A Palavra de Deus declara: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor” (Os 6:3a).

Quanto tempo você investe em conhecer mais a Deus através da leitura da Sua Palavra, a Bíblia Sagrada? Você já leu e estudou a Bíblia toda, de capa a capa?

Separe todo dia um tempo para passar ouvindo a voz de Deus através da leitura da Bíblia, um momento só seu e de Deus. Um momento de comunhão com o Teu Criador.

A Comunidade Cristã Paz e Vida é uma Igreja que prega a Palavra e incentiva todos os seus membros a ler e estudar a Bíblia, pois esta é uma das formas que Deus fala conosco.

Além disso, a Paz e Vida distribui bolsas de estudo para os Cursos de Teologia que podem ser frequentados gratuitamente e em todas as nossas Sedes (Níveis Expert e Master), com material todo idealizado pelo Pr. Juanribe Pagliarin, que também é teólogo.

Além dos cursos, também presenteamos nossos membros e visitantes com os livros escritos pelo fundador e presidente da Paz e Vida, Pr. Juanribe Pagliarin, e disponibilizamos para download gratuito os livros, Ilustrações e Mensagens do nosso pastor.

Tudo isso para que o povo de Deus conheça e prossiga em conhecer o Senhor Jesus!

Todo esse trabalho é sustentado pelo Ministério Pregadores do Telhado que tem levado salvação a diversas pessoas em todo Brasil e no exterior. Conheça o trabalho deste Ministério e nos ajude a levar a genuína Palavra de Deus por todo mundo. Estamos cumprindo o “Ide” do Senhor Jesus (Mc 16:15), mas precisamos da sua ajuda.

Por Daniela Porto

SOFRIMENTO

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo
que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança” (Rm 5:3-4).

  1. Os propósitos de Deus no sofrimento do homem

Em Eclesiastes 3.1 a Bíblia afirma que “(…)há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1). Não há acasos; Deus tem propósito para cada acontecimento. Sendo assim, nós não podemos imaginar que Deus não tem propósitos para o sofrimento. Nem mesmo o sofrimento humano acontece por acaso.

  1. PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO ENTRE OS ÍMPIOS

Manifestar o caráter santo de Deus Salmo 107.17 – Esse texto afirma que os ímpios serão afligidos por causa dos seus pecados. As dores e as angústias sobrevêm aos incrédulos como conseqüência das suas transgressões. As pessoas que vivem com o coração longe de Deus, se afundam nas suas iniquidades e quando sofrem, perguntam-se: “Por que eu tenho sofrido tanto?” Deus, por causa de Sua própria santidade, além de abominar o pecado não pode ficar impassível diante de práticas pecaminosas. Assim, Ele age permitindo o sofrimento àqueles que vivem na prática do pecado.

Promover a prática da justiça Is 26.9 – O sofrimento que Deus permite aos ímpios tem por objetivo levá-los a aprender a viver uma vida reta. E uma das maneiras de se levar uma pessoa ímpia a viver uma vida correta é aplicando-lhe uma penalidade. A manifestação da justiça de Deus tem um efeito saudável dentro da sociedade, pois as pessoas começam a andar em retidão pelo medo da “punição”.

  1. PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO ENTRE OS CRISTÃOS

Levar o cristão de volta ao caminho correto Pv 3.11-12. A dor é o “megafone” que Deus usa para fazer o “surdo” ouvir o que Ele tem a dizer. Quando enfrentamos dores e sofrimentos, devemos pedir a Deus para nos mostrar o caminho correto a seguir, para ajudar-nos em nossa conduta, fazendo-nos voltar para o caminho da retidão. Além do mais, é necessário compreender que esse tipo de ação permissiva de Deus (dor e sofrimento) não é sinal de que Ele nos abandonou. Pelo contrário, é sinal de que Ele nos ama, desejando nos levar a andar no melhor caminho: o caminho da vida para desenvolver a capacidade de sentir compaixão do próximo.

II Co 1.4-5 nos ensina algumas verdades acerca do sofrimento:

É Deus quem nos conforta no sofrimento. No mundo, nós cristãos, sempre vamos passar por tribulações (Jo 16.33). Todavia, com Deus esse sofrimento é aliviado. Por essa razão, no verso 3 Deus é chamado de “o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação”. Deus está sempre disposto e é totalmente poderoso para consolar e confortar em nossos momentos de angústia e dor.

É Deus quem nos capacita para confortar no sofrimento do nosso próximo. O sofrimento é uma excelente escola, onde aprendemos a consolar e confortar as pessoas da mesma maneira como Deus faz conosco. Nós, seres humanos, somos diferentes de Deus: Enquanto Ele conhece todas as coisas sem nunca as ter experimentado, nós só conseguimos aprender a fazer algo através da experiência. Nunca aprenderemos a confortar pessoas a menos que tenhamos passado pelo sofrimento e tenhamos recebido o conforto divino. Se o próprio Jesus teve de aprender a obedecer pelas coisas que sofreu, tendo de experimentar o sofrimento e a tentação para poder socorrer os que são tentados (Hb 2.8), quanto mais nós que temos de aprender na prática, sobre a consolação divina para podermos consolar os que estão sofrendo. Deus enviou Cristo para que a nossa consolação transborde por meio dEle – Paulo também aprendeu a glorificar o merecedor de todas as graças que recebemos de Deus. Como recebemos a capacidade de consolar, temos de aprender a glorificar a Cristo, porque toda a nossa capacidade de confortar é feita por meio de Cristo e do Espírito Santo.

