Névoa mental: sinais de corpo sobrecarregado e como recuperar a clareza

Entenda por que a mente nublada virou um alerta do corpo e conheça caminhos práticos para recuperar energia, foco e disposição no dia a dia.

O termo brain fog, também chamado de névoa mental, descreve a sensação de raciocínio lento, dificuldade de concentração, perda de memória recente e cansaço mental mesmo após atividades simples. Embora também esteja relacionado ao estresse, às emoções e ao sono inadequado, a nutrologia mostra que grande parte dos casos tem origem em desequilíbrios metabólicos, inflamação crônica de baixo grau e carências nutricionais que prejudicam o funcionamento pleno do cérebro. Por isso, o brain fog é hoje considerado um sinal importante de que o organismo está sobrecarregado.

Entre as causas metabólicas mais frequentes estão a resistência à insulina, o consumo excessivo de açúcar, a disfunção mitocondrial e o estado inflamatório provocado por dietas ricas em ultraprocessados. Quando o cérebro recebe energia instável ou de má qualidade, sua capacidade de foco e de memória diminui. Além disso, deficiências de vitaminas e minerais essenciais, como vitamina B12vitamina D, magnésio e ômega-3, comprometem a produção e o equilíbrio dos neurotransmissores, dificultam a transmissão dos impulsos nervosos e reduzem a clareza mental.

A alimentação como gatilho e como tratamento

A base da prevenção e do tratamento do brain fog envolve ajustes alimentares específicos. O consumo frequente de carboidratos simples, como doces, pães brancos e bebidas açucaradas, provoca oscilações na glicemia que afetam diretamente a atenção e o humor. Quando esses alimentos se somam a ultraprocessados ricos em gorduras trans e aditivos químicos, o cérebro enfrenta um ambiente inflamatório que favorece a lentidão mental. Em contrapartida, adotar uma alimentação mais natural, com fontes de gorduras boas, proteínas de alta qualidade, fibras e micronutrientes essenciais, melhora a função cerebral e estabiliza o metabolismo.

Peixes ricos em ômega-3, castanhas, ovos, vegetais verde-escuros e alimentos com vitaminas do complexo B têm papel especial no funcionamento neurológico. Dietas ricas em antioxidantes, presentes em frutas vermelhas, cúrcuma, gengibre e azeite de oliva, ajudam a reduzir o estresse oxidativo, um dos fatores diretos da névoa mental. O nutrólogo avalia ainda a necessidade de suplementação personalizada, especialmente em pacientes com carências nutricionais importantes ou com maior demanda metabólica.

Sono, hormônios, intestino e inflamação: os quatro pilares que o nutrólogo avalia

O brain fog raramente tem uma única causa. A nutrologia considera quatro pilares fundamentais: sono, hormônios, intestino e inflamação. A privação de sono compromete a consolidação da memória; o desequilíbrio da tireoide ou da testosterona reduz a energia mental; um intestino inflamado altera a produção de neurotransmissores; e o excesso de inflamação sistêmica dificulta a clareza cognitiva. A avaliação integrada permite identificar onde o organismo está falhando e direcionar intervenções específicas.

Exames laboratoriais ajudam a detectar anemia, alterações de vitaminas, resistência à insulina, disbiose intestinal e níveis inadequados de vitamina D, todos fatores associados ao brain fog. Corrigir essas alterações costuma gerar melhora perceptível em poucas semanas. Atividade física regular, hidratação adequada e redução do consumo de álcool completam o tratamento, já que todos esses fatores influenciam diretamente o metabolismo energético do cérebro.

O brain fog não deve ser ignorado. Ele é um marcador de desequilíbrios que, se não tratados, podem evoluir para quadros mais complexos, como burnout, depressão, síndrome metabólica ou doenças autoimunes. Com uma abordagem completa, que integra alimentação, suplementação, ajustes hormonais e estilo de vida, é possível recuperar a clareza mental e restaurar o pleno funcionamento do cérebro. A névoa some quando o corpo volta a trabalhar em equilíbrio.

