Saque extraordinário do FGTS ainda tem R$ 8 bi; prazo termina em um mês

O valor ficará disponível até 15 de dezembro. Se o resgate não for realizado, recursos voltarão para a conta vinculada do fundo.

Cerca 12 milhões de trabalhadores não utilizaram ainda o saque extraordinário do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que ainda tem R$ 8 bilhões para serem resgatados. O valor ainda pode ser sacado até 15 de dezembro. Depois dessa data, o dinheiro retorna para as contas do fundo.

O calendário de pagamento, que vigorou de 8 de fevereiro a 15 de junho, permitiu a retirada de até R$ 1.000 por trabalhador. Segundo a Caixa, o crédito por trabalhador foi realizado por meio do aplicativo Caixa Tem para 45,2 milhões de trabalhadores, no total de R$ 30,9 bilhões.

Quem ainda não recebeu o crédito do saque extraordinário do FGTS de forma automática poderá solicitá-lo, por meio do aplicativo FGTS, também até o dia 15 de dezembro de 2022.

Todos os trabalhadores com saldo disponível no FGTS têm direito ao saque de até R$ 1.000. O crédito é feito de forma automática na conta do aplicativo Caixa Tem, em nome do trabalhador.

Como movimentar o saldo

Após o crédito do valor, por meio do Caixa Tem, é possível quitar boletos e contas, utilizar o cartão de débito virtual em lojas, sites ou aplicativos, além de fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos e pagar com o QR code nas maquininhas.

O valor também pode ser transferido para outras contas bancárias da Caixa ou de outro banco. É possível ainda realizar transações por meio do Pix, além de efetuar saque nos terminais da Caixa e nas casas lotéricas.

Caso o crédito do saque extraordinário não seja feito de forma automática, o trabalhador deverá acessar o aplicativo FGTS, no menu “Saque Extraordinário”, confirmar/complementar os dados cadastrais e clicar em “Solicitar Saque” para liberação do valor.

Os trabalhadores que não utilizaram o saque emergencial do FGTS em 2020 podem ter que atualizar o cadastro e solicitar o saque no app FGTS, sem precisar ir a uma agência. Nesse caso, o crédito será realizado no Caixa Tem em data que será avisada pela Caixa.

Quem tem direito?

Neste ano, cada trabalhador poderá retirar até R$ 1.000, independentemente do número de contas que tenha no fundo. O valor ficará disponível até 15 de dezembro. Se o resgate não for realizado, os recursos voltarão para a conta vinculada do FGTS.

Caso o trabalhador tenha mais de uma conta no FGTS, o saque será feito na seguinte ordem: primeiro, as contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela que tiver o menor saldo; em seguida, as demais contas vinculadas, com início pela que tiver o menor saldo.

Quem antecipou o saque-aniversário do FGTS e ficou com o valor bloqueado na conta não poderá retirá-lo nesta etapa. Isso ocorre porque a nova rodada de saques só poderá ser feita para contas com recursos liberados.

Fonte: R7

Países do G20 criam fundo de R$ 7,4 bilhões para futuras pandemias

Decisão tomada com o apoio de 24 nações tem o objetivo de evitar novas crises sanitárias e preparar o mundo para elas.

As grandes economias do G20 anunciaram neste domingo (13), antes de sua cúpula na Indonésia, a criação de um fundo de R$ 7,4 bilhões (US$ 1,4 bilhão) para se prepararem para futuras pandemias, um valor considerado insuficiente pelo país anfitrião da reunião.

Durante coletiva de imprensa, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, explicou que o fundo, do qual participam 24 países, tem como objetivo “evitar uma pandemia e se preparar para ela”. “Mas isso não é suficiente”, declarou  Widodo, ao estimar que sejam necessários R$ 165 bilhões (US$ 31 bilhões).

“Devemos garantir que a comunidade possa resistir a uma pandemia. Uma pandemia não pode ceifar vidas e romper as articulações da economia mundial”, acrescentou.

fundo foi lançado pelos ministros da saúde e da área de finanças dos países do G20, na presença do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e do presidente do Banco Mundial, David Malpass.

É considerado um dos raros progressos esperados no contexto da cúpula do G20, que começa na terça-feira (15), na ilha paradisíaca de Bali, e está marcada por profundas divisões em relação à guerra na Ucrânia.

