CONHECENDO A DEUS EM CRISTO

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti,
como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste” (Jo 17.3)

CONHECER A DEUS COMEÇA CONHECENDO A SEU FILHO JESUS CRISTO.

CINCO PASSOS PARA CONHECER A DEUS E PORQUE CONHECER A DEUS

1) Conhecer o caráter de Deus é fundamental (Is 1.3 “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel näo tem conhecimento, o meu povo não entende”; (Jó 42.55).  “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos”; Dt 6.1-2: “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR vosso Deus para ensinar-vos, para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir”;

2) Para que temas ao SENHOR teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados, e Capítulos 4-5 do livro de Deuteronômio.

IMPORTÂNCIA E IMPLICAÇÕES

Ter vida de comunhão constante com Deus (Mt 7.7-8) é necessário porque Deus é a VERDADE ABSOLUTA. Não é simplesmente uma verdade em conceito humano, é sim a verdade real, a VERDADE em ESSÊNCIA, que é SUBSTÂNCIA, a verdade que é um SER absoluto, SER incriado e eterno.

3) ATRIBUTOS NATURAIS DE DEUS:

VIDA → Ele tem vida em si mesmo: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26);

AMOR → “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (1 Jo 4.8).
ETERNO → “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade em eternidade, tu és Deus” (Sl  90.2).

  1. TUDO QUANTO SABEMOS ACERCA DE DEUS É PARCIAL

Deus diz seu nome:  EU SOU… Então, Deus é o SER ABSOLUTO (SOU) e, é PESSOA (EU).

Deus TUDO CRIOU COM SABEDORIA… (Pv 8.12: “Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos”). Então, Deus é o SABER ABSOLUTO (Cl 2.3: “Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência”). Deus é o Senhor de todo o PODER. “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). Então, Deus é o PODER ABSOLUTO (PODER/AMOR).

No SER ETERNO de Deus vemos: a Pessoa do PAI, “verdade absoluta e eterna de Deus, que traduz: a ONIPRESENÇA de DEUS no SABER de Deus; vemos a Pessoa do FILHO: Verbo que expressa o Ser de Deus, gerado do Pai, co-eterno com Ele, que traduz a ONICIÊNCIA de Deus. No PODER de Deus, vemos a Pessoa do ESPÍRITO SANTO, que enlaça na unidade transcendental do amor do Pai e do Filho, e traduz a ONIPOTÊNCIA (AMOR TODO PODEROSO) que procede do Pai e do Filho para os seres humanos. Mateus 11.27: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

Jo 17.3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste”.

Cl 2.2-3: “Para que os seus corações sejam animados, estando unidos em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus, à saber, Cristo, no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência”.

Fp 3.7-11: “Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo; sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte, para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição dentre os mortos”. Ef 4.11-16: “Até que todos cheguem à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (v.13)

Deus quer filhos, e Ele tem grande alegria quando um ser Seu nasce de novo!

Quanto tempo um bebê precisa para chegar a maturidade?

Entre 19-20 anos (maturidade física);

Entre 40-50 anos (maturidade emocional).

E espiritualmente qual será o tempo?

Uma pessoa convertida há 20 anos pode ainda não estar madura espiritualmente.

Por outro lado, outra pessoa convertida há apenas 9 meses pode estar madura!

A nossa transformação na imagem de Cristo se dá em 3 aspectos:

  1. pela revelação de Jesus,
  2. por contemplação a Jesus,
  3. pela comunhão com Ele.

Revelação – Qual o fator principal do crescimento?

Efésios 4.13: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”

Pleno Conhecimento do Filho de Deus – Conhecer a Jesus Completamente

A Fé e o Conhecimento são as duas faces da mesma moeda… Estão juntas!

Quando Deus fala, ou mostra algo, temos a revelação. Deus se revelou aos homens quando falou aos homens no AT.  Hoje essa revelação se dá através das Escrituras Sagradas.

A fé vem quando se ouve ou se lê a Bíblia (Palavra de Deus).

Romanos 10.17: “Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”

  • O objeto da Fé é a Revelação.
  • O objetivo da Revelação é o Conhecimento.

A fé tem como Base a Revelação. E o crer na Revelação produz o Conhecimento.

João 14.8-11: Deus se revela para que o conheçamos e a maneira de obter este conhecimento é crer na revelação contida na Bíblia. O conteúdo da Revelação é Jesus Cristo, seu Filho! Ele é a revelação de Deus! “Disse-lhe Felipe: Senhor mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras”.

A chave para alcançar a maturidade é conhecer o Filho de Deus.

O que significa na Bíblia a palavra conhecer?

Nós vivemos no mundo ocidental, de cultura helênica (grega), onde a palavra conhecer está ligada ao intelecto. Assim corremos o risco de querer conhecer a Deus intelectualmente, entender tudo sobre ele. Mas a Bíblia foi escrita no contexto da cultura hebraica. Jesus e os Apóstolos eram judeus. Embora a língua usada no Novo Testamento seja o grego, o contexto é hebraico. Em hebraico, a palavra conhecer tem um significado diferente, muito mais amplo.

A palavra conhecer no contexto bíblico tem o sentido de experimentar. Conhecer a Deus é ter relacionamento com Ele. É ter um encontro com Ele, uma união profunda e íntima! “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Não é entender intelectualmente a verdade.

É experimentar a verdade. O Pleno Conhecimento. Mas a palavra não fala apenas de conhecimento. Fala de pleno conhecimento. Experimentar completamente.

Efésios 4.13:  “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”

A palavra conhecimento em grego é gnosis. A palavra que aparece aqui para pleno conhecimento, é epignosis. Que significa um conhecimento progressivo. A medida que vamos experimentando vamos crescendo.

Mateus 11.27: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. A palavra que aparece aqui também é epignosis. Não é apenas conhecer, é conhecer completamente, plenamente.

Como Podemos Conhecer a Deus Plenamente?

Na criação podemos conhecer a Deus parcialmente. Olhamos as estrelas, a natureza, os animais e tudo mais, e podemos dizer que há Deus. “Os céus manifestam a glória de Deus”, mas não o seu caráter, sua santidade, sua graça, sua vontade, etc. Portanto não podemos conhecer a Deus plenamente na criação.

O Caráter de Deus pode ser conhecido parcialmente por sua Palavra. Através das Escrituras discernimos seu caráter, poder, santidade, etc. Mas não podemos experimentar.

É no Filho que temos a revelação total e plena de Deus. “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Hebreus 2.9).

Deus tem três faces: Pai, Filho e Espírito Santo. Nós conhecemos a face do Filho.

2 Coríntios 4.6: “Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a Luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo”.

Hebreus 1.3:  “Sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas”.

Colossenses 1.15:  “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”.

Só podemos conhecer plenamente a Deus, conhecendo plenamente o Filho de Deus.

O Verbo eterno e pré-existente com o Pai se tornou existente no tempo e espaço para que Deus se tornasse conhecido O Verbo foi manifestado em carne. Aquele que era Deus, foi gerado como homem pelo Espírito do Altíssimo no ventre de uma mulher e se tornou o Filho de Deus. Se fez semelhante aos homens, para que estes pudessem conhecer a Deus.

Como Podemos Conhecer Plenamente o Filho de Deus?

Como podemos conhecer o Verbo encarnado se não estivemos lá em Belém?

Muitas pessoas que estiveram com Jesus pessoalmente não o conheceram, pois Ele não pode ser conhecido externamente.

Efésios 5:31-32:  “Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja”. Da mesma forma que marido e mulher, Cristo se uniu a Igreja. Através da nossa união com Cristo podemos experimentá-Lo tendo um relacionamento intenso com Ele.

João 15.26-27: “Quando vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim; e também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio”. Uma testemunha é alguém que revela um fato. E este texto nos mostra que temos dois testemunhos a nos revelar: Jesus, o Filho de Deus e o Espírito Santo.

O Testemunho do Espírito Santo

A obra do Espírito é exatamente esta: revelar o Filho, glorificar o Filho. A comunhão do Espírito Santo com o nosso espírito nos revela o Senhor. Esta é a sua missão, Ele se agrada em fazer isso. O Espírito Santo habita dentro de nós se nascemos de novo em espírito, quando recebemos a Jesus Cristo como nosso Senhor e suficiente Salvador para a eternidade! É o Espírito Santo que nos faz experimentar a Cristo interiormente, quando nos convence da verdade, da justiça e do juízo.

O Testemunho dos Apóstolos

Foram as pessoas que viveram com Ele, viram o que Ele fez, ouviram suas palavras, Sua voz, comeram juntos, dormiram juntos. Mesmo tendo presenciado tudo e observado tudo, foi necessária a operação do Espírito, para que a obra observada por eles em Jesus fosse experimentada.

João 16.13-15:  “Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso eu vos disse que ele, recebendo do que é meu, vo-lo anunciará”.

O que Jesus está dizendo aqui é que o conhecimento de observação não é suficiente. É necessária a experiência com o Espírito Santo para que Ele revele Jesus.

Para experimentar Jesus precisamos do Testemunho dos Apóstolos e do Testemunho do Espírito!

Experiência com a Palavra (Bíblia) pelo Espírito. Jesus disse aos apóstolos que eles dariam testemunho Dele. João escreveu em 1 João1.1-3:  “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada); sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”.

João esteve com Ele! Foi um dos doze! Um dos três! O mais íntimo de Jesus! Seria bom se João sentasse conosco em nossa casa e nos contasse sobre Jesus! Talvez falássemos: “João conta-me sobre Jesus! Como Ele era, como reagia…”. E Ele contaria, por horas e horas.

João não está aqui hoje. Mas João não é importante. O seu testemunho sim! E seu testemunho está presente! Seu testemunho está na Palavra!

Quando Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, Pedro e os outros escreveram suas palavras, eles estavam dando o seu testemunho para que pudéssemos conhecer Jesus. Por isso precisamos ler, ouvir, escutar, ver, experimentar a Palavra. Precisamos que o Espírito e a Palavra juntos nos conduzam a esta experiência espiritual. Temos que nos dedicar à leitura e estudo da Palavra, e buscar a revelação do Espírito para experimentá-La.

  • Só o estudo da Palavra pode nos fazer crer mais e mais;
  • Só a revelação do Espírito pode nos fazer conhecer a Cristo.

Mas os dois juntos nos levam ao pleno conhecimento do Filho de Deus. Uma coisa é ler a bíblia para ter conhecimento, outra coisa é ler a bíblia para conhecer Jesus! “Examinai as Escrituras…” Precisamos buscar, pesquisar, até achar JESUS! Quando lemos a bíblia temos que buscar o Grande Tesouro, que é Jesus!

  • Devemos ter alvos estabelecidos;
  • Orar ao Pai para que Seu Espírito nos revele o Filho;
  • Orar antes de ler;
  • Permanecer em oração durante a leitura;
  • Orar depois, falar com Deus e adorá-lo.
  • Abrir o coração para ouvir o Espírito falar.

O Espírito fala: “Este Jesus que você tanto admira está em você”. O Espírito Santo opera tremenda transformação em nós pela revelação da pessoa de Jesus. Somos unidos a Cristo pelo Espírito Santo. Cristo habita em nós pelo Espírito. Podemos usar o exemplo de uma árvore para representar isso:

  • O Pai é a Raiz;
  • O Senhor Jesus é o Tronco;
  • O Espírito Santo é a Seiva;
  • Nós somos os Ramos.

A plenitude o Pai está no Filho, e são comunicadas a nós pelo Espírito. A Raiz é invisível, o Tronco é visível, os Ramos são visíveis, a Seiva é invisível, mas está dentro de nós.

João 15.1-6:  “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanece em mim é lançado fora, como a vara, e seca; tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas”.

O Fruto do Espírito é Cristo (Ex: Maria concebeu pelo Espírito).

Cristo formado em nós tem 9 características: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio. Gl 5:22

O Espírito é Cristo em nós! O Espírito é Deus em nós! O Espírito é a Ação de Deus em nós! O Espírito não vem para falar de si, mas de Cristo! O Espírito forma Cristo em nós pela Revelação!

Mas para isso Precisamos de tempo….

A Contemplação: É Necessário Tempo. (Quanto mais melhor). Quanto mais tempo passamos na presença do Senhor, mais nos assemelhamos a Ele.  Nós precisamos 24 horas na presença de Deus, mas para que possamos experimentá-lo e conhecê-lo, precisamos separar tempo específico para Ele. Separar tempo especial para:

  • Orar especificamente;
  • Abrir a Palavra e ler;
  • Esquadrinhar as Escrituras em busca do Tesouro;
  • Encontrar a Moeda de Ouro (Jesus);
  • Ouvir a Sua voz;
  • Estar aberto para o Espírito;
  • Gozar da experiência de conhecer a Cristo.

