Nova técnica identifica “impressão digital” do câncer em amostras de saliva e urina

Método transforma as amostras em vapor, de onde são extraídos compostos voláteis para identificar alterações que servem como “impressões digitais” da doença.

Cientistas brasileiros desenvolveram uma técnica para o diagnóstico de câncer a partir da análise de amostras de saliva e de urina. O método transforma as amostras em vapor, de onde são extraídos compostos voláteis para identificar alterações que servem como “impressões digitais” da doença. Embora a técnica seja experimental, os resultados obtidos em estudo abrem perspectivas para a utilização futura de uma alternativa de custo reduzido e não invasiva para o diagnóstico de diferentes tipos de tumores. Os resultados foram publicados no periódico científico Journal of Breath Research.

“Para diagnosticar o câncer, os médicos utilizam diversos exames, como mamografia, tomografia, ressonância magnética, endoscopia, colonoscopia, exames de sangue e biópsia. Esses métodos são seguros e eficazes. No entanto, esses procedimentos costumam ser invasivos, trabalhosos, envolvem custos consideráveis e exigem profissionais altamente qualificados”, disse o farmacêutico bioquímico Bruno Ruiz Brandão da Costa, primeiro autor do artigo, em comunicado.

O especialista defende a criação de técnicas acessíveis, rápidas e não invasivas de diagnóstico como uma demanda crítica na área da saúde. Costa explica que os compostos orgânicos voláteis (VOCs) são substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo humano.

“No entanto, em casos de doenças como o câncer, ocorrem alterações metabólicas que podem gerar novos VOCs ou modificar a concentração dos que já estão presentes no organismo. Essas mudanças no perfil podem ser detectadas por meio de análises químicas”, afirma. “Neste sentido, o objetivo principal da nossa pesquisa foi comparar o perfil dos VOCs presentes no fluido oral e na urina de pessoas saudáveis e de pacientes com câncer. Com isso, buscamos identificar se existe uma diferença significativa entre o perfil dessas substâncias nos dois grupos, o que poderia ser útil no diagnóstico da doença”, prossegue.

Os pesquisadores coletaram amostras de saliva e de urina em pessoas saudáveis e em pacientes com câncer de cabeça e pescoço e gastrointestinal dos ambulatórios da área de Oncologia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. As análises foram realizadas no Laboratório de Análises Toxicológicas Forenses do Departamento de Química da instituição.

Para a análise, o material foi colocado em um frasco fechado, aquecido e agitado. Como as substâncias de interesse são voláteis, elas passavam para a fase de vapor, também chamada de headspace, que era então analisada.

“Essas substâncias presentes no headspace eram então injetadas no equipamento de cromatografia em fase gasosa com detector de ionização (GC-FID), o qual realiza a separação desses compostos”, diz Costa. “Após a separação, os compostos são detectados e geram um sinal analítico que chamamos de ‘pico’. O conjunto de picos presentes em toda a análise é chamado de ‘cromatograma’”.

O que é a “impressão digital” do câncer

Os cientistas compararam os perfis das amostras a partir de análises estatísticas. A investigação permitiu verificar se haveria diferenças significativas entre as amostras de pessoas saudáveis e pacientes com câncer.

“Para comparar os perfis cromatográficos das amostras, utilizamos análises estatísticas para verificar se há diferenças significativas entre as amostras de pessoas saudáveis e com câncer, identificando assim as ‘assinaturas do câncer’”, diz o pesquisador.

O especialista acrescenta que não foram identificadas as substâncias presentes nas amostras, o que precisaria de equipamentos mais caros e específicos. “A diferenciação foi feita exclusivamente pelos diferentes perfis dos picos presentes no cromatograma, o que também é chamado de fingerprint, ou uma ‘impressão digital’ do câncer”, diz.

A pesquisa avaliou a eficácia do diagnóstico tanto com os dados obtidos apenas de um material biológico, quanto com ambas as amostras doadas, denominado pelos especialistas como “análise híbrida”.

