Quinta da Visão com Bianca Pagliarin: hoje na Sede Nacional da Paz e Vida

Hoje é dia de você aprender estratégias para lutar pelos seus objetivos de vida, crescer e ser edificado juntamente com Bianca Pagliarin.

Compareça na Sede Nacional da Paz e Vida:
Horário: 19 horas;
Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 1.965, pertinho da Rodoviária do Tietê;
Amplo estacionamento exclusivo e gratuito;
Entrada gratuita e Turminha Feliz funcionando para receber o seu filho!

Só falta você!

Por Pra. Daniela Porto

Ministério da Justiça libera R$ 150 milhões para ampliar rondas e melhorar segurança nas escolas

Estados e municípios poderão enviar projetos para aprimorar segurança nas escolas a partir de quinta-feira (13). Governo repassará recursos para que ações sejam implantadas.

Ministério da Justiça publicou um edital que libera R$ 150 milhões para ampliar rondas e criar ações para melhorar a segurança nas escolas, por meio do Programa Nacional de Segurança nas Escolas. A medida foi oficializada em Diário Oficial, nesta quarta-feira (12).

O governo anunciou a medida depois do ataque a uma creche de Blumenau (SC), no dia 5 de abril, que deixou quatro crianças mortas.

Segundo o Ministério da Justiça, o objetivo da medida é fortalecer os órgãos de Segurança Pública para atuar nas escolas, com ações preventivas e patrulhamento, além de monitoramento e investigação de possíveis crimes, incluindo na internet.

Por meio do edital, o governo receberá projetos de secretarias de Segurança Pública de estados e municípios. Depois, o ministério vai repassar os recursos para as propostas de ações de enfrentamento à violência que forem aprovadas.

A partir de quinta-feira (13), órgãos públicos poderão enviar propostas para o governo com as seguintes temáticas:

-Criação, aprimoramento ou fortalecimento de Patrulhas e Rondas Escolares;

-Capacitação e especialização na prevenção em segurança no ambiente escolar;

-Pesquisa e diagnóstico na prevenção em segurança no ambiente escolar;

-Monitoramento de ameaças, inteligência e enfrentamento aos crimes cibernéticos;

-Ações educativas e culturais com foco em prevenção às violências observadas no ambiente escolar;

-Estruturação de Observatórios de violência nas escolas.

Todas as propostas vão ser analisadas por uma comissão, que distribuirá notas para cada projeto de acordo com os critérios do edital. O resultado dos projetos contemplados deve ser divulgado até o fim de maio.

Municípios que tiverem propostas aprovadas pelo Ministério da Justiça receberão entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão. Já estados e o Distrito Federal receberão de R$ 500 mil a R$ 3 milhões.

Os recursos para bancar os projetos virão do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Redes sociais

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou ao blog da Andréia Sadi que o governo prepara uma portaria para obrigar redes sociais a remover conteúdos sobre ataques em escolas. A medida deve ser publicada nos próximos dias.

“Isso é uma emergência nacional: qual valor está acima
de salvar vidas de crianças e adolescentes?”, afirmou Dino ao blog.

Na segunda-feira (10), Dino se reuniu com representantes de plataformas. Durante o encontro, subiu o tom após o Twitter se recusar a remover uma postagem com fotos de autores de atentados em escolas.

Durante a reunião, o ministro disse que termos de uso das redes sociais não estão acima da lei.

O Ministério da Justiça deve solicitar, nesta quarta-feira, que as plataformas derrubem perfis e hashtags que incitam crimes. Segundo o ministro, se as empresas não atenderem ao pedido, passarão a ser investigadas.

Fonte: G1

Caixa disponibiliza consulta ao lote extra do Abono Salarial; saiba como acessar

Pagamento será realizado no dia 17 de abril, quando recebem os nascidos em maio e junho.

Caixa Econômica Federal liberou consulta às parcelas do Abono Salarial, que serão pagas na próxima segunda-feira (17). Segundo o calendário, o pagamento é previsto para os nascidos em maio e junho.

O lote ainda inclui trabalhadores nascido em janeiro, fevereiro, março e abril, mas que não receberam o valor correspondente no primeiro e segundo lote em razão de alguma divergência encontrada pelo Ministério do Trabalho. Esses trabalhadores também recebem na data.

Os valores variam conforme a quantidade de dias trabalhados durante o ano-base 2021. Ao todo, serão disponibilizadas 4,1 milhões de parcelas, totalizando R$ 4 bilhões.

