Oposição vai ao STF para derrubar decreto que anula pena de Daniel Silveira

Partido alega que decreto desmoraliza ministros do Supremo e fere os princípios da ‘impessoalidade e da moralidade’.

O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu nesta sexta-feira (22) o pedido protocolado pela Rede Sustentabilidade que questiona o perdão do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a oito anos e nove meses de prisão. O documento sustenta que o indulto “desmoraliza os ministros do Supremo”, além de ser inconstitucional por não respeitar os parâmetros da “impessoalidade e da moralidade”.

A ação também alega que o perdão do presidente é um aceno à base mais fiel de Jair Bolsonaro, que está às vésperas de disputar a reeleição ao cargo máximo do Executivo.

“O ato que concedeu a graça no dia seguinte ao resultado do julgamento não foi praticado visando ao interesse público, em respeito aos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, mas sim visando ao interesse pessoal do Sr. Jair Messias Bolsonaro, o qual se encontra nas vésperas de disputar uma reeleição ao Palácio do Planalto”, diz um trecho do documento.

Articulação no Legislativo

Desde esta quinta (21), parlamentares se articulam para invalidar o decreto de Jair Bolsonaro. Também nesta sexta, a bancada do PSOl questionou a medida, mas em uma corrente que busca a anulação por via legislativa.

No projeto de decreto legislativo, os parlamentares destacam que Daniel Silveira é um dos “maiores símbolos da aposta na ruptura das instituições democráticas” e sustentam que há um consenso, na jurisprudência e na doutrina jurídica brasileira, contrário à proteção constitucional dos discursos de ódio.

“Todas essas declarações deixam claro que há em curso um recrudescimento autoritário, com graves consequências para a democracia brasileira, e que coloca em risco a Constituição Federal de 1988. É fundamental que os poderes constituídos tomem as providencias cabíveis para anular os reiterados atentados contra o Estado Democrático de Direito”, frisa o documento.

Perdão presidencial

decisão do presidente, tomada ontem, tem validade imediata e já foi publicada no DOU (Diário Oficial da União). Silveira foi condenado a oito anos e nove meses por atuar para impedir o funcionamento das instituições e por coação no curso do processo.

Além disso, o deputado teve os direitos políticos suspensos e ordem para que seu mandato seja cassado. Ele foi preso em fevereiro do ano passado, e a detenção foi mantida pelo plenário da Câmara.

Fonte: R7

Risco de aumento atrasa votação do Auxílio Brasil na Câmara

Emendas elevam valor para R$ 600, outras tornam permanente o benefício extra; governo articula para evitar rombo fiscal.

Na pauta do plenário da Câmara dos Deputados algumas vezes nas últimas semanas, a medida provisória do Auxílio Brasil (MP 1.076/2021) ainda não foi votada. O que atrasa a análise é o risco de que os deputados aprovem um aumento do benefício dos atuais R$ 400 para R$ 600. O governo é contra a elevação por não haver recursos no Orçamento.

Das 55 emendas apresentadas até o momento pelos deputados, a maioria pela oposição, dez aumentam o valor do benefício para R$ 600, oito o tornam permanente e cinco propõem ambas as coisas — subir o valor e o tornar o programa permanente.

Há ainda emendas que pedem ampliação dos beneficiários (seis); cota em dobro para família monoparental (quatro); benefício retroativo a novembro de 2021 e pagamento em dobro em dezembro (quatro); correção pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) (duas); inclusão automática de famílias no programa pelo critério de renda (três); entre outras.

A MP original prevê que o benefício extraordinário terá caráter provisório até dezembro deste ano e valor de até R$ 400 por família. Para 2023, não há previsão de pagamento do programa Auxílio Brasil.

A proposta está na pauta da Câmara e pode ser apreciada na próxima terça-feira (26), mas ainda não tem relator — uma sinalização de que a votação pode ser novamente adiada. O assunto nem sequer foi debatido na reunião de líderes para um acordo antes da votação.