Confirmar o valor da fé 1 Pd 1.6-7 – O sofrimento é o meio que Deus usa para fazer o cristão crescer na sua fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo – A ação do fogo é múltipla. Ele destrói, consome, aniquila; mas a Escritura cita o fogo aqui como um elemento purificador, que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado. O processo de confirmação de nossa fé é comparado ao processo da depuração do ouro pelo fogo. Pedro diz que a confirmação da fé vem por uma gama de sofrimentos – O fogo é sinônimo de sofrimento causado pelas provações: passamos por ele e por meio dele somos confirmados em nossa fé. Os destinatários da carta de Pedro estavam sendo provados com aflições. Não haveriam de sofrer por muito tempo, mas estavam sofrendo para que o valor da sua fé fosse confirmado. O sofrimento tem diversas manifestações: Deus permite várias formas para causar crescimento no meio do seu povo. Por essa razão, Pedro diz que os cristãos seriam contristados (entristecidos) “por várias provações”. Esse teste de fé está longe de ser uma experiência agradável. Diz ainda que o sofrimento é para a confirmação da fé e vem quando necessário. Nem todos os cristãos que passaram pelo mundo experimentaram os sofrimentos dos quais Pedro falava. Ele disse: “Nisso exultai, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações (…)”. A conclusão que se pode tirar dessa passagem é que nem todos sofrem, porque não é necessário que haja crescimento ou confirmação da fé somente por meio do sofrimento. O sofrimento não é algo inevitável ou necessário. Pedro diz que o sofrimento para a confirmação da fé não é longo – mesmo que em certas ocasiões possa vir sobre os cristãos, mas não permanece para sempre. Pedro diz que os cristãos são contristados “por breve tempo”. Então, o sofrimento é de duração limitada. Aliás, não podemos nos esquecer de que a duração curta da provação está em contraste com a alegria de que vamos desfrutar amanhã. Mesmo que o sofrimento dure a noite inteira, a alegria vem pela manhã.

Aperfeiçoar o caráter cristão Rm 5.3-4 – Nesse texto, Paulo afirma que o sofrimento é um meio que Deus usa para aperfeiçoar o caráter dos cristãos. Mas, diferentemente da versão Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica Brasileira, há outras versões da Bíblia que traduzem o texto de uma forma diferente. A palavra “tribulações” é traduzida como “sofrimentos”, “perseverança” é traduzida como “paciência” e “experiência” é traduzida como “caráter provado”. Assim: Paulo diz que os sofrimentos produzem perseverança – Na língua grega, a palavra “perseverança” pode também ser traduzida por paciência, persistência, constância. Essas são algumas características que se apresentam no homem maduro, que se mantêm leal à sua fé e aos seus propósitos mesmo quando está debaixo das maiores tribulações ou sofrimentos. Em geral, não crescemos quando estamos em plena calmaria de problemas. Em todos os ramos, o desenvolvimento aparece em hora de crise ou sofrimento. Paulo diz que a perseverança produz experiência – essa é parte da reação em cadeia. Assim como os sofrimentos produzem a perseverança (ou paciência, ou constância, ou persistência), esta produz experiência. Na língua grega, a palavra “experiência” pode ser traduzida por “caráter provado”. A idéia é a de alguém que foi testado e saiu vitorioso no teste, tendo desenvolvido um caráter amadurecido pelos sofrimentos. Paulo diz que a experiência produz esperança – o sofrimento do cristão o conduz à perseverança, a firmeza, a constância e a paciência porque eles são conectados à esperança. Há alguma coisa no final que os faz levantar os olhos e crer na mudança dos acontecimentos. Para o cristão, o sofrimento é o ponto em que o poder da esperança fica cada vez mais claro, ligando o nosso presente ao futuro de vitória, porque para o cristão “os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória a vir ser revelada em nós” (Rm 8.18).

Conclusão

Quando você, cristão, estiver sofrendo pelas mais variadas razões, lembre-se de que você não é um desafortunado, mas um amado de Deus. Os sofrimentos pelos quais você tem passado são maneiras de Deus fazer bem à sua vida. Ele tem levado você de volta ao caminho dEle, que é o caminho da vida, endireitando as suas veredas tortuosas. Se Deus não lhe houvesse mostrado o seu amor disciplinador, onde você estaria ainda? Ele tem ensinado você a ter compaixão dos outros que sofrem. Ele tem confirmado o valor da sua fé, por meios das tribulações pelas quais você passa. Ele tem aperfeiçoado o seu caráter.

Por Valdely Cardoso Brito

DOUTRINA BÍBLICA DO DÍZIMO

O dízimo será santo ao SENHOR (Lv 27:32)

Dízimo é a palavra que envolve dois elementos o de sua natureza matemática, que está em seu nome latino décima, e que significa “a décima parte”. Que tem objetivo de sustentar a Obra do SENHOR, e Deus ensina seus vários aspectos, a saber:

ANTES DE MOISÉS – O dízimo aparece na Bíblia, pela primeira vez em Gênesis 14:18-20. Abraão é o primeiro dizimista registrado na história. O seu dízimo tem um caráter religioso, embora fosse tirado de despojos de guerra, e foi entregue ao Sacerdote Melquisedeque para o sustento do culto ao Senhor. Jacó fez uma promessa a Deus que, se fosse bem-sucedido em sua viagem, ele seria dizimista (Gn 28:18-22).

Antes de Moisés, o dízimo era um percentual de 10%, que os hebreus davam para o sustento do culto. O texto bíblico sugere que, no tempo de Abraão e de Jacó, o dízimo era dado voluntariamente e com amor.

DEPOIS DE MOISÉS – Moisés incorporou o dízimo à lei e o tornou um ato legal e obrigatório, (Lv 27:30-32, Nm 18:20-28; Dt 14:22-29), e quem não o pagava, tornava-se sonegador, ladrão (Ml 3:8-10). Assim, antes de Moisés, o dízimo era um ato voluntário e dado como prova de amor, de gratidão e de fidelidade. Depois de Moisés, o dízimo passou a ser um ato obrigatório, tornando seus devedores sonegadores e ladrões.

NO TEMPO DE CRISTO

Quem diz que o dízimo não é uma doutrina cristã, mas uma prática exclusivamente judaica, não sabe o que está falando. Jesus reconheceu a necessidade do dízimo para o sustento do culto e recomendou a sua prática (Mt 23:23).

