Entenda a importância da luz solar para a saúde

Segundo professores do Reino Unido, as pessoas da vida moderna reduziram seu contato com a luz solar, porém esse comportamento pode provocar problemas de saúde especialmente em nações de zonas temperadas.

Na University College London, no Reino Unido, o professor de genética humana Steve Jones afirma que: “A luz solar é uma coisa poderosa, talvez mais poderosa do que a maioria das pessoas imagina”.

Em um país como o Brasil, tropical, a luz do sol é abundante em, praticamente, todo o ano e, facilmente, os cidadãos tendem a esquecer o seu valor.

Já no caso de países mais ao norte da Europa, da Ásia e América do Norte, o sol tem pouca presença ao longo do ano, fazendo com que as pessoas passem longos períodos dentro de casa.

O professor Jones, em tom de preocupação, afirma que: “De certa forma, a vida moderna nos levou de volta à Idade da Pedra, quando vivíamos em cavernas”. De acordo com o mesmo, os efeitos negativos de uma vida longe da luz solar foram confirmados por muitos estudos realizados ao longo das recentes décadas.

O professor relata que “nos anos 1960, houve vários experimentos, feitos pelos franceses que foram para dentro de cavernas e ficaram por lá […] Todos começaram a dormir ou por períodos de tempo extraordinariamente longos ou extraordinariamente curtos, e eles não conseguiam perceber a diferença […] Todos eles disseram que sofreram de graves abalos no humor e depressão, tanto que muitos tiveram de sair muito antes do que haviam planejado”.

Mesmo com tal experimento, não é tão necessário colocar pessoas para viverem em cavernas para identificar os efeitos da falta da luz solar na vida de indivíduos. Apenas observar o comportamento durante o inverno em regiões de latitude alta, quando a luz do sol aparece pouco.

O professor Jones destaca que “no inverno, nós nos sentimos meio estranhos […] A falta de luz do sol significa que seu sistema imunológico não funciona tão bem”.

Aarti Jagannath, professora associada de neurociência clínica da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que a pele humana não se trata apenas de uma barreira, mas sim de um órgão vivo do corpo humano. Um exemplo é quando é quando ela começa a produzir vitamina D, um componente essencial de muitas sinalizações diferentes no organismo.

O professor Steve Jones diz que: “Você pode obter vitamina D de várias maneiras […] Você pode fazer o que eu faço: tomar um comprimido de vitamina D. Com uma dieta de salmão e cogumelos, você não tem raquitismo [enfermidade que enfraquece os ossos]. Mas a melhor maneira, de forma esmagadora, é por meio do sol”.

Considerado raro, o raquitismo tem sido identificado com maior frequência. Jones afirma que “tem voltado por razões verdadeiramente deprimentes. A quantidade de sol que temos obtido caiu dramaticamente nos últimos 20 anos […] Caiu mais rapidamente nos últimos dois ou três anos”.

Em acordo com a descrição do problema, a professora Jagannath aponta que “nós não estamos ficando ao ar livre, e isso vai ter um impacto no alinhamento do relógio biológico. Isso nos faz sermos ainda mais como ermitões dentro de uma caverna, dependendo da luz artificial”.

Segundo a professora, a solução para o problema é precisar manter uma rotina que ajude o organismo a se manter saudável, mais de acordo com a forma com que o dia se desenvolve.

Jagannath diz que: “Fazer refeições na hora certa, ir para a cama na hora certa e ir ao ar livre, mesmo que esteja congelante, para aquela caminhada diária de 20 minutos e alguma exposição à luz [natural] […] Simplesmente estar ao ar livre e expor-se à luz, para que você possa corrigir seu relógio circadiano, terá um enorme impacto benéfico na sua saúde e bem-estar”.

Foto Destaque: Luz da manhã. Reprodução/Espaço da Gente.

Fonte: lorena.r7

Forças russas chegam a Kiev; há registros de tiros e explosões

Capital da Ucrânia sofreu novos bombardeios durante a noite. Exército ucraniano enfrentou tanques blindados russos

Forças russas chegaram a Kiev nesta sexta-feira (25). Há registros de tiros e explosões no segundo dia da invasão russa da Ucrânia. A capital ucraniana sofreu bombardeios durante a noite.

Os russos se aproximaram por mais duas frentes: pelo nordeste e pelo leste. Houve um avanço que se somou à ofensiva pelo norte, conforme informou a página do Estado-Maior do Exército ucraniano. Alarmes soaram de madrugada e mísseis atingiram alvos em Kiev.