O prazo para a votação da medida provisória é 16 de maio. Se não for votada até essa data pela Câmara e pelo Senado, a MP perde a validade, o que, de acordo com o Ministério da Cidadania, inviabilizaria o pagamento dos R$ 400.

Nos bastidores, o governo tem trabalhado para atrasar a votação até ter segurança de placar favorável. Circula a informação de uma articulação, que evitaria desgaste político, de deixar a MP perder a validade e editar um decreto para instituir o benefício de R$ 400 até o fim do ano, o que manteria os pagamentos. Ainda não há consenso no governo, no entanto, sobre a viabilidade dessa estratégia.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já prevê um debate ideológico e admitiu em entrevista nesta semana haver risco de aumento do valor do benefício. A articulação para uma votação como essa é muito difícil, porque os deputados ficam divididos.

Deputados da oposição são favoráveis ao aumento do benefício, mas há os que avaliam que uma elevação de valor agora subiria as chances de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Já deputados da base aliada que votam com o governo podem não querer se posicionar contra o aumento para não se indispor com as bases eleitorais.

Sozinha, a oposição não tem votos para aprovar o aumento de gastos. Os partidos do centrão, aliados ao governo, podem repetir o comportamento de algumas semanas atrás, quando votaram a favor do aumento do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, apesar do rombo nas contas públicas que isso acarretará.

Se for aprovado pelo Congresso um eventual aumento para R$ 600, o presidente Bolsonaro poderá vetar a alteração, mas terá que arcar com o desgaste político de eventual veto, o que é improvável.

O orçamento deste ano prevê R$ 89,1 bilhões para o Auxílio Brasil, o que só permite o pagamento até R$ 400. Para viabilizar o valor extra, o governo precisou adiar o pagamento de precatórios, dívidas judiciais que a União tem com contribuintes, o que foi possível graças à aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios, em 2021.

Fonte: R7

ONU vê ‘evidências crescentes’ de crimes de guerra na Ucrânia

Exército russo teria bombardeado áreas povoadas, hospitais e escolas; órgão destaca também o assassinato de civis.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos enxerga “evidências crescentes” de crimes de guerra na Ucrânia, onde “as forças armadas russas bombardearam indiscriminadamente áreas povoadas, assassinando civis e destruindo hospitais, escolas”, além de outras infraestruturas não militares.

Nas oito semanas de conflito, “a lei humanitária internacional, não apenas foi ignorada, mas sim, totalmente, abandonada”, aponta comunicado assinado pela alta comissária das Nações Unidas, a Michelle Bachelet.

O ataque à estação de trem de Kramatorsk, no último dia 8, em que 60 pessoas morreram e 111 ficaram feridas, para a ex-presidente do Chile, simboliza a falta de respeito às leis internacionais que proíbem ações militares indiscriminadas deste tipo.

A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos na Ucrânia documentou a morte de, pelo menos, 2.345 civis e o registro de 2.919 feridos durante a guerra.

A própria Bachelet, contudo, aponta que o número real pode ser ainda maior, a partir do momento em que “saírem à luz os horrores das áreas de intensos confrontos, como Mariupol”, cidade portuária que está sitiada.

“A escala das execuções sumárias de civis em áreas previamente ocupadas pelas forças russas está sendo conhecida”.

Representantes do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos estiveram no último dia 9 em Bucha, na região de Kiev, onde denunciaram execuções sumárias, com a documentação do assassinato de, pelo menos, 500 civis.

Fonte: R7

Pelo 2º mês consecutivo, número de endividados supera 65 mi no país

O número se aproxima do patamar atingido no pico da pandemia. Já o valor total é o maior do período: R$ 265 bilhões.