O Testemunho de Paulo

Filipenses 3.7-10: “Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo; sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; “Para conhecê-Lo, e o poder da sua ressurreição e a e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte”.

Paulo fala de coisas que para ele eram lucro antes de conhecer a Jesus, coisas boas da vida: conhecimento intelectual, posição social, imagem pública, passeios, descanso, dinheiro, etc.

Na verdade, ele diz: “tenho por perda TODAS as coisas”. Paulo era apaixonado por Cristo!

  • Para conhecer a Cristo (E ser como Ele);
  • E o poder da Sua ressurreição;
  • E a comunhão dos Seus sofrimentos.

Quando o cristão não tem tempo para Cristo, isso significa que as outras coisas são mais importantes. É uma questão de prioridade. A fraqueza dos ministérios, famílias, discípulos, congregações é porque as prioridades estão equivocadas.

Geralmente temos as características daquele que admiramos (Ex.: os jovens e seus ídolos). Um discípulo aprende muito quanto mais admira seu Mestre. Deus nos deu o Varão Perfeito, que é Jesus Cristo, seu Filho. Para admirá-Lo precisamos conhecê-Lo, para conhecê-Lo precisamos conviver com Ele!

2 Coríntios 3.18: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”.

Quando contemplamos, começamos a ser transformados, de glória em glória, na mesma imagem do Senhor. Contemplar é diferente de olhar. Quando contemplamos uma paisagem observamos muito mais detalhes do que quando apenas olhamos para ela. Contemplar é olhar atentamente, observar os detalhes, inspecionar tudo, admirar, desejar ser como Ele! Contemplando a Jesus nas Escrituras:

Mateus 3.13-17:

  1. 13 Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.

v.14 Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?

v.15 Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu.

  1. 16 Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele;

v.17 e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

  • v13 – Determinação, submissão, humildade, reconhecimento, conhecia o plano, se fez pecador, participou em tudo como homem, etc…

Exercício: Vamos contemplar Jesus no texto de Mateus 3.13-17

  • Orar pedindo que Deus, pelo seu Espírito, nos revele Jesus, as virtudes de seu Caráter.
  • Não simplesmente LER o texto, mas VER (revelação é VER).
  • Que o Espírito imprima em nós as virtudes.
  • Ler e meditar, cada frase.
  • A Pergunta sempre é: “Quais as virtudes do caráter e as qualidades da pessoa de Jesus que são mostradas aqui?”
  • Ao descobrir, glorifique a Deus e adore-o por essa virtude!

A Comunhão nos Seus Sofrimentos

Existe ainda outro aspecto para nossa mudança e transformação. Não é tão agradável quanto a meditação e contemplação, mas é vital! “Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição é a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte”. Fp 3.10. Para conhecer a Cristo precisamos experimentá-Lo. Tanto no poder de sua ressurreição quanto na comunhão dos seus sofrimentos.

2 Co 12:1-20 “É necessário gloriar-me, embora não convenha; mas passarei a visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que fui arrebatado ao paraíso, e ouvi palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. Desse tal me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. Pois, se quiser gloriar-me, não serei insensato, porque direi a verdade; E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte demais; acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim; e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte”.

Paulo orou para Deus tirar o espinho e Ele não tirou. Assegurou uma maneira de mantê-lo humilde. A fraqueza nos faz experimentar a graça de Deus de maneira pessoal. “Não tirarei o espinho, mas aumentarei a minha graça sobre tua vida e serás aperfeiçoado”.

Perante todo sofrimento que passamos podemos ter atitudes básicas:

Revolta. Ficar revoltado, reclamar, se queixar, murmurar. Implica revolta contra Deus, pois é Ele que tem todo o controle de suas mãos. Assim, o propósito da dor e do sofrimento é perdido.

Resignação. Não nos queixarmos, não reclamarmos. Mas também não louvamos ao Senhor pelo fato. Dizemos lá no fundo: “Deus eu não concordo com você, mas como você é Deus eu tenho que aceitar”. Por quanto tempo você pode sustentar a resignação? Veja o caso de Jó: Ele não pecou, suportou a perda dos bens, dos filhos, da saúde, não se contaminou com a “teologia sistemática” dos amigos, mas teve uma hora que ele amaldiçoou o dia em que nasceu. Mas quem foi que lhe deu a vida e determinou o dia do seu nascimento?

Na verdade Jó não havia compreendido que o seu sofrimento era para que ele pudesse conhecer verdadeiramente a Deus. Enquanto ele não se arrependeu e aceitou o sofrimento como parte do plano de Deus não pode ser aperfeiçoado. A resignação é uma atitude humana, carnal, e não agrada a Deus. Assim o sofrimento e a dor não atingem o seu objetivo.

Aceitação. Quando aceitamos o sofrimento como plano perfeito de Deus para nossas vidas, aí sim somos amadurecidos e o sofrimento cumpre o seu objetivo.

Ex.: José – Ele foi rejeitado, traído e vendido pelos próprios irmãos, acusado injustamente, preso. Tinha tudo para se revoltar. Mas não se revoltou. Ele sabia que “Deus habita com o quebrantado e humilde de espírito”. Ele disse aos irmãos: ”Vocês queriam me fazer mal, mas Deus tornou tudo para bem”. “Não me enviastes vós aqui, senão Deus”.

2Co 4:17 “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória;”. Sofrimento produz dor, e Jesus sofreu de muitas formas:

  • Sofrimento pela obra;
  • Jejuou por 40 dias;
  • Passava noites orando;
  • Percorria km a pé;
  • Foi rejeitado, criticado.

3 anos com seus discípulos e o que conseguiu?

  • Judas o traiu;
  • Pedro o negou;
  • João e Tiago queriam ser os maiores;
  • Jesus foi abandonado por todos eles.

Sofrimento físico

  • cobriram-Lhe o rosto e esbofetearam, e espancaram-No;
  • Cuspiram na Sua face;
  • Colocaram-lhe uma coroa de espinhos;
  • Pregaram-lhe as mãos e os pés.

Sofrimento da alma

  • No Getsemani estava angustiado até a morte;
  • Os três mais íntimos dormiram.

Jesus quer companheiros hoje pessoas que estejam dispostas a prosseguir com Sua Obra:

  • Orando como Ele;
  • Sofrendo como Ele;
  • Sendo como Ele;
  • Caminhando lado a lado com Ele;
  • Praticando Seus ensinos.

PROFECIA DE HABACUQUE: “A TERRA SE ENCHERÁ DO CONHECIMENTO DA GLÓRIA DO SENHOR, COMO AS ÁGUAS COBREM O MAR” (Hc 2.14).

RECOMENDAÇÃO DO APÓSTOLO PEDRO: “PORTANTO, AMADOS, VÓS, SABENDO ISTO DE ANTEMÃO, GUARDAI-VOS DO ENGANO DE HOMENS PERVERSOS PARA NÃO DECAIR DA VOSSA FIRMEZA; ANTES, CRESCEI NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO” (2Pe 3.17-18).

Por Valdely Cardoso Brito

COMO LIDAR COM PROBLEMAS FINANCEIROS

Textos Básico Dt 28.2-12 e Lc 14.28-30; Pv 22.7; 1Tm 6.10.
Texto Áureo: Rm 13.8a: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor”

Na Bíblia: 1.565 versículos falam sobre dinheiro. Curiosamente, dos 107 versículos do Sermão do Monte 28 se referem a dinheiro. Além disso, Jesus se referiu ao dinheiro (ou riqueza) em 13 parábolas. Isso mostra como a Bíblia trata desse assunto com expressividade.

O Senhorio de Deus é absoluto sobre todas as coisas, inclusive sobre as riquezas e os recursos financeiros. Ele tem todo o poder e autoridade sobre tudo e todos. O profeta Ageu escreveu que o Senhor dos Exércitos disse: “minha é a prata e meu é o ouro” (Ageu 2.8). Desde o tempo de Moisés havia a compreensão de “é Ele que te dá força para adquirires riquezas…” (Dt 8.18).

Apontamos alguns princípios bíblicos sobre finanças e as referências bíblicas selecionadas para fundamentar esses princípios. Comentários adicionais são desnecessários. Abra seu coração e deixe o Espírito de Deus revelar em sua vida a aplicação de cada princípio desses para não cair na insensatez.

I – PRINCÍPIOS BÍBLICOS SOBRE FINANÇAS

  1. Em relação a você mesmo

1.1. Viva do seu trabalho

Ef 4.28: “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”.

Sl 128.2: “Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz será, e te irá bem”.

1 Ts 4.10-12: “Porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia. Exortamos-vos, porém, a que ainda nisto aumenteis cada vez mais. E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessite de coisa alguma”.

1.2. Não viva à custa dos outros

2Ts 3.7-8: “Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, 8Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós”.

2Ts 3.10: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também”.

2Ts 3.12 “A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão”.

1.3. Planeje seus gastos – planejar vem antes de gastar!

Lc 14.28: “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?”.

1.4. Invista no que é necessário

Is 55.2: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura”.

1.5. Contente-se com o que tem

1Tm 6.6-8: “Mas é grande ganho a piedade com contentamento. 7Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. 8Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”.

1.6. Não tenha apego ao dinheiro

1 Tm 6.9-10: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. 10Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”.

1.7. Não seja servo do dinheiro

Mt 6.24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”.

  1. Em relação à família

2.1. Cuide de sua família

1Tm 5.8: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”.

2.2. Guarde para seus filhos

2Co 12.14: “Eis aqui estou pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos”.

  1. Em relação a Deus

3.1. Reconheça que tudo vem de Deus

1Cr 29.14: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos”.

3.2. Honre-O com seus bens

Pv 3.9-10: “Honra ao SENHOR com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; E se encherão os teus celeiros, e transbordar, pão de vinho os teus lagares”.

2.4. Mantenha uma posição de fé e confiança

Mt 6.25-34: “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito m ais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.

  1. Em relação aos outros

4.1. Nunca fique devendo nada a ninguém

Rm 13.7-8: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei”.

Pv 22.7: “O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta”.

4.2. Seja fiel com compromissos assumidos

1Co 4.1-2: “QUE os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel”.

4.3. Pague os impostos e tributos devidos

Rm 13.6-7: “Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. 7Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”.

4.4. Seja fiel com a propriedade do outro

Lc 16.12: “E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?”.

4.4. Muito cuidado ao ser fiador de alguém

Pv 11.15: “Decerto sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que evita a fiança estará seguro”.

4.5. Seja generoso em dar e repartir

1Tm 6.18: “Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis”.

  1. FINANÇAS PESSOAIS

Gasta-se muito tempo da vida para ganhar dinheiro. A Bíblia ensina que tudo o que fizermos deve glorificar a Deus (1 Co 10.31). Devemos glorificar a Deus através do dinheiro. A Palavra de Deus tem muitas orientações sobre dinheiro, bens materiais, dívidas, etc. Isso porque Deus sabia das dificuldades, pressões e tentações que iríamos enfrentar nesta área.

DE QUEM É O DINHEIRO? Ag 2.8, Sl 24.1, Dt 8.18.

O PLANO DE DEUS PARA O DINHEIRO:

  1. Suprir nossas necessidades: Deus promete suprir-nos com tudo: Fl 4.19, Mt 6.31-33;
  2. Suprir necessidades de outros por nosso intermédio: Rm 12.13, Sl 37.21, Ef 4.28;
  3. Sustentar o ministério de Deus no mundo: 1 Co 16.2, Fl 4.10-20;

ATITUDES E DECISÕES EM RELAÇÃO AO DINHEIRO:

O dinheiro em si é neutro. Tudo depende do uso que se faz dele. 1 Tm 6.10 ensina que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e não o dinheiro em si.

  1. Reconhecer que tudo é de Deus, e devolver o dízimo: Ml 3.10-11.
  2. Trabalhar e ganhar dinheiro honestamente: Pv 6.6-11, Pv 13.4, 2 Ts 3.10-12.
  3. Não entrar em dívidas e procurar sair delas: Pv 22.7, Rm 13.8, 1 Co 7.21-23.
  4. Não colocar o coração em dinheiro ou em coisas materiais: Pv 23.4-5,28.22, Mt 6.19-21.
  5. Não viver ansioso ou preocupado: Fl 4.6-7, 1 Pe 5.7.
  6. Não ser avarento: Ec 5.10, Lc 12.15, Cl 3.5. Emprestar sem juros: Dt 23.19-20.
  7. Planejar os gastos: Pv 16.9. Faça um orçamento e pare com os gastos desnecessários! Coloque seus propósitos diante do Senhor: Sl 37.4
  8. Economizar: Pv 18.9 e 21.20. Guardar para quando precisar (emergências): Pv 27.18.
  9. Ser sensível em relação ás necessidades dos outros: Lc 3.11, Rm 12.13. Atenção! Não se deve ficar alimentando o preguiçoso: Pv 19.19 e 2 Ts 3.6-16.