Calendário de pagamentos do Abono Salarial
Ano-base 2021

Janeiro – 15/02/2023

Fevereiro – 15/02/2023

Março – 15/03/2023

Abril – 15/03/2023

Maio – 17/04/2023

Junho – 17/04/2023

Julho – 15/05/2023

Agosto – 15/05/2023

Setembro – 15/06/2023

Outubro – 15/06/2023

Novembro – 17/07/2023

Dezembro – 17/07/2023
Fonte: Caixa Econômica Federal • O Abono Salarial estará disponível para saque até 28/12/2023

Para consultar as informações do pagamento — como data e valor — o trabalhador pode realizar uma consulta por meio do aplicativo Caixa Trabalhador ou Caixa Tem, bem como o Portal Cidadão.

O que é o Abono Salarial

O Abono Salarial equivale ao valor de, no máximo, um salário mínimo a ser pago conforme calendário anual estabelecido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aos trabalhadores que satisfaçam os requisitos previstos em lei.

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2021, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos.

Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Fonte: CNN BRASIL

SAIBA COMO DIFERENCIAR OS SINTOMAS DA GRIPE E DA COVID-19

Alguns cuidados básicos, incluindo a vacinação, contribuem para reduzir as chances de infecção e de agravamento das doenças. O aumento de doenças respiratórias em estações mais frias do ano exige atenção.

Durante os meses do outono e inverno a ocorrência de doenças respiratórias aumentam no Brasil. As temperaturas mais baixas, do qual são registradas em grande parte do território, contribuem para circulação dos vírus causadores de infecções como resfriados, gripe e até mesmo a covid-19.

Saber diferenciar os sintomas de cada doença pode ajudar a distinguir um quadro de resfriado, gripe e de covid-19.

Alguns cuidados básicos, incluindo a vacina contra a covid-19 e a gripe, contribuem para a diminuição das chances de infecção e de um agravamento das doenças.

Sintomas da Covid-19

Causa pelo coronavírus (SARS-CoV-2) a covid-19 tem um potencial grave de elevada transmissão e de distribuição global. As manifestações da doença são diversas e variam de acordo com o histórico de saúde e contexto vacinal de cada pessoa.

Na maioria das vezes, os casos são classificados como assintomáticos a críticos, de acordo com a gravidade da doença. Casos assintomáticos são aqueles em que há teste laboratorial positivo para a infecção e ausência de sintomas.

Em casos leves temos a caracterização a partir da presença de sintomas não específicos como:

-Tosse

-Dor de garganta

-Coriza seguido (ou não) de perda do olfato (anosmia)

-Perda de paladar (ageusia)

-Diarreia

-Dor abdominal

-Febre e calafrios

-Dor no corpo e de cabaça

-Fadiga

Em casos moderados da doença pode estar presentes sintomas como tosse persistente e febre persistente diária ou até mesmo piora progressiva de outros sintomas relacionados ao Coronavírus:

-Fraqueza

-Falta de apetite

-Prostração

-Diarreia

É possível também ter a presença de pneumonia sem sintomas ou com sintomas de gravidade da doença.

Em casos graves, os principais sintomas são:

-Desconforto respiratório agudo

-Insuficiência respiratória grave

-Disfunção de múltiplos órgãos

-Pneumonia grave e necessidade de suporte respiratório

-Casos dessa gravidade, pacientes precisam ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Apesar da maioria das pessoas com Covid-19 desenvolvam sintomas leves ou moderados, cerca de 15% podem desenvolver sintomas graves que requerem suporte de oxigênio, e aproximadamente 5% podem apresentar a forma crítica da doença, com complicações como falência respiratória, choque séptico ou falência múltipla de órgãos, incluindo lesão no coração ou nos rins fazendo com que o paciente necessite de cuidados intensivos.

Outro fator importante da Covid-19 é a manifestação mental e neurológica, estão inclusos delírio, confusão mental agitação, inflamação no cérebro, ansiedade, depressão ou distúrbios de sono.

Sintomas da gripe

Já a gripe é uma infecção do sistema respiratório, causada pelo vírus influenza, com enorme potencial de transmissão. O vírus possui quatro tipos de influenza; A, B, C, e D. A influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo assim o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Os principais sintomas da gripe são:

-Febre

-Dor de garganta

-Tosse

-Dor no corpo e de cabeça

Em adultos, o quadro clínico pode variar, mas em crianças podem apresentar altas temperaturas, quadros de bronquite, sintomas gastrointestinais e aumento gânglios na região do pescoço. Em idosos quase sempre são apresentados sintomas febris, em geral, a temperatura não atinge níveis tão altos.

Outros sintomas da infecção são:

-Calafrios

-Mal-estar

-Dor nas juntas

-Secreção nasal excessiva

-Prostração

Pacientes podem apresentar ainda vômito, diarreia, rouquidão, fadiga, olhos marejados ou avermelhados.