A pressão da alta dos preços sobre o orçamento das famílias provocou novo aumento do número de endividados. Pelo segundo mês consecutivo, a inadimplência cresceu e superou a marca de 65 milhões no Brasil. Segundo levantamento da Serasa, em março, 65,6 milhões de pessoas não conseguiram pagar as contas em dia, índice 0,81% superior em relação ao registrado em fevereiro.

A última vez que os números passaram dessa marca havia sido no auge da pandemia de Covid-19, em abril de 2020.

O montante da dívida também é o maior registrado desde o pico da pandemia, superando R$ 265 bilhões. O valor médio, que subiu 3,2% em relação a março de 2020, é de R$ 4.046,31 por pessoa endividada, cerca de quatro vezes mais que o salário mínimo vigente.

O perfil da dívida, porém, é variado. A falta de pagamento de juros a bancos e cartões de crédito lidera, com 28,3%, seguido pelas contas básicas, como luz, água e gás, com 23,2%. O varejo ainda responde por 12,5% do total.

O perfil das pessoas com nome sujo também varia. Entre os inadimplentes, o maior número é na faixa etária dos 26 aos 40 anos (35,2%), seguido pela faixa de 41 a 60 anos (34,9%). Os homens respondem por 49,8%, e as mulheres, por 50,2%.

Confira sete dicas para deixar as contas em ordem

1) Organize as contas
Organize as finanças para visualizar o valor das suas despesas, pelo menos, pelos próximos três meses, incluindo todas as dívidas já existentes.

2) Calcule sua reserva
De acordo com o que você tem de reserva financeira disponível e com as previsões de entradas no caixa, saberá quanto de dinheiro pode destinar ao pagamento das despesas já existentes.

3) Procure os credores
Procure todos os credores e proponha uma renegociação de acordo com a possibilidade de pagamento mensal. Se for necessário, proponha aumento no prazo e diminuição no valor mensal das parcelas.

4) Priorize pagamentos
Priorize o pagamento das dívidas relacionadas a serviços essenciais ou daquelas que tenham uma taxa de juros mais alta (como cartão de crédito e cheque especial). Essas devem ser liquidadas primeiro.

5) Entenda os contratos
Reveja os contratos assinados com seus credores: em muitos casos já existem cláusulas que preveem medidas especiais em casos extraordinários como desemprego. Se o documento contemplar algo nesse sentido, você poderá utilizar essa cláusula para recorrer ao credor.

6) Avalie seus gastos
Reveja seus gastos e seu custo de vida. Isso pode ajudar a evitar que se contraiam novas dívidas.

7) Corte despesas supérfluas
Identifique as despesas que podem ser cortadas nesse período para que você tenha mais recursos para liquidá-las.

* Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

Fonte: R7

Venha clamar pelo seu milagre hoje na Paz e Vida!

“Assim diz Deus, o Senhor , que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo quanto produz, que dá a respiração ao povo que nela está e o espírito, aos que andam nela.
Eu, o Senhor, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por concerto do povo e para luz dos gentios; para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas” (Isaías 42.5-7).

Essa é uma declaração do próprio Deus a respeito de Jesus. Uma das missões do Filho de Deus na terra é CURAR (abrir os olhos dos cegos) e LIBERTAR (tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas).

E isso para você pode ser um grande milagre! Por isso, venha hoje, sexta e participe da Reunião de Cura Divina e Libertação dentro da Campanha de Oração: Os Milagres de Jesus na minha vida!

Participe da reunião hoje:

Horário: às 9, 15 e 19h nas nossas Igrejas no Brasil e em Portugal, às 9h, 15h e 20h!

Acesse: pazevida.org.br/enderecos e veja onde tem uma Paz e Vida pertinho de você!

Paz e Vida: Jesus realiza milagres aqui!

Por Pastora Daniela Porto

Quinta da Visão com Bianca Pagliarin

Jesus nos deixou um ensinamento poderoso para realizar os sonhos: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre” (Mateus 7.7-8).

