Fazenda alerta para maior imposto do mundo e tenta reverter reforma tributária no Senado

Projeção tenta sensibilizar parlamentares a diminuir a lista de benefícios.

A reforma tributária ganhou tantas exceções na Câmara dos Deputados que, no fim, o imposto brasileiro poderá ser o maior do mundo.

Esse é o alerta do Ministério da Fazenda que aponta para a lista de exceções como as culpadas pela provável alíquota final de 27% do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

A projeção tenta sensibilizar o Senado a diminuir a lista de benefícios da reforma dos impostos. Em outras palavras, o Ministério diz que o texto prevê tantas meias-entradas que o preço final do ingresso será, talvez, o mais caro do mundo.

O estudo de nove páginas divulgado na noite desta terça-feira (8) destrincha o impacto das alterações feitas pelos deputados no texto aprovado com folga no começo de julho.

O texto foi entregue pelo ministro Fernando Haddad ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator do texto no Senado.

Nele, a Fazenda reconhece que as estimativas não são precisas, pois dependem de uma série de fatores que ainda estão longe de definição. Apesar dessa incerteza, o Ministério diz que há como estimar o resultado do que já está aprovado pela Câmara.

“É possível estimar qual seria a alíquota com base em algumas hipóteses que busquem refletir, de forma realista, os impactos do texto da PEC 45 aprovado pela Câmara”.

E o impacto não é pequeno. Pelas contas da Fazenda, as exceções acrescentam 4,89 pontos na alíquota final do IVA. Assim, o imposto pago subiria de 22% para 27% no cenário conservador.

É o mesmo número da Hungria, país com a maior alíquota do tributo entre os países mais desenvolvidos da OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

No cenário otimista, a alíquota final — também impactada pela série de exceções — seria um pouco menor, de 25,45%.

O estudo da Fazenda reconhece que as duas alíquotas são “elevadas para padrões internacionais”.

Os números, porém, “apenas revelam o fato de que o Brasil é um dos países em que a tributação do consumo de bens e serviços, como proporção do PIB, está entre as mais elevadas do mundo”.

“Penso que o texto precisa ter uma limada”, disse o ministro Haddad após a reunião com o relator da reforma no Senado. “Vamos mostrar ao país o que acontece quando alguém entra ou sai (na lista de exceções)”, disse.

Escadinha da alíquota

O cenário base citado pelo estudo não prevê tratamentos diferenciados a setores da economia, exceto a manutenção do Simples (regime das pequenas empresas) e da Zona Franca de Manaus.

A alíquota final, porém, aumenta — como uma escada — à medida que são contabilizadas as exceções. Entre elas, estão a prevista para o agronegócio, cesta básica, educação privada, saúde privada e outros segmentos de bens e serviços.

Além disso, o estudo também estima o impacto do tamanho do benefício: primeiro, com redução de metade da alíquota para esses setores e, depois, com redução de 60% do imposto, como consta na versão final aprovada pelos deputados.

Fonte: CNN BRASIL

Mundo atinge limite pré-colapso com aquecimento global de 1,5°C em julho

Verão do hemisfério norte teve mostras de como deve ser o futuro se aumento das temperaturas não for freado.

A temperatura média global em julho foi cerca de 1,5°C mais quente do que a era pré-industrial que terminou em meados do século XIX, informou o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia nesta terça-feira (8).

O mundo teve sua primeira prévia de como será o verão do hemisfério norte com 1,5°C de aquecimento global — um limite que os cientistas alertam que o planeta deve permanecer, mas tem se aproximado rapidamente nos últimos anos.

O anúncio veio após uma série de ondas de calor mortais e recordes notáveis ​​de temperaturas em vários continentes, bem como um calor oceânico sem precedentes em todo o mundo. Os cientistas do Copernicus dizem que é o primeiro mês de verão que ultrapassou o marca, oferecendo um vislumbre dos verões futuros.

O limite de 1,5 grau é significativo porque os cientistas o consideram um ponto de inflexão fundamental para o planeta, além do qual as chances de calor extremo, inundações, secas, incêndios florestais e escassez de alimentos e água se tornarão ainda mais desfavoráveis ​​para a vida como a conhecemos.

