Retenção de líquido: por que acontece e como melhorar o inchaço

Problema é comum, pode afetar pessoas de todas as idades e ocorre quando há acúmulo de água excessivo nos tecidos do corpo.

Você já chegou ao final do dia e percebeu que os pés, tornozelos, mãos ou abdômen estavam inchados ou com aquela sensação de desconforto e peso nas pernas? Isso pode ser sinal de que o seu corpo está retendo muito líquido.

Esse problema é comum e pode afetar pessoas de todas as idades. Ele ocorre quando há acúmulo de água excessivo nos tecidos do corpo e, embora não seja uma doença, pode ser uma resposta a fatores externos, como alimentação ou estilo de vida.

“Em um corpo saudável, existe um equilíbrio do fluxo de líquidos dentro e fora dos vasos sanguíneos, que é mantido pelo sistema linfático e os vasos sanguíneos. Nos casos de retenção de líquido, edema, há um desequilíbrio do fluxo de líquido dentro e fora dos vasos sanguíneos, fazendo com que o liquido fora dos vasos sanguíneos se acumule além do normal no espaço entre as células”, explica Barbara Liz Taveira dos Reis, nutróloga do Hospital do Servidor do Estado de São Paulo (HSPE).

Principais causas da retenção de líquidos

Alimentação: consumo excessivo de sódio (sal), presente em alimentos processados e industrializados, pode fazer com que o corpo retenha mais água para equilibrar os níveis de sódio no organismo;

Sedentarismo: falta de atividade física prejudica a circulação sanguínea e linfática, dificultando a eliminação de líquidos. Pessoas que ficam sentadas ou de pé por longos períodos podem ter dificuldades na circulação sanguínea, levando ao acúmulo de líquidos nos tornozelos e pés;

Calor: altas temperaturas causam a vasodilatação, possibilitando a liberação de líquidos para os tecidos, que resulta em pernas e mãos inchadas;

Alterações hormonais: mulheres, principalmente durante o período menstrual e a gravidez, estão mais propensas à retenção de líquidos devido às flutuações hormonais. O uso de anticoncepcionais hormonais também pode contribuir para essa retenção;

Medicamentos: alguns remédios, como anti-inflamatórios e corticoides, podem causar retenção de líquidos como efeito colateral;

Problemas de saúde: doenças como insuficiência cardíaca, renal ou hepática, além de distúrbios na tireoide, podem levar ao acúmulo de líquidos;

Inflamação e resposta imunológica: condições inflamatórias, como artrite reumatoide ou infecções, podem aumentar a permeabilidade capilar, permitindo que mais líquido entre nos tecidos.

Prevenção e tratamento

A retenção de líquidos, na maioria dos casos, pode ser prevenida e tratada com mudanças simples no estilo de vida, como adotar uma alimentação mais saudável, praticar atividades físicas e manter a hidratação.

Na maioria dos casos, a retenção de líquidos não acarreta graves problemas de saúde. Porém, quando crônica e não tratada, ela pode agravar outras condições e levar a complicações como a doença renal crônica, úlceras e trombose venosa, por exemplo.

“Além do desconforto causado pelos inchaços, a retenção de líquidos pode desencadear dores no corpo, prejudicar o funcionamento intestinal e gerar desconforto abdominal, agravar o quadro geral de doenças prévias como a insuficiência cardíaca e renal. Em casos mais graves desencadeados por doenças pode ocorrer a retenção de líquido nos pulmões, desenvolvendo um quadro potencialmente grave, que é o edema agudo de pulmão”, acrescenta Uerá do Couto, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Seis dicas para melhorar a retenção de líquidos e aliviar o inchaço

Reduza o consumo de sódio: evite comer alimentos processados, industrializados e embutidos. Dê preferência a alimentos frescos e naturais. Além disso, temperos como ervas e especiarias podem substituir o sal no preparo de refeições;

Beba bastante água: apesar de parecer contraditório, beber bastante água ajuda o corpo a eliminar o excesso de líquido. A desidratação faz com que o organismo retenha mais água como mecanismo de defesa;

Coma frutas: em muitas frutas, como a melancia, melão, abacaxi, pera, maçã e coco, encontramos propriedades com efeito diurético devido a nutrientes como magnésio, potássio, vitamina B6 e outros fatores que ajudam a evitar a retenção de líquidos;

Pratique atividades físicas: a prática de exercícios físicos regulares melhora a circulação sanguínea e linfática, ajudando a eliminação de líquidos;

Eleve as pernas: se o inchaço ocorre nas extremidades, como tornozelos e pés, elevar as pernas por alguns minutos ao longo do dia pode melhorar a circulação e reduzir o acúmulo de líquido nessas áreas;

Uso de meias de compressão: as meias de compressão ajudam a melhorar a circulação e podem ser benéficas. Elas aplicam pressão graduada para auxiliar no retorno venoso e reduzir o acúmulo de líquidos nos membros inferiores.

