Colesterol: maioria dos brasileiros descobre doenças relacionadas tardiamente

Dado é do estudo “Percepções de pacientes que vivem com colesterol elevado”, que avaliou a experiência de pacientes com colesterol elevado no Brasil, Austrália e Estados Unidos

A maioria dos brasileiros diagnosticados com colesterol alto só procurou atendimento médico após apresentar sintomas de complicações decorrentes do quadro, como falta de ar, náusea e tontura. Dado é do estudo “Percepções de pacientes que vivem com colesterol elevado” (IPEC, na sigla em inglês “Insights from Patients living with Elevated Cholesterol”), realizado pela organização Global Heart Hub, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

A descoberta mostra um contraste em relação a como doenças decorrentes do colesterol elevado são diagnosticadas, na maioria das vezes, em outros países. Segundo o estudo, o caminho mais comum para a detecção de complicações entre pacientes com colesterol alto de fora do Brasil foi o exame físico anual, facilitando o diagnóstico precoce.

Quando os sintomas de doenças correntes do colesterol elevado já são evidentes, o quadro já está avançado, aumentando o risco de eventos cardíacos como infarto e AVC. Por isso, o diagnóstico tardio da doença apresenta riscos à saúde.

“O colesterol alto em si não causará sintomas, porém a doença que decorre dessa elevação poderá, sim, causar sintomas. O problema é que, quando isso acontece, muitas vezes, o quadro já é irreversível”, afirma Ariane Macedo, cardiologista do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, à CNN.

“Quanto mais cedo o colesterol alto no sangue é identificado, mais cedo é feito o tratamento de maneira adequada, com medicamentos e mudanças no estilo de vida, reduzindo o nível de colesterol e o risco de desenvolver consequências do entupimento das artérias que levam sangue aos órgãos”, completa.

Como foi feito o estudo?

A pesquisa IPEC coletou dados qualitativos diretamente dos pacientes, visando traçar estratégias futuras para o manejo do colesterol LDL e apoiar a comunidade cardiovascular sobre políticas de saúde. O estudo foi lançado em agosto de 2023 para explorar a jornada e as barreiras para o diagnóstico do colesterol elevado, além de investigar o impacto do colesterol alto em vários aspectos da vida, como relações sociais, familiares e profissionais.

Os dados qualitativos foram coletados por meio de entrevistas individuais de 60 minutos com 50 pacientes no Brasil, na Austrália e nos Estados Unidos. Os participantes do estudo foram diagnosticados com LDL-C elevado pelo menos dois anos antes do início do estudo.

Metade dos participantes havia sofrido um evento de doença cardiovascular aterosclerótica, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de ataques cardíacos e derrames. Um dos principais fatores de risco para a doença é o colesterol alto.

Dos participantes, 67% eram mulheres e 33% homens, com idade média de 48 anos. Do total, 60% nunca fumaram e 47% tiveram algum evento relacionado à doença cardiovascular aterosclerótica, como AVC (13%), infarto do miocárdio (33%), doença arterial periférica (13%) e angina instável (13%). 67% deles foram diagnosticados com diabetes, e 80%, com pressão alta.

“O estudo é uma iniciativa pioneira não só no Brasil, mas no mundo. É de enorme importância, principalmente por trazer a perspectiva real do paciente que já recebeu diagnóstico há pelo menos dois anos”, afirma Marlene Oliveira, fundadora e presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, à CNN.

Apenas metade dos brasileiros estava ciente da relação entre colesterol alto e doenças cardíacas

O trabalho mostra que apenas metade dos brasileiros relatou que estavam cientes da ligação entre colesterol alto e doenças cardíacas, e que entenderam que medicamentos para o tratamento da doença devem ser tomados ao longo da vida.

As descobertas do estudo revelam barreiras significativas para o tratamento centrado no paciente que tem colesterol LDL (considerado “ruim”) elevado. Além disso, destacam uma lacuna persistente nos cuidados com a doença cardiovascular aterosclerótica, responsável por 85% das mortes por doenças cardiovasculares no mundo.

Os sintomas da doença incluem tontura, desmaios, dor no peito, perda de movimentos e, em casos em que há total obstrução da artéria, pode ocorrer infarto agudo do miocárdio ou AVC. “Isso decorre da falta de irrigação sanguínea causada pelo entupimento das artérias que levam o sangue para os órgãos vitais”, explica.