Alguns casos da infecção podem evoluir com complicações, especialmente em pacientes com doenças crônicas, crianças menores de 2 anos e idosos, o que pode acarretar elevados níveis de mortalidade. Complicações mais comuns são:

-Pneumonia bacteriana

-Sinusite

-Otite

-Desidratação

Em casos da influenza A (H3N2), os sintomas são os mesmos, com o potencial de causar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em imunocomprometidos e idosos.

É importante manter a vacinação em dia e fazer uso de máscaras quando necessário.

Foto Destaque: Pessoa assoando o nariz. Reprodução/Uol

Fonte: R7

Telescópio Webb captura “monstro verde” dentro de uma jovem supernova

Estrela Cassiopeia A explodiu e sua luz atingiu a Terra pela primeira vez há 340 anos. Fenômeno está localizado a 11 mil anos luz de nosso planeta.

O Telescópio Espacial James Webb espiou detalhes coloridos e nunca antes vistos em um dos remanescentes mais bem observados de uma estrela que explodiu.

O gás brilhante e a poeira de Cassiopeia A são tudo o que resta de uma estrela que explodiu em uma supernova e sua luz atingiu a Terra pela primeira vez há 340 anos. É o remanescente mais jovem conhecido em nossa galáxia, e é por isso que o objeto celeste foi estudado por uma infinidade de telescópios terrestres e espaciais.

Cassiopeia A está localizada a 11.000 anos-luz de distância na constelação de Cassiopeia, e o remanescente se estende por 10 anos-luz. Insights de Cas A, como o remanescente também é conhecido, permitem que os cientistas aprendam mais sobre como ocorrem as explosões estelares.

Os astrônomos viraram o telescópio Webb e seus instrumentos na direção de Cas A para ver se as capacidades de infravermelho do observatório poderiam captar qualquer coisa que outros telescópios tenham perdido. A luz infravermelha é invisível ao olho humano, permitindo que Webb espie aspectos invisíveis do universo.

“Cas A representa nossa melhor oportunidade de observar o campo de detritos de uma estrela que explodiu e fazer uma espécie de autópsia estelar para entender que tipo de estrela estava lá antes e como essa estrela explodiu”, disse Danny Milisavljevic, professor assistente da Purdue University e investigador principal do programa Webb que capturou as novas observações, em um comunicado.

A nova imagem infravermelha de Cas A de Webb foi traduzida em luz visível para que o olho humano possa ver as cores do remanescente. A luz vermelha e laranja no exterior do remanescente indica poeira quente, onde o material ejetado da estrela antes de explodir está colidindo com gás e poeira ao redor.

Dentro da estrutura em forma de bolha do remanescente, uma luz rosa brilhante pode ser vista, juntamente com características que se assemelham a aglomerados e nós. Este material veio da estrela explodida e inclui elementos pesados ​​brilhantes como argônio, neon e oxigênio.

“Nós o apelidamos de Monstro Verde em homenagem ao Fenway Park em Boston. Se você olhar de perto, notará que está marcado com o que parecem mini-bolhas”, disse Milisavljevic. “A forma e a complexidade são inesperadas e difíceis de entender.”

A equipe ainda está tentando entender as fontes por trás de todas as diferentes cores da imagem.

Estudar remanescentes como Cas A pode ajudar os cientistas a entender a poeira cósmica, um bloco de construção de estrelas e planetas, e como estrelas explodidas liberam elementos cruciais para a vida.

“Ao entender o processo de explosão de estrelas, estamos lendo nossa própria história de origem”, disse Milisavljevic. “Vou passar o resto da minha carreira tentando entender o que há neste conjunto de dados.”

Fonte: CNN BRASIL

Venha hoje na Paz e Vida e participe da Reunião da Busca do Espírito Santo!

Quarta-feira é dia de busca do Espírito Santo em todas as unidades da Paz e Vida.

Jesus, antes de subir aos céus, após ter ressuscitado, recomendou aos discípulos: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

Pagliarin (2015, p. 551), afirma: “TESTEMUNHAS. Este é o objetivo do Senhor Jesus ao batizar alguém com o Espírito Santo e com Fogo: dar Poder para a pessoa ser uma testemunha verdadeira da Sua Ressurreição e Pessoa”.

Todo cristão tem a oportunidade de ser batizado com o Espírito Santo e com o Fogo, e fazemos isso às quartas-feiras. Os que já são batizados, são renovados. E todos têm a oportunidade de se apossarem do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22).

Quer ser cheio de poder? Venha hoje na Paz e Vida na Reunião da Busca do Espírito Santo: as reuniões acontecem às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal, o horário é às 9, 15 e 20 horas.

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

Seja cheio do poder de Deus!

Por Pra. Daniela Porto

Acesse YouTube.com/@juanribe e aprenda mais com o Pr. Juanribe Pagliarin!