Fonte: CNN BRASIL

Bilhões de pessoas não comem 7 nutrientes essenciais; veja quais são

Dado é de estudo publicado no final de agosto na revista The Lancet Global Health.

Nutrientes como ferro e cálcio são fundamentais para a saúde do sangue e dos ossos, respectivamente. No entanto, mais da metade da população mundial não consome o suficiente desses e de outros cinco nutrientes também cruciais para a saúde humana, de acordo com um novo estudo publicado no dia 29 de agosto na The Lancet Global Health.

Segundo o trabalho, mais de 5 bilhões de pessoas não consomem quantidade suficiente de iodo, vitamina E ou cálcio. Além disso, mais de 4 bilhões têm ingestão insuficiente de ferro, riboflavina, folato e vitamina C.

“Nosso estudo é um grande avanço”, afirma coautor do estudo, Christopher Free, pesquisador assistente do Instituto de Ciências Marinhas e da Escola de Ciências Ambientais e Gestão Bren da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, em comunicado à imprensa. Free também é especialista em nutrição humana.

Isso ocorre “não apenas porque é o primeiro a estimar a ingestão inadequada de micronutrientes para 34 grupos de idade e sexo em quase todos os países,” acrescenta Free, “mas também porque torna esses métodos e resultados facilmente acessíveis para pesquisadores e profissionais.”

Estudos anteriores avaliaram deficiências globais de micronutrientes ou suprimentos insuficientes de alimentos que os contêm, mas não havia estimativas globais de ingestão considerada inadequada com base nas necessidades nutricionais, de acordo com o estudo mais recente.

Por essas razões, a equipe de pesquisa estimou a prevalência de ingestão inadequada de 15 micronutrientes em 185 países, ou 99,3% da população. Eles fizeram isso por meio de modelagem — aplicando um “conjunto globalmente harmonizado de necessidades nutricionais específicas de idade e sexo” aos dados do Banco de Dados Dietético Global de 2018, que fornece estimativas de ingestão com base em dados de pesquisas individuais, pesquisas domiciliares e suprimentos nacionais de alimentos.

Os autores também encontraram diferenças entre mulheres e homens. As mulheres tinham maior probabilidade do que os homens de não consumir quantidade suficiente de iodo, vitamina B12, ferro e selênio. Já os homens não ingeriam o suficiente de magnésio, zinco, tiamina, niacina e vitaminas A, B6 e C.

Havia também padrões geográficos. Na Índia, as ingestões insuficientes de riboflavina, folato e vitaminas B6 e B12 foram especialmente altas, enquanto a baixa ingestão de cálcio foi maior no sul e leste da Ásia, na África Subsaariana e no Pacífico.

“Esses resultados são alarmantes”, afirma o coautor do estudo Ty Beal, especialista técnico sênior da Aliança Global para Nutrição Melhorada, com sede na Suíça, no comunicado. “A maioria das pessoas — mais do que se pensava anteriormente, em todas as regiões e países de todas as rendas — não está consumindo o suficiente de vários micronutrientes essenciais. Essas lacunas comprometem os resultados de saúde e limitam o potencial humano em escala global.”

Embora os achados sejam únicos, eles estão alinhados com o que outros estudos menores, específicos de países, descobriram ao longo dos anos, segundo Lauren Sastre, professora assistente de ciência da nutrição e diretora do Programa Farm to Clinic na East Carolina University, na Carolina do Norte, por e-mail.

“Este é um estudo valioso”, acrescentou Sastre, que não participou da pesquisa.

Os problemas de avaliar dietas em todo o mundo

O estudo tem várias limitações importantes. Em primeiro lugar, como a pesquisa não inclui o consumo de suplementos e alimentos fortificados, algumas das inadequações encontradas no estudo podem não ser tão graves na vida real se algumas pessoas estiverem consumindo suplementos e alimentos fortificados que teoricamente aumentariam suas ingestões de certos nutrientes, disseram os autores. No entanto, a suplementação e a fortificação com muitos dos outros nutrientes estudados são incomuns globalmente, disseram os autores.

Mas 89% das pessoas em todo o mundo consomem sal iodado, de acordo com a Unicef. “Portanto, o iodo pode ser o único nutriente para o qual a ingestão inadequada de alimentos é amplamente superestimada”, disseram os autores, referindo-se aos seus achados.

