Mundo pode estar à beira de uma nova era inflacionária, diz chefe do BIS

Segundo o porta-voz, a guerra na Ucrânia e a pandemia são fatores que contribuem para a persistência dos preços altos

O gerente-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês, instituição conhecida como o ‘banco central dos bancos centrais’), Agustín Carstens, afirmou que o mundo pode estar à beira de uma “nova era inflacionária”.

As pressões que têm jogado os índices de preços para cima devem persistir por mais algum tempo em meio aos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia e afetam, segundo ele, não só as economias desenvolvidas mas também os países emergentes, onde os preços estão no maior patamar em mais de duas décadas.

“Depois de mais de uma década lutando para atingir a meta de inflação, os bancos centrais agora enfrentam o problema oposto. A mudança no ambiente inflacionário foi notável”, disse Carstens, ao ministrar a palestra “O retorno da inflação”, no Centro Internacional de Estudos Monetários e Bancários, em Genebra, na Suíça. Segundo ele, novos fatores estão surgindo e pressionam para cima a inflação. Ele citou impactos advindos da guerra, que têm se refletido nos mercados de energia, alimentos e muitas outras commodities e também dos mercados de trabalho, com as pessoas procurando compensar as reduções reais de salários corroídos pelo aumento de preços nas economias.

Não bastasse isso, fatores estruturais que mantiveram a inflação baixa nas últimas décadas podem diminuir à medida que a globalização se reduz, explicou.

A maior atenção em relação à inflação elevada, segundo ele, é para as economias desenvolvidas como, por exemplo, os Estados Unidos.

Segundo Carstens, quase 60% desses países estão com inflação anual acima dos 5%, um aumento de mais de 3 pontos porcentuais em comparação com as metas típicas para o indicador. “É a maior desde o fim da década de 1980”, disse.

As economias emergentes também têm visto o aumento dos preços, de acordo com o porta-voz do BIS. Na maioria desses países, a inflação está acima dos 7%. “Além de um curto período em torno da Grande Crise Financeira, refletindo fatores muito específicos e de curta duração, esta é a maior inflação em mais de duas décadas”, afirmou ele.

O que explica a inflação alta

Ex-presidente do Banco Central do México, Carstens disse que o aumento da inflação resulta da confluência de três fatores: um mercado surpreendentemente forte em termos de demanda agregada, com as economias se expandindo mais rapidamente da pandemia do que em outras crises; demanda forte em bens e serviços e, por último, uma oferta que não consegue acompanhar o aumento da demanda.

“A economia mundial está em uma situação diferente da vista três anos atrás por causa da pandemia, da extraordinária resposta fiscal, monetária e regulatória a ela e da guerra na Ucrânia”, resumiu o porta-voz do BIS.

Segundo ele, o risco de um ambiente inflacionário persistente traz implicações para a atuação dos bancos centrais e suas políticas monetárias e fiscais.

As autoridades poderão, contudo, ter de rever como agem em relação ao aumento de preços causado do lado da evolução da oferta.

“A boa notícia é que os bancos centrais estão atentos aos riscos (da inflação)”, afirmou, acrescentando: “Ninguém quer repetir os anos de 1970”.

Carstens disse que “parece claro” que os juros precisam subir para níveis mais apropriados para o ambiente de inflação mais alta. As taxas, conforme ele, terão de ficar acima dos “patamares neutros”, quando é possível combater os preços elevados sem diminuir a atividade.

“O ajuste às taxas de juros mais altas não será fácil”, avaliou o porta-voz do BIS, mencionando que famílias, empresas, mercados financeiros e governos se acostumaram demais a baixas taxas de juros e condições financeiras acomodatícias, refletidas também em “níveis historicamente elevados” da dívida privada e pública. “Será um desafio arquitetar uma transição para níveis mais normais e, no processo, definir expectativas realistas sobre o que a política monetária pode oferecer”.

Carstens disse que a chave para o crescimento sustentável das economias não passa por uma política fiscal ou monetária expansionista.

