Vai viajar de carro nas férias? Guia mostra como economizar até 25% na gasolina

Do ar-condicionado à manutenção do automóvel, veja como reduzir os gastos com combustível. O GLOBO ouviu especialistas em mecânica para orientar os motoristas.

Os preços dos combustíveis na bomba até tiveram uma ligeira queda recentemente com o alívio nos impostos aprovado pelo Congresso. Mas, nos últimos 12 meses, o litro da gasolina subiu mais de 25%. Por isso, na hora de colocar o carro na estrada, cada centavo faz a diferença. O GLOBO ouviu dois profissionais especializados na mecânica dos automóveis para preparar um guia de economia ao volante em cinco passos. A redução de gastos pode chegar a 25%.

São ações simples, mas que podem fazer toda a diferença na hora da viagem de férias ou mesmo em deslocamentos curtos na cidade a trabalho ou para o lazer.

Antes de tudo, é preciso lembrar que cada veículo tem parâmetros de consumo diferentes entre si. O gasto de combustível muda também quando se está no tráfego pesado das cidades ou em uma rodovia, onde os carros podem alcançar o que os técnicos chamam de “velocidade de cruzeiro”, emprestando o termo da aviação.

— Se o condutor não consegue manter a média de consumo indicada (pela montadora), é preciso avaliar o combustível e a forma de condução, que são fundamentais para que o gasto fique dentro do estabelecido pelo fabricante — explica o técnico de Educação Profissional do Senai, Adilson Dantas,

Ar-condicionado: vilão na cidade, aliado nas estradas

Entre as boas práticas para gastar menos gasolina, algumas já são velhas conhecidas dos condutores, mas podem fazer a diferença. É o caso do uso do ar-condicionado, um dos principais vilões do consumo de combustível.

Manter o aparelho desligado pode fazer o motorista poupar até 25%, segundo o engenheiro Mecânico e de Automóveis Marcio D’Agosto, professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ. No inverno, não chega a ser um grande sacrifício.

— O ar-condicionado precisa de muita energia para acionar o compressor para que a refrigeração funcione de maneira satisfatória — explica o professor.

Dantas observa que essa lógica vale principalmente para a cidade, onde o trânsito é mais intenso e inconstante, com mais paradas. Em rodovias, afirma, é possível usar o ar-condicionado com menor gasto de combustível, principalmente se a viagem envolver longa distância:

— Nas estradas, quando o motorista está com uma velocidade mais estável, o ar condicionado vale a pena, porque o gasto se dilui no consumo geral.

D’Agosto concorda e acrescenta: nas estradas ou vias expressas, onde a velocidade mais alta é permitida, é menos vantajoso dirigir com as janelas abertas:

— Com os vidros fechados, a resistência aerodinâmica é reduzida, e a economia de combustível pode chegar a 10%.

Pé leve? Depende

Outra estratégia que faz parte da rotina de muitos motoristas é a redução da velocidade média. Muitos caminhoneiros adotam a prática, ainda que isso torne as viagens mais longas.

Para os especialistas, no entanto, a condução mais lenta não necessariamente faz o veículo poupar combustível. O que interfere é se a velocidade é estável num determinado trecho, evitando acelerações e frenagens bruscas.

— O motorista precisa manter a rotação do motor na faixa de 2 mil RPM (rotações por minuto), trocando a marcha de maneira correta para ficar nesse nível. Isso também vale para veículos pesados, mas no caso do ônibus e caminhões, é preciso olhar o que o fabricante indica — diz o professor da UFRJ.

Veículos automáticos, lembra, são em tese programados para cumprir a lógica de menor consumo, mas é preciso prestar atenção se o carro foi bem regulado e avaliar isso nas manutenções. No caso dos carros convencionais, cabe ao motorista a boa condução. Segundo o especialista, a direção eficiente pode resultar numa economia de 5% a 20%.

— A curva de consumo de combustível tem um ponto onde o gasto é mínimo, que é justamente a rotação que precisa ser mantida para que esse nível ótimo. Se você acelera o motor, ele dispara as rotações. O que a marcha faz é justamente controlar a rotação em função da velocidade que você está trafegando.