“Minha única crítica é que eles deixaram de fora o potássio, citando que não há padrões”, diz Sastre. “Certamente temos (uma quantidade diária recomendada) de potássio nos EUA, e a maioria das pessoas não consome nem perto o suficiente. E precisa ser equilibrado com o sódio. Temos pessoas consumindo muito sódio e quase nenhum potássio, que é essencial para a pressão arterial (e) saúde do coração.”

Além disso, informações mais completas sobre a ingestão dietética individual em todo o mundo são escassas, especialmente conjuntos de dados que são representativos nacionalmente ou contêm mais de dois dias de ingestão, disseram os pesquisadores. Essa escassez limita a capacidade dos pesquisadores de validar suas estimativas modeladas.

E, embora a equipe tenha medido ingestões inadequadas, ela não tinha dados sobre se essas ingestões levaram a deficiências que devem ser diagnosticadas por um médico ou nutricionista com base em exames de sangue e/ou sintomas.

Como ter uma dieta mais nutritiva?

Nutricionistas e médicos podem ajudar você a determinar se está recebendo quantidade suficiente de certas vitaminas ou minerais ou se você tem deficiências comprovadas por exame de sangue.

“Os micronutrientes têm papéis críticos na função celular, na imunidade (e) no metabolismo,” disse Sastre. “No entanto, não estamos consumindo frutas, vegetais, nozes, sementes, grãos integrais — onde eles são encontrados. Precisamos seguir a recomendação da American Heart Association de “comer o arco-íris”.

Aqui está uma lista de por que os sete nutrientes com menor ingestão global são importantes e alguns dos alimentos nos quais eles são encontrados:

  1. Cálcio

Importante para ossos fortes e saúde geral

Encontrado em produtos lácteos e alternativas fortificadas à base de soja, amêndoa ou arroz; vegetais de folhas verdes escuras; tofu; sardinhas; salmão; tahine; e suco de laranja ou toranja fortificado

  1. Folato

Importante para a formação de glóbulos vermelhos e o crescimento e funcionamento das células, especialmente durante a gravidez.

Encontrado em vegetais verdes escuros, feijões, ervilhas, lentilhas e grãos enriquecidos como pão, macarrão, arroz e cereais

  1. Iodo

Importante para a função da tireoide e desenvolvimento dos ossos e do cérebro

Encontrado em peixes, algas marinhas, camarão, produtos lácteos, ovos e sal iodado

  1. Ferro

Importante para o transporte de oxigênio no corpo, bem como para o crescimento e desenvolvimento

Encontrado em ostras, pato, carne bovina, sardinhas, caranguejo, cordeiro, grãos fortificados, espinafre, alcachofras, feijões, lentilhas, folhas verdes escuras e batatas

  1. Magnésio

Importante para a função muscular e nervosa, açúcar no sangue, pressão arterial e a formação de proteínas, ossos e DNA

Encontrado em leguminosas, nozes, sementes, grãos integrais, vegetais de folhas verdes e cereais fortificados

  1. Niacina

Importante para os sistemas nervoso e digestivo

Encontrada em carne bovina, frango, molho marinara, peru, arroz integral, sementes de abóbora, salmão e grãos fortificados

  1. Riboflavina

Importante para o metabolismo dos alimentos para energia, o sistema imunológico e a saúde da pele e do cabelo

Encontrada em ovos, produtos lácteos, carnes, grãos e vegetais verdes

Fonte: CNN BRASIL

Participe da Campanha de Oração: “7 Semanas para o Resgate da Alma” em todas as unidades de Paz e Vida!

Hoje é um dia muito especial em todas as Igrejas da Comunidade Cristã Paz e Vida! Estamos em oração por Cura Divina e Libertação.

Venha com o coração aberto, traga os nomes de seus familiares e amigos que precisam de intercessão. Participe também da nossa Campanha de Oração: “7 Semanas para o Resgate da Alma”. Estamos em uma jornada de fé, orando pelo resgate daqueles que se afastaram do Caminho, para que voltem para a Casa do Pai e sintam novamente o abraço amoroso de Deus.

Estamos te esperando com muito amor e fé! Não perca, sua presença faz toda a diferença!

Hoje reuniões acontecem às 9h, 15h e 19h, no Brasil. E, em Portugal, às 15h e 20h. Para saber nossos endereços, clique aqui.

Se você não consegue comparecer presencialmente, acompanhe pelo: https://www.youtube.com/pazevidaoficial  e tenha a sua fé edificada!

Para saber onde tem uma Paz e Vida pertinho de você, acesse https://www.pazevida.org.br/enderecos

Paz e Vida: lugar de gente feliz e ungida!

