Mulheres podem ter níveis mais baixos de vitamina D do que dos homens; saiba por quê

Nutriente é responsável pela fixação de cálcio nos ossos e essencial para manter a atividade adequada de funções no organismo.

Responsável pelo bom funcionamento de diversas funções do organismo, a vitamina D é essencial, principalmente para a absorção de cálcio pelos ossos. Entretanto, sua baixa dosagem pode trazer comprometimento à saúde, como a aceleração do processo de envelhecimento cerebral. Dentro dos grupos que mais sofrem com níveis deficientes da vitamina estão as mulheres.

De acordo com o endocrinologista e metabologista José Marcelo Natividade, alguns estudos mostram que, em determinadas faixas etárias, os níveis de vitamina D são inferiores no público feminino, quando comparados aos dos homens.

“Essa baixa de vitamina D é algo que ocorre em todo o mundo e, embora o Brasil seja um país de baixa latitude, predominantemente ensolarado, temos uma grande parcela populacional — cerca de 20% — com os níveis da vitamina aquém do esperado”, afirma o endocrinologista.

Ele acrescenta que se estima que a taxa de deficiência de vitamina D entre a população mais ao sul do país seja ainda maior, com 25%.

Causas

A nutricionista Gabriela Cilla afirma que as mulheres possuem maior predisposição à baixa de algumas vitaminas, entre elas a vitamina D.

Isso ocorre pela baixa densidade de massa óssea, o que aumenta os riscos de osteopenia e osteoporose, que também são provocadas pela falta do nutriente.

A baixa produção de colágeno e de radicais livres devido ao processo menstrual também afeta o ciclo de aproveitamento da vitamina.

Natividade explica que um dos “vilões” das baixas concentrações vitamínicas no público feminino é o estrogênio, hormônio que contribui com a diminuição da absorção da vitamina D no intestino.

Gabriela acrescenta que, durante a gestação, as alterações hormonais também podem interferir.

Ainda, mulheres durante o climatério (entre 45 e 55 anos) passam por alterações texturais na pele, que interferem na absorção da vitamina D.

O ginecologista e obstetra Alexandre Pupo, médico do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, salienta ainda a questão alimentar.

“A falta da ingestão de alimentos que contenham vitamina D, que são aqueles de origem animal, pode comprometer a sua absorção.”

Outro fator de interferência lembrado pelos especialistas são os cuidados que a mulher toma, tanto pela aplicação de protetor solar quanto pelo uso de maquiagem.

A utilização dos produtos acaba criando uma “barreira”, que dificulta a absorção adequada da vitamina pela exposição solar.

A nutricionista afirma que, embora muitas mulheres façam a suplementação vitamínica, os níveis continuam baixos devido à falta de exposição solar, fator determinante para a produção do nutriente pelo organismo.

Além disso, o endocrinologista diz que, conforme a cor da pele, a absorção pode ser dificultada, principalmente aquelas mais escuras.

Dosagem

Pupo afirma que a dosagem ideal de vitamina D é acima de 20 ng/ml entre mulheres que não tenham fatores de risco para fraturas ou osteoporose. Para quem apresenta tais condições, a recomendação é que os níveis estejam acima de 30 ng/ml.

O ginecologista alerta, também, para os riscos da superdosagem. “Taxas de vitamina D acima de 90 ng/ml podem provocar a fixação de cálcio nas artérias, assim como facilitar a formação de pedras no trato urinário”. Assim, os níveis ideais seriam entre 20 ng/ml e 60 ng/ml.

Reposição

Natividade afirma que entre as medidas para manter os níveis adequados de vitamina D estão diminuir o consumo de carboidratos refinados; evitar a obesidade; manter a prática recorrente de atividades físicas; comer maiores níveis de peixes e crustáceos, como o salmão, a sardinha e o atum.

O endocrinologista recomenda a exposição solar sem protetor em horários com menores emissões de raios UV (ultravioleta), fora dos horários entre 10h e 16h.

Para peles mais claras, a orientação é de exposição de, no máximo 15 minutos; peles mais escuras, em torno de 30 minutos; e peles negras, até 60 minutos.

Fonte: R7

Finlândia lidera ranking da felicidade pela 6ª vez consecutiva e Brasil perde posições; veja lista

Relatório divulgado nesta segunda-feira (20) analisa fatores como renda, saúde, liberdades, generosidade e corrupção.