*Texto escrito pelo médico Ordânio Almeida (CRM-SP 210.631), com atuação em nutrologia, focado em nutrição clínica e qualidade de vida e membro da Brazil Health

Fonte: CNN BRASIL

Produção científica brasileira volta a crescer em 2024

Número de artigos publicados, porém, ainda está abaixo de 2021.

Depois de dois anos em queda, a produção científica brasileira voltou a crescer em 2024, com a publicação de mais de 73 mil artigos.

O número representa um avanço de 4,5% na comparação com 2023, conforme aponta novo relatório publicado pela editora científica Elsevier em parceria com a agência de notícias científicas Bori.

Apesar disso, a ciência brasileira ainda precisa aumentar sua produtividade para recuperar o patamar anterior às quedas. Em 2021, foram 82.440 artigos científicos publicados.

O levantamento também mostra aumento expressivo na quantidade de pesquisadores brasileiros que publicaram artigos na última década. Em 2004, eram 205 autores a cada 1 milhão de habitantes, já no ano passado, essa proporção quase quintuplicou para 932 por milhão.

O relatório é feito a partir da Scopus, a maior base de dados de literatura científica revisada por pares dos mundo, que inclui mais de 100 milhões de publicações editadas por cerca de 7 mil editoras nas áreas de ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais, artes e humanidades.

Já a análise por áreas mostra que as ciências da natureza seguem como as que mais publicam no Brasil, seguidas pelas ciências médicas. No entanto, o maior aumento em 2024 foi verificado entre os artigos de engenharias e tecnologias: 7,1%.

O relatório também verificou a variação da produção de 32 instituições de pesquisa brasileiras que publicaram mais de 1 mil artigos em 2024, e verificou crescimento em 29 delas, com destaque para as Universidades Federais de Pelotas, de Santa Catarina e do Espírito Santo.

Na outra ponta, as três instituições com diminuição na produção de artigos foram a Universidade Federal de Goiás, a UEM (Universidade Estadual de Maringá) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Panorama mundial

O relatório avaliou dados de 54 países com produção anual superior a 10 mil artigos e identificou que quase todos apresentaram crescimento em sua produção científica de 2023 a 2024, à exceção de Rússia e Ucrânia.

Também foi calculada a taxa de crescimento composta de cada nação, ao longo de 10 anos, de 2014 a 2024.

Nos países de alta renda, que já possuem tradição em pesquisa científica, essa taxa tende a ser menor do que 5% por ano, enquanto países de renda média e baixa, que ainda estão consolidando seus sistemas de ciência e tecnologia apresentam índices mais altos.

No período analisado, por exemplo, os maiores crescimentos foram verificados no Iraque, Indonésia e Etiópia, e os menores na França, Japão e Taiwan.

No entanto, o Brasil aparece na 39ª, com crescimento semelhante ao de países desenvolvidos como Suíça e Coréia do Sul e, de acordo com o relatório, tem perdido fôlego nos anos mais recentes.

De 2006 a 2014, essa taxa ficou consistentemente próxima de 12%, caindo bruscamente em 2016 e mantendo essa trajetória de desaceleração desde então. No período de dez anos encerrado em 2014, o Brasil cresceu apenas 3,4%.

Fonte: CNN BRASIL

Duração da caminhada importa mais do que número de passos, aponta estudo

Pesquisa indica que andar por mais de 15 minutos contínuos protege mais a saúde do que deslocamentos breves e fragmentados; entenda por quê.

Um estudo liderado por pesquisadores da Espanha revela que quanto menos se caminha por dia, maior é o risco de morte por doenças cardiovasculares ou câncer. Não é a primeira vez que uma pesquisa associa a caminhada a uma vida mais longa e saudável, mas este trabalho se diferencia por avaliar não apenas a quantidade de passos que devem ser dados diariamente, mas também a duração que esse esforço deve ter.

Quanto mais longo o período em movimento, melhor para a saúde, segundo o artigo publicado em outubro na revista Annals of Internal Medicine. A investigação analisou dados de saúde de 33 mil pessoas do UK Biobank, levantamento britânico que acompanha voluntários para pesquisas sobre saúde e prevenção de doenças. Os indivíduos selecionados para avaliação caminhavam até 8 mil passos por dia, tinham, em média, 62 anos no início do estudo e não apresentavam doenças.