A questão para o cristão, não é saber se o dízimo é ou não uma doutrina cristã, mas como ele deve ser praticado: deve ser dado como um ato voluntário, e de amor, como fez Abraão, e Jacó, ou pago como um ato legal e obrigatório como instituiu Moisés? A resposta está em Hb 7 e 2 Co 9:7.

Com efeito, o dízimo cristão é um ato voluntário e dado como uma prova de amor, de gratidão, de fé, de fidelidade e de interesse pela causa de Cristo. Isso porque o Cristianismo se fundamenta na ordem sacerdotal de Melquisedeque, a quem Abraão deu o dízimo, e não na ordem sacerdotal de Levi, a quem Moisés pagou o dízimo (Hb 7, 2 Co 9:7).

Ninguém é obrigado a dar o dízimo, mas se alguém assumir o compromisso (fizer um voto), moralmente está obrigado a cumpri-lo para com Deus. No livro de Eclesiastes (5:1-6), está dito que: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tarde em cumpri-lo, porque ele não se agrada de tolos. O que votares, paga-o. Melhor é que não votes, do que votes e não pagues”.

Não negligencie o teu dever. “O dízimo será santo ao Senhor” (Lv 27:32). Faça da entrega de seu dízimo, um ato de culto aceitável e agradável ao Senhor (Fp 4:16-17).

Por Valdely Cardoso Brito

Conheça as vitaminas e minerais essenciais para manter a imunidade em dia

É através da alimentação que conseguimos níveis recomendados de vitaminas, minerais e nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do corpo

A saúde e o funcionamento correto do organismo estão conectados à alimentação saudável e balanceada. Quando estamos com a imunidade em dia, a ingestão de vitaminas e minerais é importante para manter a energia e disposição, e quando estamos doentes, durante os processos infecciosos ou baixa imunidade, os alimentos são os responsáveis por ajudar nosso corpo a melhorar com mais facilidade.

A alimentação saudável fortalece a imunidade e evita doenças, além de ajudar na disposição e energia no dia a dia. De modo geral, é através dela que conseguimos níveis recomendados de vitaminas, minerais, proteínas e nutrientes fundamentais para o funcionamento do corpo humano. Mas, afinal, quais são as principais vitaminas para manter a imunidade em dia? Veja a seguir algumas das mais importantes delas.

Vitamina A: é um antioxidante natural que atua na formação dos ossos, dentes, cabelos, olhos, pele e mucosas. Fígado, óleos como o de dendê e pupunha são ricos em vitamina A.

Vitamina C: um poderoso antioxidante que promove a cicatrização e recuperação de tecidos, atuando também no controle de inflamações. Essa vitamina é ótima para melhorar a circulação sanguínea, prevenir doenças cardiovasculares e ajuda na imunidade. Ela é encontrada em frutas cítricas como laranja, limão, acerola e muitos outras, além de brócolis, couve flor e repolho roxo.

Vitamina E: responsável por combater o envelhecimento precoce e fortalece a ação dos glóbulos brancos do sistema imune. Ela pode ser encontrada em azeites de olivia, abacate, castanhas, amêndoas e nozes, gema de ovo e grãos.

Zinco: tem ação anti-inflamatória, recuperando tecidos infectados e melhorando a imunidade. Carnes, frutos do mar, como ostras e mariscos, fígado, peixes, ovos e cereais integrais são alguns dos alimentos com zinco.

Selênio: também tem ação anti-inflamatória e fortalece a imunidade. A recomendação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é ingerir, em média, 400 mcg por dia na vida adulta por meio de castanhas do Brasil (conhecidas com castanha do Pará), frango cozido, arroz, alho, leite em pó e clara de ovo.

A combinação do consumo dessas vitaminas e minerais com hábitos saudáveis, como consumo adequado de água e prática de exercícios físicos, colabora significativamente para que a imunidade fique em dia e o corpo tenha mais disposição e energia. Entre esses cuidados, o consumo de Benegrip Imuno faz bastante diferença na rotina.

Com Benegrip Imuno Complex, que é o primeiro em cápsulas gelatinosas e uma fórmula exclusiva que auxilia na prevenção* e fortalecimento** do sistema imunológico. Benegrip Imuno Complex tem vitaminas A, C, D, Zinco e Selênio, e pode ser utilizado para reforçar a imunidade ao longo do ano todo.

Benegrip Imuno Energy tem vitamina C e Zinco, que auxiliam na imunidade, e Cafeína e Arginina, que agem no metabolismo energético e de proteínas, carboidratos e gorduras, respectivamente. Ele é um importante aliado na proteção do organismo contra a baixa imunidade¹ e oferece mais energia² para o dia a dia.

Materiais consultados:
Embrapa. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.  Quantidade de selênio nas castanhas-do-brasil varia de acordo com região. 2016.
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/11010983/quantidade-de-selenio-nas-castanhas-do-brasil-varia-de-acordo-com-regiao
ABRAN. Associação Brasileira de Nutrologia. Orientações Nutricionais Para Aumentar a Imunidade.
http://abran.org.br/new/wp-content/uploads/2020/04/ABRAN_Cartilha-Orientacoes_Imunidade.pdf
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Alimentação Saudável.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel.pdf
*IQVIA. PMB. Abril, 2021. Mapeamento do mercado de vitaminas.
¹Referente ao Benegrip Imuno Complex que contém Vitamina A,C,D, Zinco e Selênio que auxiliam no funcionamento do sistema imune.
²Referente ao Benegrip Imuno Energy que contém Vitamina C e Zinco que auxiliam no metabolismo energético, e de proteínas, carboidratos e gorduras, respectivamente.

Alimentos isentos de registro conforme RDC 27/2010.