Fonte: R7

Enem traz questões sobre resultado das eleições e Estado de Direito, pandemia e mulheres na história

Professores dão as primeiras impressões sobre as perguntas do primeiro dia de prova; participantes têm até as 19h para concluir exame.

Professores participam do primeiro dia de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo (13) e dão as primeiras impressões sobre o exame. Os candidatos têm até às 19h para concluir a prova. A partir das 18h30, os participantes podem deixar o local de exame com o caderno de questões.

Mais de 3,3 milhões de estudantes participam desta edição do Enem. Eles têm 5h30 para responder a 90 questões de linguagens e ciências humanas (história, geografia, sociologia e filosofia) e entregar uma dissertação a partir do tema Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais.

Os professores ouvidos pelo R7 afirmam que a prova do Enem seguiu o padrão dos últimos anos. “A prova do Enem 2022 talvez tenha sido a prova mais atual desde o início de sua aplicação: temas quentes, diversos e que reforçaram a autonomia  da banca na elaboração da prova” avalia Pedro Vasconcelos, professor de redação do curso pré-vestibular Anglo Leonardo da Vinci, de São Paulo. “Os temas escolhidos reforçam valores relevantes para uma sociedade democrática e igualitária: a validação do processo eleitoral, a preservação das comunidades tradicionais, igualdade de gênero e desigualdade social.”

Para Volmar B. de Souza, professores de língua portuguesa, literatura e redação, diretor da Rede Marília Mattoso, de Niterói, no Rio de Janeiro, este primeiro dia “quebrou expectativas de quem aguardava por uma prova teoricamente mais conteudista e com menor engajamento político-social.”

“A prova deste ano não teve nada muito diferente do que já estamos acostumados, mas me chamou atenção o número de questões de história, foram 11 perguntas num universo de 45, mas houve um aumento de questões de sociologia”, destaca Rodrigo Magalhães, professor de geografia da Plataforma AZ de Aprendizagem.

Para Guilherme Freitas, professor de história das Escolas SEB, destaca que na prova de humanas a questão que envolve o que é estado de direito merece destaque. “Essa é a grande questão da prova de humanas, que questiona o que seria considerado uma violação do Estado de Direito. A resposta certa, neste caso, é o ato de não reconhecer o resultado das eleições de representantes políticos. A princípio essa seria uma das questões mais importantes devido ao atual momento político.”

“Neste ano caiu mais história do Brasil que história geral. Um ponto importante foi uma prova muito social, que abordou a questão feminina e dos negros”, diz Freitas. “Sobre Brasil Império, uma questão abordava a diferença de educação entre homens e mulheres no país. No primeiro texto, falava que as mulheres não conseguiriam aprender matemática, e no segundo texto, um político defendeu a equidade na educação. E a segunda questão mostra que como as mulheres, ao lerem, começam a questionar a lógica patriarcal e começam a consumir mais livros.”

Linguagens

Rafael Cunha, professor de redação da Descomplica, avalia que a prova de linguagens foi uma prova “dentro do que tivemos nos últimos anos. Isso significa que tiveram questões relacionadas a funções da linguagem: figuras de linguagem; diversos textos de caráter literário, com alguns autores como Machado de Assis e Clarice Lispector aparecendo; questões que envolviam conhecimentos artísticos, não muito profundos, mas com alusão a referências artísticas como, por exemplo, o movimento minimalista; muitas questões também envolvendo textos verbais e textos não verbais; e questões que envolviam ativação de gênero masculino e gênero feminino.”

Cunha também chama atenção para as perguntas ligadas a temas esportivos, como, por exemplo, um texto fazendo alusão a “fadinha do skate”, a Rayssa Leal, a brasileira mais jovem a conseguir uma medalha de prata nas Olimpíadas. “A ideia é desconstruir a visão de que o skate não é para mulheres, ou de que é um esporte masculino.”

Ainda, sobre o tema da redação, Eduardo Morais, professor de história do curso pré-vestibular Anglo Leonardo da Vinci, de São Paulo, avalia que o tema é “extremamente pertinente  no contexto atual, sobretudo pensando que a Constituição de 1988, conhecida como a “Constituição Cidadã”, garante uma série de prerrogativas para a valorização e reconhecimento das comunidades tradicionais,  como indígenas e quilombolas”, destaca. “Vale destacar,  por exemplo, o fato da constituição garantir às comunidades quilombolas o direito à propriedade e demarcação de suas terras. Até hoje, porém,  poucas dessas terras foram demarcadas. Além de vários conflitos agrários e invasões de terras indígenas mostrarem que a valorização e o reconhecimento das populações tradicionais também esbarram em interesses de determinados grupos econômicos.”