Após oito anos de acompanhamento, os resultados demonstram que passos acumulados em trechos longos de caminhada importam mais para manter a longevidade do que as pequenas caminhadas distribuídas ao longo do dia. As mortes foram mais frequentes entre pessoas que caminhavam por períodos contínuos inferiores a cinco minutos ao dia: nesse grupo, 4,36% dos indivíduos morreram. Entre os que se moviam por mais de 15 minutos seguidos, o índice caiu para 0,84%.

A incidência de doença cardiovascular manteve um padrão semelhante: entre os voluntários do grupo que caminhava por menos de cinco minutos, 13,03% apresentaram esses problemas. No grupo que andava por mais tempo, o índice ficou em 4,39%. “O que a ciência mostra hoje é que o principal fator de proteção é acumular passos ao longo do dia. Algo em torno de 7 mil passos diários já reduz bastante o risco cardiovascular”, observa a cardiologista e médica do esporte Luciana Janot, do Einstein Hospital Israelita. “Mas existe um plus: quando parte desses passos vem de caminhadas mais longas, de pelo menos 15 minutos contínuos, o benefício para o coração é ainda maior.”

Já se sabe que caminhar reduz o risco de infarto, AVC e doenças crônicas como diabetes, hipertensão e depressão. Só que é preciso fazer do jeito certo. “A receita ideal tem três componentes: quantidade, regularidade e momentos de atividade contínua”, frisa Janot.

Note que esse tripé não inclui a intensidade. Antes se imaginava que caminhar rápido era um fator importante, mas manter uma rotina de exercícios regular, por longas distâncias e com grande duração deve ser o foco especialmente para quem está buscando deixar de ser sedentário. “Não precisa caminhar até ficar ofegante. Manter um ritmo confortável, mas contínuo, basta”, orienta a médica.

Caminhar para uma vida mais longa

O estudo espanhol sugere que as caminhadas contínuas têm esse efeito protetor por manterem o coração em atividade elevada por mais tempo, o que melhora a circulação sanguínea e aumenta a flexibilidade das artérias.

Na pesquisa, os idosos que se movimentavam por menos tempo de caminhada contínua foram os que tiveram piores resultados cardiovasculares. “As caminhadas mais longas, especialmente para pessoas que eram sedentárias, permitem ativar de forma mais sustentável os mecanismos cardiovasculares e metabólicos, como a regulação da glicose e da função vascular, que não são completamente estimuladas por curtas jornadas”, observa o médico do esporte Borja Del Pozo Cruz, autor principal da pesquisa, à Agência Einstein. “Elas também estimulam o sistema nervoso parassimpático e reduzem a inflamação.”

Pensar no tempo de duração de uma atividade física também permite entender que os passos dados ao longo de um dia não são iguais. “Os guias de saúde deveriam considerar tanto a qualidade como a forma em que esses passos são acumulados ao longo do dia. Além disso, uma medida de tempo é mais fácil para as pessoas compreenderem de forma efetiva”, conclui Cruz.

https://stories.cnnbrasil.com.br/saude/estressado-uma-caminhada-ao-ar-livre-pode-ajudar-a-reduzir-sintoma/

Fonte: CNN BRASIL

Quando a fé insiste, o milagre acontece: Sexta-feira é dia de Cura e Libertação na Paz e Vida!

Jesus estava na região de Tiro e Sidom, fora do território judeu, quando uma mulher gentia rompeu todas as barreiras e clamou por Ele. Sua dor era urgente: sua filha estava terrivelmente endemoninhada. Mesmo diante do silêncio inicial de Jesus e da resistência dos discípulos, aquela mãe não recuou. Ela permaneceu. Ela insistiu. Ela creu.

Com humildade e fé, reconheceu a autoridade de Jesus e declarou que até as migalhas que caem da mesa seriam suficientes para um milagre. Aquela confissão tocou o céu.