‘Banguela’ ladeira abaixo? Nada disso

Nas descidas, conduzir o veículo em ponto morto, prática conhecida como “banguela”, além de muito perigoso para o caso de ser preciso frear, aumentando o risco de acidentes, não traz economia.

Os especialistas apontam que isso pode provocar desgaste excessivo no sistema de freio, principalmente em veículos mais pesados, o que pode gerar inclusive custos adicionais. O certo é descer com o veículo engrenado.

D’Agosto lembra que a manutenção em dia é essencial. Filtros de ar e combustível devem ser limpos com frequência e velas precisam ser trocadas, seguindo as recomendações do fabricante, e os pneus devem ser mantidos na calibragem recomendada. Tudo para melhorar a performance do veículo.

Carregar só o necessário

Além disso, peso excessivo deve ser retirado do porta-malas: a carga desnecessária sobrecarrega o veículo, que precisa de mais força para acelerar, e, por isso, consumir mais combustível. Pense bem no que levar durante a viagem e fique só com o que realmente será necessário.

Já o peso do tanque, é relativo. Há quem diga que é mais econômico abastecer pouco a pouco ao longo da viagem para reduzir o peso do carro. Para D’Agosto, abastecer menos para trafegar com o carro mais leve não traz muita economia, principalmente se o motorista eventualmente calcular mal o consumo e ficar sem combustível.

As paradas nos postos também vão afetar a performance geral, reduzindo o período em “velocidade de cruzeiro”. Dantas avalia que o abastecimento deve acompanhar o consumo:

— O tanque precisa estar na medida da sua necessidade. Ficar com o tanque cheio e não usar é carregar peso desnecessário, mas trafegar com pouco combustível também é perigoso e pode comprometer o desempenho do veículo.

Para ambos os especialistas, o motorista precisa, sobretudo, abastecer em postos confiáveis, para evitar combustíveis adulterados ou de má qualidade, o que pode comprometer a mecânica do veículo. Aí o peso no bolso pode ficar muito maior. É preciso ficar de olho no consumo do carro:

— Basta anotar a quilometragem feita e o volume de combustível. Quanto maior a taxa de km por litro, melhor — diz o professor da UFRJ.

Resumo das dicas:

Constância e fluidez

A condução em velocidade baixa não necessariamente aumenta a economia de combustível. Os especialistas explicam que, na verdade, o que importa é a constância, sem que o condutor fique acelerando ou freando bruscamente, o que aumenta o consumo de combustível.

Marcha na hora certa

Alinhada a evitar o freio ou aceleração repentina, troque a marcha na hora certa, para que a rotação no motor se mantenha na faixa de 2 mil RPM (rotações por minuto), quando o consumo de combustível é reduzido. No caso de veículos pesados, como ônibus e caminhões, é preciso checar quais são as determinações da montadora, que sinaliza os limites no painel.

Manutenção em dia

É importante seguir as orientações do manual do fabricante, respeitando os prazos para troca de componentes, como velas e filtros de ar e de óleo.

Pneus calibrados

Os pneus também devem receber atenção. Normalmente, o fabricante determina na parte interna da tampa de abastecimento qual a calibragem indicada se o carro estiver apenas com o motorista ou com a capacidade total de passageiros. Calibre com frequência: pneus murchos geram mais área de atrito do carro com a pista, além de se deformarem mais, gastando mais energia.

Peso extra

Pare de usar o porta-malas como um “estoque” de coisas que podem ser usadas em situações esporádicas: peso em excesso e desnecessário faz o carro precisar de mais força para acelerar, e, por isso, consumir mais combustível.

Ar-condicionado desligado

Trafegar com o ar desligado quando estiver rodando dentro da cidade é uma estratégia valiosa. Isso porque o aparelho puxa mais energia do motor para acionar o compressor para que a refrigeração aconteça. Se estiver trafegando em estradas, com uma velocidade mais alta e constante, o impacto é menor.

Janelas abertas ou fechadas?

Em estradas ou vias expressas, onde o motorista pode trafegar em velocidades mais altas, o indicado é que as janelas sejam mantidas fechadas. Isso porque o vidro aberto aumenta a resistência aerodinâmica do veículo, que passa a gastar mais energia.

Fonte: O Globo

Julho terá maior superlua do ano e passagem de cometa gigante. Veja!