Por Pra. Daniela Porto

Bianca Pagliarin te espera hoje da Quinta da Visão, na Sede Nacional da Paz e Vida, às 19h!

Descubra uma maneira totalmente nova de alcançar seus objetivos e viver o propósito que Deus tem para sua vida! Junte-se à querida Bianca Pagliarin na Quinta da Visão e mergulhe em uma jornada incrível, guiada pela Palavra de Deus.

Se você busca excelência e quer crescer em tudo que faz, essa é a sua chance! Não perca essa oportunidade única de transformação, onde sua visão será ampliada e seu coração renovado.

Estamos te esperando de braços abertos para juntos darmos esse passo rumo a uma vida cheia de propósito e realização!

Data: todas as quintas-feiras;
Horário: 19 horas;
Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 1.965, pertinho da Rodoviária do Tietê;

Amplo estacionamento exclusivo e gratuito;

Entrada gratuita e Turminha Feliz funcionando para receber o seu filho!

Por Pra. Daniela Porto

Preço de alimentos devem subir por seca e incêndios, dizem especialistas

Impactos devem ser sentidos em plantações permanentes, como café, açúcar e laranja.

A seca e as queimadas que atingem diversas regiões do Brasil devem elevar o preço de alimentos a partir de setembro, período já conhecido por encarecimento dos produtos pela mudança de estação.

Especialistas afirmaram à CNN ser difícil mensurar efeito do atual cenário climático, mas que plantações permanentes, como açúcar, café e laranja, e da região Sudeste e Centro-Oeste, serão as mais afetadas.

A atual onda de calor é a mais intensa da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). Os efeitos da falta de chuva se desdobram em outro risco ao agro: as queimadas.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que mais de cinco mil focos de incêndios foram registrados em 24 horas encerradas na manhã de terça-feira (10).

Felippe Serigatti, pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV Agro, aponta para maior risco em safras que ocorrem todo o ano.

“As principais são a cana-de-açúcar, com reflexo no açúcar refinado e etanol, e que já vemos acontecer. Depois vem o café e a laranja, tanto a fruta quanto o suco da fruta. O prejuízo tende a ser maior porque independente da época de colheita ou plantação, elas são contínuas durante todo o ano”, diz o pesquisador.

Mais da metade da cana-de-açúcar produzida no Brasil vem de São Paulo e Minas Gerais. Já a laranja tem 85% de sua produção concentrada no cinturão citrícola, que também inclui os dois estados.

Sílvio Isoppo Porto, diretor-executivo de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), explica que a laranja é a fruta que pode ter maiores problemas devido à massa de ar quente que atinge a maior parte do Brasil.

O fenômeno já provoca grande estresse hídrico nos pomares e está comprometendo a qualidade dos lotes.

De acordo com Serigatti, pode haver impacto nas hortaliças, uma vez que a região Centro-Sul — composta de Sudeste, Sul e Centro-Oeste — é uma grande produtora e uma das mais afetadas.

“É super razoável a gente imaginar que haverá impacto nos preços dos alimentos devido essas condições ambientais”, destaca.

Pressão sobre inflação

O encarecimento dos alimentos deve incidir sobre a inflação, pontua Matheus Dias, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), já prevendo a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro, revertendo processo de deflação visto em agosto.

“Certos alimentos já vinham sofrendo alta devido à seca e com as queimadas a tendência é uma aceleração no IPCA de setembro, devido uma redução da produtividade, com um possível pico de preço”, afirma Dias.

As proteínas suína e de frango também tendem ter impacto mais brando. A região Sul, responsável por mais de 70% da produção nacional de ambos, deve sentir um forte reflexo do clima.

Isso deve ocorrer não só pela seca, como também pela previsão de ocorrência de La Niña, que provoca chuvas acima da média.

“Pensando em leite, carne, arroz, feijão, frango e ovos, o impacto no preço deve ser mais duradouro durante o período de estiagem, especialmente em regiões como o Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, onde as condições climáticas são mais severas”, destaca a Conab.

A estimativa é que consumidores sintam aumento de preços já nos próximos meses, conforme o efeito da seca se intensifica.

No caso dos grãos, como arroz, soja, milho e trigo, não deve haver aumento de preços em decorrência da seca. Isso porque, segundo a Conab, a maior parte da colheita desses produtos já havia sido feita.

Fonte: CNN BRASIL

Estudo mostra como a pandemia pode ter afetado o cérebro de adolescentes

Problemas relacionados à saúde mental, vida social e outros aspectos fizeram os cérebros envelhecerem 4,2 anos a mais em meninas.