Perceba que o passo para sair da zona de conforto é seu! Mas você não precisa fazer isso sozinho: participe da Quinta da Visão com Bianca Pagliarin. Nesta reunião você aprenderá estratégias para conquistar, crescer e prosperar!

Horário: 19 horas;
Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 1.965, pertinho da Rodoviária do Tietê;
Amplo estacionamento exclusivo e gratuito;
Entrada gratuita e Turminha Feliz funcionando para receber o seu filho!

Saia da zona do conforto e prospere!

Por Pastora Daniela Porto

Saque de até R$ 1.000 do FGTS começa a ser liberado hoje

Pagamentos extraordinários seguem até o dia 15 de junho, devem beneficiar 42 milhões e injetar R$ 30 bilhões na economia.

A Caixa Econômica libera nesta quarta-feira (20) o Saque Extraordinário de até R$ 1.000 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para 3,9 milhões de profissionais nascidos em janeiro, num total de R$ 2,7 bilhões.

Os pagamentos, que seguem até 15 de junho, para quem faz aniversário em dezembro (veja o calendário abaixo), devem beneficiar ao todo 42 milhões de pessoas e injetar R$ 30 bilhões na economia.

Os recursos, presentes na conta poupança digital, já podem ser movimentados por meio do aplicativo Caixa Tem. Na plataforma, além de transferir a grana para uma conta-corrente, é possível pagar contas essenciais, boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais.

Neste ano, cada trabalhador poderá retirar até R$ 1.000, independentemente do número de contas que tenha no fundo. A grana ficará disponível até 15 de dezembro. Se o resgate não for realizado, os recursos voltarão para a conta vinculada do FGTS.

Valter Police, planejador fiduciário da Fiduc, explica que o resgate é uma boa oportunidade para ampliar a liquidez do dinheiro, atualmente preso nas contas do FGTS, pagar dívidas ou investir em ativos mais atrativos.

Ele, no entanto, alerta para “casos raros” nos quais a melhor alternativa é manter o montante longe dos bolsos. “Isso acontece quando a pessoa precisa proteger o dinheiro de alguém na dinâmica familiar ou quando esses recursos precisam ser protegidos do próprio trabalhador, que vai gastar com bobagens”, orienta Police.

Se o trabalhador possuir mais de uma conta no FGTS, o saque será feito na seguinte ordem: primeiro, as contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que tiver o menor saldo; em seguida, as demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo.

Quem antecipou o saque aniversário do FGTS e ficou com o valor bloqueado na conta não poderá retirá-lo nesta etapa. Isso ocorre porque a nova rodada de saques só poderá ser feita para contas com recursos liberados.

O trabalhador também pode indicar que não deseja receber o Saque Extraordinário do FGTS, para que sua conta não seja debitada. Nesse caso, ele deverá acessar o Aplicativo FGTS ou se dirigir a uma das agências do banco para informar que não quer receber o crédito.

Calendário de pagamento?

Nascidos em janeiro – 20 de abril
Nascidos em fevereiro – 30 de abril
Nascidos em março – 4 de maio
Nascidos em abril – 11 de maio
Nascidos em maio – 14 de maio
Nascidos em junho – 18 de maio
Nascidos em julho – 21 de maio
Nascidos em agosto – 25 de maio
Nascidos em setembro – 28 de maio
Nascidos em outubro – 1º de junho
Nascidos em novembro – 8 de junho
Nascidos em dezembro – 15 de junho

Fonte: R7

Com alta da inflação, 64% dizem ter reduzido gastos nos últimos seis meses, diz pesquisa

Levantamento divulgado pela CNI ouviu 2.015 pessoas entre os dias 1º e 5 de abril. Inflação em março subiu para 1,62%, maior percentual para o mês desde 1994.

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, com o aumento da inflação, 64% dos entrevistados disseram ter reduzido gastos nos últimos seis meses. Desses, metade informou ter feitos cortes “grandes ou muito grandes” nas despesas.

