Uma em cada seis pessoas no mundo sofre de infertilidade, diz OMS; entenda as causas

Infertilidade é uma condição do sistema reprodutor masculino ou feminino, definida pela incapacidade de se conseguir uma gravidez após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem preservativos.

Um grande número de pessoas é afetado pela infertilidade durante a vida, de acordo com um novo relatório publicado nesta segunda-feira (3) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 17,5% da população adulta – em torno de 1 em cada 6 pessoas em todo o mundo – sofre de infertilidade, mostrando a necessidade urgente de aumentar o acesso a cuidados de saúde acessíveis e de alta qualidade.

As novas estimativas mostram variação limitada na prevalência de infertilidade entre as regiões. As taxas são comparáveis para países de renda alta, média e baixa, indicando que esse é um grande desafio de saúde globalmente. A prevalência ao longo da vida foi de 17,8% em países de alta renda e 16,5% em países de baixa e média renda.

A infertilidade é uma condição do sistema reprodutor masculino ou feminino, definida pela incapacidade de se conseguir uma gravidez após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem preservativos. O problema pode causar sofrimento significativo, estigma e dificuldades financeiras, afetando o bem-estar mental e psicossocial das pessoas.

A OMS alerta que apesar da magnitude do problema, as soluções para a prevenção, diagnóstico e tratamento da infertilidade – incluindo tecnologia de reprodução assistida, como fertilização in vitro – permanecem subfinanciadas e inacessíveis para muitos devido aos altos custos, estigma social e disponibilidade limitada.

“O relatório revela uma verdade importante – a infertilidade não discrimina”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS. “A grande proporção de pessoas afetadas mostra a necessidade de ampliar o acesso aos cuidados de fertilidade e garantir que esse problema não seja mais deixado de lado nas pesquisas e políticas de saúde, de modo que formas seguras, eficazes e acessíveis de alcançar a paternidade estejam disponíveis para aqueles que a procuram”, completa.

Atualmente, na maioria dos países, os tratamentos de fertilidade são em grande parte financiados pelo próprio bolso – muitas vezes resultando em custos financeiros para as famílias.

De acordo com o novo relatório da OMS, as pessoas nos países mais pobres gastam uma proporção maior de sua renda com cuidados de fertilidade em comparação com as pessoas nos países mais ricos. Além disso, custos altos frequentemente impedem as pessoas de acessar tratamentos ou, alternativamente, podem catapultá-las para a pobreza como consequência da procura de assistência na área.

“Milhões de pessoas enfrentam custos catastróficos com a saúde depois de procurar tratamento para a infertilidade, tornando isso um grande problema de equidade e, muitas vezes, uma armadilha de pobreza médica para as pessoas afetadas”, disse Pascale Allotey, diretora de Saúde e Pesquisa Sexual e Reprodutiva da OMS, incluindo o Programa Especial das Nações Unidas de Pesquisa, Desenvolvimento e Treinamento em Pesquisa em Reprodução Humana. “Políticas melhores e financiamento público podem melhorar significativamente o acesso ao tratamento e proteger as famílias mais pobres de cair na pobreza como resultado”.

Embora o novo relatório mostre evidências convincentes da alta prevalência global de infertilidade, ele destaca uma persistente falta de dados em muitos países e algumas regiões. O documento cobra maior disponibilidade de dados nacionais sobre infertilidade desagregados por idade e por causa para ajudar na quantificação do problema, bem como distinguir quem precisa de cuidados de fertilidade e como os riscos podem ser reduzidos.

“Infelizmente, no Brasil os tratamentos de reprodução assistida são caros e não fazem parte do rol da ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar]. Por isso, não são cobertos pela maior parte dos planos de saúde. Infertilidade é uma doença que faz parte inclusive da classificação internacional de doenças, o famoso CID, mas ainda não é tratada como tal no Brasil”, afirma a médica ginecologista Natália Ramos Seixas, da clínica de saúde feminina Oya Care.

O que explica o aumento da infertilidade no mundo

A infertilidade está relacionada a fatores associados à mulher, ao homem ou a uma combinação dos dois. Características hormonais e genéticas, além de questões associadas ao comportamento, como tabagismo, abuso de álcool ou drogas e de anabolizantes contribuem para o desenvolvimento do problema.

