Europa registra o verão mais quente da história em 2022

Juntamente com as altas temperaturas, o continente também enfrenta a maior seca em 500 anos.

O verão europeu de 2022 foi oficialmente o mais quente da história, informa o programa da União Europeia de observação da Terra por satélite, o Copernicus, nesta quinta-feira (8). As temperaturas chegaram a ultrapassar as registradas em 2018 por uma margem de 0,8°C e as de 2021 por uma margem de 0,4°C.

No continente, as condições registradas no mês de agosto foram maiores na parte leste e bem mais substanciais na sudoeste, onde estavam bem acima da média também nos meses de junho e julho.

O mês não foi somente mais quente para o verão na Europa, mas também atingiu um nível global. A temperatura média de agosto ficou 0,3°C acima das registradas no mesmo período de 1991 a 2020 no mundo. “Foi semelhante aos valores de agosto de 2017 e 2021 e a cerca de 0,1°C dos valores mais altos alcançados em agosto de 2016 e 2019”, informa o Copernicus.

Além das altas temperaturas no continente Europeu, a região também enfrenta a maior seca em 500 anos. O que coloca em risco as safras – especialmente os rendimentos de milho, soja e girassol –, alarga a pressão sobre a oferta de energia, principalmente com o declínio da geração de hidrelétricas, e ameaça agravar ainda mais a crise econômica que assola grande parte dos países europeus.

O calor e a seca se juntam com outros desastres que estão marcando o ano de 2022. Apenas durante estes nove meses, atravessamos uma onda de calor de mais de 70 dias na China, inundações no Paquistão, altas temperaturas e fortes chuvas na Austrália, queimadas na Califórnia (EUA), intensas chuvas no Brasil e o quarto ano consecutivo de seca na África Oriental.

Segundo o programa, as temperaturas médias pelo mundo nos últimos dozes meses foram:

Acima da média de 1991-2020 na maioria das áreas terrestres e na maior parte da superfície do oceano, exceto o leste do Pacífico;

Mais acima da média em partes de uma região que se estende do norte da Arábia ao norte da Sibéria, e sobre o centro dos EUA, nordeste do Canadá, África central e oriental e grande parte da Antártida;

Também bem acima da média sobre os mares ao redor da Antártida, grande parte do Pacífico Norte e parte do Pacífico Sul;

Acima da média em quase toda a Europa;

Abaixo da média em algumas áreas terrestres, incluindo partes do Canadá e do Alasca, nordeste da América do Sul, sul da África, sul da Austrália e partes da Antártida;

Abaixo da média no Pacífico equatorial oriental, onde o evento La Niña que atingiu o pico no final de 2020 se intensificou no final de 2021 e continuou em 2022;

Também abaixo da média sobre o Mar de Chukchi, partes do leste do Pacífico Norte e uma grande parte do Pacífico sul.

*Com supervisão de Carolina Figueiredo.

Fonte: CNN BRASIL

Caminhada pode reduzir risco de demência; saiba quantos passos dar por dia

Maior redução no risco de demência foi alcançada por pessoas que caminharam em ritmo muito rápido, diz estudo.

Quer reduzir o risco de demência? Dê um tapa em um contador e comece a calcular seus passos – você precisará entre 3.800 e 9.800 por dia para reduzir o risco de declínio mental, de acordo com um novo estudo.

Pessoas com idades entre 40 e 79 anos que deram 9.826 passos por dia tiveram 50% menos probabilidade de desenvolver demência em sete anos, segundo o estudo. Além disso, as pessoas que andavam com “propósito” – a um ritmo superior a 40 passos por minuto – foram capazes de reduzir o risco de demência em 57% com apenas 6.315 passos por dia.

“É uma atividade de caminhada rápida, como uma caminhada poderosa”, disse o coautor do estudo Borja del Pozo Cruz, professor-adjunto da Universidade do Sul da Dinamarca em Odense, e pesquisador sênior em ciências da saúde da Universidade de Cádiz, na Espanha.

Mesmo as pessoas que andaram aproximadamente 3.800 passos por dia em qualquer velocidade reduziram o risco de demência em 25%, segundo o estudo.

“Isso seria suficiente, a princípio, para indivíduos sedentários”, disse del Pozo Cruz em um e-mail.

“Na verdade, é uma mensagem que os médicos podem usar para motivar idosos muito sedentários – 4 mil passos são muito factíveis para muitos, mesmo aqueles que estão menos aptos ou não se sentem muito motivados”, acrescentou. “Talvez, indivíduos mais ativos e em forma devam apontar para 10 mil, onde vemos os efeitos máximos”.

Mas havia um resultado ainda mais interessante escondido no estudo, de acordo com um editorial publicado nesta terça-feira (6) no JAMA Neurology.

A maior redução no risco de demência – 62% – foi alcançada por pessoas que caminharam em um ritmo muito rápido de 112 passos por minuto durante 30 minutos por dia, segundo o estudo. Pesquisas anteriores rotularam 100 passos por minuto (cerca de 4,3 quilômetros por hora) como um nível de intensidade “vivo” ou moderado.

O editorial argumentou que os indivíduos que procuram reduzir o risco de demência se concentram no ritmo de caminhada ao longo da distância percorrida.

“Enquanto 112 passos/min é uma cadência bastante rápida, ‘112’ é concebivelmente um número muito mais aceitável e menos intimidante para a maioria dos indivíduos do que ‘10.000’, especialmente se eles forem fisicamente inativos ou pouco ativos”, escreveram no editorial os pesquisadores Ozioma Okonkwo e Elizabeth Planalp, que estudam o Alzheimer.

