Mais de 31 milhões começam a receber a primeira parcela do 13º do INSS

Até 6 de maio, mais de 31 milhões de segurados serão beneficiados, entre aposentados e pensionistas

INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa a pagar nesta segunda-feira (24) a primeira parcela da antecipação do 13° salário. Até 6 de maio, mais de 31 milhões de segurados serão beneficiados, entre aposentados e pensionistas.

Os valores do abono anual começam a ser pagos àqueles que recebem um salário mínimo e, em maio, aos que recebem valores acima do mínimo.

O decreto com a antecipação do abono foi assinado em março. Este será o terceiro ano seguido em que os segurados do INSS receberão o benefício antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de Covid-19.

Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, o pagamento do 13º antecipará a injeção de R$ 56,7 bilhões na economia. Desse total, R$ 28,35 bilhões correspondem à primeira parcela, referente à competência de abril, que será paga entre o fim de abril e o início de maio. O restante corresponde à segunda parcela, da competência de maio, a ser paga no fim de maio e início de junho.

Os cidadãos podem conferir a antecipação do 13° no extrato do Meu INSS (aplicativo para celular e portal (gov.br/meuinss).

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do 13º na primeira parcela. A exceção é a pessoa que passou a receber o benefício depois

de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério do Trabalho e Emprego esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do abono, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Auxílio Brasil, não têm direito a 13º salário.

Calendário da primeira parcela

Quem recebe salário mínimo (R$ 1.212)
Final do benefício 1 – 25/4
Final do benefício 2 – 26/4
Final do benefício 3 – 27/4
Final do benefício 4 – 28/4
Final do benefício 5 – 29/4
Final do benefício 6 – 2/5
Final do benefício 7 – 3/5
Final do benefício 8 – 4/5
Final do benefício 9 – 5/5
Final do benefício 0 – 6/5

Quem recebe acima do salário mínimo
Final do benefício 1 e 6 – 2/5
Final do benefício 2 e 7 – 3/5
Final do benefício 3 e 8 – 4/5
Final do benefício 4 e 9 – 5/5
Final do benefício 5 e 0 – 6/5

Calendário da segunda parcela

Quem recebe salário mínimo (R$ 1.212)
Final do benefício 1 – 25/5
Final do benefício 2 – 26/5
Final do benefício 3 – 27/5
Final do benefício 4 – 30/5
Final do benefício 5 – 31/5
Final do benefício 6 – 1º/6
Final do benefício 7 – 2/6
Final do benefício 8 – 3/6
Final do benefício 9 – 6/6
Final do benefício 0 – 7/6

Quem recebe acima do salário mínimo
Final do benefício 1 e 6 – 1º/6
Final do benefício 2 e 7 – 2/6
Final do benefício 3 e 8 – 3/6
Final do benefício 4 e 9 – 6/6
Final do benefício 5 e 0 – 7/6

Confira os valores estimados nos estados (em R$)

Região Norte – 2.224,2
Rondônia – 294,1
Acre – 99,5
Amazonas – 412,3
Roraima – 49,1
Pará – 1.068,7
Amapá – 59,2
Tocantins – 241,4

Região Nordeste – 11.865,3
Maranhão – 1.294,3
Piauí – 792,7
Ceará – 1.840,2
Rio Grande do Norte – 736,4
Paraíba – 899,5
Pernambuco – 1.950,5
Alagoas – 645,5
Sergipe – 479,0
Bahia – 3.227,2

Região Sudeste – 29.072,6
Minas Gerais – 6.209,4
Espírito Santo – 1.044,5
Rio de Janeiro – 5.596,3
São Paulo – 16.222,4

Região Sul – 10.632,5
Paraná – 3.315,4
Santa Catarina – 2.703,4
Rio Grande do Sul – 4.613,6

Região Centro-Oeste – 2.936,1
Mato Grosso do Sul – 522,8
Mato Grosso – 558,4
Goiás – 1.120,3
Distrito Federal – 734,6

Total Brasil – 56.730,6

Fonte: R7

Brasil é 4º país que mais cresceu na implantação de energia solar em 2021

País adicionou em 2021 aproximadamente 5,7 gigawatts (GW) de capacidade a partir de usinas de geração solar

O forte ritmo de crescimento da implantação de projetos de energia solar no Brasil — seja de sistemas de geração distribuída, seja de usinas de grande porte — garantiu ao País a quarta colocação no ranking mundial de nações que mais acrescentaram capacidade da fonte fotovoltaica na matriz elétrica em 2021.