Julho chegou e nos reserva algumas surpresas, como a maior superlua de 2022, conhecida como “lua dos cervos”, e ainda a passagem do cometa K2, que poderá ser visto aqui da Terra.

No dia 13, quarta-feira veremos a maior superlua de 2022. A “Lua dos Cervos” tem esse nome por conta dos chifres que crescem na cabeça dos cervos nessa época do ano nos Estados Unidos.

Ela estará visível a olho nu e o satélite natural da Terra ficará maior e mais brilhante quando visto daqui. A Lua cheia começa às 15h38 (horário de Brasília).

Passagem do cometa K2

No dia seguinte, 14 de julho, teremos outro espetáculo no céu: a passagem do cometa “C/2017 K2”, também conhecido como “PanSTARSS”

O PanSTARRS é um cometa que vem da Nuvem de Oort – tida por astrônomos como a “divisa” entre o nosso sistema solar e o chamado “espaço interestelar”.

Ele foi descoberto em maio de 2017, ele tem algo entre 14 e 80 quilômetros (km) de raio e aproximadamente 800 mil km de cauda, efetivamente sendo um objeto de grande escala, embora seu núcleo seja relativamente “normal”.

Segundo a Organização EarthSky, uma plataforma norte-americana de informações sobre o céu, o cometa K2 vem se aproximando da Terra em direção ao Sol e agora finalmente poderá ser visto.

Cinco anos depois de identificado, o corpo gelado poderá ser visto nitidamente com binóculos e telescópios na quinta, dia 14.

Depois, ele segue sua viagem rumo ao Sol, de onde deve se aproximar mais intimamente no dia 19 de dezembro.

Como assistir

No dia 14 ele estará a 1,8 unidade astronômica (UA), o que dá em torno de 270 milhões de km de distância da Terra, com um brilho de 9 pontos de magnitude.

O cometa vai se tornar visível no início da noite, por volta das 18h49. Para enxergar, olhe para céu ao leste.

Ele deve atingir o ponto mais alto no céu às 21h39 e ficará observável até às 02h11 da madrugada.

Então torça para fazer tempo bom e céu aberto onde você está para poder assistir a esses dois fenômenos dos dias 13 e 14 de julho. Já estamos torcendo daqui!

Fonte: SóNotíciaBoa

Como pode ser possível entristecer o Parakletos?

A Palavra de Deus declara em Efésios: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4.30-32).

Entristecemos o Espírito Santo, o Parakletos, quando tomamos atitudes que nos fazem lembrar a nossa vida antes do encontro pessoal com Jesus Cristo. Ou seja, quando deixamos a velha criatura nos dominar e voltamos a cometer os pecados que nos separam de Deus.

Venha hoje na Paz e Vida e estabeleça uma relação de harmonia, amor e alegria com o Parakletos: Participe da Reunião da Busca do Espírito Santo hoje em todas as nossas unidades.

As reuniões acontecem às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal, o horário é às 9, 15 e 20 horas.

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

Participe!

Por Pastora Daniela Porto 

Feliz FM: o aplicativo gratuito da rádio mais feliz do Brasil!

Se você ainda não baixou gratuitamente o Aplicativo da Feliz FM não perca mais tempo. Corre lá no Google Play ou na App Store e tenha acesso às músicas, mensagens e ilustrações do Pastor Juanribe Pagliarin, entrevistas e programas mais edificantes e divertidos do Brasil.

Todos os dias você ligadinho com tudo que acontece nas unidades de Paz e Vida.

Você pode também ouvir pelo site. Então, anote aí: felizfm.fm

Feliz FM, a rádio que ama você!

Por Pastora Daniela Porto

Hoje, Juanribe Pagliarin e Giancarlo Pagliarin vão declarar bênçãos sobre você na Paz e Vida!

O Encontro Especial de hoje está imperdível:

Às 10h da manhã, o Pastor Giancarlo Pagliarin tem um Encontro Especial marcado com você na Sede Nacional da Paz e Vida.

E às 18h, o Fundador e Presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida, Pastor Juanribe Pagliarin te espera na Sede Nacional.

Em ambos os encontros você vai receber: unção, oração, palavra, cura e milagres. Participe!

Anote o endereço da Sede Nacional da Paz e Vida: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

E você pode trazer seus filhos porque o Ministério Infantil Turminha Feliz estará funcionando.