Então Jesus respondeu com palavras que atravessaram gerações: “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.” (Mateus 15:28)

Naquele mesmo instante, sua filha foi completamente liberta, mesmo sem estar fisicamente diante de Jesus. Uma prova viva de que a fé intercessora move o impossível.

Assim como aquela mãe clamou pela filha, hoje você também pode se colocar diante de Deus representando seu filho, sua família, seu cônjuge ou a si mesmo.

Sexta-feira, na Paz e Vida, é dia de Cura e Libertação. É o dia de começar uma Campanha de Oração de 7 Semanas, um propósito de fé para quem decide não aceitar a dor como resposta final.

Hoje pode ser o primeiro dia da sua campanha. O primeiro passo de uma nova história.

Horários da Reunião de Cura e Libertação – em todas as unidades Paz e Vida:

Brasil: 9h, 15h e 19h

Portugal: 15h e 20h

Encontre a unidade mais próxima de você: www.pazevida.org.br/enderecos

Venha. Compareça. Creia. E viva aquilo que Deus já preparou para você.

 

Por Pra. Daniela Porto

 

Chegou o Dia da Sua Virada Espiritual: Culto da Visão e Santa Ceia com a Pastora Bianca Pagliarin

Nesta noite especial, na Sede Nacional da Paz e Vida, você participará de uma ministração poderosa com a Pastora Bianca Pagliarin, em um ambiente de fé, direção e manifestação do Espírito Santo. Receba, também, a Unção da Restituição em Dobro no Culto da Visão, um encontro preparado por Deus para marcar um novo tempo na sua vida.

Hoje, a partir das 19h: Um momento profundo de alinhamento espiritual, onde sonhos são restaurados, perdas são revertidas e promessas voltam a ganhar vida.

Você também vai participar da Santa Ceia do Senhor Jesus: Um tempo sagrado de comunhão, renovo e restituição, no qual Deus libera cura, paz e respostas que você tem esperado.

Sede Nacional da Paz e Vida: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965 – Santana – São Paulo, bem perto da Rodoviária do Tietê, com estacionamento gratuito.

Seu filho será acolhido com carinho e cuidado, pelo Ministério Turminha Feliz, para que você participe da reunião com tranquilidade.

A Pastora Bianca Pagliarin, juntamente com o Senhor Jesus, espera por você para viver uma noite que pode redefinir sua história.

Venha. Receba. Viva a restituição em dobro.

 

Por Pra. Daniela Porto

 

 

Quarta-Feira de Busca do Espírito Santo: Um Encontro com Direção, Renovo e Restituição em Dobro

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas.” (João 14:26)

Chega um momento em que a alma se cansa de tentar sozinha.

Um tempo em que o coração entende que precisa de direção, consolo e respostas que só vêm do céu.

O Espírito Santo não é apenas uma promessa. Ele é presença viva, ativa e transformadora.

É Ele quem ensina quando faltam palavras, quem orienta quando o caminho parece confuso e quem trabalha profundamente em áreas que ninguém mais vê.

Quando damos lugar ao Espírito Santo, deixamos de viver pela força humana e passamos a caminhar pela direção de Deus.

Somos corrigidos com amor, fortalecidos com graça e conduzidos a um novo nível de maturidade espiritual.

Nesta quarta-feira, Deus preparou um encontro especial para você.

Um tempo de busca sincera, renovação interior e Restituição em Dobro para áreas marcadas por perdas, atrasos ou dores.

Não é apenas mais um culto. É um convite para viver o Espírito Santo como Mestre, Guia e Senhor da sua vida.

Venha participar. Venha receber. Venha ser renovado.

Encontre a unidade da Paz e Vida mais próxima de você: pazevida.org.br/enderecos

Horários:
Brasil: 9h | 15h | 19h
Portugal: 15h | 20h

Não adie o que Deus separou para hoje. Esperamos por você.

 

 

Por Pra. Daniela Porto

Você já está sabendo do Calendário Vivo de Oração para 2026 da Paz e Vida?