O levantamento, feito pelo Instituto FSB Pesquisa, ouviu 2.015 pessoas entre 1º e 5 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em março subiu para 1,62%maior percentual para o mês desde 1994, isto é, a maior dos últimos 28 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação registra aumento de 11,30%.

Puxado principalmente pelo aumento no preço dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou 2021com aumento de 10,06%, o pior resultado em seis anos.

Cortes nos gastos

Saiba abaixo quais gastos os entrevistados disseram ter cortado nos últimos seis meses, segundo a pesquisa CNI:

– 34% deixaram de comprar material de construção;

– 29% cancelaram TV por assinatura;

– 24% deixaram de fazer refeições fora de casa;

– 23% deixaram de comprar eletrodomésticos;

– 16% reduziram gastos com combustível;

– 15% deixaram de consumir combustível;

– 15% deixaram de comprar roupas e sapatos;

– 14% afirmaram não usar mais transporte público;

– 12% cortaram a conta de celular.

Ainda segundo a pesquisa:

– o impacto da inflação foi sentido nos últimos seis meses por 95% da população;

– para 87%, os preços subiram “muito” nos últimos seis meses.

Cenário global

Ao analisar os resultados da pesquisa, o presidente da CNI, Robson Braga, afirmou que há “incertezas” no cenário global, o que tem causado temor na economia em todo o mundo.

“A guerra travada na Ucrânia trouxe mais incertezas para a economia global, o que impulsiona a inflação e desperta o temor de retrocesso da economia em todo o mundo”, avaliou.

Para ele, diante dessa conjuntura, o Brasil precisa adotar as medidas para incentivar:

– crescimento econômico;

– geração de empregos;

– aumento da renda da população.

“A principal delas é a reforma tributária. Não temos como fugir disso”, opinou.

Estudo do Centro de Cidadania Fiscal estima que a reforma tributária sobre o consumo, discutida pelo Congresso Nacional nas últimas décadas, mas que segue travada, tem potencial para elevar o PIB do Brasil em no mínimo 10% nas próximas décadas.

Outros números

Veja outros resultados da pesquisa divulgada pela CNI:

– 76% dos brasileiros afirmaram que a situação financeira foi prejudicada pela inflação (as mais afetadas são as pessoas sem escolaridade; com renda de até um salário mínimo; e moradores do Nordeste);

– 66% dos entrevistados disseram acreditar que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses;

– 81% disseram avaliar que a situação econômica atual é tão grave ou mais grave que crises econômicas anteriores.

Os entrevistados também informaram quais gastos aumentaram:

– 59% aumentaram os gastos com conta de luz;

– 56% aumentaram os gastos com gás de cozinha;

– 52% aumentaram os gastos com arroz e feijão;

– 51% aumentaram os gastos com água;

– 50% aumentaram os gastos com combustível;

– 49% aumentaram os gastos com frutas e verduras;

– 48% aumentaram os gastos com carne vermelha.

Projeções

Ainda de acordo com a pesquisa, os entrevistados responderam da seguinte maneira ao serem questionados sobre como preveem os gastos nos próximos seis meses:

47% afirmaram que pretendem manter os gastos;

33% disseram que pretendem diminuir os gastos;

5% afirmaram que pretendem diminuir muito os gastos.

Fonte: G1

Sensor militar dos EUA confirma que meteoro interestelar atingiu a Terra

Pesquisadores da Universidade de Harvard (Estados Unidos) descobriram o primeiro meteoro conhecido vindo de outro sistema solar a atingir a Terra. A colisão aconteceu em 2014 na costa de Papua Nova Guiné. A origem interestelar do corpo celeste foi confirmada recentemente por meio de um documento do Comando Espacial dos Estados Unidos.