É o objetivo que os cientistas escolheram no marco do Acordo de Paris de 2015 para minimizar os danos da crise climática e, ao mesmo tempo, dar tempo para afastar a sociedade e a economia dos combustíveis fósseis que aquecem o planeta.

Também não é algo rastreado por dia ou mês. Os cientistas estão particularmente preocupados com o fato de o aumento da temperatura global permanecer acima de 1,5 grau a longo prazo. Até 2022, o mundo aqueceu cerca de 1,2 grau.

“Embora quebrar o limite de 1,5°C por um dia, uma semana ou um mês não seja o mesmo que quebrá-lo para a média de longo prazo, é importante monitorar com que frequência e por quanto tempo excedemos esse limite”, disse Rebecca Emerton, cientista da Copernicus, à CNN.

“À medida que as temperaturas continuarem subindo, os efeitos se tornarão mais sérios”.

Os últimos anos deixaram bem claro que o mundo já está sentindo efeitos alarmantes da crise climática para os quais muitos não estão preparados. Se o planeta continuar esquentando, Emerton disse que o mundo enfrentará um clima ainda mais extremo do que o que grande parte do planeta já experimentou.

“Vimos os impactos que esses tipos de eventos já estão causando nas pessoas e em nosso planeta e, portanto, cada pequena parte de um grau de aquecimento é significativa”, disse a cientista.

Segundo a Berkeley Earth, uma organização sem fins lucrativos de dados ambientais, houve apenas 10 outros meses que foram mais quentes do que 1,5 °C acima da média histórica, sendo março de 2023 o mais recente. Antes disso, os outros meses que foram 1,5 grau mais quentes do que os tempos pré-industriais ocorreram durante o inverno ou início da primavera no hemisfério norte.

O chefe da Berkeley, Robert Rohde, disse que essa é a primeira vez que o limite foi ultrapassado durante o verão no hemisfério norte, o que torna este um momento crítico para o planeta.

“Embora os invernos excepcionalmente quentes do passado sejam notáveis, observar o calor extremo no verão provavelmente terá maiores impactos diretos na vida das pessoas”, disse Rohde, que não está envolvido com o relatório da Copernicus, à CNN.

“Adicionar 1,5°C no inverno torna o inverno ameno, mas fazê-lo durante o verão pode dar origem a extremos sem precedentes.”

Embora Rohde tenha dito que é provável que 2023 seja o ano mais quente já registrado, é improvável que 2023 como um todo seja 1,5 grau mais quente do que os tempos pré-industriais.

“A média acumulada no ano ainda está abaixo de 1,5°C e achamos improvável que o restante de 2023 seja quente o suficiente para elevar a média do ano inteiro acima de 1,5”, disse ele.

Os cientistas do Copernicus observaram que, à medida que o El Niño continua a se desenvolver, o mundo pode testemunhar mais dessas quebras de temperatura sem precedentes.

“Mesmo que a crise climática não acelere, mas continue em sua trajetória atual, veremos mais dias, semanas, meses e anos com temperaturas recordes e outros impactos em nosso sistema terrestre”, disse Emerton. “Precisamos fazer tudo o que pudermos para reduzir as emissões e limitar o aquecimento futuro.”

Fonte: CNN BRASIL

O que é a ozonioterapia, tratamento que não tem comprovação científica

Procedimento foi aprovado por Lula e contraria o posicionamento de entidades médicas do país, como Anvisa, Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira.

A costureira Gleycy Kelly Almeida Silva, de 31 anos, faz parte da estatística de pessoas que tiveram sequelas após a Covid-19. Em 2022, a costureira teve inflamação no nervo piriforme e fadiga muscular devido ao coronavírus. Sem melhorar com medicação e fisioterapia, ela decidiu procurar pelo ozonioterapia, tratamento que combina a aplicação dos gases oxigênio e ozônio medicinal no local da dor.

