Em uma semana, dólar cai quase 5% e fica abaixo de R$ 5; veja quem deve comprar

O momento é bom para comprar para quem vai viajar para o exterior, pretende fazer uma reserva ou tem dívida em dólar.

Em uma semana, o dólar já acumula queda de 4,71%, além de ficar abaixo da barreira psicológica dos R$ 5. Nesta terça-feira (22), a moeda norte-americana fechou a R$ 4,9153, o menor patamar desde 24 de junho de 2021 (R$ 4,9062).

A sequência de quedas vem desde a última quarta-feira (16). No acumulado deste ano, a desvalorização da moeda norte-americana é de 11,80%.

Entre os motivos, estão a alta das commodities (bens primários com cotação internacional) e a elevação da taxa de juros, que têm estimulado a entrada de investimentos no Brasil.

Os preços de várias commodities dispararam desde o fim de fevereiro, com a ameaça de queda da oferta desse tipo de produto, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Para barrar a inflação, a taxa básica de juros da economia já chegou a 11,75% ao ano. A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, divulgada nesta terça-feira, revela que a Selic pode aumentar além de 12,75% ao ano, caso seja necessário.

“A valorização das commodities, já que o Brasil é um grande exportador de produtos agrícolas e minerais, está atraindo investimentos ao país. Além disso, há a elevação da taxa de juros, que está entre as mais altas do mundo, só perdendo para a Rússia, em termos de taxa nominal de juros, a Selic. Com isso, o investidor tem um grande retorno aqui dentro e está trazendo dinheiro. Mas, da mesma forma que entra, pode sair”, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

A tendência do dólar, segundo ele, seria uma alta frente a essa insegurança que estamos vivendo, ano de eleições, incertezas políticas, questão externa da guerra na Ucrânia, a subida dos preços dos combustíveis, tudo isso seria motivo para a elevação da cotação. Por isso, ele acredita que o dólar vai subir daqui para a frente.

Oliveira recomenda a compra da moeda como reserva de valor, e não como investimento, por ser muito volátil, com risco de elevação a qualquer momento. “A não ser que a pessoa efetivamente tenha dívida em dólar, ou terá algum gasto em dólar ou vá viajar para o exterior. Nesse caso, é um bom momento para comprar a moeda norte-americana, que está mais baixa”, orienta o diretor da Anefac.

Mas pensar como investimento, segundo ele, não chega a ser uma boa alternativa, porque há muita incerteza em relação ao futuro. “A tendência é que o dólar volte a se valorizar mais para a frente. Com a inflação alta no mundo inteiro, o banco central desses países está subindo os juros. Esse movimento para conter a inflação vai fazer com que o investidor tire o dinheiro do Brasil e leve para locais considerados ‘portos seguros’. Quando isso acontece, o dólar acaba subindo muito.”

Para o diretor de câmbio da Ourominas, Mauriciano Cavalcante, a expectativa ainda é de queda na cotação da moeda e, na pior das hipóteses, de estabilidade na faixa dos R$ 5. Mas ele considera difícil falar de momento de compra ou venda. “O que recomendamos é a opção de comprar sempre que a pessoa tiver reservas, fazendo uma média”, afirma Cavalcante.

Ele também considera que a alta dos juros é um atrativo para o retorno de investimento, mesmo com o risco Brasil. “As commodities do globo tiveram valorização fora do comum, com o Brasil sendo um grande exportador. Com isso, as expectativas de recorde de exportações são bem plausíveis, assim como a entrada de recursos externos”, afirma Cavalcante.

O CEO da iHUB Investimentos, Paulo Cunha, destaca que a conjuntura macroeconômica está bastante favorável à valorização do real. “O preço das commodities vinha subindo bastante por questões de estímulos monetários e até por falta de alguns itens, como petróleo, minério de ferro e alimentos, como trigo, soja etc. Como o Brasil é um grande exportador dessas matérias-primas, naturalmente a balança de pagamentos acaba sendo mais favorável, e isso ingressa recursos em nosso país”, afirma Cunha.

Ele também afirma que com os juros baixos até março do ano passado, era muito mais vantajoso aplicar em uma moeda forte como o dólar. Por isso, o real era depreciado em relação à divisa americana. A elevação da taxa Selic, que atingiu 11,75% ao ano, acabou virando um diferencial. “Esse diferencial torna o real muito atrativo agora. O simples fato de aplicar em real traz um ‘prêmio’ de 10% ao ano de rentabilidade para o investidor”, avalia.

Fonte: R7

Nome sujo: como saber se o CPF está negativado – e como limpar

Um dos principais cadastros de restrição ao crédito pode ser consultado gratuitamente. Para limpar o nome do cadastro, é preciso negociar ou aguardar prescrição da dívida.

