Pessoas com comorbidades já podem tomar a vacina bivalente contra a Covid-19

Lista inclui diabetes, cardiopatias, síndromes genéticas e obesidade mórbida, entre outros

Pessoas com comorbidades foram incluídas nos grupos considerados prioritários para receber a vacina bivalente contra a Covid-19. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (31) pelo Ministério da Saúde. De acordo com a nota técnica, a inclusão foi feita por conta da disponibilidade de doses do imunizante e tem como base orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A lista de comorbidades inclui:

– diabetes mellitus
– pneumopatias crônicas graves
– hipertensão arterial resistente
– hipertensão arterial estágio 3
– hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo
– insuficiência cardíaca
– cor-pulmonal e hipertensão pulmonar
– cardiopatia hipertensiva
– síndromes coronarianas
– valvopatias
– miocardiopatias e pericardiopatias
– doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas
– arritmias cardíacas
– cardiopatia congênita no adulto
– próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
– doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares
– doença renal crônica
– hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves
– obesidade mórbida
– síndrome de Down e outras síndromes genéticas
– doença hepática crônica

Qualquer pessoa com idade entre 12 e 59 anos que tenha alguma das condições listadas e que já tenha tomado os dois reforços contra a covid-19 pode receber a bivalente. Não é necessário comprovar a comorbidade.

“Ressalta-se que, para este grupo, não haverá exigência quanto à comprovação da situação de comorbidade, sendo suficiente para a vacinação a comorbidade autodeclarada”, informa nota do Ministério da Saúde.

Fonte: R7

‘Tijolão’, sem tela e caro: conheça o primeiro celular do mundo que está completando 50 anos

Desenvolvido em 1973 por Martin Cooper, ex-engenheiro da Motorola, DynaTAC 8000x pesava mais de 1 kg, tinha apenas botões físicos e custava US$ 5 mil.

Em 3 de abril de 1973, a primeira chamada móvel do mundo era feita. Nessa mesma data, há 50 anos, o ex-engenheiro da Motorola Martin Cooper, hoje com 94 anos, também estava apresentando o primeiro celular do planeta: o DynaTAC 8000x, responsável por essa ligação telefônica.

O protótipo usado na chamada deu tão certo que motivou a fabricante norte-americana a investir US$ 100 milhões no projeto, que depois chegou às lojas em 1983.

Confira as principais características do produto:

🧱 Com 33 cm de altura e pesando 1,1 kg, o DynaTAC 8000x era um “tijolão” e não representava a verdadeira mobilidade como os dispositivos atuais que pesam cerca de 200 gramas;

🔋 Sua bateria aguentava ligações de até 25 minutos antes de descarregar totalmente;

📱 O Motorola DynaTAC 8000x não tinha tela e vinha apenas com botões físicos, acompanhados de alto-falante, microfone e uma antena física grande;

🤑 O aparelho tinha um preço nada popular, sendo avaliado em US$ 5 mil;

📷 Em entrevista à GloboNews no dia 1º de abril, Cooper diz que não previa introduzir uma lente fotográfica no dispositivo porque, naquela época, já havia câmera digital, então não fazia sentido colocar no telefone.

Como surgiu o primeiro celular

A gigante de telecomunicações Bell System foi quem motivou Martin Cooper a desenvolver o Motorola DynaTAC 8000x. Isso porque em 1960 os engenheiros da Bell criaram um sistema de comunicação telefônico que seria implementado em veículos.

Mas, para o profissional da Motorola, o projeto da Bell System não tinha nada de mobilidade.

Então, em 1972, ele reuniu profissionais de chips (processadores), transistores, antenas e filtros que trabalharam por três meses na criação de um dispositivo que pudesse ser usado em qualquer lugar.

Ousado, na primeira ligação telefônica de teste com o celular, Cooper ligou para a rival Bell. “Eu estava na Sexta Avenida, em Nova York, e tive a ideia de ligar para meu concorrente na Bell System, o doutor Joel Engel”, disse Cooper em entrevista à AFP.