Se você estiver em outro estado do Brasil e até mesmo no exterior, assista pelo Youtube.com/juanribe

Por Pastora Daniela Porto

Defenda o seu lar com toda sua força!

Participe hoje da Reunião da Família e lute pelo seu lar! Sua família é o seu bem mais precioso dado por Deus a você. É sua responsabilidade apresentar a Deus sua casa, seu cônjuge e seus filhos. E aqueles desafios que você tem passado traga todos eles hoje na Paz e Vida. Sua casa é bendita do Senhor e sua família é amada pelo Pai.

Participe hoje!

As reuniões acontecem no Brasil às 8h, 15h e 18h. E em Portugal, às 10h, 15h e 18h.

Na Sede Nacional em São Paulo temos 5 reuniões: às 6h30, 8, 10, 15 e 18 horas.

Para mais endereços de Paz e Vida, acesse:  https://www.pazevida.org.br/enderecos

Compareça!

 Por Pastora Daniela Porto

Conflitos e guerras: um mal necessário?

Por que será que os conflitos e guerras são um mal necessário? O que estamos vivendo nestes últimos dias? O arrebatamento está realmente próximo?

Os sinais estão aí: pestes, doenças, terremos, maremotos, rumores de guerras e guerras. Juanribe Pagliarin quer chamar a sua atenção para essas Palavras proferidas por Jesus: “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (Lucas 21.28). A verdade é esta: Jesus está voltando! Ouça a partir das 10h este impactante podcast com o Fundador e Presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida, Pastor Juanribe Pagliarin.

Procure por Juanribe nas melhores plataformas de podcast ou acesse: anchor.fm/juanribe-pagliarin e tenha acesso ao conteúdo de áudio do Pastor Juanribe com as ilustrações e mensagens impactantes que vão te levar para mais perto de Deus. E sabe do melhor? Você pode baixar no seu celular e ouvir até mesmo quando não estiver conectado à internet.

Não perca mais tempo! Ouça diariamente o canal de podcast do Pastor Juanribe Pagliarin!

Por Pastora Daniela Porto

Veja os principais pontos do texto da PEC dos Combustíveis aprovada pelo Senado

Texto foi aprovado nesta quinta-feira (30) e prevê um pacote de R$ 41,25 bilhões em auxílios.

Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (30), a nova versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis, que prevê o reconhecimento do estado de emergência em 2022 no país e um pacote de R$ 41,25 bilhões em auxílios.

Dentre os principais pontos do texto, está a criação do auxílio de R$ 1 mil a caminhoneiros e um auxílio ainda sem valor definido a taxistas.

Além disso, o projeto amplia o Auxílio Brasil para, ao menos, R$ 600 mensais e o vale-gás para cerca de R$ 120 a cada dois meses. Essas medidas serão válidas até 31 de dezembro deste ano, segundo o texto.

O texto também incrementa em R$ 500 milhões a verba para o programa Alimenta Brasil, de compra de alimentos de pequenos produtores e povos indígenas, entre outros, por parte de órgãos públicos.

Confira os principais pontos do texto aprovado pelo Senado

Proposta aumenta em R$ 200 o benefício do Auxílio Brasil entre 1º de agosto e 31 de dezembro de 2022. Portanto, o valor do auxílio deve passar de R$ 400 para R$ 600 neste período.

A estimativa de custo da medida é da ordem de R$ 26 bilhões até o final do ano. A intenção do governo é usar esse montante ainda para zerar a atual fila de beneficiários, estimada em quase 1,6 milhões de famílias.

Também incrementa o valor do vale-gás para que seja pago o equivalente a um botijão a cada dois meses, o que deve possibilitar que o auxílio chegue a cerca de R$ 120. Oficialmente, será dado um valor que corresponde a mais 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 kg do gás de cozinha (o gás liquefeito de petróleo). Segundo o relator, 5,8 milhões de famílias devem ser beneficiadas. A medida será válida entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2022. O valor estimado da medida é de R$ 1,05 bilhão.

Proposta também concede assistência de R$ 2,5 bilhões até 31 de dezembro de 2022 para auxiliar o custeio do direito da gratuidade aos idosos no transporte público coletivo urbano, semiurbano e metropolitano prevista no Estatuto do Idoso. O montante será repassado à União, a estados, ao Distrito Federal e a municípios.