Estar com o “nome sujo” no Brasil significa ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) inscrito em um banco de dados de restrição ao crédito. Com o CPF negativado, a pessoa tem dificuldade em conseguir crédito, e com isso, pode não conseguir comprar um produto a prazo, fazer um financiamento de imóvel ou até mesmo obter um cartão de crédito.

Antes de ter o CPF negativado, geralmente o consumidor recebe um comunicado da loja ou banco. A empresa também manda aviso de dívida para as entidades de proteção ao crédito (como Serasa, ou SPC Brasil), que também enviam uma correspondência ao consumidor, alertando que seu nome será incluído no cadastro de inadimplentes, caso não quite o débito.

Algumas pessoas têm dúvidas se já estão num cadastro de inadimplentes com CPF negativado. O Serasa, Boa Vista SCPC e SPC Brasil são três dos principais órgãos de proteção ao crédito no país. Cada um deles possui informações sobre determinadas empresas. Isso quer dizer que, mesmo que você esteja regular em um deles, pode estar negativado em outro.

Confira abaixo como checar gratuitamente se está com nome sujo. Para as consultas por site ou aplicativos, é necessário um cadastro prévio.

Serasa
Pelo site da Serasa;
plicativo para celular – disponível para download na Google Play e na Apple Store;
Por telefone, pelo número 0800 591 1222.

Boa Vista SCPC
Pelo site do Boa Vista SCPC;
Pelo aplicativo para celular – disponível para download na Google Play e na Apple Store.

SPC Brasil
Pelo site do SPC Brasil;
Pelo aplicativo para celular – disponível para download na Google Play e na Apple Store.

Como limpar o nome?

Com o nome incluído em um cadastro de proteção ao crédito, o consumidor dificilmente conseguirá ter acesso a crédito no mercado. Portanto, uma vez com o nome sujo, é preciso regularizar a situação.

A primeira coisa a fazer é checar se a dívida é devida – se foi feito negócio com a empresa que negativou o nome ou se o pagamento, de fato, não foi efetuado.

Se a pessoa não fez nenhum contrato de acordo com a empresa que enviou seu CPF para o cadastro de restrição ao crédito, são grandes as chances de que ela tenha sido vítima de uma fraude, ou seja, alguém utilizou seus dados para ter acesso a crédito no mercado.

Neste caso, é preciso entrar em contato com a empresa para informar o ocorrido e solicitar a exclusão do cadastro. O consumidor também pode acionar órgãos de defesa ao consumidor, bem como entrar em contato diretamente com a gestora do banco de dados. Ela também pode ingressar com uma ação judicial para pedir a regularização de seu cadastro e cobrar indenização por dano moral.

Se a pessoa de fato fez negócio com a empresa responsável pela restrição de seu nome ao crédito, mas não reconhece a dívida por já tê-la pago, terá que comprovar o pagamento do débito. Para isso, deverá entrar em contato com a empresa, comunicar o pagamento e solicitar a exclusão de seu nome.

Quando a pessoa reconhece a dívida, no entanto, precisa negociar com a empresa o pagamento para regularização do débito. Em caso de parcelamento da dívida, a retirada do CPF do cadastro deve ser feito logo após o pagamento da primeira parcela.

Prescrição da dívida

Outra hipótese para a exclusão do nome do cadastro de restrição ao crédito é aguardar o término do prazo para prescrição da dívida, a partir do qual ela não poderá mais ser cobrada. Este prazo varia de acordo com o tipo de dívida.

Os prazos de prescrição para as principais dívidas do consumidor pessoa física são de:

3 anos – notas promissórias, letras de câmbio, aluguéis de imóveis, entre outros;

5 anos – Impostos como IPTU, IPVA e Imposto de Renda; multas de trânsito; contas de água, luz e telefone; boletos de condomínio, mensalidade escolar, plano de saúde e consórcio; cartão de crédito.

Uma vez prescrita, a dívida não pode mais ser cobrada e, por isso, a pessoa pode solicitar a exclusão de seu nome do cadastro de restrição ao crédito.

Fonte: G1

Terra registra de recordes de calor nos polos; entenda o que há de inédito e o que isso revela sobre a crise climática

A Antártica e o Ártico registraram recordes de temperatura na mesma semana.

A Antártica e o Ártico registraram recordes de temperatura na mesma semana — os extremos da Terra apresentaram um calor pelo menos 30ºC maior do que a média para esta época do ano. O cenário, segundo climatologistas, é inédito, apesar de ser previsto pelos cientistas como uma das consequências da atual “era” de emergência climática.

As duas regiões do planeta têm características próprias e, portanto, reagem às mudanças do clima de forma diferente. O Ártico é um oceano coberto por uma camada de gelo marinho, cercado por três continentes – Ásia, América do Norte e Europa. Já a Antártica é um continente por si só, cercado pelo oceano.

