Pedidos de seguro-desemprego voltam a subir em janeiro

Foram registrados 529.826 requerimentos, um aumento de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado

O número de pedidos de seguro-desemprego voltou a subir no começo deste ano. Foram registrados 529.826 requerimentos em janeiro, um aumento de 10% em relação ao mesmo mês de 2021, em que houve 463.834 solicitações, e também a dezembro, com 481.481.

No acumulado do ano, porém, houve uma queda de 10,2%. De janeiro a dezembro de 2021 foram registrados 6,08 milhões de pedidos ante 6,78 milhões em 2020. Mas o recorde de requerimentos foi registrado em maio de 2020, com 960.308, a maior marca da série histórica, no início da pandemia de coronavírus.

Outro índice que antecipa os rumos do mercado de trabalho iniciou 2022 com queda pelo terceiro mês seguido, indo em janeiro ao menor nível em quase um ano e meio, apontando dificuldade de recuperação, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil teve queda de 5,3 pontos em janeiro, a 76,5 pontos, retornando ao menor nível desde agosto de 2020 (74,8 pontos).

O Brasil abriu 2.730.597 empregos com carteira assinada entre janeiro e dezembro de 2021, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Já a taxa de desemprego recuou para 11,6%, no trimestre finalizado em novembro, nível mais baixo desde o início de 2020, de acordo com dados do IBGE.

No entanto, a renda real dos trabalhadores chegou à mínima da série histórica. Nesta semana, o será divulgado o desemprego de dezembro com os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), fechando o ano de 2021.

Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, a explicação para o crescimento do seguro-desemprego em janeiro é porque mais pessoas foram demitidas em dezembro. “Historicamente, este número sempre sobe nesse mês, pois é quando as contratações temporárias para as festas de fim de ano são encerradas. Esse aumento faz parte da sazonalidade natural da dinâmica econômica”, afirma a pasta em nota.

A questão da sazonalidade para o aumento de pedidos de seguro-desemprego em janeiro também é destacada pelo economista Josilmar Cordenonssi, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Apesar de janeiro de 2022 estar 10% acima do mesmo mês no ano passado, o acumulado dos últimos 12 meses teve um recuo de mais de 8,34% nos pedidos. Assim, de uma forma geral, este número de requerimentos (529.826) não indica nenhuma piora nem melhora no mercado de trabalho.

Josilmar Cordenonssi, economista e professor da Universidade Mackenzie

Para Cordenonssi, os dados de desemprego retratam melhor as condições do mercado de trabalho do que o seguro-desemprego. “Você pode ver que ao longo dos anos 2000, em que o Brasil teve um crescimento econômico razoável, os pedidos de seguro-desemprego eram crescentes. Mas a partir do final de 2014, os pedidos de seguro-desemprego caíram junto com a recessão de 2015-2016. Então, o aumento de pedidos de seguro-desemprego nem sempre é uma má notícia”, avalia.

Um dos pontos defendido pelo governo para evitar maior queda dos empregos durante a pandemia de Covid-19 foi a criação do BEm (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda), que permitiu que empresas firmassem acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos de trabalho. O programa vigorou até agosto do ano passado, beneficiando 10 milhões de trabalhadores em 2020 e 2,5 milhões em 2021.

Fonte: R7

Biden e Putin concordam em realizar cúpula sobre crise na Ucrânia

Presidente francês Emmanuel Macron ajudará a preparar o conteúdo das discussões, que só deverão ocorrer caso a Rússia não ataque a Ucrânia

O presidente dos Estados UnidosJoe Biden, e o presidente da RússiaVladimir Putin, concordaram em princípio, nesta segunda-feira (21), em horário local, em realizar uma cúpula sobre a crise na Ucrânia.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que a reunião deverá acontecer depois que o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o Ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, se encontrarem no próximo dia 24.

“O presidente Biden aceitou, a princípio, um encontro com o presidente Putin desde que uma invasão não aconteça. Estamos sempre prontos para a diplomacia. Também estamos prontos para impor consequências rápidas e severas caso a Rússia escolha a guerra. E, atualmente, a Rússia parece continuar se preparando para um araque em larga escala à Ucrãnia em breve”, disse Psaki em comunicado nesta noite de domingo (20).

Em comunicado, o governo francês disse que Macron sugeriu aos dois líderes uma cúpula sobre “segurança e estabilidade estratégica na Europa”. O chefe do Executivo da França irá ajudar a preparar o conteúdo das discussões.

“Os presidentes Biden e Putin aceitaram o princípio de tal cúpula”, disse ocomunicado francês, antes de acrescentar que a reunião seria impossível se a Rússia invadisse a Ucrânia, como as nações ocidentais temem. A Casa Branca não retornou aos posicionamentos solicitados pela reportagem.

O anúncio —divulgado após uma série de telefonemas entre Macron e líderes de ambos os lados do Atlântico— ocorre após uma semana de tensões intensificadas estimuladas pelo acúmulo militar da Rússia na fronteira ucraniana.

A tensão aumentou após o ministro da Defesa de Belarus, Viktor Khrenin, anunciar que a Rússia estenderia os exercícios militares no país que deveriam terminar neste domingo. Imagens de satélite revelaram novas movimentações de veículos blindados e tropas russas perto da Ucrânia.