Embora Gleycy Kelly diga que ela tenha apresentado uma diminuição dos sintomas com o procedimento, há duas problemáticas que rondam essa terapia. Em primeiro lugar, não há estudos científicos robustos que comprovem sua segurança e eficácia. Em segundo, ela não é liberada para ser aplicada dessa forma pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esses são dois dos motivos que causaram rebuliço entre a comunidade médica depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no dia 7, a lei que permite o uso da ozonioterapia como tratamento complementar em todo território nacional.

A decisão contraria o posicionamento de diversas entidades médicas do país.

De acordo com a lei, proposta pelo senador Valdir Raupp (MDB-RO), a ozonioterapia só pode ser realizada por profissionais de saúde com nível superior completo e poderá ser aplicada apenas com equipamentos regulamentados pela Anvisa.

O que dizem as entidades médicas

As recomendações da lei, na prática, são controversas. Em nota sobre o assunto, a Anvisa reforça que o uso da ozonioterapia com segurança e eficácia só é indicado na área odontológica — para tratar cárie, periodontite (inflamação grave da gengiva) e canais dentários e auxiliar na recuperação tecidual após uma cirurgia bucal — e estética, para auxílio à limpeza e assepsia de pele.

Ainda de acordo com a agência reguladora, a ozonioterapia até pode ser usada para outros objetivos, desde que estudos comprovando a eficácia e segurança do uso do gás de ozônio medicinal em tais circunstâncias sejam realizados. Caso contrário, a prática acaba constituindo uma infração sanitária.

A terapia também não é incentivada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Em 2020, quando profissionais diziam que a ozonioterapia era indicada para tratar a Covid-19, o órgão se posicionou contra a prática.

Mais tarde, em 2021, a Associação Médica Brasileira (AMB) também se posicionou contra o projeto de lei que visava a liberação da ozonioterapia como terapia complementar em todo o país.

Em nota oficial sobre o assunto, a entidade reiterou que o procedimento não possui evidências científicas o suficiente para comprovar sua eficácia e segurança, logo, ele não deve deixar de ser considerado como tratamento experimental.

O perigo de práticas pseudocientíficas

Para a infectologista Luana Araújo, que ganhou destaque ao depor na CPI da Covid-19 a favor da ciência, o projeto de lei é vago. “Ele abre portas para uma má prática médica de uma maneira gravíssima. Além disso, favorece um grupo de pessoas que não está ligado somente à ozonioterapia e a essa pseudociência, mas a outros graus de charlatanismo, como o movimento antivacina”, ressalta a especialista.

Luana lembra que esse tipo de situação já aconteceu outras vezes no país, como foi o caso da fosfoetanolamina, popularmente conhecida como “pílula do câncer”.

Em 2016, a lei que permitia a comercialização do produto foi sancionada pela presidente da época, Dilma Rousseff. No entanto, dois meses depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) vetou o decreto após a AMB pedir sua suspensão, já que não havia estudos que comprovassem a eficácia e segurança do medicamento.

A infectologista espera que isso também aconteça em relação à ozonioterapia. “Mas o processo gera um desgaste imenso de precisarmos lutar pelo mínimo de bom senso na mais alta corte judicial do país. [A aprovação da ozonioterapia] é a utilização de dinheiro público em pseudoterapia, sem nenhum tipo de comprovação, quando nos falta o básico, quando muitas pessoas carecem do mínimo de atendimento”, reflete Luana.

A prática da ozonioterapia não é desencorajada apenas no Brasil. Em 2019, a Food and Drug Administration (FDA), que corresponde à Anvisa nos Estados Unidos, afirmou que “o ozônio é um gás tóxico sem nenhuma aplicação médica conhecida como terapia específica, adjuvante ou preventiva”.

Além disso, a agência reguladora defende que para o gás ser efetivo como um germicida, ele deve ter uma concentração maior do que aquela que é tolerada com segurança por seres humanos e/ou animais.

Para que serve a ozonioterapia?

De acordo com a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), a combinação dos gases oxigênio e ozônio medicinal melhora a oxigenação das células e fortalece o sistema imunológico.