Para os estados que outorgarem créditos tributários do ICMS, imposto sobre mercadorias e produtos, o projeto dispõe auxílio no valor total de R$ 3,8 bilhões aos produtores ou distribuidores de etanol hidratado em seu território, em montante equivalente ao valor recebido.

O objetivo é reduzir a carga tributária da cadeia produtiva do etanol hidratado, de modo a manter um diferencial competitivo em relação à gasolina. A proposta permite que, até 31 de dezembro de 2022, a alíquota de tributos incidentes sobre a gasolina poderá ser zerada, desde que a alíquota do mesmo tributo incidente sobre o etanol hidratado também seja zerada. A ajuda será dada em cinco parcelas mensais de até R$ 760 milhões cada, de agosto a dezembro de 2022.

A PEC ainda cria um auxílio de R$ 1 mil para os transportadores autônomos de carga que estavam cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas até 31 de maio de 2022, o que deve atingir caminhoneiros, majoritariamente. O auxílio será concedido entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2022, deve atender cerca de 870 mil beneficiários e tem impacto estimado em R$ 5,4 bilhões.

Outro auxílio criado foi para motoristas de táxi profissionais registrados, de valor ainda a ser definido. A verba total para esse auxílio será de R$ 2 bilhões. O cálculo de quanto cada taxista receberá e a quantidade de parcelas pagas deverão ser regulamentados pelo Executivo, considerando o número de beneficiários habilitados.

O benefício será concedido entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2022. Para recebê-lo, os taxistas precisarão apresentar documento de permissão para prestação do serviço emitido pelo poder público municipal ou distrital.

Por fim, o texto concede suplementação orçamentária de R$ 500 milhões ao Programa Alimenta Brasil.

*Com informações de Luciana Amaral, Gabrielle Varela e Larissa Rodrigues, da CNN, em Brasília

Fonte: CNN BRASIL

Retomada econômica e medidas de estímulo ajudaram a reduzir desemprego, dizem analistas

Desemprego no Brasil ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio, menor taxa para o período desde 2015.

A queda do desemprego registrada no trimestre encerrado em maio pode ser explicada pelas medidas de estímulo lançadas pelo governo e a retomada das atividades econômicas, dizem especialistas.

De acordo com os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego no Brasil no período ficou em 9,8%, menor taxa para o período desde 2015, quando foi de 8,3%.

A taxa surpreendeu o mercado, que projetava um resultado de 10,24% no período. Em relação ao trimestre anterior, de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022, a taxa caiu 1,4 ponto percentual (p.p.). Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a queda foi de 4,9 p.p. O pesquisador do FGV/Ibre Fernando Holanda avalia que o principal aspecto para a queda no número de desempregados é a retomada da atividade econômica.

“Esses três primeiros meses mostraram uma volta à normalidade. As atividades que mais puxaram o indicador para baixo foram o alojamento e alimentação – comer fora de casa e viajar, por exemplo. A parte de transportes foi muito influenciada pelas viagens aéreas. Além disso, o setor de cultura, que abrange o segmento da economia criativa, cresceu neste ano, que são atividades que demandam a proximidade entre as pessoas”.

Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas atingiu 97,5 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012, e mostrou alta de 2,4% na comparação com o trimestre anterior, o que equivale a 2,3 milhões de pessoas a mais. Na comparação anual, a alta é de 10,6%, com 9,4 milhões de ocupados a mais no ano.

Rodolfo Margato, economista da XP, elenca um segundo ponto que também beneficiou os resultados do mercado de trabalho. Segundo o economista, as medidas de estímulos fiscais adotadas pelo governo “parecem ter surtido efeito sobre o comércio varejista e sobre alguns serviços”.

“Medidas de estímulo fiscal acabam puxando atividade doméstica no curto prazo, isso também se traduz em mais contratação de mão de obra. Inclusive, outras medidas que estão sendo discutidas no Congresso podem gerar um efeito líquido positivo no terceiro trimestre”.

O economista da LCA Bruno Imaizumi também destaca o impulso gerado pelas medidas de estímulo adotadas pelo governo, como a antecipação do 13º salário do INSS, os saques extraordinários do FGTS, a redução da bandeira tarifária de escassez hídrica e a desoneração fiscal de combustíveis, energia elétrica e comunicação.