No caso das mulheres, diferentes fatores podem influenciar na capacidade de engravidar, como questões associadas ao processo de ovulação, ao útero e sequelas causadas por infecções.

Fatores hormonais, genéticos e infecciosos são algumas das causas da infertilidade masculina. No caso do homem, as principais alterações no organismo que podem dificultar a reprodução podem ser vistas em um exame chamado espermograma, capaz de detectar a quantidade e concentração de espermatozoides, além de características como mobilidade e formato dos gametas.

“Os índices elevados de infertilidade no mundo podem ser explicados por diversos fatores. Um deles é a idade materna avançada, a principal causa de infertilidade no mundo. Atualmente, do ponto de vista reprodutivo, acima de 35 anos já consideramos uma idade materna avançada, uma vez que temos uma diminuição importante da quantidade e da qualidade dos óvulos que não são repostos no decorrer da vida da mulher ou da pessoa com ovário”, explica a médica ginecologista.

“Em seguida, temos também o fator masculino que corresponde a aproximadamente 40% dos casos de infertilidade conjugal. Em relação à tendência de aumento mundial do problema, de fato, podemos dizer que a infertilidade é um problema que tende a aumentar cada vez mais”, completa a especialista.

A consulta regular ao ginecologista é recomendada como parte do acompanhamento da saúde da mulher desde o início da adolescência. Além da avaliação hormonal e da saúde feminina como um todo, são comuns orientações sobre prevenção a infecções sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos.

“Hábitos de vida como sedentarismo, tabagismo, uso de álcool e drogas, aumento dos índices de sobrepeso e de obesidade, todos colaboram para o aumento de números de infertilidade não só no Brasil, mas em todo o mundo”, destaca Natália.

A melhor forma de prevenção da infertilidade é através de um aconselhamento médico individual das pessoas, afirma a médica.

“Durante o aconselhamento sobre a vida reprodutiva, a pessoa vai ser orientada sobre os seus riscos individuais baseada em sua reserva ovariana no caso das mulheres, doenças prévias e hábitos de vida. Além disso, hoje contamos com diversos exames complementares que podem nos auxiliar no diagnóstico precoce de fatores de risco para a infertilidade. Aqui, eu destaco os exames para avaliação da reserva ovariana, o ‘estoque de óvulos’ das mulheres, como a dosagem do hormônio antimülleriano e o ultrassom transvaginal com a contagem de folículos antrais”, explica.

Avanços contribuem para ajudar a engravidar

Pessoas com dificuldade para engravidar podem se beneficiar de métodos avançados da medicina no campo da reprodução.

Uma delas é o coito programado, que consiste no controle da ovulação da mulher e orientação para as relações sexuais no período de maior probabilidade de gravidez.

“O coito programado pode ser feito em um ciclo natural, em que a mulher não usa medicação nenhuma ou em um ciclo com medicação para aumentar a ovulação. A vantagem de se fazer o coito programado com indução de ovulação é que as chances de engravidar aumentam, mas também aumentam os riscos de gestação múltipla”, afirma a médica ginecologista Silvana Chedid Grieco, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

A fertilização in vitro, criada há 45 anos, ainda é uma ferramenta disponível para quem apresenta uma dificuldade maior de gravidez natural.

“A amostra de esperma é preparada em laboratório e o médico, com uma pequena sonda, coloca o esperma dentro do útero da mulher, através do colo do útero. Os espermatozoides ‘nadam’ dentro do útero e vão até as trompas, onde vão encontrar os óvulos que foram produzidos e serão fertilizados”, explica.

A médica ginecologista da Oya Care afirma que o congelamento de óvulos é um método seguro e eficaz e deixou de ser considerado experimental.

“Os estudos trazem de evidência científica que por dez anos esses óvulos se mantêm saudáveis mas, na prática, eles se mantêm saudáveis ‘ad aeternum’. Congelamento é uma técnica antiga, usada no início. Hoje, chamamos de vitrificação de óvulos, um congelamento rápido. Os estudos vão sair ao longo das próximas décadas, mas com a prática clínica estamos percebendo que esses óvulos não envelhecem.