Okonkwo é professor-associado do departamento de medicina do Centro de Pesquisa da Doença de Alzheimer de Wisconsin, na Universidade de Wisconsin-Madison, e Planalp é uma cientista no laboratório de Okonkwo.

“Nós concordamos que esta é uma descoberta muito interessante”, disse Cruz por e-mail. “Nossa opinião é que a intensidade dos passos importa! Acima do volume. A tecnologia pode ser usada para rastrear não apenas o número de passos, mas também o ritmo e, portanto, esses tipos de métricas também podem ser incorporados em relógios comerciais. Mais pesquisas são necessárias sobre isso”.

Não tem um contador de passos? Você pode contar o número de passos que você dá em 10 segundos e então multiplicá-lo por seis — ou o número de passos que você dá em seis segundos e multiplicar por 10. De qualquer maneira funciona.

Mas lembre-se, nem todos os passos têm a mesma duração, nem seus níveis de condicionamento físico. O que pode ser um ritmo acelerado para uma pessoa de 40 anos pode não ser sustentável para uma pessoa de 70 anos.

Nota do editor: Antes de iniciar qualquer novo programa de exercícios, consulte seu médico. Pare imediatamente se sentir dor.

Por dentro do estudo

O estudo, também publicado nesta terça-feira na JAMA Neurology, analisou dados de mais de 78 mil pessoas com idades entre 40 e 79 anos que usavam acelerômetros de pulso.

Os pesquisadores contaram o número total de passos de cada pessoa por dia e, em seguida, as classificaram em duas categorias: menos de 40 passos por minuto – o que é mais uma caminhada, como quando você está andando de sala em sala – e mais de 40 passos por minuto, ou a chamada caminhada “intencional”.

Os pesquisadores também analisaram os melhores desempenhos – aqueles que deram mais passos em 30 minutos ao longo de um dia (embora esses 30 minutos não precisassem ocorrer na mesma caminhada).

Os pesquisadores então compararam os passos dados com o diagnóstico de demência de qualquer tipo sete anos depois. Depois de realizar um controle por idade, etnia, educação, sexo, status socioemocional e quantos dias de uso do acelerômetro, os pesquisadores também consideraram variáveis ​​de estilo de vida como má alimentação, tabagismo, uso de álcool, uso de medicamentos, problemas de sono e histórico de doenças cardiovasculares.

O estudo teve algumas limitações, apontam os autores – ele foi apenas observacional, por isso não pôde estabelecer uma causa e efeito direto entre caminhar e um menor risco de demência. Além disso, “a faixa etária dos participantes pode ter resultado em casos limitados de demência, o que significa que nossos resultados podem não ser generalizáveis ​​para populações mais velhas”, disse o estudo.

“Como muitas vezes há atrasos consideráveis ​​no diagnóstico de demência, e este estudo não incluiu avaliações clínicas e cognitivas formais de demência, é possível que a prevalência de demência na comunidade tenha sido muito maior”, acrescentaram os autores.

Embora concorde que as descobertas não podem ser interpretadas como uma causa e efeito diretos, “as evidências crescentes em apoio aos benefícios da atividade física para manter a saúde cerebral ideal não podem mais ser desconsideradas”, escreveram Okonkwo e Planalp.

“É hora de o gerenciamento da inatividade física ser considerado parte intrínseca das visitas de rotina de cuidados primários para idosos”, acrescentaram.

Pesquisa soma

De fato, pesquisas recentes publicadas em julho indicaram que muitas atividades de lazer, como tarefas domésticas, exercícios, aulas e visitas a familiares e amigos, afetaram o risco de demência em pessoas de meia-idade.

Adultos altamente engajados em atividades físicas, como exercícios frequentes, tiveram um risco 35% menor de desenvolver demência em comparação com pessoas menos engajadas nessas atividades, descobriram os pesquisadores.

Fazer tarefas domésticas regularmente reduziu o risco em 21%, enquanto as visitas diárias a familiares e amigos reduziram o risco de demência em 15%, quando comparados com pessoas menos engajadas.

Todos no estudo se beneficiaram do efeito protetor das atividades físicas e mentais, independentemente de terem ou não histórico familiar de demência, descobriram os pesquisadores.

Outro estudo publicado em janeiro descobriu que o exercício pode retardar a demência em idosos ativos cujos cérebros já apresentavam sinais de placas, emaranhados e outras características da doença de Alzheimer e outras doenças cognitivas.

Esse estudo apontou que o exercício aumenta os níveis de uma proteína conhecida por fortalecer a comunicação entre as células cerebrais por meio de sinapses, o que pode ser um fator-chave para manter a demência sob controle.

“A demência é evitável em grande medida”, disse Cruz. “A atividade física, bem como outros comportamentos de estilo de vida, como falta de álcool e tabagismo, manter uma dieta saudável, peso e sono podem colocá-lo no caminho certo para evitar a demência”.

Fonte: CNN BRASIL

Hoje é o dia do seu milagre!

Você está se sentindo aprisionado pelas dificuldades e desafios da vida? Jesus quer te libertar de tudo o que tem te acorrentado e te causado aflição e angústia! Você crê nisto?

Lemos nas Escrituras: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I João 5.4).

Então, creia! A vitória já é sua! Venha em uma de nossas unidades e alcance o seu milagre!

Horário: às 9, 15 e 19h nas nossas Igrejas no Brasil e em Portugal, às 9h, 15h e 20h!

