Código 0304 vai identificar chamadas de cobrança que incomodam consumidor

A Anatel aprovou uma nova medida que determina o uso do código 0304 para identificar chamada de empresas de cobrança. A aprovação foi unânime e agradou consumidores, que são importunados dia e noite com ligações invasivas. Com a mudança será mais fácil bloquear o número chamado, ou nem atender.

A necessidade de mudança vem para evitar contatos abusivos por parte das empresas com débito aberto. Até então, as atividades de cobrança não tinham um código numérico específico. Com a mudança aprovada pela agência, todas as chamadas deverão começar com o prefixo 0304 mais o restante do número do telefone.

E não é porque o consumidor é um devedor que ele pode ser importunado a qualquer hora do dia ou da noite. “A atividade de cobrança é ofensora em igual ou maior peso que a atividade de telemarketing em termos de volume de chamadas curtas no Brasil”, afirmou o conselheiro. “Não é porque está devendo que o cidadão se torna de segunda classe”, disse o conselheiro Emmanoel Campelo, autor da ideia.

O objetivo é permitir que o consumidor identifique as chamadas provenientes de atividades de cobrança.

Chamadas curtas são aquelas de zero a três segundos, feitas por robôs e normalmente utilizadas como “prova de vida” pelas empresas de telemarketing e cobrança, ou seja, para saber se a linha existe. Depois, um atendente humano liga fazendo a cobrança ou oferecendo um produto ou serviço.

Quando começa a valer

Como toda mudança requer um período de adaptação, a Anatel reconhece a necessidade de, pelo menos, 240 dias para que a nova medida entre em vigor, ou seja, quase 8 meses.

Segundo a agência, há a necessidade de realização de consulta pública e tempo para adaptação das empresas. Na prática, o código 0304 só deve entrar em funcionamento a partir de meados de 2023

“Anatel realizará consulta pública, durante 60 dias, para regulamentar o procedimento operacional e após a publicação de ato pela Agência as empresas terão 180 dias para implementar a medida”, afirmou a agência em nota.

A mudança foi baseada na implementação do código 0303 para identificação de chamadas de telemarketing.

Desde 8 de junho deste ano, todas as empresas de telemarketing que fazem ofertas de produtos e serviços via chamadas telefônicas devem utilizar o código 0303 como prefixo.

Ligações abusivas

A sugestão da Anatel para implementação de um código específico para chamada de empresas de cobrança foi ideia do conselheiro Emmanoel Campelo.

Ele explicou que a medida faz parte do conjunto de ações adotadas pela agência no combate às ligações abusivas.

Durante a reunião do conselho, o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, disse que a medida não se trata de combate à atividade de cobrança, que é uma atividade econômica legítima, mas sim ao uso indevido dos recursos de telecomunicações.

A medida será implementada por atos da Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação da Anatel.

Fonte: SóNotíciaBoa

COP 27: países africanos e pequenas ilhas cobram reparação de danos em conferência do clima no Egito

Territórios como Samoa não têm contribuição significativa para efeito estufa, mas correm risco de desaparecer por conta de catástrofes climáticas, explica ex-presidente do Greenpeace. Cobrança recai sob países desenvolvidos.

A COP 27, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, começou no último domingo (6). Realizado há 27 anos, trata-se do maior e mais importante evento anual relacionado ao clima do planeta.

A edição deste ano acontece no Egito, em Sharm El Sheikh, e reúne as principais lideranças globais para debater o futuro do planeta, ameaçado pelo aquecimento global – em 2015, todos os países que participaram do Acordo de Paris concordaram em cortar emissões de carbono conter a temperatura média da Terra.

“O momento é de implementação de tudo que foi prometido”, resume Ana Toni, ex-presidente do conselho do Greepeace Internacional e diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade em entrevista à Renata Lo Prete.

A realização da conferência no Egito encurrala países desenvolvidos a debater a reparação climática e os danos causados especialmente em territórios africanos e pequenas ilhas Oceania que devem desaparecer, explica Ana.

