Uso de eletrônicos está relacionado a aumento de casos de miopia, alerta médico

À CNN Rádio, o oftalmologista Henrique Sidi afirmou que há um “processo crônico” que causa alterações na formação do olho, especialmente em crianças e adolescentes.

Em entrevista à CNN Rádio, o médico oftalmologista Henrique Sidi explicou a relação entre o uso de aparelhos eletrônicos, como smartphones e tablets, e o aumento de casos de miopia. A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo chegou a emitir um alerta sobre esta escalada entre crianças e adolescentes, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), em âmbito global.

Segundo o médico, existe um processo histórico sobre a visão do ser humano que enfrenta mudanças neste momento.

“O ser humano primitivo não usava visão de perto, mas a de longe para sobreviver, quando olhamos para distância, o olho não faz força”, disse.

Para perto, porém, “há força muscular brutal.”

Com o uso sos computadores e smartphones, então, há esforço para a visão de perto.

“No adulto, que não tem a estrutura ocular formada, vai ter cansaço e dores de cabeça. Mas na criança em formação, o esforço faz com que a estrutura do olho se modifique e se torne míope.”

O oftalmologista destaca que este é um processo crônico, já que a estrutura social mudou.

“Hoje ficamos o dia inteiro usando a visão para perto, em smartphones, é uma tendência mundial.”

Henrique Sidi destacou que “o ser humano se torna míope para favorecer a visão de perto e esse processo não vai ser interrompido.”

De acordo com o especialista, a pandemia intensificou ainda mais este processo, com o isolamento social, aulas à distância e home office.

*Com produção de Camila Olivo

Fonte: CNN BRASIL

Entenda a importância da vitamina D e como ela é essencial para a força muscular

À CNN Rádio, o professor da UFSCar Tiago Alexandre da Silva explicou como a deficiência da vitamina aumenta em quase 80% o risco de desenvolver fraqueza muscular.

Uma pesquisa conduzida pela UFSCar apontou que a falta de vitamina D amplia em quase 80% o risco de desenvolver fraqueza muscular. À CNN Rádio, o professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar, Tiago Alexandre da Silva, que orientou o estudo, explicou os resultados.

Segundo ele, a vitamina D é “tão complexa que é considerada um hormônio.”

“Ela é sintetizada nas camadas mais profundas da pele através da incidência da luz solar, passa por fígado e rim, e tem ações em todo nosso corpo.”

A novidade, segundo ele, é que ela tem ação “muito importante dentro dos nossos músculos.”

A vitamina D age dentro do músculo, como uma “chave e fechadura”: “Quando ‘gira a chave’, ela desencadeia uma série de ações.”

Ela pode se ligar no núcleo, atuando na síntese de proteínas para manter a quantidade de músculos, essa produção é uma das funções.

Ao mesmo tempo, quando se liga no citoplasma, ajuda na contração do músculo, na “sinética da contração”, que gera força.

“Quando está deficiente, o que acontece que é tenho menos vitamina para ligar e desencadear a síntese de músculo, e aí começa a ter fraqueza.”

Para reverter este quadro, é importante tratar a vitamina D baixa: “O primeiro ponto é a alimentação, além da exposição da pele ao sol.”

Essa exposição deve acontecer, segundo o orientador da pesquisa, de 15 a 20 minutos, no sol da manhã, abrangendo braços e pernas e evitando os raios mais fortes da tarde.

Tiago Alexandre alertou que “não é todo mundo que precisa de suplementação de vitamina D.”

Ele lembra que é importante que se procure um médico para fazer o exame de sangue e receber a orientação correta.

*Com produção de Ramana Rech

Fonte: CNN BRASIL

Novo surto de Covid-19 deixa ruas desertas em cidades da China

China está na primeira de três ondas esperadas de casos de Covid neste inverno, segundo o epidemiologista-chefe do país, Wu Zunyou.

As ruas das principais cidades chinesas estavam silenciosas neste domingo, com as pessoas ficando em casa para se proteger do aumento nos casos de Covid-19 que atingiu centros urbanos.

China está na primeira de três ondas esperadas de casos de Covid neste inverno, segundo o epidemiologista-chefe do país, Wu Zunyou.