Acesse: pazevida.org.br/enderecos e veja onde tem uma Paz e Vida pertinho de você!

Hoje, o seu milagre chegou!

Por Evangelista Cristiane Carvalho

Bianca Pagliarin e Rodrigo Luzap hoje na Quinta da Visão!

Existe uma promessa de vida eterna gravada na Palavra de Deus, e ela é para você!

Jesus morreu na cruz do madeiro para que você possa receber essa promessa.

Todavia, depende de você garantir o direito de receber o seu galardão.

O povo peregrinou por quarenta anos e não pôde entrar na terra prometida, porque lá era um lugar de homens livres. Um povo com mentalidade de escravo não pode entrar em um lugar de homens livres.

Renove a sua mente, à luz da Palavra de Deus, para que você possa acessar a promessa do Senhor para você.

Hoje, às 7 da noite, Bianca Pagliarin espera por você na Quinta da Visão, a reunião onde o Espírito Santo ministra sobre você a Palavra que transforma e que te leva até o fim, no caminho da salvação. E o louvor fica por conta de Rodrigo Luzap.

Compareça! É somente na Avenida Cruzeiro do Sul, 1965, ao lado do metrô Tietê, com amplo estacionamento gratuito e departamento infantil.

Aproveite o feriado e venha hoje conhecer mais sobre o Espírito Santo na Paz e Vida!

Não fique hoje em casa de bobeira. Venha em uma de nossas unidades e conheça mais sobre o Parakletos, o Espírito Santo de Deus!

“É Deus quem nos capacita e a vocês a permanecermos firmes em Cristo. Ele nos ungiu e nos identificou como sua propriedade ao colocar em nosso coração o selo do Espírito, a garantia de tudo que ele nos prometeu” (II Co 1.21-22).

As tempestades chegam em nossas vidas e nos levam a balançar ao vento, mas o Senhor está sempre pronto a nos fortalecer para permanecermos de pé. O Espírito Santo nos sela como propriedade do Pai, o que faz com que tenhamos nossa esperança renovada dia a dia e, desta forma, visualizemos a bonança chegando.

Venha se encher da doce presença do Espírito Santo e sentir o renovo da esperança em seu coração na Reunião da Busca do Espírito Santo!

Horário das nossas reuniões hoje nas unidades de Paz e Vida: às 9, 15 e 19h nas nossas Igrejas no Brasil e em Portugal, às 9h, 15h e 20h!

Acesse: pazevida.org.br/enderecos e veja onde tem uma Paz e Vida pertinho de você!

PARTICIPE!

Por Evangelista Cristiane Carvalho

Vem aí o Canto Pela Paz 2022!

O Festival Canto Pela Paz é um evento que reúne os principais ícones da música cristã brasileira e alcança novos e mais elevados patamares a cada nova edição. O Festival não se trata apenas de um grande evento gratuito é um movimento que incentiva a doação de sangue e também a mobilização social com a missão de conscientizar a sociedade a promover o amor ao próximo e a solidariedade. Trata-se de um clamor que toca, empolga, que faz sentir, que faz amar, que faz feliz, que salva vidas e promove a paz.

No dia 24 de setembro, o mega show gratuito “Canto pela Paz”, promovido pela Feliz FM, reunirá grandes nomes da música cristã e muito mais! E atenção: a entrada é gratuita!

Este ano, “Canto pela Paz” conta com uma novidade: será realizado no Parque da Água Branca! Anote o endereço e compareça: Avenida Francisco Matarazzo, 455 – Ao lado da Estação de Metrô Palmeiras-Barra Funda (Linha 03 – Vermelha), a partir do meio-dia.

O evento deste ano terá a participação especial do Pastor Juanribe Pagliarin e de Bianca Pagliarin. Presenças confirmadas: Soraya Moraes, Ton Carfi, Kemily Santos, Mari Borges, Marquinhos Gomes, Thalles Roberto, Ao Cubo, Cassiane, Fernando Paolo, Júlia Vitória, Juliana Santiago, Ministério Mergulhar, Ministério Paz e Vida, Paulo César Baruck, Rodrigo Luzap, Deborah Sylvia e muito mais!

CAMPANHA DOAÇÃO DE SANGUE: é feita em todas as edições do Canto Pela Paz e neste ano não seria diferente.

Para doar sangue são necessários alguns requisitos básicos:

  • Estar em boas condições de saúde.
  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos)
  • Pesar no mínimo 50kg.
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
  • Apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação do candidato, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade ou cópia autenticada; Cartão de Identidade de Profissional Liberal; Carteira de Trabalho e Previdência Social; Carteira Nacional de Habilitação, digital ou física; RNE – Registro Nacional de Estrangeiro; Título de Eleitor Digital, desde que tenha a foto; e Passaporte brasileiro com filiação).

 Posto Santa Cecília – Hemocentro Santa Casa de São Paulo
Telefone: (11) 2176-7155
Rua Marquês de Itu, 579 – Vila Buarque, São Paulo – SP
De segunda a sexta, das 7 às 17h00
Sábados, feriados e emendas, das 7 às 15h00

Entenda por que a Rússia não consegue vencer a guerra, apesar da superioridade

Importância da ajuda do Ocidente e dedicação das tropas ucranianas são apontadas como fatores que têm viabilizado a resistência aos ataques russos.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro deste ano, muitos acreditavam que a guerra duraria apenas alguns dias. Afinal, a superioridade das forças armadas russas em matéria de equipamento, número de soldados e poder de fogo sobre as tropas ucranianas parecia esmagadora.