10.Contribuir regularmente para o sustento da causa de Cristo: 2 Co 8.3-5, Fp 4.18

11.Ser honesto: Sl 37.21, Pv 21.6.

COMO CONTRIBUIR PARA O REINO DE DEUS?

  1. Sacrificialmente, isto é, algo que custo alguma coisa para você: 2 Co 8.2; Pv 11.24-25
  2. Alegremente: 2 Co 9.7
  3. Voluntariamente, não por que é “lei”: 2 Co 8.3, 9.7
  4. Regularmente (pelo menos uma vez por mês): 1 Co 16.2
  5. Começar pelo dízimo (10% da renda total): Ml 3.8, 10-11, Lc 11.42

DUAS COISAS QUE VOCÊ DEVE TOMAR CUIDADO:

  1. Emprestar dinheiro se ele vai lhe fazer falta
  2. Ficar por fiador: Pv 6.1-5

RIQUEZAS: BÊNÇÃO OU PERIGO?

  1. Se nossa prioridade é acumular dinheiro, teremos um grande fardo: Pv 1.19, 23.4, 30.7-9, Ec 5.12.
  2. Dependendo de nossas atitudes, o dinheiro pode ser bênção ou um entrave ao crescimento espiritual: 1 Tm 6.6-10, 17-19, 2 Tm 2.4, Hb 13.5-6.

Lembre-se que o dinheiro é uma das bênçãos de Deus na proporção que é livremente dado e não acumulado.

Uma das finalidades do dinheiro é: transferir valores materiais (perecíveis) para salvar vidas e creditar-se dos valores eternos (não perecíveis!).

DICAS PARA MELHORAR SEU ORÇAMENTO:

Ore, pedindo sabedoria em finanças

1)  O depósito em poupança deve ser pelo menos 10% do salário líquido.

Se o saldo do salário menos despesas é zero ou negativo, você deve mudar seu padrão de gastos, pois a Bíblia ensina que na casa do prudente sempre há mantimento (Pv 21.20). Leia também Ec 5.10.

2) Se você é autônomo (não tem salário), comece calculando pela média dos seus rendimentos dos últimos 6 a 12 meses. Neste caso, seu depósito para poupança deve ser pelo menos 20% dos seus rendimentos, porque você não tem FGTS!

3)  O maior problema nos orçamentos são as “prestações” (roupas, eletrodomésticos, etc.). Pare de comprar a prazo, e compre somente á vista, com parte do dinheiro da poupança, e você logo terá um “alívio” no seu salário.

4) Não gaste o dinheiro das “horas extras”. Deixe-o na poupança para uma necessidade!

5)  Economize água e luz, e ensine seus filhos a fazê-lo também!

6)  Nunca peça dinheiro emprestado. Veja o que a Bíblia diz: Pv 22.7.

7)  Compre roupas usadas ou em liquidação. “Pechinchar” não é pecado!

8) Vá ao supermercado sem crianças ou adolescentes! Você economiza 10%!

9) Liste as prioridades de compras. Não compre por impulso!

10) Compre só o necessário: porque comprar 3, se precisa 2?

11) Dê mesadas aos seus filhos. Nada de dinheiro extra!

12) Se você não pode comprar alguma coisa à vista, é sinal que não deverá fazê-lo em prestações!

13) Cancele o cartão de crédito ou pare de usá-lo até quitar o débito

CONCLUSÃO

Martinho Lutero, pai da Reforma Protestante, referindo-se ao assunto de finanças e os filhos de Deus, dizia que o cristão para ser vitorioso nessa área seria necessário passar por três conversões a saber:

  1. conversão do coração;
  2. conversão de mente;
  3. conversão de bolso.

Jesus Cristo deseja que sejamos prósperos em todas as áreas de nossa vida, espiritual, material, física, cultural, sócio-cultural, sócio-econômica e sentimental.

Ag 2.8: “Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos”.

Ap 3.8: “Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha Palavra, e não negaste o meu nome”.

Jo 10.10: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”.

                                                                                         Por Valdely Cardoso Brito

A COMUNHÃO COM O SENHOR

Salmo 27 – O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?

O que sabemos sobre a Salvação?

Diz o Salmo 37.39: “A salvação dos justos vem do Senhor, Ele é a sua fortaleza no tempo de angústia?”. Mas será que Deus salva só os justos? Não! Lc 3.6: “Toda a humanidade verá a salvação de Deus”. Então a salvação é possível para todo ser humano? At 2.21 responde: “E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13). Explicação: Rm 5.18-19: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos”.

Rm 10.10: “Pois com o coração se crê para a justiça e com a boca se faz confissão para a salvação”. 1 Tm 2.4: “Deus deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. Tt 2.11-12: “Pois a graça de Deus se manifestou trazendo a salvação a todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos neste presente século sábia, justa e piedosamente”.

Sf 3.17: “O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar. Ele se deleitará em ti com alegria, renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”. Is 12.2: “Certamente Deus é a minha salvação, confiarei e não temerei. O Senhor Deus é a minha força e o meu cântico; Ele se tornou a minha salvação”. Is 25.9: “Naquele dia se dirá: Certamente este é o nosso Deus, Nele confiamos, e Ele nos salvou. Este é o Senhor, Nele confiamos; na Sua salvação exultemos, e nos alegremos”.

“O Senhor é a minha luz” – Qual o sentido da palavra luz no texto?

O Sl 97.11 explica: “A luz semeia-se para o justo e a alegria para os retos de coração”. Pv 4.18: “A vereda dos justos é como a luz da autora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Jo 8.12: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz para a vida”.

Exemplos de salvação: Ezequias (2Rs 18.5; Jó 13.15-16; Davi Sl 57.1-3; 1Tm 4.10; 2 Tm 1-12.

Deus é a nossa força: Êx 15.2, 2Sm 22.33; Sl 28.8; 46.1; 73.26; 81.1; 84.5; 89.21.

Segurança em Deus: Nm 14.8; Sl 3.6; 20.7; 23.4, 27.3; 46.2; Is 12.2.

Obediência a Deus

Dever imperativo de vida – At 5.29; Dt 26.16; Js 1-8.

Deve ser de todo o coração. É o preço do êxito. Garante a entrada no Reino de Deus. Exemplos de obediência:

Noé Gn 6.22;

Abraão Gn 22.2,3;

Josué Js 11.15;

Ezequias 2Rs 18.6;

José e Maria Lc 2.39;

Paulo At 26.19;

Cristo Hb 5.8.

Louvar a Deus: Sl 81.1; 95.1; Is 30.29; 1Co 14.15; Ef 5.19; Tg 5.13;

Exemplos: Nm 21.17; 2 Cr 20.22; Mc14.26; At 16.25; Ap. 5.9.

Deveres dos seguidores de Cristo:

Adorar 2 Cr 5.13-14:E aconteceu que, quando eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam, para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao SENHOR; e levantando eles a voz com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre, então a casa se encheu de uma nuvem, a saber, a casa do SENHOR;  E os sacerdotes não podiam permanecer em pé, para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do SENHOR encheu a casa de Deus”.

Trabalhar Jo 9.4:Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.

Lutar Rm 13.12: “A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz”.

Caminhar Ef 5.8: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”.

Testificar Fp 2.15: “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”.

Velar 1 Ts 5.5, 6-11: “Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele. Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis”.

Por Valdely Cardoso Brito

OS MILAGRES DE JESUS NA MINHA VIDA

“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas,
em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas (1Co 12:28)”.

  1. Milagres

Milagres são fenômenos que parecem violar as leis naturais, mas ao mesmo tempo revelam Deus aos olhos da fé. Uma forma boa de entender o significado dos milagres é examinar os vários termos usados para expressar esse conceito na Bíblia.

Tanto o Antigo como o Novo testamento usam a palavra “sinal” (Is 7:11, 14, Jo 2:11) para mostrar um milagre que aponta para uma revelação mais profunda: “Maravilha”: Joel 2:30 – “Eu mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça”. Assim, Deus mostrava sua glória e poder (Sl 33:5; 65:6-13). Portanto, o milagre não era só uma prova da existência de Deus, mas também uma revelação do amor pactual de Deus aos olhos dos fiéis, bem como de sua santa justiça.

  1. MILAGRES NO ANTIGO TESTAMENTO

Os milagres do Antigo Testamento estão ligados com os grandes eventos da história de Israel: o chamado de Abraão (Gn 12:1-3), o nascimento de Moisés (Êx 11-2:22); o Êxodo do Egito (Ex 12:1-14.31); a outorga da Lei (Êx 19:1-20:26); a entrada na terra prometida (Js 3:1-47), tais milagres são para salvação, mas Deus também age na história para juízo (Gn 1:1-10).

  1. MILAGRES DE JESUS NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento apenas 35 milagres de Jesus são relatados nos Evangelhos, mas Jesus curou milhares de pessoas. Nessa campanha o foco será: “os milagres de Jesus na vida particular de cada servo do Senhor Jesus”. Por que Jesus fazia milagres e faz até hoje? Foi o próprio Jesus que respondeu essa pergunta. Quando estava na prisão, João Batista enviou alguns de seus discípulos para saber Dele: Se Ele era “aquele que estava para vir” (Mt 11:3). Jesus disse que informasse a João sobre o que Ele havia feito: “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o Evangelho” (Mt 11:5). Com esses relatos Jesus declarou que seus milagres eram o cumprimento das promessas do reino do Messias, profetizadas por Isaías (Is 24:18-19; 35:5-6; 61:1).

Os milagres de Jesus eram sinais da presença do Reino de Deus (Mt 12:39). João apresentou os milagres de Jesus como sinais em sete ocasiões: (Jo 2:1-11); 4:46-54: 5:1-18; 6:1-15; 6:16-21; 9:1-41; e 11:1-57. Esses milagres apontavam profunda verdade espiritual, produzindo uma fé obediente (Jo 2:11; 23-25). Portanto, o milagre da multiplicação dos pães (Jo 6:1-15) foi a forma como Jesus se apresentou como o Verdadeiro Maná, Aquele que dá a vida e a sustenta.

Jesus também considerava seus milagres como evidências da presença do Reino em seu ministério (Mt 11:2-5; 12:28). Toda história de milagre era para afirmar que a salvação de Deus estava presente. O reino de Deus tinha vindo em grande poder porque os mortos eram ressuscitados (Is 26:19; Lc 7:11-15) e Satanás amarrado (Mc 3:27). Assim, Jesus propositadamente, levou a salvação de Deus aos rejeitados, Ele curou o paralítico (Mt 8:1-8); o mudo (Mt 9:32-33) e os leprosos (Lc 27:11-19). Mas os milagres de Jesus não eram espetáculos teatrais, Jesus exigia que os que tivessem buscando os milagres tivessem fé (Mt 9:2). A mulher que sofria de hemorragia foi curada por causa de sua fé (Mt 9:18-26).

Jesus insistia para que crescem Nele e isso provocava nos líderes religiosos oposição contínua. E o apóstolo João mostrou isso quando Jesus curou o cego de nascença. A cura e a salvação de Jesus vêm até mesmo no sábado, contrariando o legalismo dos fariseus (Jo 9:16) e resultando em sua cegueira espiritual (Jo 9:39-41). Os fariseus também condenavam quando Jesus curou o paralítico e deu-lhe também o perdão de seus pecados (Mc 2:1-12). E os milagres de Jesus sendo a oferta da salvação de Deus, requeriam uma decisão, por causa disso os fariseus também se opuseram (Mt 9:32-34).

Finalmente, os milagres de Jesus nos ajudam a entendê-lo melhor. Jesus é o Senhor da natureza (Mc. 4:35-41) e da morte (Lc.8:41-56; Jo.11:1-44). Jesus é Servo sofredor que levou sobre si as nossas enfermidades (Mt 9:16-17). Ele é o Messias que haveria de vir (Mt.11:2-6). Assim, Jesus não fez milagres para provar a sua divindade ao contrário, Ele se recusava a fazer milagres para provar alguma coisa (Mt.12:38-42); (Lc.11:29-32). Assim, os milagres de Jesus são evidências de que Ele é divino e que é o Messias que haveria de vir para cumprir o propósito de Deus.

Outros textos bíblicos merecem destaque: “Inclina Jó os teus ouvidos a isto, para e considera as maravilhas de Deus (Jó 37:14). Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento”. “Quando contemplo os teus seus, obra dos teus dedos e a Lua e as Estrelas que estabelecestes, que é o homem e o filho do homem, para que dele se lembres e o filho do homem para que o visites?” (Pv. 6:6 e Ec 7:13).