A Casa Branca comunicou que Biden estava cancelando uma viagem a Delaware e permanecendo em Washington após uma reunião de duas horas de seu Conselho de Segurança Nacional.

A empresa de imagens de satélite Maxar, com sede nos EUA, relatou várias novas implantações de unidades militares russas em florestas, fazendas e áreas industriais a menos de 15 quilômetros da fronteira ucraniana. Segundo a empresa, representa uma mudança do que havia sido visto nas últimas semanas.

“Até recentemente, a maioria dos desdobramentos era vista principalmente posicionada ou perto de guarnições militares ou em áreas de treinamento existentes”, disse a Maxar.

O secretário de Estados dos EUA, Antony Blinken, declarou à CNN, que “tudo o que estamos vendo sugere que isso é muito sério”, acrescentando que o Ocidente está igualmente preparado se Moscou invadir.

“Até que os tanques estejam realmente rodando e os aviões voando, vamos aproveitar todas as oportunidades e todos os minutos que temos para ver se a diplomacia ainda pode dissuadir o presidente Putin de levar isso adiante.”

Fonte: CNN BRASIL

Anvisa aprova registro do primeiro autoteste para covid-19 no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro autoteste para a covid-19 no Brasil. O produto se chama Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno e foi aprovado para uso com amostra de swab nasal não profunda, com resultado após 15 minutos. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União na tarde desta quinta-feira, 17, mas a disponibilidade do produto no mercado depende da empresa fabricante.

O produto aprovado nesta quinta-feira é fabricado pela CPMH Comércio e Indústria de Produto Médico-Hospitalares. Segundo a avaliação da Anvisa, o produto atendeu aos critérios técnicos definidos pela Agência e também teve o desempenho avaliado e aprovado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), conforme estabelecido no Plano Nacional de Expansão da Testagem (PNE) do Ministério da Saúde.

A avaliação do pedido de registro pela Anvisa levou 16 dias, incluindo quatro dias utilizados pela empresa solicitante para atender exigências técnicas feitas pela agência. A avaliação dos autotestes para covid-19 ocorre em regime de prioridade, com a checagem de uma série de requisitos técnicos.

Entre os requisitos, estão a usabilidade e o gerenciamento de risco, que servem para adequar o produto ao uso por pessoas leigas para garantir a maior segurança e eficácia do teste. As orientações com relação ao produto aprovado nesta quinta-feira podem ser lidas neste link.

A aprovação do primeiro autoteste acontece depois de pelo menos três negativas da Anvisa com relação a outros pedidos. Até o dia 7, a agência havia reprovado os pedidos por falta de estudos e documentos completos. Outros seguem em análise. A Anvisa tem pelo menos 33 pedidos de autotestes protocolados desde a autorização do produto no País no dia 28 de janeiro.

No exterior, os autotestes estão disponíveis para venda em farmácias e lojas de varejo. Além disso, eles são distribuídos para a população pelos governos locais ou empresas. Em diversos países, o uso foi popularizado pela população antes de reuniões familiares ou de trabalho com muitas pessoas.

O que é o autoteste e o que é importante saber

O autoteste é o produto que permite que a pessoa realize todas as etapas da testagem, desde a coleta da amostra até a interpretação do resultado, sem a necessidade de auxílio profissional. Para isso, deve seguir atentamente as informações das instruções de uso, que possuem linguagem simples e figuras ilustrativas do seu passo a passo.

Independentemente do seu resultado, lembre-se que o uso de máscaras, a vacinação e o distanciamento físico são medidas que protegem você e outras pessoas, pois reduzem as chances de transmissão do coronavírus.

Segundo as orientações da Anvisa, você pode utilizar o autoteste entre o 1º e o 7º dia do início de sintomas como febre, tosse, dor de garganta, coriza (popularmente conhecida como nariz escorrendo), dores de cabeça e no corpo. Caso você não tenha sintomas, mas tiver tido contato com alguém que testou positivo, aguarde cinco antes de usar o autoteste.

Somente os autotestes aprovados pela Anvisa podem ser comercializados no país, seja em farmácias ou estabelecimentos de produtos médicos regularizados junto à vigilância sanitária. É proibida a venda de autotestes em sites que não pertençam a farmácias ou estabelecimentos de saúde autorizados e licenciados pelos órgãos de vigilância sanitária.

O autoteste não define um diagnóstico, o qual deve ser realizado por um profissional de saúde. Seu caráter é orientativo, ou seja, não se trata de um atestado médico. Para a sua segurança, adquira autotestes para covid-19 aprovados pela Anvisa.

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Fonte: R7

Fim do 3G afetará diversos objetos do cotidiano; entenda como

Algumas empresas começaram a entrar em contato com seus clientes nos últimos anos informando que o serviço será encerrado em breve

Com a rede 3G da companhia AT&T sendo encerrada na próxima semana e outras operadoras seguindo o exemplo ainda este ano, uma série de produtos exigem atualizações para continuar funcionando, incluindo alguns sistemas de alarme doméstico, dispositivos médicos como detectores de queda e notificação de acidente de carro e assistência na estrada, sistemas como o OnStar da General Motors.