Apenas metade adota mudanças no estilo de vida após diagnóstico de colesterol alto

O estudo mostra que apenas metade dos brasileiros disse que fez mudanças no estilo de vida após o diagnóstico. Muitos dos participantes relataram ter percebido que não haviam levado as mudanças no estilo de vida, a adesão à medicação ou o monitoramento dos valores laboratoriais tão a sério quanto deveriam após a detecção de colesterol elevado.

“Eu tinha 40 e poucos anos, [o profissional de saúde] disse para eu me exercitar, parar de comer isso, comer aquilo, e eu não segui essas orientações. Foi aí que surgiram essas outras consequências porque continuei comendo coisas que não devia e sendo sedentário. Acho que só piorou com o tempo”, relata participante do IPEC do Brasil, que teve um evento de doença cardiovascular aterosclerótica.

Segundo o estudo, entre as barreiras para a adesão ao tratamento e às mudanças de estilo de vida estão prioridades conflitantes (trabalho, viagens e obrigações familiares, por exemplo), falta de sistema de apoio e dificuldades financeiras.

“Sem dúvida, o medicamento é necessário para alguns indivíduos, pois mesmo com mudanças no estilo de vida, muitas vezes, as pessoas podem não conseguir deixar o colesterol no nível que proteja a pessoa [contra complicações cardiovasculares]”, explica Macedo.

“Entre as mudanças que devem ser realizadas estão a atividade física, alimentação adequada com frutas, verduras, alimentos naturais e carnes magras, redução do consumo de alimentos industrializados e fazer um controle de peso adequado, além da consulta regular para dosagem do colesterol”, elenca a cardiologista.

Educação precoce e abrangente é necessária para a adesão ao tratamento

Entre as principais conclusões do estudo está a necessidade de educação precoce, abrangente e diversa em fontes (organização de saúde, profissionais e campanhas públicas) para melhorar a adesão ao tratamento entre indivíduos recém diagnosticados. Os participantes do trabalho também enfatizam a necessidade de maior conscientização sobre os perigos do colesterol alto, intervenções médicas e de estilo de vida.

Para Neil Johnson, CEO do Global Heart Hub, a doença aterosclerótica continua crescendo significativamente em escala global e merece atenção urgente como prioridade de saúde pública. “É tempo de adotar uma abordagem diferente na forma como lidamos com o colesterol não saudável, um fator de risco crítico modificável para a doença cardiovascular aterosclerótica”, afirma.

Na visão de Marlene Oliveira, o Brasil não possui uma política pública forte e adequada para prevenção, diagnóstico, tratamento e controle de doenças cardiovasculares. “O estudo disponibiliza dados reais importantes para que a discussão sobre esse tema impacte os atores que podem mudar esse cenário, como os profissionais de saúde, os gestores públicos e privados e a sociedade civil, que tem sua parcela de responsabilidade, com os cuidados com a sua saúde e a mudança de estilo de vida”, afirma.

Oliveira também afirma que, após o estudo, foi possível notar a maior necessidade de trabalhar a atenção primária e secundária à saúde, e uma “grande oportunidade” para que a saúde pública e a saúde suplementar trabalhem juntas.

“Temos de melhorar muito a relação médico-paciente em todas as instâncias, melhorar a navegação do paciente nos sistemas de saúde e fazer com que a pessoa que recebeu o diagnosticado de colesterol elevado realmente compreenda que é um paciente e que precisa seguir as recomendações médicas, precisa aderir ao tratamento e, muitas vezes, que precisa mudar seu estilo de vida, comportamento e a alimentação”, finaliza.

Fonte: CNN BRASIL

Cientistas encontram mais de 700 tipos de bactérias em micro-ondas

A descoberta foi relatada por pesquisadores espanhóis, que sugerem que o microbioma encontrado no aparelho eletrodoméstico se assemelhava ao de superfícies típicas da cozinha

Um novo estudo descobriu que um eletrodoméstico bastante comum nas cozinhas de todo o mundo pode ser o habitat de mais de 700 tipos de bactérias: o micro-ondas. A descoberta foi relatada em um estudo publicado na Frontiers in Microbiology na quarta-feira (7) por pesquisadores da Espanha.

Para chegar às conclusões, os cientistas coletaram amostras de micróbios dentro de 30 micro-ondas: dez eram domésticos e cada um deles estava em uma única casa; outros dez eram domésticos, mas estavam em ambientes compartilhados, como escritórios e refeitórios; os últimos dez eram de laboratórios de biologia molecular e microbiologia.