Ao ter uma ação anti-inflamatória e analgésica, a ozonioterapia tem sido proposta como tratamento para uma série de doenças, desde hérnia de disco e feridas crônicas até câncer e HIV/Aids.

Os diferentes tipos de aplicação da ozonioterapia

Como no caso de Gleycy Kelly, a ozonioterapia pode ser realizada no local da dor, por meio de injeções. Além disso, ela também pode ser feita de forma retal e vaginal, com a aplicação realizada por meio de sondas.

O tratamento também pode ser cutâneo, com a aplicação na pele de óleo, gás ou compressas contendo ozônio. O gás também pode ser colocado de forma auricular, por meio de um aparelho específico para a região.

Contraindicações da ozonioterapia

A terapia que combina oxigênio e ozônio não é indicada para pessoas que têm hipertireoidismo, hipertensão, diabetes descompensado e anemia grave. Ela também não é recomendada para gestantes.

Devido à falta de evidências científicas sobre o assunto, a maioria dos efeitos colaterais da ozonioterapia ainda é nebulosa. O pouco que se sabe é que o tratamento pode causar reações alérgicas, lesões na pele e problemas respiratórios.

Fonte: revistamarieclaire

Venha hoje na Paz e Vida buscar o Espírito Santo de Deus!

Buscar o Espírito Santo renova a vida espiritual do cristão. O Espírito Santo traz vida, poder e transformação às pessoas, levando-as a um relacionamento mais íntimo com Deus.

O Espírito Santo nos ajuda a desenvolver uma comunhão mais profunda com Deus. Através do Espírito Santo, somos capazes de nos conectar de forma pessoal e direta com o Criador.

Participe hoje da Reunião da Busca do Espírito Santo em uma de nossas unidades: as reuniões acontecem às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal, o horário é às 9, 15 e 20 horas.

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

O Espírito Santo de Deus tem todo poder para renovar a sua vida!

Por Pra. Daniela Porto

Você já foi batizado nas águas?

O Batismo nas Águas é um testemunho público de fé e compromisso com Jesus Cristo. Ao ser batizado, a pessoa está declarando sua crença em Jesus como seu Senhor e Salvador e que deseja segui-Lo.

Ele também representa o arrependimento dos pecados e o recebimento do perdão de Deus. O mergulho na água simboliza a purificação dos pecados e o início de uma nova vida em obediência a Deus.

Se você já tomou a decisão de ser discípulo de Jesus, participe do próximo Batismo nas Águas, agora em setembro, em todas as Sedes Estaduais de Paz e Vida.

Compareça em uma das unidades de Paz e Vida, tire todas as suas dúvidas com o pastor ou com o obreiro e preencha a sua ficha de batismo.

Data: sábado, 9 de setembro de 2023

Horário: a partir das 14h

Local: nas Sedes Estaduais de Paz e Vida (para endereços, clique aqui)

Venha e batize-se!

Por Pra. Daniela Porto

Hoje o Pastor Giancarlo Pagliarin prega na Sede Nacional da Paz e Vida em São Paulo!

Junte-se a nós para um encontro com a Palavra de Deus, onde você receberá direção para sua vida e inspiração para enfrentar os desafios diários.

O Pastor Giancarlo Pagliarin, filho na fé e de sangue do Pastor Juanribe Pagliarin, vai ministrar uma mensagem poderosa e encorajadora, que falará diretamente ao seu coração.

A entrada é GRATUITA. Traga seus familiares, amigos e vizinhos para compartilhar dessa experiência transformada. Este é o momento perfeito para encontrar paz, encorajamento e força para enfrentar os desafios da vida com fé e confiança.

Anote o endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

Se você está fora de São Paulo, assista pelo youtube.com/@juanribe mas se você estiver aqui em São Paulo, participe.

Imperdível!

Por Pra. Daniela Porto

Decisão dividida do BC abre caminho para ciclo de cortes de juros mais intensos

Intensidade da primeira baixa da taxa Selic em três anos colocou presidente do BC e indicados de Lula do mesmo lado.

corte de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros foi determinado somente no último voto do Copom (Comitê de Política Monetária), concedido pelo presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto. O voto de desempate não era visto no colegiado desde 2007.