Finlândia é considerado o país mais feliz do mundo pela 6ª vez consecutiva, segundo o Relatório Mundial da Felicidade, da ONU, divulgado nesta segunda-feira (20).

O país nórdico é seguido pela DinamarcaIslândiaIsrael e Holanda, que completam o Top 5. A Lituânia é o único novo país entre os vinte primeiros.

Já no fim do ranking estão países majoritariamente africanos, como NamíbiaGana, Níger e Burkina Faso. O estudo analisa fatores como apoio social, renda, saúde, senso de liberdade, generosidade e ausência de corrupção nos três anos anteriores, portanto, de 2020 a 2022.

Segundo o relatório, a maioria das populações no mundo continua notavelmente resiliente, apesar de várias crises, como a pandemia da Covid-19, a guerra na Ucrânia, alta inflação mundial e emergências climáticas.

Brasil no ranking

Brasil ficou na 49º lugar, caindo 11 posições desde o último relatório. É a segunda queda consecutiva.

Entre os países da América do Sul, a nação está atrás da Uruguai, Chile, Nicarágua e Guatemala.

Veja o ranking completo

  1. Finlândia
  2. Dinamarca
  3. Islândia
  4. Israel
  5. Holanda
  6. Suécia
  7. Noruega
  8. Suíça
  9. Luxemburgo
  10. Nova Zelândia
  11. Áustria
  12. Austrália
  13. Canadá
  14. Irlanda
  15. Estados Unidos
  16. Alemanha
  17. Bélgica
  18. República Tcheca
  19. Reino Unido
  20. Lituânia
  21. França
  22. Eslovênia
  23. Costa Rica
  24. Romênia
  25. Singapura
  26. Emirados Árabes Unidos
  27. Taiwan
  28. Uruguai
  29. Eslováquia
  30. Arábia Saudita
  31. Estônia
  32. Espanha
  33. Itália
  34. Kosovo
  35. Chile
  36. México
  37. Malta
  38. Panamá
  39. Polônia
  40. Nicarágua
  41. Letônia
  42. Bahrein
  43. Guatemala
  44. Cazaquistão
  45. Sérvia
  46. Chipre
  47. Japão
  48. Croácia
  49. Brasil
  50. El Salvador
  51. Hungria
  52. Argentina
  53. Honduras
  54. Uzbequistão
  55. Malásia
  56. Portugal
  57. Coreia do Sul
  58. Grécia
  59. Ilhas Maurício
  60. Tailândia
  61. Mongólia
  62. Quirguistão
  63. Moldova
  64. China
  65. Vietnã
  66. Paraguai
  67. Montenegro
  68. Jamaica
  69. Bolívia
  70. Rússia
  71. Bósnia e Herzegovina
  72. Colômbia
  73. República Dominicana
  74. Equador
  75. Peru
  76. Filipinas
  77. Bulgária
  78. Nepal
  79. Armênia
  80. Tajiquistão
  81. Argélia
  82. Hong Kong
  83. Albânia
  84. Indonésia
  85. África do Sul
  86. República do Congo
  87. Macedônia do Norte
  88. Venezuela
  89. Laos
  90. Georgia
  91. Guiné
  92. Ucrânia
  93. Costa do Marfim
  94. Gabão
  95. Nigéria
  96. Camarões
  97. Moçambique
  98. Iraque
  99. Palestina
  100. Marrocos
  101. Irã
  102. Senegal
  103. Mauritânia
  104. Burkina Faso
  105. Namíbia
  106. Turquia
  107. Gana
  108. Paquistão
  109. Níger

*Com informações da Reuters

Fonte: CNN BRASIL

Baratas: o que se sabe e o que é incerto sobre uma das pragas mais odiadas do mundo

Para evitar a proliferação de baratas, é fundamental a manutenção de ambientes limpos.

Um dos insetos mais odiados em todo o mundo, as baratas são cosmopolitas, encontrando-se nos mais diversos ambientes pelo planeta. A maior parte das espécies é de origem tropical ou subtropical.

As baratas domésticas são aquelas que vivem dentro de residências e outras estruturas construídas pelos humanos ou ao redor desses locais, incluindo anexos, como caixa de gordura, esgoto, bueiros e outros locais úmidos e escuros.