Mas, seis meses depois, o conflito continua e há sinais crescentes de estagnação, especialmente na região de Donbass.

Não que a Rússia não tenha sido bem-sucedida: ela capturou grandes porções do território ucraniano no leste, de onde ainda tenta avançar (lentamente) e ainda mais no sul, onde parece estar entrincheirada para consolidar o seu controle sobre grande parte da costa da Ucrânia.

Entretanto, o avanço na capital Kiev, ocorrido nos primeiros dias da invasão, acabou em fracasso e retirada; os constantes bombardeios em todo o país não levaram o governo ucraniano a se render; e as tropas ucranianas, que recebem apoio material dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), estão operantes e até mesmo montaram contra-ataques locais, enquanto crescem relatos de uma possível grande contraofensiva.

Por que, então, tem sido tão difícil para a Rússia, uma das principais potências militares do mundo, vencer a Ucrânia?

A vontade de lutar e a resistência ucraniana

Os soldados que defendem o território em que vivem com as suas famílias tendem a ter mais incentivo e mais vontade de lutar do que aqueles que, ao contrário, fazem atividades ofensivas em outro país, apesar da sua superioridade militar.

Isso foi claramente visto durante a Guerra do Vietnã e também nas duas guerras no Afeganistão, onde lutaram – e perderam – a União Soviética em 1980 e os Estados Unidos em 2001, para citar apenas alguns exemplos (há contraexemplos, é claro, em toda guerra encerrada com uma conquista bem sucedida).

No caso da guerra atual, as tropas ucranianas demonstraram vontade de lutar desde o primeiro dia, acatando as ordens gerais de mobilização e se apresentando repetidamente para combater as tropas russas, mesmo quando sofrem perdas pesadas. E tudo diante de um cenário de numerosos relatos de atrocidades russas em Bucha e recentemente em Kiev, que o Kremlin nega.

“O moral e a vontade de lutar ucranianas são inquestionáveis, e acho que são maiores do que a vontade média de lutar do lado russo, por isso os ucranianos têm uma vantagem significativa”, opinou Colin Kahl, subsecretário de política no Departamento de Defesa dos EUA.

Pelo contrário, relatos de moral baixo entre os soldados russos, muitos deles mobilizados em fevereiro sem saber que iriam participar de uma guerra, não cessaram desde o início da guerra, especialmente entre os convocados e as tropas da República Popular de Donetsk e Luhansk, formadas no leste da Ucrânia em 2014 sob o apoio de Moscou e lutando agora ao lado dos russos.

Em março, o chefe dos serviços de inteligência do Reino Unido, Jeremy Fleming, afirmou que o moral estava tão baixo em algumas unidades russas que havia casos em que eles se recusavam a cumprir ordens.

Uma fonte do Departamento de Defesa dos EUA também contou em março que houve casos de moral baixo em algumas unidades russas diante de uma inesperada resistência ucraniana. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, citou “problemas com moral e falta de coesão em unidades específicas”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou, em entrevista a Christiane Amanpour, da CNN, que as tropas russas tinham problemas de moral. “Devemos duvidar dessa informação”, declarou.

Em agosto, no entanto, Pavel Filatyev, um paraquedista russo que participou dos primeiros meses da guerra, criticou duramente o conflito e o governo russo em um depoimento por escrito que ele postou nas redes sociais antes de sair do país, alegando que as tropas russas estão “cansadas, famintas e desiludidas”.

“Entendemos que nos arrastaram para um conflito sério em que estamos simplesmente destruindo cidades e não liberando ninguém. Estamos apenas destruindo vidas pacíficas”, escreveu Filatyev. “Esse fato influenciou muito nosso moral. Aquele sentimento que nós não estamos fazendo nada de bom”.

Tendo em conta o impacto econômico a médio e longo prazo das sanções dos EUA e de países aliados sobre a Rússia, espera-se que as condições de vida dos russos se deteriorem nos próximos meses, o que poderia ter um impacto ainda maior no moral das tropas.

É claro que a Ucrânia não está imune à situação: a economia do país desmoronou, as exportações de cereais caíram e milhões perderam os seus empregos ou foram forçados a emigrar ou a se deslocar dentro das fronteiras nacionais desde fevereiro. Além disso, aproxima-se um inverno que será especialmente difícil devido ao impactos do conflito nos preços e no fornecimento de energia.

Rússia não utilizou toda a sua força

O presidente russo, Vladimir Putin, descreveu a invasão da Ucrânia que começou em 24 de fevereiro como uma “operação militar especial”. O governo russo usa o mesmo termo para algo que o Ocidente vê como uma “guerra de agressão”.

Mesmo que pareça apenas uma questão semântica, especialmente para aqueles que são bombardeados de ambos os lados, essa classificação reconhece que a Rússia, pelo menos por ora, não utilizou todos os seus recursos nem seu poder de fogo contra a Ucrânia.

O Kremlin não mobilizou todos os homens, como fez o governo ucraniano, e continua dependendo de recrutas, ao mesmo tempo que também não conseguiu colocar a economia numa situação de guerra.

Mesmo assim, o poderio militar russo, que só é superado no mundo pelos EUA, é evidente na Ucrânia. No início da guerra, eram 900 mil soldados ativos (embora apenas uma porção tenha sido usada) contra os 190 mil da Ucrânia; quase 16 mil tanques contra 3.300; cerca de 1.400 aviões contra 400; e um gasto de US$ 45,8 milhões contra US$ 4,7 milhões.