Assim como muitas operadoras de telefonia móvel pediram aos clientes que troquem seus antigos iPhones 3G, telefones Android, e-readers e outros dispositivos portáteis por modelos mais novos antes do desligamento, outras empresas estão pedindo aos clientes que atualizem ou substituam alguns dos produtos e serviços diários em suas casas e carros antes de perderem a conectividade.

Se não for abordado, os riscos podem ser altos em alguns casos. Milhões de carros, por exemplo, podem não ter mais a capacidade de entrar em contato com os socorristas após uma colisão ou receber atualizações como localização ou alertas de tráfego para sistemas GPS integrados.

Alguns veículos, incluindo Chevrolet, Buick e Cadillac, têm atualizações de software para os motoristas conectarem seus sistemas a uma rede 4G, mas outros modelos perderão esse recurso para sempre.

A introdução do 3G em 2002 permitiu que alguns sistemas de infoentretenimento para carros e serviços de segurança doméstica — pioneiros no espaço de casa inteligente — se conectassem às redes. Mas com o tempo, as empresas sem fio passaram para redes 4G e, mais recentemente, 5G.

Agora, as principais operadoras estão eliminando a tecnologia 3G nos Estados Unidos e em alguns mercados no exterior. A AT&T (T) , que é dona da empresa-mãe da CNN, fechará em 22 de fevereiro; T-Mobile (TMUS) está fazendo isso no terceiro trimestre; e a Verizon (VZ) dará esse passo até o final do ano.

À medida que a tecnologia se torna oficialmente obsoleta, uma corrida está em andamento para ajudar os consumidores a evitar uma interrupção.

O que as empresas estão fazendo sobre isso

Algumas indústrias estão melhor preparadas para lidar com a mudança. Muitas companhias de segurança doméstica, por exemplo, vêm migrando suas bases de assinantes de 3G para 4G nos últimos dois anos.

“Das discussões mais recentes do setor em que participei, parece que a maioria dos revendedores de segurança doméstica dos EUA migraram 100% ou muito perto de 100% de seus assinantes, então não está mais nas listas de tarefas da maioria dos provedores”, disse Jack Narcota, principal analista do setor na Strategy Analytics.

Ele disse que o esforço do setor de segurança doméstica para fazer a transição para o 4G não foi muito complicado porque simplesmente envolveu um técnico para instalar uma caixa ou painel para um modelo mais novo.

Algumas empresas, como a ADT, também investiram recursos adicionais na transição. Em 2020, a instituição de segurança doméstica adquiriu a Cellbounce, que fabrica um dispositivo que converte sinais 3G em 4G para a rede da AT&T.

As empresas de segurança, como a My Alarm Center, deixaram claro em suas mensagens aos clientes que as unidades de substituição também eram necessárias antes do desligamento. “Mesmo que seu alarme pareça funcionar, ele não se comunicará mais com nossa estação de serviço central para nos notificar que os serviços de emergência são necessários”, afirma o My Alarm Center.

Mas mesmo com esses esforços, alguns clientes e sistemas provavelmente ficarão para trás — e não apenas serviços de segurança doméstica e assistência de carro.

“Alguns milhões de dispositivos conectados no espaço da casa inteligente ainda precisam ser substituídos, incluindo meu medidor para meus painéis solares”, disse Roger Entner, analista e fundador da Recon Analytics. “Algumas empresas começaram a entrar em contato com seus clientes nos últimos dois anos, informando que o serviço seria encerrado em breve, mas há 6 meses, muitos produtos ainda não conseguiram substituí-los.”

A indústria automobilística está em uma área mais cinzenta. Além das atualizações de software, algumas montadoras estão oferecendo aos consumidores peças mais recentes para adicionar às tecnologias existentes para que funcionem com o 4G. Mas alguns não oferecem nenhum tipo de acomodação. Isso é agravado porque os consumidores provavelmente estão menos cientes de qual rede seus sistemas de carro usam do que qual rede seus telefones usam.

“Muitas pessoas ficarão surpresas”, disse Sam Abuelsamid, analista principal da Guidehouse Insights, uma empresa de pesquisa de mercado focada em tecnologias emergentes. “Mas se elas são atualmente assinantes pagantes de um serviço de conectividade, certamente foram notificadas neste momento”.

O que você pode fazer

Como regra geral, a maioria dos carros construídos nos últimos cinco anos com conectividade está usando modems 4G, de acordo com Abuelsamid. Qualquer pessoa que não tenha certeza se seu veículo perderá a conectividade pode ligar para o revendedor local para obter mais informações.

Se o carro usa 3G, os clientes da Abuelsamid recomendam que os clientes perguntem ao fabricante se existe um programa de atualização e, na falta dele, entrem em contato com as operadoras, que podem fornecer um adaptador com modem que pode ser conectado ao veículo.

Para aqueles que não têm certeza se o sistema de alarme doméstico é executado em 3G, a empresa de segurança provavelmente tem uma página de perguntas frequentes em seu site com uma lista de números de modelos afetados. Os clientes também podem ligar diretamente para a empresa para perguntar e organizar as próximas etapas.