O objetivo por trás do estudo era entender se as comunidades microbianas são influenciadas por interações alimentares e hábitos das pessoas que utilizam o aparelho. Por fim, os pesquisadores usaram dois métodos complementares para classificar a diversidade microbiana: sequenciamento de última geração e cultivo de 101 cepas em cinco meios diferentes.

No total, os pesquisadores encontraram 747 gêneros diferentes de 25 linhagens bacterianas. As linhagens mais frequentemente encontradas foram FirmicutesActinobacteria e Proteobacteria.

Além disso, eles descobriram que a composição da comunidade bacteriana era semelhante entre micro-ondas domésticos compartilhados e micro-ondas domésticos de uma única casa, enquanto nos aparelhos de laboratório, a composição era diferente, com uma diversidade maior de bactérias.

Nos micro-ondas domésticos, foram encontrados bactérias dos seguintes gêneros:

Acinetobacter;
Bhargavaea;
Brevibacterium;
Brevundimonas;
Dermacoccus;
Klebsiella;
Pantoea;
Pseudoxanthomonas;
Rhizobium.

Nos micro-ondas compartilhados, foram encontradas bactérias dos seguintes gêneros:

Arthrobacter;
Enterobacter;
Janibacter;
Methylobacterium;
Neobacillus;
Nocardioides;
Novosphingobium;
Paenibacillus;
Peribacillus;
Planococcus;
Rothia;
Sporosarcina;
Terribacillus.

Já nos micro-ondas de laboratórios, foram isoladas bactérias NonomuraeaDelftia, Micrococcus, Deinocococcus, além de um gênero não identificado da linhagem Cyanobacteria. Elas foram encontradas em frequências significativamente maiores do que nos micro-ondas domésticos, segundo o estudo.

Essas bactérias fazem mal à saúde?

Os pesquisadores compararam a diversidade de bactérias encontradas no micro-ondas com aquelas que costumam ser encontradas em superfícies típicas da cozinha, como pia e mesa. Segundo eles, o microbioma encontrado no aparelho eletrodoméstico se assemelhava ao dessas superfícies.

“Algumas espécies de gêneros encontradas em micro-ondas domésticos, como KlebsiellaEnterococcus e Aeromonas, podem representar um risco à saúde humana. No entanto, é importante notar que a população microbiana encontrada em micro-ondas não apresenta um risco único ou aumentado em comparação a outras superfícies comuns de cozinha”, afirma Daniel Torrent, um dos autores do estudo e pesquisador da start-up Darwin Bioprospecting Excellence SL em Paterna, Espanha, em comunicado à imprensa.

Como desinfectar o micro-ondas?

Os pesquisadores sugerem, tanto para o público geral, quanto para pesquisadores e trabalhadores de laboratórios, desinfectar regularmente os micro-ondas com uma solução de alvejante diluída ou spray desinfectante.

“Além disso, é importante limpar as superfícies internas com um pano úmido após cada uso para remover qualquer resíduo e limpar respingos imediatamente para evitar o crescimento de bactérias”, recomendou Torrent.

Fonte: CNN BRASIL

Hoje é o dia de erguer a voz em um poderoso clamor por Cura e Libertação em todas as unidades de Paz e Vida!

Hoje, na nossa especial Reunião de Cura Divina e Libertação, você será envolvido por uma oração poderosa, que transborda autoridade e amor divino. Não importa quão sombria a sua situação possa parecer, mesmo que a solução pareça distante, agarre-se com todas as suas forças a Deus. Nele, você encontrará o alívio e a renovação que tanto anseia, mesmo nos dias mais desafiadores.

Junte-se a nós neste momento especial, una sua fé ao Corpo de Cristo e clame com fervor pelo seu milagre. É exatamente nas horas de tribulação que o Senhor se revela, pronto para confortar e restaurar a sua alma sedenta. Deixe que a esperança floresça em seu coração; saiba que o poder da oração é capaz de transformar as circunstâncias mais adversas.

Venha e permita-se receber a sua dose de fé e milagre neste dia marcado pela cura e libertação. O Senhor está aqui, ouvindo seu clamor, e está disposto a fazer grandes obras em sua vida. Acredite, juntos, poderemos testemunhar a sua vitória!