Fonte: R7

Forte chuva da região Nordeste chega ao Sudeste na virada do ano

A projeção é de temporal nos próximos sete a dez dias

Fortes chuvas são esperadas, nesta virada de ano, na região Sudeste do País. O corredor de umidade responsável pelo excesso de precipitação em Tocantins e na Bahia, onde 20 pessoas morreram em inundações, está a caminho de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, segundo a agência de notícias especializada Metsul.com. A projeção é de temporal nos próximos sete a dez dias.

Modelos meteorológicos que previram as enchentes no Nordeste e Norte do País, agora, projetam “um aumento substancial da chuva na região Sudeste, com volumes mais altos concentrados em Minas Gerais”, de acordo com o site. A capital Belo Horizonte deve ser a mais afetada, mas não são descartados alagamentos também no Rio e em São Paulo.

Em alguns locais, o volume de chuva pode chegar a 500 mm em 15 dias. Para se ter uma ideia, em Brasília, deve chover 9 mm nas próximas 24h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, que classifica esse volume como “de chuvas intensas”.

A expectativa é de que ocorram chuvas fortes em curtos períodos de tempo, capazes de provocar inundações e deslizamentos de terra. Isso preocupa os meteorologistas, já que, principalmente em Minas e no Rio, há um grande número de pessoas em áreas de risco – próximas a rios e encostas. Na região serrana fluminense, por exemplo, são recorrentes os deslizamentos de encostas e desabamentos de casas no verão.

Não são descartadas, no entanto, enchentes também no Estado de São Paulo, provocadas pelo transbordamento de rios.

Fonte: CNN

Consumo de carne recua na pandemia

Segundo pesquisadores da Embrapa, nível é o menor em 25 anos

O consumo de carne bovina entre os brasileiros caiu significativamente desde o início da pandemia e chegou a 26,5 quilos por habitante em 2021. Trata-se do menor volume em 25 anos e, em relação a 2006, quando houve um pico de 42,8 quilos por habitante, o recuo é de quase 40%. Os dados, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram destacado e usados como referência por pesquisadores do Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), da Embrapa Gado de Corte.

O pesquisador Guilherme Malafaia e seus colegas Sérgio de Medeiros e Fernando Teixeira Dias, que assinam o boletim “Perspectivas para a pecuária de corte em 2022”, publicado pela Embrapa na segunda-feira, dizem que o nível de consumo é o menor em 25 anos. Malafaia observa que os dados podem diferir a depender do órgão utilizado como referência.

A queda se nota desde o ano passado, quando o consumo médio da proteína foi de 29,3 quilos por habitante. O cenário resulta do encarecimento dos cortes e do menor poder de compra das pessoas, devido ao avanço da inflação e do desemprego. Para o CiCarne, o cenário deverá mudar “em um futuro próximo”. “Esperamos um crescimento constante à medida que a renda e as preferências alimentares se expandam. A tendência de percepção de mais saúde [ao consumir a proteína] também será forte na carne bovina”, afirmam os pesquisadores.

A retomada interna, no entanto, pode não ocorrer no curto prazo. É esperado reaquecimento de economias globais para 2022 com o avanço da vacinação, mas a inflação e o desemprego devem continuar pressionando o consumo de carne bovina no país – e o mercado interno absorve 75% da produção.

Apesar de o brasileiro ter trocado o bife pelo frango, os preços da carne de boi não cederam. Uma causa é o ciclo da pecuária, quando há menos animais disponíveis para abate. No terceiro trimestre deste ano, por exemplo, os abates recuaram 10,7%, ante igual período de 2020, para 6,94 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, houve queda em relação a 2019.

Segundo o CiCarne, este ano foi marcado por realidade similar à de 2020, com falta de animais para abastecer o mercado doméstico. Fora o efeito do ciclo pecuário, a escassez de chuvas nos principais polos produtores também afetou a engorda. Assim, o patamar de preços da arroba do boi gordo se manteve acima de R$ 300 no primeiro semestre.

Os preços não cederam significativamente nem quando a China, principal importador, interrompeu compras em setembro, por causa de dois casos atípicos de “vaca louca”. Os asiáticos importaram 50% de 1,27 milhão de toneladas embarcadas pelo Brasil entre janeiro e setembro. O embargo durou mais de três meses, mas foi suspenso.

O momento é de transição de ciclo e o preço do bezerro continua acima do valor médio nominal de 2020. Isso levará à retenção de fêmeas para aumentar a produção. “Como o atual ciclo pecuário se iniciou em 2019, os custos de reposição devem começar a baixar somente em 2023, apesar do aumento da oferta destes animais em 2022”, dizem os analistas do CiCarne.

Sobre as exportações, a expectativa é de avanço em 2022, acredita a Embrapa. A Ásia continuará como o principal consumidor da carne bovina brasileira, com a China à frente.

“Esperamos que a produção de suínos volte a cair em muitos mercados asiáticos, incluindo a China, em 2022, pelos preços descendentes e alto custo com insumos, desestimulando assim a produção”, dizem os especialistas. O fator pode favorecer vendas, porém com competição mais acirrada dos Estados Unidos.

Nesse contexto, as margens dos frigoríficos devem continuar apertadas em 2022. Faltarão vacas para abate e o abastecimento do mercado interno e as indústrias buscarão bois, que estarão com a demanda aquecida no mercado externo – e com a arroba valorizada.

Fonte: Valor

Conheça mais sobre o Espírito da Verdade, o Parakletos, o Espírito Santo na Paz e Vida!

O Espírito da Verdade faz muito mais do que consolar e ajudar e, dada à ilimitada abrangência de Seu poder e atuação, é mais adequado chamá-lO de Parakletos, o Espírito da parte do Pai, igual a Jesus, chamado para ser o nosso Emanuel, nome hebraico que significa Deus conosco, cumprindo Isaías 7:14. Jesus disse que é prova de amor guardar a Sua Palavra e prometeu que Ele mesmo e o Pai Celestial viriam fazer morada na nossa vida, através de Parakletos! A Santíssima Trindade quer habitar em você, para fazer infinitamente mais do que você pode imaginar! (PAGLIARIN, 2019, p. 9)

Quer conhecer mais sobre o Espírito da Verdade, o Parakletos, o Espírito Santo? Venha hoje na Reunião da Busca do Espírito Santo.