Em última análise, é muito mais fácil substituir alguns itens que rodam em 3G do que outros. “É mais fácil substituir um e-reader 3G se você quiser manter a conectividade celular do que substituir um sistema de carro, então algumas pessoas têm uma decisão cara a tomar se quiserem manter seu carro antigo conectado com celular”, disse Bill. Menezes, diretor da empresa de pesquisa de mercado Gartner.

Interrupções futuras

Não é a primeira vez que uma rede é desativada nem será a última. O desligamento do 3G destina-se principalmente a reutilizar o espectro para 4G e 5G, que são padrões mais novos, melhores tecnologias e mais eficientes. A mesma coisa aconteceu com o 2G, que a AT&T e a Verizon fecharam no final de 2017; A T-Mobile planeja encerrar sua rede 2G em dezembro.

No mês passado, a AT&T e a Verizon ativaram as redes 5G de banda C, um importante conjunto de frequências de rádio mais altas que sobrecarregarão a Internet. A mudança permitirá que os usuários, por exemplo, transmitam um filme da Netflix em resolução 4K ou baixem um filme em segundos. (A Verizon disse que suas velocidades de banda C atingem quase um gigabyte por segundo, cerca de 10 vezes mais rápido que 4G LTE.)

No mundo da segurança doméstica, o 5G daria a capacidade de transmitir vídeo de alta definição ou mapeamento interativo com detecção de movimento para que uma empresa de alarmes pudesse ver onde em um mapa 3D um alarme que disparou, e rastrear qualquer coisa que se mova pela área. Além disso, o 4G permite recursos mais sofisticados, como a capacidade de se comunicar com empresas de alarme mais rapidamente e compartilhar fotos e vídeos ricos pela rede.

Para aqueles preocupados em ver os dispositivos domésticos 4G eliminados, fiquem aliviados. Dimitris Mavrakis, diretor sênior da empresa de pesquisa de mercado ABI Research, disse que o fechamento das redes 4G não acontecerá tão cedo, observando que “outras gerações provavelmente permanecerão no mercado por muito tempo”.

Como o 2G introduziu a voz móvel e o 4G introduziu a banda larga móvel, ele chama o 3G de “algum lugar no meio” e “não é ideal para voz ou banda larga móvel”.

“Em última análise, 4G é muito melhor que 3G”, disse ele. “É por isso que está sendo descontinuado.”

Fonte: CNN BRASIL

Sisu 2022: inscrições vão até 23h59 desta sexta

Candidatos precisam ficar atentos ao número de vagas e às regras do processo seletivo de cada universidade. Resultado será divulgado em 22 de fevereiro.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2022 se encerram às 23h59 desta sexta-feira (18), na página oficial do programa. O resultado da chamada única será divulgado em 22 de fevereiro. 

O processo leva em conta as notas dos candidatos no Enem 2021 para selecionar alunos que irão estudar em instituições públicas. Além de ter feito o Enem, o candidato precisa ter tirado nota superior a zero na redação para participar do Sisu.

O candidato não pode ter participado da edição como “treineiro”, como é o caso de alunos que não concluíram o ensino médio. No dia 9, o Ministério da Educação (MEC) divulgou as notas da edição de 2021 do exame.

Cronograma do Sisu

Inscrições: 15 a 18 de fevereiro
Resultado da chamada única: 22 de fevereiro
Matrícula ou registro acadêmico: 23 de fevereiro a 8 de março
Manifestação de interesse em participar da lista de espera: 22 de fevereiro a 8 de março
Resultados da lista de espera: a partir de 10 de março

Fonte: G1

Ser bondoso faz bem (também) para a saúde

Estudos apontam que espalhar bondade pode melhorar a saúde e a felicidade

O dia 17 de fevereiro é marcado nos Estados Unidos como o Dia dos Atos Aleatórios de Bondade (Random Acts of Kindness Day). Em 2022, a data cai durante uma pandemia pelo segundo ano consecutivo, mas a essência por trás dela sugere que você considere ser gentil todos os dias.

Eles querem que você seja um “RAKtivista” ou um “ativista de atos aleatórios de bondade”.

Aqui está o porquê: espalhar bondade não apenas ajuda os outros a se sentirem melhor consigo mesmos – também pode melhorar a saúde e a felicidade de quem realiza a ação, de acordo com a pesquisa. É uma vitória de todos; entenda os motivos:

Um ‘barato do ajudante’

Colocar o bem-estar dos outros antes do nosso sem esperar nada em troca – ou o que é chamado de altruísmo – estimula os centros de recompensa do cérebro, mostram estudos. Esses compostos químicos do bem-estar inundam nosso organismo, produzindo uma espécie de “barato do ajudante”. O voluntariado, por exemplo, demonstrou minimizar o estresse e melhorar a depressão.

Isso não é tudo: a mesma atividade também pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo e até nos ajudar a viver mais.

Uma razão para isso, dizem os especialistas, é porque a gentileza contribui para nosso senso de comunidade e pertencimento. E isso, segundo estudos, é um dos principais que levam a uma vida mais longa e saudável.