“Isso de alguma forma tem ajudado a vermos números melhores na atividade e, consequentemente, no mercado de trabalho”, diz. De acordo com o economista, observando os dados de maio, o destaque é o aumento das carteiras assinadas – ocorrendo acima do Caged na média móvel de três meses -, mas também houve elevação dos postos informais no período.

Dados devem ser vistos com cautela

Ainda que a taxa de desempregados tenha atingido o menor número em sete anos, o economista Bruno Imaizumi lembra que o dado também reflete o não retorno ao mercado de trabalho, após a pandemia de Covid-19, de uma parcela da população, formada principalmente por mulheres e idosos.

“Quando comparamos maio com fevereiro de 2020, temos ainda 2,8 milhões de pessoas a mais fora da força de trabalho. São pessoas que não conseguiram retornar ao mercado”, afirma.

Além dessa perspectiva de análise, Rodolfo Margato pontua o rendimento como outro recorte que deve ser avaliado com cautela.

Ainda que o rendimento real médio subiu 0,5% em maio, marcando a quarta alta consecutiva. “O indicador ainda está rodando cerca de 7,5% abaixo dos níveis registrados antes da crise do coronavírus, como reflexo da inflação persistentemente alta e dos menores salários reais de admissão”, afirma.

Por sua vez, a massa de rendimento real – combina rendimento médio com população ocupada – cresceu 1,7% em maio. A variável situa-se cerca de 3,5% abaixo dos níveis observados antes da crise de saúde pública, porém mais de 5% acima do nível registrado no final de 2021.

Fernando Holanda, do FGV Ibre lembra que é preciso de um mercado de trabalho mais forte para que o rendimento aumente.

“Uma vez que a crise atinge a economia, observamos que as pessoas ficam dispostas a trabalhar por um salário menor. Então, elas aceitam empregos que pagam menos, e isso reduz a massa salarial. Isso já era, de certa forma, esperado, e é até um efeito natural do que acontece em um ajuste, ainda mais em uma crise forte que foi a pandemia.”

Perspectivas

Os especialistas avaliam os resultados observados nesta quinta-feira tendem a alterar as projeções para o final de 2022. Segundo Bruno Imaizumi, a expectativa da LCA era para uma taxa de 9,8%, “mas provavelmente deve ficar mais baixa”.

O economista pondera que a taxa mais baixa não necessariamente significa um mercado de trabalho melhor. “A taxa de desemprego talvez permaneça por muito tempo em um patamar mais baixo, mas isso não vai estar refletindo a situação melhor do mercado de trabalho”, diz. “Muitas pessoas que deixaram o mercado durante a pandemia talvez não retornem”.

Ainda que exista o elemento surpresa do resultado do trimestre encerrado em maio, pode não ser uma tendência duradoura, segundo os especialistas.

Para Holanda, as medidas de combate à inflação podem desacelerar a economia e, consequentemente, interromper a sequência de melhora na taxa de desemprego para o segundo semestre.

O pesquisador do FGV Ibre ainda pontua que as medidas de estímulo trazem um “choque positivo” na demanda e no aumento de renda. No entanto, isso também fará com que o remédio contra a inflação, ou seja, o aumento na taxa básica de juros, seja elevado.

Na projeção de Rodolfo Margato, da XP, a taxa de desemprego brasileira atingirá cerca de 9% ao final de 2022 (na série com ajuste sazonal), levando em conta uma leve piora no quarto trimestre. “No que diz respeito à taxa média anual de desemprego, estimamos em 10,3%”.

Fonte: CNN BRASIL

Brasil tem primeira alta mensal de mortes por Covid desde fevereiro, mas com baixa letalidade, apontam secretarias de Saúde

Foram 4.739 mortes registradas em junho, contra 3.176 em maio. Letalidade para os últimos 6 meses, entretanto, é a menor para um semestre desde o início da pandemia; especialistas destacam necessidade de dose de reforço, máscaras e pedem cautela com análise.

O Brasil registrou, em junho de 2022, 4.739 mortes pela Covid-19, em uma alta de 49,2% em relação a maio. É a primeira vez que o número de óbitos pela doença aumenta de um mês para outro desde fevereiro.