Na Antártica, o recorde recente foi registrado na sexta-feira (18) na base de pesquisa franco-italiana Concordia, instalada na Cúpula C, ou Domo C, uma região inóspita e com mais de 3 km de altitude. A temperatura registrada foi de –11,5ºC (ou seja, 11,5ºC negativos), sendo que o esperado para essa época do ano é pelo menos – 50ºC (50ºC negativos), em média. É considerada, por alguns cientistas, a região mais fria da Terra.

Além disso, segundo a plataforma “Climate Reanalyzer”, da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, todo o continente antártico estava, em média, 4,8ºC mais quente do que a temperatura de referência registrada entre os anos de 1979 e 2000.

“Imagina um platô polar que está a 3 mil metros de altura, que deveria estar a – 50ºC, – 45ºC, e de repente vai a -11ºC. E esse -11ºC nunca foi visto, pelo menos não desde 1957, 1958, quando passamos a ter estação naquela região”, afirma o pesquisador Francisco Eliseu Aquino, o Chico Geleira, que já esteve 18 vezes na Antártica. Ele é integrante do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

“Nós estamos indo do outono em direção ao inverno, que lá é muito pronunciado. Nós não esperamos onda de calor por lá nem no verão”, explicou.

“Para isso acontecer, a circulação atmosférica precisou se organizar de uma forma muito intensa, induzindo um ciclone extratropical para levar ar quente e úmido da região tropical até o interior da Antártica. É como se você tivesse um rio voador de umidade indo para o interior do platô polar”, completou.

Recorde no Ártico

Em medições pontuais em estações do Ártico, incluindo recordes na Noruega e na Groenlândia, alertaram temperaturas até 30ºC mais altas do que o previsto para essa época do ano. Na sexta-feira, toda a região estava em média 3,3ºC mais quente do que o período de 1979 a 2000, de acordo com a “Climate Reanalyzer”.

Por ser um oceano coberto por uma camada de gelo e apresentar outra dinâmica, esse extremo do planeta já tem registrado ondas de calor há algumas décadas – apesar da recorrência, isso não significa que o fenômeno é inócuo e não possa ter consequências da crise climática.

Simões explica que, com as mudanças do clima, o mar congelado do Ártico desaparece e o oceano fica na superfície, que é mais escura, e assim absorve mais energia solar, além da circulação natural do oceano.

“Aquece, derrete o gelo, gera mais energia do oceano, e absorve mais energia do sol, e derrete mais gelo, e assim por diante. Esse processo que está acelerando as mudanças do clima no Ártico”, detalha.

O que diz o Painel do Clima

Em 28 de fevereiro, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU publicou a segunda parte de seu 6º documento, que começou a ser divulgado ainda em 2021.

Um dos capítulos tratava da crise climática nos polos da Terra, com informações sobre Ártico e Antártica. O IPCC reúne as principais evidências científicas e seu grau de confiabilidade a respeito do assunto.

Veja o que diz o painel sobre essas regiões:

Nas últimas duas décadas, a temperatura do ar na superfície do Ártico aumentou mais do que o dobro da média do planeta;

Pesquisas conseguem interligar o papel do homem e de suas emissões de gases do efeito estufa com o aumento da temperatura no Ártico;

Eventos recentes apontam a existência de novos “extremos” no clima da região;

A temperatura anual do Ártico entre 2014 e 2018 é mais alta do que qualquer ano desde 1990;

Foram registradas anomalias de temperatura na superfície durante o inverno – de janeiro a março – com até + 6ºC em média;

A Antártica tem visto mudanças na temperatura menos uniformes nas últimas décadas, com aquecimento maior na parte Ocidental e sem mudança significativa na parte Oriental – o fato de o recorde desta sexta-feira ter sido registrado justamente na parte sudeste do continente chama a atenção.

Fonte: G1

Especialistas explicam como diferenciar resfriado, gripe e Covid-19

Brasil avança para os meses mais frios do ano, quando há maior circulação de vírus respiratórios e casos de crises de alergia.

Você tem dor de garganta, coriza e dores musculares? Pode ser um resfriado comum, um caso de gripe –ou Covid-19. Todas as doenças apresentam sintomas semelhantes e, às vezes, é difícil distinguir qual é a origem do problema.

Os casos de Covid-19 continuam a se espalhar no mundo à medida que o Brasil avança para os meses mais frios do ano, quando há maior circulação de vírus respiratórios e casos de crises de alergia. Com o avanço da flexibilização de medidas de prevenção, como o uso de máscaras, é importante saber melhor sobre os sintomas de cada uma das doenças.

Por isso, especialistas reforçam a necessidade de vacinação contra a doença e contra a gripe para reduzir o risco de doença grave.

