Ministério da Saúde aprova primeiro medicamento para casos leves de Covid-19 no SUS

Ministério da Saúde (MS) anunciou que vai incorporar no SUS um medicamento para o tratamento de pacientes com quadros leves e moderados de Covid-19.

A publicação ocorreu no Diário Oficial da União de sexta-feira (6). O MS tem 180 dias após publicação da incorporação para disponibilizar a tecnologia na rede pública.

O medicamento, composto pelos antivirais nirmatrelvir e ritonavir, tem potencial para redução da evolução da doença para quadros graves e será ofertado para pacientes adultos imunocomprometidos ou com idade igual ou superior a 65 anos.

O tratamento só poderá ser utilizado em caso de teste positivo para Covid-19 e em até cinco dias após início dos sintomas, segundo as informações do MS.

A pasta ressaltou que o uso é indicado para pacientes não hospitalizados, que apresentam elevado risco de complicações e sem necessidade de uso de oxigênio suplementar.

Como funciona

O MS explicou que o nirmatrelvir e o ritonavir são dois medicamentos antivirais utilizados em conjunto para o tratamento da Covid-19. De acordo com o Ministério, a combinação dos compostos leva a um medicamento administrado via oral.

“O nirmatrelvir é uma molécula inibidora de uma importante enzima do SARS-CoV-2. Com isso, o medicamento impede que o vírus se prolifere, tendo, assim, uma potente atividade contra o vírus da Covid-19 e outros coronavírus”, explicou a pasta.

“Já o ritonavir, por sua vez, inibe a ação de uma enzima que degrada o nirmatrelvir. Com isso, colabora para que o nirmatrelvir fique por mais tempo disponível na corrente sanguínea, o que potencializa a sua ação”, concluiu.

Fonte: CNN BRASIL

Carne à base de plantas: entenda os benefícios e se a troca vale a pena

Em alguns casos, este tipo de alimento se iguala a ultraprocessados comuns, categoria de produtos alimentícios de baixo valor nutricional com potencial de causar danos à saúde.

Carne vegetal ou à base de plantas, uma ideia que pode soar um tanto futurista, mas que, nos últimos anos, tem ganhado cada vez mais a atenção da indústria alimentícia. Nos freezers pelos mercados, uma variedade deste alimento que promete ser a “carne” do futuro chama a atenção: hambúrgueres, almôndegas, nuggets e até atum — tudo sem um traço de proteína animal.

A proposta que, em tese, promete ser mais saudável e sustentável por não utilizar a pecuária e, consequentemente, causar menos danos ao meio ambiente, pode não representar um saldo positivo no que diz respeito ao valor nutricional, segundo especialistas ouvidas pelo R7.

Os produtos — que entregam a cor, textura e até o sabor da carne — também são considerados ultraprocessados, uma categoria de alimentos que indica um processo industrial intenso, caracterizado pela perda de nutrientes importantes e o excesso de conservantes.

Na composição da carne vegetal, a proteína de soja, muito usada por vegetarianos e outros grupos que abandonaram o consumo animal, divide o protagonismo com a proteína de ervilha e a beterraba, esta última responsável por entregar a coloração característica da carne bovina, por exemplo.

A questão, neste caso, é que a lista de ingredientes não para por aí: entram também os conservantes, corantes, estabilizantes, essências, flavorizantes e realçadores de sabor, como o glutamato monossódico — substâncias químicas chamadas de xenobióticos, conhecidas por seus prejuízos à saúde.

“Os xenobióticos atrapalham o processo bioquímico do organismo, o deixando mais inflamado. Então possivelmente se a pessoa tem um limiar de dor maior, ela vai sentir mais dor, vai ter o intestino mais preguiçoso ou mais solto, além de causar uma demora maior no processo de emagrecimento, mesmo sendo produtos menos calóricos”, destaca Gabriela Cilla, nutricionista clínica e funcional.

Vale ressaltar, no entanto, que as marcas que oferecem as carnes vegetais com um rótulo mais limpo, isto é, com menos ingredientes e componentes químicos, podem representar uma boa opção para aqueles que querem tirar a proteína animal do cardápio. Ainda assim, mesmo nestes casos, o consumo diário ou recorrente não é recomendado.