Com o placar de 5 votos a 4, a taxa Selic caiu pela primeira vez desde agosto de 2020, de 13,75% para 13,25% ao ano. Além de Campos Neto, votaram pela redução Gabriel Galípolo e Ailton de Aquino, diretores indicados pelo presidente Lula, Carolina de Assis Barros e Otávio Ribeiro Damaso.

Os quatro diretores derrotados optaram por um corte mais brando dos juros básicos, de 0,25 ponto percentual. Para especialistas, a divergência abre caminho para uma sequência de baixas mais intensas da taxa Selic nos próximos meses.

“Foi um corte arrojado que mostra espaço para novas baixas”, diz Fabio Louzada, economista fundador da startup Eu me Banco. Ele afirma ver com bons olhos o voto de minerva de Campos Neto alinhado com o dos diretores indicados por Lula, o que “abre a porta para cortes mais altos nas próximas reuniões”.

“A concordância entre os diretores [Campos Neto, Galípolo e Aquino] é muito importante, porque mostra que as opiniões estão convergindo, o que torna mais fácil a tomada das próximas decisões”, prevê Louzada.

Para Ricardo Jorge, especialista em renda fixa da Quantzed, a “decisão bem disputada” terminou com um resultado surpreendente. Agora, ele observa a necessidade de seguir no ritmo de redução da taxa Selic.

“Já que o Banco Central decidiu começar acelerado, tem que continuar acelerado. Se desacelerar, vai passar uma mensagem de não ter certeza do que está fazendo. Será muito pior, porque iria gerar ainda mais volatilidade para o mercado”, explica Jorge.

Para Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, o veredito marca o início da trajetória que deve levar a Selic a um patamar para próximo de 10% até o início do ano que vem. “Acreditamos que o processo de redução dos juros será bastante gradual e que a Selic seguirá em dois dígitos até meados de 2024”, afirma ela.

Fonte: R7

Lula sanciona lei que autoriza uso de ozonoterapia em todo o país

Procedimento foi alvo de polêmica durante a pandemia por não ter a eficácia comprovada; texto foi aprovado em julho pelo Senado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que autoriza o uso da ozonoterapia em todo o território nacional como um tratamento complementar. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (7). A proposta foi aprovada em julho pelo Senado.

A terapia foi alvo de polêmica durante a pandemia de Covid-19. Em 2020, a técnica foi recomendada pelo prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni (MDB), mesmo sem ter a eficácia comprovada.

Em agosto do mesmo ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu uma nota em que esclarece que a terapia com ozônio não era reconhecida para o tratamento da Covid-19 nem de nenhuma outra doença.

A ozonoterapia consiste na aplicação de oxigênio e ozônio diretamente na pele ou no sangue do paciente, na tentativa de conter infecções e aumentar a oxigenação do tecido.

De acordo com a lei sancionada nesta segunda (7), a ozonoterapia fica autorizada como procedimento de caráter complementar, nas seguintes condições:

  • a ozonoterapia somente poderá ser realizada por profissional de saúde de nível superior inscrito em seu conselho de fiscalização profissional;
  • a ozonoterapia somente poderá ser aplicada por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal devidamente regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou órgão que a substitua; e
  • o profissional responsável pela aplicação da ozonoterapia deverá informar ao paciente que o procedimento possui caráter complementar.

Fonte: R7

Posso tomar café de barriga vazia? Especialista fala sobre o impacto

Bebida pode ser benéfica para a saúde, no entanto, dependendo da forma que é consumido, o efeito é contrário.

café é a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros, atrás apenas da água.

Ao longo dos anos, a bebida foi associada a benefícios de prejuízos à saúde. O Dr. Roberto Kalil desmentiu a crença no CNN Sinais Vitais e afirmou que a ingestão moderada de cafeína não faz mal à saúde.

“O adulto sem problema de saúde pode consumir até quatro xícaras de café coado por dia. O equivalente a, no máximo, 400 mg de cafeína.”