Horário: às 9, 15 e 19h nas nossas Igrejas no Brasil e em Portugal, às 15h e 20h!

Acesse: pazevida.org.br/enderecos e veja onde tem uma Paz e Vida pertinho de você!

Tenha fé! É o Senhor quem luta suas batalhas por você!

Por Pra. Daniela Porto

Venha hoje na Quinta da Visão com Bianca Pagliarin!

Quer experimentar a verdadeira liberdade? O perdão dos pecados é o caminho para a transformação e a salvação. Imagine viver sem o peso do passado, abraçando esse dom incrível!

Mas lembre-se: estar livre do pecado não significa que nunca mais iremos errar. Significa escolher o arrependimento constante, resistindo às tentações diárias, e vivendo na graça de Deus.

É hora de se libertar do peso que tem te impedido de viver uma vida leve e digna. Junte-se a nós na Quinta da Visão, hoje, quinta-feira, às 19h. Nossa querida Bianca Pagliarin estará presente, pronta para interceder por você com uma mensagem abençoada e transformadora.

Não se preocupe com as crianças! Teremos um departamento infantil dedicado a elas, garantindo que toda a família possa participar. A entrada é franca e o estacionamento é gratuito!

Venha para a Av. Cruzeiro do Sul, 1965, a apenas 200 metros do metrô Tietê, e experimente a transformação que só o perdão de Deus pode proporcionar. Não perca essa oportunidade de renovação e paz. Te esperamos! Compareça!

Hoje, na Reunião da Busca do Espírito Santo, você ora por sua vitória em 40 dias!

Qual é o gigante que você precisa derrotar? Qual situação está tirando seu sono e sossego? O que está sendo um tormento para você?

Em toda a Comunidade Cristã Paz e Vida, pastores e obreiros estão orando pela sua vitória durante 40 dias! Esta poderosa campanha de oração acontece aos domingos e quartas-feiras. Se há um grande obstáculo em sua vida, participe junto com sua família dessa campanha transformadora.

Hoje, além de orarmos pela sua vitória, estaremos buscando a presença do Espírito Santo de Deus. Não perca essa oportunidade de transformação e renovação!

Venha e traga sua família! Participe e testemunhe o poder de Deus agindo em sua vida!

Em todas as unidades de Paz e Vida as reuniões acontecem hoje às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal, o horário é às 15 e 20 horas.

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

Venha e receba a sua vitória em 40 dias!

Por Pra. Daniela Porto

 

Alô, povo manauara: presença confirmada do Pastor Giancarlo Pagliarin na Semana de Manaus com Jesus!

Vem aí a tão esperada Semana de Manaus com Jesus!

E quem estará presente na capital do Amazonas, trazendo uma palavra inspiradora e cheia de esperança, é o Pastor Giancarlo Pagliarin, filho na fé e de sangue do Pastor Juanribe Pagliarin. Prepare-se para a transformação em sua vida! Este é o momento da virada, da libertação, da vitória!

Testemunhe o poder do Todo-Poderoso agindo em sua vida e em sua família. A Sede da Paz e Vida em Manaus será impactada pelo poder de Deus através do nosso pastor.

Anote as datas da Semana de Manaus com Jesus:

Sexta, 16/08/24: Reunião de Cura Divina e Libertação, às 19h, na Sede Estadual do Amazonas. Avenida Constantino Nery, 3400 – Flores – Manaus. O Diretor Estadual, Pastor Danilo Queiroz, receberá o Pastor Giancarlo Pagliarin.

Domingo, 18/08/24: Reunião da Família em Santo Jejum, às 8h, na Sede Estadual do Amazonas. Avenida Constantino Nery, 3400 – Flores – Manaus. Os pastores Giancarlo Pagliarin, e Danilo Queiroz, ministrarão paz e vida sobre o seu lar.

Chegou o tempo da vitória, chegou o tempo de alegria! Participe com a sua família e testemunhe o poder transformador de Deus!

Por Pra. Daniela Porto

Embaixada no Líbano recomenda que brasileiros deixem o país

Representação do Brasil em Beirute monitora escalada da tensão após morte de comandante do Hezbollah e do principal líder político do Hamas.

A Embaixada do Brasil em Beirute emitiu um comunicado em que recomenda aos cidadãos brasileiros que residem no Líbano a deixarem o país “por seus próprios meios, até o retorno à normalidade”.