Trocando seis por meia dúzia

Por outro lado, quanto mais natural for a carne vegetal, mais alto é o preço. A lógica também vale para o contrário: quanto mais ultraprocessada for, a tendência é que o preço fique mais barato. É desta forma que a indústria alimentícia funciona, conforme explica Raquel Canuto, professora do Departamento de Nutrição da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

“Depois de conseguir dar conta dessa parcela da população que tem um pouco mais de poder de compra, a indústria dos alimentos sempre vai para a população mais pobre e, infelizmente, esses alimentos sempre são de pior qualidade nutricional”, explica a especialista.

Neste sentido, o cenário continua desfavorável para que as populações de baixa renda reduzam o consumo de carne vermelha, algo que também não é saudável, já que este tipo de proteína é fonte de colesterol, um tipo de gordura animal que prejudica a saúde.

“Quando comparamos os hambúrgueres vegetais — que vou chamar de embutidos vegetais — com a carne em natura, podemos pensar que do ponto de vista de saúde é melhor comer um frango, um peixe, ou qualquer outra carne, do que comer um alimento vegetal ultraprocessado que vai ter os mesmo malefícios à saúde. Temos uma vasta literatura que aponta isso”, afirma Raquel.

A comparação também vale para os nuggets vegetal e de origem animal. Neste caso, nenhum dos dois são considerados saudáveis ou boas opções, de acordo com a nutricionista Gabriela Cilla.

“O problema do nuggets animal é a quantidade de gordura que tem, porque é um ultraprocessado composto por cartilagem moída, pele, osso, músculo e até miúdo. Em questão nutricional, ele vai ter uma gordura de origem animal maior, vai aumentar o colesterol e vai ter mais sódio. O produto vegetal só não tem colesterol, porque de resto, em questão de conservantes, vai ser basicamente igual”, explica.

Se a troca não representa um ganho do ponto de visto nutricional, também não é muito eficaz para frear os impactos no meio ambiente, conforme destaca Raquel.

“Muito se discute que a indústria dos ultraprocessados é a mesma indústria pecuária, então também tem uma série de outras questões ambientais atreladas à produção dos ultraprocessados com danos ao meio ambiente. Então trocar alimentos in natura, carne por exemplo, por alimentos ultraprocessados, não é uma grande vantagem”, afirma.

Quando a troca é saudável?

Para quem quer parar de consumir carnes ou apenas reduzir o consumo, as especialistas recomendam apostar nos alimentos preparados em casa com ingredientes naturais que sejam ricos em proteínas.

“Sempre indico, por exemplo, um hambúrguer de grão-de-bico feito em casa, ou de shimeji, [um prato feito] com berinjela ou abobrinha, quinoa. Para quem quer tentar fazer aquela Segunda Sem Carne [movimento que propõe a redução do consumo de proteína animal] e durante a semana consumir produtos que não sejam industrializados, a carne vegetal ajuda, mas para a rotina é mais válido fazer o preparo em casa”, destaca Gabriela.

Além disso, há uma vasta opção de alimentos vegetais ricos em proteína que podem suprir as necessidades do organismo sem o impacto do consumo da carne. O arroz com feijão, combinação tradicional na alimentação dos brasileiros, é um exemplo de refeição que dispensa a proteína animal, de acordo com Raquel Canuto.

“O feijão consegue ser uma boa fonte vegetal de ferro, um nutriente que é mais presente principalmente nas carnes vermelhas, e temos uma diversidade muito grande de tipos de feijão no Brasil. Tem a lentilha, que é uma leguminosa um pouquinho mais cara, mas que também na comparação com a carne se torna barata, a própria ervilha é uma boa opção. Se não for um vegetariano restrito, a pessoa pode substituir tranquilamente a carne por ovos, leite, queijo, que também ajudam a compor a dieta de forma que não falte nada”, explica.

Raquel também ressalta que, exceto a deficiência de vitamina B12, não consumir carne não leva a nenhum outro prejuízo à saúde. “Muito pelo contrário, sabemos que se a pessoa parar de comer carne e conseguir levar uma dieta saudável, ela vai ter ganhos na saúde cardiovascular, até alguma coisa com relação à obesidade e diabetes.”

Fonte: R7

Avião alimentado por energia solar pode permanecer meses no ar

Solar Impulse 2 funciona durante a noite usando baterias carregadas durante o dia.