Intitulada agenda de perdas e danos, a demanda de países pobres e vulneráveis é para que “os países desenvolvidos, que foram os maiores causadores dos danos se comprometam em ajudá-los a lidar agora com o que vem […] Eles estão perdendo parte de seus territórios, parte de suas populações.”

Fonte: G1

6 em cada 10 indústrias possuem área dedicada à sustentabilidade, diz CNI

Pesquisa mostra ainda que 69% dos executivos ouvidos pretendem ampliar investimentos na área nos próximos dois anos.

Um pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9) aponta que 6 em cada 10 indústrias brasileiras possuem uma área dedicada à sustentabilidade. O resultado representa um salto em relação ao ano passado, quando 34% dos entrevistados afirmaram ter no seu organograma área para lidar com o assunto.

O levantamento feito com executivos do setor foi elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a pesquisa, a preocupação dos empresários com o impacto na cadeia produtiva também aumentou. 45% dos entrevistados disseram exigir certificados ambientais de seus fornecedores e parceiros na hora de fechar um contrato.

Em outubro do ano passado, o percentual foi de 26%. A maioria (52%) das indústrias, de acordo com os participantes, também já tiveram de comprovar ações ambientalmente sustentáveis na hora de serem contratadas contra 40% em 2021.

Além disso, outro termômetro para medir a relevância do tema para o setor industrial é a visão dos executivos sobre os consumidores. Em um ano, passou de 20% para 35% o número de empresários que consideram alto ou muito alto o peso dos critérios ambientais sobre a decisão de compra de seus consumidores.

Contudo, na prática, apenas uma em cada 10 empresas, segundo os entrevistados, deixaram de vender algum produto por não ter certificação ou seguir algum requisito ambiental.

“A indústria brasileira assumiu a responsabilidade com a agenda ambiental e tem trabalhado para se tornar referência no uso sustentável dos recursos naturais e aproveitamento das oportunidades associadas à economia de baixo carbono. A sustentabilidade está no nosso DNA, tanto na busca por eficiência quanto na economia de recursos para ser mais competitivo e atender às exigências do mercado internacional. O mundo cobra do Brasil responsabilidade ambiental, e o setor privado tem interesse em se manter alinhado com os acordos internacionais”, destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Investimentos

Em relação aos investimentos em sustentabilidade, metade das indústrias (50%) aumentou os recursos alocados em sustentabilidade nos últimos 12 meses, segundo os executivos.

Um percentual ainda maior, equivalente a 69% dos entrevistados – ou 7 em cada 10 indústrias -, disse que os recursos financeiros para implementar ações de sustentabilidade na sua indústria vão aumentar nos próximos dois anos.

Esse percentual foi de 63% no ano passado. Também cresceu de 30% para 47%, em um ano, o número de executivos que enxergam a agenda de sustentabilidade como só oportunidades ou mais oportunidades do que riscos.

Na opinião dos empresários, o fator que mais pesa na decisão de investir em sustentabilidade é a redução de custos, citado por 41% como primeiro e segundo principal motivo. Em seguida, estão o aumento da competitividade e o atendimento às exigências regulatórias, cada um desses tópicos foi citado por 30% dos entrevistados.

Com percentual próximo também foram elencados como motivos para alocar recursos nesta área o uso sustentável dos recursos naturais (28%) e a reputação junto à sociedade e consumidores (26%).

Sobre os obstáculos para a implementação de ações, 50% dos entrevistados apontaram a falta de incentivos do governo como principal barreira. Do total, 37% citaram a falta de cultura de sustentabilidade no mercado consumidor e, para 34%, o fato de a sustentabilidade representar custos adicionais é o principal desafio para a mudança no processo produtivo.

Dificuldades

Sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor, a maioria dos executivos (55%) considera difícil ou muito difícil o acesso ao crédito para adoção de ações sustentáveis na produção.

Do total das indústrias pesquisadas, 23% buscaram por créditos privados nos últimos dois anos, sendo que 15% obtiveram o financiamento. Dentre os que recorreram a recursos públicos nos últimos dois anos, 16% tentaram crédito e 6% chegaram a receber o benefício.