A informação é apresentada em um mapeamento do Portal Solar, com base em dados divulgados pela Irena (Agência Internacional de Energias Renováveis) e pela Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Segundo o levantamento, o Brasil adicionou em 2021 aproximadamente 5,7 gigawatts (GW) de capacidade a partir de usinas de geração solar, considerando tanto sistemas de geração própria em residências e empresas como grandes empreendimentos conectados ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Considerando esse volume, o País ficou atrás da China, que acrescentou 52,9 GW, dos Estados Unidos, com 19,9 GW adicionados, e da Índia, com expansão de 10,3 GW.

Em relação à capacidade total de geração solar dos países, o Brasil subiu uma posição no ranking global, para a 13.ª colocação. Segundo a Absolar, o País encerrou o ano passado com mais de 13,6 GW de potência operacional da fonte solar.

Marca histórica
Na semana anterior, a entidade havia anunciado que o Brasil superou a marca histórica de 15 GW de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, considerando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

Desse total, 4,97 GW são provenientes de usinas solares de grande porte, o equivalente a 2,6% da matriz elétrica brasileira. Já o segmento de geração própria de energia responde por 10,03 GW de potência instalada da fonte solar. Juntos, grandes usinas e pequenos sistemas fotovoltaicos ocupam o quinto lugar na matriz elétrica brasileira.

De acordo com a Absolar, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 78,5 bilhões em novos investimentos. Somente os projetos de grande porte exigiram desembolsos de mais de R$ 26 bilhões desde 2012.

Já a mini e microgeração fotovoltaica consumiram até agora R$ 52 4 bilhões. Dessa forma, o setor afirma ter gerado mais de 450 mil empregos desde 2012 e evitado a emissão de 20,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Fonte: R7

UE aprova conjunto de regras para Google, Facebook e outros gigantes da tecnologia

Países da União Europeia e parlamentares da UE fecharam neste sábado (23) um acordo sobre novas regras exigindo que os gigantes da tecnologia façam mais para policiar conteúdo ilegal em suas plataformas e paguem uma taxa aos reguladores que monitoram sua conformidade.

O acordo veio após mais de 16 horas de negociações. O Digital Services Act (DSA) é o segundo ponto da estratégia do chefe antitruste da UE, Margrethe Vestager, de controlar a unidade GOOGL.O da Alphabet, Google, Meta FB.O e outros gigantes de tecnologia dos EUA.

“Temos um acordo sobre o DSA: o Digital Services Act garantirá que o que é ilegal offline também seja visto e tratado como ilegal online – não como um slogan, mas como realidade”, disse Vestager em um tweet.

Sob a DSA, as empresas enfrentam multas de até 6% de seu faturamento global por violar as regras, enquanto violações repetidas podem impedi-las de fazer negócios na UE.

As novas regras proíbem a publicidade direcionada a crianças ou baseada em dados confidenciais, como religião, gênero, raça e opiniões políticas. Padrões, que são táticas, que induzem as pessoas a fornecer dados pessoais para empresas online, também serão proibidos.

As empresas também pagam uma taxa anual de até 0,05% da receita anual mundial para cobrir os custos de monitoramento de sua conformidade.