Em 2016, um avião de aparência bizarra, coberto por mais de 17 mil painéis solares, mostrou ao mundo um vislumbre do futuro da aviação. Com a envergadura das asas de um Boeing 747, mas pesando apenas o equivalente a um carro SUV, ele sobrevoou a Terra sem usar uma gota de combustível.

Chamado de Solar Impulse 2, ele foi idealizado pelo explorador suíço Bertrand Piccard e o engenheiro suíço Bertrand Borschberg, construído para demonstrar o potencial da energia renovável. Depois de um voo que quebrou recordes, ele alcançou um objetivo – mas agora está ganhando um novo propósito de existência.

Em 2019, a máquina foi comprada pela Skydweller Aero, uma startup que busca torná-la no primeiro “pseudosatélite” comercialmente viável do mundo, capaz de fazer o trabalho de um satélite em órbita, mas com mais flexibilidade e menos impacto ambiental.

“O pseudosatélite é uma aeronave que fica no ar, podemos dizer, indefinitivamente”, disse o CEO da Skydweller, Robert Miller. “Isso significa 30, 60, 90 dias – talvez um ano. E dessa forma, pode fazer basicamente qualquer coisa que você imaginaria que um satélite pode fazer.” Isso inclui prover telecomunicação e imagens da Terra, assim como respostas a desastres e monitoramento de recursos naturais.

Mais barato e sustentável

Usar uma aeronave para tais funções é mais flexível e mais barato, porque satélites são caros para construir e lançar na órbita através de um foguete, geralmente abastecidos por combustíveis fósseis.

Também é mais sustentável, pois satélites possuem uma vida útil limitada, e eventualmente são desativados, frequentemente somando ao problema do lixo espacial. Pesquisas recentes revelaram que grandes constelações de satélites podem danificar a camada de ozônio, ao lançar produtos químicos durante sua reentrada na atmosfera terrestre.

Depois de comprar o Solar Impulse 2, a Skydweller passou meses o modificando para voar novamente em novembro de 2020. Desde então, o avião completou 12 voos de teste, no ensolarado sudeste da Espanha. “Estamos no processo de torná-lo um drone”, disse Miller. “O piloto ainda está lá por segurança, mas nós temos a habilidade de pilotar a aeronave de forma totalmente autônoma.

Decolagens e pousos ainda são realizados pelo piloto, mas Miller diz que o próximo passo é acrescentar sistemas que tornarão esses processos automáticos. “Depois disso, poderemos remover o piloto da aeronave. Estamos no processo de começar a construção de uma segunda aeronave, que não tenha cabine de comando”, acrescentou.

Remover o piloto e a cabine dá mais espaço para cargas, e é um passo necessário para permitir que o avião voe por semanas e meses (o voo mais longo do Solar Impulse 2 durou quase cinco dias).

Miller disse que a aeronave pode ser implantada no início de 2023, e ele acredita que haverá mercado para uma frota de milhares. Empresas como o Facebook e o Google testaram pseudosatélites no passado, mas nunca desenvolveram um produto comercial.

“Haverá certamente uma demanda crescente pelo tipo de serviço que a Skydweller provê”, disse Jeremiah Gertler, um analista de na empresa de aviação e mercado de defesa Teal Group. “Enquanto outros estão oferecendo soluções similares e diferentes para missões de alta altitude e longa resistência, há uma clara vantagem em ser a primeira formiga no piquenique.”

Monitorando os oceanos

Assim como foi com os satélites, o projeto está atraindo interesse precoce para usos governamentais e militares. A Marinha dos EUA investiu US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões) na Skydweller para investigar a habilidade da aeronave de investigar patrulhas marítimas, para as quais hoje são empregados drones que não conseguem voar por mais do que 30 horas. A Unidade de Inovação em Defesa, organização que busca tecnologias emergentes para o exército americano, premiou a empresa com um contrato de US$ 14 milhões (cerca de R$ 70 milhões). Miller, no entanto, disse que a vê a Skydweller sendo eventualmente “muito mais comercial do que governamental”.