Estamos às portas de um novo tempo. Em 2026, viveremos o Ano dos Conquistadores — um ano marcado por vitórias, avanços e pela restituição em dobro, conforme temos profetizado sobre cada membro e campanhista do nosso ministério.

Para que cada dia do seu ano seja coberto por oração, direção e fé, a Paz e Vida lança, a partir de 1º de janeiro, o Calendário Vivo de Oração.

O ano tem 52 semanas.

E durante todo o ano de 2026, 52 pastores e pastoras do nosso ministério estarão intercedendo especificamente por você, liberando palavras proféticas e orações direcionadas para o seu dia, a sua casa, a sua família e o seu futuro.

No dia 24 de dezembro, você poderá ir a uma de nossas unidades e retirar gratuitamente o seu Calendário Vivo de Oração.

A proposta é simples, mas profundamente poderosa:

— Um calendário para ficar visível, na porta da sua geladeira, lembrando diariamente que você não está sozinho.

— Outro para estar dentro da sua Bíblia, fortalecendo seu tempo de comunhão com Deus.

Todos os dias, ao apontar o seu celular para o QR Code, você receberá a oração específica daquele dia, feita por um pastor ou pastora, declarando bênçãos, direção e conquistas sobre a sua vida.

Na quarta-feira, dia 24 de dezembro, você pode participar conosco nos seguintes horários:

  • Brasil: 9h, 15h ou 19h
  • Portugal: 15h ou 20h

Será um momento especial de preparação espiritual para tudo o que Deus já determinou para 2026.

Acesse pazevida.org.br/enderecos, encontre a unidade mais próxima de você e venha participar.

Prepare-se.

Participe.

E viva, de forma real e diária, um 2026 de conquistas e restituição em dobro.

 

Por Pra. Daniela Porto

Adultização: 8 em cada 10 brasileiros apoiam regras para proteger crianças

Levantamento inédito, divulgado nesta quinta-feira (11), ouviu 1.800 pais e apurou opiniões sobre o apoio à regulamentação das redes para assegurar um ambiente digital seguro para menores.

Uma pesquisa inédita do Projeto Brief mostra que 80% dos brasileiros defendem a criação de regras para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (11), ouviu 1.800 pais e mães e revela um consenso: a necessidade de regulamentação é apoiada por diferentes grupos políticos — incluindo 73% dos eleitores de Bolsonaro e 90% dos de Lula.

Intitulada “120 dias depois do viral do Felca: o retrato da Adultização no Brasil”, a pesquisa apurou opiniões sobre o apoio à regulamentação das redes para assegurar um ambiente digital seguro para menores.

Uso precoce

Segundo a pesquisa, 77% das crianças e adolescentes já têm celular próprio e 73% têm ao menos uma rede social ativa.

53% passam mais de 3 horas por dia online;

35% postam conteúdos sozinhos, sem supervisão.

O levantamento aponta que a maioria dos pais não sabe usar ferramentas de controle parental: só 37% dominam o recurso, enquanto 18% nunca ouviram falar dele.

Os pais também relatam ansiedade, irritabilidade, dificuldade de foco ou tristeza nos filhos devido ao uso excessivo de telas. Entre meninas de 13 a 15 anos, 16% dizem já ter sofrido assédio, ataque direto ou abuso digital.

Responsabilidade compartilhada

Para os entrevistados, garantir a segurança digital de crianças é uma tarefa dividida:

Pais e mães – 82%;

Plataformas – 76%;

Governo – 61%;

Influenciadores – 37%;

Escolas – 32%.

ECA Digital ainda é desconhecido

Mesmo após a aprovação de leis como o ECA Digital, que aumenta a proteção de crianças e adolescentes na internet, o termo ainda é pouco compreendido: apenas 36% já ouviram falar do ECA Digital.

Assim como a pesquisa, a tramitação do “ECA Digital” acontece após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, o Felca, publicar um vídeo expondo casos como o de Hytalo Santos, que explorava a imagem sexualizada de crianças e adolescentes nas redes sociais.