“O importante a lembrar é que uma vacina é como dar um alerta de ‘fique atento’ ao seu sistema imunológico. Portanto, sua capacidade de identificar, direcionar e destruir vírus é muito maior toda vez que tomamos outro reforço da vacina”, disse o médico El Sayed. “Faz sentido que os sintomas sejam mais leves se você tiver sido vacinado”.

Isso não significa, no entanto, que as infecções não devam ser levadas a sério, acrescentou ele, especialmente quando se considera o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde.

“Só porque o risco individual de doença grave pode ser menor, isso não significa que, em nível social, a [variante] Ômicron não represente um risco real”, disse ele.

As infecções por Covid-19 podem parecer um resfriado ou gripe. A melhor maneira de saber é fazer um teste, disse a médica Sarah Ash Combs, do Children’s National Hospital.

“Sem fazer um teste, eu diria que é realmente difícil distinguir agora”, disse Combs. “Precisamos tratar os sintomas do resfriado praticamente no mesmo pacote” que a Covid-19.

Quais sintomas observar

Os primeiros sinais de resfriado, gripe e Covid-19 tendem a ser semelhantes, disse El-Sayed. Tanto a Covid-19 quanto a gripe geralmente causam sintomas como febre, fadiga, dores no corpo, dor de garganta, falta de ar e vômitos ou diarreia, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

A infecção por Covid-19 pode ser distinguida, no entanto, pela dor de cabeça e tosse seca que muitas vezes a acompanham. A perda de paladar e olfato, que tem sido o maior sinal de alerta de uma infecção por Covid-19, ainda é um sintoma possível, embora seja menos prevalente agora do que com outras variantes, disse El-Sayed.

“Para as pessoas que estão sentindo fortes dores no peito, principalmente com uma tosse seca que piorou, é quando realmente é necessário procurar atendimento médico”, alertou.

O fator mais importante a considerar é a exposição. “Se você está começando a sentir algum desses sintomas, vale a pena perguntar: ‘Alguém com quem eu entrei em contato foi infectado com Covid?’ Também vale a pena se isolar e fazer um teste rápido”, aconselhou.

Mesmo na fase assintomática, é importante ter cautela e se isolar caso tenha havido contato anterior com algum paciente que testou positivo para a Covid.

“Acho que vale a pena manter uma alta suspeita de que possa ser Covid, considerando que temos a variante Ômicron se espalhando como um incêndio”, acrescentou El-Sayed.

Quando fazer o teste para Covid-19

Muitas vezes, é bom acabar com as suspeitas de Covid-19 fazendo um teste. Se você está sentindo sintomas, agora é a hora de fazer um teste, disse El-Sayed.

Para aqueles que foram expostos, mas não estão sentindo sintomas, existe a possibilidade de que o vírus não tenha replicado o suficiente para aparecer em um teste rápido, explicou ele. Nesses casos, é melhor esperar cinco dias após a exposição antes do teste e permanecer atento.

“Só porque você recebe um teste negativo não significa necessariamente que não é Covid”, disse El-Sayed. “A melhor abordagem é testar e talvez testar novamente em 12 a 24 horas e, se você obtiver dois negativos, pode ter mais certeza de que não é”.

Seja a Covid-19 ou o resfriado comum, sempre é uma boa ideia se isolar enquanto enfrenta uma doença viral, disse ele.

O que fazer se seu filho apresentar sintomas respiratórios

Quando uma família chega ao pronto-socorro com uma criança que apresenta espirros e dor de garganta e pergunta o que é, a médica Sarah Ash Combs diz que não pode ter certeza sem um teste.

As crianças estão sentindo a Ômicron da mesma forma que os adultos, pois os sintomas são muito mais amplos e geralmente mais leves, como um resfriado, disse ela.

Vacinar os filhos contra a gripe é importante para reduzir as chances de ter outro vírus nessa mistura, disse Sarah. Crianças menores de 5 anos ainda aguardam a aprovação da vacina contra a Covid-19 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, e pela Food and Drug Administration dos EUA, mas as mais velhas podem ser vacinadas para reduzir o risco de propagação e de doenças graves.

À medida que as crianças terminam o ano letivo [nos Estados Unidos], os testes serão essenciais para a proteção contra surtos, disse Sarah.

A boa notícia é que sabemos como gerenciar infecções quando as crianças voltam à escola, disse a médica. Quando não está claro se seu filho foi exposto ou se o teste ainda está pendente, acredita-se que protocolos como o uso de máscaras, higienização, distanciamento e redução de reuniões internas ainda sejam eficazes na redução da propagação, acrescentou.

E saiba que os conselhos podem evoluir com o passar do tempo, advertiu El-Sayed. “Está mudando rapidamente. Estamos aprendendo muito mais”, disse ele.

Fonte: CNN BRASIL

Em três anos, cesta básica fica 48% mais cara e itens sobem até 153%

O aumento de preços no grupo de alimentos essenciais para o brasileiro foi o dobro da inflação acumulada no mesmo período.