Quer aprender mais sobre Deus, assistir belíssimas Ilustrações contadas pelo Pastor Juanribe Pagliarin e, ainda, assistir testemunhos do que acontece nos encontros de Paz e Vida? Tudo isso está disponível para você no canal do YouTube do Presidente e Fundador da Comunidade Cristã Paz e Vida.

É só acessar o link: youtube.com/@juanribe e escolher o que você quer assistir para edificar a sua fé.

Aproveite o tempo livre ou até mesmo enquanto você realiza alguma atividade e assista mensagens que vem direto do Trono de Deus para o seu coração!

Por Pra. Daniela Porto

Vacina da gripe começa a ser aplicada hoje no SUS em todo o país; veja quem pode tomá-la

Meta do Ministério da Saúde é imunizar pelo menos 90% do mais de 81 milhões que fazem parte dos grupos prioritários.

campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (10) em todo o Brasil. O objetivo do Ministério da Saúde neste ano é imunizar 81,7 milhões de pessoas que fazem parte dos grupos prioritários e estão aptas a receber a vacina no SUS.

A vacinação foi antecipada na região Norte, onde começou em março, devido ao período de chuva e aumento dos casos de influenza a partir de abril.

Com a aproximação do inverno no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, é esperado também um crescimento dos números de infecções pelo vírus da gripe, por isto a importância da vacinação neste momento.

Podem se vacinar nos postos de saúde indivíduos que se encaixem nos seguintes grupos:

  • pessoas com mais de 60 anos;
  • crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);
  • gestantes e puérperas;
  • pessoas com deficiência;
  • pessoas com comorbidades;
  • povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
  • trabalhadoras e trabalhadores da saúde;
  • integrantes das Forças Armadas;
  • profissionais das forças de segurança e salvamento;
  • caminhoneiros e caminhoneiras;
  • professoras e professores;
  • profissionais de transporte coletivo;
  • profissionais portuários;
  • profissionais do sistema de privação de liberdade;
  • população privada de liberdade;
  • adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas.

Em relação aos bebês e crianças, o ministério diz que aqueles que já receberam pelo menos uma dose nos anos anteriores devem tomar somente uma injeção neste ano.

Para crianças indígenas ou com comorbidades, é possível a vacinação até 9 anos incompletos.

Crianças que serão vacinadas pela primeira vez devem tomar o esquema de duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.

No informe técnico da vacinação, a pasta ressalta que os grupos prioritários são “atores sociais importantes no processo de prevenção e controle da influenza”.

A meta do governo é vacinar 90% de cada um desses grupos, mas é algo que tem sido difícil de se atingir nos últimos anos. Em 2022, a cobertura média para todos eles foi de 68,1%.

A sobra de vacinas em muitos locais faz com que os municípios as ofereçam para quem não faz parte dos grupos prioritários, o que normalmente ocorre na metade do ano.

Até lá, quem não faz parte do público-alvo e deseja se vacinar deve fazê-lo na rede privada.

Para o pediatra infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), a percepção de risco sobre a gripe é o que influencia na adesão à vacina anualmente.

“Em geral, como a maioria das temporadas não é tão grave, na maioria das vezes atingir a cobertura vacinal não é tão fácil. […] O grande desafio é conseguir comunicação e convencimento da população a se vacinar, mesmo com essa percepção de risco baixa. Para todas as vacinas é assim. Com a gripe, não é diferente”, explica.

Porém, o médico lembra que já houve anos, como 2016, em que o grande número de hospitalizações por gripe levou a uma corrida aos postos de saúde de pessoas em busca da vacina.

“Aí você tem busca exagerada por vacinas, a campanha é concretizada em quatro, seis semanas. As clínicas privadas vendem muitas vacinas, filas nas portas…”

A vacina

Anualmente, a vacina contra a gripe é atualizada, conforme orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) para incluir as cepas do vírus influenza que devem predominar na estação.

Neste ano, o imunizante trivalente produzido pelo Instituto Butantan oferece proteção contra duas cepas de influenza A – A/Sydney/5/2021 (H1N1) pdm09 e A/Darwin/9/2021 (H3N2 – e outra de influenza B – B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria).

“A vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação e também com outros medicamentos, procedendo-se às administrações com seringas e agulhas diferentes em locais anatômicos distintos”, salienta o Ministério da Saúde.

Quem precisar tomar também a vacina contra a Covid-19 ou outra pode fazê-lo no mesmo dia.

Indivíduos com alergia grave a ovo devem receber a vacina sob supervisão médica. Quem estiver com sintomas de Covid-19 ou febre devem esperar a melhora do quadro para se vacinar.