Há outra grande diferença entre as capacidades militares da Rússia e da Ucrânia: as armas nucleares.

A Rússia tem um dos dois maiores arsenais atômicos do mundo, juntamente com os Estados Unidos. São 6.225 ogivas nucleares, das quais 1.625 estão implementadas, ou seja, prontas para usar. A Rússia também tem a chamada “tríade nuclear” dos meios de lançar as ogivas: mísseis balísticos, submarinos e aeronaves.

No arsenal, há armas estratégicas de enorme poder, concebidas para destruir cidades inteiras a milhares de quilômetros de distância, mas também há armas táticas de poder reduzido, criadas para serem disparadas em conflitos militares convencionais, como o atual.

A Ucrânia não tem qualquer tipo de arma nuclear. Quando fazia parte da União Soviética, o país abrigava um arsenal importante, que acabou entregando à Rússia após a independência.

No momento, a Rússia não está disposta a usar armas nucleares na Ucrânia e é pouco provável que isso aconteça. Nenhum ataque desse tipo aconteceu desde 1945, pois a sua utilização teria consequências impossíveis de antecipar. Mesmo se a Rússia aplicasse armas táticas menos poderosas, os danos causados ao território ucraniano seriam incalculáveis.

Um dano severo aos russos seria inaceitável para um Putin que disse que Ucrânia e a Rússia são “um povo”, que o governo ucraniano foi corrompido pelo Ocidente por uma “mudança de identidade forçada”, e que a “operação militar especial” se destinava, em parte, a “libertar” territórios ucranianos.

A importância do apoio da Otan

Diante da desigualdade militar, o esforço de guerra ucraniano tem utilizado o material enviado pelos países da Otan, especialmente pelos Estados Unidos e também pelos europeus.

Nas primeiras semanas, muito se disse sobre mísseis antitanque Javelin (EUA) e NLAW (Suécia e Reino Unido), foguetes Panzerfarst 3 (Alemanha) ou mísseis anti-aviões Stinger (EUA), que foram usados pela infantaria ucraniana contra colunas blindadas russas e suas aeronaves de apoio.

Depois, o Ocidente também forneceu à Ucrânia sistemas avançados de artilharia autopropulsada, como os blindados lançadores de obuses Caesar franceses e os Panzerhaubitze 2000 alemães e os lançadores de mísseis HIMARS americanos e os obuses M777, que serviram em duelos de artilharia no leste.

Os Estados Unidos também enviaram mísseis antirradar AGM-88 para serem lançados pelos combatentes ucranianos. As armas foram concebidas para rastrear a radiação emitida pelos radares e destruí-los, permitindo anular parcialmente as defesas aéreas russas.

Quanto aos drones, a Ucrânia recebeu tanto os Bayraktar turcos como os Switchblade americanos.

Todos esses sistemas de armas ocidentais constituem um salto tecnológico para as forças armadas ucranianas e um enorme problema para a Rússia, cuja indústria de defesa sofreu grandes problemas na década de 1990 após a queda da União Soviética. Ainda hoje, ela é baseada em uma grande quantidade de equipamentos projetados ou até mesmo construídos na era soviética.

O governo ucraniano espera ainda mais: ele vem negociando para receber caças da era soviética dos países da Otan – semelhante aos que já foram operados pela sua Força Aérea – e também a compra de tanques e outros blindados. Mas a Otan tem sido, neste momento, cuidadosa na seleção do que envia à Ucrânia, dando prioridade a armas defensivas, para evitar uma escalada do conflito se a Ucrânia levar a guerra ao território russo com armas ofensivas de origem ocidental.

De qualquer forma, a Ucrânia parece estar se movendo nessa direção: o cruzador de mísseis guiados russo Moskva foi afundado em abril, e foram relatadas muitas explosões em armazéns militares no território russo, perto da fronteira, como em Belgorod —base aérea russa na Crimeia.

Mas, tal como nas trincheiras da 1ª Guerra Mundial, há mais de 100 anos, o conflito parece estar premiando as ações defensivas e dificultando as ofensivas – o que tanto a Rússia como a Ucrânia provaram – e a estagnação e o desgaste parecem estar virando a norma.

Fonte: CNN BRASIL

Número de lojas de armas no Brasil cresce 143% em três anos

Dados do Exército mostram que 46% das autorizações dadas ao comércio nos últimos 20 anos foram concedidas entre 2019 e 2021.

O número de lojas de armas com registro concedido pelo Exército aumentou 143% de 2018 a 2021. O quantitativo de novas permissões de estabelecimentos passou de 237 para 577. No mesmo período, o número de pessoas físicas com registro de colecionador, atirador e caçador (CAC) saltou de 117.467 para 515.253, um crescimento de 338%.

Os dados são do Exército e obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A reportagem procurou o órgão, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O Exército é o responsável por fiscalizar o comércio de armas e munições no Brasil. No caso dos CACs, é o órgão que fiscaliza os registros e seus acervos por meio do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma). Os demais civis que desejam ter armamento precisam fazer a solicitação à Polícia Federal pelo Sistema Nacional de Armas (Sinarm).

Em 2002, o Exército concedeu apenas 12 registros para lojas de armas. Daquele ano a 2021, o aumento de novos registros foi de 4.708%. Os números mostram que em 2004 e 2005 houve um crescimento de permissões concedidas, mas a quantidade de novas lojas de armas voltou a cair em 2006 e ficou abaixo de 70 por ano até 2015.