O custo da cesta básica aumentou 48,3% em três anos. O grupo de alimentos essenciais para a vida dos brasileiros passou de R$ 482,40, em fevereiro de 2019, para R$ 715,65, no mesmo mês de 2022. A alta é o dobro da inflação acumulada no período, de 21,5%, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

O valor se refere à cesta básica de São Paulo, a mais cara do país, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que analisa os preços em 17 capitais todo mês, mas não tem uma média nacional.

Entre os produtos que mais subiram nos últimos três anos estão aqueles considerados commodities (matérias-primas com cotação internacional), como soja, café, açúcar e carne, que têm os preços mais pressionados.

O óleo de soja aumentou 153% e passou de R$ 3,48 para R$ 8,82. O pacote de 600 gramas de café custava R$ 11,50 em 2019 e agora custa R$ 21,65, 88% a mais. O quiIo da carne bovina foi de R$ 25 para R$ 44,27, uma elevação de 75%.

Para a economista Patrícia Costa, supervisora de pesquisas do Dieese, a alta da cesta básica nos últimos três anos é a maior desde o Plano Real. “A inflação atual é perversa, porque está focada nos alimentos básicos e nos bens e serviços, como energia elétrica e gás de cozinha. Produtos como carne, café e pão aumentaram muito além da inflação num momento de pandemia”, afirma Patrícia.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, em fevereiro de 2019, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometia, em média, 45,09% do rendimento para adquirir os produtos da cesta. Em fevereiro de 2022, esse índice atingiu 56,11%.

Isso significa que, nos últimos três anos, o custo dos alimentos não foi acompanhado pela reposição da inflação no salário mínimo. O piso nacional passou de R$ 998, em 2019, para R$ 1.212, neste ano, uma aumento de 21,4%.

A escalada da inflação começou com os impactos da pandemia de coronavírus. Mas os preços continuam pressionados por uma combinação de fatores domésticos e externos, como a guerra entre a Rússia e Ucrânia.

Para tentar conter os aumentos, o Copom, do Banco Central, reajustou a taxa básica de juros, a Selic, para 11,75% ao ano. Foi a nona elevação consecutiva de uma série iniciada em março de 2021. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

A alta dos preços tem origem na oferta de produtos, de acordo com a economista, mas pode ser influenciada pela exportação, taxa de câmbio, ausência de políticas internas de manutenção do preço do alimento em nível razoável e pela falta de crescimento econômico, de renda e de emprego.

A inflação pode ser resultado de aumento esporádico, como, por exemplo, o preço do tomate ficar mais alto dependendo do clima, mas depois recuar. Já o aumento generalizado do nível de preços tem várias causas. “Uma delas pode estar do lado da demanda. Ou o problema está na oferta. Mas, quando está na oferta, o tratamento tem que ser diferente. Não dá para ser o mesmo. O aumento da Selic é inócuo. Ele só favorece o mercado financeiro, porque internamente é um desastre, porque o país não cresce.”

Outro componente que pressiona indiretamente o preço dos alimentos é o combustível. No dia 11 de fevereiro, a Petrobras autorizou aumento nas refinarias de 18,7% na gasolina, 24,9% no diesel e 16% no GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) ou gás de cozinha. Com isso, a estimativa para a inflação oficial do ano sobe de 6,2% para 7,5%.

Fonte: R7

Guerra na Ucrânia encarece passagens e muda rotas aéreas, alerta Abear

Associação defendeu que medidas emergenciais de contenção de preços que incluam a querosene de aviação sejam tomadas para tentar amenizar a crise.

Com o aumento nos combustíveis causado pela guerra na Ucrânia, o setor aéreo deve ser impactado. Segundo companhias e associação do setor, a expectativa é que as passagens fiquem mais caras, viagens sejam adiadas e seja mais difícil incluir novos destinos.

A Rússia é o maior fornecedor de gás e combustível para a Europa. Com o conflito, esse fornecimento fica comprometido – aumentando, portanto, a demanda. Dessa forma, é criada uma crise global em busca de combustíveis, que causa o aumento no preço que chega até os consumidores.

Com a alta nos preços, também encarece o principal combustível para a aviação: o querosene de aviação (QAV).

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), o encarecimento do QAV gera impacto na retomada das operações aéreas, além de inviabilizar destinos mais caros. Além disso, a alta dos combustíveis deve impactar o transporte de cargas e toda a cadeia produtiva do turismo.

“Diante desse cenário”, disse organização, “a ABEAR informa que o consequente encarecimento do QAV nos curto e médio prazos poderá frear a retomada da operação aérea, o atendimento logístico a serviços essenciais e inviabilizar rotas com custos mais altos, incluindo o foco na expansão de mercados regionais, num setor que acumula prejuízo de R$ 37,4 bilhões de 2016 até o terceiro trimestre de 2021”.

