projeções do mercado. Na média do ano, a projeção está na casa dos 8%, mais próxima do que o mercado espera.

Com isso, o Brasil cairia para a quinta posição entre as maiores inflações do G20, ante a terceira em 2021, atrás de Turquia, Argentina, Rússia e Reino Unido.

Já as menores inflações devem ser registradas na Arábia SauditaChina e Japão.

Desemprego

Em praticamente todos os países do grupo, o quadro inflacionário também deve resultar em redução na taxa de desemprego, mesmo que pequena, devido ao aquecimento da economia.

Uma exceção é a África do Sul, que deve manter a liderança dos últimos 22 anos no ranking. Já a Índia não divulga as informações sobre o tema para a organização.

A projeção do FMI é que o Brasil mantenha a segunda posição, com uma taxa ainda de dois dígitos, apesar de analistas brasileiros serem mais otimistas quanto a esse dado, projetando um resultado melhor, abaixo de 10%.

PIB

Um dos indicadores mais tradicionais da economia, o PIB (Produto Interno Bruto) representa a soma de toda a riqueza produzida em um país em um determinado período. O PIB costuma ser calculado trimestralmente e anualmente, mostrando o desempenho e a situação econômica de um país.

Pelas previsões do FMI, o quadro entre as maiores economias não deve mudar muito. Os Estados Unidos permanecerão na liderança, seguidos pela China e pela União Europeia.

A organização projeta que a Itália, o Japão e a Turquia terão recessão em 2022. A expectativa é que o PIB brasileiro suba 0,8%, com o país ficando na 11ª posição. A África do Sul deve continuar tendo o menor PIB do G20.

PIB per capita

Uma vez calculado, o PIB pode ser dividido pela população total do país, dando origem a um novo indicador: o PIB per capita. Ele dá um indicativo de qual seria a “renda média” do país.

Isso não significa, porém, que toda a população receba um valor próximo a ele, já que questões ligadas à desigualdade afetam essa distribuição de renda. Questões demográficas, como o tamanho da população, também acabam influenciando no indicador.

Em 2022, os Estados Unidos devem manter a liderança nesse quesito, enquanto o Brasil continuará entre os cinco piores, com a Índia mantendo o pior resultado.

Dívida bruta

Conforme os países reduzem os gastos públicos ligados ao combate à pandemia e a programas de assistência econômica durante o período, a relação dívida bruta/PIB deve continuar uma trajetória de redução vista em 2021 na maioria das nações.

Uma exceção, porém, deve ser a China. O governo do país já prometeu aumentar os gastos públicos como forma de incentivar a economia do país, que deu sinais de desaceleração no fim de 2021, com um cenário piorado a partir de março após lockdowns em Xangai e Pequim, dois centros econômicos importantes.

O Japão, que busca constantemente injetar dinheiro para aquecer a economia, manterá a liderança, com a dívida bruta correspondendo a 262,54% do PIB.

Já o Brasil deve conseguir reduzir essa proporção pelo segundo ano consecutivo, chegando a 91,8%, mas figurando na sexta posição entre os países com maiores dívidas. A menor deve ser registrada, novamente, na Rússia, de 16,77%.

Fonte: CNN BRASIL

Fome chega a 14 milhões de novos brasileiros em um ano

Cerca de 15,5% da população, o equivalente a 33,1 milhões de pessoas, enfrenta insegurança alimentar no Brasil, diz Vigisan.

A insegurança alimentar ganhou novas formas com a pandemia de Covid-19. No intervalo de um ano, o número de brasileiros que passam fome saltou 73,3%, de 19,1 milhões para 33,1 milhões, segundo dados apresentados pela segunda edição da pesquisa Vigisan.

O estudo revela a maior proporção das famílias com renda inferior a um salário mínimo em situação grave de insegurança alimentar, especialmente entre aquelas que recebem até 25% do salário mínimo per capta, o equivalente a R$ 303. Entre elas, 43% convivem com a fome, o dobro do percentual apurado ao fim de 2020.

A situação também é grave entre os lares afetados pelo desemprego, assim como naquelas famílias que recorreram ao endividamento, à venda de bens e ao corte de despesas essenciais ou não essenciais, ou ainda nas famílias em que alguém teve que abandonar os estudos.

Conforme o levantamento, 14,3% dos domicílios tinham pelo menos um morador em busca de emprego, e em 8,2% dos lares a pessoa responsável pela família estava desempregada no período de coleta da pesquisa.

De acordo com os pesquisadores, as evidências “revelam um preocupante agravamento da insegurança alimentar em um contingente expressivo da população brasileira, iniciado pela crise econômica e desestruturação de políticas públicas nacionais, desde 2016, e acentuado pela pandemia de Covid-19, que continuava a se propagar”.

Diante da crise sanitária que assolou o país a partir dos primeiros meses de 2020, o agravamento da situação de insegurança alimentar é citado como fruto das dificuldades de recomposição das rendas do trabalho em emprego formal ou informal, da retomada de negócios e de atividades produtivas, em particular no meio rural.