Pressão arterial mais baixa

Realizar doações a outras pessoas, ou “gastos pró-sociais”, demonstrou reduzir a pressão arterial e melhorar a saúde do coração. Um estudo pediu a um grupo de hipertensos que gastasse US$ 40 consigo mesmos, enquanto outro grupo de pessoas com pressão alta foi orientado a gastar o dinheiro com os outros.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que gastaram dinheiro com outros apresentaram pressão arterial mais baixa no final do estudo de seis semanas. Na verdade, os benefícios foram tão grandes quanto os de uma dieta saudável e exercícios.

Redução da dor

A doação parece diminuir nossa dor. Um estudo recente apontou que as pessoas que disseram que doariam dinheiro para ajudar órfãos eram menos sensíveis a um choque elétrico do que aquelas que se recusavam a doar. Além disso, quanto mais úteis as pessoas pensavam que sua doação seria, menos dor elas sentiam.

Como isso pôde acontecer? O estudo mostrou que as regiões do cérebro que reagem à estimulação dolorosa parecem ser instantaneamente desativadas pela experiência de doar.

Felicidade

No Reino Unido, pesquisadores descobriram que ser gentil pode aumentar a felicidade em apenas três dias. O estudo dividiu as pessoas em três grupos: o primeiro grupo tinha que fazer um ato de bondade todos os dias; o segundo grupo experimentou uma nova atividade, e o terceiro grupo não fez nada. Os grupos que foram gentis e fizeram coisas novas viram um aumento significativo na felicidade.

Você sentirá uma alegria ainda maior se for criativo em seus atos de bondade. Os pesquisadores da felicidade Sonja Lyubomirsky e Kennon Sheldon descobriram que as pessoas que fizeram uma variedade de atos de bondade ao longo da semana mostraram maiores aumentos na felicidade do que aquelas que realizaram a mesma atividade repetidamente.

E aqui está a boa notícia: parece que atos de bondade podem ser anônimos ou não, espontâneos ou planejados, e podem ser tão simples quanto fazer um elogio ou abrir a porta para alguém.

Sugestões de gentileza

Certo, considerando que você está convencido e quer se tornar uma pessoa mais gentil e prestativa, existem literalmente centenas de ideias na internet. Aqui estão algumas para você começar:

Ao dirigir, abra espaço para o carro que quer entrar na sua faixa

Faça um elogio genuíno a um familiar, amigo ou colega (via texto, e-mail ou bate-papo por vídeo, por favor)

Faça o mesmo pelo seu chefe – eles provavelmente nunca recebem elogios!

Deixe de lado o rancor e diga a essa pessoa que você a perdoa (a menos que dizer a ela piore as coisas)

Esteja presente para um amigo que está passando por um momento difícil. Não tente corrigi-lo; apenas ouça

Deixe uma nota de agradecimento ao carteiro

Dê uma boa gorjeta ao seu entregador

Mas estou tão cansado

Isso é mais do que justo. Muitas pessoas estão sobrecarregadas ou perderam seus empregos durante a pandemia e estão preocupadas com seus filhos e parentes idosos. Considere ser gentil consigo mesmo (o que quer que isso signifique) no meio desse caos. Todos nós precisamos de uma pausa.

Leia notícias sobre qualidade do sono na CNN. Quer mais ideias? A Random Acts of Kindness Foundation também tem listas em inglês de ideias de gentileza, organizadas por trabalho, comunidade, meio ambiente, animais, desconhecidos, crianças, idosos e muito mais.

“Você está tornando o mundo um lugar melhor”, dizem eles. Mas não se esqueça – qualquer gentileza que você oferecer aos outros também é um presente para si mesmo.

Fonte: CNN BRASIL

Com 39 mortos em Petrópolis (RJ), governador diz que há grande trabalho de solidariedade

São mais de 260 ocorrências de deslizamento na cidade, de acordo com bombeiros. Há moradores sendo resgatados com vida.

O número de vítimas fatais no temporal que atingiu a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, subiu para 39, segundo a Defesa Civil. Em coletiva de imprensa, o governador Cláudio Castro disse que está havendo um “grande trabalho de solidariedade” para resgatar os moradores.

Ainda segundo ele, 16 pessoas foram salvas com vida. Durante a fala, por volta das 8h15 da manhã desta quarta-feira (16), duas estavam em processo de resgate.

A Prefeitura de Niterói decretou luto de três dias. Segundo o município, até as 9h, o número de ocorrências chegou a 229, das quais 189 são de deslizamentos, fazendo com que a cidade decretasse estado de calamidade pública.

As secretarias de Desenvolvimento Social do estado e do município estão atuando para acolhimento das vítimas. Por sua vez, a Polícia Civil informou que os setores de perícia, de cartório, delegados da Região Serrana, apoio terrestre e apoio aéreo foram mobilizados para atender a cidade.

Além disso, foi montada uma estrutura para a preservação dos corpos. Os familiares estão sendo acolhidos e atendidos na Sala Lilás do posto de perícia do município.

De acordo com Cláudio Castro, mais de 400 bombeiros atuam no local, atingido por um temporal na noite de ontem.