A associação defendeu que medidas emergenciais de contenção de preços que incluam a querosene de aviação sejam tomadas para tentar amenizar a crise.

Em nota à CNN, a GOL informou que, diante do aumento nos combustíveis, o aumento no preço das passagens aéreas é “inevitável”, porém ainda não é possível determinar quanto será esse aumento.

“O QAV vem sofrendo constantes altas nos últimos três anos”, disse, “e, neste momento, representa cerca de 50% dos custos de um voo, percentual bem acima da média histórica. Comparada a 2019, a alta é de aproximadamente 90% e, em relação aos valores do último trimestre de 2021, de 30%”.

Já a Latam informou que alguns voos que estavam programados para os próximos meses e os novos destinos previstos foram adiados para o terceiro trimestre deste ano. Segundo a companhia, a atitude teve que ser tomada por causa do alto preço do querosene de aviação, resultado da guerra na Ucrânia.

Clientes que compraram passagens para os voos da Latam que foram postergados podem acessar o site para remarcar a viagem.

Fonte: CNN BRASIL

Outono começa neste domingo no Brasil; veja como será a nova estação

Outono no Hemisfério Sul inicia-se oficialmente neste domingo (20), às 12h33, horário de Brasília.

O outono começa às 12h33 deste domingo (20), em todo o país, e vai até 21 de junho. A estação tem características intermediárias às do verão e do inverno, marcada por queda nas temperaturas e redução no volume de chuvas. Veja como será clima no período em cada região do país.

Região Norte

A previsão é de chuvas acima da média na Região Norte, especialmente no nordeste do Pará e noroeste do Amazonas, e aumento da temperatura das águas próximas ao litoral nordestino, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Já no sudoeste do Pará, as probabilidades são de chuvas abaixo da média.

Região Nordeste

Na Região Nordeste, a alta da temperatura das águas próximas à costa nordestina poderá aumentar as chances de chuvas até o final do outono.

Já no leste nordestino, a previsão é de aumento gradativo das chuvas entre as estações de outono e inverno, devido à evolução dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL). De acordo com o Inmet, as temperaturas permanecerão próximas e acima da média na região, exceto na parte norte dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, onde as temperaturas poderão ser mais amenas.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, as chuvas devem ocorrer dentro da normalidade a abaixo da média climatológica em grande parte da região, exceto nas partes central e leste do Mato Grosso, onde existe a possibilidade de as chuvas serem mais frequentes no mês de abril.

Região Sudeste

As chuvas deverão permanecer abaixo da média nos próximos três meses na Região Sudeste. Normalmente, esse período já experimenta queda no volume de chuvas.

Região Sul

Já a previsão climática para Região Sul indica que as chuvas serão abaixo da média na maior parte dos três estados, em decorrência de impactos que o fenômeno La Niña. Entretanto, pode haver entrada de frentes frias que provoquem chuvas, especialmente na porção leste da região, à medida que se aproxima do inverno.

Próximos meses

A partir de maio, começa o período mais seco na área central do país. O Inmet projeta temperatura acima da média em toda região, com exceção do leste do Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas previstas poderão sofrer certo declínio ao longo dos meses de outono.

A temperatura do ar deverá prevalecer próxima e ligeiramente acima da climatologia do período, mas o Inmet não descarta a possibilidade da entrada de massas de ar frio que possam diminuir as temperaturas em localidades de maior altitude, a partir do mês de maio.

“Destaca-se que, durante o outono, normalmente observam-se as primeiras formações de fenômenos adversos como: nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul, e friagem no sul da Região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até mesmo no sul de Goiás”, informa o Prognóstico Climático do Inmet para o período.

Entenda a estação

O outono no Hemisfério Sul inicia-se com um equinócio, entre os dias 20 e 21 de março todos os anos.

Durante o período, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, as chuvas são mais escassas, especialmente no interior do Brasil, incluindo o semiárido nordestino. As partes litorâneas do Nordeste e a Região Amazônica ainda registram um volume considerável de chuvas, especialmente se houver persistência do sistema atmosférico denominado Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul de sua faixa de atuação.

A nova estação também caracteriza-se pelas primeiras incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente, e que provocam queda gradual nas temperaturas, principalmente nos estados do Sul e em partes da Região Sudeste.

Outras marcas dessa estação são uma maior queda na umidade relativa do ar e aumento da incidência de ventos.

A chegada do outono está ligada a um fenômeno astronômico chamado de equinócio, que marca o momento exato em que o sol se posiciona de forma perpendicular à Linha do Equador, distribuindo sua luminosidade de maneira mais ou menos uniforme entre os hemisférios Sul e Norte, o que ocorre exatamente neste dia 20 de março.