Para ele, deve-se fortalecer a capacidade produtiva dos países. “De fato, isso está bem atrasado. Os bancos centrais fizeram mais do que sua parte na última década. Agora, é a hora de outras políticas tomarem o bastão”, concluiu.

Fonte: CNN BRASIL

Meteoro é registrado no céu de quatro cidades do Nordeste

Fenômeno foi observado em Alagoas e Sergipe, pouco depois das 18h

Um meteoro foi registrado cruzando o céu dos estados de Alagoas e Sergipe, na noite desta terça-feira (5).

As imagens foram capturadas por volta das 18h, no horário de Brasília, por câmeras do portal Clima Ao Vivo.

O fenômeno foi registrado nas cidades de Maceió (AL), Aracaju (SE), Estância (SE) e Gracho Cardoso (SE).

Também conhecido como “estrela cadente”, o meteoro é um fenômeno luminoso produzido na passagem de algum objeto espacial –como asteroides e cometas – na atmosfera terrestre.

“Meteoro não é sólido, não é líquido e nem gasoso, é apenas luz”, explica o astrônomo Marcelo Zurita.

A intensidade da luz do meteoro depende do tamanho do objeto.

Fonte: CNN BRASIL

Dia Mundial da Atividade Física: 5 motivos para você começar a se movimentar

Exercícios físicos podem trazer melhorias para as relações sociais, autoestima, confiança e regulação emocional.

Os benefícios das atividades físicas para a saúde já são amplamente conhecidos: aumento da força muscular, melhora da qualidade do sono e do condicionamento e redução do colesterol e triglicérides, além de elevação do bem-estar e dos ganhos para a saúde mental.

Ainda assim, todos os anos, no dia 6 de abril, o Dia Mundial da Atividade Física promove a conscientização para a importância da prática moderada e regular de exercícios para a saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda de 150 a 300 minutos, no mínimo, de atividade aeróbica por semana para adultos saudáveis e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

As vantagens citadas ainda não foram suficientes para te impulsionar a se movimentar? Não se preocupe. Aqui estão alguns benefícios ocultos da atividade física:

  1. Redução dos riscos de doenças cardiovasculares

sedentarismo está associado a várias doenças que aumentam o risco de problemas cardiovasculares. A falta de atividade física favorece o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, o que dificulta a passagem de sangue, compromete o funcionamento do coração e pode levar ao infarto, além do risco de provocar acidente vascular cerebral (AVC) e trombose.

“Quanto mais precocemente começamos a cuidar do coração, menores os fatores de risco ao longo da vida. Hoje, temos a obesidade infantil e taxas elevadas de colesterol no sangue das crianças. A pandemia de Covid-19 aumentou o sedentarismo nessa faixa etária e pode ser gerador de um fator de risco maior para problemas cardíacos”, afirma Vanessa Guimarães, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo, e natação, podem trazer benefícios para a saúde do coração. A lista também conta com modalidades como o surfe, o skate e a dança, além de treinos envolvendo subir e descer escadas e pular corda.

De acordo com a médica, antes de começar qualquer exercício físico, é fundamental passar por uma avaliação médica.

“Temos tanto as arritmias que podem ser induzidas pelo exercício físico como condições que nunca foram avaliadas e que são descobertas quando a pessoa vai fazer uma atividade física. A avaliação física antes das atividades, do início da academia, por exemplo, é necessária, inclusive para crianças que desejam fazer esportes com tendência de alto rendimento”, diz.

  1. Ampliação da resposta imunológica das vacinas

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o exercício físico regular está associado ao aumento da resposta imunológica à vacina contra a Covid-19, que tende a diminuir ao longo do tempo.

A pesquisa contou com a participação de 748 pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Na análise, foram investigadas a associação entre a atividade física e a presença persistente de anticorpos específicos contra o coronavírus no organismo.