O bloco de 27 países e os legisladores apoiaram no mês passado as regras históricas da Vestager, chamadas Digital Markets Act (DMA), que podem forçar Google, Amazon, Apple, Meta e Microsoft a mudar suas principais práticas de negócios na Europa. Leia história completa

Fonte: CNN BRASIL

Serotonina é impulsionador natural do humor; veja sinais de que seus níveis estão baixos

Esse importante neurotransmissor atua na melhora do humor, sono, apetite e até na disposição para fazer atividades diárias

Disposição, sono reparador, bom humor, concentração… Essas e outras condições que melhoram nossa qualidade de vida estão diretamente ligadas aos níveis de um importante neurotransmissor: a serotonina. O desequilíbrio da serotonina é associado a doenças, como depressão e ansiedade. Antes mesmo de desenvolver esses transtornos, o corpo e a mente já dão sinais de que algo não vai bem

Falta de disposição, cansaço persistente e mau humor
Falta de energia, acompanhada de mau humor e impaciência, principalmente durante a manhã, são indicativos de que você pode estar produzindo menos serotonina do que o normal

Aumento do estresse e da sensação de estar preocupado
Sentir-se mais irritado, com problemas de concentração e lapsos de memória também podem ser indícios de alteração nos níveis de serotonina

Alterações no apetite
A vontade incessante de comer carboidratos, especialmente doces, deve ser vista como um sinal de alerta. Esses desejos costumam surgir nos momentos do dia de mais ansiedade ou tristeza. Os doces são uma fonte de reposição de serotonina, mas que se esgota muito rapidamente, podendo levar ao aumento de peso e outras consequências associadas ao excesso de açúcar

Mudanças no padrão de sono
Começar a ter insônia ou sentir sono durante o dia são problemas que devem ser vistos com atenção, pois também podem estar relacionados à alterações nos níveis de serotonina

Queda da libido
A serotonina também é responsável por regular o desejo sexual, que é afetado quando há redução desse neurotransmissor

O que fazer?
Pequenas mudanças de hábitos podem reverter alguma desregulação da serotonina. Todavia, é importante consultar um médico caso os sintomas descritos acima persistam por mais de um mês

Atividades físicas
Exercícios físicos praticados de forma regular fazem nosso corpo liberar triptofano, um aminoácido que nosso cérebro usa na produção da serotonina

Alimentação
Cerca de 95% da serotonina são produzidos no intestino. Por isso, alimentos ricos em triptofano são excelentes aliados. Alguns deles são: peixes gordos (salmão, atum, sardinha), ovos, peito de frango, soja cozida (edamame), leite, grãos e castanhas

Sol
A exposição aos raios solares  preferencialmente nas primeiras horas do dia  também é descrita por especialistas como vantajosa na hora de elevar os níveis de serotonina

Fonte: R7

Oposição vai ao STF para derrubar decreto que anula pena de Daniel Silveira

Partido alega que decreto desmoraliza ministros do Supremo e fere os princípios da ‘impessoalidade e da moralidade’.

O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu nesta sexta-feira (22) o pedido protocolado pela Rede Sustentabilidade que questiona o perdão do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a oito anos e nove meses de prisão. O documento sustenta que o indulto “desmoraliza os ministros do Supremo”, além de ser inconstitucional por não respeitar os parâmetros da “impessoalidade e da moralidade”.

A ação também alega que o perdão do presidente é um aceno à base mais fiel de Jair Bolsonaro, que está às vésperas de disputar a reeleição ao cargo máximo do Executivo.

“O ato que concedeu a graça no dia seguinte ao resultado do julgamento não foi praticado visando ao interesse público, em respeito aos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, mas sim visando ao interesse pessoal do Sr. Jair Messias Bolsonaro, o qual se encontra nas vésperas de disputar uma reeleição ao Palácio do Planalto”, diz um trecho do documento.

Articulação no Legislativo

Desde esta quinta (21), parlamentares se articulam para invalidar o decreto de Jair Bolsonaro. Também nesta sexta, a bancada do PSOl questionou a medida, mas em uma corrente que busca a anulação por via legislativa.