Outras ondas virão à medida que as pessoas seguem a tradição de retornar em massa às suas áreas de origem para o feriado do Ano Novo Lunar no próximo mês, disse ele.

A China não relatou nenhuma morte por Covid desde 7 de dezembro, quando encerrou abruptamente a maioria das restrições importantes para uma política de tolerância zero após protestos públicos sem precedentes.

Como parte da flexibilização das restrições de zero Covid, os testes em massa para o vírus terminaram, lançando dúvidas sobre se os números oficiais de casos podem capturar a escala total do surto.

A China relatou cerca de 2.097 novas infecções sintomáticas por Covid em 17 de dezembro.

Em Pequim, a disseminação da variante Omicron já atingiu serviços de refeições a entrega de encomendas.

Casas funerárias e crematórios na cidade de 22 milhões de habitantes também estão lutando para atender à demanda em meio à escassez de pessoal, já que trabalhadores e motoristas ficaram doentes.

Na maior funerária de Pequim em Babaoshan, vários carros funerários puderam ser vistos entrando no domingo, enquanto o estacionamento para carros particulares também estava cheio.

A fumaça subia dos crematórios, onde grupos de pessoas se reuniam para recolher as cinzas dos mortos. Não ficou claro até que ponto a Covid foi responsável pelo aumento das mortes.

Postagens nas mídias sociais também mostraram metrôs vazios na cidade de Xian, enquanto em Xangai, o centro comercial do país, não houve a agitação usual na véspera do Ano Novo.

Em Xangai, autoridades disseram que as escolas devem fazer a maioria das aulas online a partir de segunda-feira. Na vizinha Hangzhou, a maioria das escolas foi incentivada a terminar o semestre de inverno mais cedo.

Falando numa conferência no sábado, o epidemiologista-chefe Wu, do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, disse que o surto atual atingirá o pico nesta virada de ano e ocorreriá em três ondas por cerca de três meses, de acordo com uma reportagem da mídia estatal.

A China celebrará o Ano Novo Lunar a partir de 21 de janeiro. O feriado normalmente leva centenas de milhões de pessoas a viajar para casa para passar um tempo com a família.

Uma terceira onda de casos ocorreria do final de fevereiro a meados de março, quando as pessoas voltassem ao trabalho após o feriado, disse Wu.

Um instituto de pesquisa com sede nos EUA disse nesta semana que o país pode ter uma explosão de casos e mais de um milhão de pessoas na China podem morrer de Covid em 2023.

Embora a China tenha lançado suas primeiras vacinas Covid em 2021, as taxas de vacinação entre pessoas com 60 anos ou mais mudaram pouco desde meados deste ano, segundo dados oficiais.

Apenas 66,4% das pessoas com mais de 80 anos concluíram o esquema completo de vacinação, disse a agência oficial Xinhua.

Fonte: G1

Aeroportos de Congonhas e Guarulhos registram atrasos em voos após aeronautas entrarem em greve

Guarulhos chegou a ter dez voos atrasados e Congonhas, 16. Paralisação ocorreu das 6h às 8h. Categoria reivindica reajuste salarial, além de melhores condições de trabalho. Greve também afetou operação nos aeroportos do Rio.

O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, e o Internacional de São Paulo, em Guarulhos, registraram atrasos em decolagens na manhã desta segunda-feira (19) em função da greve dos aeronautas.

A paralisação ocorreu das 6h às 8h e atingiu também o estado do Rio de Janeiro.

Segundo a GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, 10 voos chegaram a ser afetados por conta da greve.

Às 8h22, quando operação já tinha sido retomada, apenas seis estavam atrasados. Em Congonhas, ainda há 16 voos com atrasos.

Outros estados

A paralisação está prevista para ocorrer diariamente, das 6h às 8h nos aeroportos de São Paulo, Guarulhos, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.

No Rio de Janeiro, os voos do Aeroporto Santos Dumont foram suspensos entre 6h e 8h.

Nos demais estados, não foram registrados atrasos.

Reivindicações

A categoria cobra melhores condições de trabalho, além de reajustes salariais.

Na sexta, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 90% dos aeronautas em serviço no caso de greve da categoria.

A decisão é uma resposta à ação judicial do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) contra o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).