A maior parte dos registros concedidos às lojas entre 2002 e junho de 2022 estão no Rio Grande do Sul, seguido por São Paulo e Santa Catarina. Dados do Exército até abril deste ano também mostram que o país possui 1.877 clubes de tiro em funcionamento. A maior parte está em São Paulo (254), Paraná (225) e Rio Grande do Sul (224).

Gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani afirma que a série histórica, de 2002 a 2021, mostra que qualquer mudança de regulação tem um efeito percebido na quantidade de lojas concedidas. “Esse crescimento, começando em 2017 de forma mais significativa, dialoga com mudanças feitas no governo do ex-presidente Michel Temer”, afirma.

Em 2017, o governo Temer editou decretos e portarias que modificaram as regras de controle de arma no país, como o aumento de três para cinco anos do registro de arma de fogo. Langeani diz que em 2018 e 2019 os números “explodiram”. “Em 2018, acho que tem a ver com a centralidade do tema, com um candidato à Presidência que só falava de armas, e em 2019 acontecem as flexibilizações mais relevantes desde o estatuto do desarmamento”, frisa.

De acordo com ele, tudo isso incentivou o consumo de armas e, consequentemente, as vendas. “Todas as mudanças foram na linha de estimular um negócio que hoje no Brasil virou bastante lucrativo, apesar das consequências negativas que traz para o coletivo”, conclui.

Professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança, Welliton Caixeta afirma que “o governo tem adotado uma política deliberada de flexibilização do acesso às armas de fogo e munições pela população”, o que gerou, por exemplo, um aumento na quantidade de armas registradas por CACs.

Números do Exército compilados pelos institutos Sou da Paz e Igarapé mostram que, em 2018, o acervo de CACs era composto de 350,6 mil armas e que, em julho deste ano, a quantidade saltou para 1.006.725, um crescimento de 187%.

Caixeta ressalta que mais armas em circulação impactam a segurança pública e “ameaçam a integridade de todos”. “É o Estado lavando as mãos. (…) Diversas pesquisas nacionais e internacionais têm revelado que mais armas em circulação não implicam em maior segurança”, frisa.

Alguns dos decretos em questão foram suspensos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda analisa a questão. Em setembro do ano passado, o ministro Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, fez um pedido de vista (mais tempo para análise), e o julgamento dos decretos foi suspenso, situação que permanece até o momento. A questão já foi, inclusive, citada por Bolsonaro durante entrevista em um podcast.

“No meu governo, já quase dobramos o número de CACs. Somos quase 700 mil. Então, arma de fogo se fez presente. Agora, você pode perguntar: por que o Supremo não derrubou? Porque teve um ministro que pediu vistas aos decretos e não tem prazo para entregar. Isso vale para qualquer ministro, para qualquer projeto e para qualquer coisa”, afirmou, no início de agosto.

Atualmente o que vale é um dos decretos de 2019, que permite que atiradores e caçadores possam ter até 90 armas (60 armas para atiradores e 30 para caçadores). Colecionadores podem ter mais: cinco armas de cada modelo.

Menos burocracia

Apesar de o mercado ter crescido e a compra de armas ter sido facilitada, Thyago Almeida, atleta de tiro prático no Distrito Federal há 14 anos, acredita que o processo de aquisição continua igual. “O que mudou muito foi a quantidade de clubes e lojas. Treinar em um clube de tiro ficou mais acessível, qualquer cidade tem um clube, e eu atribuo esse aumento à própria imprensa, que fez muita propaganda dos decretos [do governo Bolsonaro]. Aí tem gente que acha que é fácil, que liberou geral, mas, na verdade, não é bem assim”, comenta.

Almeida opina que para os atletas houve uma desburocratização nos últimos anos, especialmente no consumo de munição. “Antes, o controle era em papel, agora passou a ser eletrônico. Mas, no fim das contas, quem quer uma arma vai ficar aí os primeiros seis meses, e até um ano, passando por burocracia, que envolve documentação e capacitação. Não é tão fácil assim”, diz.

No Brasil, o registro de armas de fogo pode ser feito de duas formas: pelo Sistema Nacional de Armas (Sinarm), da PF, e pelo Sigma, do Exército. Esse último é exclusivo para registro de armas para militares e, no caso de civis, para os CACs.

Para conseguir o registro na PF é preciso ter no mínimo 25 anos, comprovar que não tem antecedentes criminais e que não responde a inquérito policial ou a processo criminal, comprovar ocupação lícita, ter residência fixa e capacidade técnica e aptidão psicológica para manuseio de arma de fogo. Os aprovados em todas as etapas podem ter quatro armas de calibre permitido e 200 munições por ano.

O interessado precisa declarar à PF, ainda, a necessidade de possuir uma arma de fogo. Um decreto assinado pelo presidente Bolsonaro em janeiro de 2019, no entanto, flexibilizou a regra ao prever a presunção da “veracidade dos fatos e das circunstâncias afirmadas na declaração de efetiva necessidade”.

Quem opta por ter o registro do Exército também passa pelas fases de checagem psicológica e de idoneidade, além de precisar ser filiado a um clube de tiro. A comprovação de idoneidade, entretanto, pode ser autodeclaratória.

Em julho, a Polícia Federal realizou uma operação em Minas Gerais contra um membro da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) que obteve o certificado de registro como CAC. Entre os documentos entregues ao Exército estava uma autodeclaração de idoneidade.

Fonte: R7

“Robôs simpáticos” servem café e carregam malas na Ásia

CEO da empresa que criou o mecanismo acredita que o equipamento pode ajudar o setor de hospitalidade e combater escassez de mão de obra.