As reuniões acontecem hoje às 9, 15 e 19 horas, no Brasil. Em Portugal o horário é às 9, 15 e 20 horas. Participe da última reunião de Busca do Espírito Santo de 2021!

E se você quer saber os nossos endereços, clique aqui.

Para você que está em algum lugar onde ainda não temos Igrejas da Paz e Vida, participe pela internet: é só você acessar https://www.youtube.com/pazevidaoficial

Seja cheio do poder de Deus!

Por Daniela Porto

A VIDA DE CRISTO EM NÓS

“Eu sou a videira e vós as varas. O que permanece em mim e eu nele,
esse dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer”
(Jo 15.5).

  1. O Testemunho de Cristo e do apóstolo Paulo;
  2. O que é a vida de Cristo em nós;
  3. Consequências práticas e aplicação particular.
  1. O Testemunho de Cristo e do apóstolo Paulo.

O Senhor Jesus disse: “Eu sou a videira e vós as varas. O que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5). “Nada”, ou seja, nenhum ato meritório de vida eterna.

Semelhantemente, diz Paulo (Rm 6.5): “nos tornamos uma mesma planta com Cristo”, que é como que a raiz santa, e “se é santa a raiz, também o são os ramos” (11.16). Noutra parte, expressa o mesmo valendo-se de outra figura: “vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a membro” (1 Co 12.27); e o repete em diversas outras passagens.

Na Epístola aos Romanos (6.4), Paulo afirma que pelo batismo “fomos sepultados com Ele a fim de morrer para o pecado”; morremos e ressuscitamos com Ele. Por isso, também diz Paulo: “Para mim, o viver é Cristo” (Gl 3.27).

São Tomás de Aquino afirmava: “para os caçadores, sua vida é a caça; para os militares, a milícia ou os exercícios militares; para os estudiosos, o estudo; para os cristãos e, sobretudo, para os santos, o viver é Cristo, pois Cristo quer viver neles; e porque os santos vivem da fé, da confiança e do amor de Cristo”. E o próprio Cristo diz: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26). Ou seja: pelos dons de sabedoria, inteligência, ciência, conselho, piedade, fortaleza e do temor, vos sugerirá tudo que eu vos disse, de maneira que as palavras do Evangelho venham a ser para vós, “palavras de vida eterna” porque “são espírito e vida”. O testemunho de Cristo e do apóstolo Paulo é manifesto, sobretudo na Epístola aos Gálatas: “E vivo, já não eu, mas é Cristo que vive em mim” (2.20).

  1. O que é a vida de Cristo em nós. Cristo, como cabeça da Igreja, cumpriu todas as missões que o Pai Lhe atribuiu de maneira suficiente e eficaz, para que possamos receber pela graça de Deus a salvação. Cristo intercede, no céu, por nós e é causa instrumental de cada uma das graças que recebemos. Da nossa parte, para que a vida de Cristo esteja em nós, é necessário:

Guardar esta verdade na memória, e repetir frequentemente para si mesmo: Cristo quer viver em mim, orar, amar, agir em mim. Se assim fizermos, aniquilando a carne, sepultaremos o velho homem, com seus desejos desordenados, baixos, mesquinhos, para abrigarmos em nossos corações os mesmos desejos de Cristo. É absolutamente necessário despojar-se do velho homem. Então, de fé em fé, de glória em glória, paulatinamente compreenderemos as palavras de João Batista: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). Em sentido moral, é preciso pensar, desejar, agir com Cristo e em Cristo.  Assim, pouco a pouco, o Espírito de Cristo se substitui ao nosso próprio. Ora, nosso espírito próprio tem um determinado modo de pensar, de sentir, de julgar, de amar, de querer e de sofrer; é uma mentalidade especial, bastante limitada e superficial, que depende materialmente de nosso temperamento físico, da nossa herança, do influxo das coisas exteriores, das idéias da nossa geração e da nossa cultura. Este espírito próprio tem de ser substituído pelo espírito de Cristo, isto é, por seu modo de pensar, sentir, amar e agir; E, pela fé, fazendo-se servos de Deus em sentido pleno, Cristo verdadeiramente viverá em nós, daí poderemos dizer como Paulo: “para mim, o viver é Cristo”.E vivo, já não eu, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2.20). Se verdadeiramente seguirmos este caminho, nossa alma abandona a si mesma para viver em Cristo, abandonando o velho homem, se “revestirmo-nos do novo homem” como diz Paulo (Gl 3.27; Ef 4.24; Rm 13.14).

  1. Consequências práticas e aplicação particular.

Aplicações: temos com respeito à oração, a humildade, à prática do amor fraterno, ao crescimento espiritual pela fé e estudo da Palavra, chegarmos ao aumento da esperança no amor de Deus com aceitação da cruz para continuar seguindo a Jesus até a eternidade.

Quanto à oração: A alma, já não ora como antes, limitada aos interesses próprios, mas aos propósitos de Cristo: “tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei” (Jo 14.13); “Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e recebereis, para que o vosso gozo seja completo” (Jo 16.24). Então, a alma que segue esta via, em nome de Cristo, compreende as riquezas da salvação.

Quanto à humildade: A alma começa a aborrecer a vida demasiado pessoal, começa a desprezar a si mesma, ao comparar-se com Cristo. Compreende melhor que todo pensamento excessivamente pessoal é limitado, estreito, inferior, oposto à santa liberdade dos filhos de Deus. Renuncia a eles, para viver da fé, das palavras de Cristo, que “são espírito e vida”. Por isso, começa a aborrecer o amor próprio, que impede a vida de Cristo em nós.