Os modelos individuais que apresentaram os melhores resultados em termos de sensibilidade e especificidade foram o de câncer de cabeça e pescoço em urina, com 84,8% e 82,3%, e o de câncer gastrointestinal em saliva, com 78,6% e 87,5%.

“Com relação aos modelos híbridos, para câncer de cabeça e pescoço, obtivemos 75,5% de sensibilidade e 88,3% de especificidade. Já para câncer gastrointestinal, os índices foram de 69,8% e 87%”, afirmou.

Diversas pesquisas buscam relacionar o diagnóstico do câncer à análise de compostos voláteis. “Nossos resultados são promissores, porém, o número de voluntários que participaram da pesquisa foi relativamente pequeno. É necessário continuar a pesquisa com um número muito maior de participantes para depois pensar em usar o método nos serviços de saúde. Porém acredito, e espero, que um dia isso possa acontecer”, avalia o professor.

(Com informações de Júlio Bernardes, do Jornal da USP)

Fonte: CNN BRASIL

Cientistas desenvolvem soro contra veneno de abelhas com resultados promissores

Anualmente, o Brasil registra cerca de 20 mil acidentes com abelhas e 50 óbitos.

Pesquisadores brasileiros avançam no desenvolvimento de um soro contra o envenenamento causado pela picada da abelha africanizada, da espécie Apis mellifera. Uma parceria do Instituto Butantan, da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) de Botucatu e do Instituto Vital Brazil, o produto deve entrar na fase 3 de ensaios clínicos neste ano.

O soro, que já foi patenteado, obteve resultados promissores nas fases 1 e 2 dos estudos clínicos. Os resultados foram divulgados no periódico científico Frontiers in Immunology.

O medicamento é destinado a pessoas que levam múltiplas picadas de abelha. Nesses casos, os indivíduos recebem uma grande quantidade de veneno, que pode ser nociva à saúde. As toxinas podem causar hemorragias, queda de pressão, tontura, náuseas e taquicardia, como explica o pesquisador Daniel Pimenta, do Laboratório de Bioquímica do Butantan, um dos detentores da patente.

“O principal alvo do veneno da abelha é o rim: o paciente pode ter falência renal e morrer. O soro antiapílico age neutralizando o veneno”, afirma Pimenta, em comunicado.

Anualmente, o Brasil registra cerca de 20 mil acidentes com abelhas e 50 óbitos. Nos últimos cinco anos, o país registrou cerca de 100 mil casos de acidentes desse tipo, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), divulgados pelo Ministério da Saúde. Entre os casos registrados, 303 foram fatais.

Para pessoas que têm casos graves de alergia, uma única picada da abelha pode desencadear choque anafilático – a forma mais grave de reação alérgica, que pode ser fatal. Para esses pacientes, o tratamento comum inclui medicamentos anti-histamínicos e anti-inflamatórios.

No entanto, o efeito tóxico do veneno só ocorre a partir de dezenas de picadas, quando o indivíduo é atacado por um enxame. Para esses casos, o soro poderá ser aplicado quando disponível, após os processos de avaliação de segurança e de eficácia.

O estudo clínico de fases 1 e 2 contou com 20 voluntários adultos, com idade média de 44 anos. O número de picadas variou de sete a 2 mil. Não foi observado nenhum efeito adverso grave e todos os pacientes tiveram melhora. A pesquisa foi conduzida no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp-Botucatu e no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão (SC).

Nesta etapa, os cientistas projetam o protocolo da fase 3, que deve durar cinco anos, para submissão à apreciação pela a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Da caracterização do veneno à produção do soro

Para a formulação do soro, os pesquisadores se debruçaram sobre a análise das características bioquímicas do veneno. Após o entendimento da composição, os especialistas passaram a pensar na viabilização da produção do soro.

Tradicionalmente, os soros são produzidos em cavalos, a partir da inoculação de uma pequena quantidade de veneno de um animal peçonhento. Depois, ocorre a coleta e purificação do plasma, que contém os anticorpos produzidos pelo animal.

“No entanto, no caso do veneno da abelha, os cavalos podiam ter reação alérgica e choque anafilático. A solução que encontramos para isso foi remover, em laboratório, todas as substâncias alérgenas [capazes de provocar alergia grave] da toxina”, aponta Daniel.