Os dados foram avaliados em um período de seis meses após o esquema de duas doses da vacina Coronavac em pacientes com doenças reumáticas autoimunes, incluindo artrite reumatoide, lúpus, esclerose sistêmica e miopatias inflamatórias. Os resultados foram publicados em formato preprint, ainda sem revisão por pares.

Para avaliar a capacidade da vacina de provocar resposta imune a longo prazo, os pesquisadores da USP realizaram exames sorológicos para verificar as taxas de anticorpos IgG e a presença de anticorpos neutralizantes –os dois indicativos estão associados à resposta aos imunizantes.

Dos 748 pacientes analisados (sendo 421 ativos e 327 inativos), as taxas de positividade de anticorpos IgG e neutralizantes foram significativamente maiores para os indivíduos ativos do que para os inativos.

  1. Bem-estar e relaxamento

Além dos ganhos para a saúde física, a atividade física também promove a sensação de bem-estar e relaxamento, segundo a psicóloga Luciana Ferreira Angelo.

“Um dos benefícios psiconeurológicos da atividade física é a neuroplasticidade, uma característica do sistema nervoso central que promove mudança e adaptação do sistema de acordo com experiências e necessidades. A área é estimulada quando fazemos exercícios físicos”, conta Luciana, coordenadora do curso de aperfeiçoamento e especialização em Psicologia do Esporte do Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo.

O movimento também está associado ao aumento do nível de fatores relacionados ao desenvolvimento e manutenção dos neurônios. O exercício físico auxilia na liberação da neurotrofina (BDNF), que é uma proteína importante para a manutenção e sobrevivência dos neurônios.

“A atividade também melhora o desempenho cognitivo. Pesquisas apontam o ganho de benefícios em memória, atenção e concentração. Além de relatos de melhora em desempenho acadêmico e redução de risco para demência“, acrescenta.

A especialista afirma que os benefícios incluem ainda o aumento dos níveis de neurotransmissores, como a serotonina, que auxilia na regulação do humor, apetite e sono e que também está associada à sensação de relaxamento.

As atividades físicas podem trazer ainda melhorias para as relações sociais, com o aumento da autoestima e da confiança, além de uma melhora da regulação emocional. Especialmente aquelas que podem ser praticadas em grupo.

  1. Redução dos impactos da Covid-19

Embora a relação entre os exercícios físicos e a Covid-19 ainda não tenha sido totalmente esclarecida pelas comunidades médica e científica, estudos apontam que a prática pode trazer impactos positivos para pessoas que foram infectadas pelo vírus.

O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Bruno Gualano reuniu achados recentes sobre o assunto em um editorial publicado no periódico British Journal of Sports Medicine.

“Algo que foi especulado no início da pandemia e hoje está demonstrado de forma bastante consistente é que pessoas fisicamente ativas tendem a ter uma doença mais branda quando infectadas pelo SARS-CoV-2. O conjunto de pesquisas sobre o tema sugere que, em média, essas pessoas correm entre 30% e 40% menos risco de hospitalização”, conta Gualano.

Um artigo publicado por Gualano e colaboradores também no British Journal of Sports Medicine, em julho de 2021, mostrou que atletas profissionais geralmente desenvolvem doença leve quando infectados.

“Levantamos nesse estudo a hipótese de que a proteção pode ser ainda maior no caso de pessoas com alto nível de atividade física, como é o caso de atletas profissionais. Mas isso é algo que ainda precisa ser confirmado”, comenta.

  1. Controle da ansiedade

Um estudo conduzido por pesquisadores da Suécia e dos Estados Unidos, publicado no periódico Frontiers in Psychiatry, aponta que o exercício físico regular pode reduzir em até 60% os riscos para o desenvolvimento da ansiedade.

Embora os impactos positivos da atividade física em relação à ansiedade já sejam conhecidos, os pesquisadores destacam que fatores como a importância da intensidade do exercício, os mecanismos específicos para homens e mulheres e a duração dos efeitos permanecem desconhecidos.