Os estudos de fósseis de baratas demonstram que estes insetos mudaram pouco ao longo da evolução. Por isso, ela é considerada uma das espécies de maior capacidade de adaptação e resistência do reino animal, podendo adaptar-se às mais variadas condições do meio ambiente.

Embora sejam consideradas repugnantes, as baratas são insetos de importância médica reduzida, quando comparadas a outros insetos transmissores de doenças.

Diferentemente de mosquitos, as baratas não carregam agentes causadores de doenças dentro do corpo, mas podem transportar bactérias e outros microrganismos nocivos devido à circulação por diversos tipos de locais sujos.

Pragas urbanas

O interesse científico pelas baratas é relativamente recente. A barata de esgoto é usada em escolas e universidades como modelo de estudo sobre anatomia e fisiologia de insetos, na entomologia.

Além disso, elas desempenham um papel expressivo na compreensão de mecanismos de resistência a inseticidas, sendo mantidas em laboratório para estudos, com esta finalidade, desde a década de 1940.

Além do interesse científico, tais insetos apresentam um significativo potencial de transmissão de microrganismos causadores de doenças, pois carregam estes agentes de locais contaminados, como lixo e esgoto, para alimentos e utensílios usados pelos humanos.

Os microrganismos contidos no substrato que aderem ao corpo das baratas, principalmente em pelos e cerdas das pernas, são transportados mecanicamente de um ponto sujo a outro limpo. Ocorre também a transmissão mecânica, através dos dejetos liberados pelas baratas.

Há pouco tempo, seu papel como vetor de agentes de doenças era questionável, pois alegava-se que as baratas representavam apenas um fator a mais em um ambiente sem saneamento, com outras causas básicas para a ocorrência de doenças. Hoje, contudo, com base em alguns eventos epidemiológicos, as baratas já figuram como intermediário relevante em surtos de diarreia e estão, cada vez mais, relacionadas a ocorrências de alergias.

Para evitar a proliferação de baratas, é fundamental a manutenção de ambientes limpos. Evite deixar alimentos à mostra na cozinha e restos de comida no chão. Os ralos devem ser vedados ou fechados. O uso de inseticidas pode ser uma alternativa pontual no caso de poucas baratas. Diante de uma infestação, pode ser necessário acionar um serviço de dedetização especializado.

Diferentes tipos de barata

O formato e o tamanho variam dependendo da espécie. Em algumas espécies os machos apresentam asas, enquanto as fêmeas não.

As antenas desempenham um papel fundamental na sobrevivência do inseto, servindo não apenas como elemento de direção, mas também para captar vibrações no ar ou
ainda cheirar alimentos ou feromônios.

O aparelho bucal é mastigador, possibilitando roerem papéis, roupas sujas de alimentos, pelos, pintura, mel, pão, carne, batatas e gorduras. Algumas se alimentam de madeira (celulose). São particularmente atraídas por alimentos doces, gordurosos e de origem animal. No entanto, podem se alimentar de queijos, cerveja, cremes, produtos de panificação, colas, cabelos, células descamadas da pele, cadáveres e matérias vegetais.

Embora não sejam animais sociais, como as abelhas, cupins e formigas, as baratas podem ser encontradas em grupos. Baratas são animais de hábitos noturnos, quando saem do abrigo para alimentação, reprodução, colocar ovos e voar. Durante o dia, elas ficam abrigadas da luz e da presença de pessoas. Algumas condições especiais contribuem para o seu aparecimento diurno, tais como excesso de população e falta de alimento ou água.

Conheça diferentes espécies de baratas, de acordo com a cartilha do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Francesinha

A barata francesinha (Blattella germanica) é encontrada em ambientes internos, com áreas úmidas e quentes, em torno de 32°C, preferindo fendas próximas a fontes de alimento e água em banheiros e cozinhas.

É pequena, chegando a medir de 1,2 a 1,5 cm de comprimento, de cor castanha a negra. Tem um período de desenvolvimento ninfal de 6 a 12 semanas, e vive de 6 a 9 meses. Não costuma voar, mesmo possuindo asas.