Com respeito ao amor fraterno: A alma cristã passa a considerar as demais pessoas como Cristo as considerava, por isso, encontra em quase todos algo de belo e digno, assim como em qualquer florzinha silvestre encontramos alguma beleza. Ama de modo semelhante ao que Cristo nos amou.

Com respeito à Fé: A fé desta alma é cada vez mais qualificada pelos dons e torna-se mais penetrante e amorosa; vê as coisas mais diversas com os olhos de Cristo. E em tudo se pergunta: Que pensa Jesus sobre isso? Assim, compreende muito mais o valor da Comunhão. Assim, compreende melhor o sentido espiritual dos acontecimentos quotidianos.

Com respeito à Confiança: A alma aumenta sua confiança, pois Cristo lhe comunica a sua própria. Em sua memória, guarda as palavras do Salvador: “Eu venci o mundo”. Que é como se dissesse: Venci o pecado, o demônio, a morte, tende confiança. Esta alma pode esperar mais em Deus. E com Paulo dirá: “Quando estou fraco, então sou forte” (2 Co 12.10).

Com respeito ao Amor de Deus: Aumenta o amor de Deus, porque é como o amor de Cristo transfundido na alma de quem dele vive. É um amor que começa por causar na alma certo enlevo espiritual pelo qual, a alma que ama a Deus sai fora de si mesma, como que transportada a Deus. Enquanto o homem natural pensa quase sempre em si mesmo e em seus próprios interesses, a alma espiritual pensa quase sempre em Deus; ama a Deus verdadeiramente e, no mesmo Deus, ama-se a si mesma e ao próximo, para mais glorificar a Deus estando cheia de paz e de alegria. É então que a alma confia inteiramente em Deus.

Com respeito à aceitação da cruz: Por fim, a alma chega à uma generosa aceitação da cruz permitida por Deus para que trabalhe mais eficazmente pela salvação de outras almas. Com esse espírito, muitas almas podem orar assim: Senhor, nesta hora de crise mundial, em que se difunde o espírito da soberba, santifica-me mais e aclara a minha inteligência no conhecimento profundo do mistério do vosso santo aniquilamento; dá-me o desejo de participar das vossas humilhações e dores, e fazei que encontre paz, e a mesma alegria, conforme o vosso beneplácito, para erguer o meu espírito até o céu onde Te encontras. Assim estaremos vivendo o nosso duplo ministério de servos e sacerdotes, para podermos nos conduzir de neófito à verdade e à vida cristã.

Por Valdely Cardoso Brito

VOCAÇÃO À SANTIDADE

“Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19:2)

 Desde as páginas das Escrituras até nossos dias encontramos o imperativo divino: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19:2). Esse imperativo, apesar de ser um mandamento, reveste-se de um significado todo especial para a nossa existência. É um convite à verdadeira felicidade, e, por isto mesmo, ninguém resiste: “Tu me seduzistes, Senhor, e eu me deixei seduzir; agarraste-me e me dominaste” (Jr 20:7).

A ordem divina é dada de tal maneira que a pessoa não tem alternativa. É o que garante o próprio Deus: “Invoco hoje por testemunhas contra vós os céus e a terra, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida para que vivas com tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, obedecendo-lhe à voz e apegando-te a ele. Pois isto significa vida para ti e tua permanência estável sobre a terra que o Senhor jurou dar a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó” (Dt 30:19-20). É, portanto, a grande vocação à santidade. É o Pai nos escolhendo em Cristo, já antes da criação do mundo, “para sermos em amor santos e imaculados”, ou seja, “predestinando-nos à adoção de filhos por Jesus Cristo, conforme o beneplácito de sua vontade” (Ef 1:4-5).

Tal desejo do Pai ecoa na pregação de Jesus. Ao apresentar aos discípulos a nova proposta de vida que viera trazer, Jesus com a mesma força e o mesmo entusiasmo repete o imperativo divino que Moisés, séculos antes, havia comunicado à comunidade de Israel: “Sede perfeitos, portanto, como o Pai celeste é perfeito” (Mt 5:48).

Nesta perspectiva, os primeiros cristãos continuam a repetir o convite à santidade. Paulo, por exemplo, escrevendo aos cristãos de Roma, lembra-lhes que eles são “chamados a ser santos” (Rm 1:7). Às mulheres de Corinto recorda-lhes que são convocadas pelo Senhor para serem santas “em corpo e em espírito” (1 Co 7:34), isto é, na totalidade da própria existência. Aos efésios pede que não esqueçam que são “concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Ef 2:19). O autor da Carta aos Hebreus afirma que eles são santos, isto é, participantes da vocação que os destina à herança do céu (Hb 3:1). Na Primeira Carta de Pedro, o imperativo se faz muito mais categórico: “… a exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também santos em todas as ações, pois está escrito: Sede santos porque eu sou santo” (1Pd 1:15-16). O mesmo autor, mais adiante, dirá que toda a comunidade cristã participa de um “sacerdócio santo”, forma uma “nação santa” (1 Pd 2:5,9).

Esse apelo à santidade perpassa toda a história do cristianismo e chega até nossos dias. O verdadeiro significado da santidade: Ser santo é ser capaz de unir liberdade e responsabilidade para atuar diretamente nos destinos da história, promovendo a influência na transformação do mundo e no convívio social. Santidade, portanto, é acolher os mandamentos de Deus, as novidades do Espírito, em total obediência a Deus.