A estratégia tornou possível a produção do soro nos cavalos. Os primeiros lotes foram desenvolvidos na Unesp de Botucatu, e a produção em maiores quantidades foi feita no Instituto Vital Brazil, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com o Butantan, se aprovado pela Anvisa, o soro também poderá ser produzido na sede do instituto em São Paulo.

Sobre as abelhas africanizadas

As abelhas africanizadas são resultado do cruzamento da abelha-africana, Apis mellifera scutellata, com a espécie europeia A. mellifera ligustica, introduzida nas Américas na década de 1950.

O objetivo era criar abelhas adaptadas ao clima tropical para a produção de mel. A principal característica da abelha africanizada é a “agressividade” (comportamento defensivo), além da grande facilidade de formar enxames, alta produtividade e tolerância a doenças.

Devido a essas características, as abelhas africanizadas começaram a substituir as nativas e foram migrando pelo continente, até chegarem aos Estados Unidos nos anos 2000.

“Elas se adaptaram muito bem ao ambiente urbano, o que fez com que a frequência de acidentes aumentasse. Quando elas decidem migrar, vai a colmeia inteira, e elas atacam quem estiver no caminho caso se sintam ameaçadas”, diz Daniel.

As regiões brasileiras com maior incidência de acidentes são o Sul e Nordeste, mas as maiores taxas de letalidade ocorrem no Centro-Oeste e Norte, em áreas com maior dificuldade de acesso a atendimento médico. A maioria dos casos ocorre de outubro a março, na zona urbana, com homens de 20 a 64 anos, e os óbitos são mais frequentes em pessoas acima dos 40.

Fonte: CNN BRASIL

NASA começa a construir seu primeiro veículo lunar robótico

Os engenheiros da NASA (Agência espacial dos Estados Unidos) estão progredindo na construção do Volatiles Investigating Polar Exploration Rover (VIPER), o primeiro rover lunar robótico, cuja missão é explorar e estudar a Lua para entender melhor a origem e a distribuição da água lunar e outros recursos potenciais.

Ele está sendo montado no Johnson Space Center da NASA em Houston, e a primeira etapa da montagem — a placa inferior do chassi e as partes inferiores da estrutura do rover — já foi concluída.

“Acabamos de concluir as primeiras etapas integrando os componentes do rover que um dia estará na superfície da Lua”, disse David Petri, líder de testes e integração de sistemas do VIPER em um comunicado. “Os hardwares estão chegando de todo o mundo, incluindo alguns fabricados em vários centros da NASA. É realmente hora de ‘ir.”

No Ames Research Center da NASA no Vale do Silício, Califórnia, os engenheiros de software continuam desenvolvendo e testando o “cérebro” do rover, antes de integrá-lo ao hardware.

Nos próximos meses, engenheiros e técnicos continuarão a montagem do VIPER, acrescentando subsistemas como aviônicas, energia, telecomunicações, sistemas térmicos e de navegação, entre outros.

Assim que a montagem for concluída, o rover será submetido a uma série de testes de função, desempenho e operação, seguidos de testes de ambientação de vibração, acústica e vácuo térmico, garantindo que ele esteja pronto para a missão.

A data prevista para o pouso lunar do VIPER é de 10 de novembro de 2024, escolhida para otimizar a quantidade de energia solar que ele pode coletar. A missão está prevista para durar 100 dias.

Se tudo ocorrer bem na montagem, o rover será entregue à Astrobotic, uma empresa aeroespacial com sede em Pittsburgh, em meados de 2024. Ele chegará à superfície lunar através da iniciativa Commercial Lunar Payload Services da NASA, em um foguete Falcon Heavy, fabricado pela SpaceX.

Fonte: TecMundo

Pesquisadores descobrem como transformar gordura ruim em boa

Já pensou em transformar aquela gordura ruim que você tem no corpo em uma gordura boa que pode te ajudar a viver mais? Nosso corpo tem três tipos de tecidos, marrom, bege e branco. Uma recente descoberta pode ser revolucionária na prevenção de doenças: é possível transformar a gordura branca, conhecida por ser ruim, em gordura marrom, muito útil e benéfica para os seres humanos.