Oriental

A barata oriental (Blatta orientalis) prefere alimento em decomposição, é tolerante ao frio e prefere áreas úmidas com temperaturas abaixo de 29°C. É frequentemente
encontrada em casca e folhas de árvores caídas no entorno das construções.

De coloração castanho-escura a negra, uma característica marcante da espécie é o seu o macho mede aproximadamente de 1,8 a 2,9 cm de comprimento, com par de asas que cobrem dois terços do abdome e corpo estreito.

A fêmea, por sua vez, mede cerca de 2 a 2,7 cm de comprimento, tem asas pequenas e incolores e corpo mais volumoso. O macho é capaz de realizar voos curtos, com distâncias entre 2 a 3 metros.

De esgoto

A conhecida barata de esgoto (Periplaneta americana) requer uma fonte de água e prefere alimentos fermentados. Ela pode ser encontrada em esgotos e porões, particularmente em torno de ralos e canos.

Preferem temperaturas em torno de 29°C e não toleram frio. São castanho-avermelhadas e grandes, medindo aproximadamente de 3,4 a 5,3 cm, com asas longas, embora não sejam voadores muito bons.

(Com informações do Jornal da USP)

Fonte: CNN BRASIL

Encontro Especial com o Pastor Giancarlo Pagliarin em São Paulo!

Hoje, tanto às 10 horas como às 7 da noite, o Pastor Giancarlo Pagliarin vai trazer uma palavra com poder e autoridade para sua vida e da sua família!

Já pensou que pode ser hoje o dia que Deus vai abrir aquela porta que está fechada? Ou que sua cura será liberada? Ou que você receberá uma resposta há tanto tempo pedida?

Não fique de fora! Venha estreitar o seu relacionamento com Deus!

Anote o endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

Se você está fora de São Paulo, assista pelo youtube.com/@juanribe e tenha a sua vida edificada!

Venha para a Paz e Vida!

Por Pra. Daniela Porto

As 12 Bênçãos do Monte Gerizim: bens e propriedades abundantes para você!

A Campanha de Oração: “As 12 Bênçãos do Monte Gerizim” continua em todas as unidades de Paz e Vida.

E nesta 8ª semana os pastores da Paz e Vida vão profetizar bênçãos sobre seus bens e suas propriedades.

E mesmo que você ainda não os tenha, é a sua chance de tomar posse daquilo que Deus tem preparado para você.

Afinal: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.” (I Coríntios 2:9)

As reuniões acontecem hoje no Brasil às 8h, 15h e 18h. E em Portugal, às 10h, 15h e 18h. Na Sede Nacional, em São Paulo, temos 5 reuniões: às 6h30, 8, 10, 15 e 18 horas.

Para mais endereços de Paz e Vida, acesse:  https://www.pazevida.org.br/enderecos

Deus tem o melhor para você na Paz e Vida!

Por Pra. Daniela Porto

Dia 1º de abril tem Bianca Pagliarin no Encontro de Mulheres em na Sede Nacional em São Paulo

Alô, mulheres da grande São Paulo!

Dia 1º de abril, considerado pelo mundo o dia da mentira, será o dia de uma grande verdade: a de você se sentir amada pelo Pai.

Neste dia, teremos um Encontro de Mulheres super especial com a mulher de Deus Bianca Pagliarin que vai ministrar o seu coração.

Já comece a se preparar e a mandar este convite para suas familiares e amigas: Dia 1º de abril, sábado, 9 da manhã, na Sede Nacional da Paz e Vida.

Avenida Cruzeiro do Sul, 1965 – Santana São Paulo. Bem pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê, com amplo estacionamento e o departamento infantil funcionando para receber os pequenos.

Programe-se e participe!

Por Pra. Daniela Porto

China anuncia que Xi Jinping visitará Rússia para falar sobre ‘cooperação estratégica’

Líder chinês se reunirá com presidente russo em Moscou na semana que vem. Segundo serviços de inteligência, países têm ensaiado uma parceria militar que preocupa o Ocidente.

O governo chinês anunciou nesta sexta-feira (17) que o presidente da ChinaXi Jinping, irá à Rússia na semana que vem para se reunir com o líder do país, Vladimir Putin.

Xi e Putin, que segundo o serviço de inteligência do Reino Unido têm ensaiado uma parceria militar, debaterão a “cooperação estratégica” entre os dois países, segundo informou o Kremlin, que também confirmou o encontro.