Os efeitos da pandemia nos adolescentes foram profundos. Inúmeros estudos documentaram problemas relacionados à saúde mental, vida social e outros aspectos.

Agora, um novo estudo sugere que esses fenômenos fizeram com que os cérebros de alguns adolescentes envelhecessem muito mais rápido do que normalmente fariam — 4,2 anos mais rápido em meninas e 1,4 anos mais rápido em meninos, em média, conforme o estudo publicado na segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Sendo o primeiro a contribuir com detalhes sobre as diferenças de envelhecimento por sexo, o estudo acrescenta ao conhecimento existente fornecido por dois estudos anteriores sobre a pandemia de Covid-19 e o envelhecimento acelerado do cérebro entre adolescentes.

“As descobertas são um alerta importante sobre a fragilidade do cérebro adolescente”, disse a autora sênior do estudo, Dra. Patricia K. Kuhl, diretora de aprendizado na primeira infância na Bezos Family Foundation e codiretora do Instituto de Ciências do Aprendizado e Cérebro na Universidade de Washington, em Seattle, por e-mail. “Os adolescentes precisam do nosso apoio mais do que nunca.”

O desenvolvimento socioemocional significativo ocorre durante a adolescência, junto com mudanças substanciais na estrutura e função do cérebro. A espessura do córtex cerebral atinge o pico naturalmente durante a infância, diminui gradualmente ao longo da adolescência e continua diminuindo ao longo da vida, escreveram os autores.

Os pesquisadores originalmente pretendiam acompanhar o desenvolvimento cerebral normal dos adolescentes ao longo do tempo, começando com ressonâncias magnéticas (RM) que realizaram nos cérebros dos participantes em 2018. Eles planejavam fazer outro exame em 2020.

A pandemia atrasou a segunda RM por um período de três a quatro anos — quando os 130 participantes, residentes no estado de Washington, tinham entre 12 e 20 anos. Os autores excluíram adolescentes que haviam sido diagnosticados com um transtorno de desenvolvimento ou psiquiátrico; ou que estavam tomando medicamentos psicotrópicos.

A equipe usou os dados de RM pré-pandemia para criar um “modelo normativo” de como 68 regiões do cérebro provavelmente se desenvolveriam ao longo da adolescência típica, para que pudessem comparar os dados de RM pós-pandemia e ver se eles se desviavam das expectativas. Esse modelo normativo é análogo às tabelas de crescimento normativas usadas nos consultórios pediátricos para acompanhar a altura e o peso das crianças pequenas, disseram os autores.

Ele também foi usado por outros pesquisadores para estudar os efeitos de circunstâncias ou condições, como desvantagem socioeconômica, autismo, depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou estresse traumático.

O estudo revelou um afinamento cortical acelerado nos cérebros pós-pandemia de adolescentes — ocorrendo em 30 regiões cerebrais em ambos os hemisférios e todos os lobos nas meninas, e em apenas duas regiões nos meninos. A prevalência do afinamento atingiu 43% e 6% das regiões cerebrais estudadas para meninas e meninos, respectivamente.

O estudo “não é uma grande revelação, como reconhecem os autores”, mas acrescenta ao nosso conhecimento sobre o assunto, disse o Dr. Max Wiznitzer, professor de pediatria e neurologia na Case Western Reserve University School of Medicine, por e-mail. Ele não esteve envolvido na pesquisa.

Como a adversidade influencia o cérebro

O estudo tem algumas limitações importantes, incluindo o fato de que a autora sênior Kuhl contribuiu com o estudo para a revista, o que significa que ela também foi editora do estudo e pôde escolher, com restrições, quem o revisou por pares.

E como todos foram afetados pela pandemia, os autores não tinham um grupo de controle, motivo pelo qual tiveram que usar o modelo normativo para aproximar o que seriam os controles normais, disse Wiznitzer — “o que não é tão bom quanto controles reais, mas provavelmente o melhor que eles podem fazer”.

Os autores também não tinham dados sobre os empregos, segurança financeira ou alimentar das famílias dos participantes, ou sobre os hábitos de exercícios, sono ou dieta dos participantes, disseram. Também não se sabe se os participantes terem tido Covid-19 poderia ter contribuído para os achados.

“O estudo deles é bom, mas provavelmente não tem uma amostra grande o suficiente para dizer que a diferença de sexo no envelhecimento cerebral é uma descoberta confiável”, disse o Dr. Ian Gotlib, autor de um estudo de 2022 sobre o assunto e diretor do Stanford Neurodevelopment, Affect, and Psychopathology Laboratory, da Universidade de Stanford, por e-mail.