Apesar da confirmação recente, a hipótese foi divulgada pelos astrofísicos Amir Siraj e Abraham Loeb em um estudo de 2019. O meteoro chamado de ‘Oumuamua havia chamado a atenção da dupla em 2017 por seu formato alongado, que lembra um charuto. Eles o encontraram enquanto vasculhavam o banco de dados do Center for Near Earth Object Studies da NASA, e foram os primeiros a propor que a rocha espacial tinha viajado de fora do nosso Sistema Solar.

O meteoro atingiu a atmosfera a uma velocidade superior a 210.000 km/h, o que não seria possível para nenhum objeto que estivesse viajando dentro do nosso Sistema Solar. Essa interpretação foi inicialmente rejeitada pela revista científica Astrophysical Journal Letters quanto os autores tentaram submeter o artigo, porque os dados sobre a velocidade foram considerados insuficientes. O periódico é um dos mais relevantes na área.

Foram dados armazenados pelo governo dos EUA, posteriormente divulgados aos astrônomos, que confirmaram que a estimativa de velocidade era “suficientemente precisa para indicar uma trajetória interestelar”. Esses dados são provenientes de sensores de alta tecnologia usados pelas forças militares dos Estados Unidos para rastrear potenciais atividades nucleares.

Agora, os astrônomos pretendem publicar o estudo original e planejam procurar possíveis fragmentos do meteoro que possam ter caído no fundo do oceano Pacífico, onde o corpo celeste explodiu — tarefa que pode ser quase impossível.

Fonte: TecMundo

Entenda por que é cada vez mais comum esquecermos de “pequenas coisas”

Neurologistas avaliam como as redes sociais afetam a memória: “Logo passaremos a ter menos capacidade de atenção do que um peixe.”

O rosto de uma pessoa que é familiar, mas o nome dela não vem à mente, a chave do carro que foi parar sabe-se lá onde na hora de sair de casa. Tudo isto são exemplos de casos esporádicos e momentâneos de falta de memória, mas a verdade é que eles tendem a ser cada vez mais recorrentes e a aparecer cada vez mais cedo na vida das pessoas.

À CNN, os especialistas em neurologia e psiquiatria dizem que muitos fatores podem estar contribuindo para este cenário. O estresse e a tecnologia são os que mais se destacam, com especial atenção para o segundo fator, que surge cada vez mais cedo na vida das pessoas e acaba por ter um impacto direto na capacidade de concentração e memória. Também é necessário considerar nessa equação o avanço da idade.

“O próprio envelhecimento normal leva à perda de faculdades de forma gradual e progressiva, sendo que a atenção, a concentração, o rendimento de trabalho e algumas formas de memória são das primeiras dimensões a ser afetadas em idades tão precoces como a partir dos 30 a 35 anos”, começa disse Alexandre Amaral e Silva, neurologista no Hospital CUF Tejo e no Hospital CUF Santarém.

“Não é uma questão de preguiça ou de perder o senso”, diz Amir-Homayoun Javadi, professor de Psicologia e Neurociências Cognitivas na Universidade Kent, Reino Unido.

O especialista aponta que a pandemia também teve um papel importante no fator determinante para a memória. “Como passamos por uma fase pandêmica nos últimos dois anos, isso faz com que se torne mais difícil para os nossos cérebros criar e relembrar memórias”.

O mito da multitarefa

Em 2018, a Universidade de Stanford publicou uma entrevista com Anthony Wagner, professor de Psicologia e diretor do Stanford Memory Laboratory, em que o especialista alertava para as consequências da multitarefa  — a execução de várias tarefas ao mesmo tempo, como “assistir” a uma série enquanto vê as últimas atualizações em uma rede social, estudar enquanto se mantém uma conversa por escrito com outra pessoa, trabalhar em mais do que um projeto simultâneo.

Para muitas pessoas, a capacidade de fazer mais do que uma tarefa ao mesmo tempo é algo positivo, quase que um superpoder dos tempos modernos — e muitas vezes até presente como requisito em anúncios de emprego — mas a verdade é que o nosso cérebro não gosta tanto assim desta sobrecarga de trabalho.