Na localidade conhecida como Morro da Oficina, no Alto da Serra, é estimado que 80 casas tenham sido afetadas. Em outras regiões como 24 de Maio, Caxambu, Sargento Boening, Moinho Preto, Vila Felipe, Vila Militar e as ruas Uruguai, Washington Luiz e Coronel Veiga também há registros de ocorrências graves.

A Defesa Civil informou que ainda há previsão de chuva fraca a moderada a qualquer momento no município.

Fonte: R7

Herdeiros poderão consultar e resgatar dinheiro esquecido

Banco Central divulgará os procedimentos a serem seguidos por terceiros legalmente autorizados a pedir o saque do valor

As famílias e herdeiros de correntistas que morreram também poderão localizar e resgatar valores esquecidos em instituições financeiras. Segundo o Banco Central, nos próximos dias serão divulgados os procedimentos a serem seguidos por terceiros legalmente autorizados que querem pedir o saque de valores. A orientação valerá para herdeiros, procuradores, tutores, curadores, inventariantes e responsáveis por menores não emancipados.

O SVR (Sistema de Valores a Receber) começou a funcionar no fim da noite de domingo (13) no site valoresareceber.bcb.gov.br, e já havia superado 66 milhões de visitas até as 18h desta terça-feira (15).

Para fazer a consulta, basta digitar o CPF ou o CNPJ e a data de nascimento para saber se existem saldos residuais a serem sacados. A primeira etapa da consulta, em que o sistema informa se existem valores a receber, pode ser feita digitando o CPF da pessoa falecida.

Já a segunda etapa, em que a quantia disponível é revelada para pedir o resgate, não pode ser realizada ainda, porque exige login prata ou ouro no portal Gov.br, no nome do titular da conta. O Banco Central poderá adotar procedimentos simplificados para reaver o dinheiro.

Resgate dos valores

Os valores a receber serão conhecidos apenas no momento do resgate, que foi escalonado em três grupos para evitar uma corrida bancária. A estimativa do Banco Central é de que haja um total de R$ 8 bilhões a serem recuperados, dos quais R$ 3,9 bilhões devem ser liberados nesta primeira etapa, para mais de 28 milhões de cidadãos e empresas.

A consulta pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa em qualquer horário. No entanto, caso o sistema informe recursos a receber, os usuários foram divididos em três grupos, baseados na data de nascimento ou na data de fundação da empresa.

Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983, ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984, ou abriu empresa nesse ano, tem prazo de 21 a 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O Banco Central esclarece que o cidadão ou a empresa que perder os prazos não precisa se preocupar. O direito a receber os recursos é definitivo, e o dinheiro continuará guardado pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Para saber quanto receberá de volta, será necessário estar cadastrado na plataforma Gov.br do governo federal, com um nível de acesso prata ou ouro, que demandam mais autenticações, como reconhecimento facial e autorização via aplicativo do banco. A divisão de agendamentos foi feita de acordo com o ano de nascimento ou de criação da empresa.

Quem não estiver apto agora poderá tentar novamente a partir de 2 de maio, quando uma nova fase será aberta na plataforma, e incluirá mais saldos esquecidos.

Fonte: R7

Compra de alimentos da época pode render economia de 30%

Veja a tabela de hortifrútis sazonais de fevereiro para substituir alimentos que estão mais caros, o que ajuda o bolso e a saúde

Levar em consideração os alimentos da época na hora de planejar as refeições pode garantir economia de 30% na feira e no supermercado. É que os preços desses produtos costumam cair na sazonalidade, ou seja, quando são colhidos, dependendo da safra, do produto e, principalmente, do clima.

A estimativa é da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), que mantém serviço com o calendário sazonal dos alimentos. Consultar a tabela de hortifrútis da época ajuda a substituir os alimentos que estão mais caros no mercado e a economizar.

Segundo a nutricionista Sandra Chemin, coordenadora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, além do preço mais baixo, os produtos de época, por não precisarem de intervenção tecnológica, têm mais qualidade nutricional, maior concentração de nutrientes, menos agrotóxicos e são mais sustentáveis ao ambiente.

Criar o hábito de escolher um cardápio com frutas, verduras e legumes da época é o primeiro passo para conciliar uma boa nutrição, economia na feira e um melhor hábito para o planeta. “Os produtores locais, na sazonalidade, aumentam a sua produção e têm um menor distanciamento até o ponto de venda. Isso melhora também as questões de sustentabilidade do planeta, pelo aspecto do transporte e acondicionamento”, afirma Sandra.

Ela explica que há um aumento do valor nutricional dos alimentos justamente porque diminui o transporte entre o local de produção e o de venda, além do tempo que o produto fica sujeito a temperatura ambiente. “Nessa época de calor, um dos nutrientes que sofrem grande variação de acordo com a temperatura é a vitamina C. A susbstância é tão sensível que, no começo e no fim da feira, por exemplo, pode ter mudança no teor. Imagina no transporte em longa distância”, avalia a nutricionista.

Um outro ponto é o amadurecimento do alimento. Sem precisar de tecnologia para amadurecer, o hortifrúti terá uma preservação maior de alguns compostos bioativos, como os flavonoides e carotenoides. “A sazonalidade aumenta o valor nutricional pela diminuição entre o ponto de produção e de venda e porque esses alimentos amadurecem naturalmente, sem alterar os compostos, além de refletir nos preços e ajudar na economia”, conclui a nutricionista.