Como resposta, Cooper recebeu um silêncio de Joel Engel. “Acho que ele estava rangendo os dentes”, pensou o ex-engenheiro da Motorola.

Hoje, ele vem criticando a forma como usamos o dispositivo moderno. “O problema com os celulares é que as pessoas não param de olhar para eles”, disse em uma entrevista recente. “Quando vejo alguém atravessando a rua olhando para o telefone, eu me sinto péssimo”.

Fonte: G1

Encontro Especial com o Pastor Juanribe Pagliarin em São Paulo!

Se você está sentindo que a vida perdeu um pouco do sentido, participe hoje do Encontro Especial com o Fundador e Presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida, Pastor Juanribe Pagliarin.

Ele é um homem de Deus, profeta ungido e que tem autoridade no mundo espiritual para declarar paz e vida para sua existência.

Pare de dar desculpas e tome uma atitude: participe hoje do encontro.

Anote o endereço da Sede Nacional da Paz e Vida: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

As reuniões acontecem às 10 e também às 19 horas.

Se você está fora de São Paulo, assista pelo youtube.com/@juanribe e tenha a sua vida edificada!

Imperdível!

Por Pra. Daniela Porto

As 12 Bênçãos do Monte Gerizim: ter o respeito de todos!

A Campanha de Oração: “As 12 Bênçãos do Monte Gerizim” continua em todas as unidades de Paz e Vida.

E nesta 10ª semana os pastores da Paz e Vida vão profetizar que você terá o respeito de todos. Respeito é definido pelo dicionário como: “estima ou consideração por alguém ou algo”. É assim que você se sente perante seus colegas de trabalho, sua família, seus filhos e pelas pessoas que te cercam?

Venha participar hoje da Reunião da Família na Campanha de Oração: “As 12 Bênçãos do Monte Gerizim”.

As reuniões acontecem hoje no Brasil às 8h, 15h e 18h. E em Portugal, às 10h, 15h e 18h. Na Sede Nacional, em São Paulo, temos 5 reuniões: às 6h30, 8, 10, 15 e 18 horas.

Para mais endereços de Paz e Vida, acesse:  https://www.pazevida.org.br/enderecos

Participe!

Por Pra. Daniela Porto

Bianca Pagliarin te aguarda HOJE no Encontro de Mulheres na Sede Nacional em São Paulo

Dia 1º de abril é considerado como o Dia da Mentira. Mas você é convidada a declarar conosco o tema de nosso encontro: O DIA DO FIM DA MENTIRA.

Bianca Pagliarin está cheia de fé para ministrar o seu coração e te ajudar a trilhar um caminho de amor e milagre.

Venha hoje, às 9 da manhã, na Sede Nacional da Paz e Vida. Avenida Cruzeiro do Sul, 1965 – Santana, São Paulo. Bem pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê, com amplo estacionamento e o departamento infantil funcionando para receber os pequenos.

Sua vida nunca mais será a mesma!

Por Pra. Daniela Porto

Violência em escolas: novos casos após ataque em SP reforçam poder do ‘efeito contágio’

Pelo menos 20 agressões ou tentativas ocorreram nos últimos dias em escolas pelo país. Psicólogas e governo estadual veem perigo em compartilhamento excessivo de imagens de violência.

Após o ataque à Escola Estadual Thomázia Montoro, São Paulo e outros estados têm registrado aumento significativo de casos de ameaças e de porte de armas por alunos no sistema educacional. Esse fenômeno é conhecido como “efeito contágio” e é detectado entre crianças e adolescentes, expostos exaustivamente a cenas de violência pelas redes sociais e pelos noticiários.

Segundo um levantamento realizado pelo R7, pelo menos 20 novos casos que envolveram crianças e adolescentes ocorreram em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Paraíba e no Mato Grosso do Sul, entre segunda e quinta-feira. Os episódios vão desde ameaças de morte por mensagens de aplicativo e bilhetes até o porte de armas brancas ou de fogo falsas.