Geografia

Para os professores, as provas de ciências humanas trouxeram temas muito contemporâneos para as questões, muito atual. “A questão energética, abordando a energia solar, a agricultura familiar, campo como espaço subordinado à cidade, globalização, nova ordem mundial ao olhar para o crescimento da China, Amazônia e garimpo, Crimeia, e a fome, assunto que imaginávamos que caísse neste ano”, afirma Altieris Lima, professor de Geografia da Escola SEB.

“A relação da tecnologia com a sociedade, mostrando o desemprego estrutural, e outra sobre um aplicativo que incentiva as pessoas a andarem mais”, conta Rodrigo Magalhães, professor de geografia da Plataforma AZ de Aprendizagem. “O que eu destacaria que fazem relação a temas mais recentes, como a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, apesar de a temática ser Ucrânia, mais histórica, e uma charge que mostrava a dificuldade de acesso à tecnologia durante a pandemia. A mãe perguntava ao filho se estava estudando e ele responde ter dificuldade em acessar o wi-fi.”

Fonte: R7

Terapia inovadora reverte paralisia em 9 pacientes na Suíça

Esperança para pessoas com paralisia. Pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Lausanne, estão usando uma terapia inovadora que conseguiu reverter o problema em nove pacientes de diferentes idades. Ou seja, eles conseguiram andar novamente.

São pessoas com paralisia grave ou completa, causada por danos na medula espinhal. O estudo foi publicado na revista científica Nature e a conquista está sendo muito comemorada por profissionais de saúde em todo o mundo. Eles dizem que o passo foi mais que importante para o futuro de milhões de pessoas que perderam os movimentos.

A terapia funciona através de estimulação elétrica em um grupo específico de neurônios. Segundo os cientistas, a identificação dessas estruturas é um grande passo no tratamento de reabilitação dos movimentos.

Todos foram capazes de andar novamente

Todos os nove pacientes que participaram do estudo passaram por um acompanhamento de vários meses, para que os cientistas entendessem a estimulação elétrica epidural (EES) agiria sobre a paralisia.

Foram seis pessoas com lesão grave — quando algumas conexões neuronais ainda estão preservadas, apesar da ausência de movimento — e em três com paralisia total.

Durante cinco meses, os pacientes fizeram o tratamento, baseado em um novo eletrodo desenvolvido pela equipe. Enquanto recebiam a estimulação, todos foram capazes de andar com auxílio de um suporte robótico.

Fibras nervosas se reorganizando

Para os cientistas, a maior conquista do estudo foi que mesmo depois do processo de neurorreabilitação e já com a estimulação desligada, todos os pacientes, em maior ou menor grau, continuavam fazendo progresso na função motora.

Esse progresso motor indicou que as fibras nervosas que os músculos utilizam para a marcha haviam se reorganizado.

Foi a partir deste ponto que os pesquisadores, procuraram saber como isso aconteceu, o que é um fator crucial para o desenvolvimento de tratamentos mais eficientes para pessoas com lesão na medula espinhal.

A pesquisa

A pesquisa foi baseada em um grupo de neurônios, que são um subconjunto de células conhecidas com V2a, presentes no tronco cerebral e na medula espinhal.

Já se sabia que estas células estão envolvidas em vários aspectos da locomoção e da movimentação de membros em pessoas sem lesões na região. Porém, o papel-chave do grupo na recuperação da marcha era desconhecido até agora.

Os caminhos para a descoberta inovadora

A partir dos primeiros resultados, a equipe passou para testes mais profundos e utilizou camundongos com as mesmas lesões na coluna que os pacientes.

Eles estimularam eletricamente, a medula espinhal dos animais para analisar os resultados. Com uma técnica chamada optogenética, os cientistas puderam ativar e desligar células específicas durante o processo.

Com isso, a equipe descobriu um subgrupo de neurônios que, em ratos saudáveis, não são necessários para a locomoção mas que, nos lesionados, foram cruciais para a recuperação da função motora.