A especialista explica que o procedimento permite a postergação da maternidade e previne a reduzir os riscos de doenças genéticas.

“No caso de uma mulher que congelou com 35 anos e pretende engravidar aos 45 anos, os óvulos dela vão ter o potencial de quando eles foram congelados, o que diminui os riscos de malformações e de doenças cromossômicas”, diz.

Sobre o relatório

O relatório da OMS fornece informações sobre a prevalência global e regional de infertilidade a partir da análise de todos os estudos relevantes de 1990 a 2021, levando em consideração diferentes abordagens de estimativa.

A busca identificou 12.241 registros de estudos potencialmente relevantes em todo o mundo. A triagem desses registros levou à seleção de 133 estudos que foram incluídos na análise do relatório.

A partir deles, pontos de dados relevantes foram usados para gerar estimativas agrupadas, para a prevalência de infertilidade ao longo da vida e do período.

Fonte: CNN BRASIL

Nasa anuncia astronautas da missão Artemis II; veja a lista

Nomes foram revelados pela agência espacial norte-americana nesta segunda-feira (3).

Astronautas foram escolhidos pela Nasa para completar uma missão que definirá uma geração na órbita da lua, levando os humanos a uma profundidade maior no sistema solar do que foi alcançado em cinco décadas.

Os nomes foram revelados pela agência espacial norte-americana nesta segunda-feira (3). A lista inclui os astronautas: Christina Koch, Jeremy Hansen, Victor Glover e Reid Wiseman.

Christina Koch, 44, é uma veterana de seis caminhadas espaciais. Ela detém o recorde de voo espacial mais longo de uma mulher, com um total de 328 dias no espaço. Christina também é uma engenheira elétrica que ajudou a desenvolver instrumentos científicos para várias missões da Nasa. Ela também passou um ano no Polo Sul, uma estada árdua que pode muito bem prepará-la para a intensidade de uma missão lunar.

Jeremy Hansen foi selecionado para ser astronauta há quase 14 anos, mas ainda está esperando por sua primeira missão de voo. O piloto de caça de 47 anos se tornou recentemente o primeiro canadense a ser encarregado do treinamento de uma nova classe de astronautas da Nasa.

Victor Glover, um aviador naval de 46 anos que voltou à Terra de seu primeiro voo espacial em 2021, depois de pilotar o segundo voo tripulado da espaçonave Crew Dragon da SpaceX e passar quase seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional. O veterano de quatro caminhadas espaciais obteve um mestrado em engenharia enquanto trabalhava como piloto de testes.

Reid Wiseman serviu como Engenheiro de Voo a bordo da Estação Espacial Internacional para a Expedição 41 de maio a novembro de 2014. Durante a missão de 165 dias, Reid e seus companheiros de tripulação completaram mais de 300 experimentos científicos em áreas como fisiologia humana, medicina, ciências físicas e astrofísica.

Programada para ser lançada em 2024, a Artemis II será a primeira missão tripulada do programa a orbitar a lua, voando mais longe no espaço do que qualquer ser humano desde o programa Apollo.

A missão abrirá o caminho para a tripulação do Artemis III caminhar na lua em 2025, tudo a bordo do foguete mais poderoso do mundo e a um preço que chegará a US$ 100 bilhões.

Mais representatividade no espaço

Anteriormente, a Nasa se comprometeu a selecionar uma tripulação com diversidade racial, de gênero e profissional. Esses critérios não têm sido historicamente o caso de missões de alto perfil.

Voltando à era de Gêmeos, os astronautas selecionados para as missões tripuladas inaugurais eram apenas brancos e do sexo masculino, e normalmente vinham de um histórico como piloto de teste militar – um perfil notavelmente caracterizado no livro de 1979 “The Right Stuff” de Tom Wolfe.

Isso aconteceu durante o mais recente voo tripulado inaugural da Nasa, da cápsula Crew Dragon da SpaceX para a Estação Espacial Internacional em 2020, que incluiu os ex-pilotos de teste militares Bob Behnken e Doug Hurley.