Durante a noite, as tropas ucranianas informaram que enfrentam unidades de blindados russos nas localidades de Dymer e Ivankiv, situadas a 45 e 80 km no norte de Kiev, respectivamente.

Mais cedo, o Exército russo teve como alvo áreas civis, denunciou o presidente ucraniano Volodmir Zelenski, elogiando o “heroísmo” de seus concidadãos diante da invasão russa e assegurando que suas tropas estão fazendo “todo o possível” para defender o país.

“Eles [os russos] disseram que os civis não foram alvejados, mas é outra mentira deles (…) Hoje à noite, começaram a bombardear bairros civis. Isso nos lembra [a ofensiva nazista de] 1941”, disse o presidente em um vídeo transmitido nas redes sociais.

Governo ucraniano tenta proteger os civis orientando o toque de recolher à noite, o uso de abrigos antiaéreos e a estocagem de alimentos.

Invasão russa

presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou na madrugada desta quinta-feira (24) uma operação militar na região separatista no leste da Ucrânia, nas cidades de Lugansk e Donetsk. Em pronunciamento na TV, o dirigente afirmou que a intenção não é ocupar o país vizinho, e sim desmilitarizá-lo.

Em resposta à invasão, o presidente ucraniano Volodmir Zelenski decretou a lei marcial no país. Pela decisão, o governo substitui todas as leis e autoridades civis por leis militares, definidas por autoridades militarizadas. Essa medida, normalmente, é implantada em resposta a cenários de extremo conflito e a crises civis e políticas.

Apesar da afirmação de Putin, houve uma intensa ofensiva na Ucrânia, que, agora, chega à capital, Kiev.

Fonte: R7

Como a invasão russa da Ucrânia pode mexer com o bolso do brasileiro

Cenário tende à elevação de preços de combustíveis e pode levar à alta da inflação e da taxa básica de juros no país

A invasão russa da Ucrânia terá impacto também no bolso dos brasileiros. O cenário tende a resultar em novos reajustes dos preços da gasolina, do diesel e do gás, e na elevação dos preços do trigo e milho, o que pode manter a inflação e a taxa básica de juros em alta neste ano.

Os efeitos imediatos já foram sentidos com a disparada do preço no mercado global de petróleo nesta quinta-feira (24), com o brent superando US$ 105 o barril pela primeira vez desde 2014, e com a alta do dólar no Brasil, de 2,03%, a R$ 5,10, a maior valorização em cinco meses, após uma série de quedas e de chegar à casa de R$ 4,99, no dia anterior.

O desdobramento da guerra vai definir o caminho do dólar, de acordo com o economista Liao Yu Chieh, educador financeiro do C6 e professor do Insper. “A inflação brasileira, a taxa básica de juros e o desdobramento da guerra serão muito importantes para direcionar o dólar para cima ou para baixo, com mais ou menos vigor”, explica Liao.

Segundo ele, a grande pressão que contribuiu para a série de queda da moeda norte-americana foi de investidores estrangeiros, atraídos pela taxa de juros de dois dígitos do Brasil. Esses investidores, que acompanham de perto os conflitos entre Rússia e Ucrânia, acabam saindo de lugares mais instáveis e vão para “portos seguros”, como os Estados Unidos, pressionando a nossa moeda.

“A grande análise que tem de ser feita é quanto pode piorar essa guerra. Estruturalmente, o dólar vinha caindo, mas, se essa guerra piorar, o nosso câmbio tende a sofrer muito mais, com a saída de recursos de investidores”, avalia o educador financeiro do C6.

Joaquim Racy, economista e professor de política internacional da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirmou que o primeiro impacto da crise, já apresentado pelos indicadores, está relacionado justamente às cotações do petróleo, da energia e do gás.

“Além do preço, há uma chance de desabastecimento, que pode trazer consequências inevitáveis para o mundo inteiro”, afirma Racy, ao citar a dependência que alguns países têm dos recursos exportados pela Rússia.

Os reflexos também podem manter a inflação no patamar mais elevado, assim como a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 10,75%. Para o economista Armando Castelar, pesquisador do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve passar dos atuais 6% para 6,3%.

Segundo ele, o resultado do IPCA-15 deste mês, de 0,99% e acima do esperado, já mostra que talvez o Banco Central tenha de ir além de 12,25% ao ano com a Selic.