Zanzando pelos corredores do centro de inovação Cyberport, em Hong Kong, o pequeno Rice Robot está numa missão. O pequeno cubo branco atarracado lembra o robô R2D2 de Star Wars na forma, mas seus olhos arregalados parecem o WALL-E da Pixar. O robô está entregando bebidas aos clientes do café HFT Life por meio de um compartimento em sua “cabeça”, que é desbloqueado pelo cliente com um código enviado para seu celular.

Embora as operações do Rice nesse café sejam limitadas à distribuição de bebidas, o compacto robô já fornece uma variedade de serviços em outros locais em Hong Kong e no Japão. O robô é um carregador de malas no hotel Dorsett Wanchai de Hong Kong, e oferece serviço de quarto aos hóspedes. Em Tóquio, ele entrega lanches para os funcionários na sede do Grupo SoftBank, direto da loja de conveniência 7-Eleven localizada no prédio. No início deste ano, o Rice fez sua estreia na televisão na série cantonesa Communion, onde entregava café a um membro do elenco.

Além disso, o Rice faz parte de uma nova geração de robôs inteligentes, capazes de circular em ambientes complexos e movimentados, incluindo elevadores. Equipado com sensores de luz, câmeras de profundidade e sensores de ultrassom para evitar obstáculos, o Rice pode manobrar livremente em hotéis e centros comerciais de vários andares, disse Viktor Lee, fundador e CEO da Rice Robotics.

Descrevendo o Rice como “o robô amigo da vizinhança”, Lee espera que ele possa ajudar o setor de hospitalidade a combater a escassez de mão de obra à medida que a população envelhece, ao mesmo tempo em que atende a uma demanda pós-pandemia por maiores protocolos de higiene.

“Mesmo depois da Covid, as pessoas estão prestando muita atenção às formas de contato”, afirmou Lee. Ele acredita que “esse tipo de robô de entrega terá um crescimento constante nos próximos cinco a dez anos”.

O boom robótico pós-pandemia

Com experiência em logística, Lee fundou a Rice Robotics em 2019 para resolver o desafio das “entregas de última milha”.

Com o apoio do Cyberport Incubation Programme, Lee e a sua equipe desenvolveram o Rice, o primeiro de seus três robôs. Projetado para a entrega de mercadorias, ele pode ser usado em áreas como saúde, varejo, logística e hospitalidade.

A pandemia criou uma nova demanda por robôs de serviço, com esse mercado crescendo 12% em 2020, de acordo com a Federação Internacional de Robótica. Isso abriu uma nova frente para o Rice: mordomo de hotel de quarentena. Em Hong Kong, regulamentos rigorosos têm deixado viajantes em quarentena por até três semanas, e os hotéis tiveram de encontrar novas maneiras de minimizar o contato entre as pessoas e evitar a contaminação cruzada.

O hotel Dorsett Wanchai começou a usar os robôs Rice em junho de 2021. “É uma ótima maneira de atender nossos clientes e seguir nossos padrões de serviço, mantendo o distanciamento social e as medidas de proteção”, comentou a gerente geral Anita Chan, acrescentando que o feedback dos hóspedes tem sido positivo: “o Rice Robot tem uma aparência fofa e as crianças adoram”.

Lee contou ainda que, durante a pandemia, os clientes começaram a perguntar sobre robôs de limpeza. Sua equipe respondeu desenvolvendo um segundo robô em apenas oito semanas. Ao substituir o compartimento de entrega do Rice por um tanque de solução antisséptica, a Jasmine tem dois bicos de spray para aplicar o desinfetante.

A empresa criou uma nova personalidade para Jasmine –que já foi implementada em shoppings, centros de eventos e aeroportos– dando a ela sobrancelhas de desenho animado que se franzem em uma expressão mais séria. “Ela tem que higienizar o lugar todo, e não quer que ninguém fique no caminho”, disse Lee.

O terceiro produto da equipe, o Portal, é um robô mais alto com touch screen, interfone e câmeras de streaming para vigilância de áreas públicas. Além de fazer entregas, o Portal pode orientar visitantes em locais como shoppings, centros de eventos e hospitais.

Robôs hospitaleiros

Embora os robôs industriais sejam comuns nos setores automotivo, eletrônico e de produção, até mais recentemente a maioria dos robôs de serviço na área de hospitalidade era usada apenas para novos propósitos.

Mas a pandemia mudou isso, explicou Kaye Chon, reitora da Escola de Hotelaria e Gestão Turística da Universidade Politécnica de Hong Kong.

Por conta das restrições sociais e de viagem, “houve um êxodo de funcionários em nosso setor”, afirmou Chon. Junto às preocupações sanitárias e uma crescente aceitação da tecnologia inteligente por parte de clientes mais jovens, Chon vê a robótica como o próximo passo na “transformação digital” do setor de hospitalidade.

No entanto, a tecnologia ainda precisa superar alguns obstáculos para alcançar a mesma eficiência que os robôs industriais. Os custos ainda são altos para essa tecnologia –os produtos da Rice Robotics custam US$ 9 mil a unidade (cerca de R$ 46,5 mil na cotação atual)– e shoppings, hotéis e restaurantes precisam ser adaptados para serem mais amigáveis para os robôs, acrescentou Chon.

Os funcionários também precisam saber como programar os robôs, um conjunto de habilidades que falta no setor. Para remediar isso, Chon ajudou a elaborar um novo currículo de “turismo inteligente” que abrange inteligência artificial, robótica e big data, mas disse que levará um tempo para os alunos de hoje entrarem no mercado de trabalho. “É assim que nosso setor está evoluindo”, completou.