O estudo, que foi realizado por pesquisadores da Universidade de Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, e da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostrou ser possível, ao desligar um número de genes nas células de tecido adiposo branca, transformá-la em marrom.

A gordura marrom é muito boa para os seres humanos, sendo responsável pela queima de muitas calorias criando calor por meio de um processo chamado de termogênese.

Agora eu perco essa gordurinha!

Só de pensar em ter mais gordura a gente já assusta, né? Mas no caso da marrom é algo muito positivo! Quanto mais gordura marrom boa tivermos, menor o risco de doenças cardíacas, diabetes e obesidade.

Os pesquisadores, em laboratório, fizeram alterações genéticas nas células das gordura branco, que ao final do processo se converteram em gordura marrom. Magnífico, onde compra?!

Essas células de gordura marrom, cultivadas em laboratório, foram injetadas em ovelhas que sofriam com excesso de peso. Os animais foram capazes de usar a gordura marrom injetada para queimar a gordura branca. Isso pode ser testado em mim?

Copenhague

Em Copenhague, pesquisadores já haviam testado uma droga que aumentaria a queima de calorias da gordura marrom, que aumenta com a exposição ao frio. O problema é que o método aumentava o estresse e a pressão arterial, uma vez que o corpo lutava contra si mesmo para tentar manter-se quente.

A gordura marrom está presente em abundância em recém-nascidos, mas ela vai diminuindo à medida que envelhecemos. Por outro lado, a gordura branca aumenta e vai criando inflamações ao longo do envelhecimento.

A temida gordura branca tem como principal função o armazenamento do excesso de açúcar e carboidratos.

O estudo mostrou que homens jovens saudáveis, ao serem expostos ao frio por duas horas por dia durante 20 dias, foram capazes de aumentar em 45% o volume de gordura marrom corporal.

A descoberta de que a exposição ao frio é a melhor maneira de aumentar o tecido adiposo de gordura marrom, pode ser um dos pontos mais positivos no combate a crise da obesidade que assola o mundo.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que no ano de 2022 existiam mais de 1 bilhão de pessoas obesas em todo o mundo, sendo 650 milhões de adultos, 340 milhões de adolescentes e 39 milhões de crianças.

Fonte: Só Notícia Boa

Venha hoje na Paz e Vida e participe da Reunião da Busca do Espírito Santo!

Você conhece Deus de ouvir falar? Ou O conhece pelas suas próprias experiências com Ele?

Quando lemos as Escrituras vemos Deus se aproximando do homem, querendo um relacionamento próximo, buscando uma amizade. Foi assim com Adão, Abraão, Noé, Moisés, e em todo Antigo Testamento. Quando o próprio Jesus veio à Terra, e lemos sobre isso já no Novo Testamento, Ele mesmo se aproximou dos homens, com suas palavras de paz e vida.

E quando Jesus voltou ressurreto ao céu para o Pai, Ele nos deixou o Espírito Santo. Hoje, Parakletos, o Espírito Santo de Deus está disponível para todos nós. Basta querer!

E hoje em todas as unidades de Paz e Vida nós honramos a Terceira Pessoa da Trindade. Venha honrá-lO você também.

As reuniões acontecem às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal, o horário é às 9, 15 e 20 horas.

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

Aproxime-se do Espírito Santo de Deus cada vez mais aqui na Paz e Vida!

Por Pra. Daniela Porto

Começa nesta sexta a Campanha de Oração: Os 7 livramentos de Deus!

Nesta sexta, começa em todas as unidades de Paz e Vida, a Campanha de Oração: Os 7 livramentos de Deus.

A Palavra de Deus declara: “Em seis angústias, te livrará; e, na sétima, o mal te não tocará.” (Jó 5:19). Este texto foi registrado no livro de Jó. O mesmo Jó na Bíblia que passou por tantas lutas e dissabores e foi honrado por Deus.

Você é convidado a dar um basta nesta situação perturbadora que você se encontra, mas precisa fazer a sua parte participando da Campanha de Oração: “Os 7 livramentos de Deus” aqui na Paz e Vida!