Considerando o grupo de empresas que teve acesso a crédito público e/ou privado, o uso de fontes renováveis aparece como principal finalidade: 47% utilizaram o recurso para buscar fonte de energia limpa. Percentual muito acima dos demais objetivos citados, como aprimoramento de processos (16%), modernização de máquinas (14%) e ações para reduzir resíduos sólidos (6%).

Principais focos

Sobre a adoção de iniciativas sustentáveis, a pesquisa mostra que 84% das indústrias realizam pelo menos cinco medidas dentre as nove incluídas no questionário. No topo da lista, estão ações para reduzir a geração de resíduos sólidos na produção, em que 91% dos executivos disseram já adotar a prática.

Também tiveram percentuais altos, 80% ou mais, ações relacionadas a melhoria de processos, otimização do consumo de energia e do uso da água. Em último lugar está o uso de fontes renováveis de energia, em que 48% das indústrias disseram adotar.

O uso de fontes renováveis de energia foi apontado pela pesquisa como o principal foco de investimento em sustentabilidade das indústrias nos próximos dois anos: 37% dos entrevistados disseram ser essa a primeira ou a segunda prioridade na alocação de recursos.

Em seguida estão a modernização de máquinas, citada por 35% dos executivos, e ações para reduzir a geração de resíduos sólidos, com 32%. Como cada um dos entrevistados citou dois principais focos para os investimentos até 2024, os percentuais são a soma da primeira e segunda prioridade apontadas.

*Publicado por Pedro Zanatta, do CNN Brasil Business

Fonte: CNN BRASIL

As 7 manifestações do Espírito Santo: Vento

Hoje em todas as unidades de Paz e Vida você vai aprender sobre mais uma das formas de manifestação do Espírito Santo: VENTO.

“Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:1-4).

Participe hoje conosco a aprenda sobre esta manifestação do Parakletos:

Horário das nossas reuniões: às 9, 15 e 19h nas nossas unidades de Paz e Vida no Brasil e em Portugal, às 9h, 15h e 20h!

Acesse: pazevida.org.br/enderecos e veja onde tem uma Paz e Vida pertinho de você!

Paz e Vida: lugar de gente feliz e ungida!

Por Pra. Daniela Porto

A Santa Ceia do Senhor Jesus!

Juanribe Pagliarin explica sobre a Santa Ceia do Senhor Jesus:

“Celebração instituída por Jesus na sua última noite de vida, antes de dar o seu corpo na cruz e derramar todo o seu sangue em sacrifício. Naquela noite de quinta-feira, Jesus pegou o pão, deu graças, abençoou-o, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Comei, isto é o meu corpo que é partido por vós” (I Co 11:24b). Em seguida, do mesmo modo, pegou o cálice, deu graças, abençoou-o e o deu aos discípulos, dizendo: “Bebei dele todos. Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Mt 26:27b28).

A Santa Ceia é uma das ordenanças de Jesus para todos os seus seguidores, que devem celebrá-la em sua memória (Lc 22:19-20, I Co 11:24-25). Este ritual de comunhão com o seu corpo deve ser observado até a sua volta (Mt 26:29, Lc 22:18, I Co 11:26).

As primeiras comunidades cristãs praticavam a Santa Ceia à maneira ensinada por Jesus, em que cada fiel participava dos dois elementos: a sua carne e o seu sangue, representados no pão sem fermento e no cálice (Êx 23:18, 34:25, Jo 6:54-56, I Co 11:23-26)”.

Programe-se e venha neste domingo em uma de nossas unidades participar da reunião mais importante do mês: A SANTA CEIA DO SENHOR JESUS!

As reuniões acontecem no Brasil às 8h, 15h e 18h. E em Portugal, às 10h, 15h e 18h.

Na Sede Nacional em São Paulo temos 5 reuniões: às 6h30, 8, 10, 15 e 18 horas.

Para mais endereços de Paz e Vida, acesse:  https://www.pazevida.org.br/enderecos

Sua vida restaurada aqui na Paz e Vida!