No projeto de decreto legislativo, os parlamentares destacam que Daniel Silveira é um dos “maiores símbolos da aposta na ruptura das instituições democráticas” e sustentam que há um consenso, na jurisprudência e na doutrina jurídica brasileira, contrário à proteção constitucional dos discursos de ódio.

“Todas essas declarações deixam claro que há em curso um recrudescimento autoritário, com graves consequências para a democracia brasileira, e que coloca em risco a Constituição Federal de 1988. É fundamental que os poderes constituídos tomem as providencias cabíveis para anular os reiterados atentados contra o Estado Democrático de Direito”, frisa o documento.

Perdão presidencial

decisão do presidente, tomada ontem, tem validade imediata e já foi publicada no DOU (Diário Oficial da União). Silveira foi condenado a oito anos e nove meses por atuar para impedir o funcionamento das instituições e por coação no curso do processo.

Além disso, o deputado teve os direitos políticos suspensos e ordem para que seu mandato seja cassado. Ele foi preso em fevereiro do ano passado, e a detenção foi mantida pelo plenário da Câmara.

Fonte: R7

Risco de aumento atrasa votação do Auxílio Brasil na Câmara

Emendas elevam valor para R$ 600, outras tornam permanente o benefício extra; governo articula para evitar rombo fiscal.

Na pauta do plenário da Câmara dos Deputados algumas vezes nas últimas semanas, a medida provisória do Auxílio Brasil (MP 1.076/2021) ainda não foi votada. O que atrasa a análise é o risco de que os deputados aprovem um aumento do benefício dos atuais R$ 400 para R$ 600. O governo é contra a elevação por não haver recursos no Orçamento.

Das 55 emendas apresentadas até o momento pelos deputados, a maioria pela oposição, dez aumentam o valor do benefício para R$ 600, oito o tornam permanente e cinco propõem ambas as coisas — subir o valor e o tornar o programa permanente.

Há ainda emendas que pedem ampliação dos beneficiários (seis); cota em dobro para família monoparental (quatro); benefício retroativo a novembro de 2021 e pagamento em dobro em dezembro (quatro); correção pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) (duas); inclusão automática de famílias no programa pelo critério de renda (três); entre outras.

A MP original prevê que o benefício extraordinário terá caráter provisório até dezembro deste ano e valor de até R$ 400 por família. Para 2023, não há previsão de pagamento do programa Auxílio Brasil.

A proposta está na pauta da Câmara e pode ser apreciada na próxima terça-feira (26), mas ainda não tem relator — uma sinalização de que a votação pode ser novamente adiada. O assunto nem sequer foi debatido na reunião de líderes para um acordo antes da votação.

O prazo para a votação da medida provisória é 16 de maio. Se não for votada até essa data pela Câmara e pelo Senado, a MP perde a validade, o que, de acordo com o Ministério da Cidadania, inviabilizaria o pagamento dos R$ 400.

Nos bastidores, o governo tem trabalhado para atrasar a votação até ter segurança de placar favorável. Circula a informação de uma articulação, que evitaria desgaste político, de deixar a MP perder a validade e editar um decreto para instituir o benefício de R$ 400 até o fim do ano, o que manteria os pagamentos. Ainda não há consenso no governo, no entanto, sobre a viabilidade dessa estratégia.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já prevê um debate ideológico e admitiu em entrevista nesta semana haver risco de aumento do valor do benefício. A articulação para uma votação como essa é muito difícil, porque os deputados ficam divididos.

Deputados da oposição são favoráveis ao aumento do benefício, mas há os que avaliam que uma elevação de valor agora subiria as chances de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Já deputados da base aliada que votam com o governo podem não querer se posicionar contra o aumento para não se indispor com as bases eleitorais.

Sozinha, a oposição não tem votos para aprovar o aumento de gastos. Os partidos do centrão, aliados ao governo, podem repetir o comportamento de algumas semanas atrás, quando votaram a favor do aumento do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, apesar do rombo nas contas públicas que isso acarretará.