A pesquisattambém testou medidas de proteção. As mais aprovadas são: Identidade verificada de usuários (72%), Relatórios de uso para os pais (63%), Limitar comentários para menores (54%) e Limitar tempo de uso (46%).

Fonte: CNN BRASIL

Sífilis continua em ritmo acelerado de crescimento no país

Situação é mais grave entre mulheres jovens e gestantes, diz médica.

Dados do Ministério da Saúde, divulgados em outubro deste ano, mostram que a sífilis continua em ritmo acelerado de crescimento no Brasil, acompanhando uma tendência mundial. A situação é mais grave entre as gestantes: entre 2005 e junho de 2025, o país registrou 810.246 casos de sífilis em gestantes, com 45,7% dos diagnósticos na Região Sudeste, 21,1% no Nordeste, 14,4% no Sul, 10,2% no Norte e 8,6% no Centro-Oeste.

A taxa nacional de detecção alcançou 35,4 casos por mil nascidos vivos em 2024, o que revela o avanço da transmissão vertical, quando a infecção passa da mãe para o bebê.

Segundo a ginecologista Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez, membro da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a luta para controlar os números da sífilis congênita se estende desde a década de 1980.

“Na realidade, sempre tivemos problema com a questão da sífilis no Brasil. Ainda não conseguimos encarar a redução dessas cifras há muitos anos”, disse à Agência Brasil.

Apesar de ser uma doença mais fácil de diagnosticar, rastrear e barato de tratar, em relação ao HIV, por exemplo, ainda não conseguimos o enfrentamento adequado para a redução significativa entre as mulheres jovens e também em fetos recém-nascidos.

“Então, temos um problema sério no Brasil, tanto com relação à população adulta jovem e,  consequentemente, na população em idade reprodutiva, e daí o aumento na transmissão vertical.” Para a médica, a sífilis é um desafio que ainda não conseguiu resultados positivos, diferentemente do que foi conseguido em relação ao HIV. Subdiagnóstico

Helaine apontou que, “infelizmente”, a população da área da saúde subdiagnostica a infecção. O exame que se realiza para fazer a identificação da sífilis através do sangue é o VDRL (do inglês Venereal Disease Research Laboratory), teste não treponêmico, mais usado no Brasil.

Ele não é específico do treponema, mas tem a vantagem de indicar a infecção e acompanhar a resposta ao tratamento. Outro teste é o treponêmico, que fica positivo e nunca mais negativo.

A ginecologista explicou que o que tem acontecido, na prática, é o profissional da saúde ao ver o exame treponêmico positivo e o não treponêmico negativo, assumir que aquilo é uma cicatriz e não precisa tratar.

“Esse é o grande erro. A maioria das grávidas estará com um teste não treponêmico ou positivo ou com título baixo. Aí, ela mantém o ciclo de infecção que infecta o parceiro sexual e seu feto dentro do útero”. A interpretação inadequada da sorologia do pré-natal tem sido um problema, segundo a médica.

Outro problema é o não tratamento da parceria sexual.

“Muitas vezes, os parceiros ou são inadequadamente tratados ou não tratados,  e aí as bactérias continuam circulando na gestante e no parceiro que não foi tratado e ele reinfecta a mulher grávida e, novamente, ela tem risco de infectar a criança.”

O não diagnóstico adequado, a não valorização da sorologia no pré-natal acabam levando ao desfecho de uma criança com sífilis congênita.

A Febrasgo promove cursos de prevenção e tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) aos profissionais de saúde, além de produzir vários materiais técnicos de esclarecimento da população de médicos para que abordem de modo adequado as pacientes.

Helaine Martinez participa ainda do grupo de transmissão vertical do Ministério da Saúde, que tem, há muitos anos, protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da transmissão vertical de sífilis, HIV e hepatites virais. O material está disponível online para qualquer pessoa que queira acessá-lo.

“A gente fala que não é falta de informação. Mas precisa aplicar e estudar para ter o conhecimento adequado. Hoje a ocorrência de sífilis congênita é um dos melhores marcadores da atenção pré-natal”.