O que dizem as Companhias aéreas

Em nota, a Latam confirma atrasos na operação por conta da greve. A companhia ainda afirma que está em negociação com o Sindicato Nacional dos Aeronautas desde o início de setembro para construção do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e aguarda convocação de assembleia pelo Sindicato para votação pelos tripulantes da LATAM.

Negociações

No domingo (18), os aeronautas rejeitaram a proposta para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2022/2023.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), 76,43% votaram contra a proposta, 22,91% foram favoráveis, e 0,66% se abstiveram. Participaram da assembleia online 5.767 votantes.

Aeronautas são todos os profissionais que exercem atividade no interior de uma aeronave, como o comandante (piloto), co-piloto, comissário de bordo, mecânico de voo, navegador e radioperador de voo.

Proposta apresentada e recusada pelos trabalhadores:

100% INPC nos salários fixos e variáveis + 0,5% de aumento real, a incidir sobre:

Diárias Nacionais

Piso Salarial

Seguro

Multa por descumprimento da Convenção

Vale Alimentação

Fonte: G1

Três em cada quatro profissionais querem mudar de emprego em 2023

Pesquisa realizada pela Empregos.com.br mostra que 81% dos entrevistados estão insatisfeitos com o atual trabalho.

Três em cada quatro profissionais querem mudar de emprego em 2023, mostra pesquisa realizada pela plataforma Empregos.com.br. A insatisfação com o emprego atual é a principal causa para 81% dos entrevistados.

“Esse resultado se alinha com movimentos globais como o great resignation e o quiet quitting, nos quais os profissionais não aceitam mais estarem insatisfeitos em seus empregos, gerando ondas de demissão em massa”, afirma Tábata Silva, gerente da Empregos.com.br.

O estudo, realizado entre 20 e 25 de novembro com 517 pessoas, mostra que 70% dos profissionais querem melhores salários na busca por oportunidades no mercado de trabalho.

Além disso, 22,4% consideram que os benefícios ofertados são decisivos na escolha final, e apenas 7,5% levam em conta a possibilidade de trabalhar de casa, no modelo remoto.

A pesquisa ainda mostra que 71% das pessoas estão otimistas com a melhora da economia e a recuperação do emprego em 2023. Por isso, 77,4% planejam fazer curso profissionalizante no próximo ano visando melhores oportunidades.

“Os dados acendem um alerta importante para as áreas de recursos humanos das empresas. Hoje, os colaboradores têm a expectativa de serem valorizados e se não encontram esse tipo de reconhecimento estão propensos a buscar outras oportunidades. Quem não aprender que as pessoas são o pilar central de organizações sustentáveis, perderá seus talentos”, conclui Tábata Silva.

Fonte: R7

Estudo sugere que jejum intermitente pode ajudar na redução do diabetes

Pesquisadores chineses constataram a remissão da doença em pessoas que a tinham por mais de seis anos.

Um pequeno estudo conduzido por pesquisadores chineses trouxe resultados animadores acerca dos efeitos do jejum intermitente no controle do diabetes tipo 2.

Em um artigo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism nesta semana, o grupo de cientistas analisou dados de 36 pessoas com diabetes que fizeram dieta de jejum intermitente por três meses.

Ao final, eles observaram que quase 90% dos participantes, incluindo os que faziam uso de medicação, reduziram o uso dos remédios após esse período.

Além disso, 55% deste total tiveram a remissão do diabetes, puderam interromper o uso de medicamentos para a doença e se mantiveram assim por pelo menos um ano.

Segundo os autores, os achados contrariam a visão de que só existe remissão do diabetes se o indivíduo tiver essa condição por menos de seis anos.

Em 65% dos casos estudados, a média de duração da doença variava entre 6 e 11 anos.

“O diabetes tipo 2 não é necessariamente uma doença permanente e vitalícia. A remissão do diabetes é possível se os pacientes perderem peso mudando sua dieta e hábitos de exercício”, afirma em comunicado um dos autores do estudo, o pesquisador Dongbo Liu, da Universidade Agrícola de Hunan.

Segundo ele, a pesquisa mostra que o jejum intermitente e a Terapia Nutricional Médica Chinesa conseguiram livrar do diabetes a maioria dos participantes, e que os achados “podem ter um grande impacto nos mais de 537 milhões de adultos em todo o mundo que sofrem da doença”.