Para psicólogas ouvidas pela reportagem, o acesso sem controle às imagens do circuito de segurança do ataque — que vitimou a professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, e deixou quatro pessoas feridas nesta segunda-feira (27) — pode ter estimulado jovens a planejarem e a praticarem atos de violência similares.

Elaine Alves, psicóloga especialista em luto e coordenadora do Niped (Núcleo de Intervenções Psicológicas em Emergências e Desastres), e Leila Tardivo, professora do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), afirmam que o compartilhamento desses vídeos não é responsável pela criação de novos eventos, mas funciona como um estímulo a jovens que já têm essa propensão.

Comportamento

A doutora em psicologia clínica pela USP Joana Vartanian explica que o comportamento humano é desenvolvido a partir de interações sociais. Como a identidade de crianças e adolescentes está em formação, é comum a reprodução de ações de outras pessoas como uma espécie de espelho.

“O jovem vê um comportamento que funciona e acaba imitando para atingir algum fim de ordem emocional, de acolhimento ou de valorização social. Isso é muito mais forte entre crianças e adolescentes, que são mais influenciáveis. Já os adultos têm a identidade mais fortalecida”, afirma Vartanian.

A psicóloga também destaca que jovens com “déficit de habilidades emocionais ou de recursos emocionais” são mais vulneráveis à exposição de conteúdos violentos e suscetíveis à reprodução desses comportamentos. Isto é, não é qualquer adolescente e criança que vai reproduzir atos violentos, como o ataque à escola. É necessário analisar a bagagem de cada um.

Protagonismo

Segundo especialistas, uma das maneiras de evitar o efeito contágio é não oferecer protagonismo ao aluno infrator, impedindo uma possível glorificação pelos jovens. “O perpetrador do ataque ganha uma fama, uma visibilidade dentro da invisibilidade. As imagens vão levar subsídios [a potenciais ataques]”, diz Elaine Alves.

No início da semana, uma mãe relatou que o filho foi ameaçado por outro estudante em uma escola, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O adolescente teria feito promessas de um ataque similar ao contra a Escola Estadual Thomázia Montoro, na Vila Sônia.

Em Santo André, de acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), um aluno também ameaçou a professora durante a aula dizendo que os docentes deveriam ser esfaqueados. Ele citou o caso da zona oeste paulistana como inspiração.

Leila Tardivo acredita que o caminho para impedir a perpetuação do efeito contágio não é a proibição da exibição desse tipo de evento nos noticiários. Casos extremos de violência nas escolas devem ser discutidos, porém sem dar notoriedade ao responsável pelo ataque. A questão deve ser veiculada de forma mais ampla e analítica, como nos casos de suicídio.

“As crianças estão resolvendo os problemas por meio da violência. Se a comunidade e os pais são violentos, esse comportamento será reproduzido. É preciso trabalhar por uma cultura de paz nas escolas, além de ter uma visão abrangente acerca do problema. É uma questão social”, reitera a professora do Instituto de Psicologia da USP.

Luto

A divulgação exaustiva das imagens do ataque à escola também representa um obstáculo à elaboração do luto pelos alunos, professores, funcionários e por toda a comunidade envolvida. Com experiência de 30 anos em psicologia de luto, Alves explica que a morte da professora Elisabeth é pública e a repetição das cenas de violência os faz permanecer neste pesadelo.

“Agora é muito comum que os alunos tenham insônia ou pesadelo. Eles ainda não se sentem a salvo, e essas cenas que se repetem não ajudam nisso. O luto não afeta apenas individualmente, mas de forma intrageracional”, diz a coordenadora do Niped.

A psicóloga cita o massacre de Realengo (RJ), que deixou 12 alunos mortos após um jovem de 23 anos invadir a escola armado, como o luto pode ser intrageracional. As sobreviventes do ataque ainda não conseguiram superar completamente as perdas, por isso essas questões emocionais acabam sendo transferidas para os filhos.