Os benefícios do café para o intestino

O gastrocirurgião e endoscopista Eduardo Grecco explicou à CNN que o consumo moderado da cafeína tem dois benefícios para o intestino:

ajuda na melhora das bactérias que estão no intestino, ou seja, melhora o funcionamento da flora intestinal

é um relaxante da musculatura intestinal, ajudando pacientes com constipação

Portanto, tomar café pode ser benéfico para a saúde. No entanto, dependendo da forma que é consumido, o efeito é contrário.

Os malefícios do café para o intestino

Grecco explicou que a bebida é um irritante gástrico, principalmente se for consumido de estômago vazio.

“A cafeína pode ser agressiva ao estômago, por isso, o ideal é que você não ingira o café com ele vazio. Com o estômago vazio, a bebida vai direto na mucosa e a prejudica”, apontou.

A mucosa é a membrana que reveste a parede interna do estômago e produz um muco alcalino que impede que as enzimas da digestão e o ácido clorídrico, que formam o suco gástrico, afetem o órgão.

“O nosso estômago tem um suco gástrico, então é um ambiente ácido. A cafeína aumenta essa acidez, produzindo uma secreção mais ácida, mas sem alimento, sem o produto para ser digerido – esse que é o problema. Tomando o café com o alimento no estômago, ele está protegido.”

Segundo o gastrocirurgião, o consumo da cafeína de estômago vazio pode levar a um quadro de gastrite – inflamação no revestimento do estômago, podendo ser aguda ou crônica.

Fonte: CNN BRASIL

7 dicas para evitar ganho de peso após emagrecer com dieta

Recuperar o peso pode ser uma experiência comum, mas há várias medidas baseadas em evidências que você pode tomar para evitar que isso aconteça a longo prazo.

Perder peso é um desafio.

Mas qualquer pessoa que já conseguiu emagrecer sabe que o verdadeiro desafio é evitar ganhar peso novamente — não importa qual método você tenha seguido para emagrecer.

Estudos mostram, por exemplo, que pessoas que adotam dietas com ingestão muito baixa de calorias (800-1200 calorias por dia) recuperam de 26% a 121% do peso perdido, cinco anos após o tratamento.

Já aquelas que seguem programas comportamentais de controle do peso (como o Vigilantes do Peso) ganham de volta de 30% a 35% do peso perdido depois de um ano.

Foi demonstrado, inclusive, que até mesmo quem toma medicamento para perda de peso, como o Wegovy (semaglutida), recupera cerca de dois terços do peso perdido, um ano depois de suspender a medicação.

Há diversas razões que nos levam a ganhar novamente o peso que perdemos.

Primeiramente, manter o peso após o emagrecimento é menos recompensador do que ver o número da balança diminuir enquanto você está perdendo peso. Isso dificulta manter a motivação e continuar cuidando do peso.

Em segundo lugar, muitas vezes, é difícil manter as mudanças de estilo de vida que fizemos para emagrecer — especialmente se essas mudanças forem pouco realistas e difíceis de manter a longo prazo (como dietas com ingestão muito baixa de calorias ou que cortam grupos inteiros de alimentos).

Por fim, a perda de peso pode desencadear o aumento da produção dos hormônios da fome — e até desacelerar seu metabolismo. Estas mudanças podem tornar difícil resistir a comer demais e, com o tempo, acabar contribuindo para a recuperação do peso.

Mas, embora a recuperação do peso possa ser uma experiência comum, há várias medidas baseadas em evidências que você pode tomar para evitar que isso aconteça a longo prazo:

  1. Seja flexível

É importante entender que a manutenção do peso saudável vai exigir controle vitalício. Por isso, ter expectativas rígidas e achar que você vai sempre seguir com perfeição suas mudanças de estilo de vida não é algo realista.

Não se sinta culpado quando cometer um deslize. Apenas se planeje para entrar nos eixos novamente o mais rápido possível.

Se você achar que pode ter comido demais no fim de semana, por exemplo, acrescente algumas caminhadas à sua rotina na semana seguinte.