Na avaliação do economista e consultor Alexandre Schwartsman, o conflito afeta produtos importados pelo Brasil, como petróleo, gás e trigo. “Quando há um aumento de preços em produtos que exportamos mais, há o impacto da inflação, mas também há o efeito positivo para o produto, o que movimenta a atividade. Neste caso, teremos só o impacto do aumento de preços.”

Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores, também aponta a pressão inflacionária como foco de preocupação neste momento, especialmente nos preços de grãos, trigo, milho e petróleo, que estão subindo no atacado e devem chegar ao consumidor.

Por enquanto, a LCA não mudou a projeção para o ano de um IPCA de 6%. Depois da divulgação do IPCA-15 de fevereiro, que veio acima das expectativas, a consultoria passou a considerar viés de alta nessa projeção, que agora foi reforçado por causa do conflito.

Outro impacto da invasão, assinalado por Imaizumi, é uma piora no fluxo das cadeias globais de produção que já estavam com problemas por causa da pandemia. Segundo ele, esse quadro pode se agravar agora, com aumento de preços de fretes internacionais, por exemplo.

Fonte: R7

Exclusão escolar no Brasil atinge mais as meninas, diz pesquisa do Fundo Malala

À CNN, a doutora em educação e integrante do Malala Fund no Brasil, Cleo Manhas, disse que meninas assumiram mais responsabilidades no período da pandemia

Um estudo do Fundo Malala apontou que a taxa de exclusão escolar no Brasil aumentou de forma drástica desde o início da pandemia de Covid-19.

Em entrevista à CNN, a doutora em educação e integrante da Rede de Ativistas pela Educação do Malala Fund no Brasil, Cleo Manhas, avaliou que a desigualdade se acentuou durante esse período.

“Somos 11 ativistas de diferentes organizações que compõem o Malala Fund e constatamos que recaem maiores responsabilidades sobre as meninas”, afirmou.

Entre elas, por exemplo, estão as atividades domésticas e mesmo fora de casa. “Aliado a isso, problemas de acesso à internet fizeram com que elas perdessem muitas aulas e acabaram desistindo da escola”.

A especialista analisou que não há um plano de ação do Ministério da Educação “para busca ativa de quem não retornou às aulas”: “Temos uma realidade complicada e difícil de ser mapeada porque soubemos agora nos últimos dias que há falta de acesso aos dados do censo escolar”.

Cleo defende a adoção de um plano de ação nacional e mais investimento em recursos orçamentários e de infraestrutura para as escolas, com o objetivo de minimizar os efeitos da pandemia.

“A realidade das escolas públicas é de que são superlotadas e sem infraestrutura para receber alunos durante a pandemia e resolver questões aprofundadas”, disse. “O peso da responsabilidade recai de diferentes formas entre meninas e meninos, sobram funções de cuidado às meninas, como de irmãos menores, cuidar da casa, são elas as mais vulneráveis à gravidez na adolescência, recai com mais força sobre meninas e negras, nossas desigualdades se aprofundaram”, completou.

Fonte: CNN BRASIL

Saúde física e mental andam juntas: cuidar do corpo é cuidar do cérebro e vice-versa

Autoconhecimento é uma das chaves para quem está no processo de emagrecimento. É importante entender qual é a relação da pessoa com a comida para atacar o foco gerador, o gatilho que a leva a comer mais do que o organismo precisa. É muito comum as pessoas aumentarem a ingestão calórica quando estão mais ansiosas, nervosas ou deprimidas.

Algumas perdem a fome, mas outras não. A comida é uma forma de dar prazer ao corpo e compensar outras questões que não vão tão bem. Até porque hoje acrescentamos sal, açúcar e gorduras aos alimentos, tornando-os muito mais saborosos e prazerosos do que seriam in natura.

De acordo com a psicóloga Jaqueline Machado, da Clínica Cid Pitombo – Cirurgias Bariátricas, muitas armadilhas emocionais podem ser o gatilho para uma alimentação não saudável e a situação só vai piorando. “Brigas constantes em casa, falta de auto estima, não se sentir amado, não se sentir bem com o próprio corpo, sofrer críticas ou humilhações pelo corpo mais gordo, não ter emprego, não ter boa saúde no dia a dia, são vários os problemas que acabam a pessoa a comer mais e piorar ainda mais a sua situação”, explica.