Ele até pode realizar tarefas ao mesmo tempo, mas a atenção dada a cada uma delas é deficitária e a memória fica prejudicada.

Segundo Wagner, que, ao longo de uma década, estudou a memória em ambiente de múltiplas tarefas realizadas em paralelo, tendo publicado os resultados dessa investigação na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a multitarefa afeta diretamente a memória de trabalho e a atenção e compromete tarefas simples de memória, como lembrar onde deixou a chave de casa no dia anterior.

O neurologista Alexandre Amaral e Silva considera que, “na maior parte das situações, a multitarefa é prejudicial, não só para a memória como para o desempenho cognitivo em geral”.

E explica o porquê: “a divisão da atenção por diversas tarefas ao mesmo tempo pode comprometer a concentração, diminuir a velocidade de processamento da informação e comprometer a qualidade do desempenho, levando a uma menor eficácia na realização das tarefas”.

No fundo, ele diz, mudar de tarefa em tarefa, tentando na verdade realizá-las ao mesmo tempo, dificulta “a apreensão e retenção dos detalhes de cada uma e levando ao registo de informações fragmentadas e menos estruturadas”.

Em 2020, a revista Nature publicou um outro estudo sobre a multitarefa, revelando que o uso em simultâneo de várias ferramentas digitais — como fazer uma pesquisa online ao mesmo tempo que se “vê” televisão — pode prejudicar a atenção, sobretudo em adultos jovens (entre os 18 e os 26 anos), tornando pior a capacidade de recordar mais tarde situações ou experiências específicas.

O resultado, alerta  Alexandre Amaral e Silva, é “uma sobrecarga de informação que induz uma simplificação da abordagem das tarefas e impede uma reflexão adequada sobre os acontecimentos que seria fundamental para uma eficaz consolidação da memória”.

“Em crianças e jovens há evidências claras de problemas com a atenção, distúrbios do sono e da ansiedade com impacto em termos de rendimento acadêmico relacionados, em particular, com a multitarefa digital”, continua o neurologista.

Estresse: o combustível para o estado de alerta

O estresse é uma resposta fisiológica com papel importante para colocar o organismo num estado de preparação para um desafio físico e cognitivo. É o combustível para o estado de alerta e atenção, mas apenas quando em cargas moderadas, o que, nos estilos de vida atuais, tende a ser cada vez menos frequente.

“A ciência começa a reportar em animais que há um efeito do estresse no envelhecimento celular, mas ainda não se consegue identificar isso em humanos e perceber qual o impacto a longo prazo”, diz Sofia Sousa, neurologista no Hospital de Braga, que adianta que a Universidade do Minho tem realizado algumas pesquisas sobre o impacto do estresse no funcionamento cognitivo, seja de profissionais, como professores universitários e enfermeiros, ou estudantes.

De acordo com um estudo publicado em 2009 na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience, “o estresse é um forte modulador da função da memória, no entanto, a memória não é um processo unitário e o estresse parece exercer efeitos diferentes dependendo do tipo de memória, como a explícita e a de trabalho”.

A memória de trabalho é um componente cognitivo que permite o armazenamento temporário de informação com capacidade limitada, podendo chamar-se memória do presente, aquela que nos ajuda a lembrar algo aqui e agora e que vai construindo ‘gavetas’ com memórias futuras.

“A ciência começa a reportar em animais que há um efeito do stress no envelhecimento celular, mas ainda não se consegue passar para humanos e perceber qual o impacto a longo prazo”, diz Sofia Sousa, neurologista no Hospital de Braga, que adianta que a Universidade do Minho tem realizado algumas investigações sobre o impacto do estresse no funcionamento cognitivo, seja de profissionais, como professores universitários e enfermeiros, ou estudantes.