Muitas de suas potenciais aplicações possuem benefícios ambientais, incluindo o monitoramento de recursos naturais – por exemplo, patrulhar o oceano atrás de pesca ilegal e vazamentos de petróleo em operações de perfuração profunda. “Há maneiras de fazer isso com sensores remotos de uma aeronave, mas é extremamente difícil de fazê-lo com um satélite”, disse Miller.

A telecomunicação é um uso chave para a Skydweller, pois utilizar a aeronave para prover acesso à internet ou à telefonia celular poderia ser economicamente viável em lugares em que a infraestrutura tradicional ou satélites podem não ser.

No último mês de novembro, a empresa anunciou uma parceria com a Telefônica, uma das maiores provedoras de rede móvel do mundo, para desenvolver soluções de conectividade que possam oferecer cobertura celular em regiões com baixa acessibilidade ao redor do mundo. A Skydweller poderia operar como uma “torre de celular no céu”, sem pegada de carbono ou física. O avião também poderia prover comunicação temporária em áreas onde ocorressem desastres.

O Solar Impulse 2 também poderia oferecer assistência aérea durante operações de busca e resgate em incêndios florestais, por exemplo, com a flexibilidade de poder decolar de aeroportos já existentes, se deslocar por milhares de quilômetros, e permanecer no ar por meses sem emissão de carbono. Ele consegue voar durante a noite com a energia de baterias, carregadas pela energia estocada durante o dia.

Entre os desafios que a Skydweller enfrentará, está o fato de que o avião precisará de luz do sol para voar – o que limita o uso em determinadas latitudes – e as leis acerca de aeronaves não tripuladas. “Os governos ainda não entenderam veículos não tripulados ainda, e buscar espaço aéreo para missões de longa duração será um novo desafio”, disse o analista de aviação Gertler.

“É uma verdadeira corrida para ver se a tecnologia, ou o regulamento, resolverá seus problemas antes, mas aposto que a tecnologia se resolverá mais rapidamente”, acrescentou. “Parece provável que alcançarão a linha de chegada antes de o governo ter começado a procurar a bandeira quadriculada.”

Fonte: CNN BRASIL

Três ministrações especiais com Juanribe Pagliarin, hoje, na Sede Nacional da Paz e Vida!

Hoje você tem um encontro marcado com o Fundador e Presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida, pastor Juanribe Pagliarin.

A reunião acontece em dois horários: 10h ou 18h.

Somente às 10 horas a Santa Ceia do Senhor Jesus será ministrada para você que não conseguiu comparecer ontem um uma de nossas unidades.

No Encontro Especial às 18h você será ministrado com uma Palavra poderosa.

Às 19 horas, o Fundador e Presidente da Paz e Vida, Juanribe Pagliarin ainda ministra na Reunião Geral de Líderes Espirituais com videotransmissão para todas as Sedes Estaduais.

Endereço da Sede Nacional da Paz e Vida: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

Compareça!

Por Pastora Daniela Porto

Quem é salvo não perde a Santa Ceia!

Hoje na Reunião da Família, você participa do encontro mais importante do mês: A Santa Ceia do Senhor Jesus! Convide sua mãe para estar com você neste encontro especial e a leve para cear e receber uma oração especial pelo Dia das Mães.

Venha com fé para receber uma Palavra do Alto na Campanha de Oração: Os Milagres de Jesus na minha vida.

As reuniões acontecem no Brasil às 8h, 15h e 18h. E em Portugal, às 10h, 15h e 18h.

Na Sede Nacional em São Paulo temos 5 reuniões neste domingo: às 6h30, 8, 10, 15 e 18 horas.

Para mais endereços de Paz e Vida, acesse:  https://www.pazevida.org.br/enderecos

Esperamos por você!

Por Pastora Daniela Porto

Honre a Deus com todo o seu ser!

Muita gente não prospera porque não segue alguns dos ensinamentos bíblicos sobre honrar a Deus com seus bens. Tudo o que o ser humano tem foi concedido por Deus: seu cônjuge, seus filhos, seus bens, sua saúde, seu trabalho e o seu dinheiro. Para aqueles que o honram, Deus promete a prosperidade: “Honre o Senhor com suas riquezas e com a melhor parte de tudo que produzir. Então seus celeiros se encherão de cereais, e seus tonéis transbordarão de vinho” (Provérbios 3.9-10).