De acordo com o Itamaraty, o Líbano abriga a maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio, com aproximadamente 22 mil pessoas.

A região vive uma escalada de tensão após o assassinato do comandante militar do Hezbollah, Fuad Shukr; e do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh. Estados Unidos, França e Reino Unido também orientaram que seus cidadãos deixem o Líbano imediatamente.

O documento da Embaixada do Brasil pede ainda que as pessoas com planos de viajar para o local cancelem a viagem. “Se você não estiver no Líbano, não viaje ao país”, enfatiza.

Para os cidadãos brasileiros que considerem essencial estar no Líbano, a recomendação é evitar permanecer no sul do país, em áreas fronteiriças ou em outras áreas de risco reconhecido.

O comunicado orienta brasileiros a seguirem todas as recomendações de segurança das autoridades locais, com atenção às áreas consideradas de risco. “Não participe de reuniões e protestos”, completa o texto.

Fonte: CNN BRASIL

Líder iraniano promete resposta “esmagadora e inteligente” contra Israel

Presidente do parlamento iraniano critica ataque que matou Ismail Haniyeh, chefe político do Hamas.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse no domingo (5) que a resposta do país ao assassinato do chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, será “esmagadora e inteligente”.

A resposta, disse Qalibaf, faria com que Israel e o seu apoiador lamentassem a sua ação, forçando-os a rever o seu sistema de cálculos para se absterem de cometer outro “erro” prejudicial à sua própria segurança e à paz regional. As observações partiram de uma sessão aberta do Conselho iraniano e foram citadas pela agência de notícias iraniana IRIB.

Entretanto, Hossein Taeb, conselheiro sênior do comandante-chefe do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC), foi citado pelo IRIB como tendo dito que o cenário concebido para vingar o assassinato de Haniyeh seria “novo e surpreendente” e “imprevisível”.

Também no domingo, Ebrahim Rezaei, porta-voz do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano, disse que as autoridades de inteligência do Irã garantiram que o assassinato de Haniyeh não foi resultado de “infiltração”.

As medidas necessárias em relação à “ação terrorista” e ao preenchimento dos dados necessários estavam sendo implementadas, disse Rezaei, citado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA.

Haniyeh, que havia sido convidado para participar da cerimônia de posse do presidente iraniano Masoud Pezeshkian em 30 de julho, foi morto junto com seu guarda-costas no início de 31 de julho, quando sua residência em Teerã foi atingida, de acordo com o IRGC, que disse que Israel havia executado o ataque e prometeu “uma resposta dura e dolorosa”.

Enquanto isso, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse que Israel preparou o terreno para uma “punição severa” para si mesmo.

O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, disse no domingo que as tropas israelenses fizeram todos os preparativos em terra e no ar para poder dar respostas rápidas aos ataques.

Em meio às crescentes tensões no Oriente Médio, o chefe do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), Michael Kurilla, iniciou visitas à região no sábado (3), com o objetivo de coordenar os países relevantes para se prepararem para prováveis ​​ataques iranianos contra Israel, de acordo com a imprensa dos EUA.

A mídia israelense disse que Kurilla chegaria a Israel na segunda-feira (5) para trabalhar com as Forças de Defesa de Israel (IDF) no combate aos possíveis ataques.

Fonte: CNN BRASIL

Quase metade dos casos de demência poderiam ser prevenidos, diz estudo

Segundo relatório publicado na revista The Lancet, abordar fatores de risco modificáveis na infância e ao longo da vida poderia reduzir os casos da condição no mundo.

Quase metade dos casos de demência no mundo poderiam ser prevenidos ou retardados ao evitar fatores de risco desde a infância até o fim da vida, conforme mostra um novo estudo apresentado pela The Lancet nesta quarta-feira (31) na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC 2024). Segundo a pesquisa, abordar 14 fatores de risco modificáveis — ou seja, que poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida ou tratamentos específicos — na infância e ao longo da vida poderia reduzir os casos de demência no mundo, contrariando as tendências de aumento da condição globalmente.

Com base nas últimas evidências disponíveis, o relatório mostra que 7% dos casos de demência estão associados ao colesterol ruim na meia-idade (40 anos), enquanto 2% dos casos estão relacionados à perda de visão não tratada na vida adulta.