As vantagens dos alimentos sazonais

  • Recebem menos pesticidas porque estão dentro do seu ciclo natural de cultivo
  • São mais saborosos, pois são colhidos no momento certo, quando atingem seu ponto máximo de maturação, garantindo frescor e intensificação do sabor
  • Têm aroma mais acentuado

    • Preços mais baixos, porque a produção tende a ter custos reduzidos, aumentando a disponibilidade nas feiras e supermercados

    • Mais nutritivos porque, na época correta, é mais provável que o alimento esteja com os nutrientes preservados, já que alguns antioxidantes, como vitamina C e carotenos, diminuem quando estocados por muito tempo

  • Variedade garantida ao longo do ano, o que permite variação de preparos e cardápios, tornando as refeições mais saudáveis

Fonte: R7

Mundo enfrenta crise de depressão sem precedentes, alertam pesquisadores

Pandemia de Covid-19 criou novos desafios no enfrentamento do transtorno mental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 5% dos adultos em todo o mundo sofrem de depressão. No entanto, especialistas alertam que a crise de saúde global permanece negligenciada.

A compreensão equivocada do problema de saúde mental e a falta de recursos psicossociais e financeiros impactam na prevenção, diagnóstico e tratamento do distúrbio, com reflexos diretos na economia dos países.

Especialistas da Comissão da Associação Psiquiátrica Mundial da revista científica Lancet fazem um alerta de que o mundo não está conseguindo lidar com a persistente e cada vez mais séria crise global de depressão. Em um artigo publicado nesta terça-feira (15), os estudiosos convocaram uma resposta de toda a sociedade para reduzir o impacto global do transtorno.

O grupo de trabalho conta com a participação de 25 especialistas, de 11 países, incluindo o Brasil, abrangendo disciplinas da neurociência à saúde global. O artigo foi elaborado a partir da consultoria de profissionais com ampla experiência em depressão.

“Tratamentos psicossociais e médicos eficazes são de difícil acesso, enquanto altos níveis de estigma ainda impedem muitas pessoas, incluindo a alta proporção de adolescentes e jovens em risco ou vivenciando depressão, de buscar a ajuda necessária para ter uma vida saudável e produtiva”, afirmou Christian Kieling, copresidente da comissão e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em um comunicado.

Os pesquisadores destacam que apesar do conhecimento adquirido nas estratégias de prevenção e tratamento da depressão, ainda existem lacunas no que diz respeito à destinação de recursos e à realização do diagnóstico de maneira oportuna.

Em países de alta renda, cerca de metade das pessoas que sofrem de depressão não são diagnosticadas ou tratadas. O índice aumenta para 80 a 90% em países de baixa e média renda, segundo o levantamento.

Além disso, a pandemia de Covid-19 criou novos desafios no enfrentamento do distúrbio. Fatores como o isolamento social, luto, incerteza, dificuldades e acesso limitado aos cuidados de saúde afetaram de forma significativa a saúde mental de milhões de pessoas em todo o mundo.

“A depressão é uma crise de saúde global que exige respostas em vários níveis. Esta Comissão oferece uma importante oportunidade de ação conjunta para transformar globalmente as abordagens de cuidados de saúde mental e prevenção”, afirma a presidente da Comissão, Helen Herrman, professora do Orygen, Centro Nacional de Excelência em Saúde Mental Juvenil, e da Universidade de Melbourne, na Austrália, em um comunicado.

Segundo Helen, além de possibilitar que milhões de pessoas se tornem mais saudáveis, o investimento na redução do impacto da depressão poderá ajudar a fortalecer as economias dos países e no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030.

Um dos autores do artigo, o pesquisador Charles Reynolds, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, afirma que a maior parte dos indivíduos com depressão tende a se recuperar com o apoio e tratamento adequados.

“Com ciência sólida, vontade política e responsabilidade compartilhada, a depressão pode ser prevenida e tratada e suas consequências potencialmente incapacitantes evitadas. Devemos capacitar as pessoas com experiência em depressão junto com famílias, profissionais, formuladores de políticas e sociedade civil para enfrentar o tsunami de necessidades não atendidas”, diz Reynolds.

Segundo o especialista, o compartilhamento de experiências contribui para reduzir o estigma sobre o distúrbio mental ao ampliar as possibilidades de ajuda e fomentar a ampliação de recursos terapêuticos para abordagens baseadas em evidências.

Desinformação prejudica enfrentamento do transtorno

Embora seja uma condição comum em todo o mundo, a depressão ainda é cercada de mitos que tornam mais difícil o enfrentamento da doença. A lista inclui equívocos comuns de que a depressão é simplesmente tristeza, um sinal de fraqueza ou restrita a certos grupos culturais.

No artigo da Lancet, os especialistas enfatizam que a depressão é uma condição de saúde distinta caracterizada por fatores como a persistência, o efeito substancial na rotina diária e com consequências para a saúde a longo prazo. Além disso, ela pode afetar qualquer pessoa, independentemente do sexo, origem, classe social ou idade. A prevalência dos sintomas e sinais depressivos podem variar entre culturas e populações.