  1. OS MILAGRES DE JESUS NA MINHA VIDA

Cada cristão tem uma série muito grande de milagres a relatar. O primeiro deles é a salvação operada na vida de cada um pela ação do Espírito de Deus: Parakletos. Eu por exemplo recebi a salvação de Cristo na minha vida após a visita de um amigo que me falou sobre o Salvador Jesus, a quem eu já admirava profundamente. Depois que meu amigo foi embora, eu comecei a falar com Jesus para me salvar naquela hora, e foi a melhor experiência sobrenatural que eu já tive. Depois de minha entrega total ao Senhor Jesus, eu me senti tão leve que parecia flutuar no ambiente da sala onde eu estava conversando com o Senhor Jesus. Glórias a Deus!

                                                                                  Por Valdely Cardoso Brito

PALAVRA, UM DOS NOMES DE JESUS CRISTO

“Pois são três os que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” (1 João 5.7)

A Palavra de Deus é o próprio Deus.

“No princípio era o Verbo (Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1.1)

Jesus é Deus, o Verbo que se manifestou em carne.

 “O Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória, como o unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14).

“Estava vestido com um manto salpicado de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus” (Ap 19.13)

Jesus é o único Caminho que leva a Deus.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6)

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (1 Timóteo 2.5)

A palavra de Deus é a verdade que liberta.

Liberta do engano, da mentira.

“Se permanecerdes no meu ensino (na Palavra/em Jesus Cristo), verdadeiramente sereis meus discípulos. Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.31-32).

A palavra não pode ser mudada

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24.35).

“…mas há alguns que vos inquietam, e querem transtornar (mudar) o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema (amaldiçoado). Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema (amaldiçoado). Persuado eu agora a homens ou a Deus? Procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando a homens, não seria servo de Cristo. Mas vos faço saber irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Não recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo (Palavra).” (Gálatas 1.8-12)

A Palavra é Sagrada e inspirada por Deus.

Réu do juízo eterno será aquele que acrescentar ou retirar algo da Palavra:

“Toda a escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda a boa obra” (2 Timóteo 3.16,17)

Toda a palavra de Deus é perfeita; escudo Ele é para os que nele confiam. “Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso” (Provérbios 30.5,6).

“Buscai no Livro do Senhor, e lede: Nenhuma destas coisas falhará, nem uma, nem outra faltará. Pois a sua própria boca o ordenou e o seu Espírito mesmo as ajuntará” (Isaías 34.16)

“Eu advirto a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhes acrescentará as pragas que estão escritas neste livro. E se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro.” (Ap 22.18-19)

O primeiro e grande mandamento:

Disse Jesus:

“Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento” (Mateus 22.37).

O primeiro e grande mandamento testifica com os dois primeiros mandamentos dos Dez mandamentos:

“Então falou Deus todas estas palavras: Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; pois Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso…”

(Êxodo 20.1-17, os Dez mandamentos)

Idolatria é pecado, é ADULTÉRIO espiritual, E é abominável a Deus!

Os idólatras definitivamente não entrarão no reino de Deus.

“Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv. 26.1).

“As imagens de escultura de seus deuses queimarás no fogo. Não cobiçarás a prata nem o ouro que haja nelas, nem os tomarás para ti, para que não sejas iludido, pois é abominação ao Senhor teu Deus. Não introduzirás tal abominação em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela. De todo a detestarás, e de todo a abominarás, pois é amaldiçoada” (Deuteronômio 7.25,26).

“Cuidai para que o vosso coração não se engane e, desviando-vos, sirvais a outros deuses, e vos prostreis diante deles” (Deuteronômio 11.16)

“Eu sou o Senhor, este é o meu nome! A minha glória a outrem eu não a darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8).

“…Nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira e rogam a um deus que não pode falar” (Isaías 45.20)

“Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Ap 22:15).

Idolatria, instigada por Satanás, mas repreendida por Jesus,  pelos apóstolos e pelos anjos de Deus.

“Levou-o novamente o diabo a um monte muito alto, e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: Tudo isso te darei se, prostrado me adorares. Então Jesus lhe disse: Vai-te Satanás! Pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”  (Mateus 4.8-10).

“Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em sim mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” (Atos 17.16).

“E, apegando-se o coxo a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao pórtico de Salomão. Quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disso? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nosso próprio poder ou santidade tivéssemos feito andar este homem?…

…Pela fé no nome de Jesus, este homem a quem vedes e conheceis foi fortalecido. Foi a fé que vem pelo nome de Jesus que deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.” (Atos 3.11-16)

“Entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo e, prostrando-se aos seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.”  (Atos 10.25,26)

“Também sabemos que o Filho já veio, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro. E estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.”

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 João 5.21)

“Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que me mostrava estas coisas, para adorá-lo. Então ele me disse: Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus “ (Apocalipse 22.8,9).

Deus é Espírito invisível, nada neste mundo pode representá-LO.

“Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder, como a Sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis. Pois tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes seus raciocínios se tornaram fúteis, e seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Rm 1.20-23).

“Estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, disse: em tudo vejo que sois muito religiosos. Pois passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, este que vós honrais sem conhecer é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. (Atos 17.22-24)

“Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu, nem pode ver; ao qual seja a honra e o poder sempiterno. Amém.” (1 Timóteo 6.16)

“Ninguém jamais viu a Deus; mas se amarmos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é aperfeiçoado o seu amor.” (1 João 4.16)

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24)

Por amor, dinheiro, tradições ou obediência a homens, é certo tolerar o pecado, conhecendo a Verdade

Exemplos:

Obediência a homens: Dogmas (infalibilidade)

“Do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Romanos 1.18).

“Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram a criatura (um homem) em lugar do Criador (Deus, manifesto na Palavra)” (Romanos 1.25).

Amor aos familiares

“Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não vem após mim, não é digno de mim.” (Mateus 10.37,38)

Amor ao dinheiro

“Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu. Então vem e segue-me. O jovem, ouvindo esta palavra retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.” (Mateus 19.21,22)

Observância de tradições e vã religiosidade

“Porque quebrais vós o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” (Mateus 15.3)

“Este povo honra-me com os seus lábios, mas seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15.8,9)

Como, então, devemos agir nestes casos ?

“Ninguém vos engane com palavras vãs, pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto não sejais participantes com eles. Pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz (pois o fruto da luz consiste em toda a bondade, justiça e verdade), descobrindo o que é agradável no Senhor. E não vos associeis com a s obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as. (Efésios 5.8-11)

E Maria, a mãe de Jesus?

Ela é exemplo para nós. Exemplo de submissão a Deus, de fé e coragem. Ela não amou a sua própria vida, nem seu noivo, José. Muito menos pensou no que as pessoas falariam dela, afinal ela ficaria grávida sem haver estado com José. Mas ela não pensou em nada disso, apenas confiou e se sentiu honrada pela graça de Deus.

Bendita entre as mulheres!

“Bem-aventurada a que creu que se cumprirão as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas” (Lucas 1.45).

Faça como Maria, não olhe as circunstâncias, nem as pessoas, creia na Palavra de Deus!

Maria jamais foi pretensiosa, nem se envaideceu, reconhecia com humildade a sua condição de pecadora, que também carecia da salvação do Filho de Deus, que estava em seu ventre: “Disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu salvador” (Lucas 1.46,47).

Ao contrário da doutrinas de homens, com a consciência embotada de engano maligno tem anunciado, como ficaria assustada e constrangida, se fosse chamada de “mãe de Deus”. E no dia em que Maria, pelo zelo imposto pela própria natureza, chamou a atenção do jovem Jesus, Ele a lembrou de quem era: “Porque é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? Mas eles não compreenderam as palavras que lhes dizia” (Lucas 2.49). O amor de mãe não permitia que Maria enxergasse Jesus como o Cristo, e ela não compreendeu. E estando Jesus e Maria em um casamento, passados mais de trinta anos do seu nascimento, Maria, como que ansiosa pela revelação da glória de Jesus, comunicou-lhe que o vinho da festa havia acabado. Jesus, conhecendo os anseios de Maria, novamente admoestou-a. “Respondeu-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não chegou a minha hora.” (João 2.4)

Então Maria compreendeu, que apesar de ser mãe, aquele homem que nasceu através dela, não era seu filho, mas o Filho de Deus, e ela, por mais amor que nutrisse por ele, não poderia interferir na sua missão. Então, ela deu a orientação que ainda hoje ecoa nas regiões celestiais, para todos aqueles que, semelhantemente à ela, disseram sim ao chamado de Deus: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2.5)

Quem será condenado?

Não cabe a nós responder, pois não somos juízes, mas podemos conquistar a certeza sobre a nossa salvação individual:

“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10.9)

A palavra Senhor tem obrigatoriamente uma conotação absoluta. “Ninguém pode servir a dois senhores”. (Mateus 6.24). Se realmente Jesus Cristo é o seu Senhor em caráter absoluto, na sua vida, e a manifestação deste senhorio é o amor a Ele.

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. E quem me ama será amado de meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14.21)

“Se alguém me amar, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23).

Quando recebemos a JESUS CRISTO como nosso Senhor, nascemos de novo, desta vez espiritualmente, como filhos de Deus.

“Mas a todos que o receberam, àqueles que creem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus- filhos nascidos não do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (João 1.12,13)

“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3.3)

“Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água (batismo para o arrependimento) e do Espírito (receber Jesus como Senhor), não pode entrar no reino de Deus.”

João Batista disse:

“Eu vos batizo com água para o arrependimento. Mas após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com Fogo.” (João 3.11)

Pergunte-se: Como batizar crianças, se o batismo é para o arrependimento dos pecados? De que um bebê tem que se arrepender?

Jesus Cristo, Filho do Homem, é o Salvador, pois Deus precisava de um homem justo, mas olhou para baixo e não viu um justo sequer que pudesse remir a humanidade. “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque.”  (Eclesiastes 7.20). Então o próprio Deus se fez carne e habitou entre nós. E como homem, foi sujeito a toda a sorte de tentação, dor e sofrimento, em tudo isso não pecou o Filho do Homem, permaneceu Justo e Santo. E como Cordeiro de Deus que sangrou até a morte, e morte de cruz, absorveu toda a maldição do pecado que estava sobre nós. “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23).

Jesus se fez maldição em nosso lugar: “Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13).

A maldição do pecado é a morte. Morte eterna, que a bíblia chama de segunda morte: “Então a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.” (Apocalipse 20:14,15)

Quando o Justo morreu pelos injustos, nos remiu e nos resgatou da maldição do pecado, que é a morte eterna. Portanto, é pela fé no sacrifício de Jesus, que tomamos posse da salvação, então estamos prontos para recebê-Lo e compreendê-Lo como nosso Senhor e Salvador, nos convertendo a Ele, que é o nosso culto racional, diferente do culto religioso e vão. “Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (João 11.25)

Nós fomos salvos pela graça de Deus, porque Ele nos ama. Não é por merecimento, nem por boas obras. As boas obras são uma consequência da nova vida em Cristo Jesus.

Infelizmente, as religiões pregam o contrário, que temos que fazer boas obras para sermos salvos. Então, inconscientemente, as “boas obras” na realidade tornam-se como uma moeda espiritual para a compra da salvação. Que engano!

“Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus e não vem das obras para que ninguém se glorie. Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”  (Efésios 2:8-10)

Somos salvos quando recebemos Jesus, e então recebemos o Espírito Santo, passamos a ser novas criaturas, criados em Cristo Jesus para as boas obras, feitas em nome dEle, ou seja, o fundamento é Cristo.

Passamos então a ser devedores, não de Deus, mas do nosso próximo:

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros, pois quem ama ao próximo, cumpriu a lei.” (Romanos 13.8)

A obra de Deus não está em levar ao próximo somente o alimento ou a necessidade, pois: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus 4.4). Mesmo as mais belas atitudes de desprendimento e generosidade, não são o principal: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma” (Mt 16.26). O principal é levar Jesus às pessoas, esta é a verdadeira obra, que não é paliativa, mas traz recompensa e alegria, que gera VIDA ETERNA.

“Então Jesus lhes declarou: Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.” (João 6.35). “Pois a vontade do meu Pai é que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”  (João 6.40)

Como naquele dia, há dois mil anos atrás, falando apenas para onze discípulos, hoje, com milhares de discípulos ele diz exatamente as mesmas palavras, pois a seara ainda é muito grande: “É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente eu estou convosco todos os dias, até a consumação do século” (Mateus 28.18-20).

Não nos esqueçamos que Jesus disse: “Se alguém me amar guardará a minha palavra.” (João 14.23)

Por Valdely Cardoso Brito

INTIMIDADE COM DEUS

O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança (Sl 25:14).