O que vem a seguir para Artemis

A missão Artemis II se baseará na Artemis I, uma missão de teste não tripulada que enviou a cápsula Orion da Nasa em uma viagem de 1,4 milhão de milhas para dar uma volta na lua, concluída em dezembro. A agência espacial considerou a missão um sucesso e ainda está trabalhando para revisar todos os dados coletados.

Se tudo correr conforme o planejado, o Artemis II decolará por volta de novembro de 2024. Os membros da tripulação, presos dentro da espaçonave Orion, serão lançados no topo de um foguete do Sistema de Lançamento Espacial desenvolvido pela Nasa do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Estima-se que a jornada dure cerca de 10 dias e enviará a tripulação para além da lua, potencialmente mais longe do que qualquer ser humano já viajou na história, embora a distância exata ainda não tenha sido determinada.

A “distância exata além da lua dependerá do dia da decolagem e da distância relativa da lua à Terra no momento da missão”, disse a porta-voz da Nasa, Kathryn Hambleton, por e-mail.

Depois de circular a lua, a espaçonave retornará à Terra para um pouso no Oceano Pacífico.

Espera-se que Artemis II abra caminho para a missão Artemis III no final desta década, que a Nasa prometeu colocar a primeira mulher e pessoa não branca na superfície lunar. Também marcará a primeira vez que os humanos pousaram na lua desde que o programa Apollo terminou em 1972.

Espera-se que a missão Artemis III decole ainda nesta década. Mas grande parte da tecnologia que a missão exigirá, incluindo trajes espaciais para caminhar na lua e um módulo lunar para transportar os astronautas até a superfície da lua, ainda está em desenvolvimento.

A Nasa tem como meta uma data de lançamento de 2025 para Artemis III, embora o inspetor-geral da agência espacial já tenha dito que os atrasos provavelmente levarão a missão para 2026 ou mais tarde.

Fonte: CNN BRASIL

‘Lua Cheia Rosa de Páscoa’ poderá ser vista nesta quinta-feira no Brasil

Fenômeno, também chamado de ‘Lua Rosa’, poderá ser visto assim que a Lua aparecer no céu, perto de 1h30 da manhã no horário de Brasília.

Uma “Lua Cheia Rosa” será visível em todo o Brasil na quinta-feira (6), segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana.

(CORREÇÃO: o g1 errou ao informar na publicação desta reportagem que a Lua cheia desta quinta será uma superlua, quando a Lua está na menor distância da Terra. A informação foi corrigida às 11h08.)

O nome “rosa” foi dado por povos nativos dos Estados Unidos porque a flor desabrocha nessa época do ano, quando é primavera no Hemisfério Norte. Apesar do nome, a Lua não terá nenhuma mudança de cor.

No calendário cristão, esta é a Lua Pascal, a partir da qual se calcula a data da Páscoa. De acordo com a tradição, o feriado cristão da Páscoa é celebrado no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera.

Para observar o fenômeno, não é preciso nenhum equipamento especial: só olhar para o céu quando a Lua surgir no horizonte, perto de 01h37 da manhã no horário de Brasília.

Superluas x luas cheias

Uma “superlua” ocorre quando a lua cheia acontece próxima ao perigeu (quando ela está mais próxima da Terra), o que resulta em uma lua cheia ligeiramente maior e mais brilhante do que as demais.

Esse período é chamado de perigeu porque o nosso satélite natural aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (microlua) – quando está mais distante.

Assim, nem toda lua cheia é considerada uma superlua.

Teremos duas superluas em 2023, segundo o calendário astronômico do Observatório do Valongo da UFRJ:

  • Uma em 1º de agosto
  • E outra no dia 30 de agosto (também conhecida como Lua Azul)

Fonte: G1

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Por Pra. Daniela Porto

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Por Pra. Daniela Porto

Lula poderá indicar ao menos 16 ministros a tribunais superiores e 15 desembargadores

Magistrados se aposentarão compulsoriamente durante o governo; Ricardo Lewandowski e Rosa Weber deixarão o STF este ano.

Durante os quatro anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai poder indicar ao menos 16 ministros a tribunais superiores. Pela regra atual, um magistrado se aposenta de maneira compulsória aos 75 anos.