De acordo com o documento, o risco de depressão aumenta em contextos de adversidade, incluindo situações de pobreza, violência, deslocamento, gênero, raça e discriminação. Assim como a depressão está associada a uma ampla variedade de doenças físicas crônicas, a saúde física também pode influenciar em aspectos da saúde mental.

Custo econômico e social da depressão

A saúde e qualidade de vida obtidas a partir do diagnóstico e tratamento oportunos da depressão também podem trazer impactos positivos para a economia. De acordo com o estudo, o transtorno apresenta um custo social e econômico pouco reconhecido sobre indivíduos, famílias, comunidades e países.

Mesmo antes da pandemia, a perda de produtividade econômica ligada à depressão custava à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.

“Indiscutivelmente, não há outra condição de saúde que seja tão comum, tão onerosa, tão universal ou tão tratável quanto a depressão, mas que recebe pouca atenção política e recursos”, diz Christian Kieling, da UFRGS.

Reforço na prevenção

A comissão de especialistas em saúde mental aponta gargalos no enfrentamento da depressão, mas também propõe caminhos para contornar o problema global.

Os estudiosos sugerem que, para reduzir a prevalência, devem ser adotadas estratégias em todos os âmbitos da sociedade que reduzam a exposição a experiências adversas, incluindo negligência e trauma, especialmente na infância.

As orientações incluem intervenções em fatores individuais, como estilo de vida (tabagismo, consumo de álcool e inatividade física, por exemplo) e outros fatores de risco, como violência por parceiros e eventos estressantes, como luto ou crise financeira.

“A prevenção é o aspecto mais negligenciado da depressão. Isso em parte porque a maioria das intervenções está fora do setor de saúde”, diz o coautor do artigo Lakshmi Vijayakumar, do Centro de Prevenção de Suicídio e Serviços Voluntários de Saúde, de Chennai, na Índia. “Diante dos efeitos duradouros da depressão em adolescentes, desde dificuldades na escola e relacionamentos futuros até o risco de abuso de substâncias, automutilação e suicídio, investir na prevenção da depressão é uma excelente relação custo-benefício”, completa.

O especialista recomenda colocar em prática intervenções baseadas em evidências que apoiem a paternidade, reduzam a violência na família e o bullying na escola, além de promover a saúde mental no trabalho e abordar os impactos da solidão em idosos.

Plano de ação global

O grupo de trabalho da Lancet apresenta outras recomendações para o combate às desigualdades e à negligência no diagnóstico, tratamento e prevenção da depressão. As medidas incluem a priorização de abordagens inovadoras em etapas para atendimento, intervenção precoce e prestação de cuidados colaborativos em ambientes com recursos limitados.

Os especialistas destacam que o sistema atual de classificação de pessoas com sintomas de depressão em apenas duas categorias – com depressão clínica ou não – é muito simplista. Eles argumentam que a depressão é uma condição complexa com uma diversidade de sinais e sintomas, níveis de gravidade e duração entre as diferentes culturas e o momento de vida das pessoas afetadas.

Como possibilidade, a comissão sugere uma abordagem personalizada e por etapas para o tratamento da depressão, a partir do reconhecimento da cronologia e da intensidade dos sintomas. Eles recomendam, ainda, intervenções adaptadas às necessidades específicas do indivíduo e à gravidade da doença, que vão desde autoajuda e mudanças no estilo de vida até terapias psicológicas e antidepressivos para os casos mais graves.

“Dois indivíduos não compartilham a história de vida e constituição exatas, o que acaba levando a uma experiência única de depressão e diferentes necessidades de ajuda, apoio e tratamento”, explica o copresidente da comissão, Vikram Patel, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos. “Semelhante ao tratamento do câncer, a abordagem em etapas analisa a depressão ao longo de um continuum – do bem-estar ao sofrimento temporário, até um transtorno depressivo real – e fornece uma estrutura para recomendar intervenções proporcionais desde o início da doença”, completa.

Ao mesmo tempo, a comissão propõe que sejam adotadas estratégias de cuidados colaborativos para ampliar as intervenções baseadas em evidências nos cuidados de rotina. Por um lado, o envolvimento de profissionais locais que não são especialistas em saúde mental, como agentes comunitários, mostra a escassez de equipes qualificadas. Por outro, esse apoio ajuda a reduzir o estigma e barreiras culturais, levando a um cuidado integral do paciente.

Os especialistas indicam, ainda, a necessidade de mais investimento na área da saúde mental para garantir que as pessoas recebam os cuidados de que precisam. A comissão ressalta a importância de ações com base em políticas públicas para reduzir os efeitos prejudiciais da pobreza, da desigualdade de gênero e de outras desigualdades sociais sobre a saúde mental.

“As políticas que reduzem as desigualdades raciais ou étnicas, as desvantagens sistemáticas vividas pelas mulheres e apoiam a distribuição justa de renda por meio da cobertura universal de saúde e ampliando as oportunidades de educação podem ser estratégias preventivas potencialmente poderosas”, diz Helen Herrman, da Universidade de Melbourne.

Fonte: CNN BRASIL