Por Pra. Daniela Porto

Em quinto dia de protestos, capitais brasileiras registram atos contra resultado das urnas

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se opõem ao pleito que elegeu Lula e pedem intervenção militar às Forças Armadas.

Capitais brasileiras registraram atos contra o resultado da eleição presidencial, neste domingo (6), quinto dia de manifestações desde o feriado de 2 de novembro.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se põem contra o pleito que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela terceira vez e pedem intervenção militar às Forças Armadas.

Em São Paulo (SP), os manifestantes ocuparam as ruas do Ibirapuera, em frente ao Comando Militar do Sudeste.

Os protestos no Rio de Janeiro (RJ) também ocorreram diante de um quartel: os integrantes do ato foram ao Comando Militar do Leste, na praça Duque de Caxias.

O ato em Salvador (BA) ocorre na frente do quartel da Mouraria. Já Porto Alegre (RS) teve protestos no centro da cidade, e, no Recife (PE), os apoiadores do atual presidente ficaram em frente ao Comando Militar do Nordeste.

Em Brasília, houve manifestações em apoio a Bolsonaro, com cerca de cem pessoas em motocicletas no entorno da Esplanada dos Ministérios pela manhã, e também a Lula.

Fonte: R7

Auxílio emergencial ajudou a tirar 7,4 milhões da pobreza no Brasil em 2020, diz Banco Mundial

Com redução do programa em 2021, expectativa é de aumento na taxa de pobreza extrema.

Em entrevista exclusiva à CNN, Shireen Mahdi, economista líder no Brasil do Banco Mundial, disse que o Brasil apresentou uma das taxas de pobreza extrema mais baixas da região da América Latina e Caribe durante a pandemia.

Em 2019, o país tinha 11,4 milhões de pessoas na pobreza extrema. Esse número caiu para 4,04 milhões em 2020. Com isso, quase 7,4 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza extrema — que, segundo o Banco Mundial, é quando uma pessoa tem renda menor que US$ 2,15 (cerca de R$ 10,8) por dia.

As linhas de pobreza foram atualizadas pelo banco em outubro deste ano, quando foram uniformizados os dados usados por todos os países tendo como base a paridade do poder de compra (PPP) no ano de 2017 (até então, os dados eram de 2011).

Os dados de 2020 sobre a pobreza extrema no Brasil são os menores desde pelo menos 2012, quando uma mudança na metodologia da PNAD impossibilitou a comparação com dados anteriores a esse ano.

“Nossos dados mostram uma queda brusca na taxa de pobreza entre 2019 e 2020. Esse resultado ocorreu após a intervenção do governo, com o pagamento do auxílio emergencial. Muitos países também apresentaram pacotes de intervenções, mas não conseguiram um pacote tão grande, que tivesse um impacto de redução de pobreza como o Brasil”, comenta a economista do Banco Mundial.

Apesar de o Brasil ter sido um dos países que teve o melhor desempenho de queda na pobreza entre os latinos no primeiro ano da pandemia, a expectativa para 2021 é diferente, segundo o Banco Mundial.

Do total da população brasileira (cerca de 214 milhões de pessoas), a estimativa é de que o número de pessoas vulneráveis atinja 5,8% da população total. Com isso, em 2021, 12,4 milhões de pessoas podem ter ficado na faixa da pobreza extrema. “O auxílio emergencial foi uma resposta rápida e generosa, porém com resultado de curto prazo”, comentou Shireen.

Além do pacote econômico ter sido pontual, a economista do Banco Mundial explica que um segundo fator pode ter contribuído para o aumento de pessoas abaixo da linha da pobreza em 2021: o mercado de trabalho no Brasil não estava aquecido.

“Essa recuperação do mercado que estamos vendo agora, ela voltou no final de 2021 e no começo deste ano. Durante 2020 e 2021, o mercado de trabalho sofreu uma escassez e isso impactará também na taxa de pobreza do Brasil em 2021.”

Shireen ressalta que o Banco Mundial reconhece o esforço do Brasil em um período emergencial, mas que alertou desde 2020 que é necessário o país apostar em políticas públicas de longo prazo para mudar o quadro de pobreza.