E concomitantemente às avaliações emocionais, os pacientes obesos passam por investigações de causas orgânicas que podem estar aumentando a obesidade. “O estresse, por exemplo, altera a síntese de cortisol, e esse hormônio também provoca aumento de fome e de substâncias prazerosas, como o doce. A resistência à insulina é outro problema. Quando o organismo dá sinais de que há pouca glicose na célula e portanto falta energia, te induz a comer mais. A privação de sono também altera os hormônios e traz mais apetite. E fora isso, tem os próprios genes que atuam na obesidade. São tantos fatores envolvidos. Por isso, emagrecer para muitas pessoas é quase impossível e elas precisam de intervenção cirúrgica”, explica o médico Dr Cid Pitombo.

Mas como até mesmo para operar, muitos obesos mórbidos precisam perder até 20% do peso, o trabalho da equipe de psicologia consiste em descobrir o que causa desconforto e leva a pessoa a fazer da comida um ansiolítico e ajudá-la a focar no que quer mudar.

“O que eu quero pra minha vida? Eu quero ser magro? Esse prazer é maior para mim? Então tem que focar nele. Eu ajudo muito as pessoas lembrando que a obesidade traz mais doenças. O esforço não é por estética. Entender as doenças ajuda a ter em mente a necessidade de estar em forma. Nossos pacientes precisam aprender a lidar melhor com a ansiedade e tratar a depressão. A ansiedade é um mal da nossa época. E cada um reage de uma maneira a ela. Pode buscar prazer em outras atividades. Dançar, fazer exercícios físicos, esportes. Meditar, praticar mindfulness, tem que encontrar prazer em outras atividades. Comer é bom, mas tem que ser consciente, saber parar na hora certa. E lembrar que dietas são temporárias e podem ser frustrantes. É preciso mudar o hábito alimentar de vez e isso muitas vezes requer ajuda de um psicólogo. Nós ajudamos a entender e perceber a relação com a comida. Perguntamos. Você tem fome de quê? A comida está tapando qual buraco na sua vida? Não é só o do estômago. A terapia consegue mudar o comportamento e gradativamente vai mudando a relação com a comida. E esta tem porção, hora, e principalmente motivo certo para ser consumida. Entender isso ajuda no processo de emagrecimento. A pessoa precisa comer devagar, colocar pouca quantidade no talher, mastigar devagar, ter horário para comer. Não é apenas o que se come, mas como se come. Temos padrões enraizados, na família, hábitos errados, a família que não tem horário para comer. Por isso, o processo de emagrecimento não é tão rápido e necessita de ajuda de equipe multidisciplinar. Mudar exige esforço e dedicação. Por isso é importante preparar a mente para a ação. Uma nova vida, precisa de novos hábitos. E ajuda é fundamental neste processo. Mas o protagonista da mudança é o paciente. Ele não vai adotar dietas, vai ter reeducação alimentar. Quem busca bariátrica, se não mudar hábitos, vai ter um novo reganho de peso. Não tem milagre. Saúde física e mental andam ajuntas”, finaliza Jaqueline.

Perfil do especialista – O médico Cid Pitombo é especialista em tratamentos de obesidade e cirurgia bariátrica por videolaparoscopia, tendo se tornado referência nacional em seu segmento de atuação, com 30 anos de experiência, sendo 22 com bariátricas. Ao longo de sua carreira, realizou cerca de 5,5 mil cirurgias. Entre elas, 3,5 mil foram pelo Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica do Estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2020, coordenado pelo médico. É proprietário da Clínica Cid Pitombo, onde realiza atendimento multidisciplinar para tratamento de obesidade, com acompanhamento psicológico e nutricional para cerca de 100 pacientes por mês, de todo o Brasil. Tornou-se ainda mais conhecido ao operar os atores André Marques e Leandro Hassum, que contribuíram fortemente para disseminar a importância da cirurgia bariátrica. Tem mestrado e doutorado em temas ligados a obesidade e é editor do livro Obesity Surgery: Principles and Practice. Mais informações podem ser obtidas pelo site da clínica.