Este tipo de ação pode evitar uma postura de “tudo ou nada” no controle do peso — em que você se sente culpado por não atingir seus objetivos e acaba abandonando seus esforços.

  1. Planeje-se para os deslizes

Você deve reconhecer que haverá interrupções nos seus esforços de controle do peso, como feriados, casamentos e festas de aniversário.

Planeje formas de lidar satisfatoriamente com esses deslizes. Perder alguns quilos a mais antes de cada evento, por exemplo, pode compensar possíveis ganhos de peso nestas ocasiões.

Se você for a um churrasco, leve uma opção mais saudável (como espetinhos de legumes), para ter uma alternativa menos calórica. Isso vai ajudar você a aproveitar ocasiões especiais com menos preocupações.

  1. Tenha orgulho das suas conquistas

O nosso peso flutua naturalmente ao longo do tempo. Por isso, é importante ter orgulho de si mesmo ao atingir seus objetivos, independentemente do número na balança.

Pesquisas também mostram que pessoas que se concentram mais em como podem atingir seus objetivos — e não nos resultados — são mais propensas a manter comportamentos importantes para manutenção da perda do peso. Um dos motivos pode ser porque elas são menos propensas a serem afetadas por retrocessos, como ganhar parte do peso de volta.

  1. Crie hábitos

A criação de hábitos pode ajudar a manter a perda de peso. Isso acontece porque acredita-se que os hábitos sejam menos prejudicados pelas flutuações da motivação.

Ou seja, será mais fácil manter os hábitos que estabelecemos para emagrecer, mesmo se acharmos que já não é mais necessário, ao tentar manter a perda de peso.

E você pode também criar novos hábitos depois de perder peso, como sair para caminhar depois do jantar ou subir e descer as escadas, quando possível.

  1. Permaneça ativo

Um estudo com pessoas que mantiveram satisfatoriamente o peso perdido depois de emagrecer concluiu que a atividade física é o fator mais importante para manter o peso ideal. Isso porque a atividade física pode compensar parte das calorias que ingerimos.

A melhor atividade física para evitar ganho de peso é aquela que você mais gosta de fazer. É mais provável que você mantenha a prática da atividade a longo prazo se ela for do seu agrado.

Mas pesquisas sugerem que você deve tentar fazer pelo menos 250 minutos de exercício todas as semanas para manter a perda de peso.

  1. Pese-se regularmente

O peso do ser humano flutua em até 1-2 kg ao longo da semana. Mas, pesando-se regularmente, você pode elaborar uma faixa de peso personalizada, com seu peso médio mais alto e mais baixo.

Isso vai ajudar você a acompanhar seu peso e entender se precisa fazer alguma mudança na alimentação ou nos hábitos de exercício, para evitar ganhar de volta o peso que perdeu.

Pesquisas indicam que as pessoas que adotam faixas de peso personalizadas são mais capazes de evitar grandes ganhos de peso, uma vez que elas conseguem ajustar seu comportamento quando necessário.

  1. Tome café da manhã — e fique de olho nas fibras!

As evidências da importância do café da manhã para o controle do peso são contraditórias, mas um estudo mostrou que quase 97% das pessoas que mantiveram sua perda de peso relataram tomar café da manhã todos os dias.

Outro estudo também revelou que as pessoas que comem diariamente muitos vegetais e alimentos com alto teor de fibras — como pães integrais, arroz integral e aveia — eram mais propensas a não ganhar de volta o peso que perderam.

Comer estes tipos de alimentos faz com que você se sinta mais satisfeito, e é mais provável que coma menos.

Manter o peso após o emagrecimento pode ser difícil, mas não é impossível. E lembre-se: se você conseguir manter pelo menos parte do peso que perdeu, esta conquista ainda pode ser muito benéfica para sua saúde.

* Henrietta Graham é estudante de doutorado em ciências do esporte, exercícios e saúde na Universidade de Loughborough, no Reino Unido. Claire Madigan é pesquisadora sênior do Centro de Medicina, Comportamento e Estilo de Vida da mesma instituição.

Fonte: G1