No entanto, “depois de ler este artigo, examinamos as diferenças de sexo nos dados que usamos em nosso estudo — mesma direção das diferenças de sexo relatadas pelos autores, mas não estatisticamente significativas em nossa amostra ligeiramente menor”, acrescentou Gotlib, que não esteve envolvido no estudo.

As regiões com maior aceleração no afinamento entre meninas foram associadas a funções sociais cognitivas, como reconhecer e processar rostos e expressões; processar experiências sociais e emocionais; a capacidade de ter empatia e compaixão; e compreensão da linguagem, segundo o estudo. As regiões afetadas nos cérebros dos meninos estão envolvidas no processamento de objetos no campo visual, bem como de rostos.

Com base em pesquisas anteriores, os autores acham que os resultados podem ser devido a um fenômeno conhecido como “hipótese de aceleração do estresse”. Essa hipótese postula que, em um ambiente de alto estresse, o desenvolvimento pode se deslocar para uma maturação mais precoce para proteger os circuitos emocionais do cérebro e as regiões envolvidas no aprendizado e na memória — reduzindo o impacto da adversidade no desenvolvimento estrutural.

Também foram relatadas correlações entre níveis de cortisol na saliva e espessura cortical no lobo frontal entre adultos humanos. As diferenças entre os sexos poderiam ser devido aos efeitos variados dos estressores em meninos versus meninas, com base no que é importante para cada um, disseram os autores.

O que você pode fazer

Outro fator que os pesquisadores ainda não sabem é se esses efeitos no cérebro são permanentes, disse Kuhl.

“O cérebro não se recupera e fica mais espesso, sabemos disso, mas uma medida de se os adolescentes mostram recuperação após o fim da pandemia e o retorno completo da normalidade social é se seus cérebros afinam mais lentamente”, acrescentou Kuhl. “Se for esse o caso, poderíamos dizer que os cérebros dos adolescentes mostraram alguma recuperação. Esse é um estudo que podemos realmente fazer no futuro.”

Garantir que os jovens recebam apoio em sua saúde mental é fundamental, disse Gotlib. Incentive o tempo de qualidade pessoal, limite o uso de redes sociais e observe mudanças comportamentais que reflitam uma mudança na saúde mental ou no humor, para que você possa intervir o mais cedo possível, disse Wiznitzer.

É importante reconhecer que, embora a “pandemia tenha acabado em grande parte”, seus efeitos permanecem, disse Gotlib.

“Um retorno total ao ‘normal’ pode nunca ocorrer”, disse Kuhl por e-mail. “Esses são todos lembretes potentes da fragilidade humana e da importância de investir na ciência da prevenção e preparação para a próxima pandemia (inevitável).”

Fonte: CNN BRASIL

Veja as frutas que podem aumentar ou diminuir risco de diabetes em crianças

Estudo acompanhou 5.674 crianças com suscetibilidade genética para diabetes tipo 1 do nascimento até os seis anos de idade e apontou quais frutas e cereais podem aumentar risco da doença.

A alimentação é um dos fatores que influenciam no maior ou no menor risco de desenvolver diabetes. Nesse sentido, um novo estudo mostrou quais alimentos podem aumentar o risco do tipo 1 da doença, quando consumidos na infância, e quais podem prevenir a condição. As descobertas foram apresentadas na reunião anual da European Association for the Study of Diabetes (EASD), que está acontecendo em Madri, na Espanha, entre os dias 9 e 13 de setembro.

diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, podendo se desenvolver por meio de fatores genéticos, biológicos e ambientais. A condição é classificada em diabetes tipo 1 — em que o organismo perde sua capacidade de metabolizar a glicose e, geralmente, acomete crianças e adolescentes — e em diabetes tipo 2 — caracterizada pela resistência da insulina, se apresenta de maneira gradativa e é mais comum em adultos com hábitos inadequados que resultam no excesso de peso, dislipidemia (gorduras no sangue) e hipertensão.

No diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca e destrói as células produtoras de insulina no pâncreas, impedindo que o corpo produza o hormônio em quantidades suficientes para regular os níveis de açúcar no sangue. A causa para o desenvolvimento da doença ainda é desconhecida, mas cientistas acreditam que haja uma combinação de predisposição genética e gatilho ambiental, como um vírus ou a alimentação.

Vários alimentos já foram associados à autoimunidade das células produtoras de insulina e ao diabetes tipo 1, mas ainda faltam evidências de alta qualidade que reforcem esses achados. Diante disso, os pesquisadores do atual estudo exploraram como a dieta na infância poderia estar associada ao desenvolvimento da doença em milhares de crianças na Finlândia.