“Estabelecemos a primeira ‘cartografia molecular’ 3D da medula espinhal”, definiu, em um comunicado, o neurocientista Grégoire Courtine.

De acordo com ele, esta foi a primeira vez em que pesquisadores conseguiram visualizar a atividade da medula espinhal durante a locomoção.

“Nosso modelo nos permite observar o processo de recuperação com um grau de detalhamento aprimorado, no nível do neurônio.”

Assim, a equipe percebeu que, depois de ativadas eletricamente, as células SCVsx2::Hoxa10 se reorganizaram, permitindo a mobilidade apesar da lesão medular.

Desenvolvimento de terapias

O acompanhamento dos pacientes aconteceu no laboratório Neurorestore do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça. O grupo foi coordenado por Grégoire Courtine e Jocelyne Block.

Agora, mais estudos serão necessários até desenvolver uma terapia completa e destiná-la aos pacientes que precisam.

“É essencial que os neurocientistas sejam capazes de entender o papel específico que cada subpopulação neuronal desempenha em uma atividade complexa como caminhar”, disse, em nota, Jocelyne Bloch, neurocirurgiã do Hospital Universitário de Lausanne e coautora do artigo.

“Nosso novo estudo, no qual nove pacientes conseguiram recuperar algum grau de função motora graças aos implantes, está nos dando informações importantes sobre o processo de reorganização dos neurônios da medula espinhal. Podemos, agora, tentar manipular esses neurônios para regenerar a medula espinhal”, concluiu Jocelyne.

Fonte: SóNotíciaBoa

Juanribe Pagliarin te espera na Sede Nacional da Paz e Vida para um Encontro Especial com Jesus!

Hoje, para você que não conseguiu participar da Santa Ceia do Senhor Jesus, Juanribe Pagliarin te espera, na Sede Nacional da Paz e Vida para levar a você e sua família a Palavra de Deus e ministrar a Santa Ceia do Senhor Jesus, às 10 da manhã.

Às 19h, o Fundador e Presidente da Paz e Vida convida todos os pastores, obreiros e líderes para cearem juntos e aprenderem mais de Jesus.

Hoje ainda você poderá retirar o seu Projeto de Vida para 2023 para que no próximo ano seus sonhos e propósitos se concretizem! Vamos te ajudar intercedendo por você!

Anote o endereço e compareça: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

Se você é de longe não pode estar aqui em São Paulo, acompanhe pelo youtube.com/juanribe e seja abençoado através da transmissão online.

Por Pra. Daniela Porto

Venha hoje participar da Santa Ceia do Senhor Jesus e retirar o seu Projeto de Vida para 2023!

Hoje, em todas as nossas unidades, você participa da Santa Ceia do Senhor Jesus, a reunião mais importante do mês. E você não vai ficar de fora, não é?! Afinal, quem é salvo não perde a Santa Ceia.

E como 2022 já está acabando, você pode retirar hoje o Projeto de Vida para 2023: ore a Deus, preencha todos os campos com atenção porque os pastores da Paz e Vida vão apresentar a Deus os seus sonhos e propósitos no monte e vão interceder por você! Venha declarar conosco: 2023 é o ano do Parakletos na minha vida!

Participe hoje com sua família:

As reuniões acontecem no Brasil às 8h, 15h e 18h. E em Portugal, às 10h, 15h e 18h.

Na Sede Nacional em São Paulo temos 5 reuniões: às 6h30, 8, 10, 15 e 18 horas.

Para mais endereços de Paz e Vida, acesse:  https://www.pazevida.org.br/enderecos

2023 é o ano do Parakletos na sua vida!

Por Pra. Daniela Porto

Homens e Ratos: ouça esta mensagem no canal de podcast do Pastor Juanribe Pagliarin!

Nesta manhã de sábado você vai ouvir uma intrigante mensagem ministrada por Juanribe Pagliarin em um encontro de Paz e Vida: Homens e Ratos.

Qual será a causa de todo o caos que temos visto acontecendo sobre a Terra? E por que as pessoas estão cada vez mais perdidas e desequilibradas?

Na mensagem desta manhã no canal de podcast de Juanribe Pagliarin você vai ter um momento de edificação e aprendizado!

Procure por Juanribe nas melhores plataformas de podcast ou acesse: anchor.fm/juanribe-pagliarin e tenha acesso ao conteúdo de áudio do Pastor Juanribe com as ilustrações e mensagens impactantes que vão te levar para mais perto de Deus.