As dietas de jejum intermitente consistem, basicamente, em só fazer refeições durante uma janela específica de tempo.

Jejuar por determinado tempo ou até mesmo alguns dias tem servido em algumas pessoas como uma maneira eficaz de perder peso.

Entretanto, especialistas ressaltam a importância de somente iniciar esse tipo de dieta mediante acompanhamento profissional, seja de um médico ou nutricionista. Também não se deve abandonar medicações para diabetes sem supervisão.

Fonte: R7

Calendário do abono salarial PIS/Pasep é aprovado; veja as datas

O cronograma de pagamento vai de 15 de fevereiro a 17 de julho, de acordo com a data de nascimento do trabalhador.

Cerca de 23 milhões de pessoas que trabalharam com carteira assinada em 2021 poderão sacar o abono salarial de fevereiro a julho do próximo ano. O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) aprovou nesta quinta-feira (15) o calendário do PIS (Programa de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) em 2023.

Segundo o Codefat, o abono salarial de 2023 será pago a 23,6 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, 21,4 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS, e 2,2 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep.

Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento, no caso do PIS, e no número final de inscrição, no caso do Pasep. O dinheiro será depositado nas datas de liberação dos lotes e poderão ser sacados até 28 de dezembro de 2023. Após esse prazo, será necessário aguardar a convocação especial do Ministério do Trabalho e Previdência.

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2021. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 108,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, que será de R$ 1.302 no próximo ano, segundo a medida provisória editada na segunda-feira (12).

Confira abaixo as datas de pagamento

PIS

Nascidos em janeiro – 15 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 15 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de março
Nascidos em abril  – 15 de março
Nascidos em maio – 17 de abril
Nascidos em junho – 17 de abril
Nascidos em julho – 15 de maio
Nascidos em agosto – 15 de maio
Nascidos em setembro – 15 de junho
Nascidos em outubro – 15 de junho
Nascidos em novembro – 17 de julho
Nascidos em dezembro – 17 de julho

Pasep

Final de inscrição 0 – 15 de fevereiro
Final de inscrição 1 – 15 de março
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de abril
Finais de inscrição 4 e 5 – 15 de maio
Finais de inscrição 6 e 7 – 15 de junho
Finais de inscrição 8 e 9 – 17 de julho

Pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta-corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente pelo banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e a senha, em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante a apresentação de um documento oficial de identidade.

Abono não sacado

O Ministério do Trabalho e Previdência informou que 407.222 trabalhadores ainda não sacaram o abono salarial de 2020. Desse total, 123.409 correspondem ao PIS e 283.813, ao Pasep.

Permanecem esquecidos R$ 364,9 milhões em benefícios não sacados. O dinheiro pode ser retirado até 29 de dezembro. Neste ano, os depósitos foram feitos entre 8 de fevereiro e 31 de março.

Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu à recomendação da CGU (Controladoria-Geral da União) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.

Fonte: R7

Em vez de aumentar imposto, estados deveriam rever gastos, diz economista

Governadores tiveram queda de arrecadação depois que governo federal reduziu ICMS, mas muitos já vinham de situação crônica de endividamento.

Após o corte de ICMS promovido pelo governo de Jair Bolsonaro em julho, os governadores lutam, agora, para reverter ou ao menos suavizar a redução do imposto que representa a principal fonte de receita dos estados.

Para economistas consultados pela CNN, porém, o problema é maior e anterior a isso, e não é apenas elevar de volta o ICMS ao que era antes que trará uma solução estrutural e de longo prazo para o endividamento crônico que já assolava boa parte dos estados.

Isto, de acordo com os especialistas, passa necessariamente por melhorias na gestão e reformas que racionalizem os gastos.

“É muito difícil justificar que os estados precisem de uma alíquota de 30% de ICMS na conta de luz para equilibrar suas contas”, disse a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória.

“O equilíbrio das contas precisa ser feito com uma tributação razoável, o que passa por controle de gastos; mas ninguém quer fazer o ajuste via gasto, e, sim, aumentando imposto ou pedindo ajuda à União.”

Entre as melhorias que deveriam ser feitas, os economistas mencionam a replicação, nos estados, das grandes reformas realizadas ou em debate na União, como a da Previdência e a administrativa.