“A convite do presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, o presidente Xi Jinping fará uma visita de Estado à Rússia de 20 a 22 de março”, informou o ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado.

Esta será a primeira vez que Xi visita a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia – a última vez havia sido em 2019. Já Putin compareceu no ano passado à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim. Os dois chefes de Estado também se encontraram em uma reunião regional de segurança em setembro do ano passado no Uzbequistão.

Uma recente aproximação entre os dois países têm preocupado o Ocidente, que teme uma parceria militar para fornecimento de armas da China ao Exército russo.

Segundo especialistas de institutos de estudos da guerra, ao longo deste ano a China deve ganhar protagonismo e ter participação, mesmo que indireta, do lado russo na Ucrânia.

Pequim nega e propôs intermediar as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, o que o Kremlin diz ver com bons olhos. Kiev já afirmou que não dialogará com Moscou enquanto Putin for presidente.

Fonte: G1

Estudo descobre medicamento que “bloqueia” metástase após câncer de mama

À CNN Rádio, a ginecologista Rosemar Rahal, da Sociedade Brasileira de Mastologia, explicou funcionamento do remédio.

Uma pesquisa publicada na revista científica Nature apontou as causas para células cancerígenas “acordarem” no pulmão depois do tratamento do câncer de mama.

O estudo, conduzido pelo Instituto de Pesquisa do Câncer, do Reino Unido, revelou que é possível bloquear uma proteína do pulmão, onde o tumor se instala, com um remédio usado para tratar leucemia mieloide crônica.

À CNN Rádio, a ginecologista Rosemar Rahal, que integra a Sociedade Brasileira de Mastologia, disse que o estudo faz referência ao tumor na mama mais frequente.

“Mesmo ele sendo descoberto no início, ele evolui com recidiva e metástase, às vezes 20 anos depois e os pesquisadores buscaram entender o porquê dessa volta da doença.”

Segundo a especialista, “alguma célula provavelmente fica adormecida, como no pulmão, e acontece nesse local algo que faz voltar a crescer o tumor.”

“Estudaram, então, o bloqueio do crescimento dessas células”, completou.

Os cientistas, de acordo com a ginecologista, “perceberam que quando utiliza a droga, bloqueia o microambiente de crescimento tumoral, barrando a proliferação de células tumorais.”

O estudo está na fase pré-clínica, ou seja, de testagem em animais e, portanto, haverá demora para o medicamento, caso tenha eficácia comprovada em humanos, seja comercializado.

Rahal lembrou que o câncer de mama é a segunda principal incidência da doença em mulheres, atrás apenas do câncer de pele.

*Com produção de Isabel Campos

Fonte: CNN BRASIL

O que é etarismo e como a discriminação por idade impacta a vida de idosos

Tema ganhou repercussão no Brasil na última semana após a divulgação de um vídeo em que estudantes de uma universidade particular de Bauru (SP) debocham de uma colega de 40 anos.

Os idosos correspondem a quase 15% da população brasileira. Apesar das estatísticas de aumento da longevidade nos últimos tempos, eles ainda sofrem preconceito.

Em meio às limitações no mercado de trabalho e estereótipos que ditam os locais, roupas e estilo de vida que devem ser adotados, essa parcela da população tem se mostrado cada vez mais ativa, revelando como a longevidade pode ser positiva.

“A gente já vivenciou tanta coisa, que muitas delas se tornaram assim: o depois é agora, tem que ser agora. E para a gente decidir isso, realmente temos que ter coragem e segurança, porque os medos e as inseguranças, nós já tivemos. Agora, o nosso pensamento está mais estável e seguro”, contou a modelo Rosa Saito em entrevista à CNN.

Embora seja positiva para Rosa, a velhice pode chegar junto a apontamentos que definem a forma como pessoas com mais de 60 anos devem agir. Conforme descrito no Relatório Mundial sobre Idadismo, da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etarismo se refere a “estereótipos (como pensamos), preconceitos (como nos sentimos) e discriminação (como agimos) direcionadas às pessoas com base na idade que têm”.

O tema ganhou repercussão no Brasil na última semana após a divulgação de um vídeo em que estudantes do curso de Biomedicina de uma universidade particular de Bauru, no interior de São Paulo, debocham de uma colega de 40 anos.