Se for aprovado pelo Congresso um eventual aumento para R$ 600, o presidente Bolsonaro poderá vetar a alteração, mas terá que arcar com o desgaste político de eventual veto, o que é improvável.

O orçamento deste ano prevê R$ 89,1 bilhões para o Auxílio Brasil, o que só permite o pagamento até R$ 400. Para viabilizar o valor extra, o governo precisou adiar o pagamento de precatórios, dívidas judiciais que a União tem com contribuintes, o que foi possível graças à aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios, em 2021.

Fonte: R7

ONU vê ‘evidências crescentes’ de crimes de guerra na Ucrânia

Exército russo teria bombardeado áreas povoadas, hospitais e escolas; órgão destaca também o assassinato de civis.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos enxerga “evidências crescentes” de crimes de guerra na Ucrânia, onde “as forças armadas russas bombardearam indiscriminadamente áreas povoadas, assassinando civis e destruindo hospitais, escolas”, além de outras infraestruturas não militares.

Nas oito semanas de conflito, “a lei humanitária internacional, não apenas foi ignorada, mas sim, totalmente, abandonada”, aponta comunicado assinado pela alta comissária das Nações Unidas, a Michelle Bachelet.

O ataque à estação de trem de Kramatorsk, no último dia 8, em que 60 pessoas morreram e 111 ficaram feridas, para a ex-presidente do Chile, simboliza a falta de respeito às leis internacionais que proíbem ações militares indiscriminadas deste tipo.

A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos na Ucrânia documentou a morte de, pelo menos, 2.345 civis e o registro de 2.919 feridos durante a guerra.

A própria Bachelet, contudo, aponta que o número real pode ser ainda maior, a partir do momento em que “saírem à luz os horrores das áreas de intensos confrontos, como Mariupol”, cidade portuária que está sitiada.

“A escala das execuções sumárias de civis em áreas previamente ocupadas pelas forças russas está sendo conhecida”.

Representantes do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos estiveram no último dia 9 em Bucha, na região de Kiev, onde denunciaram execuções sumárias, com a documentação do assassinato de, pelo menos, 500 civis.

Fonte: R7

Pelo 2º mês consecutivo, número de endividados supera 65 mi no país

O número se aproxima do patamar atingido no pico da pandemia. Já o valor total é o maior do período: R$ 265 bilhões.

A pressão da alta dos preços sobre o orçamento das famílias provocou novo aumento do número de endividados. Pelo segundo mês consecutivo, a inadimplência cresceu e superou a marca de 65 milhões no Brasil. Segundo levantamento da Serasa, em março, 65,6 milhões de pessoas não conseguiram pagar as contas em dia, índice 0,81% superior em relação ao registrado em fevereiro.

A última vez que os números passaram dessa marca havia sido no auge da pandemia de Covid-19, em abril de 2020.

O montante da dívida também é o maior registrado desde o pico da pandemia, superando R$ 265 bilhões. O valor médio, que subiu 3,2% em relação a março de 2020, é de R$ 4.046,31 por pessoa endividada, cerca de quatro vezes mais que o salário mínimo vigente.

O perfil da dívida, porém, é variado. A falta de pagamento de juros a bancos e cartões de crédito lidera, com 28,3%, seguido pelas contas básicas, como luz, água e gás, com 23,2%. O varejo ainda responde por 12,5% do total.

O perfil das pessoas com nome sujo também varia. Entre os inadimplentes, o maior número é na faixa etária dos 26 aos 40 anos (35,2%), seguido pela faixa de 41 a 60 anos (34,9%). Os homens respondem por 49,8%, e as mulheres, por 50,2%.

Confira sete dicas para deixar as contas em ordem

1) Organize as contas
Organize as finanças para visualizar o valor das suas despesas, pelo menos, pelos próximos três meses, incluindo todas as dívidas já existentes.