Uma agenda dinâmica de concessões e de melhora da governança, que ajude a atrair investimentos, também faz parte do receituário.

Rafaela lembra, ainda, que as quedas recentes de arrecadação, após a redução no ICMS, vêm depois de dois anos em que a receita com impostos explodiu e os governos estaduais puderam encher os seus caixas de dinheiro.

Isso significa não só que o corte parte de um nível de bastante alto de arrecadação, como também que há recursos disponíveis para ajudar, agora, nesse caminho.

“Alguns estados podem rever sua dívida, ou podem também aplicar esse dinheiro em investimentos em infraestrutura”, diz a economista.

“O que seria um mau uso é, por exemplo, queimar esse dinheiro para aumento de salários, da folha de pagamento. Aí, daqui a um ano, eles estarão novamente em déficit, como antes da pandemia.”

Teto para o ICMS

Em uma das várias medidas adotadas em meio à escalada da inflação e às vésperas das eleições presidenciais, Bolsonaro editou em julho uma lei que estipulou um teto de 17% a 18% para o ICMS cobrado sobre combustíveis, energia e telecomunicações. Em alguns estados, essas alíquotas chegavam a passar dos 30%.

O ICMS é um imposto estadual e a principal fonte de receita dos estados, representando mais de 80% de tudo que arrecadam com tributos. O resultado é que, tão logo a medida passou a valer, os efeitos já começaram a aparecer.

Em outubro, por exemplo, a arrecadação estadual total foi 9,9% menor que em outubro do ano passado, de acordo com o Boletim de Arrecadação de Tributos Estaduais, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) do Ministério da Economia. Considerado só o ICMS, a queda foi de 11%.

“Boom” de arrecadação

As quedas mensais recentes, porém, revertem o caminho atípico que os estados vinham tendo nos dois anos anteriores, quando a arrecadação explodiu, ajudada, em boa parte, justamente pelo preço mais altos dos combustíveis e de uma série de outros produtos sobre os quais o ICMS é aplicado.

Só em 2021, a alta na arrecadação total dos estados foi de 24%, de acordo com o Confaz, e, mesmo com as quedas recentes, o caixa formado em 2022 segue com folga acima do que era costumeiramente recolhido antes disso.

A arrecadação dos estados neste ano, apenas até novembro (R$ 683,9 bilhões), é ainda bem mais do que se levantou em 2020 (R$ 611,9 bilhões) e 2019 (R$ 599,5 bilhões) inteiros.

Até então, o quadro que se tinha era o de uma grande maioria dos estados em uma situação crônica de endividamento, de gastos maiores do que a receita e uma capacidade cada vez mais próxima do zero para fazer investimentos ou manter o básico da saúde e da educação funcionando bem.

Reformas estruturais

O economista-chefe da Ryo Asset, Gabriel Leal de Barros, especialista em contas públicas, cita os gastos com Previdência e folha de pagamento como os principais “buracos” financeiros que drenam, hoje, as receitas dos estados.

“Os estados têm que ter uma agenda própria de reforma da Previdência e de reforma administrativa, além de uma grande revisão das renúncias fiscais”, diz.

De acordo com ele, passa dos R$ 100 bilhões tudo o que os estados, somados, deixam de arrecadar em desonerações de impostos concedidas ao longo do tempo.

“Há um espaço enorme para rever isso, o que melhoraria a eficiência econômica deles”, diz. “Para os estados que não atuaram nos problemas estruturais de gastos, qualquer soluço de arrecadação, como esse do ICMS, vai ser muito mais danoso.”

Rombo previdenciário

O economista especializado em contas públicas Raul Velloso, presidente do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), destaca os custos com as aposentadorias dos servidores inativos como “principal drama dos estados”.

“O déficit da previdência de todos eles disparou nos últimos anos, aí eles têm que pagar esse déficit”, diz Velloso.

“Isso retira recursos de outras coisas que poderiam estar fazendo, como os investimentos em infraestrutura, por exemplo, que é de onde cortam e que estão caminhando para zero.”

reforma da Previdência feita pelo governo federal em 2019 deu direcionamentos e incentivos para que os estados reformulassem também as regras de aposentadoria de seus servidores.