E sabe do melhor? Você pode baixar no seu celular e ouvir até mesmo quando não estiver conectado à internet.

Por Pra. Daniela Porto

Venha hoje na Paz e Vida: existe uma saída para você!

Existe uma saída para você: Jesus é a porta de entrada para uma vida feliz e abundante. Já tentou de tudo e nada deu certo? Se entra ano e sai ano e você continua buscando um sentido e um propósito para sua existência, venha hoje na Paz e Vida e tenha um encontro real com o seu Criador.

Venha com sua família na Reunião de Cura Divina e Libertação:

Horário: às 9, 15 e 19h nas nossas Igrejas no Brasil e em Portugal, às 9h, 15h e 20h!

Acesse: pazevida.org.br/enderecos e veja nossos endereços!

Sua vida tem um propósito!

Por Pra. Daniela Porto

Hoje tem Quinta da Visão com Bianca Pagliarin!

Os dias são maus…

E em dias assim, o desafio de construir uma visão clara de futuro se torna ainda maior.

Todavia, existe um caminho chamado Quinta da Visão. Uma reunião na qual Bianca Pagliarin vai lhe ensinar a transformar a sua realidade e o seu futuro, com ferramentas simples e práticas, à luz da Palavra de Deus, para que circunstância nenhuma venha roubar de você o futuro extraordinário que o Senhor já preparou.

Compareça hoje, às 19 horas, na Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, ao lado da estação Tietê do metrô, com amplo estacionamento gratuito e departamento infantil.

BQ.1: o que se sabe sobre a variante da Ômicron e a possibilidade de nova onda da Covid-19

Cientistas buscam identificar possíveis impactos da linhagem para as vacinas em uso e para os testes de diagnóstico, além das características clínicas como transmissibilidade e gravidade da doença.

A estrutura simples faz com que os vírus contem com uma grande capacidade de modificação. Desde o início da pandemia de Covid-19, o coronavírus continua a evoluir, dando origem a muitas linhagens descendentes e até mesmo recombinantes.

Uma das mais recentes é a BQ.1, uma sublinhagem de BA.5, da Ômicron, que carrega mutações em pontos importantes do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza o monitoramento contínuo das diferentes linhagens, aponta que a cepa já foi detectada em 65 países, incluindo o Brasil, e apresenta uma prevalência de 9%.

Diante da identificação de uma nova variante do coronavírus, cientistas buscam identificar possíveis impactos da linhagem para as vacinas em uso e para os testes de diagnóstico, além das características clínicas como transmissibilidade e gravidade da doença.

Pelo menos cinco estados já registram casos da subvariante no país: São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Amazonas. Veja o que já se sabe e o que permanece incerto em relação à subvariante BQ.1.

Nova onda de Covid-19

Até o momento, a BQ.1 mostra uma vantagem de crescimento significativa sobre outras sublinhagens da Ômicron circulantes em muitos locais, incluindo Europa e Estados Unidos.

Globalmente, durante o mês de outubro, foram compartilhadas mais de 103 mil sequências do vírus SARS-CoV-2 no banco de dados internacional Gisaid. Desse total, 99,9% foram da variante Ômicron, de acordo com a OMS.

Durante a semana epidemiológica de 10 a 16 de outubro, a BA.5 da Ômicron e suas linhagens descendentes continuaram a ser dominantes no mundo, representando 74,9% das sequências submetidas à plataforma.

Uma comparação entre a primeira e segunda semana de outubro mostra um aumento na prevalência de sequência de 5,7% para 9% da BQ.1. As linhagens descendentes BA.5 com mutações adicionais na proteína Spike, utilizada pelo vírus como porta de entrada nas células humanas, aumentaram em prevalência de 19,5% para 21%.

Os indicadores da OMS vão ao encontro de aumento no número de testes positivos para a Covid-19, conforme aponta um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

“Observamos realmente um aumento no número de casos nas últimas semanas e também no atendimento ambulatorial e hospitalar. Uma alta de pacientes com Covid-19, provavelmente secundário ao aumento da circulação de novas variantes da Ômicron no país”, afirma o médico infectologista Álvaro Furtado, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

O pesquisador José Eduardo Levi, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a BQ.1 apresenta mutações adicionais em comparação com outras linhagens da Ômicron.