Deus vai trazer o livramento para aquilo que te aflige e você viverá uma vida feliz e com paz!

Participe!

Por Pra. Daniela Porto

Governo Lula vai remodelar DPVAT, que deve voltar a ser cobrado em 2024

Governo diz que elaborará novo formato para o seguro, que não é cobrado dos motoristas desde 2021, após a criação de um fundo.

Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) será reformulado pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pode voltar a ser cobrado dos motoristas a partir do ano que vem.

O Executivo já trabalha na elaboração de um novo modelo para o seguro e pretende anunciar as novidades até o fim de 2023.

“Nós precisamos refazer os modelos do DPVAT e reconstruir um novo DPVAT, com uma nova arquitetura para esse seguro, que é extremamente relevante. Temos um ano para fazer isso”, disse o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, na semana passada.

O DPVAT era cobrado no licenciamento dos veículos até 2020, mas no ano seguinte o governo federal constituiu um fundo no valor de R$ 4,3 bilhões para substituir o consórcio que tinha a seu cargo o seguro veicular obrigatório e isentou os motoristas da cobrança anual.

Esse fundo passou a ser administrado pela Caixa Econômica Federal e, desde então, o dinheiro vem sendo consumido com o reembolso de despesas de assistência médica e suplementares e em casos de invalidez permanente e de morte. A reserva, contudo, está chegando ao fim. Dessa forma, para bancar o DPVAT, a tendência é que os donos de veículos voltem a pagar pelo seguro.

Quem tem direito ao seguro?

O DPVAT indeniza vítimas de acidentes de trânsito, motoristas, passageiros ou pedestres, brasileiros ou estrangeiros, sem apuração de culpa. As indenizações variam de acordo com o tipo de caso. Se a vítima de acidente de trânsito efetuar despesas com assistência médica e suplementares para seu tratamento, terá direito ao reembolso de até R$ 2.700.

O reembolso por invalidez permanente pode variar de R$ 135 até R$ 13,5 mil para tratamento concluído e invalidez de caráter definitivo por perda anatômica ou redução total ou parcial das funções de membros ou órgãos.

As indenizações por morte correspondem ao valor de até R$ 13,5 mil. Os beneficiários nesses casos são o cônjuge, companheiro ou herdeiros legais da vítima. O valor máximo do reembolso é compartilhado entre todas as pessoas que legalmente têm direito ao seguro.

Fonte: R7

Mulheres podem ter níveis mais baixos de vitamina D do que dos homens; saiba por quê

Nutriente é responsável pela fixação de cálcio nos ossos e essencial para manter a atividade adequada de funções no organismo.

Responsável pelo bom funcionamento de diversas funções do organismo, a vitamina D é essencial, principalmente para a absorção de cálcio pelos ossos. Entretanto, sua baixa dosagem pode trazer comprometimento à saúde, como a aceleração do processo de envelhecimento cerebral. Dentro dos grupos que mais sofrem com níveis deficientes da vitamina estão as mulheres.

De acordo com o endocrinologista e metabologista José Marcelo Natividade, alguns estudos mostram que, em determinadas faixas etárias, os níveis de vitamina D são inferiores no público feminino, quando comparados aos dos homens.

“Essa baixa de vitamina D é algo que ocorre em todo o mundo e, embora o Brasil seja um país de baixa latitude, predominantemente ensolarado, temos uma grande parcela populacional — cerca de 20% — com os níveis da vitamina aquém do esperado”, afirma o endocrinologista.

Ele acrescenta que se estima que a taxa de deficiência de vitamina D entre a população mais ao sul do país seja ainda maior, com 25%.

Causas

A nutricionista Gabriela Cilla afirma que as mulheres possuem maior predisposição à baixa de algumas vitaminas, entre elas a vitamina D.

Isso ocorre pela baixa densidade de massa óssea, o que aumenta os riscos de osteopenia e osteoporose, que também são provocadas pela falta do nutriente.

A baixa produção de colágeno e de radicais livres devido ao processo menstrual também afeta o ciclo de aproveitamento da vitamina.