A Rice Robotics criou um aplicativo de gestão de frotas para os usuários, além de ajudar os clientes a fazer mudanças de infraestrutura, como programar os robôs e os sistemas de elevadores para se comunicarem entre si. A startup também oferece seus robôs por meio de um serviço de assinatura mensal a partir de US$ 800 a unidade (cerca de R$ 4.200), que inclui suporte técnico e no local.

E, embora os robôs possam ajudar a minimizar o contato entre as pessoas, eles ainda precisam ser higienizados pela equipe entre usos, mencionou Chon.

Chon vê uma grande oportunidade para os robôs realizarem tarefas simples e repetitivas em hotéis econômicos e de médio porte –mas a tecnologia ainda está muito longe de replicar os “pequenos toques pessoais” que as propriedades de luxo de alta qualidade oferecem, acrescentou.

Rápida expansão

A Rice Robotics não é o único player no mundo dos robôs de serviço. A empresa dinamarquesa UVD Robots fornece mordomos robóticos para o hotel Yotel, em Boston, nos Estados Unidos. A norte-americana Relay Robotics (anteriormente chamada Savioke) cria robôs de entrega para hotéis desde 2013, e o robô Matradee, da Richtech Robotics, auxilia garçons humanos sendo uma bandeja de serviço autônoma.

No entanto, o “rostinho bonito” do Rice aumenta seu apelo –e é uma parte intencional do design, revelou Lee. Estudos descobriram que características semelhantes a humanos aumentam a afinidade com robôs, tornando a estética do Rice uma parte fundamental de sua eficácia no setor de hospitalidade para marcas que esperam causar uma boa impressão em seus clientes.

A Rice Robotics cresceu rapidamente durante a pandemia, de uma equipe de três pessoas, em 2019, para 26. Agora com sede no Parque de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, a empresa abriu um escritório no Japão em 2021 para ajudar a gerenciar sua crescente base de clientes no país. Com uma população envelhecendo rapidamente, Lee contou que os robôs são essenciais para dar apoio aos setores de varejo e hospitalidade no Japão.

Além da hospitalidade, Lee vê os robôs se tornando mais comuns em nossos lares também. Em um projeto recente com o serviço de correios do Japão, várias unidades do Rice foram implementadas em um edifício para ajudar a entregar as correspondências para os residentes.

“Os robôs não estão tirando o emprego das pessoas, mas sim tentando ajudar a manter a sociedade em movimento”, alegou Lee, acrescentando: “Os robôs são o futuro”.

Fonte: CNN BRASIL

Moedas de ouro do século 18 são encontradas sob tábuas de cozinha na Inglaterra

Descoberta é um dos maiores tesouros de moedas de ouro inglesas da época já descobertos na Grã-Bretanha, de acordo com a casa de leilões Spink & Son.

Uma reforma de uma casa no norte da Inglaterra descobriu um tesouro de moedas de ouro, que podem valer até £ 250 mil (R$ 1.297.325) em leilão no próximo mês.

A descoberta é um dos maiores tesouros de moedas de ouro inglesas do século 18 já descobertos na Grã-Bretanha, de acordo com a casa de leilões Spink & Son em um comunicado de imprensa enviado à CNN na quinta-feira (1º).

Enquanto reformavam sua cozinha em julho de 2019, os moradores desenterraram um copo de barro com esmalte de sal enterrado embaixo do concreto e das tábuas do piso de sua casa em Ellerby, North Yorkshire.

O copo, descrito como não maior do que uma lata de refrigerante, continha mais de 260 moedas de ouro datadas de 1610 a 1727. O estoque de moedas tem um valor estimado de £ 100 mil no poder de compra de hoje, disseram os leiloeiros.

Gregory Edmund, um leiloeiro da Spink & Son, disse que o tesouro notável é diferente de qualquer achado na arqueologia britânica ou como qualquer leilão de moedas na memória viva.

“É uma descoberta maravilhosa e verdadeiramente inesperada de um local tão despretensioso”, disse Edmund no comunicado de imprensa.

“Esta descoberta de mais de 260 moedas também é uma das maiores no registro arqueológico da Grã-Bretanha, e certamente para o período do século 18”, acrescentou.

“As moedas quase certamente pertenciam aos Fernley-Maisters, Joseph e Sarah, que se casaram em 1694″, diz o comunicado de imprensa.

De acordo com Spink & Son, os Maisters foram uma família mercantil influente do século 16 ao século 18. Eles comercializavam minério de ferro, madeira e carvão dos estados bálticos e várias gerações assumiram cargos como legisladores no início de 1700.

Sua linhagem familiar diminuiu logo após a morte do casal, o que presumivelmente é o motivo pelo qual as moedas nunca foram recuperadas, acrescentou a casa de leilões.

Enquanto isso, Edmund disse que as descobertas refletem as moedas de £ 50 e £ 100 que foram usadas na época.

“Joseph e Sarah claramente desconfiavam do recém-formado Banco da Inglaterra, da ‘nota’ e até mesmo da moeda de ouro de sua época porque eles (escolheram) guardar tantas moedas datadas da Guerra Civil Inglesa e de antemão”, acrescentou.

“Por que eles nunca recuperaram as moedas quando eram realmente fáceis de encontrar logo abaixo das tábuas originais do século 18 é um mistério ainda maior, mas é um baita cofrinho.”

Fonte: CNN BRASIL