Fonte: Cartão de Visita News

Prévia da inflação de fevereiro sobe 0,99%, maior variação para o mês desde 2016

Resultado ficou acima do que o IPCA-15 mostrou em janeiro (aumento de 0,58%); no acumulado de 12 meses, variação de preços apontada pelo índice é de 10,76%

A prévia da inflação no Brasil subiu 0,99% em fevereiro, a maior variação para o mês desde 2016, quando marcou 1,42%.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) da segunda metade de janeiro até 15 de fevereiro foi a 0,99%, 0,41 ponto percentual acima da taxa registrada no mês passado (0,58%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,58% e, em 12 meses, de 10,76%, acima dos 10,20% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Oiito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE subiram os preços. A exceção foi Saúde e cuidados pessoais, que recuaram 0,02%, após a alta de 0,93% em janeiro.

A maior variação (5,64%) veio do grupo Educação. Na sequência, Alimentação e bebidas (1,20%). Transportes subiu 0,87% após queda de 0,41% em janeiro. Habitação ficou 0,15% mais cara e Artigos de residência, 1,94%.

Em Alimentação, os vilões foram a cenoura (49,31% mais cara), a batata-inglesa (20,15%), o café moído (2,71%), frutas (1,75%) e carnes (1,11%). Por outro lado, houve queda nos preços do frango inteiro (-1,97%), arroz (-1,60%) e do frango em pedaços (-1,31%).

Fonte: R7

Fiocruz entrega primeiro lote de vacinas da Covid-19 com fabricação 100% nacional

Pouco mais de 550 mil doses disponibilizadas já compõem as entregas da Fiocruz contratadas pelo Ministério da Saúde para 2022

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disponibilizou, nesta terça-feira (22), para o Ministério da Saúde, as primeiras doses da vacina da Covid-19 produzidas com o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) 100% nacional. As pouco mais de 550 mil doses disponibilizadas já compõem as entregas da Fiocruz contratadas pelo Ministério da Saúde para 2022. Ao todo, o ministério contratou 105 milhões de doses da vacina da instituição para este ano, sendo 45 milhões de doses da vacina nacional.

Os imunizantes serão entregues conforme cronograma pactuado e demanda estabelecida pela pasta. A fundação já produziu um quantitativo de IFA nacional equivalente a cerca de 25 milhões de doses de vacina, das quais envasou 2,6 milhões de doses, incluindo as 550 mil já disponíveis. As demais (cerca de 2 milhões) estão em diferentes etapas para liberação.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou de evento da vacinação simbólica com as primeiras doses da vacina da AstraZeneca fabricadas inteiramente no Brasil, da formulação do ingrediente farmacêutico ativo ao envase, pela Fiocruz.

“Representa a nossa liberdade em relação à produção de vacina com IFA nacional. Parece um pequeno passo, mas na realidade é um grande salto para o nosso país. Isso representa uma aposta no fortalecimento do complexo econômico e industrial da saúde, que é indissociável para um país que há 30 anos apostou em construir o maior sistema de acesso universal, igualitário e gratuito do mundo”, disse Queiroga.

O ministro comentou, ainda, os investimentos na compra de imunizantes contra a Covid-19. “Temos assegurado até o final do ano mais de 500 milhões de doses de vacina e, com isso, nós temos a certeza de conter o caráter pandêmico da Covid-19”, afirmou.

Na cerimônia, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou a importância da autonomia do país na produção do imunizante da AstraZeneca e a necessidade de uma distribuição igualitária das vacinas entre os países.

“Nesse cenário extremamente desigual, há países hoje com taxa de vacinação abaixo de 1% da sua população, enquanto outros já caminham para a quarta dose da vacina”, disse Nísia.

Nísia defendeu a revisão das estratégias em saúde pública dos países com o objetivo de ampliar o acesso à imunização.

“Diante do fenômeno de novas variantes de preocupação e da urgência de promover a igualdade no acesso à vacina, torna-se premente o esforço pela ampliação do acesso e fundamental a revisão das ações em nível global no campo da produção de vacinas, medicamentos e testes de diagnóstico”, destacou.

No encontro, o ministro da Cidadania, João Roma, lembrou as ações sociais realizadas pelo governo federal ao longo da pandemia, incluindo o Auxílio Emergencial.

Como funciona a fabricação da vacina

O ingrediente farmacêutico ativo é a matéria prima da vacina, composto por vírus e células. No caso da vacina da AstraZeneca, o insumo é feito a partir do adenovírus incapaz de se replicar no organismo.

As células são multiplicadas, infectadas com o vírus e passam por um processo de purificação, para a remoção dos contaminantes do vírus, como proteínas produzidas pelas células.