Além de atingir a comunidade envolvida com a Escola Estadual Thomázia Montoro, o medo afeta alunos e funcionários de todo o sistema educacional. Muitas pessoas não querem mais estudar ou trabalhar com receio de possíveis episódios de violência.

Alerta

A Secretaria de Segurança Pública divulgou, na terça-feira (28), que a ampla disseminação das imagens do atentado à escola na capital paulista estaria provocando o efeito contágio e o surgimento de novas tentativas de ataque.

“Peço que cada um reveja a sua responsabilidade enquanto sociedade. Que a imprensa não reproduza exaustivamente as imagens das agressões e que a população não compartilhe em redes sociais. O efeito contágio é uma realidade e está demonstrando na prática o que acontece quando um caso é divulgado exaustivamente dessa maneira”, afirma o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite.

Fonte: R7

STF tem maioria para derrubar prisão especial a quem tem diploma universitário

Seis ministros da Suprema Corte entenderam que a condição viola princípio da isonomia.

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entende que deve ser derrubado o direito de prisão especial para pessoas com diploma de ensino superior. Para o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, esse direito é inconstitucional por ir contra o princípio da isonomia.

Acompanharam o entendimento do relator os ministros Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Edson Fachin e Roberto Barroso.

O caso está sendo analisado no plenário virtual do Supremo. No formato, não há debate entre os ministros, que proferem seus votos em um sistema eletrônico. A análise começou nesta sexta-feira (24) e vai até 31 de março.

A previsão da prisão especial está no Código de Processo Penal: “Art. 295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: […] VII – os diplomados por qualquer das faculdades superiores da República”.

Em trâmite desde 2015, a ação julgada foi ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão questionou se o “privilégio” ofende os princípios republicanos da dignidade da pessoa humana, da isonomia e os objetivos fundamentais da República.

Para Moraes, a concessão de um direito à prisão especial para portadores de diploma de nível superior “parece ser verdadeira ‘jabuticaba’ brasileira”. O ministro disse que encontrou uma situação semelhante só no Código de Processo Penal espanhol.

Conforme o magistrado, a previsão é uma “medida estatal discriminatória”, que promove a “categorização” de presos e fortalece desigualdades, “especialmente em uma nação tão socialmente desigual como a nossa, em que apenas 11,3% da população geral possui ensino superior completo”.

“Não me parece existir qualquer justificativa razoável, à luz da Constituição da República, que seja apta a respaldar a distinção de tratamento a pessoas submetidas à prisão cautelar, pelo Estado, com apoio no grau de instrução acadêmica, tratando-se de mera qualificação de ordem estritamente pessoal que, por si só, não impõe a segregação do convívio com os demais reclusos”, afirmou.

O ministro Edson Fachin acompanhou o voto do relator, mas fez uma ressalva. Disse que qualquer preso –seja com diploma universitário ou sem- pode ficar separado da população carcerária, se for constatada ameaça a sua integridade física, moral ou psicológica. Dias Toffoli seguiu esse voto.

O julgamento do caso havia começado em novembro de 2022, mas foi interrompido por um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Dias Toffoli.

Fonte: CNN BRASIL

Em vez de fator de risco, asma protege contra o agravamento da Covid-19, sugere estudo

Especificidades da resposta imune dada pelo organismo à asma criam um cenário desfavorável à escalada inflamatória associada à forma mais grave da infecção, avaliam pesquisadores

Desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, cientistas especulam que a asma poderia contribuir para o agravamento e a letalidade da infecção respiratória.

No entanto, os resultados de um amplo estudo com pacientes hospitalizados no Sistema Único de Saúde (SUS) devido aos sintomas clínicos mais graves do coronavírus sugerem exatamente o contrário. Além de não piorar o quadro, a asma pode ter um papel protetor na infecção pelo SARS-CoV-2.

Os dados foram divulgados recentemente na revista científica Frontiers in Medicine.