Além disso, Lula também vai ter o poder de escolher pelo menos 15 desembargadores para atuar em tribunais regionais do país. Neste caso, a aposentadoria compulsória ocorre aos 70 anos.

Hoje, 95 ministros compõem o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Superior Tribunal Militar (STM), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Na Suprema Corte, os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber se aposentam em 2023, completando 75 anos. Lewandowski, por exemplo, já antecipou a aposentadoria para 11 de abril, um mês antes do aniversário. Para o posto de Lewandowski, estão em alta os nomes do advogado Cristiano Zanin e do jurista baiano Manoel Almeida Neto.

No STJ, que conta com 33 cadeiras, a ministra Laurita Vaz se aposentará em 21 de outubro de 2023. Depois dela, a aposentadoria da ministra Assusete Magalhães está prevista para ocorrer em 18 de janeiro de 2024. Os ministros Antonio Saldanha Palheiro e Og Fernandes devem se aposentar em abril e em novembro de 2024, respectivamente.

No TSE, deve abrir vagas para os nomes dos ministros Sergio Banhos, Carlos Horbach e Maria Claudia Bucchianeri.

No STM, que é composto por 15 magistrados, o ministro Lúcio Mário de Barros Góes se aposentará em 2024. Já os ministros José Coêlho Ferreira, Odilson Sampaio Benzi e Marco Antônio de Farias poderão deixar a corte militar em 2025.

No TST, com 27 ministros, há uma vaga em aberto do ministro Emmanoel Pereira, da vaga da OAB. Também poderá se aposentar em 2025 o atual vice-presidente, ministro Aloysio Corrêa da Veiga. Dora Maria, atual corregedora, também se aposenta em março de 2026.

Deputado no TCU

Já o TCU conta com nove ministros. Em março, Lula nomeou o deputado federal Jhonatan de Jesus (Republicanos) como ministro do Tribunal. O nome do parlamentar foi aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro, com 239 votos obtidos na Câmara dos Deputados e 72 no Senado. O roraimense assumirá a vaga aberta após a aposentadoria da ministra Ana Arraes.

O ministro Aroldo Cedraz completa 75 anos em 2026 e também deve deixar uma vaga. Mas o posto também é vaga da Câmara dos Deputados.

O que é preciso para ser ministro

A Constituição Federal diz que os ministros do STF, STJ e TSE devem ser brasileiros natos (nascidos no Brasil), com mais de 35 anos e menos de 75 anos. Deve também ter notável saber jurídico e reputação ilibada, ou seja, não pode ter cometido crimes.

Os 11 ministros do STF, por exemplo, devem ser brasileiros natos porque o presidente da corte está na linha de sucessão do presidente da República.

A composição do TSE é formada por sete membros: três são ministros do Supremo, dois são do STJ e dois são advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral escolhidos pelo presidente da República mediante indicação do STF.

O STJ é composto por, no mínimo, 33 ministros nomeados pelo presidente da República, após aprovação do Senado. Os ministros do STJ desempenham funções de correição em vários órgãos do Judiciário.

Também de acordo com a Constituição, um terço dos ministros do STJ deve ser escolhido entre juízes dos tribunais regionais federais, um terço entre os desembargadores dos tribunais de justiça dos estados e um terço, em partes iguais, entre os advogados e integrantes do Ministério Público.

A indicação dos nomes a serem escolhidos é feita pelo Plenário do STJ, em sistema de lista tríplice que apresenta os candidatos de acordo com a ordem decrescente dos votos obtidos em sessão pública do Tribunal.

Fonte: R7

Reservatórios chegam ao fim do período de chuvas com maior nível em 12 anos, diz ONS

Para especialistas, panorama atual é positivo para a operação do sistema e deixa o Operador em uma situação de conforto no período de estiagem

Os reservatórios de usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que constituem a grande caixa d’água do sistema interligado nacional, devem encerrar a temporada de chuvas com o maior nível de armazenamento em 12 anos.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as represas no subsistema Sudeste/Centro-Oeste vão atingir 85,7% de sua capacidade máxima no dia 30 de de abril, momento em termina oficialmente o período úmido. Novas estimativas do ONS foram divulgadas na sexta-feira (31).