Risco

A gripe continua a ser uma doença que preocupa em todo o mundo, principalmente quando ela afeta pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e indivíduos que tenham o sistema imunológico comprometido por doenças ou tratamentos de saúde.

Em 2022, o Ministério da Saúde contabilizou mais de 10,5 mil internações por síndrome respiratória aguda grave causadas pelo vírus influenza. No mesmo período, 1.348 óbitos por complicação respiratória foram associados à gripe.

Os idosos são os mais vulneráveis, segundo os dados do governo, representando quase metade de todos os registros de influenza no ano passado. Ainda assim, a cobertura vacinal deste grupo ficou em torno de 70% em 2022.

“Tradicionalmente, quase na média de todos os últimos anos, de 70% a 75% dos óbitos por influenza que temos no país ocorrem nesses grupos elegíveis para a vacinação”, alerta Kfouri.

Gripe

Os quadros de gripe têm início subitamente e se manifestam com sintomas como febre, calafrios, dores no corpo e de cabeça, tosse, coriza, dor de garganta e mal-estar geral.

Segundo o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento, “a maioria dos sintomas melhora depois de dois ou três dias. No entanto, às vezes a febre pode durar até cinco dias. Os sintomas de tosse, fraqueza, suores e cansaço prolongam-se durante vários dias ou ocasionalmente semanas”.

“Em algumas circunstâncias, principalmente nos grupos de maior risco, a doença pode evoluir para complicações respiratórias — a exemplo da pneumonia viral ou bacteriana — levar à descompensação da doença de base, no caso de pessoas com condições crônicas, e até mesmo ao óbito. Além da saúde individual e coletiva, estudos realizados nos Estados Unidos demonstram que a gripe causa prejuízos econômicos na casa dos bilhões de dólares anuais, não apenas pelos custos com hospitalização, mas pela perda de vidas e a queda de produtividade devido à falta ao trabalho”, afirma em nota a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

A vacinação é a melhor forma de prevenir o agravamento. Ainda assim, algumas pessoas com a saúde mais fragilizada podem precisar tomar antiviral. O oseltamivir (Tamiflu) está disponível no SUS mediante prescrição médica.

É importante ficar atento aos sinais de complicação da gripe, como falta de ar e persistência da febre, que podem indicar um quadro de pneumonia, o que requer atendimento médico imediato.

Fonte: R7

Ingestão excessiva de açúcar causa 45 efeitos negativos à saúde, aponta estudo

Análise foi publicada nesta quarta-feira (6), na revista The BMJ

Existem ao menos 45 boas razões para reduzir o consumo de açúcar, segundo um novo estudo. Pesquisas mostraram os efeitos negativos da ingestão excessiva de açúcar na saúde, e recomendaram as pessoas a limitar esse consumo.

Ainda assim, pesquisadores na China e nos Estados Unidos sentiram que, antes de desenvolver políticas detalhadas para restrição de açúcar, a “qualidade das evidências existentes precisa ser avaliada de forma abrangente”, de acordo com o estudo publicado nesta quarta-feira (6), na revista The BMJ.

Em uma grande revisão de 73 análises, que incluiu mais de 8 mil estudos, o alto consumo de açúcar foi associado a riscos significativamente maiores de 45 resultados negativos para a saúde, incluindo diabetesgotaobesidadepressão altaataque cardíacoderramecâncerasma, cárie dentária, depressão e morte precoce.

Açúcares livres – o tipo de açúcar que os autores focaram – são aqueles adicionados durante o processamento dos alimentos; embalados como açúcar de mesa e outros adoçantes; e ocorrendo naturalmente em xaropes, mel, suco de frutas, sucos de vegetais, purês, pastas e produtos similares nos quais a estrutura celular do alimento foi quebrada. Esta categoria não inclui açúcares que estão naturalmente em laticínios ou frutas e vegetais estruturalmente inteiros.

O estudo “fornece uma visão geral útil do estado atual da ciência sobre o consumo de açúcar na nossa saúde e confirma que comer muito açúcar provavelmente causa problemas”, disse a Dra. Maya Adam, diretora de Health Media Innovation e professora de pediatria na Escola de Medicina da Universidade de Stanford.

“Estudos como este são úteis para alertar os pacientes de que mudanças aparentemente pequenas, como cortar o excesso de açúcar, como bebidas adoçadas, podem ter uma melhora significativa e positiva para a saúde”, disse a analista médica da CNN Dra. Leana Wen, médica de emergência e professor de saúde pública da Universidade George Washington.

Evidências de qualidade moderada sugeriram que os participantes com maior consumo de bebidas açucaradas tinham maior peso corporal do que aqueles com menor consumo.