Para obter algumas respostas, os cientistas realizaram um amplo estudo observacional que acompanhou mais de 395 mil pessoas por um período de 21 anos, entre 1989 e 2010. O objetivo era entender se a participação em uma corrida de esqui Cross Country de longa distância, chamada Corrida de Vasa (Vasaloppet), de até 90 quilômetros, estava associada a um menor risco de desenvolver a ansiedade.

Os dados dos esquiadores foram comparados aos registros de indivíduos suecos que não participaram da corrida. Os pesquisadores consultaram as informações a partir do Registro Nacional de Pacientes da Suécia, que inclui diagnósticos psiquiátricos e somáticos, além de dados de diagnósticos primários e secundários em pacientes atendidos em cuidados hospitalares no país desde 1987.

De modo geral, os fisicamente ativos tiveram um risco significativamente menor de desenvolver ansiedade durante o acompanhamento em comparação com os que não esquiavam. O grupo dos esportistas incluiu 197.685 pessoas, com idade média de 36 anos, sendo 38% mulheres.

“Nossos resultados apoiam as recomendações de prática de atividade física para diminuir o risco de ansiedade em homens e mulheres. O impacto do nível de desempenho físico sobre o risco de ansiedade entre as mulheres requer mais estudos”, diz o artigo.

(Com informações da Agência Fapesp)

Fonte: CNN BRASIL

Qual o código indecifrável do Parakletos? Você vai viver ele hoje na Paz e Vida!

Língua estranha: o Código de PARAKLETOS! A pessoa batizada com Espírito Santo e com fogo,
quando ora, fala uma ‘‘língua estranha’’, totalmente desconhecida da humanidade. Não é uma língua de qualquer civilização ou tribo, do presente ou do passado. Arqueólogos e sociólogos já pesquisaram e concluíram que não é uma língua deste mundo. E o que é mais intrigante: o seu som é comum entre todos os salvos da terra, seja de que raça for. A pessoa que ora ou louva nesta ‘‘língua estranha’’, geralmente, não entende o que está dizendo, nem tampouco os que ouvem a compreendem, a menos que a própria pessoa ou alguém tenha o raríssimo dom de ‘‘interpretação das línguas’’ (I Coríntios 12:10,30). Então, qual é a vantagem de se falar esta língua estranha, se não compreendo o que oro, e quem ouve também não entende? É que a oração em ‘‘língua estranha’’ é uma intercessão do Espírito, que fala em mistério com o Pai e, mesmo que o Adversário tente interceptar, é um código indecifrável, porque não é constituído de vocabulário, mas de intenções do Espírito. As palavras parecem soar repetidas, mas cada uma delas tem uma intenção diferente aos ouvidos de Deus. (PAGLIARIN, 2019, p. 42).

Participe hoje da Reunião da Busca do Espírito Santo e receba a imposição de mãos para ser batizado com o Espírito Santo e com fogo e falar línguas estranhas:

As reuniões acontecem às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal o horário é às 9, 15 e 20 horas.

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

Para você que está em algum lugar onde ainda não temos Igrejas da Paz e Vida, participe pela internet: é só você acessar https://www.youtube.com/pazevidaoficial

Seja cheio do Espírito Santo de Deus!

Por Pastora Daniela Porto  

Real e Ibovespa têm segunda maior valorização no mundo neste ano, diz levantamento

Mercado brasileiro é beneficiado por um forte fluxo de investimento estrangeiro desde o início do ano. Alta no preço das commodities e juros elevados no Brasil estão entre causas do bom desempenho, Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

real teve uma valorização de 17,8% em relação ao dólar no primeiro trimestre de 2022, a segunda maior dentre 120 países, enquanto o Ibovespa avançou 34,6%, com o segundo melhor desempenho dentre 79 bolsas, segundo um levantamento da consultoria Austin Rating feito a pedido do CNN Brasil Business.

A moeda norte-americana já opera na casa dos R$ 4,66 em relação ao real, segundo fechamento da sexta-feira (1º), se distanciando da casa dos R$ 5 ultrapassada em 2020.