“O Brasil foi realmente um ponto fora da curva na América Latina, foi um dos pouquíssimos a conseguir reduzir a pobreza durante um período emergencial e isso se deve sim ao auxílio. Porém o plano não foi tão generoso no ano seguinte, ou seja, não foi um plano sustentável em 2021, porque poderia impactar as contas públicas. Por isso o Banco Mundial desde então alertou que o Brasil precisa adotar mecanismos e estratégias para um crescimento e inclusão social de maneira sustentável”, explica Shireen Mahdi.

Como foi o pagamento do auxílio

Criado em abril de 2020, o auxílio emergencial inicialmente teve o pagamento de cinco parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) para ajudar a população vulnerável afetada pela pandemia.

De setembro a dezembro de 2020, houve o pagamento de mais quatro parcelas com a metade do valor: R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras).

O programa foi retomado em abril de 2021 por causa da segunda onda da pandemia de Covid-19, com parcelas entre R$ 150 e R$ 375. Em princípio seriam cinco parcelas, mas a lei que autorizou o auxílio emergencial em 2021 prorrogou o pagamento por mais três parcelas de igual valor, segundo informações da Agência Brasil.

Fonte: CNN BRASIL

Em pronunciamento, Queiroga pede que pais vacinem filhos contra a poliomielite

Ministro da Saúde disse em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo que ministério está “empenhado para manter o Brasil livre da poliomielite”.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo (6) pedindo para que pais e responsáveis vacinem as crianças contra a poliomielite.

Segundo dados do ministério, a campanha de vacinação que ocorreu em agosto e setembro deste ano vacinou menos de 70% do público-alvo, composto por crianças de zero a cinco anos. A meta é imunizar 95% das crianças nessa faixa etária em todo o país.

“Faço um apelo aos pais, avós e responsáveis. Vacinem suas crianças contra a poliomielite. Não podemos negar esse direito ao futuro do nosso Brasil. Não podemos aceitar que ninguém, especialmente as nossas crianças, adoeçam e morram de doenças para as quais existe vacina há tanto tempo.”

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, e que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

“Há 32 anos a região das Américas é considerada livre da poliomielite, mas infelizmente as coberturas vacinais estão caindo no mundo, assim como no nosso Brasil”, disse Queiroga no pronunciamento. Segundo ele, a baixa taxa de vacinação contra a doença foi agravada  pela pandemia de Covid-19.

“O Ministério da Saúde está empenhado para manter o Brasil livre da poliomielite”, destacou. O ministro afirmou que, durante a 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que ocorreu em setembro, nos Estados Unidos, o Brasil reforçou a necessidade dos países americanos se mobilizarem para erradicar a enfermidade.

Queiroga lembrou ainda que na última semana o governo lançou um plano de combate à poliomielite com o objetivo de organizar o trabalho da União, dos estados e dos municípios. Entre as ações prioritárias está o fortalecimento da vigilância epidemiológica e da vacinação.

“As vacinas continuam disponíveis nos postos de vacinação. É possível sim atingir a meta. Para tanto, é necessário o engajamento dos gestores de saúde e da sociedade civil. Estados como a Paraíba e o Amapá, por exemplo, já vacinaram mais de 90% do público alvo”, afirmou o ministro.

Fonte: CNN BRASIL

Consumo de alimentos ultraprocessados é associado a 57 mil mortes em um ano no Brasil

Estudo feito por pesquisadores do Nupens/USP revela que 20,8% dos óbitos por doenças evitáveis e não transmissíveis são atribuídos a comidas ricas em ingredientes que fazem mal à saúde.

Um estudo inédito no mundo, realizado por pesquisadores brasileiros, atribui ao consumo de alimentos ultraprocessados pelo menos 57 mil mortes no país em 2019.

O artigo, publicado nesta segunda-feira (7) na revista científica American Journal of Preventive Medicine, revela que, dos 541,2 mil óbitos de indivíduos entre 30 e 69 anos — a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera morte prematura abaixo de 70 anos —, 10,5% puderam ser associados aos alimentos ultraprocessados.