Esses dois fatores foram somados aos outros 12 já identificados pela Comissão Lancet em 2020: níveis mais baixos de educação, deficiência auditiva, pressão alta, tabagismoobesidadedepressão, sedentarismo, diabetes, consumo excessivo de álcool, lesão cerebral traumática, poluição do ar e isolamento social. Esses fatores foram associados a 40% de todos os casos de demência.

Segundo o novo estudo, a deficiência auditiva e o colesterol alto são os fatores de risco associados à maior proporção de pessoas que desenvolvem demência no mundo, juntamente com o menor nível educacional no início da vida e o isolamento social na vida adulta.

O relatório foi desenvolvido por 27 especialistas mundiais em demência e pede aos governos planos para lidar com os riscos ao longo da vida para a demência, argumentando que quanto mais cedo abordar e reduzir os fatores de risco, melhores serão os resultados no futuro.

Para isso, o documento descreve um conjunto de mudanças de políticas e estilo de vida para prevenir e gerenciar a demência.

“Nosso novo relatório revela que há muito mais que pode e deve ser feito para reduzir o risco de demência. Nunca é muito cedo ou muito tarde para agir, com oportunidades de causar impacto em qualquer fase da vida”, diz a autora principal do estudo, Gill Livingston, professora da University College London, no Reino Unido, em comunicado à imprensa.

“Agora temos evidências mais fortes de que uma exposição mais longa ao risco tem um efeito maior e que os riscos agem mais fortemente em pessoas vulneráveis. É por isso que é vital que redobremos os esforços preventivos em relação àqueles que mais precisam deles, incluindo aqueles em países de baixa e média renda e grupos socioeconômicos desfavorecidos. Os governos devem reduzir as desigualdades de risco tornando estilos de vida saudáveis ​​o mais alcançáveis ​​possível para todos”, completa.

Ações para reduzir os riscos de demência em todo o mundo

Para reduzir o risco de demência ao longo da vida, o relatório descreve 13 recomendações a serem adotadas por governos e indivíduos. São elas:

Fornecer a todas as crianças educação de boa qualidade e ser cognitivamente ativo na meia-idade;

Disponibilizar aparelhos auditivos para todos aqueles com perda auditiva e reduzir a exposição a ruídos nocivos;

Detectar e tratar o colesterol LDL (considerado ruim) alto na meia-idade, por volta dos 40 anos;

Tornar a triagem e o tratamento para deficiência visual acessíveis a todos;

Tratar a depressão de forma eficaz;

Usar capacetes e proteção para a cabeça em esportes de contato e em bicicletas;

Priorizar ambientes comunitários de apoio e moradias para aumentar o contato social;

Reduzir a exposição à poluição do ar por meio de políticas rigorosas de ar limpo;

Ampliar medidas para reduzir o tabagismo, como controle de preços, aumento da idade mínima de compra e proibições de fumar;

Reduzir o teor de açúcar e sal em alimentos vendidos em lojas e restaurantes.

“Estilos de vida saudáveis ​​que envolvem exercícios regulares, não fumar, atividade cognitiva na meia-idade (incluindo educação formal externa) e evitar o excesso de álcool podem não apenas reduzir o risco de demência, mas também retardar o início da demência”, afirma Livingston.

“Portanto, se as pessoas desenvolverem demência, provavelmente viverão menos anos com ela. Isso tem enormes implicações na qualidade de vida dos indivíduos, bem como benefícios de economia de custos para as sociedades”, completa.

Avanços em pesquisa e necessidade de mais suporte

O relatório também discute os avanços em relação ao diagnóstico preciso, como os exames de sangue que usam biomarcadores sanguíneos, e ao tratamento, como os anticorpos anti-amiloides β.

Outro ponto discutido pelo documento é a necessidade de mais suporte para pessoas que vivem com demência e para suas famílias. Os autores enfatizam que, em muitos países, intervenções eficazes conhecidas por beneficiar pessoas com demência ainda não estão disponíveis ou são uma prioridade, incluindo intervenções de atividade que proporcionam prazer e reduzem os sintomas neuropsiquiátricos.

Os autores observam que, embora quase todas as evidências para demência ainda venham de países de alta renda, agora há mais evidências e intervenções de países de baixa e média renda, mas as intervenções geralmente precisam ser modificadas para melhor apoiar diferentes culturas, crenças e ambientes.

Fonte: CNN BRASIL

Biblioterapia: como os livros podem fazer bem à saúde mental?