A partir desse momento, pelo movimento de translação da Terra em relação ao sol, um dos hemisférios começa a receber maior luminosidade solar do que o outro. Isso se dá porque a Terra tem uma ligeira inclinação em relação ao próprio eixo e, conforme ela se movimenta ao redor do sol (translação), essa incidência dos raios solares vai se invertendo entre a parte Norte e Sul do planeta.

É por isso que, quando o outono começa no Hemisfério Sul, numa transição para o inverno, a primavera começa no Hemisfério Norte, numa transição para o verão.

Fonte: CNN BRASIL

115 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 14,6 mil vagas no país; veja lista

Há cargos para todos os níveis de escolaridade em todas as regiões do país. Salários chegam a R$ 27,5 mil na Defensoria Pública do Ceará.

Pelo menos 115 concursos públicos estão com inscrições abertas no país nesta segunda-feira (21) e reúnem 14,6 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade.

Os salários chegam a R$ 27,5 mil na Defensoria Pública do Ceará.

Já entre os concursos com o maior número de vagas, destaque para o Polícia Civil de São Paulo, com 2.500 postos a serem preenchidos, e o da Marinha, com 960 vagas.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os concursos abertos em órgãos federais, estão ainda:

Aeronáutica: para 85 vagas;

Eletronuclear, com 137 vagas;

Exército, com 440 vagas;

Instituto Rio Branco, com 34 vagas para diplomata;

IBGE12 vagas

Há ainda concursos em prefeituras, secretarias estaduais, tribunais, bombeiros, empresas estatais e universidades em todas as regiões do país.

Nesta segunda, pelo menos 12 órgãos abrem o prazo de inscrições para mais de 1.500 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Veja abaixo as informações de cada concurso:

Serviço Social Autônomo de Contagem (MG)
Inscrições até: 19/04/2022
839 vagas
Salários de até R$ 7.272,00
Cargos de nível fundamental, médio e superior
Veja o edital

Prefeitura de Cláudio (MG)
Inscrições até: 23/03/2022
5 vagas
Salários de até R$ 1.886,09
Cargos de nível fundamental
Veja o edital

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Inscrições até: 24/03/2022
103 vagas
Salários de até R$ 2.446,96
Cargos de nível médio
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Prefeitura de Anta Gorda (RS)
Inscrições até: 25/03/2022
1 vaga
Salários de até R$ 3.931,21
Cargos de nível superior
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Prefeitura de Santo Antônio de Goiás (GO)
Inscrições até: 28/03/2022
212 vagas
Salários de até R$ 2.014,22
Cargos de nível fundamental, médio e superior
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Prefeitura de Nova Brasilândia (MT)

Inscrições até: 05/04/2022
25 vagas
Salários de até R$ 3.827,16
Cargos de nível fundamental, médio e superior
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Prefeitura de União do Oeste (SC)
Inscrições até: 11/04/2022
19 vagas
Salários de até R$ 15.000,00
Cargos de nível fundamental, médio e superior
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Metrofor (Ceará)
Inscrições até: 19/04/2022
150 vagas
Salários de até R$ 3.731,61
Cargos de nível médio e superior
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Prefeitura de Sorocaba (SP)
Inscrições até: 19/04/2022
10 vagas
Salários de até R$ 1.666,56
Cargos de nível médio
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Universidade Federal de Jataí (UFJ)
Inscrições até: 21/04/2022
3 vagas
Salários de até R$ 2.446,96
Cargos de nível médio e superior
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Polícia Civil de São Paulo – médico legista
Inscrições até: 28/04/2022
189 vagas
Salários de até R$ 8.699,94
Cargos de nível superior
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Informática de Municípios Associados (IMA/Campinas-SP)
Inscrições até: 22/05/2022
182 vagas
Salários de até R$ 4.852,50
Cargos de nível médio e superior
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Fonte: G1

Auxílio Brasil começa a ser pago nesta sexta-feira a 18 milhões

Serão beneficiados hoje aqueles com NIS (número de identificação social) final 1. Pagamento vai até 31 de março.

A Caixa começa a pagar nesta sexta-feira (18) o Auxílio Brasil de março a 18 milhões de pessoas. Serão beneficiados hoje os integrantes com NIS (número de identificação social) de final 1. O calendário será suspenso no fim de semana e retomado na segunda-feira (21), para os aqueles com NIS de final 2. O pagamento vai até 31 de março.

Cada família receberá um repasse mínimo de R$ 400. O investimento total para os pagamentos supera R$ 7,1 bilhões. Os estados com maior número de famílias inscritas no programa são São Paulo (2,22 milhões), Bahia (2,21 milhões), Minas Gerais (1,43 milhão), Pernambuco (1,42 milhão), Rio de Janeiro (1,32 milhão) e Ceará (1,29 milhão).