No vídeo, uma das estudantes ironiza: “Gente, quiz do dia: como ‘desmatricula’ um colega de sala?”. Logo na sequência, outra jovem responde: “Mano, ela tem 40 anos já. Era para estar aposentada”. “Realmente”, concorda a terceira fazendo uma cara de deboche.

Consequências do etarismo

Segundo a médica e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Ivete Berkenbrock, o etarismo aumenta a cada ano que a pessoa envelhece, tendo consequências até mesmo psicológicas.

“O preconceito afeta a saúde mental da pessoa, porque ela tende a ficar em isolamento, não se sente confortável no ambiente onde ela é basicamente rejeitada por de ter mais de 60 anos. Isso pode levar à depressão, porque a cada vez que a pessoa pensa em fazer algo, ela interioriza isso”.

Além do impacto na saúde mental da população idosa, o etarismo também afeta o cotidiano. Em entrevista, Ivete explicou que atividades de lazer e locais para prática de atividade física, por exemplo, não contam com acessibilidade. Para a especialista, promover acesso apenas à área da saúde é uma forma de resumir os idosos às doenças, negligenciando a realização de seus prazeres.

Ainda assim, a saúde da pessoa idosa também é algo a se orgulhar: “O aumento da longevidade é a maior conquista coletiva da humanidade nos últimos tempos. Isso é um privilégio e mostra o quanto nós já fomos capazes de vencer doenças infecciosas, de passar por guerras e fenômenos climáticos, de vencer doenças”, afirmou Ivete.

Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 a expectativa de vida no Brasil era de 76,6 anos.

Dando força para essa perspectiva positiva sobre o envelhecimento, a modelo Rosa Saito afirma aos 71 anos que vive realizações e lembra a importância de pessoas jovens combaterem o etarismo.

“Mesmo que esteja na flor da juventude, é o momento de a pessoa realmente parar, pensar, pôr a mão na cabeça, porque são pessoas que já vivenciaram, que têm experiência. Então seja no trabalho ou dentro de casa, são pessoas que têm uma carga tão grande de sabedoria, de vivência, que têm que ser respeitados. As pessoas têm que se pôr no lugar”, diz.

Além de desfilar nas passarelas, Rosa se mostra como um modelo a ser seguido por quem não quer se limitar aos estereótipos sobre quem tanto assiste o tempo passar.

“Enquanto tiver alegria de viver, não tem essa de ‘ai eu estou com x idade’. O que é x idade? É um mero tempo? A idade está na sua cabeça. Eu acho que não existe. Enquanto você estiver viva, tem que tentar ser feliz, correndo atrás daquilo que você um dia teve vontade de fazer. Dê motivação para você viver, motivação para você se sentir feliz”, afirma.

Impactos no mercado de trabalho

A gerente de projetos da Maturi Fabiana Granzotti explica a origem do termo. “O etarismo ou ageísmo, que é derivado do termo aging, do inglês, é o preconceito por idade”, disse.

Segundo ela, o preconceito contra pessoas mais velhas interfere em todas as idades – como uma pessoa vista como jovem demais para ocupar um cargo de liderança, por exemplo.

“No entanto, ele é mais acentuado para os mais velhos, devido a estereótipos, de que eles são desatualizados, desconectados da tecnologia e não acompanharam as mudanças. Mas isso não está ligado à idade, mas às oportunidades de cada um”, completou.

Fabiana, que comanda uma empresa especializada no tema, afirma que o Brasil já tem 37,7 milhões de idosos, que estão aptos a contribuir de diversas formas para o mercado de trabalho, incluindo a mentoria.

“Ela é muito positiva, uma pessoa com mais experiência passou inclusive por situações mais difíceis, pode contribuir para aqueles que estão começando agora no mercado de trabalho, que não conseguem ter visão mais sistêmica, e os jovens, por outro lado, que já nasceram conectados, conseguem dar o suporte tecnológico”.

Esta parceria é positiva, segundo ela, para a criação de novos produtos, resiliência e ambientes mais produtivos e felizes. “Hoje em dia se fala da necessidade da saúde mental e se observa bastante como a troca é positiva, cada qual tem sua vivência, esse aporte é superimportante”.