Desde o passado, Deus tem, à Sua maneira, procurado manter o contato e a comunhão com o homem – obra da Sua criação. A História e a Bíblia nos mostram que com o passar do tempo o homem foi se distanciando cada vez mais de Deus, e não Deus do homem. Deus falava com Adão no Paraíso, na viração do dia. Adão ouvia a Sua voz e ambos travavam um diálogo de perto. Deus revelou a Noé sobre o seu plano de destruir toda a terra com o dilúvio.

Abraão é considerado o amigo de Deus, que lhe falava de profunda maneira e entre ambos havia tal intimidade que Deus chegou a pedir-lhe que sacrificasse o seu filho Isaque. Abraão, atendendo, levou seu filho para executar o sacrifício, na hora do golpe, o Senhor retorna a Abraão e diz-lhe não ser necessário o cumprimento de tamanha prova de fidelidade.

Isaque cresceu ouvindo falar dos feitos de Deus na vida de seus pais e também experimentou um grau de relacionamento próximo a Deus. Jacó viu os anjos de Deus subirem e descerem de uma escada e também era orientado por Ele. A comunhão já não era a mesma de antigamente, mas Deus continuava a falar com Seus servos.

José possuía grande comunhão com Deus mesmo em meio às adversidades enfrentadas, quando vendido pelos irmãos ou quando preso na cadeia do Egito, Deus se manifestava a ele, preservando-o do perigo. Deus lhe falava nos sonhos que sonhava e o usava. Moisés foi levantado para libertar o povo hebreu do Egito, e antes de cumprir a missão falou com Deus e Deus falou com ele.

Sempre e de alguma maneira Deus queria falar ao Seu povo. Utilizou reis, falou através dos seus profetas, dirigindo e guiando o Seu povo. Teríamos muitos exemplos para ver como Deus se manifestava a estes servos que não eram muito melhores do que nós. Elias, Eliseu, Jeremias, Gideão, e Balaque outros são exemplos bíblicos de pessoas que mantinham comunhão com Deus, e o Senhor lhes falava em meio às circunstâncias que viviam. Deus usou um jumento para falar com Balaque. Através de um pedaço de algodão falou com Gideão.

Hoje Ele nos tem falado através da Bíblia. Feita esta introdução, vejamos alguns objetivos deste estudo:

  1. Mostrar que é possível ter intimidade com Deus – Salmo 25.14.
  2. Obter intrepidez para entrar no lugar Santo dos Santos – Hebreus 10.19,20.
  3. Reter a graça de Deus para servi-Lo – Hebreus 12.28.
  4. Findar com os altos e baixos espirituais – Ef 4.14.
  5. Tornar-se uma Pedra Viva – I Pd 2.5.
  6. Desenvolver um relacionamento mais real de filho para com o Pai – Rm 8.16.
  7. Desenvolver os frutos do Espírito em na vida dos cristãos – Gl 5.22.
  8. Tornar-se verdadeiramente um despenseiro de Cristo – I Co 4:1.

Certamente que outros objetivos poderiam ser citados, porém, vamos nos ater a estes, buscando tirar os maiores ensinamentos possíveis.

Em primeiro lugar é importante reconhecer a situação do homem em relação a Deus.

  1. Situação antes do encontro com Cristo: Éramos inimigos – Rm 5.10. Escravos do pecado – Rm 6.17,20. Destinados à morte, não tínhamos escapatória da condenação eterna. A salvação de nossas almas só pôde ser alcançada pela Graça de Deus.

Éramos inúteis espiritualmente, Rm 3.12. A condição a que estávamos submetidos era terrível e sem saída, porém o próprio Deus providenciou uma saída para nós: deu Seu próprio Filho por expiação para morrer em nosso lugar. Fez isso exclusivamente por amor. Sua maior criação, o homem, estava condenada à morte e Ele como o Oleiro, resolve dar mais uma oportunidade ao “vaso de barro” de ser mais uma vez moldado e formado de novo. Chegamos então à salvação!

  1. A vida cristã

Ao ingressarmos no Reino espiritual um novo horizonte se descortina para nós (II Co 5:17). Somos enxertados no Corpo de Cristo, na família de Deus, um novo grupo que chamamos de irmãos para que? Para mantermos um relacionamento vertical com nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo e para através do relacionamento horizontal com os irmãos em Cristo no dia-a-dia, a fim de sermos aperfeiçoados. Para se colocar diante de Deus nesta situação é necessário pagar um preço.

Algumas considerações sobre a posição que devemos tomar:

Posição 1 – Morrer para o pecado. Como mortos para o pecado – Rm 6:2. Não é possível viver uma vida espiritual frutífera andando em pecado.

Posição 2 – Vivos para Deus. – Rm 6.11, 13. O mundo jaz no maligno. Quem ainda não foi alcançado pela graça salvadora de Deus está condenado à morte espiritual. Esta é a realidade dos familiares, parentes, amigos, vizinhos e etc.

Posição 3 – Estar sob a graça. Colocar-se debaixo da graça de Deus – Rm 6.14. Graça é favor imerecido. É a substituição da condenação à lei, pela salvação providenciada pelo próprio Deus. Assim somos mortos para a lei pelo sacrifício de Cristo, Rm 7.4. O dom gratuito veio para justificação Rm 5.16. Estamos livres para servirmos a Deus, e vivermos em novidade de vida, para darmos frutos.

Posição 4 – Viver como filhos de Deus. Apropriando-se da condição de filhos, herdeiros de Deus – Rm 8.17. Deus como Pai, age em favor de Seus filhos. Rm 8.31 a 39 caracteriza toda uma sequência de livramentos e bênçãos concedidas por Deus para aqueles que estão sob Sua guarda e proteção. Vejamos algumas situações:

  1. Quem poderá se posicionar contra nós?
  2. Deus nos dará com Ele todas as coisas.
  3. Quem poderá nos acusar?
  4. Quem nos condenará? Se é Deus quem intercede por nós.
  5. Quem nos separará do amor de Cristo? Nenhuma dificuldade.
  6. Em todas estas situações somos mais que vencedores.
  7. Nada poderá nos separar do amor de Deus.

Que promessa maravilhosa! Quantos estão vivendo essa verdade?

A condição de salvos, justificados perante Deus nos outorga a viva esperança. Pela fé nos apropriamos da salvação eterna que há de nos ser concedida no final dos tempos. O fim da nossa fé é a salvação de nossas almas (1 Pedro1.3-9). A intimidade com Deus é possível Sl 25:14: “O segredo do Senhor é para aqueles que o temem, e Ele lhes fará saber o Seu concerto”. Maravilhosa promessa! Conhecer o concerto de Deus, Sua vontade, Seu segredo. O Salmo 25 é atribuído ao rei Davi que foi considerado um homem segundo o coração de Deus (1 Sm 13.14). Ao receber a unção da parte de Samuel o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi.

Deus viu em Davi, aquele jovem pastor de ovelhas alguém com potencial para estar a frente do povo de Israel. No Salmo 23 vemos a confiança que Davi depositava em Deus, como pastor de sua vida, seu protetor, provedor e maior propósito. O que Davi procurava ser para o seu rebanho, Deus era para ele. Deus conhecia o coração de Davi e atestou isto para Samuel, diante dos formosos filhos de Jessé.

A coragem de Davi para enfrentar ao gigante Golias foi sobrenatural. A capacidade para manter-se submisso a Saul quando perseguido por ele. Sua intenção de unificar o Reino e trazer a Arca da Aliança para Jerusalém, a liberdade para expressar o louvor e adoração a Deus são alguns dos exemplos marcantes da personalidade de Davi selada pela unção do Senhor em seu coração. Mesmo curvando-se à carne, no pecado com Bate-Seba, Davi reconhece seu pecado e clama a Deus por um coração puro, quebrantado, pedindo que o Senhor não tirasse de sobre ele o Espírito Santo (Salmo 51). Uma pessoa segundo o coração de Deus é alguém cuja mente, emoções e vontade estão cheios das virtudes de Cristo e da unção do Parákletos. O segredo do Senhor é para os que o temem. Hb 10:10-20: “Tendo, pois, irmãos ousadia para entrar no santuário, no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua carne”.

A morte de Jesus nos abre acesso àquele local destinado anteriormente somente aos sumos sacerdotes. Na primeira aliança, o Tabernáculo era divido em dois lugares de adoração: o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Estas dependências eram cobertas por véus. Havia um véu para encobrir o Santo Lugar e outro para o Santo dos Santos. No primeiro, somente estavam autorizados a adentrar os sacerdotes. No segundo, somente os sumos sacerdotes poderiam entrar, uma única vez ao ano, apresentando sangue como oferta pelos pecados devido a ignorância do povo (Hb 9.1-7). Na Nova Aliança, Cristo entra uma vez por todas no Santo dos Santos, como o Sacerdote eterno enviado por Deus, para nos propiciar a redenção. Com a Sua morte passamos a ter acesso a este lugar especial, onde Deus recebia as ofertas dos sacerdotes, manifestava-se com fogo, aceitando aquilo que os sumo sacerdotes haviam oferecido.

Arão, irmão de Moisés, ao iniciar seu ministério de sacerdote, após oferecer uma oferta perante o Senhor levantou as mãos e abençoou o povo. Com Moisés ele entra na tenda da congregação e juntos abençoam o povo e a glória do Senhor aparece em forma de fogo, consumindo o holocausto trazendo temor à congregação (Lv 9:22-24).

Nos dias de hoje ao tomarmos consciência da correta dimensão do que seja adentrar ao lugar Santíssimo, nossas vidas são direcionadas à graça de Deus, à uma vida sob a Nova Aliança. É o próprio Deus morando em nossas vidas. Jesus substituiu os feitos que nós teríamos que fazer. Ele carregou a maldição, a doença, o pecado e todas as misérias inerentes à condição humana para a cruz do Calvário, porque nós não poderíamos fazê-lo. Na Nova Aliança Deus coloca Suas leis e Seus entendimentos em nossos corações. Hebreus 8.8-13. Devemos ter ousadia e nos apropriarmos da Nova Aliança concedida através da morte de Cristo. Quem está disposto a se apresentar diante de Deus no Lugar Santo dos Santos? Um dos mais sérios requisitos para se adentrar diante do altar do Senhor era e é a santidade: Lv 21.6. Quando entramos no lugar Santo dos Santos reconquistamos o privilégio de termos a intimidade com o Senhor. Hebreus 12.28: “Pelo que tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, e sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e santo temor”. Somos exortados a reter a graça porque há possibilidade dela se retirar de nós. Não pelo Senhor, mas pelos nossos pecados que tentam se impõem como uma barreira entre nós e Deus. Reter a graça de Deus é apropriar-se das riquezas d’Ele, recebidas através da redenção, da remissão dos pecados (Ef 1.3-9). Aqui há uma revelação maravilhosa: a plena consciência do perdão dos pecados. Voltemos para a Posição nº 1, falada anteriormente, sobre mortos para o pecado. A completa consciência deste fato nos permite receber as riquezas de sua graça, que Ele derramou profundamente sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. O coração de Paulo estava cheio de coisas boas ao se dirigir aos efésios (Ef 1.7 e 2.7). Riquezas da graça desvendadas para nos revelar o mistério de Sua vontade para que possamos servi-Lo com reverência e temor.

Efésios 4:14 “Para que não sejamos mais meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pelo engano de homens que induzem ao erro”.

Muitos cristãos vivem nos dias de hoje uma vida de altos e baixos espirituais. Inconstantes, ora por cima, ora por baixo, sem um padrão contínuo de crescimento. As bênçãos estão limitadas a períodos de suas vidas, bem como os períodos de lutas e tribulações, divididos por uma linha bem definida. Ou estão em completa alegria e em vitória ou estão derrotados e arrasados. Isto é falta de maturidade. A Bíblia chama de inconstância, de cristãos carnais, de meninos espirituais. O oposto desta situação é uma vida espiritual em direção ao aperfeiçoamento, visando o ministério para a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.12-14). Como obter comunhão com Deus sendo inconstantes? É difícil. Deus em Sua infinita misericórdia concede lampejos de Sua glória do que lhes está destinado no Reino Eterno.

Na parte anterior vimos que o reino é inabalável. Por isso somos chamados ao aperfeiçoamento, à unidade da fé, ao pleno conhecimento, à perfeita medida da estatura da plenitude de Cristo para o desempenho de nossa missão no reino de Deus. Afim de levarmos a bom termo esta missão não pode haver acomodação com uma vida inconstante e de altos e baixos espirituais. Deus quer Se revelar a cada um de nós. Ele quer se aprofundar na intimidade com sua Igreja. I Pedro 2.5,9: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz.”