“Apesar de desenvolverem mais sintomas clínicos, os pacientes com asma foram menos propensos a morrer de Covid-19 em comparação com indivíduos sem asma”, afirma um dos autores do trabalho, o biólogo e doutor em ciências da saúde Fernando Augusto Lima Marson, da Universidade São Francisco (USF), em Bragança Paulista (SP).

Para chegar a essa conclusão, o grupo formado por cinco pesquisadores avaliou os registros clínicos e demográficos de 1.129.838 pacientes hospitalizados com Covid-19. Desse total, 43.245 (3,8%) eram pacientes com asma, uma prevalência baixa que já tinha sido apontada por estudos anteriores.

Entre os doentes que precisaram de suporte ventilatório invasivo, por exemplo, 74,7% dos pacientes com asma morreram, enquanto o percentual de mortes entre os pacientes sem asma foi de 78%. No grupo que recebeu suporte ventilatório não invasivo, 20% dos pacientes com asma foram a óbito versus 23,5% entre os pacientes sem asma.

Entre os que não precisaram de suporte ventilatório, 11,2% dos pacientes com asma morreram. Já o percentual de baixas dos pacientes sem asma na mesma situação foi de 15,8%. Todas as informações foram obtidas no banco de dados OpenDataSUS.

A hipótese dos pesquisadores é que as especificidades da resposta imune dada pelo organismo à asma criam um cenário desfavorável à escalada inflamatória associada à forma mais grave da Covid-19.

A pessoa com asma apresenta uma baixa produção de citocinas inflamatórias, um grupo de proteínas que aumenta a capacidade do corpo de destruir células tumorais, vírus e bactérias (os interferons, por exemplo). Isso estimula uma resposta imune mediada por células de defesa (linfócitos) TCD4+Th2, em detrimento do subtipo Th1.

“A predominância da resposta Th2 é benéfica porque pode regular e diminuir o impacto da fase tardia da hiperinflamação, que é um ponto crítico em infecções respiratórias graves”, explica Marson, que coordena o Laboratório de Biologia Celular e Molecular da USF.

De acordo com a pesquisa, a asma causaria ainda outras dificuldades ao SARS-CoV-2. A inflamação crônica dos alvéolos pulmonares das pessoas com asma diminui a quantidade de receptores ACE-2 (em português ECA-2, enzima conversora de angiotensina 2), uma proteína encontrada na superfície de diversas células do corpo, inclusive nas do epitélio do sistema respiratório. Ela é usada pelo vírus da Covid-19 para penetrar no interior das células, onde se multiplica.

“A menor produção de citocinas inflamatórias e a menor quantidade de receptores para o vírus resultam em menos chance de infecção grave”, afirma Marson. Quantidades maiores de eosinófilos [glóbulos brancos] presentes no sangue de pessoas com asma igualmente desfavoreceriam a Covid-19 grave.

Para os pesquisadores, o impacto de todas essas circunstâncias ajuda a entender por que embora a asma afete 10% da população, apenas 3,8% dos pacientes diagnosticados com Covid-19 e tratados pelo SUS tinham a doença. O trabalho contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Mais pesquisas são necessárias

Na avaliação de Marson, o tamanho da amostra avaliada faz diferença e pode diluir alguns vieses. “Para se ter ideia, na mesma época em que o nosso estudo foi feito, um trabalho nos Estados Unidos que acompanhou entre 300 e 400 pacientes concluiu que a asma era um fator de risco”, conta.

Ele afirma ainda que o estudo da USF pode conter alguns dados equivocados por causa da natureza das informações analisadas. “Nosso estudo se baseou em dados coletados por uma agência de governo. Ainda que tenhamos nos aproximado do cenário real do Brasil no que concerne à resposta da Covid-19 em relação à asma, com a inclusão de muitos pacientes, o banco de dados ainda possui limitações. Não há, por exemplo, a descrição de testes laboratoriais que poderiam confirmar o diagnóstico de asma”, diz Marson.

