Um ambiente organizado proporciona uma melhor saúde mental e bem-estar físico. Isso porque o local molda nossa personalidade e, consequentemente, nos sentimos acolhidos e confortáveis.
Já ouviu falar em pessoas que não conseguem ser focadas e produzir algo em um ambiente bagunçado ou desconfortável? Ou, até mesmo, isso aconteceu com você? De fato, esses aspectos dos ambientes se espelham na saúde física e mental. Especialistas de psicologia denominam esse caso como relação pessoa-ambiente.
“São todas as maneiras através das quais os ambientes influenciam nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos e, na outra direção, todos os modos como esses sentimentos, pensamentos e comportamentos afetam os ambientes ao nosso redor”, diz Maíra Longhinotti Felippe, arquiteta, mestre em psicologia e professora da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em entrevista para o site UOL.
De acordo com a mestre em psicologia, isso é uma ligação que contém inúmeros modos de relação, que mudam conforme o indivíduo, grupo social e o contexto cultural, econômico e político.
A sensação de bem-estar que sentimos se origina entre a troca daquilo que se espera do ambiente e daquilo que o ambiente realmente é, ou seja, quanto mais atingimos nossas expectativas e quanto maior a identificação com o cenário, melhor será a sensação. “Todos nós temos nosso próprio ‘padrão interno’ de referência acerca de como os ambientes são ou deveriam ser. Isso é o que chamamos de identidade de lugar. É como um aspecto da nossa própria identidade pessoal: existem características que nos definem enquanto pessoa, da mesma forma que existem características que definem o que esperamos ou queremos de um ambiente”, afirma Maíra.
Vera Garcia, médica psiquiatra diz que existem pessoas que não se incomodam com as suas bagunças e conseguem conciliar e viver bem. Entretanto, também há outras pessoas que ficam desconfortáveis com a bagunça e demonstram uma organização exagerada, a nível de ficar doentes psicologicamente quando algo sai do controle.
De acordo com Garcia, precisa haver um equilíbrio entre esses dois opostos, “Há indivíduos que por perceberem uma incapacidade de se organizarem, ficam imobilizados, causando prejuízos para a vida profissional, social e familiar. No outro extremo, encontram-se aquelas pessoas que demonstram preocupação exagerada com arrumação e/ou limpeza, sentindo profundo mal-estar se algo estiver fora do lugar. Frequentemente, são pessoas com traços obsessivos ou que sofrem de TOC, transtorno obsessivo-compulsivo”, afirma ela.
A peça-chave para isso tudo é identificar qual é sentimento com o nosso lar. Caso a resposta seja ruim, é o momento de tomar atitudes e adotar novas mudanças para conquistar uma maior qualidade de vida, o que, consequentemente, influenciará em outras áreas, como profissional e pessoal.
Foto destaque: Mulher organizando armário. Reprodução/Rodnae Productions/Pexels
Fonte: Lorena R7


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