O estudo cita ainda a persistência de “opções governamentais negligentes, pautadas pelo falso dilema entre economia e saúde”, como um dos agravantes para a evolução da fome no Brasil ao longo do último ano.

Norte

Na análise entre as regiões, as situações mais delicadas são encontradas no Norte e no Nordeste, que têm, respectivamente, 25,7% e 21% da população em situação de insegurança alimentar grave. Nas regiões Sul (9,9%), Sudeste (13,1%) e Centro-Oeste (11,7%), o nível não alcança os 15%, média nacional.

“Embora os números indiquem a precarização das condições alimentares para o conjunto do país, os traços do empobrecimento e das estratégias de sobrevivência das famílias se manifestam desigualmente entre as regiões”, destaca a pesquisa.

O agravamento da situação é também assolador quanto às famílias afetadas pela combinação de falta de alimentos e insegurança hídrica, sem elementos mais vitais da existência humana. Segundo o estudo, 42% dos lares que enfrentam a situação estão também sujeitos à fome.

A pesquisa, intitulada Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, foi coordenada pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutriciona) e executada pelo Instituto Vox Populi.

Fonte: R7

Por que devo consumir fibras?

A medicina já vem estudando e comprovando a importância da microbiota intestinal para a prevenção de doenças degenerativas e para a manutenção da saúde de forma geral.

As fibras são substâncias encontradas em alimentos de origem vegetal e que não são absorvidas pelo organismo durante a digestão. Seus benefícios vão além do bom funcionamento do intestino, passando pelo controle da glicemia e do colesterol, até aumentar a saciedade e diminuir a fome.

Porem, além disso tudo, recentemente, pesquisadores do Japão descobriram que as fibras solúveis são capazes de estimular o fortalecimento das boas bactérias no intestino, ajudando a reduzir o risco do surgimento de enfermidades, como a demência.

O estudo foi feito com mais de 3.500 adultos e publicado na revista científica Nutritional Neuroscience, e mostrou que os adultos que consumiam mais fibras, particularmente as fibras solúveis, eram menos propensos a desenvolver demência, comprovando que existe uma interação entre intestino e cérebro.

O estudo aponta que, embora o risco de desenvolver demência, incluindo a doença de Alzheimer, possa ser influenciado pela genética, a alimentação pode ter um importante papel de prevenção. Vale lembrar que o Alzheimer atinge quase 35 milhões de pessoas no mundo. Projeções indicam que uma em cada 85 pessoas serão afetadas pela doença em 2050.

O Japão tem grande histórico de pesquisas sobre os hábitos alimentares de sua população. E segundo alguns desses estudos, um dos maiores fatores de risco genético para a demência se encontra no gene da apolipoproteína E (APOE), que atua no metabolismo dos lipídeos, levando o colesterol pelas células. As fibras conseguiriam reduzir este risco, justamente por serem capazes de “varrer” o excesso de colesterol, reduzindo sua absorção pelo nosso organismo. Esse é o papel das fibras solúveis.

Esse tipo de fibra, é assim chamado porque literalmente se dissolve na água e se transforma em uma espécie de gel, que além de “ir pegando” pelo caminho o excesso de colesterol, também vai trazendo glicose, e ajudando a manter os níveis de açúcar no sangue. Entre outras funções, a fibra solúvel também mantém os níveis de minerais adequados e aumenta o tempo de absorção dos nutrientes no intestino delgado, o que auxilia na maior produção de bactérias boas e no aumento do volume fecal, e por consequência, na eliminação dos resíduos e excessos. Todo esse processo também ajuda a manter a saciedade por mais tempo, já que o esvaziamento gástrico se faz de forma mais demorada. Esse tipo de fibra pode ser encontrada em alimentos como verduras, legumes, frutas e frutos, e alimentos que contem aveia, centeio e cevada.

Outro tipo de fibra que existe é a insolúvel, ou seja, que não dissolve na água. Por isso, elas passam mais rapidamente pelo intestino. É como se ela fosse correndo enquanto as solúveis fossem andando, e na correria, ela leva o bolo fecal mais rápido, ajudando-o a atravessar o longo caminho pelo intestino de forma bem mais eficiente, evitando a prisão de ventre e o câncer de cólon, por exemplo. Essas fibras podem ser encontradas no farelo de trigo, arroz integral, feijão e cereais matinais integrais, e também em algumas frutas como pera, ameixa com casca, laranja e tangerina.

De volta ao estudo japonês, a associação de fibras e demência ainda traz pontos a serem elucidados, mas uma grande possibilidade pode estar na explicação de que a fibra solúvel, através da regulação da composição das bactérias intestinais possa afetar, de forma positiva, a neuroinflamação, que desempenha um papel no início da demência.

Assim como tudo na vida, o equilíbrio é fundamental, e apesar de serem ótimas, as fibras também não devem ser consumidas em excesso. Recomenda-se 14 gramas de fibras a cada 1.000 calorias consumidas por dia. Infelizmente, ainda estamos longe de sofrer por excesso desse consumo, mas sim, pela falta.

Fonte: O Globo