“Como pesquisador de nutrição que atuou nos Comitês Consultivos de Diretrizes Dietéticas dos EUA em 2010 e 2020, posso confirmar que a ingestão de açúcar na dieta nos EUA é mais que o dobro da quantidade recomendada e, embora o impacto direto do próprio açúcar oferece benefícios nutricionais mínimos, se houver, e substitui ainda mais os alimentos que o fazem ”, disse Linda Van Horn, professora emérita de medicina preventiva na Feinberg School of Medicine da Northwestern University.

A conexão entre o açúcar e doenças

A evidência de uma ligação entre açúcares livres e câncer tem sido limitada e controversa, e precisa de mais pesquisas, disseram os autores do estudo. No entanto, a descoberta, de acordo com o estudo, pode ser explicada pelos efeitos conhecidos do açúcar no peso: o alto consumo de açúcar tem sido associado à obesidade, que é um fator de risco para vários tipos de câncer. O mesmo vale para doenças cardiovasculares.

“A adição de açúcar pode promover inflamação no corpo, e isso pode causar estresse no coração e nos vasos sanguíneos, o que pode levar ao aumento da pressão arterial”, disse o cientista comportamental Brooke Aggarwal, professor assistente de ciências médicas na divisão de cardiologia do Columbia University.

No estudo, verificou-se também que alimentos altamente processados, que podem conter muito açúcar livre, aumentam a inflamação, um fator de risco para depressão.

“Os carboidratos integrais demoram mais para se decompor em açúcares simples, e uma parte deles – a fibra – não pode ser decomposta de forma alguma”, disse Maya Adam. “Isso significa que grãos inteiros e intactos não causam os mesmos picos de açúcar no sangue que experimentamos quando comemos açúcares simples. Picos de açúcar no sangue desencadeiam picos de insulina, que podem desestabilizar nossa glicose no sangue e ser a causa subjacente de problemas de saúde a longo prazo”.

Reduzindo a ingestão

As descobertas – em combinação com as orientações existentes da Organização Mundial da Saúde, do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer – sugerem que as pessoas devem limitar a ingestão de açúcar livre a menos de 25 gramas, cerca de 6 colheres de chá, por dia.

Os autores também recomendam reduzir o consumo de bebidas açucaradas para menos de uma porção (cerca de 200 a 355 mililitros) por semana.

Para mudar os padrões de consumo de açúcar, os autores acreditam que “uma combinação de educação e políticas de saúde pública generalizadas em todo o mundo é “urgentemente necessária”. No entanto, há algumas mudanças que você pode começar a fazer por conta própria.

Esteja ciente do que você está colocando em seu corpo lendo os rótulos nutricionais ao fazer compras – mesmo os de alimentos que você pode não considerar doces, como pão, cereais matinais, iogurtes ou condimentos. Esses alimentos geralmente têm muito açúcar adicionado, disse Maya Adam.

Opte por água adoçada com rodelas de frutas em vez de bebidas açucaradas, e coma frutas frescas ou congeladas como sobremesa em vez de bolos, biscoitos ou sorvetes. Cozinhar e assar em casa com mais frequência é uma das melhores maneiras de reduzir a ingestão de açúcar, disse Aggarwal.

Dormir o suficiente e com boa qualidade também ajudaria, “já que tendemos a escolher alimentos com mais açúcar quando estamos cansados”.

“Nossas vidas provavelmente acabarão sendo mais doces com menos açúcar em nossas dietas”, completou a doutora Maya Adam.

Fonte: CNN BRASIL

Bullying: especialistas explicam como é possível lidar com a prática da intimidação

Abordagem multidisciplinar com a participação de familiares, profissionais da educação e dos serviços de saúde pode contribuir para minimizar os impactos da intimidação

O termo “bullying” tem origem no inglês a partir da palavra “bully”, que significa valentão ou agressor. A expressão passou a ser utilizada para descrever principalmente comportamentos abusivos e intimidadores entre crianças e adolescentes em ambiente escolar.

A origem do problema é multifacetada, envolvendo fatores sociais, culturais e psicológicos, além de questões familiares e da formação individual como falta de habilidades sociais, baixa autoestima, comportamentos agressivos aprendidos e a busca por poder e status social.

“A origem do bullying está na dificuldade humana de lidar com o diferente. Fala-se muito disso, mas a tolerância é uma das coisas mais difíceis para o ser humano praticar. Isso requer muita maturidade em todos os sentidos. Tem muitos adultos que a gente observa que têm muita dificuldade em lidar com a diferença, imaginem as crianças e adolescentes para os quais o mundo é um ‘senhor desconhecido’”, afirma a psicanalista Eliana Riberti Nazareth, docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP).