Neste texto temos outra “pérola” que poucos cristãos descobriram: ser uma pedra viva, uma casa espiritual, estar conscientes do sacerdócio real de nação santa, da geração eleita, da condição de adquiridos de Deus. Tudo isto tem que estar bem vívido em nossas mentes e em nossos corações. A confissão destas verdades nos levam a buscar a vida de santidade e de temor diante do Pai, para podermos anunciar as virtudes do reino. Deus fala com Seu povo espiritual, a geração eleita, Seu sacerdócio real, Sua nação santa, Seu povo… Rm 8.16 “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. É condição ímpar ter o Espírito de Deus. O Espírito Paracletos na vida dos cristãos lhes reveste da certeza da salvação no Filho de Deus, o Unigênito, que morreu por nós. O Espírito Santo testifica.

A condição especial de filhos de Deus, adotados, conduz os salvos à situação de privilégio, diferente das pessoas do mundo. Gl 5:22 “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança”. O Espírito Santo é sensível. Tiago 4:5 diz que o Espírito que em nós habita tem ciúmes. Quando há a manifestação do fruto do Espírito em nossas vidas, o resultado é visto no nosso relacionamento com Deus. I Co 4.1 “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus”. Podemos dizer que este é o ápice da intimidade com Deus. Os cristãos são administradores dos mistérios de Deus. Para que tenhamos uma boa vida espiritual, bons fundamentos, para que a nossa estrutura aguente as adversidades desta vida é necessário que sejamos alimentados pelos mistérios de Deus. Deus quer que conheçamos Seus mistérios, tornando-nos despenseiros e administradores em Sua Obra. Em Rm 16.25 Paulo encerra a epístola dizendo: “ora aquele que é poderoso para vos confirmar segundo meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos”.

Temos que edificar sobre o fundamento já posto em nossas vidas. I Cor 3.10-13 “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio construtor, o fundamento e outro edifica sobre ele. Mas veja cada um como edifica sobre ele.” Se a edificação for feita sobre ouro, prata e pedras preciosas é porque estamos sendo edificados espiritualmente. Mas se for sobre feno, palha e madeira é porque a edificação está indo em direção à carne. O reino de Deus também é comparado à um homem que lança a semente na terra e depois dormiu, e ao levantar de dia e de noite vê a sua semente germinar e crescer não sabendo ele como. Marcos 4.26-29. Cada um edifica de acordo com seu fundamento escolhido, a Palavra diz: uns produzindo a cem por um, outros a sessenta e outros a trinta.

Fazendo uma comparação com os metais preciosos lidos acima, vemos que uma edificação de prata corresponde à produção de trinta por um. É aquela pessoa que recebe do Senhor Jesus e larga os vícios da vida mundana que praticava e passa a encarar a família de outra maneira, o linguajar agora é correto e aprende a perdoar o próximo. É quando se aprende que a carne para nada aproveita, que a vida espiritual é que tem realmente valor. Que sua dependência vem do Senhor, que sua suficiência vem de Deus, que recebe tudo pela graça de Deus, por fé. A manifestação das pedras preciosas no fundamento ocorre quando o cristão aprende que é um despenseiro dos mistérios de Deus. Possui uma confissão de autoridade: eu sei quem sou. Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou. Um salvo, um eleito, um redimido, um perdoado, um vencedor… Após passar pelos degraus de prata e ouro, a edificação de brilhantes e diamantes pode encarar a Satanás e não aceitar as suas mentiras e artimanhas, e assim derruba as fortalezas que querem impedir de levar a mente à obediência de Cristo.

Mas se a vida for edificada ou alicerçada sobre madeira palha e feno, que são coisas superficiais, obras da carne, esforço próprio, pessoal, aparências, somente por fora, o interior está oco, frágil e sem segurança. Alguns cristãos são como os fariseus: túmulos caiados, por fora tudo branco, porém por dentro há mentira, há falsidade, vive na carne. Por fora apresentam alegria e satisfação, mas por dentro guardam mágoas, angústias, incertezas …

Partindo agora para o lado prático, podemos perguntar: o que preciso fazer para desenvolver uma intimidade com Deus que me leve ao reconhecimento de tudo isso que foi falado aqui?

Em busca da intimidade com Deus

São necessárias duas palavras de ordem: educação e disciplina.

EDUCAÇÃO – Em primeiro lugar o cristão deve se educar para colocar sua vida espiritual no patamar de constante busca do conhecimento das coisas espirituais. II Tm 2.15 ” Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem que se envergonhar e que maneja bem a Palavra da verdade”.

A busca de conhecimento trará os seguintes frutos: maturidade cristã – até que Cristo seja formado em nós. Isto é um processo (Gl 4.19); santificação como aperfeiçoamento moral é a Palavra de Deus trabalhando no cristão (Jo 17.17). Desenvolvimento intelectual – a Palavra de Deus trás a sabedoria (Salmo 119.98).

DISCIPLINA – I Cor 9:25. Um dos exemplos clássicos de disciplina voluntária é aquela desenvolvida pelos atletas e desportistas. Para se tornarem campeões precisam passar horas e horas treinando arduamente, mesmo contra adversidades seja de temperatura, de ambiente, físicas e outras. Cristãos espiritualmente disciplinados devem possuir um sistemático estudo da Bíblia, o qual vai proporcionar:

  1. uma nova vida, I Pedro 1.23, – regenerados para uma nova vida.
  2. um alimento diário, Mateus 4.4 – não é só de pão que vive o homem.
  3. crescimento espiritual – gradativo, deixar a situação e posição de meninos para crescermos – I Pedro 2.1-3.
  4. vitória sobre o pecado – pecado é errar o alvo, com a Palavra escondida em nosso coração estamos preparados para rejeitar o pecado. Salmo 119.11.
  5. vitória sobre o inimigo – pela espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Ef 6.17.
  6. segurança diante de Deus e dos homens – o obreiro aprovado, que maneja bem a Palavra. II Tm 2.15.

Saber manejar bem a Palavra da Verdade é um privilégio e só consegue alcançá-lo quem se dispõe a estudar com interesse e com atitudes corretas em relação ao estudo. Manejar a palavra é saber receber a revelação da Palavra como vinda de Deus e não apenas sua lógica; e aplicá-la no viver diário; e transmiti-la com fidelidade a todos que ainda estão fora da Graça de Deus.

Concluindo, a intimidade com Deus é algo sublime e maravilhoso. O cristão adentra ao lugar Santo dos Santos, passa a ser participante dos segredos e mistérios de Deus, apropria-se das verdades bíblicas da Palavra de Deus para sua vida, edifica sua vida espiritual sobre sólidos fundamentos, produzindo frutos agradáveis a Deus. “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”. Que o Espírito Santo de Deus trabalhe em nossas vidas de tal maneira que sejamos realmente como seus filhos e co-herdeiros de Cristo! Amém!

Por Valdely Cardoso Brito

RECOMPENSAS DA VIDA CRISTÃ

Ap 22.12: “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.”

Diante do tema: há que se conceituar, inicialmente, o que é vida cristã. Podemos dizer que vida cristã é convivência diária com Jesus Cristo, que permanece presente no cristão na pessoa do Espírito Santo (Parakletos). Então, Vida cristã implica em renúncia do ego e aceitação diária da dependência de Deus sobre cada decisão pessoal.

Vemos em 2 Co 5.15: “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. Mas, implica também, em realizar as boas obras, porque “a fé sem obras é morta”, isto é, não impulsiona o indivíduo à ação porque ele a tem apenas no nível teórico. As obras são requeridas como frutos de uma nova vida em Cristo, devendo ser praticadas com amor, justiça e santidade. Importa lembrar, também, que o termo recompensa nos remete à idéia de galardão transmitindo o significado de pagamento por trabalho honesto realizado (1 Tm 5:18). Assim, recompensa e galardão serão focalizados como vocábulos sinônimos neste texto.

  1. Existe alguma promessa de Deus para a concessão do galardão?

Galardão ou recompensa tem suas raízes na promessa de Deus feita a Abraão: “…Não temas, Abraão; Eu sou o teu escudo, o teu galardão será grandíssimo”(Gn 15:1).

  1. Quem concede as recompensas?

As recompensas provêm de Deus, segundo a Sua Vontade para os seus servos. A recompensa é certa e satisfatória, como registra a Bíblia: “…É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna o Galardoador dos que o buscam”(Hb 11:6). “…O que semeia justiça terá recompensa verdadeira” (Pv 11:18).

  1. A quem são elas concedidas?

A recompensa é dada ao fiel em Cristo, que só por essa qualidade, já tem vida abundante, vida plena de significado. Assim, aquele que tem confiança no Pai, é sempre recompensado: “Não lanceis fora, pois, a vossa confiança, que tem uma grande recompensa” (Hb 10:35). “Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” ( Hb 10:36).

  1. O que é galardão à luz da Bíblia?

O galardão, no Antigo Testamento, era manifestação da justiça de Deus inseparável da aliança. A submissão a Deus, sempre, trazia a Israel bem-estar, recompensas temporais visíveis, como registra Dt 28:1-14. “Alegre-se o monte Sião, exultem as filhas de Judá, por causa dos teus juízos” (Sl 48:11); “Saberá, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos (Dt 7:9). Os galardões ou recompensas dados por Deus, são manifestações de sua justiça (Sl 48:11) e são inseparáveis da aliança (Dt 7:10) à qual, seus mandamentos foram anexados no Novo Testamento. Jesus prometeu galardão a seus discípulos, mas o ligou à auto-negação e ao sofrimento por amor do Evangelho. Foi eliminada a idéia farisaica de “serviço meritório”, como vemos em Lc 17:10: “Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer”.

Jesus prometeu galardões aos Seus discípulos:

Mc 9.41: “Porquanto qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa”. 10:29-30:  “Respondeu Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do Evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos e irmãs, e mães e filhos, e campos, com perseguições; e no mundo vindouro a vida eterna”. Mt 5:12: “Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus…”. Jesus mostrou que o galardão é inseparável Dele mesmo e de Deus. Em Ap 21.3, temos o galardão do desfrutar da convivência diária com Deus: “E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o Tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles”.

  1. Quando ocorrem as concessões das recompensas?

O galardão da salvação em Cristo começa dentro do tempo, com o penhor do Espírito Santo (2 Co 5.5) e seu cumprimento é esperado para depois do julgamento, quando o “povo da aliança” tiver se apossado do pleno desfrutar da “visão de Deus” seu eterno galardão (Ap 21:3). Contemplar a face de Deus é uma bem-aventurança em Mt 5:8. As recompensas serão dadas na Segunda vinda de Cristo (Mt 16:27) e Ap 22:12: “o galardão será retribuído a cada um segundo as suas obras”.

  1. As modalidades ou tipos de recompensas

Outras recompensas podem ser mencionadas, como:

  • Estar com Cristo – Jo 12:26 1 14:3. Ter um reino Mt 25:34.
  • Contemplar a glória de Cristo (Jo 17:24) e ser glorificado com Cristo (1 Jo 3:2 e Fp 3:21).
  • Ter casa eterna nos céus (2 Co 5:1), reinar com Cristo (Ap 3:21) para sempre ( Ap 22:5) e sentar-se para julgar com Cristo (Mt 19:28 e 1 Co 6:2), ter luz eterna (Is 60:19) e vida eterna (Jo 6:40), entrar na alegria do Senhor (Mt 25:21) e ter descanso (Hb 4:9 e Ap. 14:13).
  • As recompensas das coroas espirituais: a coroa da vida (Ap 2:10), coroa incorruptível (1 Co 9:25), coroa de justiça (2 Tm 4:8) e coroa de glória (1 Pd 5:4).
  • As recompensas das heranças: herança de tudo (Ap 21:7), herança eterna (Hb 9:15) herança incorruptível (1 Pe 1:4), herança com os santos de luz (Cl 1:12).
  • Os galardões dados aos vencedores, representarão:
  1. Alimento espiritual: a árvore da vida no paraíso de Deus (Ap 2:7);
  2. Um novo nome (Ap 2:17);
  3. Autoridade sobre as nações (Ap 2:26);
  4. Vestiduras de justiça, brancas vestes (Ap 3:5):
  5. O nome escrito no livro da vida (Ap 3:5);
  6. Entronização, sentar-se no trono com Deus (Ap 3:21 e Ap 12:11);
  7. 7)  Uma herança eterna (Ap 21:7).