Os dados foram apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país.

Nesta reportagem, você vai ver que:

– o Brasil apresentou a primeira alta mensal de mortes desde fevereiro. Por causa da grande quantidade de casos, entretanto, o índice de letalidade caiu;

– o frio, o aumento das aglomerações e a retirada das máscaras são apontados como motivos para o aumento de casos;

– há bastante desigualdade regional na vacinação;

– é importante tomar a dose de reforço para evitar complicações;

– a Covid é uma doença que pode causar, além da morte, sintomas por um longo período (Covid longa), e, por isso, a proporção mortes/casos não é a única que deve ser analisada;

– pelo mesmo motivo, o vírus continua sendo uma ameaça à saúde, e devemos continuar as medidas de proteção.

Queda no índice de letalidade

Apesar do aumento de mortes em número absoluto, a letalidade da doença – número de mortes em relação ao número de casos conhecidos – caiu de um mês para o outro. Isso porque maio registrou pouco mais de 570 mil casos da doença, enquanto junho teve mais de 1,3 milhão de casos.

O professor Eliseu Alves Waldman, do Departamento Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), explica que o aumento absoluto nas mortes já era esperado, exatamente por causa do aumento expressivo do número de casos.

A letalidade da Covid para os últimos 6 meses também foi a menor para um semestre desde o início da pandemia.

Ao mesmo tempo em que os números oficiais apontam o aumento dos casos (veja detalhes abaixo) e uma queda na letalidade, os especialistas ouvidos pelo g1 também ponderam que, hoje, é mais difícil fazer análises com esses dados, por causa dos autotestes.

Para Beatriz Klimeck, antropóloga e doutoranda em Saúde Coletiva na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), os autotestes, apesar de terem sido uma contribuição positiva, trouxeram consigo uma subnotificação de casos ainda maior do que a que já era vista em outras fases da pandemia.

“Mas ele gera uma subnotificação gigantesca: não teve um esforço de fazer alguma forma de notificação obrigatória ou voluntária, mas que funcionasse, então a gente sabe que esse número [de casos] é muito defasado. A gente pode falar de um número muito maior de casos reais – pessoas que testaram positivo, [que o teste] deu reagente e que não foram notificadas para o sistema de saúde“, ressalta a pesquisadora.

Aumento de casos

Para Waldman, o aumento nos casos nos últimos meses deve-se, principalmente, à sazonalidade – a chegada do outono e do inverno traz o aumento da circulação de vírus respiratórios, como o Sars-CoV-2 – e, também, à retomada de eventos sociais com aglomerações e sem o uso da máscara.

“Festas juninas voltaram e as atividades sociais, festas, casamentos, voltaram sem cuidados aparentes. Isso contribui, além da sazonalidade, para intensificar um pouco mais a atual onda. Nós temos que nos convencer que vamos ter que continuar tendo cuidado por um bom tempo”, avalia Waldman.

O epidemiologista também levanta a hipótese de que estejamos entrando numa fase endêmica da Covid-19: a previsão dele é de que se repita o que foi visto no ano passado – um aumento de casos até o final de julho, uma estabilização e, no fim de agosto, uma diminuição.

Ele pontua, ainda, a existência de outros vírus respiratórios – como o da gripe aviária e o da varíola dos macacos – que estão circulando ao mesmo tempo que o Sars-CoV-2 e que podem se tornar ameaças no futuro.

“A gripe aviária vive rondando a gente. De uma hora pra outra, você pode ter adaptação [do vírus], e aí vamos ter problemas. A varíola dos macacos deve ficar endêmica – nada indica que não vai ter mais essa doença no rol de doenças endêmicas. A partir do final do ano, provavelmente vai ser mais uma doença que vai ter que lidar”, diz.

O boletim da Fiocruz de 23 de junho sobre síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aponta que, neste ano, cerca de 82% dos casos de SRAG foram causados pela Covid-19. Outros 9,3% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 5,1% pela Influenza A e 0,1%, pela Influenza B.

Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a Covid foi responsável por 81% dos casos de SRAG.

Um outro fator são as subvariantes da ômicron, ainda mais transmissíveis do que ela – que já era mais transmissível que a variante original do coronavírus.