O desempenho do real supera a média dos países emergentes, de valorização de 5,06% ante o dólar, assim como do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que teve recuo de 1,01%. A média geral dos 120 países é de desvalorização de 1,14%.

Com isso, a moeda ficou atrás apenas do Kwanza, moeda da Angola, que valorizou 24,4% devido a elementos semelhantes aos da alta do real, em especial um fluxo de investimento estrangeiro que busca grandes produtores de commodities, cujos preços dispararam.

Não à toa, as dez moedas de melhor desempenho são de países fortemente ligados a esses produtos, principalmente na África e América Latina.

Já as moedas de pior desempenho são as de países que passam por instabilidades políticas, sociais ou econômicas, afastando investidores. É o caso da lira turca (115º) e da rupia do Sri Lanka (120º), mas também do rublo da Rússia (114º, com recuo de 11,1%), do rublo de Belarus (119º, com recuo de 21,7%) e da hryvnia ucraniana (111º, queda de 7,5%).

Fonte: João Pedro Malardo CNN Brasil Business

Onça é resgatada após invadir casa em Santa Rita do Passa Quatro, interior de SP

Animal foi capturado pelas polícias Militar e Ambiental sem apresentar resistência e o incidente não deixou feridos

Uma família do município de Santa Rita do Passa Quatro, no interior de São Paulo, foi surpreendida com a visita inusitada de uma onça parda na manhã desta sexta-feira (1º). “Por volta de 5h15, ouvimos um barulho como se alguém tivesse pulado dentro de casa, meus cachorros começaram a latir desesperadamente. Logo ouço meu pai chamando meus cachorros e nada de eles entrarem, latiam sem parar. Meu irmão me acorda, ‘Leticia, tem uma onça dentro de casa’, relatou a moradora Leticia Porteiro, em uma publicação no Facebook.

A família buscou a Polícia Militar, que isolou o local e acionou a Polícia Ambiental para o resgate. O animal foi capturado pelo Corpo de Bombeiros de Porto Ferreira e profissionais do Departamento de Serviços Municipais da prefeitura sem apresentar resistência e o incidente não deixou feridos.

Após avaliação por médico veterinário, a onça foi solta em um local de preservação ambiental. “Tendo em vista o animal se apresentar em excelente condições físicas, foi conduzido à área rural em local com área de grande remanescente de vegetação nativa, afastada da presença de aglomerações urbanas, onde foi realizado sua soltura”, informou a nota da PM.

O animal adulto tem cerca de 70 centímetros de altura e 1,20 metros de comprimento.

Grávida com bebê morto no útero há 5 dias implora por cesárea

Daniela Fonseca de Oliveira, de 29 anos, moradora de Santos, no litoral de São Paulo, estava no oitavo mês de gestação, quando sofreu um aborto espontâneo na quarta-feira (30). Ela ainda não passou pela cirurgia de retirada do feto e aguarda há cinco dias no centro cirúrgico do hospital, reclamando de dores e medo de infecção.

A jovem está internada na Maternidade do Complexo Hospitalar dos Estivadores. Segundo ela, a equipe médica faz procedimentos para tentar induzir o parto normal desde a quarta-feira, mas Daniela implora para que seja realizada logo uma cesárea.

Segundo a gestante, ainda não houve evolução nas tentativas de indução do parto de forma natural. Ela foi informada de que a cesárea só será feita em último caso.

Amedrontada e sensibilizada com toda a situação, Daniela diz que está sofrendo duas dores ao mesmo tempo, uma por perder o filho que tanto esperava e outra por saber que o parto natural não irá evoluir. “Minha vida está em risco”, afirma.

Hospital diz que segue protocolo

O Instituto Social Hospital Alemão Osvaldo Cruz, responsável pela gestão do hospital, informou que Daniela deu entrada no dia 30, já com quadro de óbito fetal, o parto normal está sendo induzido, alega o hospital, conforme protocolo de referência indicado para esse tipo de caso.