Infectados

A população que mais infecta agora por sífilis e HIV no Brasil é a situada entre 15 e 25 anos e também a terceira idade. “A população jove, porque caiu o medo em relação às infecções sexualmente transmissíveis, e acabou abandonando os métodos de barreir. Quanto ao HIV, não existe mais aquele terror, porque é uma doença crônica tratável. Isso fez com que os adultos jovens baixassem a guarda na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis”.

Já a terceira idade, com o consequente aumento da vida sexual ativa, com uso de remédios como o Viagra, que melhora a performance sexual dos homens mais velhos, e a falta do receio, porque não tem o risco de gravidez, contribui para o abandono dos métodos de barreira.

Um problema sério no Brasil é que a maioria das mulheres grávidas, mais de 80%, não tem sintoma da doença durante a gestação. Elas têm a forma assintomática, chamada forma latente. Com isso, se o exame não for interpretado da maneira adequada, a doença não será tratada e ela vai evoluir para a criança infectada.

Helaine Martinez afirmou que o homem também tem grande prevalência da doença assintomática atualmente. A partir do momento em que o indivíduo entra em contato com o treponema, ele desenvolve uma úlcera genital, que pode também ser na cavidade oral. Aí, esse cancro, na maior parte das vezes, aparece no órgão genital externo, na coroa do pênis. Já na mulher, a lesão fica escondida no fundo da vagina ou no colo do útero. Não é comum ela ficar na vulva. Portanto, ela passa despercebida para a mulher.

Riscos

O que acaba acontecendo é que no homem, mesmo sem tratar a sífilis, a lesão desaparece. Se ele não tiver agilidade e buscar atendimento, a lesão pode desaparecer, ele acaba não sendo tratado e acumula alto risco de transmitir para sua parceira sexual.

Tanto a lesão da parte primária, que é o cancro, desaparece sem tratamento. Pode aparecer uma vermelhidão no corpo todo que também desaparece mesmo sem tratamento. O grande problema da sífilis é que a doença tem um marcador clínico de lesão na fase primária e secundária, mas a parte latente é assintomática e, mesmo nessa fase, o homem transmite a doença. A maioria desses homens não tem sintoma e, se não fizerem exame, não são identificados, indicou a especialista.

O único método que identifica o paciente é raspar a lesão e fazer a pesquisa do treponema porque, na fase inicial, os exames laboratoriais do sangue do paciente podem ser negativos. Mas eles positivam em média em duas ou três semanas.

Carnaval

A ginecologista afirmou que com a proximidade das festas carnavalescas, o contágio por sífilis é uma ameaça constante, porque as práticas sexuais com proteção nem sempre são utilizadas nessa época do ano.

“O abandono dos métodos de barreira tem feito crescer, infelizmente, as infecções sexualmente transmissíveis”.

Ela lembrou que, atualmente, já existe um recurso para o HIV, que é a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). Trata-se de um medicamento antirretroviral tomado por pessoas sem HIV 24 horas antes de a pessoa se expor a uma relação de risco, para prevenir a infecção. O medicamento reduz o risco em mais de 90% quando usado corretamente, através de comprimidos diários ou injeções, sendo ideal para populações-chave em maior risco e disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

Sem tratamento, a infecção pode evoluir para a fase secundária, caracterizada por um exantema difuso (manchas na pele), que atinge inclusive as palmas das mãos e as plantas dos pés. A doença também pode provocar alopecia em “caminho de rato” e condiloma plano (lesão genital).

“A fase secundária apresenta grande quantidade de treponemas circulantes (altos níveis da bactéria no sangue). Em gestantes, a chance de acometimento fetal chega a 100% quando a gestante apresenta a sífilis recente, o que torna o diagnóstico e o tratamento ainda mais urgentes”, destacou a médica.

Fonte: CNN BRASIL

Idosos sofrem em silêncio: como reconhecer a depressão e ajudar a tempo

Idosos estão sofrendo em silêncio: como reconhecer a depressão após grandes mudanças

Em uma fase marcada por transformações como aposentadoria, perdas afetivas e mudanças de rotina, os idosos enfrentam um inimigo invisível: a depressão. Embora muitas vezes confundida com ‘tristeza da idade’, trata-se de uma condição que compromete a autonomia, a saúde física e a qualidade de vida.