Em outro recorte comparativo, o de mortes por doenças não transmissíveis evitáveis (cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de câncer, entre outras), os pesquisadores verificaram que ocorreram 261 mil, e, dessas, 21,8% tiveram relação com esses alimentos.

Comer mal mata mais que a violência no país. Para ter ideia, o número de mortes violentas em 2021 — homicídios e latrocínios, por exemplo — no Brasil foi de 47,5 mil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, documento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os achados servem como alerta, já que o consumo de ultraprocessados cresceu 20% nos últimos dez anos no país, o que representa entre 13% e 21% dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

“Buscamos quantificar, mostrar a prioridade pública, que é a questão dos ultraprocessados no Brasil. Isso é uma questão mundial. É muito importante encarar isso como um problema de saúde pública, trabalhar em políticas que favoreçam escolhas saudáveis a partir do padrão alimentar. É isso que vai preservar o que temos de cultura alimentar brasileira”, afirma, em entrevista ao R7, o principal autor do estudo, o pesquisador Eduardo Nilson, do Nupens/USP (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde/Universidade de São Paulo) e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Segundo o especialista, “essa dieta tradicional é muito saudável e não deve ser substituída pelos ultraprocessados, que têm todas as consequências em relação a mortes e são alimentos que também têm um perfil nutricional pior”.

A dieta tradicional à que ele se refere é o famoso arroz, feijão, proteína e salada. Entretanto, muita gente tem optado por macarrão instantâneo, lasanha congelada e refeições vendidas como práticas nos supermercados.

Esses alimentos, que incluem refrigerantes, biscoitos, chocolates, sorvetes, bebidas lácteas, entre outros, possuem uma série de aditivos químicos que influencia na obesidade e no desenvolvimento de doenças como diabetes e hipertensão.

Os principais vilões são sódio, gordura e açúcar, mas não são os únicos, lembra Nilson.

“Pensando que os ultraprocessados levam a esse risco de doença e morte, eles vão ser mediados pelo que a gente chama de nutrientes críticos — sódio, gordura e açúcar —, mas não podemos focar só isso, porque, pelo próprio processo de industrialização, eles acabam destruindo a matriz do alimento, pois têm os aditivos alimentares. Tudo isso afeta a absorção de nutrientes, a microbiota intestinal, e causa inflamação”, explica. O estudo

Para chegar ao resultado, os pesquisadores no Nupens utilizaram dados recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que abarcam informações sobre a dieta das pessoas. Eles conseguiram filtrar o consumo de ultraprocessados, segundo a classificação NOVA (veja o infográfico abaixo).

“Usamos metodologias de modelagem que são parecidas com o próprio estudo de carga global da doença, no qual você tem um fator de risco e o associa ao desfecho em saúde com o risco relativo que tem na literatura, que é uma evidência robusta, e dados do seu contexto de análise: população, morte e consumo de ultraprocessados. A partir daí, utilizamos esses métodos para ver qual é a fração atribuível: dentro de todos os fatores de risco que afetam o número total de mortes, por exemplo, quanto por cento é especificamente associado ao consumo de ultraprocessados”, detalha o pesquisador.

O grupo também estimou que reduzir o consumo de ultraprocessados entre 10% e 50% poderia salvar entre 5.900 e 29,3 mil vidas, respectivamente, a cada ano.

“Se mantivéssemos o consumo que tínhamos havia uma década, seriam 12 mil mortes a menos entre todas aquelas”, exemplifica Nilson.

Escolhas alimentares e obesidade

O Nupens leva em conta o que chama de padrão alimentar, que considera, além da escolha individual, o que está disponível e é acessível em termos de renda para cada grupo da população.

Sabe-se, por exemplo, que nos Estados Unidos as pessoas com insegurança alimentar tendem a recorrer a alimentos industrializados, em detrimento dos in natura ou minimamente processados, porque são mais baratos. Esse é um cenário que se reproduz no Brasil e que tem impacto no excesso de peso.