A decisão sobre os procedimentos cirúrgicos, de acordo com o instituto, é sempre tomada conforme os anseios e necessidades da paciente, mas seguindo a análise da equipe médica para a melhor prática assistencial do caso.

Fonte: Metrópoles

Você precisa de uma oração agora?

O Ministério SOS Oração atende pessoas de todos os lugares do Brasil, oferecendo conforto, conselho, esperança e salvação através das ligações telefônicas.

Os atendimentos são feitos pelo telefone (11) 2221-5000, pelo WhatsApp (11) 95015-3333 ou pelo e-mail: sospregadores@pregadoresdotelhado.org.br

Se o que você precisa é de uma palavra amiga e que vem do Alto, entre em contato com os voluntários deste ministério.

SOS Oração: 24 horas por dia à sua disposição para o que você precisar!

 Por Pra. Daniela Porto

Pandemia: mais de 2 mil normas ligadas a decreto de emergência podem cair

Ministério da Saúde avalia revogar a portaria até junho e estuda saídas jurídicas para manter parte dos atos vinculados.

Um mapeamento feito pelo Centro de Pesquisas em Direito Sanitário da USP (Universidade de São Paulo) mostra que 2.366 normas da União e dos estados estavam vinculadas, em 2021, diretamente à portaria que decretou o estado de emergência por causa da pandemia de Covid-19. A medida foi instituída em 2020, e o Ministério da Saúde avalia revogá-la até o fim até junho.

Na prática, essa revogação pode acarretar a mudança do uso de vacinas e a liberação de recursos alocados para o enfrentamento da pandemia, por exemplo. Para isso, a equipe jurídica do Ministério da Saúde avalia a melhor saída para essas normas que estão atreladas ao decreto.

ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca que os principais pontos discutidos para decretar o fim do decreto são o cenário epidemiológico, o avanço de medicamentos contra a doença e o sistema hospitalar, com atenção à disponibilidade de leitos de UTI.

O mapeamento das normas atreladas à portaria foi feito sob a coordenação do professor do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP Fernando Aith. As professoras Deisy Ventura e Rossana Reis também participaram do levantamento.

“A partir do momento em que a portaria que trata do estado de emergência for alterada ou revogada, todas essas normas, que são vinculadas diretamente, deixarão de ter vigência na União e nos estados”, afirma Aith.

De acordo com o professor da USP, as normas vinculadas à portaria tratam de diversos temas, sendo as principais regras relacionadas à liberação de recursos para o enfrentamento da pandemia, compra de vacinas, insumos, equipamentos e diretrizes que foram simplificadas ou aceleradas em decorrência da calamidade.

No entanto, Aith defende cautela e argumenta que, por ora, não é o momento de alterar ou revogar a portaria de emergência pública. “Eu acho que essa flexibilização está sendo feita de forma antecipada e, até mesmo, perigosa, porque nós ainda estamos em pandemia, status classificado pela OMS, com dados diários de novos casos e mortes que não são pequenos. A pandemia ainda está acontecendo, embora tenha vacinação acelerada no país”, afirma.

“Outro aspecto é o repasse de verbas relacionadas à Covid-19. Com a revogação da portaria, há uma consequência política, uma vez que voltarão as regras administrativas ordinárias, que não possibilitam uma agilidade que a pandemia exige”, completa.

A Saúde iniciou as discussões sobre o fim do estado de emergência após pressão pública do presidente Jair Bolsonaro (PL), que fala em rebaixar o status de pandemia a endemia — o rebaixamento, por sua vez, só é feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Em virtude da melhora do cenário epidemiológico e de acordo com o §2° do art. 1° da lei 13.979/2020, o Ministério da Saúde estuda rebaixar para endemia a atual situação da Covid-19 no Brasil”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais em 3 de março.

Desde março de 2020, a OMS classifica a situação que o mundo vive como pandemia, quando uma doença afeta vários países e continentes e atinge um grande número de pessoas. Já a endemia é o status de doenças recorrentes, que se manifestam com frequência em determinada região, mas para as quais a população e os serviços de saúde já estão preparados.