Natividade explica que um dos “vilões” das baixas concentrações vitamínicas no público feminino é o estrogênio, hormônio que contribui com a diminuição da absorção da vitamina D no intestino.

Gabriela acrescenta que, durante a gestação, as alterações hormonais também podem interferir.

Ainda, mulheres durante o climatério (entre 45 e 55 anos) passam por alterações texturais na pele, que interferem na absorção da vitamina D.

O ginecologista e obstetra Alexandre Pupo, médico do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, salienta ainda a questão alimentar.

“A falta da ingestão de alimentos que contenham vitamina D, que são aqueles de origem animal, pode comprometer a sua absorção.”

Outro fator de interferência lembrado pelos especialistas são os cuidados que a mulher toma, tanto pela aplicação de protetor solar quanto pelo uso de maquiagem.

A utilização dos produtos acaba criando uma “barreira”, que dificulta a absorção adequada da vitamina pela exposição solar.

A nutricionista afirma que, embora muitas mulheres façam a suplementação vitamínica, os níveis continuam baixos devido à falta de exposição solar, fator determinante para a produção do nutriente pelo organismo.

Além disso, o endocrinologista diz que, conforme a cor da pele, a absorção pode ser dificultada, principalmente aquelas mais escuras.

Dosagem

Pupo afirma que a dosagem ideal de vitamina D é acima de 20 ng/ml entre mulheres que não tenham fatores de risco para fraturas ou osteoporose. Para quem apresenta tais condições, a recomendação é que os níveis estejam acima de 30 ng/ml.

O ginecologista alerta, também, para os riscos da superdosagem. “Taxas de vitamina D acima de 90 ng/ml podem provocar a fixação de cálcio nas artérias, assim como facilitar a formação de pedras no trato urinário”. Assim, os níveis ideais seriam entre 20 ng/ml e 60 ng/ml.

Reposição

Natividade afirma que entre as medidas para manter os níveis adequados de vitamina D estão diminuir o consumo de carboidratos refinados; evitar a obesidade; manter a prática recorrente de atividades físicas; comer maiores níveis de peixes e crustáceos, como o salmão, a sardinha e o atum.

O endocrinologista recomenda a exposição solar sem protetor em horários com menores emissões de raios UV (ultravioleta), fora dos horários entre 10h e 16h.

Para peles mais claras, a orientação é de exposição de, no máximo 15 minutos; peles mais escuras, em torno de 30 minutos; e peles negras, até 60 minutos.

Fonte: R7

Finlândia lidera ranking da felicidade pela 6ª vez consecutiva e Brasil perde posições; veja lista

Relatório divulgado nesta segunda-feira (20) analisa fatores como renda, saúde, liberdades, generosidade e corrupção.

Finlândia é considerado o país mais feliz do mundo pela 6ª vez consecutiva, segundo o Relatório Mundial da Felicidade, da ONU, divulgado nesta segunda-feira (20).

O país nórdico é seguido pela DinamarcaIslândiaIsrael e Holanda, que completam o Top 5. A Lituânia é o único novo país entre os vinte primeiros.

Já no fim do ranking estão países majoritariamente africanos, como NamíbiaGana, Níger e Burkina Faso. O estudo analisa fatores como apoio social, renda, saúde, senso de liberdade, generosidade e ausência de corrupção nos três anos anteriores, portanto, de 2020 a 2022.

Segundo o relatório, a maioria das populações no mundo continua notavelmente resiliente, apesar de várias crises, como a pandemia da Covid-19, a guerra na Ucrânia, alta inflação mundial e emergências climáticas.

Brasil no ranking

Brasil ficou na 49º lugar, caindo 11 posições desde o último relatório. É a segunda queda consecutiva.

Entre os países da América do Sul, a nação está atrás da Uruguai, Chile, Nicarágua e Guatemala.