Para isso, eles acompanharam 5.674 crianças (3.010 meninos e 2.664 meninas) com suscetibilidade genética ao diabetes tipo 1, desde o nascimento até os seis anos. Os registros alimentares foram preenchidos pelos pais repetidamente dos três meses aos seis anos e foram importantes para fornecer informações sobre toda a dieta.

Aos seis anos, 94 das crianças do estudo desenvolveram diabetes tipo 1. Outras 206 desenvolveram autoimunidade das células produtoras de insulina e, portanto, estavam em risco substancialmente maior de desenvolver a doença nos próximos anos.

Segundo os pesquisadores, quanto mais frutas, aveia ou centeio as crianças comiam, maior o risco de diabetes tipo 1. Em contraste, comer morangos, mirtilos, framboesas, groselhas negras e outras frutas vermelhas pode fornecer proteção contra o diabetes tipo 1.

“As frutas vermelhas são particularmente ricas em polifenóis, compostos vegetais que podem atenuar a inflamação associada ao desenvolvimento do diabetes tipo 1”, explica a professora Suvi Virtanen, do Instituto Finlandês de Saúde e Bem-Estar, em Helsinque, Finlândia, que liderou a pesquisa, em comunicado à imprensa.

“Por outro lado, as frutas podem conter substâncias nocivas que não ocorrem nas frutas vermelhas. Por exemplo, as frutas vermelhas podem estar livres de pesticidas encontrados em outras frutas”, completa. Além das frutas vermelhas, verduras e vegetais como brócolis, couve-flor e repolho foram associados a um risco reduzido de diabetes tipo 1.

Entre os alimentos que, de acordo com o estudo, foram associados a um maior risco da doença, estavam a aveia, banana, produtos lácteos fermentados (como iogurtes) e trigo. Segundo os pesquisadores, todas as associações entre os alimentos e diabetes tipo 1 foram independentes, ou seja, ocorreram independentemente de outros alimentos ingeridos.

No entanto, ainda é cedo para fazer novas recomendações alimentares para crianças com risco de diabetes tipo 1. “Muitos alimentos que descobrimos estarem associados ao aumento do risco de diabetes tipo 1 e ao processo da doença são considerados parte de uma dieta saudável e é importante que nossos resultados sejam replicados em outros estudos antes que alguém considere fazer mudanças na dieta de seus filhos”, afirma Virtanen.

Fonte: CNN BRASIL

Hoje é dia de buscar o Espírito Santo em todas as unidades de Paz e Vida!

Hoje é um dia muito especial em todas as Igrejas da Paz e Vida: a Reunião da Busca do Espírito Santo!

O próprio Jesus nos prometeu: “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14:16). Que promessa maravilhosa, não é?

Se o seu coração está precisando daquele consolo que só vem do Alto, então esse é o momento certo para você participar! Ao vir hoje, você nunca mais será o mesmo. O vazio que só Deus pode preencher será inundado pelo Espírito Santo, e a alegria do Senhor será a sua força renovada.

Venha receber os dons e o fruto do Espírito e experimente uma transformação profunda em sua vida! Estamos te esperando com carinho e fé!

As reuniões acontecem às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal, o horário é às 9, 15 e 19h30.

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

Imperdível!

Por Pra. Daniela Porto

7 SEMANAS PARA O RESGATE DA ALMA

Jesus conta três parábolas para ensinar
sobre
a perda e resgate de ovelha perdida.

O termo resgate traz a conotação de libertação de algum tipo de cativeiro, através do pagamento de certo preço. A palavra liberdade é ilustrada pelo termo heb, pidyon em Êxodo 21:30, que se refere aquilo que é comprado, isto é libertado. A idéia de libertar é expressa pelo termo ga’al é usado para descrever a libertação do Egito (Is 51:10).

Liberdade, portanto, é a capacidade que o indivíduo tem de ir onde quiser e fazer o que lhe apraz. A Bíblia expressa o conceito de liberdade, tanto no aspecto físico como no espiritual de diversas formas. Só Deus tem liberdade absoluta, pois não está sujeito a nenhuma condição externa. Já os seres humanos, embora não sejam totalmente livres, podem gozar de relativa liberdade em diferentes áreas da vida social, econômica, política e espiritual.

A Lei de Moisés estabelecia o ano do jubileu em que os escravos tinham a oportunidade de conquistar a liberdade (Lv. 25-27). O êxodo do Egito mostra Deus conduzindo o povo de Israel à liberdade (Levítico 25-27). Quando o apóstolo Paulo fala de homem livre (Cl 3:11) está se referindo aos direitos de cidadania. Na época de Paulo, sob o ponto de vista político, o indivíduo podia ser um cidadão romano, portanto um homem livre (At 22:28), ou alguém sem cidadania que não era considerado livre perante a Lei romana. Como cidadão romano, o apóstolo Paulo tinha certos direitos, em particular o direito a um julgamento justo.