Somente Deus é Santo. De fato, “ninguém é santo como o Senhor” (1 Sm 2:2). Isso quer dizer, em primeiro lugar, que Deus é completamente diferente do ser humano: “… porque eu sou Deus e não homem, sou o Santo no meio de ti; …” (Os 11:9). Deus tem caminhos, desígnios e projetos para a plena salvação, e a verdadeira libertação. Deus realiza gratuitamente a redenção da humanidade.  Não tendo prazer na “morte de ninguém que morre” (Ez 18:32), Ele deseja apenas que o pecador “mude de conduta e viva” (Ez 18:23). Deus é diferente porque Ele é graça e perdão.“Oh! vós todos que tendes sede, vinde às águas! Mesmo que não tenhais dinheiro, vinde! Comprai cereais e comei! Mesmo sem dinheiro ou pagamento, vinde tomar vinho e leite!” (Is 55:1). O próprio Deus nos alerta: “Pois meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e os vossos caminhos não são os meus caminhos. Porque assim como o céu é mais alto do que a terra, os meus caminhos estão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos” (Is 55:8-9). Ele nos convida a não nos confundir com Ele. Mas, a nos assemelharmos ao Seu jeito de ser e de agir.

A santidade, portanto, é, em primeiro lugar: A vivência de um estilo de vida que se afasta da proposta diabólica de querer ser igual a Deus. Esse querer ser igual a Deus é, no fundo, a auto-suficiência, a arrogância, ou seja, a pretensão de guiar-se por si mesmo, sem nenhuma referência ao mandamento divino. Deus muda a situação de cada ser humano, e da humanidade inteira do universo. Exatamente porque está acima de todos e de tudo, porque é Santo, que se inclina para ver a humanidade e caminhar com ela: “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi seu clamor por causa dos seus opressores; pois eu conheço suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios…” (Ex 3:7-8).

Encontramo-nos assim diante de um grande paradoxo. Deus é ao mesmo tempo distante e próximo, tremendo e fascinante, espanta e atrai a pessoa humana: “A quem me haveis de comparar? A quem me assemelharei? Pergunta o Santo” (Is 40:25). Encontra-se próximo, fascina e atrai porque escuta o pobre e atende a sua súplica: “Não temas, vermezinho de Jacó, e tu, bichinho de Israel. Eu mesmo te ajudarei; o teu redentor é o Santo de Israel” (Is 41:14).

Deus veio ao encontro de toda a humanidade, a Bíblia nos ajuda a perceber que Ele, por ser Santo, deseja que participemos de sua vida, de seu próprio Ser divino. Por isso, Ele quer ser chamado de “O Santo de Israel” (Is 1:4). Ele, que é totalmente distinto do ser humano, quer que esse último viva no tempo e no espaço como Ele vive na eternidade. Trata-se, portanto, da dimensão ética que brota da fé no Deus Santo.

A comunidade cristã primitiva recebe de Jesus o atributo da santidade, antes, exclusividade de Deus. Ele é o “santo servo Jesus” (At 4:30). Até os próprios demônios reconhecem isso: “Sei quem tu és: o Santo de Deus” (Mc 1:24). Também os apóstolos fazem essa mesma confissão de fé: “… nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus” (Jo 6:69). Ele é “o Santo, O Verdadeiro” (Ap 3:7). O que antes era reservado somente a Deus, passa a ser atribuído a Jesus, reconhecido pela comunidade como sendo “o Filho de Deus” (Mc 16:39) ou “o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16). A santidade de Jesus está intimamente relacionada com sua condição de filho: O Verbo Eterno de Deus que “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). Assim, sua glória é “Ele como Unigênito do Pai ” (Jo 1:14). Para Jesus, Deus é o “Pai santo” (Jo 17:11) que sempre ouve o Filho, e guarda os servos que não são mais do mundo, para que sejam um, assim como Jesus é com o Pai (Jo 17:12-17). O Novo Testamento, Jesus é Santo exatamente porque, de maneira própria, única e exclusiva, é o Filho do Pai Eterno: “… Por isto “o Santo que nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35). Sendo o Filho, Jesus é aquele que é enviado para plenificar e realizar o desejo divino de vir ao encontro, e comunicar-se com a humanidade. Jesus o faz oferecendo sua própria vida, doando-a em sacrifício de salvação para reconciliação da humanidade com o Pai (2 Co 17-21). Podemos então dizer que a santidade de Jesus “manifesta-se na santidade de sua redenção: Ele santifica a si mesmo (acolhe em Si a santidade do Pai) para que todos os cristãos, por meio dele, se tornem participantes da santidade e da glória de Deus”.

A santidade como prerrogativa do Trino Deus é atribuída de modo particular também às pessoas da comunidade cristã: Igreja. Tal santidade da Igreja tem dois aspectos básicos:

1) Refere-se antes de tudo à união desta e de seus membros ao Pai, pela ação de Jesus Cristo, na força dinamizadora do Espírito Santo.

2) Diz respeito também à qualidade moral, isto é, ao comportamento, e atitudes da Igreja. Somos santos porque somos propriedade do Senhor Deus: “Mas vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo de sua particular propriedade…” (1 Pd 2:9).

Essa consciência que os cristãos tinham de pertencer a Deus tem suas raízes no Antigo Testamento: “Agora, se ouvirdes minha voz e guardardes minha aliança, sereis para mim uma propriedade peculiar entre todos os povos, porque toda a terra é minha” (Êx 19:5). Ser propriedade de Deus é ser escolhido, privilegiado e amado. Somos fruto de livre escolha do Pai, o qual em sua bondade quis que existíssemos. Somos um presente da Trindade à Trindade! Explicando: Cada Pessoa divina quis presentear à outra com o melhor presente. Assim, decidem criar a pessoa humana, imagem e semelhança do Pai do Filho do Espírito Santo, por aquele infinito amor que cada Pessoa da Trindade tem uma à outra. O Novo Testamento reforça ainda mais tal relação, a partir da figura do grande consagrado do Pai que é Jesus. Lucas, por exemplo, fez questão de afirmar que Jesus é “o Santo” (Lc 1:35), e por isso a Ele se aplica ao que a velha aliança dizia do primogênito: “Todo macho que abre o útero será consagrado ao Senhor” (Lc 2:23). Nesta perspectiva, cristãos são pessoas consagradas ao Senhor (cf. 1 Pd 2:9-10).