2) Calcule sua reserva
De acordo com o que você tem de reserva financeira disponível e com as previsões de entradas no caixa, saberá quanto de dinheiro pode destinar ao pagamento das despesas já existentes.

3) Procure os credores
Procure todos os credores e proponha uma renegociação de acordo com a possibilidade de pagamento mensal. Se for necessário, proponha aumento no prazo e diminuição no valor mensal das parcelas.

4) Priorize pagamentos
Priorize o pagamento das dívidas relacionadas a serviços essenciais ou daquelas que tenham uma taxa de juros mais alta (como cartão de crédito e cheque especial). Essas devem ser liquidadas primeiro.

5) Entenda os contratos
Reveja os contratos assinados com seus credores: em muitos casos já existem cláusulas que preveem medidas especiais em casos extraordinários como desemprego. Se o documento contemplar algo nesse sentido, você poderá utilizar essa cláusula para recorrer ao credor.

6) Avalie seus gastos
Reveja seus gastos e seu custo de vida. Isso pode ajudar a evitar que se contraiam novas dívidas.

7) Corte despesas supérfluas
Identifique as despesas que podem ser cortadas nesse período para que você tenha mais recursos para liquidá-las.

* Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

Fonte: R7

Saque de até R$ 1.000 do FGTS começa a ser liberado hoje

Pagamentos extraordinários seguem até o dia 15 de junho, devem beneficiar 42 milhões e injetar R$ 30 bilhões na economia.

A Caixa Econômica libera nesta quarta-feira (20) o Saque Extraordinário de até R$ 1.000 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para 3,9 milhões de profissionais nascidos em janeiro, num total de R$ 2,7 bilhões.

Os pagamentos, que seguem até 15 de junho, para quem faz aniversário em dezembro (veja o calendário abaixo), devem beneficiar ao todo 42 milhões de pessoas e injetar R$ 30 bilhões na economia.

Os recursos, presentes na conta poupança digital, já podem ser movimentados por meio do aplicativo Caixa Tem. Na plataforma, além de transferir a grana para uma conta-corrente, é possível pagar contas essenciais, boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais.

Neste ano, cada trabalhador poderá retirar até R$ 1.000, independentemente do número de contas que tenha no fundo. A grana ficará disponível até 15 de dezembro. Se o resgate não for realizado, os recursos voltarão para a conta vinculada do FGTS.

Valter Police, planejador fiduciário da Fiduc, explica que o resgate é uma boa oportunidade para ampliar a liquidez do dinheiro, atualmente preso nas contas do FGTS, pagar dívidas ou investir em ativos mais atrativos.

Ele, no entanto, alerta para “casos raros” nos quais a melhor alternativa é manter o montante longe dos bolsos. “Isso acontece quando a pessoa precisa proteger o dinheiro de alguém na dinâmica familiar ou quando esses recursos precisam ser protegidos do próprio trabalhador, que vai gastar com bobagens”, orienta Police.

Se o trabalhador possuir mais de uma conta no FGTS, o saque será feito na seguinte ordem: primeiro, as contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que tiver o menor saldo; em seguida, as demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo.

Quem antecipou o saque aniversário do FGTS e ficou com o valor bloqueado na conta não poderá retirá-lo nesta etapa. Isso ocorre porque a nova rodada de saques só poderá ser feita para contas com recursos liberados.

O trabalhador também pode indicar que não deseja receber o Saque Extraordinário do FGTS, para que sua conta não seja debitada. Nesse caso, ele deverá acessar o Aplicativo FGTS ou se dirigir a uma das agências do banco para informar que não quer receber o crédito.

Calendário de pagamento?