Preço – O termo grego lytron era preço de libertação para um escravo. O Senhor Jesus usou essa palavra ao falar de sua própria morte (Mt 20:28). Praticamente o mesmo significado é transmitido por antylitron (1Tm 2:6), exceto que a idéia de troca é enfatizada. Sendo o próprio resgate Cristo redime os pecadores da escravidão do pecado e da condenação da lei.

A morte tem seu processo contrário à vida. Quando Deus formou o homem, uniu o pó da terra (corpo) ao fôlego de vida (espírito, consciência, razão) e o homem passou a ser alma vivente. Na morte, esses elementos separam-se. Um não existe de modo independente do outro. Logo, a consciência ou a razão não pode estar ativa sem o corpo, e este não pode mover-se sem a consciência ou razão. São interdependentes.

No campo espiritual, Jesus explicou que as pessoas são libertas quando conhecem a verdade (Jo 8:32). Ele é a verdade (Jo 14:6). Jesus também declarou que se Ele, o Filho de Deus libertar alguém, esta pessoa será verdadeiramente livre (Jo 8:36). O pecado escraviza; Cristo liberta. O apóstolo Paulo ressaltou que até mesmo a lei pode escravizar o indivíduo, se não for aplicada adequadamente. A obediência à lei, quando praticada mecanicamente e sob coação, é algo que cerceia e restringe a liberdade individual. Cristo nos liberta das amarras da lei (Gl 5:1, 13). Libertos das garras do pecado o cristão pode escolher servir a Deus (Rm 6:22). O Apóstolo Paulo enfatiza a liberdade espiritual dos cristãos (1Co 7:22). A liberdade espiritual dos outros seres humanos torna-se preocupação dos que foram libertos por Cristo.

Por Valdely Cardoso Brito

Onda de calor: capitais brasileiras devem ultrapassar os 40°C; veja a previsão

As altas temperaturas devem permanecer até o dia 20 de setembro.

Após um final de semana marcado por altas temperaturas, diversas cidades do Brasil devem registrar mais de 40°C durante esta semana. A onda de calor deve persistir até o dia 20 deste mês.

De acordo a agência de meteorologia Climatempo, municípios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem registrar temperaturas de até 44°C. Além da região Centro-Oeste do país, o calor em torno dos 40°C deve ser observado no interior do Maranhão, do Piauí e no oeste da Bahia, e em estados como Tocantins, Pará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Veja a previsão para esta semana:

Região Sul

Após registrar a terceira tarde mais quente do ano no último domingo (8), a capital Curitiba (PR) deve registrar máxima de 34°C até o final desta semana.

Já em Florianópolis (SC), temperaturas até os 30°C podem ser observadas até esta quinta-feira (12), quando o calor tende a diminuir, e as possibilidades de chuva crescem no estado.

Em Porto Alegre (RS), a previsão também é de elevadas temperaturas. Durante a próxima quarta-feira (11), a capital deve alcançar cerca de 37°C.

Região Sudeste

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), após registrar a segunda tarde mais quente de 2024, com 34,5°C, no último domingo (8), a cidade de São Paulo deve atingir a máxima de 36°C até o final desta semana e um novo recorde de calor pode ser observado.

No Rio de Janeiro, as temperaturas devem chegar aos 38°C até o final desta semana.

As capitais Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) também registram nesta semana temperaturas entre 28°C e 31°C.

Região Norte

Em Manaus (AM), a temperatura deve variar entre 36°C e 42°C até esta sexta-feira (13). No último domingo (8), a capital registrou recorde de calor em comparação ao restante de 2024.

Ainda nesta semana, as demais capitais da região, devem atingir elevadas temperaturas que podem variar entre 36°C e 41°C.

Região Centro-Oeste

De acordo com a Climatempo, a capital Campo Grande (MS), deve atingir a marca dos 40°C nos próximos dias. No último domingo (8), a cidade registrou a tarde mais quente do ano, com máxima de 38°C.

Em Cuiabá, que também registrou a tarde mais quente do ano neste domingo (8), com máxima de 42,8°C, a semana deve ser marcada por temperaturas de até 42°C.

Região Nordeste

Altas temperaturas também devem ser observadas nas capitais da região. Em Salvador (BA), a temperatura deve permanecer entre 29°C e 30°C. Já no Maranhão, a máxima pode chegar aos 35°C, nesta quinta-feira (12).

*Sob supervisão de Bruno Laforé

Fonte: CNN BRASIL