Globalmente, cerca de um terço dos idosos apresenta sintomas depressivos, especialmente em contextos de solidão, luto ou isolamento. No Brasil, segundo a PNS/IBGE, até 13% dos maiores de 60 anos relatam diagnóstico de depressão.

A vulnerabilidade emocional nesse período não surge por acaso. Perdas, afastamento social e mudanças profundas no cotidiano abalam o senso de pertencimento e propósito. O isolamento, voluntário ou não, fragiliza a saúde emocional e reduz o interesse por atividades antes prazerosas. Contudo, os sintomas (tristeza persistente, apatia, alterações de sono e apetite) ainda são atribuídos ao envelhecimento, o que dificulta o diagnóstico.

Com o envelhecimento da população, torna-se urgente dar voz a esse sofrimento silencioso. A saúde mental na terceira idade é uma questão de dignidade. Este texto convida o leitor a reconhecer sinais de depressão, levando informação confiável com empatia, pois o acolhimento é tão essencial quanto o tratamento.

Por que os idosos têm mais risco de depressão?

O envelhecimento traz ganhos importantes, como sabedoria e maturidade emocional, mas também desafios:

Isolamento social: aposentadoria, perdas, dificuldade de mobilidade e menor participação em atividades reduzem estímulos emocionais e cognitivos;

Luto: perdas repetidas fragilizam profundamente e podem reabrir feridas antigas;

Doenças crônicas: diabetes, hipertensão, dor e limitações físicas afetam a percepção de bem-estar;

Perda de autonomia: depender de terceiros pode gerar vergonha e sensação de inutilidade;

Aposentadoria mal planejada: mudanças bruscas impactam identidade e propósito;

Baixo reconhecimento dos sintomas: queixas de cansaço, dores e alterações de sono são confundidas com ‘envelhecimento natural’.

Somam-se a isso preconceitos que minimizam a saúde mental do idoso e atrasam o diagnóstico.

Como identificar sinais que passam despercebidos?

A depressão no idoso costuma ser mais sutil. Muitas mudanças são vistas como “normais”, o que retarda a busca por ajuda. Entre os sinais mais comuns:

perda de interesse por atividades antes prazerosas;

irritabilidade, choro fácil e frases de desvalorização;

lentidão ou agitação;

queda no autocuidado;

dores sem explicação clínica;

alterações de sono e apetite;

isolamento progressivo;

lentidão no raciocínio ou dificuldade de concentração.

Prevenção, acolhimento e tratamento fazem a diferença

A depressão não é parte natural do envelhecimento. Com diagnóstico precoce e apoio adequado, o idoso pode recuperar autonomia e qualidade de vida. A prevenção começa pela preservação da autonomia, estímulo a atividades prazerosas, cuidado com doenças crônicas, rotina estruturada e fortalecimento dos vínculos, que são o maior protetor emocional dessa fase.

Nenhum tratamento funciona sem acolhimento. Minimizar o sofrimento com frases como ‘é da idade’ rompe a confiança. O idoso deprimido precisa ser ouvido e validado.

O tratamento deve ser individualizado e conduzido por profissionais capacitados. Inclui psicoterapia, intervenções sociais, atividades comunitárias e uso de medicamentos, quando indicado, sempre com supervisão médica e atenção a interações medicamentosas. O trabalho integrado entre médico, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, assistente social e família busca restaurar funcionalidade, autoestima e autonomia.

A depressão no idoso é tratável. Com atenção e acolhimento, é possível transformar sofrimento em alívio e solidão em pertencimento. Envelhecer não significa perder a alegria, mas redescobri-la com novos significados. Cuidar da saúde emocional dos idosos é tão essencial quanto cuidar da saúde física.

*Texto escrito pela geriatra e clínica geral Julianne Pessequillo (CRM 160.834 | RQE 71.895), especializada em longevidade saudável e membro da Brazil Health

Fonte: CNN BRASIL