Recentemente, Queiroga reuniu-se com os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, Arthur Lira (PP-AL), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Luiz Fux, respectivamente, para tratar sobre o tema. Nas reuniões, Queiroga informou que o governo estuda uma transição da situação da pandemia e destacou que nada será alterado de forma abrupta. O ministro mostrou, ainda, relatos da situação epidemiológica do país.

Fonte: R7

Entenda os quatro motivos por trás da queda do dólar em 2022

Dólar teve a maior desvalorização para o primeiro trimestre em 13 anos, recuando 14,55%.

O especialista CNN em economia Sergio Vale aponta quatro principais fatores para a queda expressiva do dólar em relação ao real em 2022, que rendeu o maior recuo no primeiro trimestre em 13 anos, de 14,55%. Segundo ele, a variação atual “não é algo comum de se ver”.

O primeiro fator, diz, é o diferencial de juros do Brasil em relação a outros países, em especial os Estados Unidos, com a taxa básica de juros, a taxa Selic, já acima dos dois dígitos e podendo chegar a 13% nas próximas reuniões do Banco Central. “Esse diferencial de juros ajuda a entrar capital de curto prazo e a apreciar o câmbio”.

“Há pouco mais de um ano, a Selic estava em 2%, e pode chegar a 13% agora. É uma aceleração muito forte, para uma taxa de juros lá fora que está subindo com pouca intensidade. Isso ajuda muito na entrada de capitais”.

Há, também, a disparada nos preços das commodities com a guerra na Ucrânia e a pandemia, o que favorece grandes produtores, caso do Brasil.

Vale afirma que “voltamos ao que existia antes da pandemia, uma normalidade na relação de preços de commodities e câmbio. Quando o preço das commodities subia, o câmbio apreciava, porque havia a percepção de entrada de capital via balança comercial, fortalecia nossa economia”.

O terceiro fator, que o especialista afirma ser paradoxal, é que o Brasil passa por um momento de certa estabilidade política e fiscal. “Tem uma eleição tensa à frente, mas está distante ainda, e 2021 foi um ano muito intenso na questão politica e fiscal. Nesse começo de ano estamos com uma certa calma, ajuda a tranquilizar o mercado”.

“Nesses últimos dois anos, o que a gente viu acontecer do ponto de vista político e político-fiscal foi o contrário do que a gente queria ver. A dificuldade por conta de lidar com a pandemia, a dívida pública explodiu. Ano passado foi um stress fiscal do início ao fim, culminando com a quebra da regra do teto”, afirma.

“Quando pega essa turbulência, foi um elemento extremamente importante para ajudar a explicar essa taxa de câmbio insistentemente acima de R$ 5. Não é que ela passou, o cenário ainda é complicado, mas estamos em um limbo”, avalia.

Por fim, Vale cita a fuga de investidores da Rússia devido à guerra, em uma realocação de portfólios de investimento em que o Brasil surgiu como elemento atrativo.

Nesse sentido, para tentar entender os próximos movimentos do dólar em relação ao real, é necessário pensar nesses fatores.

Sergio Vale ressalta que, “da mesma forma que era quase impossível ver a taxa de câmbio nesse patamar no ano passado, fica difícil garantir onde vai estar o câmbio nas próximas semanas, meses”.

A princípio, ele avalia que os dois primeiros fatores devem se manter, mas os outros dois são mais difíceis. “O que deve mudar um pouco é o cenário político, que deve trazer alguma tensão nos próximos meses, e a guerra da Ucrânia provavelmente vai estar mais tranquila no segundo semestre, o pior vai ter passado em relação a março”.

“Então, considerando esses pontos, ainda no curto prazo o câmbio pode cair mais, pode chegar a R$ 4,50, até menos, mas no segundo semestre o mercado todo está preocupado, e o câmbio pode voltar para acima de R$ 5”.

Fonte: CNN BRASIL