Veja o ranking completo

  1. Finlândia
  2. Dinamarca
  3. Islândia
  4. Israel
  5. Holanda
  6. Suécia
  7. Noruega
  8. Suíça
  9. Luxemburgo
  10. Nova Zelândia
  11. Áustria
  12. Austrália
  13. Canadá
  14. Irlanda
  15. Estados Unidos
  16. Alemanha
  17. Bélgica
  18. República Tcheca
  19. Reino Unido
  20. Lituânia
  21. França
  22. Eslovênia
  23. Costa Rica
  24. Romênia
  25. Singapura
  26. Emirados Árabes Unidos
  27. Taiwan
  28. Uruguai
  29. Eslováquia
  30. Arábia Saudita
  31. Estônia
  32. Espanha
  33. Itália
  34. Kosovo
  35. Chile
  36. México
  37. Malta
  38. Panamá
  39. Polônia
  40. Nicarágua
  41. Letônia
  42. Bahrein
  43. Guatemala
  44. Cazaquistão
  45. Sérvia
  46. Chipre
  47. Japão
  48. Croácia
  49. Brasil
  50. El Salvador
  51. Hungria
  52. Argentina
  53. Honduras
  54. Uzbequistão
  55. Malásia
  56. Portugal
  57. Coreia do Sul
  58. Grécia
  59. Ilhas Maurício
  60. Tailândia
  61. Mongólia
  62. Quirguistão
  63. Moldova
  64. China
  65. Vietnã
  66. Paraguai
  67. Montenegro
  68. Jamaica
  69. Bolívia
  70. Rússia
  71. Bósnia e Herzegovina
  72. Colômbia
  73. República Dominicana
  74. Equador
  75. Peru
  76. Filipinas
  77. Bulgária
  78. Nepal
  79. Armênia
  80. Tajiquistão
  81. Argélia
  82. Hong Kong
  83. Albânia
  84. Indonésia
  85. África do Sul
  86. República do Congo
  87. Macedônia do Norte
  88. Venezuela
  89. Laos
  90. Georgia
  91. Guiné
  92. Ucrânia
  93. Costa do Marfim
  94. Gabão
  95. Nigéria
  96. Camarões
  97. Moçambique
  98. Iraque
  99. Palestina
  100. Marrocos
  101. Irã
  102. Senegal
  103. Mauritânia
  104. Burkina Faso
  105. Namíbia
  106. Turquia
  107. Gana
  108. Paquistão
  109. Níger

*Com informações da Reuters

Fonte: CNN BRASIL

Baratas: o que se sabe e o que é incerto sobre uma das pragas mais odiadas do mundo

Para evitar a proliferação de baratas, é fundamental a manutenção de ambientes limpos.

Um dos insetos mais odiados em todo o mundo, as baratas são cosmopolitas, encontrando-se nos mais diversos ambientes pelo planeta. A maior parte das espécies é de origem tropical ou subtropical.

As baratas domésticas são aquelas que vivem dentro de residências e outras estruturas construídas pelos humanos ou ao redor desses locais, incluindo anexos, como caixa de gordura, esgoto, bueiros e outros locais úmidos e escuros.

Os estudos de fósseis de baratas demonstram que estes insetos mudaram pouco ao longo da evolução. Por isso, ela é considerada uma das espécies de maior capacidade de adaptação e resistência do reino animal, podendo adaptar-se às mais variadas condições do meio ambiente.

Embora sejam consideradas repugnantes, as baratas são insetos de importância médica reduzida, quando comparadas a outros insetos transmissores de doenças.

Diferentemente de mosquitos, as baratas não carregam agentes causadores de doenças dentro do corpo, mas podem transportar bactérias e outros microrganismos nocivos devido à circulação por diversos tipos de locais sujos.

Pragas urbanas

O interesse científico pelas baratas é relativamente recente. A barata de esgoto é usada em escolas e universidades como modelo de estudo sobre anatomia e fisiologia de insetos, na entomologia.

Além disso, elas desempenham um papel expressivo na compreensão de mecanismos de resistência a inseticidas, sendo mantidas em laboratório para estudos, com esta finalidade, desde a década de 1940.

Além do interesse científico, tais insetos apresentam um significativo potencial de transmissão de microrganismos causadores de doenças, pois carregam estes agentes de locais contaminados, como lixo e esgoto, para alimentos e utensílios usados pelos humanos.