Aos que têm nova vida em Cristo são concedidos alguns privilégios, e recompensas como:

  • Identificação com Cristo pelo batismo, que simboliza a morte e ressurreição em Jesus Cristo, a morte do velho homem para o pecado (arrependimento/imersão em água-batismo) e a ressurreição do novo homem em Cristo Jesus (fé salvífica em Jesus/emersão das águas) a esperança na ressurreição do corpo, quando o Senhor Jesus voltar.
  • Identificação com Cristo pela celebração da Sua morte, o pão que é o “corpo dado” e o cálice, a “nova aliança” feita com o sangue de Cristo. Na celebração da ceia relembra-se o sacrifício expiatório de Cristo e há identificação do cristão como membro da nova comunidade estabelecida por Cristo, que é a Igreja: se aceita o “novo pacto” entre Deus e os homens, pelo sangue de Cristo. Adoração: apresentar o corpo por sacrifício vivo e transformar-se pela “renovação da mente” (Rm 12.1-2), poder adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24).
  • Poder contribuir financeiramente com a igreja, glorificar a Deus pela liberalidade em contribuir (2 Co 9.7).
  • Cooperação: ser membro de uma igreja local, cooperando com os demais irmãos para o crescimento da igreja. O crescimento do fiel, o crescimento da vida cristã é integral: intelectual, emocional, espiritual (1 Rs 18:21), moral e funcional ou operacional, através dos dons e ministérios (Rm 12:4-8, 1 Co 12:8-11), CRESCER EM TUDO (Ef 4:15).
  1. Como receber as recompensas, quais as condições para ser receptor delas?
  • As recompensas aos fiéis ocorrem:

1) por serviço espiritual

  1. a) aos conquistadores/evangelizadores de almas para Cristo (Dn 12:3);
  2. b) aos servos humildes/assistência aos necessitados (Mt 10:42);
  3. c) aos mordomos fiéis (Mt 25:23 e Mt 25:34);
  4. d) aos benevolentes (Jo 4:36, Lc 6:35).

2) pelo sofrimento tolerado/pela vitória nas tribulações

  1. a) aos que venceram injúrias, perseguições (Mt 5:11-12);
  2. b) aos que não cometeram apostasia (2 Tm 1:12, Ap 20: c) aos que praticaram o desapego das riquezas (Hb 10:34 e 11:26).

 

A recompensa é uma dádiva oferecida em reconhecimento por algum serviço prestado, quer seja bom ou mal. Seu uso bíblico, no entanto, é bem variado, incluindo também, idéias como suborno (Sl 103.10) e castigo (Sl 91.8). Para os cristãos, as recompensas têm um significado escatológico. Paulo ensina que todo homem comparecerá diante do Tribunal de Cristo para o julgamento das suas obras (Rm 14.12). No nosso pensamento, devemos conservar esse julgamento separado do julgamento do pecado, porque este, no que diz respeito ao cristão, já está liquidado para sempre (Rm 5:1). A salvação é uma dádiva (Ef 2:8-9), enquanto que as recompensas são merecidas (1 Co 3.14). Nas duas passagens principais das Escrituras, que consideram pormenorizadamente a recompensa ou galardão sobre os serviços dos servos de Cristo, são: 1 Co 3:9-15 e 1 Co 9:16-27. Vários tipos de serviços merecem recompensas, tais como resistir à tentação (Tg 1:12), buscar diligentemente a Deus (Hb 11.6), morrer por Cristo (Ap 2:10), a obra pastoral fiel (1 Pd 5:4), praticar fielmente a vontade de Deus e ansiar por sua vinda (2 Tm 4:8), ganhar almas (1 Ts 2:19-20), mordomia fiel (1 Co 4:1-5), atos de bondade (Gl 6:10), hospitalidade (Mt 10:40-42). Examinar “as recompensas da vida cristã renova a esperança em Cristo. A esperança cristã funda-se na certeza de que Cristo já destruiu a morte e “trouxe à luz, a vida e a imortalidade” (2 Tm 1:10). O efeito da recompensa e a esperança cristã fundamenta-se na vida eterna.

A grande recompensa da vida cristã é que, o servo de Jesus Cristo pode interceder pelas pessoas que desconhecem a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. E, quando alguém intercede por quem se converte, isso nos traz grande alegria. Significando grande recompensa não só de usufruir do amor de Cristo que está em nós, mas, principalmente, de por em prática seus ensinos com amor para ganhar novas vidas para a eternidade com Cristo.

Assim, “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8:18). A “nova natureza” que reveste o convertido em Jesus Cristo é uma recompensa que transmite vida abundante, vida plena de significado, como presente constante da manifestação do Espírito Santo (Parakletos) a orientar os nossos pensamentos e ações, impulsionando-nos para a renúncia do ego e dependência completa de Deus. Busca da maturidade cristã, com a imitação do Modelo Perfeito, JESUS CRISTO! Como Ele mesmo diz em Ap 22.12: “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra”.

Por Valdely Cardoso Brito

A EXCELÊNCIA DE VIVER PELA FÉ

Hb 11:39-40: “E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa.
Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados”.

O livro de Hebreus, nos capítulos de 1 a 10, apresenta uma comparação completa entre o formalismo religioso judaico e o supremo propósito de DEUS. Nesses dez capítulos DEUS está mostrando que o Seu mover não está na religiosidade judaica e sim no viver pela fé. Viver pela fé é o viver que agrada a DEUS. É por esta razão que o escritor aos Hebreus cita Abel, Enoque, Noé, Abraão, Moisés e José. Todos esses tiveram um relacionamento com DEUS na excelência da fé. Se estudar a Epistola aos Hebreus você vai descobrir que o termo fé é encontrado 32 vezes.

O escritor aos Hebreus definiu a fé assim: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1).

Eu quero analisar três palavras nesse texto, para compreendermos o que é a fé em sua natureza.

  1. “certeza” – No grego é hupostasis, quer dizer: estabelecer, ou: dar forma concreta.
  2. “Convicção” – No grego é elegchos, significa: algo que foi provado ou testado.
  3. “fatos” – No grego é pragma, significa: fato consumado.

Então, podemos compreender que a fé é a certeza, a convicção, a confirmação, a realidade, a base de apoio, o alicerce das coisas que se esperam. A fé que temos em nosso espírito vivificado, pela regeneração, atua como um sexto sentido. Todos nós nascemos com cinco sentidos: tato, paladar, audição, visão e olfato. A fé é o sexto sentido que substantifica as coisas que não são vistas, mas que nós esperamos.

Fé e esperança andam juntas na vida cristã.

Vamos atentar para alguns textos que nos mostram essa verdade: “que, por meio dele, tendes fé em DEUS, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em DEUS” (1 Pe 1.21). “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, destes três; porém o maior destes é o amor” (I Co 13:13).

Uma pessoa ímpia não tem esperança. Veja o que Paulo diz em duas maravilhosas passagens: Efésios 2:12 – “naquele tempo, estáveis sem CRISTO, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem DEUS no mundo”. E 1 Tessalonicenses 4:13 – “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança”.

O chamamento que recebemos de DEUS nos traz esperança: Efésios 1:18 – “iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento…” Efésios 4.4 – “há somente um corpo e um ESPÍRITO, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação”. O apóstolo Pedro diz: “Bendito o DEUS e Pai de nosso SENHOR JESUS CRISTO, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de JESUS CRISTO dentre os mortos” (I Pe 1.3).

Os fatos históricos são tudo aquilo que DEUS realizou e consumou em CRISTO e que Ele deseja que se torne real em nós como “esperança” em CRISTO: Cl 1.5 “por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho” (Cl 1.27).  DEUS  quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, CRISTO em vós, a esperança da glória; 1 Timóteo 1:1: “Paulo, apóstolo de CRISTO JESUS, pelo mandato de DEUS, nosso Salvador, e de CRISTO JESUS, nossa esperança”. O livro de Hebreus nos exorta: “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel”.

Concluímos, que tanto os “fatos” como a “esperança” são substantificados pela fé, por isso, Paulo diz em 2 Coríntios 5:7: “visto que andamos por fé, e não pelo vemos”. A fé é o elemento divino dado a nós como parte das riquezas da nossa salvação para que por ela, tenhamos a capacidade de substantificar as coisas espirituais.

 “Coisa superior” – (Hb:11.39,40)

Precisamos estudar essa frase porque ela descreve a riqueza e a profundidade da vida cristã. “coisa superior” fala de coisas “melhores ou “superiores”. A palavra “superior” significa: “que está mais acima”, “mais elevado”; “que atingiu um grau muito elevado”, “supremo”, “excelente” (Hb 1:4; 6:13; 6:16; 7:7, 19, 22; 8:6; 10:34; 11:16,35,40; 12:10). Esta palavra expressa o contraste e a superioridade do cristianismo em relação ao judaísmo, que é um tipo de religiosidade que contextualiza com a nossa realidade cristã contemporânea.

Das dezenove vezes que essa palavra grega “kreitton”, aparece no N.T. doze ocorrências se encontram nesta epístola, e significa “melhor ou “superior”.

  1. CRISTO tem um “nome melhor” que o dos anjos (Hb 1:4).
  2. Coisas “melhores” pertencentes a salvação (Hb. 6:9).
  3. CRISTO é “superior” a Abraão (Hb 7:7).
  4. Nele temos uma “melhor esperança” (Hb 7:19).
  5. Nosso novo pacto é “melhor” do que o antigo (Hb 7:22).
  6. Esse novo pacto contém “melhores” promessas (Hb 8:6).
  7. E um “melhor” sacrifício (Hb 9:23).
  8. Sendo que também, temos uma “melhor” possessão (Hb 10:34).
  9. Encaminhamo-nos para uma pátria “melhor” (Hb 11:16).
  10. Havendo uma “melhor” ressurreição para os que são verdadeiramente fiéis (Hb 11:35).
  11. Além do fato de que coisas “melhores” nos aguardam na glória vindoura (Hb 11:40).
  12. Essas “coisas superiores” (Hb 12:24) aguardam os remidos que já se acham em posse compreensível, pois Paulo havia dito que falecer e ir para CRISTO é “muito melhor” (Fp 1:23).

 Duas dispensações na economia de DEUS.

Quando estudamos a Palavra de DEUS descobrimos duas dispensações que são imprescindíveis para a compreensão da Economia de DEUS: A Velha Aliança, composta de “sombras”; A Nova Aliança, da realidade. Os cristãos, na sombra da Velha Aliança, esperavam ver a realidade da Nova Aliança:

Mt 13:16-17“Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram”.

I Pe 1:10-12 “Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo ESPÍRITO de CRISTO, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a CRISTO e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo ESPÍRITO SANTO enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar”.

Conclusão

O viver pela fé é a nossa carreira cristã e é desfrutar daquilo que foi consumado por nosso SENHOR JESUS CRISTO com a convicção de tudo aquilo que nos aguarda em CRISTO JESUS na glória vindoura. Precisamos ter uma visão clara do significado da vida da Igreja, da riqueza de expressar CRISTO e de cooperarmos com DEUS nesta grande obra de edificação dos filhos de Deus. Que DEUS em CRISTO JESUS nosso SENHOR, nos ajude a entender e por em prática esta maravilhosa Palavra.

                                Por Valdely Cardoso Brito

 

A DOUTRINA BÍBLICA DA ORAÇÃO

Gênesis 2 a 4. Texto áureo: Gênesis 4.26“A Sete também nasceu um
filho, a quem pôs o nome de Enos. Foi nesse tempo que os homens começaram
a invocar o nome do Senhor” – Gn 4.26

 Vamos falar com Deus e ouvir sua voz

A oração no panorama bíblico e na igreja de hoje

Um tema doutrinário e inspirativo

Este tema é considerado como o mais pessoal e particular para a vida de todo cristão, que deve viver a intimidade com o Senhor Deus. A vida moderna nos afasta cada vez mais dos momentos de reflexão e meditação. O estudo da doutrina bíblica da oração é imprescindível, para propiciar a conexão com Deus como fez o Senhor Jesus, pois temos os nossos momentos a sós com o Pai. No entanto, lembremos: Oração não é algo para ser aprendido por orientação de livros ou de quem quer que seja. Vida de oração é resultado de intimidade com Deus, inspirada pelo Espírito Santo e abençoada pela graça de Cristo.

Gênesis 2.15-17 – A oração de mão única

No ambiente do Paraíso, na perfeição edênica, antes que o pecado ali penetrasse para subverter a ordem, Deus falava, ordenava e as coisas aconteciam naturalmente por vontade suprema do Senhor. A oração era a expressão prática da vontade superior do Pai cumprindo-se na vida do homem.

Gênesis 2.18-22 – O início da mão dupla na oração

Nesse segundo texto, Deus vai abrir a via de mão dupla: No primeiro momento, apenas ele fala e sua vontade se cumpre na vida do homem: Gênesis 2.18-20: “Disse mais o Senhor Deus…”. Mas, no segundo momento, o ser criado vai se manifestar. A via de mão dupla começa a se estabelecer: “Então disse o homem…” (Gn 2.21-25).