Você poderia colaborar hoje com o Ministério Pregadores do Telhado? Precisamos da sua oferta para continuar pregando o Evangelho de Jesus Cristo. Levar Jesus através do rádio, dos programas de TV, das redes sociais, dos livros dados gratuitamente nas reuniões de Paz e Vida, das aulas do Curso Gratuito de Teologia. E isso não fará de você menos abastado, pelo contrário, você pode requerer a Deus, sendo um dizimista e ofertante fiel, a sua recompensa: a prosperidade!

Então, siga este ensinamento para que você seja abençoado ainda hoje! A sua ajuda é fundamental para que o trabalho evangelístico desenvolvido pelo Ministério Pregadores do Telhado seja mantido e se expanda. Honre a Deus e receba o melhor Dele!

“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Números 6:24-26).

Por Pra. Daniela Porto

Número de motoristas com IPVA atrasado em SP quintuplica

Com abatimento maior, adesão ao pagamento à vista do imposto com desconto saltou quase 30%, aponta a Secretaria da Fazenda.

A alta de 22,5% do valor venal dos veículos refletiu na quitação do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de 2022. O número de inadimplentes teve um salto de 426,6%, passando de 1,226 milhão para 6,456 milhões.

As informações da Sefaz (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), obtidas com exclusividade pelo R7, com base na Lei de Acesso à Informação, mostram que o aumento da inadimplência até o momento resulta em um rombo de R$ 6,26 bilhões aos cofres públicos, valor 311,1% maior do que o apurado em 2021.

A educadora financeira Carol Stange classifica a elevação dos débitos como uma consequência do momento econômico atual e destaca a necessidade de arcar inicialmente com as despesas essenciais, tais como água e luz, cuja inadimplência figura no maior patamar dos últimos quatro anos.

“Entre escolher colocar comida na mesa, pagar a escola do filho ou quitar o IPVA, muita gente precisou priorizar outros gastos”, diz Carol. Para ela, há também muitos que pecam pela desorganização financeira. “Não é novidade que, no começo de cada ano, é preciso arcar com matrícula, uniforme, material escolar, IPVA, IPTU, entre outros gastos”, destaca a educadora financeira.

Em nota, a Sefaz avalia que a inadimplência pelo não pagamento do IPVA neste ano ainda pode sofrer grande variação devido ao parcelamento de débitos em andamento e ao calendário de licenciamento, já que a falta de pagamento do imposto impede a obtenção do novo documento.

Após a data-limite fixada pelo Detran para o licenciamento, o veículo poderá vir a ser apreendido, com multa aplicada pela autoridade de trânsito e sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Além de ficar impedido de licenciar o veículo, o motorista que deixar de recolher o imposto está sujeito ao pagamento de uma multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa Selic. Após 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor a ser pago.

Permanecendo a inadimplência do IPVA, o débito será inscrito na Dívida Ativa, além de ocorrer a inclusão do nome do proprietário no Cadin Estadual (Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais), o que o impede de aproveitar eventual crédito que possua por solicitar a Nota Fiscal Paulista. A partir do momento em que o débito de IPVA estiver inscrito, a Procuradoria-Geral do Estado poderá vir a cobrá-lo mediante protesto.

Diante da situação, Carol alerta para a consequência de perder o bem. “Como educadora financeira, eu fico preocupada, porque existe a perda real de um patrimônio que foi difícil de ser conquistado, e a pessoa não sabe que está colocando ele em risco ao atrasar um imposto como o IPVA”, orienta.

Desconto

Os dados indicam ainda a forte adesão aos descontos de 9% e 5% oferecidos aos motoristas que pagaram o IPVA à vista nos meses de janeiro e fevereiro. De acordo com a Sefaz, o maior abatimento contemplou mais de 4,68 milhões, enquanto o desconto parcial foi escolhido por 1,4 milhão.

Ao comparar os valores com o desconto de 3% oferecido nos pagamentos à vista no ano passado (4,76 milhões), a adesão foi 28,7% maior. Já o valor total do desconto mais do que quadruplicou, ao passar de 167,6 milhões para 728,7 milhões.

Para os proprietários de veículos zero-quilômetro, o desconto foi mantido em 3% e contemplou 51.925 motoristas, número 77,7% menor em relação aos 232.970 beneficiados pelo abatimento no ano passado.