As mudanças, no entanto, não devem partir apenas do profissional. “As corporações olham de forma estereotipada, de custo maior, mas tem um outro ponto que o mercado vem oferecendo, os dois lados chegam a um comum acordo, o que as pessoas maduras esperam e como as corporações podem ser remanejadas para absorver as pessoas mais experientes, com programas de consultores, por exemplo”.

“O mercado de trabalho não é mais o que era há dois anos, a pandemia acelerou todo esse processo. A população 50+ deve se manter atualizada, buscar carreiras transversais e as corporações devem ter essa visão de novas formas de contratações, com aporte de conhecimento, sem sofrer com altos salários”, avaliou.

A especialista afirma acreditar que é necessária a “queda de paradigmas dos dois lados” para absorver a população que daqui a pouco será maioria no Brasil.

Fonte: CNN BRASIL

Dia Mundial do Sono: descubra se você dorme bem e o que fazer para descansar mais

Privação de sono e o sono insuficiente aumentam o risco para problemas cardiovasculares e metabólicos, como hipertensão e diabetes, além de propensão para obesidade.

Estudos internacionais apontam que dormir bem melhora o humor, a concentração, fortalece o sistema imunológico e previne doenças cardiovasculares e metabólicas. É durante esse período de descanso que o organismo exerce as principais funções restauradoras, repõe energia e regula o metabolismo.

Nesta sexta-feira (17) é celebrado o Dia Mundial do Sono. A data tem como objetivo destacar a importância de se dormir bem para a preservação da saúde física e mental.

“Não por acaso, o sono é considerado um dos três pilares da saúde, ao lado da boa nutrição e da prática de atividade física”, afirma a médica Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A privação de sono e o sono insuficiente aumentam o risco para problemas cardiovasculares e metabólicos, como hipertensão e diabetes, além de propensão para obesidade.

A Associação Brasileira do Sono (ABS) recomenda ao adulto dormir entre 7 e 9 horas por noite. Quem dorme pouco de forma eventual pode ter sonolência, fadiga, mau humor e redução do desempenho cognitivo, inclusive a capacidade de decisão. “Pessoas que costumeiramente dormem pouco vivem menos e apresentam mais risco de desenvolver demência”, explica Dalva.

Para a Academia Americana de Medicina do Sono, prolongar a duração de sono em pessoas que habitualmente dormem pouco pode trazer benefícios para saúde.

Um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliou por duas semanas o impacto da duração de sono sobre a saúde cardiovascular de 53 universitários, com idade média de 20 anos. Nos primeiros 7 dias, todos mantiveram o horário habitual de sono. Nos outros 7 dias, aumentaram em 1 hora a duração de sono. Os participantes relataram que na segunda semana apresentaram menos sonolência diurna e queda na pressão arterial sistólica.

Os benefícios do sono podem ir além da saúde física. Pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, realizaram um estudo para analisar o estado emocional de 72 jovens, entre 18 e 24 anos, que dormiam em média 7 horas por noite. Por duas semanas, eles relataram o estado de humor por meio de um aplicativo. Nos dias 8 e 14, parte deles foi convidada a estender a duração de sono por 90 minutos. Os estudantes que dormiram mais tempo melhoraram a qualidade de sono e tiveram mais emoções positivas do que os que dormiram 7 horas.

O que é um sono normal?

Tão importante quanto os conceitos de normalidade para duração e qualidade do sono, estão a sua alocação temporal, as suas fontes de variabilidade e as expectativas para cada faixa etária, de acordo com a Associação Brasileira do Sono (ABS).

Ritmos que se repetem diariamente são denominados de ritmos circadianos, os quais são uma sequência de eventos fisiológicos diários que se sucedem no organismo. Ao acordar, ocorre a secreção do hormônio cortisol, enquanto a melatonina já está baixa e a temperatura corporal começa a se elevar, por exemplo. Os ritmos circadianos podem ser alterados mediante mudanças em nossa relação temporal com o ambiente.

Na fase adulta, os fatores sociais influenciam o sono e trazem consequências à saúde das pessoas. A duração do sono suficiente varia de pessoa para pessoa. No entanto, estudos epidemiológicos revelam que a recomendação da duração do sono na fase adulta, para indivíduos saudáveis e que não sofrem distúrbios de sono, é entre 7 e 9 horas por dia, podendo ser apropriada de 6 a 10 horas.