Mas, de acordo com Velloso, que também já foi secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, houve poucos avanços até aqui. “A grande maioria não chegou a materializar sua reforma”, diz.

O economista também afirma que uma agenda de privatizações e concessões, como a que tem despontado em estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, é uma alternativa válida para trazer recursos privados para os investimentos que faltam no âmbito público.

Ele ressalva, porém, que uma política de desestatização que se reverta em melhora efetiva e perene para o caixa depende em grande medida de uma boa gestão dos recursos.

“O mais comum é eles venderem uma empresa e depois torrar o dinheiro em poucos anos”, diz. “Muitos estados estão com a água no pescoço, mas cai uma receita extraordinária de grande volume e, em vez de usá-la para fazer uma mudança estrutural, eles gastam e não gastam bem.”

Alta temporária

Parte dos especialistas alertam que o “boom” de arrecadação visto nos momentos de inflação alta foi atípico e, tão logo passem seus efeitos, os problemas antigos podem retornar.

Com isso, a necessidade de racionalização dos gastos se torna ainda mais premente.

“Uma coisa é o estoque de sobra de caixa, que ficou alto naquele contexto, outra coisa é a despesa, que consome o estoque”, diz o economista e consultor em contas públicas Murilo Viana. “Se há uma queda muito brusca de arrecadação, esse estoque começa a ser consumido rápido.”

A solução, de acordo com ele, não é única e igual para todos. Demanda um “mix de medidas” de controle e “cada estado tem a suas especificidades”, como ter populações mais ou menos jovens ou ter um grau de dependência diferente em relação a repasses da União.

“É bom lembrar que boa parte dos gastos são obrigatórios, não se corta de uma hora para a outra”, diz.

“Por isso reformas da previdência e administrativa são um caminho, bem como melhorar o ambiente institucional para atrair mais investimentos e conseguir fazer concessões e privatizações.”

Fonte: CNN BRASIL

Dengue deve bater recorde de mortes no país, e epidemia pode avançar sobre o Nordeste

Desde que epidemia ressurgiu no Brasil, na década de 1980, recorde é de 2015: 986 pessoas. Este ano, foram 978

O Brasil deve bater o recorde anual de mortes por dengue em 2022. Até o boletim mais recente do Ministério da Saúde, de 5 de dezembro, foram 978 óbitos – número superior à soma dos dois anos anteriores. Desde que as epidemias do vírus ressurgiram no Brasil, na década de 1980, o recorde é de 2015, quando 986 pessoas morreram pela doença.

“Temos hoje o ano que ficará marcado na história da dengue no Brasil como o pior ano, seja no número de casos ou de óbitos. Muito provavelmente ultrapassaremos a marca de 1.000 mortes no país. Dengue mata: é a principal mensagem que se deve passar à população”, aponta ao R7 Alexandre Naime, vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Tão crítico é o cenário que a SBI emitiu, no mês passado, um alerta nacional devido aos altos números de mortes e casos – também próximos do recorde brasileiro.

“Que tenhamos urgência para a adoção medidas preventivas contra a dengue para alterar esse quadro preocupante para a saúde pública e que sejam ações efetivas a longo prazo, escreve o órgão.

Segundo Alexandre Naime, parte considerável desse aumento nos casos e mortes se deve à falta de medidas de prevenção em âmbitos federal, estaduais e municipais.

“Os últimos quatro anos foram marcados por ausência completa do governo federal em relação à campanha de esclarecimento sobre a epidemia”, pontua o médico infectologista.

Também por conta da pandemia, prossegue, se esvaziaram as ações de controle dos estados e municípios, como a vigilância, as visitas domiciliares, esclarecimentos à população e multas.

Naime prevê um horizonte nebuloso para o país em relação à dengue em 2023, caso não haja mudanças efetivas no combate à epidemia, e considera que o próximo governo federal, bem como os estaduais, deverá agir de forma muito célere para evitar que o problema se amplie.

“As chuvas e temporais estão acontecendo. Se não houver avanços no combate, não existe um outro cenário, senão de muitos casos e mortes para o começo de 2023. Esse ano tem tudo para ser pior que 2022: mais chuvas, um sorotipo novo. Por isso, o governo novo deve ser bastante efetivo e a vacina precisa ser avaliada. Já foi aprovada na Indonésia e na agência europeia [de saúde]. Seria uma arma importante aqui”, finaliza.