De acordo com um estudo publicado em 2009 na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience, “o estresse é um forte modulador da função da memória, no entanto, a memória não é um processo unitário e o estresse parece exercer efeitos diferentes dependendo do tipo de memória, como a explícita e a de trabalho”.

A memória de trabalho é um componente cognitivo que permite o armazenamento temporário de informação com capacidade limitada, podendo chamar-se memória do presente, aquela que nos ajuda a lembrar algo aqui e agora e que vai construindo ‘gavetas’ com memórias futuras.

No caso das redes sociais, que são um dos principais entretenimentos online, João Cardoso, psiquiatra na Clínica Leite, não hesita em dizer que “estão feitas para isso”, para prender as pessoas, fazer com que queiram passar mais e mais tempo nelas.

“O Instagram e o TikTok têm um algoritmo para dar sempre a novidade e isso mexe com o nosso sistema de seeking [procura]. Tudo isto tem a ver com a dopamina, quando procuramos uma coisa boa produzimos endorfinas, endocanabinoides, mas é a dopamina que nos leva a procurar coisas”, disse.

No caso dos adultos, diz a neurologista Sofia Sousa, os dispositivos móveis e as redes sociais acabam por “cultivar bastante em termos de informação”, contudo, podem ter “o efeito de nos tornar menos ativos socialmente e a estimulação social com outras pessoas é essencial para o funcionamento cognitivo adequado”.

Nas crianças, por sua vez, a situação “é completamente diferente”, uma vez que o uso constante de gadgets “traz danos, porque [as crianças] estão numa fase de desenvolvimento neuronal, ficam mais irritadas e isso interfere na aprendizagem”, alerta a médica.

“Temos alguns estudos que revelam que o tempo de concentração de uma criança diminuiu nos últimos 20 anos. Antes conseguiam ter, mais ou menos, 12 segundos de foco, e um peixe dourado tinha oito segundos, passados 20 anos, as crianças têm em média sete segundos e passamos a ter menos capacidade de atenção do que um peixe e isso é preocupante. Temos que repensar tudo o que é tela, são péssimas”, alerta.

O psiquiatra diz que “não fomos feitos absorver tanta informação” e que, “numa fase da vida na transição da adolescência, os neurônios mais usados ficam e os menos usado vão embora”.

E qual o impacto dos gadgets, do consumo desenfreado de informação online e das redes sociais na memória a longo prazo? “Ligue-me daqui 50 anos e falamos”, diz o psiquiatra, lamentando que ainda não é possível medir os impactos, mas nós estimamos que sejam maus.

Quando as pequenas falhas de memória devem ser um motivo de preocupação?

Segundo o neurologista Alexandre Amaral e Silva, nas pessoas mais jovens, apesar de estarem mais à mercê das multitarefas e dos efeitos das telas na concentração, “raramente existe um compromisso primário da memória, sendo os motivos mais comuns dessas falhas pontuais e transitórias são fatores como os distúrbios de ansiedade/depressão, sobrecarga intelectual/emocional, distúrbios nutricionais e hormonais ou perturbações do sono”.

“Pequenos lapsos pontuais, sem repercussão relevante, como a dificuldade em lembrar um nome ou saber onde está um objeto, não são motivo de alarme, que são habitualmente superados em poucos segundos”, salienta o  neurologista.

Porém, destaca que, “apesar das causas serem maioritariamente “benignas”, no sentido de não se tratarem de doenças com caráter degenerativo, elas não devem ser minimizadas e devem motivar uma correta avaliação e abordagem, particularmente se tiverem impacto relevante no desempenho diário”.

Para Alexandre Amaral e Silva, “a frequência dessas falhas, o seu impacto no desempenho escolar, profissional ou familiar, com diminuição do rendimento e da produtividade ou compromisso das relações interpessoais, são os sinais de alerta mais relevantes e que devem motivar o recurso a um apoio especializado”.

Fonte: CNN BRASIL