De acordo com a ABS, há evidências robustas que mostram que o sono de curta e de longa duração estão associados ao desenvolvimento de graves problemas de saúde. Portanto, episódios de sono com menos de 6 e com mais de 10 horas não são recomendados. Além disso, é preciso considerar as diferenças da duração e no horário de alocação do sono de acordo com o sexo e idade.

As mulheres tendem a ter uma maior necessidade de sono e serem mais matutinas na fase adulta, diminuindo essa preferência matutina durante o período da menopausa.

“Sono é uma necessidade do organismo como outra qualquer: comer, beber água, eliminações fisiológicas, entre outras. É um estado de comportamento do cérebro, em que cada pessoa possui o seu ritmo biológico e uma necessidade. O sono de uma pessoa não deve ser comparado com o de outra”, afirma a especialista em sono e consultora da Philips Avent, Danielle Cogo.

Embora diversos estudos tenham demonstrado a ocorrência de alterações dos horários de dormir e acordar em idosos, tais evidências não estão, necessariamente, associadas à má qualidade do sono.

Idosos dormem, em geral, mais cedo do que outros adultos e chegam a apresentar mais de 7 horas consecutivas de sono de boa qualidade. Um idoso saudável pode apresentar cochilos durante o dia e a maior parte do sono concentrada à noite.

Esse comportamento é absolutamente normal e não deve ser visto como um problema de sono. O baixo repertório de atividade e o isolamento social, muitas vezes característicos da fase da aposentadoria, são características psicossociais que podem interferir na qualidade do sono.

Mas é a presença de doenças de modo geral, incluindo a maior incidência de transtornos do sono, como a insônia e a apneia obstrutiva do sono, os fatores responsáveis pelo declínio de um sono de boa qualidade entre os idosos.

Como melhorar o sono à noite

O sono humano pode ser dividido em duas grandes fases, o chamado sono não-REM e o sono REM. A denominação tem origem na língua inglesa, sendo definida pela presença ou ausência de movimentos rápidos dos olhos durante o sono.

O sono não-REM é composto de três estágios, do superficial ao mais profundo, o que indica que o tempo para despertar apresenta aumento contínuo com a evolução dos estágios durante a noite.

Já o sono REM, é considerado um estágio mais profundo de adormecimento, caracterizado pela paralisia temporária dos músculos do corpo, que possibilita um relaxamento completo, e dos movimentos oculares rápidos. De acordo com a Associação Brasileira do Sono, a atividade mental durante o sono REM é associada aos nossos sonhos.

“Para ter uma boa noite de sono, comece reduzindo as luzes acesas cerca de duas horas antes do horário de dormir para que seu cérebro entenda que você está relaxando e está chegando a hora descansar. O ideal é que você opte por não assistir a filmes, séries, vídeos, mas, se ainda assim quiser, escolha programas mais leves, sem imagens chamativas e sem sons que possam ser perturbadores, como gritos, músicas animadas e efeitos sonoros estrondosos”, recomenda a infectologista e especialista em medicina integrativa Flavia Cohen.

Um conjunto de medidas contribui para aumentar a qualidade do sono e reforçar a sensação de descanso na manhã seguinte. A chamada “higiene do sono”, inclui horários regulares para ir para a cama, evitar alimentação farta nos horários próximos de dormir e evitar o uso de telas em excesso.

“Passamos cerca de 1/3 das nossas vidas dormindo e para que isso aconteça de forma reparadora, é importante manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente, além de controlar seus níveis de estresse. Inclua pausas em sua rotina, com momentos de descontração e relaxamento, e cuide muito bem da sua saúde”, afirma a nutricionista Carol Tavares, da Vitamine-se.

Entre as orientações estão:

Diminua a luminosidade do quarto

Experimente adicionar práticas de relaxamento antes de dormir

Mantenha uma alimentação saudável e inclua nutrientes que ajudam a melhorar a qualidade do sono

Faça exercícios físicos regularmente

Evite o consumo de cafeína e de alimentos ricos em açúcares antes de dormir

Não beba grandes volumes de líquidos antes de dormir

Não confira seus e-mails, nem trabalhe antes de ir para a cama

Fonte: CNN BRASIL