Vírus deve avançar sobre a região Nordeste

Entre as regiões que podem ser mais afetadas nos próximos anos, os especialistas ouvidos pela reportagem citam o litoral brasileiro, de modo geral, o Centro-Oeste, o Norte e, principalmente, o Nordeste.

Isso se deve ao aspecto cíclico da doença, já que a região não sofreu epidemias mais intensas recentemente – este ano, foi a quarta região menos atingida entre as cinco –  e há uma nova variante em circulação, que ainda não atingiu os estados nordestinos.

“Devemos ter um número de casos maior porque faz muito tempo que não temos epidemia significativas dessa região. E as epidemias de dengue ocorrem em ciclos, mas nós temos que entender que o Brasil é muito grande para que os ciclos sempre se sincronizem”, lembra Maurício Nogueira, ex-presidente da SBV (Sociedade Brasileira de Virologia).

É impossível, porém, prever com exatidão onde o vírus terá maior incidência. “Não há bola de cristal para isso”, comenta o virologista.

Crise climática leva o vírus a quem antes não sofria

Para além das regiões mais suscetíveis às epidemias de dengue, há um novo problema nos últimos anos: o aquecimento global faz com que o vírus chegue a locais que antes não sofriam com a doença.

Segundo relatório publicado pelo The Lancet em 2018, os aumentos de temperatura, mesmo quando pouco expressivos, e as chuvas podem expandir a incidência doenças de transmissão vetorial, como a causada pelo mosquito Aedes aegypti.

“Agora, o vírus está avançando por locais como Joinville e Blumenau, onde nunca tinha acontecido”, exemplifica Alexandre Naime.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, com 88 óbitos, Santa Catarina foi o quarto estado onde mais morreram pessoas pela dengue em 2022, embora seja apenas o décimo mais populoso.

Cuidados

Os cuidados contra a dengue continuam os mesmos: evitar o acúmulo de água parada e lixo em quaisquer recipientes, dentro ou fora de casa, onde possa haver um criadouro do mosquito.

Como a grande maioria dos criadouros está em domicílios, a participação da população é essencial para barrar o avanço da doença.

Ao tomar ciência de pontos de foco em terrenos vizinhos, a população deve acionar a prefeitura de sua cidade ou qualquer órgão respectivo ao poder público local.

O virologista Marcos Vinícius Silva explica o ciclo virtuoso de combate à dengue: “Em regiões onde você tem menos acúmulo de água, diminui o número de criadouros. Se há um combate eficaz ao vetor, isso diminui muito número de casos de dengue. Isso é extremamente importante para que a gente reduza os casos.”

O que diz o Ministério da Saúde

Procurado, o Ministério da Saúde disse que acompanha a situação epidemiológica da dengue no país e tem investido em ações de combate à doença junto aos estados e municípios.

A pasta afirma que lançou, em outubro deste ano, uma campanha de combate à dengue, zika e chikungunya, chamada “Todo dia é dia de combater o mosquito”, além de oferecer treinamentos e cursos a equipes locais de acordo com suas especificidades.

“A pasta também envia aos estados, regularmente, inseticidas e larvicidas para o combate ao mosquito”, conclui o ministério.

Fonte: R7

Trocar de celular a cada 2 anos tem alto custo ambiental; veja como diminuir impactos

De acordo com a Swappie, que reforma e revende iPhones, 1,4 bilhão de novos smartphones previstos para serem enviados este ano gerarão 146 milhões de toneladas de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Se você deseja substituir ou atualizar seu smartphone no próximo ano, pare e pense bem. Você realmente precisa de um telefone novo ou simplesmente deseja obter a tecnologia nova e brilhante? Há algumas questões a serem consideradas além da acessibilidade do novo dispositivo.

Em particular, nosso desejo de sempre ter o smartphone mais novo tem um alto custo ambiental.

A vida de um smartphone começa em minas ao redor do mundo, de onde são extraídos minerais essenciais.

Esses materiais são transportados para fábricas onde são refinados, muitas vezes usando altas temperaturas e energia significativa, e transformados em componentes como baterias, fios, chips e motores.