Sequelas e medidas preventivas

Um ponto importante para entender os impactos da Covid no país é lembrar que a doença, mesmo que não leve à morte, pode trazer sequelas que afetam a saúde a curto, médio e longo prazo.

“Desde sequelas imediatas como sequelas posteriores – de, meses depois, o seu corpo ter ficado debilitado por conta daquela tempestade inflamatória e, aí, desenvolver alguma coisa. É uma coisa que a gente tá vendo muito – sequelas cardiovasculares, respiratórias”, lembra.

“As pessoas estão saindo do isolamento ainda transmitindo; a gente sabe que elas estão sendo incentivadas a não usar mais as máscaras, a única proteção que a gente tinha. E o vírus tem absoluta liberdade para circular. Para isso virar uma outra variante, mais significativa, mais importante, para isso levar à maior parte da população com sequelas, é muito simples”, avalia Klimeck.

“E ele, apesar de ter diminuído imensamente o número de mortes, ainda não é um vírus que não oferece risco para nossa saúde. Pelo contrário: ele continua sendo um vírus muito complexo, que leva a processos complexos dentro do corpo, de inflamação, que a gente ainda nem consegue entender. Então, é sempre importante dizer que a gente não transformou a Covid numa gripezinha“, lembra.

“Seria ótimo se tivesse acontecido, mas isso ainda não aconteceu – e não é porque o número de mortes está lá embaixo, felizmente, por causa das vacinas, que a gente chegou em um momento em que o vírus não é mais perigoso, não ameaça mais a nossa existência”, conclui.

Desigualdade vacinal

A queda na letalidade da Covid, mesmo com o aumento dos casos, também não ocorreu por acaso: a vacinação, que começou em janeiro de 2021, foi sendo ampliada ao longo do ano passado.

Mesmo assim, menos da metade da população brasileira, cerca de 47%, já recebeu a 3ª dose da vacina (primeira dose de reforço). Além disso, a cobertura vacinal varia muito entre os estados. “Agora, a vacinação não pode ser considerada apenas aquele esquema primário. Dependendo da faixa etária, você tem que ter 3 doses – o esquema primário mais uma dose de reforço –, e, dependendo da faixa etária, você tem que ter o esquema primário e 2 doses de reforço”, reforça a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A pesquisadora aponta que, apesar de já estar comprovado cientificamente que a 3ª dose aumenta significativamente a proteção, a falta de informação e de comunicação com a população faz com que as pessoas achem que não precisam do reforço.

Em uma nota técnica divulgada no dia 29, a Fiocruz apontou que a estagnação na cobertura vacinal e a desigualdade entre os estados ameaçam o combate à Covid-19.

Os dados levantados pela fundação mostraram, por exemplo, que a cobertura do esquema primário (duas doses) e até da primeira dose sozinha é menor nas cidades do Centro-Oeste e Norte; nesses lugares, apenas cerca de 50% da população recebeu a primeira dose de reforço.

Já São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraíba, Bahia e os estados do Sul apresentam maior cobertura. A diferença também foi observada na cobertura de adolescentes de 12 a 17 anos.

Outros países

Fiocruz também apontou, no documento, que a estagnação da cobertura vacinal não ocorreu apenas no Brasil.

No Chile, por exemplo, a cobertura com as duas primeiras doses estacionou em 87%; já na África do Sul, o índice é de apenas 32%. Na Coreia do Sul e no Vietnã, a estagnação ocorreu em 81% da população; já Uruguai e Argentina atingiram um platô de cerca de 72% da população vacinada com o esquema primário, e o México, de 57%.

Nos Estados Unidos, cerca de 67% da população recebeu o esquema primário das vacinas. Já no Brasil, o índice da população vacinada com 2 doses ou dose única (esquema primário) é de 78%.

Outros países além do Brasil – incluindo os EUA – enfrentam alta de mortes, como Rússia, Itália e China, segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, Eliseu Waldman, da USP, avalia que é difícil fazer comparações com outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a hesitação e a recusa em se vacinar são consideravelmente maiores do que no Brasil.

Outros fatores que contribuem para variações nos cenários são o grau de desenvolvimento e distribuição da riqueza em um país e o acesso e a qualidade dos serviços de saúde – principalmente da assistência hospitalar para formas graves da Covid.

Fonte: G1