“São Ômicron que já têm mais três mutações sobre a BA.5. E in vitro, em laboratório, essas mutações conferem muita resistência aos anticorpos neutralizantes tanto gerados pela vacina quanto por pessoas que tiveram uma infecção por Ômicron BA.1, BA.2 ou BA.4 e BA.5, e foram vacinadas ou não”, afirmou Levi, que também atua nas áreas de pesquisa e desenvolvimento dos Laboratórios Dasa.

O pesquisador explica que mutações presentes na proteína Spike podem contribuir para o aumento da transmissibilidade e na capacidade de infecção pelo coronavírus.

“São variantes que vão aumentando a transmissibilidade, nesse caso aqui, algumas outras características de capacidade de difusão também, que aumenta a capacidade de infecção, e um escape muito significativo tanto da resposta imune vacinal quanto pré-exposição, mas também dos anticorpos monoclonais que são usados para tratamento”, pontua.

Levi estima que a flexibilização de medidas de prevenção, como o uso de máscaras e a higienização das mãos, ao lado de eventos que favorecem aglomerações, como a Copa do Mundo e as festas de fim de ano, pode potencializar a transmissão do vírus e o surgimento de uma nova onda da doença no país.

“Vejo com preocupação os dois meses finais do ano. Acho que vai subir mais ainda o número de casos, até por que tivemos as aglomerações eleitorais, não tem tido nenhum tipo de medida de precaução, de medidas preventivas, quase ninguém está usando máscara, estamos aglomerando bastante. Vai ter a Copa e depois as festas de fim de ano, então acho que é possível que a gente tenha uma nova onda em janeiro”, avalia.

Impactos sobre a imunidade e vacinas

Segundo a OMS, é provável que essas mutações adicionais tenham conferido uma vantagem de escape imunológico sobre outras sublinhagens circulantes da Ômicron, o que indica a necessidade de avaliação sobre um risco maior de reinfecção pela doença pela BQ.1.

Em outubro, o Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução do Vírus SARS-CoV-2 se reuniu e decidiu em consenso que, com base nas evidências atualmente disponíveis, a sublinhagem não se diferencia da Ômicron em termos de escape à imunidade para ser designada com uma nova classificação.

“Embora até o momento não haja evidências epidemiológicas de que essas sublinhagens tenham um risco substancialmente maior em comparação com outras sublinhagens da Ômicron, observamos que essa avaliação é baseada em dados de nações sentinelas e pode não ser totalmente generalizável para outras configurações. Esforços amplos e sistemáticos baseados em laboratório são urgentemente necessários para fazer tais determinações rapidamente e com interpretabilidade global”, disse o grupo em comunicado.

Com base no conhecimento atualmente disponível, a proteção por vacinas contra a infecção pode ser reduzida, mas não está previsto nenhum impacto importante na proteção contra doença grave. O impacto das alterações imunológicas observadas no escape da vacina ainda não foi estabelecido, segundo a OMS.

Gravidade da doença

Até o momento, não há dados epidemiológicos que sugiram um aumento na gravidade da doença devido à infecção pela BQ.1.

“Se vai causar uma doença mais grave não sabemos, mas vimos que em São Paulo está tendo um aumento de hospitalizações, de internações em UTI, nada comparado com o que já houve no passado, mas houve aumento sim, esse aumento foi significativo agora em outubro”, diz Levi.

O médico infectologista do Hospital das Clínicas Álvaro Furtado, afirma que os pacientes têm apresentado sintomas comuns à infecção.

“As queixas e sintomas são praticamente os mesmos que tivemos anteriormente: coriza, febre, dor de garganta, e sintomas mais leves, especialmente por que as pessoas já estão vacinadas, a maioria delas com esquema pelo menos com duas doses. Não conseguimos observar um aumento no número de internações ainda – claro que alguns pacientes idosos e com comorbidades têm internado mais, mas não em um volume significativo a ponto de vermos o que tivemos nas ondas anteriores, são mais casos leves e ambulatoriais”, diz Furtado.

Uma série de ações permitem reduzir os riscos da transmissão da Covid-19 e de outras doenças como a gripe e resfriados. Além do uso de máscara, medidas de higiene como a lavagem das mãos, o uso de álcool gel e distanciamento de pessoas sintomáticas contribuem para reduzir os riscos da infecção.

Fonte: CNN BRASIL