Os componentes são então transportados por veículos movidos a combustível fóssil para ainda mais fábricas para serem montados em dispositivos completos, antes de serem enviados para consumidores em todo o mundo.

Por mais desgastante que esse processo de fabricação seja para o clima e o meio ambiente, ele fica ainda pior com a frequência com que os consumidores substituem seus telefones. E quando jogados fora, os dispositivos eletrônicos representam danos tóxicos ao meio ambiente.

“Os smartphones parecem tão pequenos e inconsequentes, então, a menos que você tenha estudado as cadeias de suprimentos e percebido tudo o que envolve criá-los, você realmente não tem noção de como essas coisas são ambientalmente devastadoras”, Cole Stratton, instrutor associado da A Indiana University Bloomington, que estudou cadeias de suprimentos de tecnologia, disse à CNN.

O direito de consertar suas coisas

Infelizmente, os fabricantes historicamente dificultaram o reparo de dispositivos, tanto que substituí-los geralmente parece uma solução mais fácil do que consertá-los, contribuindo ainda mais para a já terrível crise climática.

De acordo com a Swappie, que reforma e revende iPhones, 1,4 bilhão de novos smartphones previstos para serem enviados este ano gerarão 146 milhões de toneladas de emissões de gases causadores do efeito estufa, 83% das quais vêm da fabricação, remessa e uso no primeiro ano.

“Muitas pessoas não sabem o impacto real que a compra de um novo smartphone realmente tem no meio ambiente”, disse Emma Lehikoinen, diretora de operações da Swappie, à CNN.

“Agora, quando olhamos para dispositivos recondicionados, é uma história muito diferente.” É aí que entra o crescente movimento pelo direito de consertar.

Os defensores do direito de consertar têm pedido leis que exijam que os fabricantes de dispositivos liberem as ferramentas, peças e manuais de reparo necessários para permitir que os consumidores consertem seus produtos por oficinas independentes ou façam eles mesmos.

Se os consumidores pudessem consertar dispositivos com mais facilidade, os defensores dizem que não precisariam substituí-los com tanta frequência, o que reduz a dependência do processo de produção intensivo em recursos e emissor de gases do efeito estufa e, em última análise, reduz o lixo eletrônico.

A pegada climática de um telefone recondicionado médio da Swappie em 2021 foi 78% menor do que um telefone novo médio, informou a empresa.

“Se não podemos consertar nossas coisas, as consequências são que jogamos muito mais fora”, Gay Gordon-Byrne, diretor executivo da Associação de Consertos, uma coalizão que luta pelo direito de consertar, disse anteriormente à CNN.

“Não aguentamos mais o volume. Estamos nadando em produtos que não podemos mais reciclar.”

O que você pode fazer

Resista ao impulso de atualizar: Se o seu telefone ainda funcionar, tire o máximo de vida possível dele. “O smartphone mais ecológico é aquele que você já possui”, disse Stratton.

Conserte-o: Se o seu telefone quebrar, conserte-o diretamente com o fabricante – como Samsung ou Apple – ou leve-o a uma loja ou outra oficina técnica local autorizada a consertar a marca do seu telefone.

Um telefone quebrado ou com defeito geralmente pode ser consertado por meio de reparos fáceis que podem custar menos do que substituí-lo.

Doar: Existem muitas boas causas que aceitam doações de telefones para reformar ou vender por dinheiro.

Vender em vez de jogar fora: Você pode vender seu smartphone usado para empresas especializadas em recondicionamento, como a Swappie, para dar a ele (ou suas peças) uma segunda vida.

“O que muitas pessoas também não sabem é que mesmo os telefones quebrados ainda podem ser valiosos”, disse Lehikoinen. “Isso se deve aos materiais usados ​​para produzi-los, mas também às peças que eles incluem.”

Recicle-o adequadamente: Se o seu telefone estiver completamente quebrado e não puder ser vendido ou doado, você ainda poderá reciclá-lo adequadamente . Você só precisa fazer um pouco de pesquisa sobre como e onde reciclá-lo corretamente.

Por exemplo, na loja temporária da Swappie em Milão, eles estão pedindo à comunidade local para ajudá-los a coletar 50 quilos de telefones quebrados para serem reciclados.

* Clare Duffy, da CNN, contribuiu para este relatório

Fonte: CNN BRASIL