De acordo com Carol, o consumidor que pensa em optar pelo pagamento do imposto em cota única precisa avaliar se realmente vale a pena o benefício oferecido pelo governo. “Se a pessoa tiver um melhor retorno investindo esse dinheiro, ela não vai decidir pelo pagamento à vista.”

Fonte: R7

Rússia não usará armas nucleares na Ucrânia, diz Ministério das Relações Exteriores

Porta-voz da pasta disse que uso de armamento não se aplica à “operação militar especial”.

Rússia não usará armas nucleares na Ucrânia, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Alexei Zaitsev, nesta sexta-feira (6).

Zaitsev disse a repórteres que o uso de armas nucleares pela Rússia – um risco que autoridades ocidentais discutiram publicamente – não se aplica ao que Moscou se refere como sua “operação militar especial” na Ucrânia.

O diretor da CIA, William Burns, disse em 14 de abril que, devido aos reveses sofridos pela Rússia no conflito, “nenhum de nós pode ignorar a ameaça representada por um potencial recurso a armas nucleares táticas ou de baixo rendimento”.

O Exército russo realizou exercícios militares na quarta-feira (5), onde simulou o disparo de mísseis no enclave russo de Kaliningrado, entre a Polónia e a Lituânia.

Em comunicado, o Ministério da Defesa russo informou que as forças da Rùssia realizaram ataques únicos e múltiplos contra alvos que simulavam zonas de lançamento de sistemas de mísseis, infraestruturas protegidas, equipamentos e postos de comando de um inimigo fictício.

Fonte: CNN BRASIL

Estados Unidos limitam uso de vacina Janssen por riscos à saúde

Segundo o FDA, imunizante pode levar a uma rara síndrome de coagulação do sangue chamada trombocitopenia.

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos EUA disse nesta quinta-feira (5) que limitará o uso da vacina da Janssen contra a Covid-19 em adultos devido ao risco de uma rara síndrome de coagulação sanguínea.

A vacina é autorizada para maiores de 18 anos nos Estados Unidos e é um dos três imunizantes contra a doença liberados para uso no país.

A agência disse que o imunizante pode ser administrado nos casos em que as vacinas contra a Covid-19 autorizadas ou aprovadas não estiverem acessíveis ou se um indivíduo estiver menos interessado em usar as outras duas vacinas.

A FDA disse que sua análise determinou que o risco de trombose com síndrome de trombocitopenia após a administração da injeção justifica a limitação da autorização.

A Johnson & Johnson, responsável pela Janssen, não respondeu ao pedido de comentário da Reuters até a publicação desta nota.

Fonte: R7

Ter ansiedade ou depressão aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas, diz estudo

Pesquisa analisou mais de 40 mil adultos nos EUA; pessoas diagnosticadas com esses transtornos tiveram problemas como asma, hipertensão ou cânceres ao longo da vida.

Mulheres de todas as idades e homens mais jovens com certos transtornos de humor são mais propensos a desenvolver certas doenças crônicas, de acordo com uma nova pesquisa.

Pesquisadores de um estudo retrospectivo publicado na revista JAMA Network Open analisaram dados de saúde de 40.360 adultos do Condado de Olmsted, em Minnesota, do sistema de conexão de registros médicos do Rochester Epidemiology Project. Este banco de dados coleta informações médicas contínuas de pessoas que vivem no condado.

A equipe de pesquisa dividiu os adultos em três faixas etárias por sexo: 20, 40 e 60 anos. Cada participante foi classificado com base em se eles comemoraram os aniversários dessas idades entre 2005 e 2014. O estudo também incluiu um acompanhamento em 31 de dezembro de 2017.

Os participantes foram divididos em quatro grupos: aqueles com ansiedade; depressão; ansiedade e depressão; ou nenhum dos dois diagnósticos.

Mulheres em todas as três faixas etárias e homens na faixa dos 20 anos que tinham depressão e ansiedade, ou só depressão tinham um risco significativamente maior de desenvolver uma condição crônica, em comparação com participantes sem ansiedade ou depressão.

Algumas das 15 condições crônicas observadas no estudo incluíram hipertensãoasma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a maioria dos cânceres.