Por fim, o vírus é concentrado e colocado na solução que contém os componentes da formulação do IFA. A partir disso, o IFA pronto é congelado.

Fonte: CNN BRASIL

Belgas podem trabalhar 4 dias por semana sem perda de salário

Uma mudança nas políticas da Bélgica permitirá que os trabalhadores locais cumpram uma carga horária de apenas 4 dias por semana, sem que isso afete o salário no final do mês.

O novo acordo visa flexibilizar o mercado de trabalho que é notoriamente rígido no país.

As empresas terão o direito de recusar solicitações de funcionários para uma semana de trabalho mais curta, desde que expliquem a recusa por escrito.

Vale para todos

A notícia foi dada pelo vice-primeiro-ministro e ministro do Trabalho Pierre-Yves Dermagne na última terça-feira (15) em Bruxelas.

Para as empresas, será mais fácil implementar uma jornada noturna sem acordo prévio de todos os sindicatos.

“O objetivo é dar às pessoas e empresas mais liberdade para organizarem seu horário de trabalho”, disse o primeiro-ministro Alexandre De Croo.

“Se você comparar nosso país com outros, muitas vezes verá que somos muito menos dinâmicos.”

Novas regras para trabalhadores

O governo belga também fixou novas regras para pessoas que trabalham online, estabelecendo critérios para designá-los como funcionários, independentemente de como sejam chamados nos contratos.

Segundo o ministro dos Assuntos Sociais, Frank Vandenbroucke, a legislação belga seguirá o modelo da Comissão Europeia proposto em dezembro para trabalhadores de aplicativos de entrega de comida e carona.

Com essas mudanças, o governo visa reduzir a taxa de desemprego no país até 2030 e incentivar profissionais a se formalizarem no mercado em que atuam.

Com informações de Exame

Espalhe notícia boa!

Fonte: Só Noticia Boa

Mudanças na alimentação podem acrescentar até 13 anos de vida, diz estudo

Dietas balanceadas e ricas em frutas, vegetais, grãos integrais e frutos secos podem trazer benefícios para a longevidade

Mudanças na alimentação podem acrescentar até 13 anos à sua vida, especialmente se você começar quando jovem, de acordo com um estudo recém-publicado.

A pesquisa criou um modelo do que poderia acontecer com a longevidade de um homem ou mulher se eles substituíssem uma “dieta típica ocidental”, focada em carne vermelha e alimentos processados, por uma “dieta otimizada”, focada em comer menos carne vermelha e processada e mais frutas e vegetais, legumes, grãos integrais e frutos secos.

Se uma mulher começasse a comer de forma ideal aos 20 anos, ela poderia aumentar sua expectativa de vida em pouco mais de 10 anos, de acordo com o estudo publicado na terça-feira (15) na revista PLOS Medicine. Um homem que adere à dieta mais saudável a partir dos 20 anos pode somar 13 anos à sua vida.

Concentrar-se em uma dieta mais saudável também pode prolongar a vida dos adultos mais velhos, segundo o estudo. A partir dos 60 anos, uma mulher ainda pode aumentar sua expectativa de vida em oito anos. Homens que iniciam uma dieta mais saudável aos 60 anos podem adicionar quase nove anos às suas vidas.

Um estilo de alimentação baseado em vegetais pode beneficiar até mesmo pessoas de 80 anos, segundo o estudo: homens e mulheres podem ganhar cerca de 3,5 anos de vida extra com mudanças na dieta.

“A noção de que melhorar a qualidade da dieta reduziria o risco de doenças crônicas e morte prematura está estabelecida há muito tempo, e é lógico que menos doenças crônicas e mortes prematuras significam mais expectativa de vida”, disse David Katz, especialista em prevenção e medicina de estilo de vida e nutrição, que não participou do estudo.

Katz, presidente e fundador da organização sem fins lucrativos True Health Initiative, uma coalizão global de especialistas dedicados à medicina de estilo de vida baseada em evidências, publicou pesquisas sobre como usar alimentos como medicina preventiva.

“O que eles definem como uma dieta ‘ótima’ não é exatamente o ideal; é apenas muito melhor do que ‘típica’”, disse Katz, acrescentando que achava que a dieta poderia ser “melhorada ainda mais, conferindo benefícios ainda maiores”.