Nascidos em janeiro – 20 de abril
Nascidos em fevereiro – 30 de abril
Nascidos em março – 4 de maio
Nascidos em abril – 11 de maio
Nascidos em maio – 14 de maio
Nascidos em junho – 18 de maio
Nascidos em julho – 21 de maio
Nascidos em agosto – 25 de maio
Nascidos em setembro – 28 de maio
Nascidos em outubro – 1º de junho
Nascidos em novembro – 8 de junho
Nascidos em dezembro – 15 de junho

Fonte: R7

Com alta da inflação, 64% dizem ter reduzido gastos nos últimos seis meses, diz pesquisa

Levantamento divulgado pela CNI ouviu 2.015 pessoas entre os dias 1º e 5 de abril. Inflação em março subiu para 1,62%, maior percentual para o mês desde 1994.

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, com o aumento da inflação, 64% dos entrevistados disseram ter reduzido gastos nos últimos seis meses. Desses, metade informou ter feitos cortes “grandes ou muito grandes” nas despesas.

O levantamento, feito pelo Instituto FSB Pesquisa, ouviu 2.015 pessoas entre 1º e 5 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em março subiu para 1,62%maior percentual para o mês desde 1994, isto é, a maior dos últimos 28 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação registra aumento de 11,30%.

Puxado principalmente pelo aumento no preço dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou 2021com aumento de 10,06%, o pior resultado em seis anos.

Cortes nos gastos

Saiba abaixo quais gastos os entrevistados disseram ter cortado nos últimos seis meses, segundo a pesquisa CNI:

– 34% deixaram de comprar material de construção;

– 29% cancelaram TV por assinatura;

– 24% deixaram de fazer refeições fora de casa;

– 23% deixaram de comprar eletrodomésticos;

– 16% reduziram gastos com combustível;

– 15% deixaram de consumir combustível;

– 15% deixaram de comprar roupas e sapatos;

– 14% afirmaram não usar mais transporte público;

– 12% cortaram a conta de celular.

Ainda segundo a pesquisa:

– o impacto da inflação foi sentido nos últimos seis meses por 95% da população;

– para 87%, os preços subiram “muito” nos últimos seis meses.

Cenário global

Ao analisar os resultados da pesquisa, o presidente da CNI, Robson Braga, afirmou que há “incertezas” no cenário global, o que tem causado temor na economia em todo o mundo.

“A guerra travada na Ucrânia trouxe mais incertezas para a economia global, o que impulsiona a inflação e desperta o temor de retrocesso da economia em todo o mundo”, avaliou.

Para ele, diante dessa conjuntura, o Brasil precisa adotar as medidas para incentivar:

– crescimento econômico;

– geração de empregos;

– aumento da renda da população.

“A principal delas é a reforma tributária. Não temos como fugir disso”, opinou.

Estudo do Centro de Cidadania Fiscal estima que a reforma tributária sobre o consumo, discutida pelo Congresso Nacional nas últimas décadas, mas que segue travada, tem potencial para elevar o PIB do Brasil em no mínimo 10% nas próximas décadas.

Outros números

Veja outros resultados da pesquisa divulgada pela CNI:

– 76% dos brasileiros afirmaram que a situação financeira foi prejudicada pela inflação (as mais afetadas são as pessoas sem escolaridade; com renda de até um salário mínimo; e moradores do Nordeste);

– 66% dos entrevistados disseram acreditar que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses;

– 81% disseram avaliar que a situação econômica atual é tão grave ou mais grave que crises econômicas anteriores.

Os entrevistados também informaram quais gastos aumentaram:

– 59% aumentaram os gastos com conta de luz;

– 56% aumentaram os gastos com gás de cozinha;

– 52% aumentaram os gastos com arroz e feijão;

– 51% aumentaram os gastos com água;

– 50% aumentaram os gastos com combustível;

– 49% aumentaram os gastos com frutas e verduras;

– 48% aumentaram os gastos com carne vermelha.

Projeções

Ainda de acordo com a pesquisa, os entrevistados responderam da seguinte maneira ao serem questionados sobre como preveem os gastos nos próximos seis meses:

47% afirmaram que pretendem manter os gastos;

33% disseram que pretendem diminuir os gastos;

5% afirmaram que pretendem diminuir muito os gastos.

Fonte: G1