“Nós tendemos a pensar nos jovens como vitais, em forma e saudáveis. Também tendemos a pensar que as condições médicas crônicas afetam apenas as pessoas mais velhas. Infelizmente, para as pessoas que sofrem de doenças mentais, a realidade pode ser bem diferente”, disse Jasmin Wertz, professor de psicologia na Escola de Filosofia, Psicologia e Ciências da Linguagem da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, que não esteve envolvido no estudo.

De todas as mulheres do estudo, as mulheres na faixa dos 20 anos eram mais propensas a desenvolver doenças crônicas se tivessem ansiedade e depressão, com um aumento de mais de 61% no risco em comparação com participantes sem nenhum transtorno mental.

As mulheres na faixa dos 60 anos eram menos propensas se tivessem apenas ansiedade, com um aumento de mais de 5% no risco em comparação com participantes sem ansiedade nem depressão.

Dos homens do estudo, aqueles com ansiedade e depressão no grupo de 20 anos eram mais propensos a desenvolver uma condição crônica, com um aumento de risco de quase 72% em comparação com o grupo controle, e os homens com ansiedade no grupo de 60 anos eram menos provavelmente com uma redução de mais de 8% no risco.

Possíveis explicações para as disparidades

A equipe de pesquisa não conseguiu determinar por que as mulheres eram mais propensas a serem afetadas do que os homens, mas existem algumas hipóteses possíveis, disse o autor do estudo, William Bobo, professor de psiquiatria e presidente e consultor do departamento de psiquiatria e psicologia da Mayo Clínica em Jacksonville, Flórida.

Existem diferenças sexuais na frequência de transtornos depressivos e de ansiedade diagnosticados e isso pode ter desempenhado um papel”, disse ele.

As mulheres são mais propensas a serem diagnosticadas com transtorno de ansiedade do que os homens e duas vezes mais propensas a serem diagnosticadas com depressão, de acordo com a Clínica Mayo.

Fatores hormonais, biológicos e psicológicos também podem desempenhar um papel, acrescentou Bobo.

Os participantes com ansiedade e depressão também foram afetados por várias condições crônicas, não apenas uma ou duas, disse Wertz.

Mais pessoas podem ser afetadas

O estudo não incluiu doenças crônicas que as pessoas já tinham quando entraram no estudo, e sim analisou os dados coletados em cada marco, disse Kyle Bourassa, pesquisador avançado do Centro de Pesquisa, Educação e Clínica em Geriatria do Durham VA Health Care System em Carolina do Norte. Ele não participou do estudo.

Alguém que está na faixa etária de 60 anos pode ter tido ansiedade e/ou depressão durante a maior parte de sua vida e já desenvolveu doenças crônicas aos 60 anos por causa disso, explicou.

“Esta foi uma boa decisão para ser cauteloso com as estimativas do estudo, mas também pode resultar em subestimar o efeito entre os idosos estudados aqui”, disse Bourassa.

Mais de 86% dos participantes eram brancos, o que é outro fator limitante, segundo Wertz.

Existem grandes disparidades raciais e étnicas na saúde mental e física porque as pessoas que vêm dessas minorias muitas vezes não têm acesso a cuidados de saúde de qualidade, disse ela.

Isso significa que pessoas com origens de minorias raciais e étnicas podem ter uma maior associação entre ansiedade e depressão, o que pode se traduzir em um risco maior de desenvolver condições crônicas do que o relatado, explicou Wertz.

Como diminuir seu risco

Existem tratamentos comportamentais e farmacológicos para ansiedade e depressão, que demonstraram melhorar o bem-estar do paciente, disse Bourassa.

As descobertas feitas a partir deste estudo sugerem que esses tratamentos também podem melhorar a saúde física, especialmente quando as pessoas são mais jovens, disse ele.

Incluir atividade físicameditação consciente e sono em sua rotina diária também demonstrou diminuir a ansiedade e a depressão, de acordo com Bourassa.

Além dessas atividades, evitar fumar e beber muito pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver uma condição crônica, disse ele.

Se você sentir que pode ter ansiedade ou depressão, converse com seu médico ou terapeuta para criar um plano de tratamento, disse Wertz. A Aliança Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos também tem uma linha de apoio, acrescentou ela.

Fonte: CNN BRASIL