Prática terapêutica que usa a leitura pode ser usada como ferramenta de apoio psicológico.

biblioterapia é uma prática terapêutica que usa a leitura como ferramenta de apoio emocional e psicológico que vem ganhando espaço como abordagem complementar a outros tratamentos convencionais para a saúde mental.

A prática envolve a leitura de textos ou livros com o objetivo de promover o autoconhecimento, a empatia e também aliviar o estresse. Embora ela não substitua a terapia tradicional ou a medicação, pode trazer benefícios significativos para o bem-estar mental e emocional das pessoas, dizem especialistas.

“A biblioterapia é indicada em todas as situações, não apenas para amenizar sofrimentos, como também para ampliar repertórios, melhorar a comunicação, fomentar criação de vínculos, nutrir pensamento crítico, aliviar a tensão do cotidiano e restaurar o encantamento”, explica Cristiana Seixas, psicóloga e biblioterapeuta.

Em uma sessão de biblioterapia, a pessoa, junto com um psicólogo, bibliotecário ou profissional habilitado na técnica, seleciona livros e materiais de leitura específicos, de acordo com seus objetivos e necessidades. O acervo é eclético: literatura brasileira, estrangeira, poesia, contos, crônicas, literatura infantil e juvenil ou trechos de romances.

“A maioria das pessoas que trabalham com a biblioterapia optam por indicar e utilizar em seus encontros as obras literárias, pois acreditamos que elas carregam uma linguagem simbólica, metafórica que nos leva para outros mundos, fazendo com que o material lido ou escutado conecte com nosso interior e nos leve para a narrativa. A seleção deve ser criteriosa, apresentando obras que ampliem nossas percepções de mundo, que permitam a identificação e a ampliação de diálogo”, diz a biblioterapeuta Katty Anne de Souza Nunes.

A técnica pode ser trabalhada individualmente ou em grupo. Além dos consultórios, ela pode ser aplicada em diversos espaços como escolas, bibliotecas, hospitais, condomínios, residências, casas de detenção e asilos, por exemplo.

A biblioterapia não se resume apenas à leitura passiva. Técnicas específicas são empregadas para melhorar os seus benefícios terapêuticos. Os tipos mais trabalhados são:

Reflexiva: nela trabalha-se para que a pessoa reflita de maneira profunda sobre o texto, conectando-a com suas próprias experiências

Dialogada: envolve discussões sobre o texto lido para explorar sentimentos e insights gerados pela leitura

Escrita terapêutica: nela a leitura é complementada com exercícios de escrita, onde os pacientes podem expressar suas emoções e pensamentos

Muitas bibliotecas públicas e centros comunitários têm programas de biblioterapia, além de terapeutas especializados que atendem em consultórios privados. Faculdades e escolas também estão incorporando a prática em seus serviços de apoio estudantil.

Para quem deseja explorar a biblioterapia por conta própria, existem grupos de leitura online e plataformas digitais que oferecem listas de livros recomendados e orientações sobre como praticar a leitura terapêutica.

Biblioterapia é recurso coadjuvante

O psicanalista e psicólogo Cleidinaldo Passos enfatiza que a biblioterapia tem seus benefícios e pode ser considerada como recurso coadjuvante, no tratamento de alguns pacientes, mas não como recurso principal.

Ele ressalta que quando ela é aplicada com o objetivo clínico deve ser feito por um profissional de saúde mental como psicólogo ou psicanalista.

“É preciso que sejam profissionais do campo da saúde mental, com estrutura teórica e técnica desenvolvida para tratar casos de transtornos mentais. Outros campos de saberes podem entrar como recursos terapêuticos, mas não como terapia”, diz.

Livros recomendados

A escolha dos livros na biblioterapia é personalizada, variando conforme as necessidades e preferências do paciente. Alguns títulos frequentemente recomendados pelos especialistas são:

“O Alquimista” de Paulo Coelho: uma narrativa sobre autoconhecimento e realização pessoal;
“Em busca de sentido” de Viktor Frankl: que traz uma reflexão sobre encontrar propósito em meio às adversidades;
“O poder do agora” de Eckhart Tolle: um guia sobre a importância do presente para a saúde mental.

Benefícios para a saúde mental

Veja abaixo os benefícios listados por especialistas.

Autoconhecimento;
Desenvolvimento socioemocional;
Redução do estresse e da ansiedade;
Mudanças comportamental;
Melhora da qualidade de vida.

Fonte: CNN BRASIL