A consagração é, segundo a Bíblia, uma investidura para o serviço. Ela é uma separação para a realização de um ministério, de um propósito, ou de uma função em benefício da comunidade cristã. Deus separa para si algumas pessoas, a fim de enviá-las em missão. O ato de separar é sempre acompanhado da investidura. As pessoas que foram separadas recebem de quem as separa e envia, os poderes para a realização plena da missão a elas confiada. A investidura acontece mediante gestos simbólicos, carregados de significado. Entre eles destacamos: a unção com óleo (1 Sm 16:12), a imposição das mãos (At 6:6) e o soprar sobre as pessoas (Jo 20:22). Do ponto de vista vocacional, a consagração, como descrita acima, é uma prerrogativa de todo o povo de Deus. Nele, todos “são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo, para que por todas as obras do cristão ofereçam sacrifícios espirituais e anunciem os poderes d’Aquele que das trevas os chamou à sua admirável luz” (Lc. 10).

Podemos assim concluir que a vocação à santidade é um chamado para viver em plenitude a vida cristã; um chamado a ser pessoa humana verdadeira, sem medo e sem reservas. A santidade da parte da pessoa chamada é a disponibilidade para realizar a vontade de Deus. Por exemplo: Isaías e Maria. O profeta, diante do apelo de Javé pedindo alguém para ser enviado, responde: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8). A Virgem Maria, após receber o mensageiro divino comunicando-lhe o desejo do Pai, responde com prontidão: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1:38). Tendo presente essas premissas, podemos afirmar que a vocação à santidade é o chamado para a Obra. Deus nos escolhe, nos elege, nos chama para proclamar as suas “excelências” e “maravilhas” (cf.1 Pd 2:9).

A comunidade cristã primitiva entendeu bem essa verdade. Por isso os apóstolos, desde o início, mesmo enfrentando perseguições e calúnias, “não cessavam de ensinar e de anunciar a Boa Nova do Cristo Jesus” (At 5:42). Eles, que eram “os santos” (At 26:10), tinham a consciência de terem sido escolhidos para proclamar o Evangelho a toda criatura (cf. Mc 16:15). Assim, “iam de lugar em lugar, anunciando a palavra da Boa Nova” (At 8:4). Paulo, que se considerava “o menor de todos os santos”, percebe que sua santidade se concretiza no seu chamado para evangelizar: Concedendo-lhe a “graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo” (Ef 3:8). A vocação para ser santo é, segundo ele, convocação para o anúncio da Boa Notícia. Como a busca da santidade é um imperativo aos cristãos, “chamados a ser santos” (1 Co 1:2). “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Co 9:16).

A santidade é antes de tudo, ser escolhido por Deus para a nobre missão de comunicar à humanidade o projeto salvífico que envolve as três Pessoas Divinas. Esse chamado à santidade, ou convocação para a Obra, é, no dizer do autor da Primeira Carta de Pedro, um chamamento para oferecer “sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pd 2:5). Por meio dEle, os cristãos devem caminhar na terra como cidadãos do céu, com o coração enraizado em Deus, por meio da oração. Tendo presente esse aspecto, podemos afirmar que a vocação à santidade é chamado divino para transformar o mundo. A atitude de oferecer “sacrifícios espirituais” lembra o ensinamento de Paulo, o qual pede aos romanos que ofereçam seus corpos “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12:1). Portanto, a resposta à vocação acontece no dia-a-dia da vida das pessoas, no âmbito do desenrolar dos relacionamentos. É preciso, pois, que a santidade seja vivida na busca de comunhão entre as pessoas. Responder ao chamado divino à santidade é participar da construção do Reino de Deus, num mundo cheio de injustiça e de egoísmo. O cristão santificado não é aquele que se afasta do próximo, ao contrário, ele vai em busca dos que ainda não conhecem ao Senhor Jesus Cristo. O santo vai como pacificador ao encontro dos excluídos, para solidarizar-se e para relacionar-se. O próprio Jesus pede ao Pai que não tire os discípulos do mundo, mas que os guarde do Maligno (Jo 17:15). O não se conformar com a mentalidade do mundo, de que fala Paulo (Rm 12:2), não é fugir das pessoas, mas sim afastar-se da cobiça, da ganância, do amor ao dinheiro, que é “a raiz de todos os males” (1 Tm 6:10).

Seguindo esse dinamismo, é possível dizer que a vocação à santidade é o chamado para construirmos novas relações, baseadas na verdade, na justiça, no respeito mútuo, e no amor. É oferecer “sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus” (1 Pd 2:5). De fato, “se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova” (2 Co 5:17). O ser “nova criatura” (Gl 6:15) é criação da Trindade: É o Pai, pelo Filho, na força transformadora do Espírito, que faz “novas todas as coisas” (Ap 21:5). Todavia, é sempre a pessoa humana que deve acolher essa ação trinitária e deixar-se transformar (Lc 13:1-5). As pessoas buscam hoje o testemunho, ainda que silencioso, dos cristãos. Querem o Evangelho na prática, e não apenas proclamado solenemente nos púlpitos dos templos cristãos.

A santidade leva necessariamente, o ser humano a ter um comportamento ético e moral, de acordo com sua condição de pessoa que foi consagrada pela unção do Espírito Santo. Não se concebe cristãos santos cujas atitudes negam ser propriedade do Senhor da Vida. Seria uma contradição! O testemunho de santidade, do cristão que faz a vontade do Pai, é indispensável. Somente uma pessoa que se move no ritmo de Deus pode suscitar nas outras o desejo de responder ao chamado divino. O vocacionado, que vive na plenitude da vida cristã, não precisa de muitas palavras para despertar nos outros a consciência e a vontade de seguir a Jesus Cristo porque a sua própria vida já será um apelo à salvação em Cristo.

Por Valdely Cardoso Brito