Nesta quinta-feira (17), o governo federal anunciou que os beneficiários do programa poderão fazer empréstimo consignado, concedido com desconto automático em folha de pagamento. Por ter como garantia do desconto direto no salário ou benefício, esse tipo de operação de crédito pessoal é uma dos que oferecem os menores juros do mercado.

Calendário do Auxílio Brasil em março

NIS 1 – 18/3
NIS 2 – 21/3
NIS 3 – 22/3
NIS 4 – 23/3
NIS 5 – 24/3
NIS 6 – 25/3
NIS 7 – 28/3
NIS 8 – 29/3
NIS 9 – 30/3
NIS 0 – 31/3

Como receber o Auxílio Brasil?

O benefício pode ser recebido por meio de poupança social digital, no aplicativo Caixa Tem, criado inicialmente para o auxílio emergencial, conta-corrente de depósito à vista, conta especial de depósito à vista e conta contábil, que, de acordo com o Ministério da Cidadania, é uma plataforma social do Auxílio Brasil.

Essa última opção só ocorre quando o beneficiário não possui nenhuma das outras opções para recebimento. O saque pode ser feito com o cartão do Bolsa Família.

Quem tem direito ao Auxílio Brasil?

De acordo com o Ministério da Cidadania, as pessoas que têm direito ao Auxílio Brasil se enquadram nos seguintes casos:

  • Situação de extrema pobreza – renda familiar mensal per capita de até R$ 105;
  • Situação de pobreza – renda familiar mensal per capita entre R$ 105 e R$ 210; e
  • Regra de emancipação – famílias que tiveram melhora na renda familiar, a qual, porém, não ultrapassa R$ 525. Nesse caso, o benefício seguirá ativo por até 24 meses. Para isso ocorrer, é necessário que haja na composição familiar crianças, jovens de até 21 anos ou gestantes.

Os beneficiários podem tirar dúvidas em três canais de atendimento. O número 121, do Ministério da Cidadania, reúne informações e é a central para denúncias. O número 111 é o canal de Atendimento ao Cidadão da Caixa e reúne informações sobre o cartão e o saque do benefício. Também é possível acompanhar as principais informações sobre o benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil.

Fonte: R7

Cidade de SP aplica quarta dose da vacina contra a Covid-19 em idosos acima de 80 anos a partir desta sexta

Cerca de 250 mil pessoas dessa faixa etária estão aptas a tomar a quarta dose contra a Covid-19 na capital paulista, segundo estimativa da Secretaria Municipal da Saúde.

A capital paulista começa nesta sexta-feira (18), três dias antes do início da data prevista pelo calendário estadual de imunização, a aplicar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 em idosos acima de 80 anos.

Cerca de 250 mil idosos com 80 anos ou mais estão aptos a tomar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 na cidade.

Segundo a secretaria municipal da Saúde, o esquema vacinal será o mesmo já anunciado pelo governo do estado, na tarde desta quarta-feira (16): os idosos dessa faixa etária serão imunizados com qualquer um dos imunizantes disponíveis nos postos de vacinação, ou seja, um dos quatro com aplicação aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). São eles: CoronaVac, Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

Atualmente, a chamada quarta dose só é aplicada em pessoas – incluindo adolescentes – com imunossupressão. Ou seja, os grupos com problemas no sistema imunológico.

Estado

O governo de São Paulo anunciou que vai começar a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 em idosos acima de 80 anos a partir da próxima segunda-feira (21), quando cerca de 900 mil idosos que residem no território paulista já estarão aptos a serem imunizados.

O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa na tarde da quarta-feira (16).

Para receber a quarta dose, é necessário já ter completado o intervalo mínimo de quatro meses em relação à terceira.

Promessa do governo

No início de fevereiro, Doria anunciou que a quarta dose seria disponibilizada para vacinar toda a população paulista. Na ocasião, no entanto, ele não estabeleceu uma data para isso acontecer.

Na quarta (16), foi anunciado apenas a aplicação para idosos com mais de 80 anos. O governo ainda não divulgou um calendário para os demais grupos.

Desde o início do ano, o governo tenta alavancar a vacinação dos faltosos, além de criança e adolescentes. Para esse público, a gestão estadual chegou a realizar a vacinação dentro das escolas.

Atualmente, o estado registra mais de 10 milhões de pessoas com dose de reforço contra Covid atrasada.

Primeiro estado do Brasil a atingir meta da OMS

O estado de São Paulo foi o primeiro a atingir a meta de vacinação estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e registrar mais de 90% da população elegível vacinada com as 2 doses.

“Somos o primeiro estado a ter a população com as duas doses elegível, ou seja, aquela acima de 5 anos. Se fossemos um país, seriamos o 3º país do mundo”, afirmou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI), Regiane de Paula.

Fonte: G1