Por vezes, ataques violentos ocorridos em escolas no Brasil e no exterior são descritos como a consequência extrema em uma reação de vítimas de bullying que se tornam agressores. No entanto, especialistas em saúde mental afirmam que a associação entre bullying e episódios violentos é ainda mais complexa.

Nesse contexto, a abordagem multidisciplinar com a participação de familiares, profissionais da educação e dos serviços de saúde pode contribuir para minimizar os impactos da intimidação.

“É importante abordar o assunto com delicadeza e empatia, ouvir atentamente dando a oportunidade de falar sobre suas experiências e sentimentos em relação ao bullying, e isso os ajudará a se sentir mais seguros e confiantes. Validar seus sentimentos, mostrando que você entende o que eles estão passando. Oferecer apoio emocional. Discutir opções e estratégias tais como reportar o incidente à escola, buscar ajuda de um profissional de saúde mental, ou encontrar formas de se sentir mais seguros e reforçar a importância de falar sobre o problema com alguém de confiança”, afirma o psicólogo Ricardo Milito.

A médica Ana Márcia Guimarães, membro do Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), afirma que o bullying pode ser apenas uma das causas de atentados violentos, que também têm origem em transtornos mentais sem tratamento.

“O agressor, que pode culminar em uma tragédia assim, tem um perfil que normalmente é de uma pessoa que foi vítima de bullying anteriormente. Então, é um adolescente agressivo, que não respeita regras, que não tem medo de autoridades. Um adolescente impulsivo pode culminar num comportamento assim de extrema impulsividade”, afirma Ana. “Às vezes, é um ato deliberado, planejado, calculado, por um transtorno de conduta, caminhando para um transtorno de personalidade”, completa.

Como reconhecer que uma criança ou adolescente é vítima de bullying?

Reconhecer que uma criança ou adolescente tem sido alvo de bullying pode ser um desafio. Muitas vezes, as vítimas não se sentem à vontade para contar o que está acontecendo, têm vergonha ou receio das consequências de revelar o problema. No entanto, existem alguns sinais que podem indicar que uma criança ou adolescente está sofrendo intimidação.

“Mudanças de comportamento e humor, podendo parecer mais triste, ansioso, retraído ou mais agressivo do que o normal. Evitar ir à escola ou participar de atividades que antes gostavam. Problemas físicos como lesões inexplicáveis, hematomas, arranhões, dores de cabeça ou de estômago com mais frequência do que o normal. Perda ou dano de pertences. Mudanças no desempenho escolar. Isolamento social ou dificuldade em fazer novas amizades são alguns sinais”, afirma Milito.

O psicólogo e professor de psicanálise Ronaldo Coelho destaca que crianças mais reservadas e introspectivas tendem a ser vítimas de intimidação nas escolas.

“Uma criança que sofre bullying tende a ser mais introvertida, na escola ela pode preferir ficar sozinha na hora do recreio, pode preferir ficar na sala de aula, ficar conversando com os professores em vez de brincar, buscar formas de ficar longe do ambiente onde as outras crianças possam ter acesso a ela e perturbá-la, violentá-la. Algumas só vão pedir para ir ao banheiro quando a aula começar, pois assim garantem que as crianças abusadoras não vão violentá-la no banheiro por estarem na sala de aula, por exemplo”, afirma.

O bullying pode ser classificado em diferentes tipos, como ações de violência física, verbal e psicológica. O entendimento sobre a forma como a intimidação é praticada pode ajudar a lidar de maneira mais eficiente com o problema, como explica o médico psiquiatra Gabriel Okuda, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

“O bullying pode ser dividido em vários tipos, desde a parte física, com relação à violência física à violência psicológica, incluindo intimidações, chantagens, calúnias ou perseguições de qualquer aspecto, seja religioso, pela questão sexual ou pela aparência física. Também é dividido pela questão verbal, caracterizado muitas vezes por xingamentos, humilhações e até apelidos que são de mau gosto”, explica.

Com o amplo uso da internet e das redes sociais, o bullying virtual, também chamado de cyberbullying, passou a representar um impacto significativo na prática. “A internet hoje em dia é uma extensão da nossa vida. Isso acaba fazendo com que algum tipo de bullying nesse ambiente acabe tendo uma abrangência e alcance de pessoas muito grande”, diz Okuda.

Já os casos de bullying social estão relacionados à exclusão de um indivíduo do convívio social por um grupo de pessoas. “É importante termos essas delimitações e esses tipos definidos por que é a partir dessas delimitações conseguimos explicar um pouco melhor para a criança ou o adolescente que é vítima desse tipo de ação”, pontua.

Como pais e cuidadores podem lidar com o problema?

Criar um ambiente seguro e de apoio ao compartilhamento de preocupações pode ser um caminho para que a criança ou adolescente fale sobre o que está acontecendo.