“Minha impressão é que a dieta ‘muito melhorada’ ainda permitia doses consideráveis de carne e laticínios”, disse Katz, acrescentando que, quando sua equipe pontua a qualidade da dieta objetivamente, “esses elementos estão em níveis bastante baixos considerando o nível máximo”.

Um modelo de longevidade

Para modelar o impacto futuro da mudança de dieta de uma pessoa, pesquisadores da Noruega usaram meta-análises e dados existentes do estudo Global Burden of Disease, um banco de dados que rastreia 286 causas de morte, 369 doenças e lesões e 87 fatores de risco em 204 países e territórios ao redor do mundo.

Os maiores ganhos em longevidade foram encontrados no consumo de mais leguminosas, que incluem feijão, ervilha e lentilha; grãos integrais, que são a semente inteira de uma planta, e frutos secos, como nozes, amêndoas e pistaches, segundo o estudo.

Pode parecer simples adicionar mais plantas e grãos à sua dieta, mas as estatísticas mostram que os norte-americanos lutam contra isso. Um novo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, apontou que poucos indivíduos se alimentam de maneira aproximada às recomendações diárias de frutas e vegetais.

O estudo do CDC revelou que apenas 12% dos adultos consomem 1 ½ a 2 xícaras de frutas por dia, que é a quantidade recomendada pelas Diretrizes Dietéticas federais para os americanos. Apenas 10% dos americanos comem as 2 a 3 xícaras recomendadas de vegetais por dia, incluindo legumes.

Cerca de 50% do consumo de grãos deve ser de grãos integrais. No entanto, mais de 95% dos americanos não atingem essa meta, de acordo com as últimas Diretrizes Dietéticas para Americanos, optando por comer grãos processados, que foram moídos para remover o grão, farelo e muitos nutrientes, incluindo fibras.

Mais de 50% dos americanos não comem os 5 gramas (cerca de uma colher de chá) de nozes e sementes recomendados por dia, informaram as diretrizes.

Nozes, sementes, legumes e grãos integrais contêm mais do que apenas proteínas. Eles incluem gorduras saudáveis, vitaminas, minerais e “fitoquímicos”, antioxidantes que têm sido associados a um menor risco de doenças crônicas.

Fonte: CNN BRASIL

Chuvas no Brasil deixam mais de 80 mil pessoas fora de casa em sete estados

Levantamento da agência CNN também aponta que, desde o ano passado, 262 pessoas morreram em decorrência dos temporais no país

Um levantamento da Agência CNN aponta que pelo menos 84.971 pessoas estão fora de casa em razão das chuvas no Brasil. A situação se concentra em sete estados. Por ordem de total de pessoas afetadas, são eles: Minas Gerais, São Paulo, Piauí, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Maranhão.

O número considera desabrigados – aqueles que perderam a casa e estão em um abrigo público – e desalojados – aqueles que tiveram de deixar suas casas (não necessariamente a perderam) e não estão em abrigos, mas sim na casa de um parente, por exemplo.

Os temporais também provocaram a morte de centenas de pessoas desde novembro do ano passado até hoje. São pelo menos 284 mortes somando os números do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Piauí, Goiás e Pará.

Em número de mortes, o estado mais atingido pelas chuvas até o momento é o Rio de Janeiro. A tragédia que aconteceu nesta semana em Petrópolis, na Região Serrana fluminense, causou ao menos 171 óbitos.

Na sequência está São Paulo, com 48 mortes. Somente neste ano, 34 pessoas morreram em decorrências das chuvas no estadoBahia e Minas Gerais também sofrem com temporais desde o ano passado. São 27 mortes em cada um dos estados desde 2021.

Além disso, o país tem pelo menos 469 municípios afetados pelas chuvas ou situações de emergência e alerta. O estado de Minas Gerais conta, sozinho, 425 municípios em situação de emergência. Maranhão, Tocantins e Piauí também possuem cidades em emergência. Já o estado de São Paulo possui municípios em alerta, enquanto o Espírito Santo tem decretos para tempestades e alagamentos.

No dia 13 de janeiro, o governo federal anunciou que preparava uma medida provisória para liberar um crédito extraordinário de R$ 2 bilhões para solucionar estragos causados pelas chuvas pelo país. Em 20 de janeiro, o ministério do Desenvolvimento Regional editou uma MP para liberação de R$ 550 milhões em verbas. Na última sexta-feira (18), o governo anunciou que mais R$ 500 milhões serão liberados nos próximos dias.

Fonte: CNN BRASIL