Nova análise e coleta de dados serão feitas pelo grupo da USF a partir deste mês, provavelmente com um universo de 4 milhões de pessoas hospitalizadas após a infecção pelo SARS-CoV-2. “Vamos trabalhar com um banco mais robusto e focar novamente no desfecho, mas também na influência da vacina contra o vírus”, adianta o pesquisador.

O estudo publicado na revista Frontiers in Medicine provocou desdobramentos. Um grupo de cientistas de dados pretende verificar as taxas de incidência da Covid-19 em pessoas com asma em nove municípios da região onde está situada a USF, no interior paulista. De Portugal, veio o convite da Universidade de Lisboa para uma parceria destinada a verificar a incidência da infecção em pessoas com fibrose cística.

“Essa doença provoca alterações fisiológicas parecidas com as da asma e muito muco no pulmão, o que poderia dificultar a entrada do vírus na célula”, observa Marson.

Fonte: CNN BRASIL

Os rabiscos misteriosos encontrados em livro de 1.300 anos

Gravuras de Eadburg foram descobertas graças a uma nova tecnologia de formação de imagens da Biblioteca Bodleiana, que consegue mapear a textura física e os contornos das páginas dos livros e manuscritos ou da superfície de outros objetos históricos.

Cerca de 1,3 mil anos atrás, uma mulher pegou um livro precioso e rabiscou letras e desenhos nas margens.

Ela não usou tinta – apenas arranhou o papel – e os rabiscos ficaram quase invisíveis a olho nu. Ninguém sabia que eles estavam ali, até o ano passado.

O livro é uma cópia dos Atos dos Apóstolos, parte do Novo Testamento, datada do século 8°. Ele agora está guardado na Biblioteca Bodleiana, na Universidade britânica de Oxford.

Os pesquisadores sabiam há algum tempo que o texto religioso provavelmente seria de propriedade de uma mulher, mas não tinham certeza de quem se tratava.

Até que, em 2022, a pesquisadora Jessica Hodgkinson, da Universidade de Leicester, também no Reino Unido, decidiu dar uma olhada mais de perto e ficou surpresa ao descobrir um rabisco escondido na página 18, exatamente abaixo do texto em latim.

Os traços foram destacados digitalmente e agora é possível ver as letras com clareza: “EaDBURG BIREð CǷ…N”.Significado incerto

A última palavra está incompleta. E análises posteriores revelaram que o livro foi deliberadamente arranhado com algum objeto contundente em mais quatro páginas.

Qual pode ser o significado?

Hodgkinson interpretou o primeiro símbolo como uma cruz, seguida por “Eadburg” – quase com certeza, o nome da dona do livro.

Não se sabe muito sobre ela, mas Hodgkinson e sua equipe suspeitam que Eadburg fosse uma freira – a abadessa de uma comunidade religiosa de Minster-in-Thanet – uma vila no condado de Kent, na Inglaterra.

As letras seguintes são um pouco mais enigmáticas. Talvez elas possam significar “está na cwærtern” – “prisão”, em inglês arcaico.

O trecho em latim acima dos rabiscos descreve a prisão dos apóstolos e Eadburg pode ter traçado um paralelo com a sua própria situação.

O mais curioso é que Hodgkinson e seus colegas encontraram desenhos de pessoas em outras páginas.

Em uma das margens, uma figura quadrada com os braços estirados – uma freira, talvez? Em outra, uma pessoa estendendo sua mão contra o rosto de um companheiro triste. Será que ela não queria ouvir o que a outra pessoa estava dizendo?

Enfim, o significado dos desenhos é um mistério. E os rabiscos nas margens do livro de Eadburg não são os únicos escritos e desenhos descobertos em Oxford nos últimos meses.

Hodgkinson pôde encontrar as gravuras de Eadburg graças a uma nova tecnologia de formação de imagens da Biblioteca Bodleiana, que consegue mapear a textura física e os contornos das páginas dos livros e manuscritos ou da superfície de outros objetos históricos, como placas de impressão.

Esse mapeamento detalhado revela marcas que, de outra forma, seriam invisíveis a olho nu, ou mesmo com câmeras comuns.