Os microrganismos contidos no substrato que aderem ao corpo das baratas, principalmente em pelos e cerdas das pernas, são transportados mecanicamente de um ponto sujo a outro limpo. Ocorre também a transmissão mecânica, através dos dejetos liberados pelas baratas.

Há pouco tempo, seu papel como vetor de agentes de doenças era questionável, pois alegava-se que as baratas representavam apenas um fator a mais em um ambiente sem saneamento, com outras causas básicas para a ocorrência de doenças. Hoje, contudo, com base em alguns eventos epidemiológicos, as baratas já figuram como intermediário relevante em surtos de diarreia e estão, cada vez mais, relacionadas a ocorrências de alergias.

Para evitar a proliferação de baratas, é fundamental a manutenção de ambientes limpos. Evite deixar alimentos à mostra na cozinha e restos de comida no chão. Os ralos devem ser vedados ou fechados. O uso de inseticidas pode ser uma alternativa pontual no caso de poucas baratas. Diante de uma infestação, pode ser necessário acionar um serviço de dedetização especializado.

Diferentes tipos de barata

O formato e o tamanho variam dependendo da espécie. Em algumas espécies os machos apresentam asas, enquanto as fêmeas não.

As antenas desempenham um papel fundamental na sobrevivência do inseto, servindo não apenas como elemento de direção, mas também para captar vibrações no ar ou
ainda cheirar alimentos ou feromônios.

O aparelho bucal é mastigador, possibilitando roerem papéis, roupas sujas de alimentos, pelos, pintura, mel, pão, carne, batatas e gorduras. Algumas se alimentam de madeira (celulose). São particularmente atraídas por alimentos doces, gordurosos e de origem animal. No entanto, podem se alimentar de queijos, cerveja, cremes, produtos de panificação, colas, cabelos, células descamadas da pele, cadáveres e matérias vegetais.

Embora não sejam animais sociais, como as abelhas, cupins e formigas, as baratas podem ser encontradas em grupos. Baratas são animais de hábitos noturnos, quando saem do abrigo para alimentação, reprodução, colocar ovos e voar. Durante o dia, elas ficam abrigadas da luz e da presença de pessoas. Algumas condições especiais contribuem para o seu aparecimento diurno, tais como excesso de população e falta de alimento ou água.

Conheça diferentes espécies de baratas, de acordo com a cartilha do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Francesinha

A barata francesinha (Blattella germanica) é encontrada em ambientes internos, com áreas úmidas e quentes, em torno de 32°C, preferindo fendas próximas a fontes de alimento e água em banheiros e cozinhas.

É pequena, chegando a medir de 1,2 a 1,5 cm de comprimento, de cor castanha a negra. Tem um período de desenvolvimento ninfal de 6 a 12 semanas, e vive de 6 a 9 meses. Não costuma voar, mesmo possuindo asas.

Oriental

A barata oriental (Blatta orientalis) prefere alimento em decomposição, é tolerante ao frio e prefere áreas úmidas com temperaturas abaixo de 29°C. É frequentemente
encontrada em casca e folhas de árvores caídas no entorno das construções.

De coloração castanho-escura a negra, uma característica marcante da espécie é o seu o macho mede aproximadamente de 1,8 a 2,9 cm de comprimento, com par de asas que cobrem dois terços do abdome e corpo estreito.

A fêmea, por sua vez, mede cerca de 2 a 2,7 cm de comprimento, tem asas pequenas e incolores e corpo mais volumoso. O macho é capaz de realizar voos curtos, com distâncias entre 2 a 3 metros.

De esgoto

A conhecida barata de esgoto (Periplaneta americana) requer uma fonte de água e prefere alimentos fermentados. Ela pode ser encontrada em esgotos e porões, particularmente em torno de ralos e canos.

Preferem temperaturas em torno de 29°C e não toleram frio. São castanho-avermelhadas e grandes, medindo aproximadamente de 3,4 a 5,3 cm, com asas longas, embora não sejam voadores muito bons.

(Com informações do Jornal da USP)

Fonte: CNN BRASIL