Em 2021, quando o país enfrentou uma grave crise hídrica e precisou ligar praticamente todas as suas usinas térmicas para evitar um racionamento de energia, o volume útil dos reservatórios estava em menos da metade disso no fim de abril. Na mesma época do ano passado, o índice estava em 66,5%.

Com a fartura de chuvas nos últimos meses, algumas hidrelétricas estão com o maior nível de armazenamento da história. O reservatório de Serra da Mesa (GO), que foi inaugurado no rio Tocantins em 1998, nunca esteve tão alto. No sábado (1), ele chegou a 79,3% da capacidade máxima.

Em janeiro, pela primeira vez em mais de uma década, a hidrelétrica de Furnas (MG) abriu suas comportas para controlar o nível de água. A represa está praticamente cheia.

No Nordeste, o quadro dos principais reservatórios é igualmente confortável. A usina de Sobradinho (BA), no rio São Francisco, alcançou quase 95% do volume útil neste fim de semana — bem diferente do que se viu em um passado recente. Em 2015, com a escassez de chuvas, ela ficou perto de entrar no volume morto.

Para especialistas, o panorama atual é positivo para a operação do sistema e deixa o ONS em uma situação de conforto no período de estiagem, que vai de maio a outubro na maior parte do país.

A conjuntura favorável, no entanto, pode mascarar algumas preocupações. Um relatório do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), coordenado pelo economista Adriano Pires, mostra que a capacidade de armazenamento nas hidrelétricas para atender à demanda de energia no sistema interligado diminuiu pela metade desde o começo do século.

Os cálculos do CBIE indicam que em 2001, com todos os reservatórios cheios, as hidrelétricas conseguiriam suprir o abastecimento do país por exatos 7,0 meses. Hoje, com as represas plenas de água, o armazenamento é suficiente para gerar energia aos consumidores nacionais por apenas 3,6 meses.

Nas últimas duas décadas, as maiores hidrelétricas que saíram do papel foram construídas sem grandes reservatórios, por restrições ambientais. Elas são chamadas de usinas a fio d’água, por aproveitarem a alta vazão dos rios nos períodos de chuvas, mas sem a capacidade de armazenar volumes significativos durante a estiagem. É o caso dos projetos de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO), e de Belo Monte, no rio Xingu (PA).

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal de planejamento vinculada ao Ministério de Minas e Energia, 80 de cada 100 megawatts (MW) em nova capacidade de geração contratada nos próximos dez anos virão de fonte eólica ou solar.

Para o CBIE, tudo isso tem tornado o sistema elétrico brasileiro “altamente dependente de variáveis climáticas exógenas como hidrologia, velocidade dos ventos e níveis de irradiação solar”.

Adriano Pires defende a ideia de que, para reduzir a dependência de fontes renováveis e intermitentes, o Brasil precisa apostar mais fortemente em usinas térmicas — preferencialmente a gás natural, o menos poluente dos combustíveis fósseis. Na avaliação dele, isso garantirá confiabilidade e segurança ao sistema.

Fonte: CNN BRASIL

Pessoas com comorbidades já podem tomar a vacina bivalente contra a Covid-19

Lista inclui diabetes, cardiopatias, síndromes genéticas e obesidade mórbida, entre outros

Pessoas com comorbidades foram incluídas nos grupos considerados prioritários para receber a vacina bivalente contra a Covid-19. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (31) pelo Ministério da Saúde. De acordo com a nota técnica, a inclusão foi feita por conta da disponibilidade de doses do imunizante e tem como base orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A lista de comorbidades inclui:

– diabetes mellitus
– pneumopatias crônicas graves
– hipertensão arterial resistente
– hipertensão arterial estágio 3
– hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo
– insuficiência cardíaca
– cor-pulmonal e hipertensão pulmonar
– cardiopatia hipertensiva
– síndromes coronarianas
– valvopatias
– miocardiopatias e pericardiopatias
– doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas
– arritmias cardíacas
– cardiopatia congênita no adulto
– próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
– doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares
– doença renal crônica
– hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves
– obesidade mórbida
– síndrome de Down e outras síndromes genéticas
– doença hepática crônica

Qualquer pessoa com idade entre 12 e 59 anos que tenha alguma das condições listadas e que já tenha tomado os dois reforços contra a covid-19 pode receber a bivalente. Não é necessário comprovar a comorbidade.