“Conversar com a criança ou adolescente, buscando entender o que está acontecendo e como ela se sente é um caminho. Elas podem estar com medo ou envergonhadas de falar sobre o bullying. É importante ensinar habilidades sociais como se comunicar efetivamente, resolver conflitos de forma construtiva e desenvolver empatia e compaixão pelos outros. Além de encorajar a autoconfiança através de elogios e de incentivo”, afirma o psicólogo.

A orientação é compartilhada pela médica psiquiatra Jéssica Martani. “Estimule a comunicação, ajude seu filho a lidar com conflitos e ensine habilidades sociais e empatia. Ajude a estimular a autoconfiança e autoestima para que ele veja quais os talentos possui e que podem ajudá-lo”, diz.

Nesse contexto, o trabalho em parceria com a escola pode contribuir para resolver o problema, incluindo o fortalecimento da política de prevenção e intervenção ao bullying. Os especialistas sugerem medidas como o estabelecimento de um canal de denúncias, a realização de ações educativas e a aplicação de sanções disciplinares, além da  capacitação dos professores e demais funcionários da escola.

“É fundamental implementar medidas de prevenção e intervenção, promover a conscientização dos estudantes abordando temas como empatia, tolerância e o respeito pelas diferenças, estabelecer um ambiente escolar seguro como a instalação de câmeras de segurança, regras claras de convivência, envolver os pais e a comunidade realizando reuniões, palestras e outras atividades de conscientização e engajamento”, diz Milito.

Ronaldo Coelho afirma que caso a escola tenha um espaço instituído para se falar sobre as relações, esse tema pode ser abordado pelos mais diferentes caminhos até culminar em uma discussão da substituição da postura ética no lugar da força física.

“Um caminho que se possa compreender o uso da força e da violência como a falência da capacidade mental em lidar com problemas e conflitos. Porém, uma discussão complexa a esse nível precisaria ser muito bem pensada e estruturada pela escola, pensando na singularidade de cada turma e no momento do desenvolvimento em que cada um está, para que pudesse ser verdadeiramente efetiva”, diz.

A psicanalista e docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) Eliana Riberti Nazareth fala sobre a importância da integração entre família e escola diante de problemas.

“É importante os pais, quando estão passando por problemas dentro de casa, entre familiares, de conflitos entre entre si ou com outros parentes, que informem a escola, para que a escola fique mais atenta a aquele filho que pode estar sofrendo. E dentro de casa, às vezes, ele não manifesta sofrimento, ele vai manifestar no ambiente escolar”, afirma.

Vivência de um trauma

Vivenciar a experiência de um ataque violento em escola pode provocar trauma com consequências a longo prazo para a saúde mental de crianças e de adolescentes. A exposição a uma violência como essa é considerada um trauma de choque e que pode ter muitos desfechos, desde uma reação aguda ao estresse que dura poucos dias após o ocorrido até o transtorno do estresse pós-traumático que pode um longo prazo.

“Nas primeiras semanas após uma experiência como essa são esperados comportamentos que dizem de uma reação aguda ao estresse, tais como alteração do sono, pesadelos, sensação de alerta constante, aumento da ansiedade basal, dificuldade para relaxar, aumento da irritabilidade, tentativa de evitar contato com o local e com qualquer coisa que lembre a situação, então algumas crianças ou até mesmo os adultos envolvidos podem não querer retornar à escola ou podem também sentir o contrário de tudo isso, como se estivessem anestesiados”, explica a psicóloga especialista em traumas, Ediane Ribeiro.

Nessa fase, o cérebro e o corpo tentam lidar com a forte carga emocional recebida. Porém, se esses sinais e sintomas duram mais que algumas semanas, podem sinalizar para o desenvolvimento do transtorno do estresse pós-traumático, que precisa de uma atenção e cuidados especializados, segundo a psicóloga.

“Esse tipo de trauma tem dimensões individuais e coletivas e todas elas precisam ser consideradas. O suporte a todas as pessoas envolvidas diretamente – desde familiares da professora, a criança que era alvo da agressão, todas as crianças da escola e seus funcionários – se possível com uma intervenção precoce de profissional da área de saúde mental e emocional é a primeira medida”, avalia.

A especialista pondera que diante de um ataque não há como a escola voltar a funcionar normalmente, como se nada tivesse acontecido.

“Será preciso tratar do tema coletivamente, criar espaços para que alunos, professores e funcionários possam compartilhar suas sensações e tenham oportunidade não para falar do trauma em si, que pode nem ser tão indicado nesse momento, mas para juntos encontrarem rede de apoio e medidas de reestabelecimento do senso de segurança. Então, rodas de conversa, grupos de acolhimento são importantes dentro da escola nesse momento”, orienta.

Fonte: CNN BRASIL