“Historicamente, a gente observa no Brasil que se aproximam cada vez mais as prevalências tanto de sobrepeso quanto de obesidade nas populações mais pobres em relação às mais ricas. Isso tem uma relação direta com a qualidade da dieta. É uma tendência muito similar à americana, em que a gente vê mais latinos, negros, imigrantes [com obesidade]. O público de menor renda é aquele que apresentou maior aumento de peso ao longo das últimas décadas no Brasil”, complementa Eduardo Nilson.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde 2020, 60% dos adultos brasileiros (cerca de 96 milhões de pessoas) têm excesso de peso. Nesse universo, a obesidade atinge um em cada quatro adultos, ou 41 milhões de pessoas.

Na rede básica, que é a porta de entrada do SUS, somente em 2021, 9,1 milhões de pessoas atendidas tinham diagnóstico de sobrepeso, e 4 milhões, de obesidade, entre elas 624 mil com obesidade grave (grau 3).

Culpar o indivíduo é algo injusto, na avaliação do pesquisador do Nupens, porque o poder público também tem o papel de evitar o adoecimento da população por meio de políticas que estimulem um estilo de vida saudável, que inclui a alimentação.

Uma forma de fazer isso é por meio da informação. No mês passado, entraram em vigor as novas regras de rotulagem de alimentos, um passo importante, na visão de especialistas.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) agora obriga a presença de avisos de níveis de sódio, gordura e açúcar acima do máximo estabelecido na parte da frente das embalagens.

Políticas públicas

Mas isso não é suficiente. O especialista considera que é necessário mais atenção em relação à propaganda e medidas como o aumento de impostos de produtos como refrigerante, algo que já é feito em algumas cidades dos Estados Unidos e no México, por exemplo.

A indústria também precisa receber incentivos para a produção de alimentos mais saudáveis, acrescenta o pesquisador.

“A indústria já trabalha isso com nichos específicos, de alimentos sem aditivo, ingredientes naturais, mas, ao mesmo tempo, tem opções falsamente saudáveis — por exemplo, o fato de ser integral, pois muitas vezes não deixa de ser um ultraprocessado.”

O país possui um ponto de partida para ampliar ações nessa área: o Guia Alimentar para a População Brasileira. Além de ser uma ferramenta que pode ser usada individualmente, também é essencial quando se pensa no coletivo, como a merenda escolar.

Na visão do pesquisador do Nupens, políticas de combate à fome devem ter como base a agricultura familiar e a alimentação saudável.

Os próximos passos do grupo incluem pesquisas para quantificar não apenas o número de mortes, mas também os impactos econômicos do consumo de alimentos ultraprocessados, já que uma dieta ruim causa internações hospitalares, falta ao trabalho e afastamento previdenciário.

Fonte: R7

Venha hoje no Encontro Especial com Juanribe Pagliarin em São Paulo!

Um dos desafios que o cristão tem que lutar com todas as suas forças é contra a INCREDULIDADE. Muitas vezes, é tão fácil profetizar na vida das pessoas à sua volta, porém, quando o milagre é para você, a fé vai lá pra baixo.

Certa vez, o pai de um menino que se encontrava endemoninhado, procurou pelos discípulos de Jesus. Porém, eles não puderam ajudar. Então, o próprio Jesus disse para aquele pai: “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” (Marcos 9:23). E ele respondeu a Jesus:  “E logo o pai clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade” (Marcos 9:24). Ele acreditava em Jesus, acreditava que Ele poderia fazer o milagre, mas não tinha fé!

Quantas vezes estamos assim, já cansados, derrotados e sem fé?! Hoje Juanribe Pagliarin quer te ajudar a reacender a fé no Único que pode resolver a sua causa! Venha na Paz e Vida com a sua família!

As reuniões acontecem às 10 e 19h na Sede Nacional da Paz e Vida em São Paulo.

Anote o endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, Santana, pertinho do Metrô Portuguesa-Tietê e com amplo estacionamento gratuito para carros e motos.

Se você é de longe não pode estar aqui em São Paulo, acompanhe pelo youtube.com/juanribe e seja abençoado através da transmissão online.

Participe hoje com a sua família!

Por Pra. Daniela Porto