“A superfície traz consigo uma imensa quantidade de informações”, explica Adam Lowe, fundador da Fundação Factum em Madri, na Espanha – a organização sem fins lucrativos que produziu a tecnologia para a biblioteca de Oxford, como parte do projeto Archiox (sigla em inglês para Análise e Registro do Patrimônio Cultural em Oxford).

Lowe afirma que “quanto mais você puder tornar visível, mais descobertas verdadeiramente impressionantes irão surgir”.

Os pesquisadores do projeto Archiox utilizam dois aparelhos para criar representações digitais de páginas e objetos. Um deles chama-se “Selene”. Ele tem quatro câmeras capazes de capturar diferenças de relevo das superfícies de até 25 micrômetros (0,025 mm).

O outro é “Lucida”, que emite lasers e possui duas câmeras minúsculas para criar varreduras 3D.

“Tudo pode ser medido. Não é apenas uma ferramenta de formação de imagens, é também um instrumento de medição. E isso torna tudo mais fascinante”, destaca John Barrett, fotógrafo da Biblioteca Bodleiana e líder técnico do projeto Archiox.

A tecnologia está sendo usada no porão da Biblioteca Bodleiana para criar representações digitais de diversos itens da sua coleção. E o livro de Eadburg não foi o único documento com séculos de idade a revelar rabiscos escondidos.

Em um manuscrito do século 9º, os pesquisadores do projeto Archiox mapearam uma cena de caça arranhada na sua superfície.

E, abaixo dos animais, foi encontrada a palavra “RODA”, provavelmente relacionada ao dono do livro. Barrett afirma que “isso nunca havia sido observado”.

Por que as pessoas arranhavam seus nomes em livros e acrescentavam desenhos quase invisíveis como esses? Bem, em relação aos nomes, pode ter sido simplesmente para mostrar quem era o dono da obra, sem rabiscar um precioso texto religioso.

“Estes manuscritos eram considerados sagrados. E, mesmo que quisesse deixar sua marca neles, você não iria querer ser óbvio demais”, explica Barrett.

E, sobre as figuras, “não acho que elas tenham sido necessariamente rabiscadas de propósito”, afirma ele. “Muitas vezes, essas anotações e certamente outras que registrei mais recentemente tinham, sem dúvida, relação com o próprio texto.”

Placas de cobre

Alguns dos primeiros objetos da coleção da Biblioteca Bodleiana a serem examinados para o projeto Archiox foram as placas de impressão de cobre com 200 a 300 anos de idade, que formam a chamada coleção Rawlinson. Elas foram selecionadas por Alexandra Franklin, coordenadora do Centro de Estudos do Livro, e Chiara Betti, estudante de PhD da Universidade de Londres.

Um exemplo de gravação que antes estava oculta e foi revelada pela tecnologia Archiox é o de uma placa que, na frente, inclui o retrato de um influente cardeal francês. Mas, quando os pesquisadores olharam o verso da ilustração, parecia haver uma partitura musical quase apagada.

A tecnologia permitiu observar as notas com total clareza. “Provavelmente, [a melodia] foi inspirada pelo Salmo 9, pois as palavras [em inglês] parecem se encaixar”, afirma Barrett.

Em português, o Salmo 9 da Bíblia começa com estes dizeres: “Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.”

Mas por que alguém teria feito isso?

“O material [cobre] era muito valioso”, explica Barrett. “Ele pode ter sido reutilizado ou simplesmente foi uma oportunidade para que o artista ou gravador pudesse praticar.”

Mas ele ressalta que não existe impressão conhecida daquela música feita a partir da placa. Por isso, sua descoberta acrescentou um novo item ao registro histórico.

“Ela não foi registrada na referência catalográfica da placa. São descobertas totalmente novas que estão sendo feitas”, afirma Barrett.

“Eu diria que, provavelmente, um terço das placas analisadas para o Archiox tinha também alguma coisa na parte de trás. Muitas vezes, os desenhos são muito bonitos, estranhos ou misteriosos”, segundo o pesquisador.