Gênesis 3.1-8 – A quebra desta unidade

Infelizmente este relacionamento único e harmonioso vai romper-se. A entrada do pecado quebra o diálogo que se fazia tão íntimo e pessoal entre o homem e Deus. O casal se esconde da presença do Pai como podemos ler em Gênesis 3.8: “E ouvindo a voz do Senhor Deus… esconderam-se da presença do Senhor Deus, por entre as árvores do jardim.” Sim, a presença do mal vai afastar o homem da presença do Pai

.Gênesis 3.9-19 – Uma transformação no Éden

De repente, tudo mudou. O ambiente de paz e tranquilidade foi alterado pelo de medo e tensão. A conversa, em monólogo ou diálogo que fluía naturalmente passa a ser de desconfiança e juízo, como podemos ler em Gênesis 3.9: “Mas chamou o Senhor Deus ao homem…”. Daí em diante, o receio e o medo se instalaram no relacionamento da criatura para com o seu Criador.

Gênesis 3.20-24 – Uma nova relação

Assim, o que começou numa atmosfera de paz e concórdia, se transformou numa via de mão dupla, onde o Senhor continuará percorrendo o seu curso em relação ao ser criado, mas este, em razão do pecado, e do mal em que se vê envolvido, se distancia mais e mais do Pai. E Ele os lança fora do Jardim: “O Senhor Deus, pois, o lançou para fora… ” (Gn 3.23).

Gênesis 4.1-7 – O diálogo reticente

O relacionamento foi contaminado pela desconfiança e o temor por parte do homem em seu contato com Deus. Ele se mostra sempre temeroso do diálogo com o Pai, sentindo-se culpado e em débito com o Senhor. O primeiro diálogo com a segunda geração da criação de Deus demonstra claramente isto. Em Gn.4.6: “Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”.

Gênesis 4.8-26 – A ausência do diálogo

Este distanciamento foi de tal ordem, que a descendência de Caim não mais estabeleceu este contato com o Senhor nas seis gerações seguintes. E a descendência de Adão precisou ser reiniciada com Sete, e surge a sua terceira geração, e esta busca o diálogo com o Senhor. Em Gênesis 4.26 lemos: “ A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do Senhor”. Invocar significa buscar uma bênção no nome do Senhor e reconhecer o bom propósito de Deus para todos e tomar lugar como seu povo. Essa prática foi zelosamente levada adiante pelo seu filho Enos.

Para refletir:

  • O que leva o cristão a orar?
  • O que significa a oração na vida cristã?
  • Há reflexão sobre a importância da oração em nosso viver?
  • A oração é uma via de mão dupla?
  • É preciso orar mais?

 Por Valdely Cardoso Brito

 

SOIS TEMPLO DE DEUS E MORADA DO PARAKLETOS

1 Co 3.16: ”Não sabeis vós que sois santuários de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?”
–  Ef 2.21,22: “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.
No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.”

 Jesus Cristo personificou em si mesmo o significado do Templo, porque a igreja é seu Corpo 1 Co 12:13: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito”; Cl 1.18: “E ele é a cabeça do corpo, da igreja, é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse.”

Ser filho de Deus é o privilégio mais sublime da salvação em Cristo (1 Jo 1:12; Gl 4:7). Deus quer que nos tornemos cada vez mais consciente de que o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus e se somos filhos, somos herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo: se é certo que com ele padecemos para que também com ele sejamos glorificados (Rm 8:16,17). Sermos filhos de Deus é a base da nossa disciplina pelo Pai (Hb 12:6,7,11) e a razão de vivermos para agradar a Deus e saber que “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus” (1 Jo 3:9). No mundo, os cristãos são peregrinos (1 Pd 2:11), porque a morada dos cristãos está sendo preparada por Jesus Cristo no céu, por isso, não devemos ser seduzidos pelo mundo (Rm 12:2); mas permanecer no mundo (Jo 15:19); amar o mundo sem apegar-se às tentações (1 Jo 2:15); devemos ser libertos do mundo (Gl 1:13; Gl 1:4; e morrermos para o mundo (Gl 6:14).

Mundo e terra não são sinônimos: Deus não nos proíbe de amarmos a Terra com as coisas que nela foram criadas para nosso sustento e deleite. Devemos lembrar que o mundo está sob o domínio de Satanás e suas hostes malignas, mas a Igreja pertence exclusivamente ao Senhor Jesus Cristo. O alvo de Deus em nos tornar seus filhos é nos salvar para sempre e nos conformar à imagem de seu Filho amado Jesus Cristo (Rm 8:29).

O Espírito suscita a exclamação “Aba” (Pai) em nosso coração e produz em nós o desejo de sermos guiados pelo Parakletos (Rm 8:14). O cristão causa tristeza ou pesar ao Parakletos quando não dá importância à sua presença, voz ou direção (Rm 8:5-17; Gl 5:16-25; 6:7-9). Assim, entristecer o Parakletos implica em resisti-Lo (At 7:5); isto, por sua vez, leva a extingui-Lo ou apagá-Lo (1 Ts 5:19). Na conversão, quando cremos em Jesus Cristo, recebemos o Parakletos (Jo 3:3-6; 20:22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2 Pd 1:4), pois o Espírito de Deus é o agente de nossa santificação (Rm 8:9; 1 Co 6:19). Ele nos purifica, dirige nossas ações e nos conduz à vida santa, libertando-nos da escravidão do pecado (Rm 8:2-4; Gl 5:16-17; 2 Ts 2:13). Ajuda-nos na adoração a Deus (At 10.45,46; Rm 8:26,27). Ele imprime em nós as qualidades do caráter de Cristo, que O glorificam (Gl 5:22,23; 1 Pd 1:2). Nos guia em toda a verdade (Jo 16:13; 14:26; 1 Co 2:10-16); Revela-nos Jesus Cristo e nos conduz em estreita comunhão e união com Ele (Jo14:16-18; 16:13). E, continuamente, Ele nos comunica o amor de Deus (Rm 5:5), nos alegra, consola e ajuda (Jo 14:16; 1 Ts 1:6).

Então, viver prudentemente é assumir na prática, o comprometimento de respeitar a vontade de Deus, porque ela não é algo obscuro, distante, inatingível. Pelo contrário. Paulo entendeu a vontade de Deus de maneira bem definida. A vontade de Deus é que vivamos cheios do seu Espírito Parakletos. O Apóstolo Paulo recomenda que os cristãos falem entre si, com salmos, hinos e cânticos espirituais ao Senhor no coração (Ef 5:19).

Efésios 5:18 apresenta a plenitude do Espírito como sendo contrária a embriaguez. Em termos práticos, podemos ver o resultado da embriaguez: “dissolução” (significa perversão de costumes, devassidão).

A pessoa embriagada não tem domínio próprio. Basta ver quantos acidentes acontecem quando motoristas dirigem embriagados. Mas não é só o vinho e a cachaça que embriagam. O amor ao dinheiro, propriedades, casas, carros e coisas materiais diversas também ofuscam, obcecam a mente humana e assim, se desviam da fé (1 Tm 6:10).

A pessoa plena do Espírito de Deus respeita seus semelhantes, tem domínio próprio e agrada a Deus. Todas as virtudes catalogadas em Efésios 5 só podem ser praticadas pela capacitação do Parakletos. Portanto, a plenitude do Espírito de Deus aponta para a santidade, enfatizando que a única prova da conversão passada é uma constante conversão presente. Consequências imediatas em: a) alguém que é cheio do Parakletos: tem um coração adorador (Ef 5:19); b) é alguém que adora a Jesus e Deus. “Quais são os verdadeiros adoradores? Paulo afirmou que a verdadeira adoração é aquela que se oferece a Deus pelo Espírito Santo, não confiando na carne, mas gloriando-se em Cristo Jesus” (Fp 3:3). Na conversa que Jesus teve com a samaritana junto à fonte de Jacó, Jesus declarou que Deus procura quem O adore em Espírito e em verdade (Jo 4:23-24). Essa realidade se faz presente na Igreja desde a vinda do Parakletos. A pessoa plena do Espírito adora a Deus com Salmos, hinos que exaltam a Cristo Jesus (em geral, encontramos vários exemplos de hinos cristológicos no N.T. Exemplo: Jo 1:1-18; Fp 2:6-11; Cl 1:15-20) e cânticos de louvor. O cristão pleno do Espírito entoa louvores com o “coração” ao Senhor. Não faz isso mecanicamente, mas movido por um desejo profundo de exaltar o Senhor, porque tem um coração grato.

Gratidão é outra marca da plenitude do Parakletos. Essa pessoa sabe reconhecer as bênçãos espirituais derramadas sobre sua vida (Ef 1:3). Sabe que é alvo do amor de Deus e que Jesus Cristo deu sua vida por ela. Que a salvação chegou à sua vida pela graça de Deus. Por tudo isso, agradece sempre. O Parakletos capacita os cristãos a discernir outras bênçãos, mesmo em circunstâncias adversas. Paulo é um bom exemplo disso. Prisioneiro, não lamentava sua situação, mas a transformava em oportunidade de salvação aos perdidos. Assim, não era prisioneiro do imperador, mas do Senhor (Ef 3:1; 4:1). Apesar das privações, era alguém que sabia viver contente em toda e qualquer situação (Fp 4:10-20). Os cristãos plenos do Parakletos enxergam além. O apóstolo Paulo enfatiza a sujeição mútua (Ef 5:21). Trata-se de cristão espiritual, que anima a comunidade. Cresce no conceito de santidade: Quem ama o seu próximo, a si mesmo se ama (Ef 5:28). Quando há mútua sujeição as pessoas se tornam cordatas e amorosas. O orgulho desaparece e reina a humildade. Há submissão e respeito uns com os outros, são voluntários na prática do bem. Essa sujeição se manifesta no relacionamento entre marido e mulher (Ef 5:22-33), no relacionamento entre filhos e pais (Ef 6:1-4) e no relacionamento de servos e senhores (Ef 6:5-9). Não dá para conceber que alguém seja cheio do Parakletos e ao mesmo tempo seja um tirano, marido infiel, pais descontrolados ou filhos desobedientes. E, sua tendência é situar a plenitude espiritual somente no período de culto. Ou como diz o hino popular o importante é estar “rompendo em fé”, não importando o tipo de vida que tem. Isso não faz sentido na vida espiritual expressa na Bíblia, porque a pessoa espiritual é alguém que tem uma ética condizente com seu comportamento cristão. Cada vez que os princípios morais são desrespeitados sem que haja arrependimento, a resistência moral diminui. Por isso a Palavra diz: “Se optarmos viver segundo a carne, caminhamos para a morte. “mas, se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Rm 8:13). Disse Paulo: “Se…Cristo está em vós, o corpo, na verdade está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida por causa da justiça” (Rm 8:10). “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus “ (v. 14). “Andai no Espírito e jamais satisfarei à concupiscência da carne” (Gl 5:16).

Todos esses textos e muitos outros desvendam o segredo da vitória sobre o poder da carne. É preciso andar no Espírito e viver no Espírito (Gl 5:25). Ser guiado pelo Parakletos põe em relevo o fato central de que Ele nos é concedido para realizar a boa agradável e perfeita vontade de Deus. Paulo sugere que para nos tornarmos cheios do Parakletos é preciso ser totalmente submisso ao Senhor. O próprio Jesus Cristo falou de rios de água viva: no último dia da grande Festa dos Tabernáculos, ocasião que se levantou e disse: “se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7:37-39). Devemos lembrar que da mesma maneira que precisamos continuamente beber água para nossa subsistência, também a busca da plenitude do Parakletos deve ser o alvo da santidade constante em nossa vida. O andar em comunhão diária com o Senhor assegura a plena ação do Espírito Santo na vida do cristão. Em outras palavras a plenitude do Parakletos é estilo de vida em Cristo Jesus. A Sua obra específica é, além de convencer o homem do pecado da justiça e do juízo, é purificar todos os filhos de Deus para servir ao Deus vivo (Hb 9:14).

Assim, o que Deus espera de nós é fazer a Sua vontade pela habitação plena do Parakletos em nós. Se andarmos no Espírito o fruto aparece (Gl 5:16-26). “Só é possível entrar pela porta com a vida santificada mediante um pensamento disciplinado e correto. A renovação da mente (Rm 12:2) é vital para o avanço em direção à maturidade”. O viver com sabedoria depende da vida espiritual plena, pois: Parakletos é o Agente Divino ativo que sela os cristãos no corpo único de Cristo e permanece nele (1 Co 3:16), edificando-os (Ef 2:22) e iluminando-os na prática da adoração à Deus (Fp 3:3), dirigindo a missão de cada um, escolhendo novos servos, resguardando o Evangelho contra erros (2Tm 1:14) e, especialmente santificando a todos. Tudo isso é dado àqueles que vivem na obediência a Palavra e fé em Cristo (Rm 1: 5).

Por Valdely Cardoso Brito