“Ressalta-se que, para este grupo, não haverá exigência quanto à comprovação da situação de comorbidade, sendo suficiente para a vacinação a comorbidade autodeclarada”, informa nota do Ministério da Saúde.

Fonte: R7

‘Tijolão’, sem tela e caro: conheça o primeiro celular do mundo que está completando 50 anos

Desenvolvido em 1973 por Martin Cooper, ex-engenheiro da Motorola, DynaTAC 8000x pesava mais de 1 kg, tinha apenas botões físicos e custava US$ 5 mil.

Em 3 de abril de 1973, a primeira chamada móvel do mundo era feita. Nessa mesma data, há 50 anos, o ex-engenheiro da Motorola Martin Cooper, hoje com 94 anos, também estava apresentando o primeiro celular do planeta: o DynaTAC 8000x, responsável por essa ligação telefônica.

O protótipo usado na chamada deu tão certo que motivou a fabricante norte-americana a investir US$ 100 milhões no projeto, que depois chegou às lojas em 1983.

Confira as principais características do produto:

🧱 Com 33 cm de altura e pesando 1,1 kg, o DynaTAC 8000x era um “tijolão” e não representava a verdadeira mobilidade como os dispositivos atuais que pesam cerca de 200 gramas;

🔋 Sua bateria aguentava ligações de até 25 minutos antes de descarregar totalmente;

📱 O Motorola DynaTAC 8000x não tinha tela e vinha apenas com botões físicos, acompanhados de alto-falante, microfone e uma antena física grande;

🤑 O aparelho tinha um preço nada popular, sendo avaliado em US$ 5 mil;

📷 Em entrevista à GloboNews no dia 1º de abril, Cooper diz que não previa introduzir uma lente fotográfica no dispositivo porque, naquela época, já havia câmera digital, então não fazia sentido colocar no telefone.

Como surgiu o primeiro celular

A gigante de telecomunicações Bell System foi quem motivou Martin Cooper a desenvolver o Motorola DynaTAC 8000x. Isso porque em 1960 os engenheiros da Bell criaram um sistema de comunicação telefônico que seria implementado em veículos.

Mas, para o profissional da Motorola, o projeto da Bell System não tinha nada de mobilidade.

Então, em 1972, ele reuniu profissionais de chips (processadores), transistores, antenas e filtros que trabalharam por três meses na criação de um dispositivo que pudesse ser usado em qualquer lugar.

Ousado, na primeira ligação telefônica de teste com o celular, Cooper ligou para a rival Bell. “Eu estava na Sexta Avenida, em Nova York, e tive a ideia de ligar para meu concorrente na Bell System, o doutor Joel Engel”, disse Cooper em entrevista à AFP.

Como resposta, Cooper recebeu um silêncio de Joel Engel. “Acho que ele estava rangendo os dentes”, pensou o ex-engenheiro da Motorola.

Hoje, ele vem criticando a forma como usamos o dispositivo moderno. “O problema com os celulares é que as pessoas não param de olhar para eles”, disse em uma entrevista recente. “Quando vejo alguém atravessando a rua olhando para o telefone, eu me sinto péssimo”.

Fonte: G1

Encontro Especial com o Pastor Juanribe Pagliarin em São Paulo!

Se você está sentindo que a vida perdeu um pouco do sentido, participe hoje do Encontro Especial com o Fundador e Presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida, Pastor Juanribe Pagliarin.

Ele é um homem de Deus, profeta ungido e que tem autoridade no mundo espiritual para declarar paz e vida para sua existência.

Pare de dar desculpas e tome uma atitude: participe hoje do encontro.

Anote o endereço da Sede Nacional da Paz e Vida: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

As reuniões acontecem às 10 e também às 19 horas.

Se você está fora de São Paulo, assista pelo youtube.com/@juanribe e tenha a sua vida edificada!

Imperdível!

Por Pra. Daniela Porto