Mapas e artistas

A tecnologia do projeto Archiox também revelou novas indicações sobre as técnicas de criação dos objetos. Foi o caso de um mapa historicamente importante.

“Trata-se do mais antigo mapa reconhecível das ilhas britânicas, datado do século 14”, afirma Barrett.

A varredura da superfície pela equipe do projeto Archiox revelou que “ele está absolutamente repleto de furos de alfinete, mais de 2 mil deles… pontos como catedrais, rios e outros foram alfinetados ou marcados”, segundo Barrett.

Isso indica que o mapa foi copiado, pois os fabricantes de mapas teriam usado alfinetes para ajudar na reprodução. Eles teriam depositado o mapa original sobre a réplica, usando objetos pontiagudos para marcar locais importantes sobre o material abaixo do mapa.

“Você pode imaginar que esse mapa original provavelmente teria sido usado para gerar outros mapas, mas, na verdade, é o contrário”, afirma ele.

O mapeamento da superfície revelou que “os buracos de alfinete não perfuram totalmente o mapa. Por isso, podemos deduzir que este mapa, na verdade, foi copiado de uma matriz: um mapa anterior.”

E a tecnologia do projeto Archiox também está ajudando a revelar novas indicações sobre o talento artístico que levou à criação das obras.

Quando os pesquisadores do projeto Archiox analisaram a superfície de uma impressão japonesa em blocos de madeira, eles perceberam que o artista havia acrescentado texturas que ele saberia que seriam invisíveis para o olho humano.

Quando observamos o rosto da figura e o arco em volta da cabeça, ambos impressos com a mesma cor, a tecnologia nos permite ver a diferença de textura.

“Você se pergunta por que cargas d’água o impressor se deu ao trabalho de fazer esse trabalho realmente incrível de entalhe e gravação, se ele não pode ser observado”, questiona Barrett.

Seria para mudar a forma em que a luz é refletida na impressão acabada? Talvez. Mas o pesquisador tem outra opinião.

“Acho que a resposta é que foi um ato de amor. Essas coisas eram feitas da forma mais perfeita possível. Ele traz uma nova perspectiva das técnicas envolvidas na sua produção, que você realmente não tinha antes, apenas fotografando com a tecnologia convencional.”

Lowe sugere que, com esta nova abordagem, pode haver milhares de novas descobertas esperando para serem encontradas, ocultas à vista de todos nas bibliotecas e galerias de arte.

“As pessoas estão começando a perceber que as ‘informações sobre o relevo’ estão transformando o nosso conhecimento”, explica ele. “Deve haver objetos nas bibliotecas de todo o mundo que podem se beneficiar dessa tecnologia… é questão de tratar os objetos materiais como evidências.”

“Existem muitas coisas que sabemos, mas existem também muitas outras que podem ser descobertas. E acho que este é um pensamento incrivelmente estimulante e inspirador”, conclui ele.

Richard Fisher é jornalista sênior da BBC Future.

A repórter Hannah Fisher apresentou recentemente as pesquisas do projeto Archiox no programa de rádio Digital Planet, do Serviço Mundial da BBC. Ouça o episódio (em inglês – a reportagem começa no minuto 11:20) no site BBC Sounds.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

Fonte: epocanegocios

Participe hoje da Campanha de Oração: Os 7 livramentos de Deus

Existem situações na vida do ser humano que precisam de uma intervenção divina urgente. Se você sente que já fez de tudo para mudar algo que acontece com você e com as pessoas à sua volta e nada deu certo, compareça hoje na Paz e Vida e participe da Campanha de Oração: Os 7 livramentos de Deus.

Se parece impossível para você, para Deus não é! Tenha fé! Participe hoje das nossas reuniões.

Nossas reuniões acontecem às 9, 15 e 19h nas nossas unidades no Brasil. E em Portugal, às 9h, 15h e 20h!

Acesse: pazevida.org.br/enderecos e veja nossos endereços!

Imperdível!

Por Pra. Daniela Porto